Capítulo 2 – Os testes.
Os dias estavam mais cheios e corridos a cada dia que se aproximavam os testes. Elas sentiam a pressão a cada dia maior. Tinham pouco tempo para ensaiar por causa das aulas. E tentavam ao máximo aproveitar nada mínimo momento que tinham para ensaiar e se dedicar a aprender mais para o teste. Estavam apreensivas e ansiosas. Mas não esperavam que o tempo passaria tão rápido.
Logo já tinham se passado as três semanas que faltavam para o teste. O dia tinha amanhecido com um sol lindo, aliás, o dia estava lindo. Tudo parecia perfeito para o teste e tudo indicava que tudo daria certo. Mesmo assim qualquer um veria que estavam nervosas.
Amanda tinha passado grande parte da manhã enfeitiçando e arrumando o palco do teatro onde seriam feitos os testes para a Academia de Artes. A menina teve um enorme trabalho de aprender vários feitiços ilusórios, precisava deixar o palco parecendo um bosque encantado. E, perfeccionista como era, queria tudo perfeito.
Ginny, Pansy, Luna e Naomi passaram partes do dia a ajudando, mas depois tiveram que ir arrumarem tudo para a suas apresentações (Ginny e Luna) e coisas para a organização dos testes (Pansy e Naomi).
Amanda estava feliz. Finalmente tinha terminado e tudo parecia perfeito. Seria a primeira a se apresentar, justamente por precisar de mais tempo para ajeitar tudo.
Olhou ao seu redor e sorriu maravilhada, estava mesmo tudo perfeito. Realmente parecia estar em um bosque encantado. No piso estava com uma grama baixa, com alguns arbustos, algumas flores silvestres cresciam em alguns lugares, viam-se mínimas fadinhas voando distraidamente, haviam duas grandes arvores nas extremidades no palco, a baixo de uma delas estava a cama de flores onde estaria no começo do teste.
Por fim, enfeitiçou o teto do palco para parecer o céu noturno, limpo e com estrelas salpicando o céu. Sorriu. Deu os últimos retoques que achava que faltava, depois foi pro camarim. Faltava pouco agora. Cerca de duas horas.
Ginny chegaria a qualquer momento pra ajudá-la a se maquiar e se vestir. Além de Blaise que viria para que ela fizesse os feitiços para ele se tornar o personagem. Riu pensando em como ele ficaria. Tomou seu banho calmamente. Começava a sentir um friozinho na barriga. Saiu do banho enrolada em um roupão. Não demorou muito a ruiva batia na porta.
- Entra amiga! – Falou apressadamente. – Que bom que chegou, já estou nervosa.
- Fique calma. Vai dar tudo certo. – Tranquilizou dando um abraço na amiga. – O palco está perfeito. – Elogiou sorrindo
- Está mesmo né? – Falou sonhadoramente.
- Agora vamos te arrumar, porque o pessoal já está chegando. – Falou a ruiva virando ela de frente para o espelho e pegando a varinha.
- Muita gente? – Perguntou meio desesperada.
- Não. Só os professores que vão avaliar e alguns alunos espalhados pela plateia. – Falou monotonamente a ruiva. – No máximo umas 10 pessoas, graças a Merlin.
Riram juntas. Então Ginny começou a fazer os pinceis começarem a maquia-la. Depois ajudou a amiga a colocar o vestido e arrumar os cabelos. Assim que terminaram bateram à porta.
- Deve ser o Blaise. – Explicou olhando pra ruiva. – Entra.
- Olá... – Começaram mas logo pararam de falar. Três pessoas a olhavam boquiabertas. Blaise, Luna e Pansy.
- Estou tão feia assim? – Perguntou preocupada se olhando no espelho.
- Está maravilhosa... – Começou Pansy a olhando novamente e fazendo com que ela desse uma voltinha.
- Está perfeita, prima. – Falou Blaise sorrindo e piscando pra ela.
- Está muito mais bonita do que a verdadeira Rainha das Fadas. – Falou Luna sonhadoramente. – Ela ficaria morrendo de inveja se te visse. – Completou rindo.
- Disso eu tenho certeza. – Disse risonhamente Ginny e todos riram.
Pansy ajudou Amanda a fazer os ajustes em Blaise e depois se despediu, pois tinha que ir ficar junto aos professores. Ele estava extremamente parecido com o personagem, praticamente irreconhecível, como ela tinha prometido a ele que ficaria (pois ele não queria que ninguém soubesse). Respirou fundo, sorriu nervosamente para todos.
- Hora do show. – Falou dando a mão pra Blaise.
- Arrasa, Mandy! – Falou Luna.
- Fica calma, você já passou. – Piscou Ginny.
As duas amigas foram para a plateia e não demorou muito pra ouvir a voz de Pansy um pouco distante anunciando seu nome e o que faria. Blaise apertou sua mão carinhosamente, olhou pra ele nervosamente. Ele sorriu.
- A ruiva está certa. – Disse simplesmente. Ela sorriu docemente.
E lá se foram eles... As cortinas do palco estavam fechadas, ela se encaminhou para seu lugar e Blaise também.
