Notas da Autora
Em uma casa humilde do planeta Bejiita, nasceria o saiyajin que se tornaria o ser mais poderoso do universo com o advento dos anos...
Ao mesmo tempo, o destino começava a "girar" as engrenagens, rumo ao inevitável.
Capítulo 2 - Kakarotto
Após três anos, em uma casa humilde e simples, nascia Kakarotto e o mesmo foi colocado em uma câmara de crescimento para terminar o seu desenvolvimento.
A mesma fora criada, pois, os saiyajins, mesmo os pais, pouco se importavam com as suas crias e detestavam sacrificar seu tempo por elas.
Inclusive, quando vivam em cavernas, raramente um bebê sobrevivia ao seu primeiro ano de vida, pois, normalmente era esmagado ou morto pelos saiyajins, quando estes brigavam entre si, fazendo com que a espécie tivesse poucos indivíduos, além do fato de que raramente acasalavam visando terem uma cria, pois, a fêmea odiava ficar debilitada por causa da gravidez, quando atingia um estágio avançado.
Aliado a esses dois fatores, a população vivia em declínio e com o surgimento dessas máquinas, elas garantiam a sobrevivência dos bebês, até terem a idade mínima para sobreviverem sozinhos, caso fosse necessário e consequentemente, auxiliando a população de saiyajins a manter-se relativamente estável.
Seus pais, Bardock e Gine, olhavam Kakarotto flutuando no líquido, sendo que a genitora sorria lindamente ao ver a sua cria.
Então, o som da porta da sala sendo aberta, anuncia a chegada de Raditz, acompanhado de uma jovem chikyuujin de cabelos loiros e olhos azuis que usava uma coleira no pescoço, o símbolo dos escravos naquele planeta.
A criança terráquea ainda se lembrava, vividamente, quando a sua família foi dizimada por alienígenas, se tornando a única Briefs sobrevivente, enquanto seu planeta era invadido, acabando por ser subjugado após alguns meses.
Ao verem que havia uma sobrevivente, ela foi levada para uma nave imensa, presa por algemas grossas em uma espécie de porão, na nave espacial, amontada com vários chikyuujins sobreviventes, cujo destino era o mercado interplanetário para serem vendidos como escravos.
Também se recorda da brutalidade dos alienígenas estranhos e de quando vira os saiyajins pela primeira vez, sendo que eram os que mais se assemelhavam aos terráqueos, se comparasse com os que ela tinha visto até aquele momento.
Foi colocada a coleira nela, tal como chip e em seguida, foi vendida em um leilão, sendo que até aquele momento, estava consideravelmente em choque pelo rumo que a sua vida tomara e como a felicidade podia ser destruída em um piscar de olhos.
Acabou sendo comprada por um saiyajin e quando ele a levou para casa, mesmo só tendo sete anos, começou a machuca-la, quando deitou em cima dela, que não entendeu muito bem o ato, nem a palavra "sexo", enquanto se assustava pelas mãos enormes do mesmo que percorriam o seu corpo pueril.
Desesperada, por ser pequena e ele grande, consegue esquivar-se, porém, o mesmo ordena a punição, ao falar a palavra memorizada pela coleira, ativada por comando de voz. Porém, ela conseguira sair, antes de receber o intenso choque elétrico que provocava uma dor lacerante, acabando por cair no chão, enquanto se contorcia.
Nisso, ele se aproxima dela e ia continuar com o ato, mesmo estando em um local público, quando, Raditz, que havia acabado de sair da Academia, vê a cena e quando os seus orbes ônix se encontram com o azul da chikyuujin, ele sente impelido à salva-la por alguma força desconhecida. E
Então, mata o saiyajin, com apenas um golpe e em seguida, a leva para a casa dele.
Inicialmente, a terráquea tivera medo dos pais dele, por mais que a saiyajin com aparência bondosa sorrisse para ela, acalmando-a, tratando dos cortes e contusões, já que a Medical Machine deles estava quebrada.