Por Amanda Zabini:
Sonhos de uma noite de verão - Ato III Cena I
William Shakespeare
Harry não conhecia muito bem aquela peça, mas já tinha visto o filme trouxa sobre ela algumas vezes. Só estava ali pra ver o teste de Ginny, achava que ela precisava de todo o apoio possível, mesmo parecendo extremamente calma. Ela tinha dito que a primeira a se apresentar era uma amiga dela, Amanda. Ele não a conhecia, mas já que tinha desmarcado o treino pra estar ali, bem, iria ver tudo.
Amanda estava deitada numa cama de flores silvestres enfeitiçadas para que parecessem brilhar levemente. Estava imóvel, de olhos fechados, fingia dormir. Seus cabelos castanhos escuros caiam como cascatas por cima das flores, neles tinham pequeninas flores presas, pareciam que tinham caído da enorme árvore que estava abaixo.
O menino que iria contracenar com ela já tinha começado a encenar, estava a uma distância de exatos 6 passos dela, falava de maneira firme e gesticulava, e Harry começou a pensar se era algum de seus colegas das classes de Teatro.
(N/A: Itálico para as falas dos personagens.)
Botton (Blaise) - Compreendo a brincadeira. Querem fazer-me de asno, para eu me amedrontar, como se fosse possível semelhante coisa. Mas façam o que fizerem, não arredarei o pé daqui. Passearei de um lado para
o outro, e pôr-me-ei a cantar, para que eles percebam que não estou com medo. O melro negro e catita de biquinho alaranjado, o tordo de voz bonita, o carricinho espantado...
Amanda abriu os olhos lentamente, despertando de seu sono em meio as flores, se sentava levemente e olhando para ele de forma terna, falou de maneira doce, quase angelical.
Titânia (Amanda) - Que anjo me desperta do meu leito de flores?
Ele a observou firmemente com as sobrancelhas juntas em sinal de curiosidade e estranhamento, mas sua voz não vacilou, continuou firme e decidida.
Botton: O pardal, a cotovia, a rolinha, o tentilhão, o cuco a cantar de dia sem que os homens digam "Não", porque, em verdade, quem se poria a raciocinar com um pássaro tão estúpido? Quem diria a um pássaro que ele mente, por mais que repita: "Cuco"?
Ela se levantou com gestos calmos e leves, parecia flutuar. Harry se ajeitou melhor na cadeira para vê-la melhor. Nunca tinha visto uma garota mais bonita. Ela realmente parecia a Rainha das Fadas. Usava um vestido branco de um tecido levemente transparente, que ele percebeu ser magico pois de acordo com que ela se movia ele mudava de cor levemente, tinha magas compridas e caia perfeitamente no corpo esquio e curvilíneo da garota. Agora também podia ver as asas que saiam das costas dela, também transparentes e muito delicadas com desenhos praticamente invisíveis de arabescos. A maquiagem era leve, mas ele podia ver um brilho em seu olhar, podia ver o brilho da sombra e os cílios alongados e escuros dela estavam realçados. O cabelo de um castanho escuro, quase pretos, longos e ondulados até o meio das costas estavam de todo solto, mas tinham mínimas flores presas ao redor da cabeça formando uma coroa e colo se caíssem dela por toda a extensão do cabelo. Ela andava mais parecendo flutuar em direção ao garoto. Falou tão docemente, sua voz soando melodiosa, suplicante. Realmente parecia estar morrendo de amores por ele.
Titânia - Canta outra vez, gentil mortal, te peço. Tua voz os ouvidos me enamora, como o teu corpo os olhos me arrebata. E de tal modo a tua formosura me enleva e me comove, que eu proclamo, sem mais desculpas procurar, que te amo.
Ele a observava firmemente. Quando ela parou a sua frente ele sorriu duramente e falou monotonamente, muito sério. Não acreditava que ela estava em perfeito juízo.
Bottom - Quer parecer-me, senhora, que para tanto vos assiste razão muito minguada. No entanto, para dizer a verdade, hoje em dia a razão e o amor quase não andam juntos. É pena que alguns vizinhos honestos não se esforcem para deixá-los amigos. Como vedes, eu também posso ser espirituoso, em se oferecendo ocasião.
Ela olhou pra ele com olhos cheios de amor, passou uma mão pelo rosto dele acariciando levemente. Sorriu amavelmente. Um sorriso de tirar o fôlego. Suspirou levemente.
Titânia - És tão sábio quanto belo.
Ele continuou a observa-la como se não entendesse e não acreditasse no que via. Era um bruto, um ogro. Falou firmemente, quase exasperadamente.
Bottom - Nem tanto assim; se eu tivesse espírito suficiente para sair deste bosque, teria tudo o de que necessito.
E só agora Harry reparou que ao redor dela flutuavam pequenas flores e fadinhas. Nossa ela tinha pensado em tudo, cada detalhe. Ela o observou decidida e falou corajosamente o olhando ainda com olhos apaixonados.
Titânia - Não ponhas noutra parte o coração; no bosque ficarás, queiras ou não. Um espírito eu sou, de voz sincera; verão perene em meu país impera, e amor te voto. Por tudo isso, vem; silfos belos vais ter, como eu, também, que jóias te trarão do mar profundo, e te farão dormir sempre jucundo. Da mortal grosseria vou livrar-te e em espírito aéreo transformar-te.
E assim ela terminou. Logo que falou a última palavra todos os presentes levantaram e aplaudiram de pé, inclusive os professores e ele. É, ele tinha acabado de ganhar uma tentação de colega de turma, tentação e com um talento excepcional. Agora ela abraçava o garoto e depois agradeceu os aplausos com um sorriso enorme no rosto.
- HP / AZ –
Luna tinha passado grande parte da sua vida esperando por isso, mas tinha planejado algo simples, porém único. Ela faria uma apresentação de dança clássica e cantaria uma música lenta em quanto dançava. O que era complicado, já que ela tinha que pensar unicamente para se lembrar dos paços e da letra ao mesmo tempo.
Os ensaios tinham sido um sucesso e ela parecia radiante, nem um pouco nervosa. Conversava animadamente com Ginny, que, por incrível que pareça, também estava calma. Se arrumou em quanto desfaziam os feitiços do palco que Amanda utilizava.
Estavam na coxia quando Amanda chegou correndo com um sorriso enorme no rosto.
- Passei! – Falou animadamente, abraçando as amigas.
- Eu já sabia disso. – Falou Ginny dando de ombros e sorrindo.
- O teste foi perfeito, você foi perfeita. – Falou Luna com os olhos brilhando de felicidade.
- Vocês também vão ser! – Falou animadamente Amanda.
- Amém. – Disseram e depois riam.
Ouviram quando Pansy anunciava Luna e o que faria. Ela sorriu docemente, ajeitou o vestido levemente e sorriu para as amigas.
- Arrasa! – Disseram juntas para ela.
Ela foi caminhando para o centro do palco e fez o feitiço para que sua voz se ampliasse. Sorriu para todos e com um novo aceno de varinha a melodia da música começou a tocar ao fundo. Ela começou a cantar levemente.
Por Luna Lovegood:
Beautiful - Christina Aguilera
Don't look at me
Não olhe para mim
Luna fazia movimentos fluidos e calculados, leves e precisos. Sua voz não falhava nem por um segundo. E nesse momento Ginny teve certeza de que ela não poderia ter escolhido música mais perfeita.
Every day is so wonderful
Todo dia é tão maravilhoso
And suddenly, it's hard to breathe
E de repente, fica difícil de se respirar
Now and then, I get insecure
De vez em quando, me sinto insegura
From all the pain, I'm so ashamed
Com toda a dor, me sinto envergonhada
I am beautiful, no matter what they say
Eu sou bonita, não importa o que eles digam
Words can't bring me down
Palavras não vão me fazer cair
I am beautiful, in every single way
Eu sou bonita, em todos os sentidos
Yes, words can't bring me down
Sim, palavras não vão me fazer cair
So, don't you bring me down today
Então, não me faça cair hoje
Ginny a olhava junto com Amanda, ambas sorrindo e deslumbradas com a amiga. O vestido de Luna era de um tom de azul claro, de um tecido fluido, que flutuava levemente com os movimentos que ela fazia.
To all your friends, you're delirious
Para todos os seus amigos, você é delirante
So consumed in all your doom
Tão consumida pelo seu destino
Trying hard to fill the emptiness
Tentando arduamente cobrir o vazio
The pieces gone, left the puzzle undone
Os pedaços se foram, deixaram o quebra-cabeça sem fazer
Is that the way it is?
É assim que tem que ser?
You are beautiful, no matter what they say
Você é bonita, não importa o que eles dizem
Words can't bring you down
Palavras não vão te fazer cair
You are beautiful, in every single way
Você é bonita, em todos os sentidos
Yes, words can't bring you down
Sim, palavras não vão te fazer cair
So, don't you bring me down today
Então, não me faça cair hoje
A plateia parecia estarrecida, ninguém acreditava no que estava vendo. Estavam surpresos com a potência vocal e com a dança, mas especialmente dela estar fazendo os dois perfeitamente juntos.
No matter what we do
(No matter what we do)
Não importa o que fazemos
No matter what we say
(No matter what we say)
Não importa o que dizemos
We're the song inside the tune
Nós somos a música dentro da melodia
Full of beautiful mistakes
Cheia de erros bonitos
And everywhere we go
(And everywhere we go)
E para onde nós formos
The sun will always shine
(Sun will always shine)
O sol sempre brilhará
But tomorrow we might awake
Mas amanhã a gente poderá acordar
On the other side
No outro lado
Os movimentos que ela fazia eram a combinação perfeita com a melodia da música, era hipnotizante, ninguém conseguia tirar os olhos dela.