Então, Gine passou a alimenta-la, com a mesma deitada em uma cama, sendo a primeira coisa macia que se deitou desde que foi abduzida da Terra.
Perante os pedidos de sua companheira, Bardock foi até a Central de Registro e valendo-se da lei do mais forte e do mais fraco, transferiu o registro dela para ele, já que da família, era o mais poderoso.
Com o tempo, a jovem Briefs passou a confiar neles e dentro da casa, agia como um membro da família e a tratavam como uma filha, principalmente Gine, sendo que Bardock era mais reservado.
Com o passar dos meses, conseguiram comprar no mercado negro, no caso Bardock, um kit de cientista básico e os mesmos observaram o quanto ela era um gênio, confirmando o fato dela explicar para eles, sobre o seu sobrenome Briefs e o fato de que sua família vinha de uma longa linhagem de cientistas muito inteligentes.
O fato dela ser uma cientista, era algo mantido em segredo, para evitar do imperador desejar pega-la para si.
- Veja, Tights. Não disse que meu irmão nasceria logo?
Eles não estranharam ver Gine recuperada após o parto de seu filho caçula, apenas meia hora depois de dar a luz, pois, os saiyajins eram resistentes e se recuperavam em um ritmo mais acelerado que o de um terráqueo, mesmo as fêmeas.
Além do fato, de que o parto dela não demorara tanto assim.
- Sim.
A jovem concorda, porque, apesar de saber sobre os saiyajins, Tights confessava que ainda se surpreendia com o fato das mulheres se recuperarem tão rápido após um parto.
Em público, agia submissa, mas, naquela casa, era tratada como uma filha, principalmente por Gine. Bardock algumas vezes acariciava a cabeça dela, carinhosamente e Raditz a tratava como uma irmã, embora a mesma estranhasse o comportamento de seu "irmão", por ele estar se tornando, nos últimos tempos, um pouco ciumento para com qualquer macho que se aproximasse dela.
- Ah! Trouxemos os itens necessários para consertar a Medical Machine. - Raditz fala, erguendo as espécies de sacolas com alguns componentes.
- Vocês demoraram... Aconteceu alguma coisa? - Gine pergunta, arqueando o cenho e colocando as mãos na cintura.
Bardock se levanta e olha atentamente para o seu filhote, percebendo então o motivo da desconfiança de sua companheira, pois, Raditz exibia algumas marcas no corpo, indicando que brigara.
O mais velho fica com receio e ao olharem Tights sem graça, Bardock e Gine se entreolham e então, olham da chikyuujin para o saiyajin.
- Foi por causa de Tights?
- Bem... Alguns saiyajins se aproximaram de mim e Raditz me defendeu. - Tights fala, segurando as mãos junto ao tórax.
- Isso é verdade, Raditz? - Gine pergunta e depois olha para a pequena - Eles queriam lhe fazer mal?
- Não sei... Eu acho que sim, pois, Raditz pulou em cima deles e começou a bate-lhes.
Então, ao concentrarem o seu olfato, Bardock e Gine se entreolham, após sentir o cheiro de Raditz na cintura de Tights, como se algo tivesse envolvido a cintura da chikyuujin e notam que a cauda do filho deles parecia estar ansiosa, pois, não ficava em volta da cintura e nisso, sorriem discretamente.
- Podemos dizer que foi por isso, Tights-chan. - Gine se abaixa e afaga maternalmente a cabeça da jovem que sorri, lindamente.
De fato, via a saiyajin a sua frente não como uma dona e sim, como uma espécie de mãe, assim como Bardock era como um pai e Raditz, o filho deles, como um irmão, sem desconfiar que como era mais velho do que ela, os sentimentos dele iam além do fraternal.
Inclusive, Tights esperava que algum dia pudesse retribuir tudo o que fizeram por ela, desde que a salvaram de um saiyajin cruel.
- É mesmo! Vou consertar a Medical Machine! Vamos, Raditz!
Ela segura na mão dele e nisso, se viram para sair dali, enquanto ele sorria para ela.