'Cause we are beautiful, no matter what they say
Porque nós somos bonitos, não importa o que eles disserem
Yes, words won't bring us down
Sim, palavras não vão nos fazer cair
We are beautiful, in every single way
Nós somos bonitos, em todos os sentidos
Yes, words can't bring us down
Sim, palavras não vão nos fazer cair
So, don't you bring me down today
Então, não me faça cair hoje
Don't you bring me down today
Não me faça cair hoje
Don't you bring me down today
Não me faça cair hoje
Ele fez um último movimento, passando a mão pelo corpo e abaixando levemente até ficar sentada no chão, no momento que abaixou a cabeça terminou de cantar a música. Foi ovacionada. Todos gritavam e aplaudiam, assoviavam. Os professores aplaudiam e tinham sorrisos e caras impressionadas.
Ela se levantou agradeceu polidamente, sorrindo abertamente. Os professores a chamaram e ela logo voltou dando pulinhos de alegria. Nós rimos e a abraçamos fortemente.
- Sabíamos que passaria. – Falaram juntas Amanda e Ginny.
Depois de Luna vieram outros alunos que fizeram testes para variados cursos. Alguns iam muito bem e outros muito mal. Luna parecia flutuar de tão feliz, mas mesmo assim estava preocupada com Ginny. Sabia que a amiga estava muito mais nervosa do que demostrava.
Chamou Amanda em um canto e falou pra elas irem com Ginny para o camarim. E foi o que fizeram. Arrastaram a ruiva pro camarim.
- O que houve? – Perguntou ela apreensiva.
- Fique calma. – Falou Amanda sorrindo. – Você vai arrasar.
- Com certeza. – Confirmou Luna.
- Eu estou sentindo aquele friozinho na barriga cada vez mais forte. – Falou suspirando levemente.
- Acho que tínhamos que começar a te arrumar. – Falou Amanda a observando
- Acho uma ótima ideia. – Concordou Luna levantando e fazendo a amiga sentar na cadeira de frente pro espelho. – O que quer fazer no visual?
Amanda estava do outro lado da ruiva e a olhava animadamente quando ela explicava a ideia que tivera. Logo estavam ocupadas ajudando a ruiva. O tempo passou rápido e logo era a vez de Ginny. As amigas foram correndo pra plateia. Luna foi com Amanda se sentar com Blaise e Nott, viu que Draco também estava lá. Sorriu cumprimentando-os.
- A Weasley é a próxima? – Perguntou Nott com tom monótono (fingindo), mas piscou pra elas.
- Sim. – Falou animadamente. – Ela está divina.
- Vai arrasar, com certeza. – Falou Amanda sorrindo.
- L. L. –
Ginny tinha ensaiado muito, as vezes com Amanda, outras com Naomi ou Luna, e muitas delas com Nott. Mas não tinha contado pra nenhum deles qual música cantaria. Eles só sabiam que era de sua banda favorita e que ela cantaria querendo dar um recado pra alguém. Respirou fundo e espiou a plateia. Viu seus amigos lá e do lado oposto seu alvo, Harry, ao lado de Mione e Rony. Voltou a olhar pro palco quando Pansy subiu e a anunciou.
Antes de subir no palco Ginny fez alguns feitiços para que ele ficasse um pouco mais escuro, dando um ar mais sombrio e intimista. Sorriu vendo que tinha dado certo. Então fez uma leve luminosidade aparecer seguindo-a. E andou calmamente até o centro do palco.
Por Virgínia Weasley:
The Change – Evanescence
Draco via o palco ficar mais sombrio e se ajeitou na cadeira pra ver melhor. A introdução começou a tocar ao fundo, aumentando gradativamente. Ele conhecia a música e achava difícil a garota conseguir cantar tão bem quanto sua interprete original (que ele amava). Ela começou a cantar antes mesmo de chegar ao meio do palco. Estava com a cabeça levemente abaixada.
Thought that I was Strong
Pensei que eu fosse forte
I know the words I need to say
Eu sei as palavras que preciso dizer
Frozen in my place
Congelada no meu lugar
I let the moment slip away
Eu deixo o momento escapar
Chegou ao meio do palco e levantou a cabeça lentamente, aumentou o tom de voz e ele podia ver que ela cantava com a alma. Fechou os olhos levemente em quanto cantava e as vezes fechava a mão perto do coração. Mas voltava a abrir os olhos e cantar a plenos pulmões.
I've been screaming
Eu estive gritando
On the inside
Por dentro
And I know you feel the pain
E eu sei que você sente a dor
Can you hear me?
Você pode me ouvir?
Can you heal me?
Você pode me ouvir?
(ah, ah, ah)
Ela tinha acabado de deixar Draco Malfoy sem palavra. Ele nunca esperava achar alguém que contasse tão bem quanto sua cantora favorita. E além disso agora ele reparava nela. Estava usando vestido preto de um tecido leve e fluido, que se movimentava levemente quando ela caminhava pelo palco, com um corpete de couro também preto que delineava e realçava o corpo, que ele nunca tinha reparado antes, bem torneado da ruiva. Tinha os cabelos longos ondulados e soltos, que pareciam mais vermelhos naquele momento, e faziam o contraste perfeito com a maquiagem pesada e dramática que usava. Estava perfeita.
Say it's over
Diga que acabou
Yes it's over
Sim, acabou
But I need you anyway
Mas eu preciso de você de qualquer jeito
Say you love me but it's not enough
Você diz que me ama mas não é o suficiente
Ela começava a cantar um novo verso e olhava para um ponto específico na plateia. Com um olhar sereno, mas que passava toda a verdade do que dizia. Aquela música era um recado. Sustentava um sorriso irônico nos lábios as vezes.
Never meant to lie
Nunca tive a intenção de mentir
But I'm not the girl you think you know
Mas não sou a garota que você acha que conhece
The more that I am with you
Quanto mais eu estou com você
The more that I am all alone
Mais sozinha estou
I've been screaming
Eu estive gritando
On the inside
Por dentro
And I know you feel the pain
E eu sei que você sente a dor
Can you hear me?
Você pode me ouvir?
Can you heal me?
Você pode me ouvir?
(ah, ah, ah)
Say it's over
Diga que acabou
Yes it's over
Sim, acabou
But I need you anyway
Mas eu preciso de você de qualquer jeito
Say you love me but it's not enough
Você diz que me ama mas não é o suficiente
Não, ele não estava achando uma Weasley perfeita. Não podia ser. Ele estava ficando maluco. Mas não podia negar que ela não era bem o que ele achava dela. Agora ela andava pelo palco com um meio sorriso no rosto e um olhar que demonstrava uma leve superioridade. Logo recomeçou a cantar, ainda sustentando a pose de superior.
Not that I'm so diferente
Não que eu esteja tão diferente
Not that I don't see
Não que eu não veja
The dying light of what we used to be
A luz da morte sobre o que costumávamos ser
But how can I forgive you?
Mas como eu posso perdoar você?
You changed!
Você mudou!
And I'm liar by your side
E eu sou uma mentirosa ao seu lado
I'm about to lose my mind
Eu estou prestes a perder minha cabeça
'Cause I've been screaming
Porque eu estive gritando
On the inside
Por dentro
And I know you feel the pain
E eu sei que você sente a dor
Can you hear me?
Você pode me ouvir?
Can you heal me?
Você pode me curar?
(ah, ah, ah)
Tinha parado novamente no centro do palco e agora de olhos fechados ela cantava o penúltimo verso da música. Sendo mais intensa nos gritos finais. Finalmente se libertando.
You've been dreaming
Você está sonhando
If you're thinking
Se você está pensando
That I still belong to you
Que eu ainda pertenço a você
And I've been dying
Eu estarei morrendo
'Cause I'm lying to myself!
Porque eu estou mentindo pra mim mesma
(ah, ah, ah)
Voltou a abrir os olhos a cantou de forma intensa, decidida. Com toda a força que tinha, ele podia ver. Ela sorriu levemente, um sorriso vazio e cantou a última parte prolongando a última nota.
Say it's over
Diga que acabou
Yes it's over
Sim, acabou
But I need you anyway
Mas eu preciso de você de qualquer jeito
Say you love me but it's not enough
Você diz que me ama mas não é o suficiente
Todos aplaudiam e gritavam, ela agradeceu simplesmente ficando levemente corada. Ele estava boquiaberto. Nem sabia o que dizer. Um dos melhores testes que ele tinha visto, com certeza. Pena que ela é uma Weasley.
- GW / DM –
As amigas não demoraram nada a irem abraça-la com sorrisos de orelha a orelha. Ela também sorria intensamente. Tinha passado e com uma excelente nota. Se abraçaram longamente.
- Você foi a melhor, sem dúvida alguma! – Falou Amanda sorrindo e a olhando maravilhada. – Como nunca tinha me mostrado isso antes?
- Ginny tinha vergonha de sua voz. – Falou Luna revirando os olhos. – Imagina, esconder um talento desse. – A ruiva riu e corou levemente.
- Nossa, Ginny, você muda completamente no palco. – Falou Pansy que tinha acabado de chegar. – Arrasou! Uma das melhores notas que já vi!
- Obrigada, Pansy. – Falou sorrindo.
- Escondendo o ouro, não Weasley? – Perguntou Blaise risonho chegando perto delas com Draco e Nott. Nott piscou pra ela levemente e ela sorriu.
- Só não saio por ai me exibindo, Zabini. – Falou dando de ombros.
- Pois devia. – Falou Pansy sugestivamente, abraçando Draco.
- Tem voz pra isso. – Falou Blaise sorrindo sugestivamente e abraçando ela. Ginny empurrou levemente Zabini e revirou os olhos.
- Não é uma questão de ter voz ou não. – Começou o observando. – Eu não quero chamar muita atenção.
- Ah, a baixa ambição dos Weasleys. – Desdenhou Draco com um sorriso irônico. – Sempre se contentando com pouco.
- Não que isso seja da sua conta, não Malfoy? – Falou irritadamente.
- Não me interesso mesmo. – Falou dando de ombros.
- Então não enche. – Falou ela puxando as amigas (Amanda e Luna) para saírem dali.
Foram ao encontro de Harry, Rony e Mione que as esperavam do lado de fora do auditório. Chegaram rindo e brincando. Se separaram para cumprimentar os outros, que logo deram os parabéns.