- Ah, Tights! - nisso, ela olha para Bardock, que afaga a cabeça dela, paternalmente e fala - Preciso conversar com Raditz. Daqui a pouco ele irá.
- Tá! - ela sorri e nisso, se afasta, pegando uma espécie de maleta de ferramentas e se dirigindo ao porão.
- O que é pai? - o jovem saiyajin fica desconfiado.
- Simples. Sentimos o seu cheiro na cintura dela e observamos que a sua cauda estava um pouco "ansiosa", digamos assim. Tem algo para nos contar?
Raditz fica paralisado, pois não imaginava que seus sentimentos possessivos estavam tão intensos assim. Mas, se acalma ao notar o olhar brando de ambos, que não estavam bravos com ele.
- E imagino que sentiu ciúmes e possessividade por ela, quando os outros machos se aproximaram, apesar dela ser um filhote terráqueo. E aí, você os agrediu.
- De certa forma, você a salvou - Gine completa, sorrindo.
- Não estão com raiva? Tipo... Meu interesse em uma chikyuujin e escrava para os demais, sendo que não a vejo assim, em vez de ser uma saiyajin pura?
- Não. Se vocês possuem a lendária ligação verdadeira, assim como nós dois temos, pois, ambos são jovens demais para ser uma falsa, aceitamos e inclusive adoramos. Eu adoraria tê-la como nora, assim como Bardock. - fala olhando para seu companheiro que a abraça e corresponde o olhar - Além do mais, somente com ela você será feliz e vice-versa. Ademais, com certeza irá respeita-la. Não nos incomodamos, pois sabemos do poder da ligação verdadeira.
- Mas, entenda. Ainda são filhotes, ambos. Você tem que esperar até ela ter a idade mínima, assim como tem que esperar que se torne adulto, entendeu?
- Sim. Não se preocupe. Tights-chan é ainda muito nova. Mas, sim, acredito que já a tenha escolhido como parceira de procriação. Porém, respeito a nossa diferença de idade e também por sermos filhotes... Acredito que seja isso que quero ficar ao lado dela e ás vezes, sinto sentimentos estranhamos para mim, assim como ela, já me confessou algumas vezes, quando ficamos muito tristes ou com raiva... É tudo tão estranho. Só sei que é um "poder estranho", digamos assim, que me impele a ficar junto dela, tornando-me possessivo e protetor, desde que os nossos olhares se cruzaram aquele dia... - após ficar contemplativo, ele continua falando, olhando agora para os pais, preocupado - É normal?
O casal se entreolha e depois sentam, para explicarem sobre a ligação verdadeira e ao comentarem como a ligação agia neles, Raditz compreende e fica feliz em saber que isso era algo normal e que se chamava ligação verdadeira, além de descobrir que era algo raríssimo.
Então, se despede dos pais e corre até o porão com as sacolas, após ouvi a reclamação de Tights pela demora dele.
Alguns anos depois, Kakarotto passa a ter um corpo capaz de sobreviver sozinho, caso fosse necessário, além de não exigir maiores cuidados pelos pais e, portanto, seria retirado da câmara de crescimento.
Isso não queria dizer que Gine fosse fã dessa máquina, usado por todos os saiyajins. Se dependesse dela, queria cuidar pessoalmente de Kakarotto desde bebê. Mas, a lei era clara. O uso dela era obrigatório, já que a saiyajin, em tese, só podia se afastar para dar a luz e depois, tinha que voltar a trabalhar imediatamente, não importando a sua ocupação.
No caso dela, ela trabalhava na Central de Distribuição de Carne.
Ademais, muitas saiyajins aprovavam o uso dessa máquina, inclusive todas, com exceção de Gine, sendo que sabia melhor do que ninguém que era uma exceção naquela raça e que segundo o seu companheiro, foi isso que o atraiu. A singularidade dela, para depois ambos compreenderem que possuíam a raríssima ligação verdadeira.