- Você estava divina, Ginny. – Elogio Harry a abraçando pela cintura. Ela sorriu mas se afastou levemente. Ele ficou um pouco sem graça.
- Estava mesmo maninha. – Falou Rony a abraçando.
- Sua voz é perfeita, Gin. – Falou Mione sorrindo.
- Obrigada gente, vocês são demais. – Falou sorrindo.
- Luna sua dança foi linda. – Falou Hermione. – Até me emocionei.
- Obrigada, Mione. – Sorriu sonhadoramente a amiga.
- Ah, onde estão meus modos? – Falou Ginny brincando e indo para o lado de Amanda. Depois olhou para eles e sorriu.
- Essa é Amanda Zabini. – Apontou pra amiga que sorriu para eles. – Prima do Blaise Zabini – Completou fazendo uma careta e fazendo a amiga rir junto com Luna. – E uma das minhas melhores amigas.
- Olá, bom finalmente conhecer vocês. – Falou Amanda simpaticamente. Então viu Harry a observar com algum interesse. E sorriu.
- Harry Potter.. – Falou olhando pra amiga e apontando Harry. – Rony, meu irmão mais cabeça dura. – Falou renda da careta de Rony e apontando pra ele. – E Hermione Granger, a nossa amada Nerd. – Falou apontando pra amiga que sorria simpaticamente.
- Olá, prazer em te conhecer. – Falou Hermione apertando a mão de Amanda.
- Finalmente conhecemos a tão bem falada Amanda. – Falou Rony em tom brincalhão.
- Bem, não acreditem em tudo que ela fala. – Começou Amanda rindo. – Sabem o quanto ela é exagerada né?
- Bem, ela não exagerou quando falou do seu talento na interpretação. – Elogiou Harry e Amanda sorriu.
- Obrigada. – Agradeceu levemente.
- Foi maravilhosa... – Falou Rony. – Vai ser colega de classe do Harry.
- Verdade? – Falou Amanda surpresa.
- Sim. – Sorriu ele.
- Você interpretou uma das minhas peças favoritas. – Começou Hermione e ai embarcarem em uma conversa entusiasmada sobre peças trouxas. Bem, uma conversa quase sem fim, já que Amanda era viciada em filmes e afins e Harry vivia com trouxas e sabia tanto ou mais que ela. Mas Hermione ganhava em disparada. Olhou levemente pra Luna e revirou os olhos, no que a amiga riu e deu de ombros entrando na conversa também. Já que não tinha o que fazer ela acabou se rendendo e entrando na conversa também.
- G. W. –
Draco estava em seu dormitório de monitor pensando na apresentação da menina Weasley, ainda não acreditava que era ela que tinha feito tudo aquilo, que ela era assim ou que aquela voz era dela. Tinha que ter algo errado, aquilo tudo não podia vir de um Weasley. Mas teve seus pensamentos interrompidos por batidas na porta.
- Entra... – Falou em tom mal humorado.
- Oi, Draquinho. – Saudadou Pansy sorrindo em quanto entrava e se sentava na frente dele. – Preciso conversar com você.
Pansy tinha decidido de uma vez por todas terminar com o garoto, havia conversado com Amanda e ela achava o mesmo que ela, então não queria retardar mais as coisas. O conhecia bem pra saber que ele não a amava dessa maneira, que no fundo eram só amigos, então, que fossem só amigos.
- Pode falar, Pansy. – Falou arqueando a sobrancelha e se sentando na cama.
- Acho melhor nós não namorarmos mais. – Falou seriamente. – Você não me ama desta maneira e eu também não te amo assim. Nós somos muito melhores como amigos. Essa relação está desgastando a nossa amizade. – Falou rapidamente, estava um pouco nervosa. Draco riu levemente e pegou a mão dela, fazendo ela olha-lo curiosamente.
- Eu estava pensando o mesmo, havia algum tempo. – Deu de ombros. – Que bom que concordamos. Não queria te magoar.
- Que bom mesmo. – Falou rindo. Depois deitou no colo dele. No que ele fez uma careta. – Não reclame. Eu estou cansada e como um bom amigo você pode me dar um colo.
- Você é muito abusada. – Falou e ela riu.
- Nenhuma novidade até ai. – Zombou ela ainda rindo. Ele riu também.
- Tem coisas que nunca mudam né? – Falou cruzando os braços.
- Falando em mudança, eu estou chocada. – Falou Pansy com uma expressão perplexa.
- Com o que? – Perguntou arqueando a sobrancelha.
- A apresentação da Ginny hoje. – Falou olhando pra ele.
- Ginny? – Cuspiu o apelido com cara de nojo. – Já está intima assim?
- Ela é amiga da Amanda, - Deu de ombros. – Agora é minha também.
- Sei... – Falou desgostoso.
- Ela é outra pessoa no palco. Tipo, completamente diferente mesmo. – Falou com uma voz animada. – E que voz. Como ela conseguiu não mostra-la antes?
- Não achei nada demais... – Desdenhou ele.
- Sei... – Falou descrente. – Vou trabalhar com ela. Ela tem que ser mais como é no palco.
- Fazendo caridade agora? – Perguntou arqueando a sobrancelha e a observando. Ela deu um tapa no braço dele.
- Não, vai que eu ganho algo com isso? – Falou risonhamente.
- O que por exemplo? – Perguntou monotonamente.
- Não sei. Não tenho nada em mente. – Deu de ombros.
- Sei... – Falou descrente.
- Bem, agora vou indo. – Falou ela se levantando da cama e indo até a porta. – Tenho que encontrar com a Amanda.
- Mande um beijo pra ela. – Falou ele piscando e sorrindo.
- Pode deixar. – Falou rindo e saindo do quarto.
Andou até a entrada do salão principal pensando em como convenceria a Weasley a mudar, e nenhuma ideia veio em sua mente. Mas se tinha alguém que podia ajuda-la nisso, essa pessoa era a Amanda. Sorriu ao ver a amiga se aproximando.
- Que sorriso maroto é esse? – Perguntou Amanda vendo o sorriso da amiga. – O que está aprontando?
- Querendo aprontar... – Corrigiu rindo, e a amiga riu também. – Mas isso nós temos que conversar.
- Estou toda ouvidos. – Falou calmamente em quanto andavam para a mesa da Sonserina que naquele horário estava vazia.
- Eu estava pensando em como a Ginny é diferente no palco e acho que ela tinha que trazer um pouco da personalidade dela quando canta pra vida. – Falou calmamente para Amanda.
- Eu também acho. – Concordou levemente.
- Mas eu não sei como. – Falou fazendo um bico e a amiga riu.
- Só vai ter um jeito... – Falou Amanda pensativa. – Com a música. – Sorriu levemente. – Acho que você é uma das poucas pessoas que tem como fazer isso com ela. Mas ela vai ter que confiar em você.
- Acha que isso vai ser difícil? – Perguntou Pansy parecendo preocupada.
- Bem, acho que não. – Falou Amanda dando de ombros. – Ela já está mais próxima de você. E a Ginny é o tipo de pessoa que confia até ter motivo pra não confiar. É só você não dar motivo.
- Não vou. – Falou sorrindo. – Eu gosto dela. Só acho que se fosse mais forte, como é no palco, não se machucaria tanto.
- Isso é verdade. – Concordou Amanda. – Mas ela começou a fazer isso. E agora com as aulas de canto, e com você ajudando, logo logo ela vai estar ousada como é no palco.
- Vamos trabalhar isso... – Falou Pansy marotamente fazendo Amanda rir.
- Eu vou ajudar o quanto puder. – Falou sorridente – Vou fazer algumas aulas com vocês. E a Luna também.
- Como você sabe? – Perguntou Pansy curiosa.
- Já tínhamos conversado sobre isso. – Falou simplesmente.
- Ah, tá. – Riu Pansy. – Conversei com Draco.
- E ai? – Perguntou apreensiva.
- Ele estava pensando no mesmo. – Riu. – E ficou surpreso com a apresentação da Ginny. – Olhou sugestivamente para Amanda.
- Como assim? – Perguntou arqueando a sobrancelha.
- Ele estava sozinho no dormitório de monitor, e você sabe que ele só faz isso quando está se martirizando. – Olhou para a amiga significativamente. – Eu sei que ele não recebeu nenhuma carta e não parecia preocupado comigo, e bem... a única coisa que aconteceu foi isso. Além do mais, quando eu falei dela ele apena deu de ombros e falou que ele não tinha achado nada demais.
- Não desdenhou? Nem falou que ela é péssima e nem nada do gênero? – Perguntou surpresa.
- Não, e ele ainda falou aquilo pra ela depois da apresentação. E foi estranho. – Ela completou.
- E você acha que ela ter cantado uma música da cantora favorita dele tão bem mexeu com ele?
- Você sabe que ele sempre teve como verdade absoluta que nunca ninguém iria cantar uma música da Amy Lee bem né?
- Sim. – Respondeu revirando os olhos.
- E a Ginny arrasou. Foi perfeita. – Falou Pansy sorrindo.
- Verdade. – Falou sorrindo e depois ficando com uma cara pensativa.
- Então... – Falou Pansy animadamente.
- Pensando assim, pode ser... mas não tenho tanta certeza. – Disse rindo. – Vamos ver como isso vai ser nas aulas.
- Eu vou montar os horários do Draco esse ano. – Disse rindo. – Vamos ter muitas aulas juntos, só preciso saber quais aulas a Ginny vai fazer.
- Pode deixar. – Falou Amanda marotamente. E as duas riram. – Ele vai deixar?
- Ele não quer, mas vai ter. – Disse rindo. – Perdeu uma aposta.
- Que aposta? – Perguntou rindo.
Pansy explicou tudo o que tinha acontecido, fazendo Amanda rir. Ela não sabia se o que Pansy dizia era mesmo o que tinha acontecido. Mas sabia que Draco e Ginny se gostarem era praticamente impossível. Mas colocar isso na cabeça de Pansy era mais impossível ainda, porque quando ela cismava com algo, não havia nada que a fizesse parar. E, bem, já que não pode vence-la, junte-se a ela.
Depois de alguns minutos conversando decidiram ir atrás de Theo, mas acabaram esbarrando com Luna em um dos corredores, saltitava pelos corredores com um olhar sonhador e um sorriso feliz nos lábios.
- Olá Luna. – Sorriu Amanda. Depois abraçou a amiga.
- Oi Mandy. – Sorriu ela. – Oi Pansy. – Sorriu pra ela também.
- Oi Luna. – Sorriu.
- Onde está indo a essa hora mocinha? – Perguntou Amanda em tom brincalhão.
- Vou encontrar com a Ginny na biblioteca. – Falou rindo.
- Então tá. – Sorriu Amanda. – Mande um beijo para a ruiva.
- Pode deixar. – Sorriu e já ia voltar a caminhar.
- Mande dois. – Falou Pansy sorrindo. – Luna, você viu o Theo?
- Pode deixar... Ah, eu vi sim. – Falou sonhadoramente. – O Theodore estava indo para as masmorras.
- Obrigada Luna. – Falaram juntas e se despediram da amiga.
Foram para as masmorras atrás do amigo. Tinham que falar com ele sobre a amizade dele com Ginny. Queriam saber o motivo dele esconde-la de todos. Amanda queria saber disso a muito tempo, mas nunca tinha tido coragem de perguntar. Já em Pansy, o que não faltava era coragem. Esperavam que ele estivesse sozinho.
Assim que chegaram na sala comunal viram o amigo sentado em uma das mesas afastadas lendo um livro de uma peça trouxa. Sorrindo e se sentaram na frente dele, chamando sua atenção.
- Que sorrisos são esses? – Perguntou ele fechando o livro e as observando com a sobrancelha erguida.
- Queremos te perguntar uma coisa. – Falou Pansy, direta como sempre.
- Estou ouvindo... – Falou calmamente.
- Não fique bravo, só queremos entender melhor você. – Falou Amanda amavelmente.
- Sim, falem logo. – Falou nervosamente. – Já estou ficando nervoso.
- Por que você não quer que ninguém saiba da sua amizade com a Ginny? – Perguntou Pansy o observando.
- Não sei explicar. – Deu de ombros, se recostando no encosto da cadeira. – Não é como se quisesse esconder. Só não demostramos em público.
- Mas por que? – Perguntou Amanda. – Você não está gostando dela, está?
- Não, claro que não. – Respondeu seriamente. – Ginny é como uma irmã pra mim. Somos grandes amigos e só. Nunca vai passar disso.
- Então... – Falou Pansy o encorajando a falar mais. Ele suspirou levemente.
- Acho que temos medo das reações dos nossos amigos. – Falou calmamente. – Mas isso já não importa mais.
- Então por que continuam assim? – Perguntou Amanda confusa.
- Virou um hábito. – Deu de ombros. – Fazemos automaticamente.
- Sei... – Riu Pansy e ele a acompanhou.
- Por que isso incomoda vocês? – Perguntou curiosamente.
- Porque nós poderíamos andar todos juntos se vocês parecem de palhaçada. – Falou Amanda como se fosse óbvio.
- Tem que dar um jeito nisso, Theo. – Falou Pansy rindo. – Não gosto disso.
- Vou falar com Ginny e arrumar um jeito especial de mostrar a todos a nossa amizade. – Falou marotamente.
- Tenho certeza que não vai ser um jeito comum. – Falou Pansy rindo. Conhecia muito bem o amigo.
- Levando em consideração que os dois são impossíveis separados, imagino juntos. – Falou Amanda zombeteiramente.
- Se preparem para fortes emoções. – Falou Theo rindo e piscando pra elas.
- Pode deixar. – Falaram juntas. E riram gostosamente.
O dia realmente tinha sido perfeito. Tinham conseguido mais sucesso do que esperavam nos testes e estavam mais felizes do que nunca. As coisas estavam caminhando maravilhosamente bem. Se sentia leve e realizada. Depois de conversarem mais um pouco foram jantar, logo após se encontraram com Luna e Ginny para verem quais matérias queriam cursar, pois dali a alguns dias elas fariam seus horários. O final de noite tinha sido agradável e divertido ao lado das amigas, ela realmente não poderia reclamar desse dia. Suspirou feliz.
- Continua... -
N/A: Ai está, mais um capítulo. Que eu adorei. Espero que gostem também e que me deixem opiniões, ideias, sugestões e afins. Ah, antes que eu esqueça, eu não tô fazendo descriminação de músicas/artistas trouxas e bruxos, nessa fic é como se eles fossem bruxos, ou como se não existisse, nesse quesito artístico, essa descriminação, ok?
As músicas e trechos utilizados nesse capítulo eu já coloquei no capítulo mesmo. Quem nunca ouviu as músicas ouçam que são ótimas. Eu estou viciada nessa música do Evanescence. Aliás, é a minha banda favorita. *-*
Beijos ;*
Annie B. Malfoy