Bardock também não era igual aos demais, mas, o que ele tinha de diferente não lhe trazia problemas, ao contrário de Gine, que sofreu e muito, chegando perto da morte inúmeras vezes por causa de seu coração gentil e amável.
Bardock, ao contrário dos outros saiyajins, que possuíam um coração frio e pensamentos simples, com o advento dos anos e por influência de sua amada, que fez a centelha que ele possuía se expandir, acabando por fazer surgir nele um julgamento sereno e uma pequena medida de humanidade.
Adiciona-se o fato, que mesmo antes de conhecê-la, ele se preocupava em salvar os seus companheiros e por esses atos, que era raro em sua raça, ele se tornou adorado dentre os guerreiros de terceira classe.
Inclusive, todos de sua classe, o cumprimentavam, assim que o viam na rua.
Então, a máquina avisa que está drenando o líquido, onde Kakarotto flutuou por anos e frente ao som da mesma, Gine desperta de seus pensamentos, sendo que na sala encontram-se Bardock, Raditz e Tights.
Após alguns avisos da mesma, o líquido é totalmente drenado, para depois a espécie de cápsula encolher o vidro para os lados, liberando assim a criança saiyajin que se encontrava em uma espécie de torpor.
Então, a mãe pega carinhosamente o seu filho, sendo que o mesmo enfim abre os olhos, ligeiramente confuso, conforme o esperado e então, a mãe dele chora feliz, enquanto abraçava a cria, podendo enfim sentir o calor do corpinho dele próximo dela.
Bardock já esperava essa reação, assim como Raditz e ambos reviravam os olhos, já, Tights, ficara tão emocionada quanto Gine e lutava para ver melhor Kakarotto.
Então, duas mãos grandes a seguraram na cintura, com ela percebendo que era Bardock e agradece, conseguindo assim olhar melhor o filho caçula deles e comenta animada:
- Espero que ele desperte logo do torpor da cápsula de crescimento. Estou ansiosa para ver o comportamento dele.
- E este Raditz ficará feliz em ensina-lhe a não mexer naquilo que não lhe pertence - nisso, a cauda dele chicoteia o ar, irritado.
Enquanto isso, Bardock e Gine controlavam o riso, enquanto se entreolhavam e a jovem chikyuujin não compreendia o comentário de Raditz, embora que sentira corar intensamente ao receber o olhar dele e ver um sorriso de canto e nisso, Bardock a abaixa e a mesma pergunta, com a cabeça inclinada, embora ainda estivesse um pouco corada, enquanto o seu coração batia acelerado:
- Como assim? Você não tem brinquedos. Sou eu que tenho, ainda. Você destruiu os poucos que tinha. Portanto, seria eu a ficar preocupada, não acha, nii-san?
- Há outras coisas... Não falo no quesito objetos. - ele fala virando a face, levemente envergonhado.
- Como assim?
- Quando você crescer mais um pouco, eu falo.
Então, ela puxa o cabelo dele e fala irritada:
- Eu quero saber agora!
- É uma fedelha... Não pode saber.
Ele nega, não sentindo dor, pois, ela era apenas uma terráquea e, portanto, nunca conseguiria ferir um saiyajin.
- Quem é fedelha aqui? - ela bufa irritada.
- Estou olhando para ela agora. - olha para a terráquea e a mesma começa a bufar.
Nisso, sorrindo de canto, Raditz corre pela casa e porão, com uma Tights enfurecida atrás dele, enquanto que Gine ria e Bardock sorria. Já, Kakarotto, com um corpo com a aparência de seis anos, sendo que na verdade, tinha nove anos, olhava com visível confusão a cena que se desenrolava na casa, sendo que reconhecia seus pais e irmão graças ao computador acoplado na cápsula de crescimento.
Quanto a Tights, não estava registrada, já que era uma escrava e colocar imagens dos escravos da família na câmara era desrespeitoso e igualmente proibido, só podendo haver de saiyajins.
Então, eles o levam para o quarto dele e rapidamente, arranjam-lhe vestes e armadura saiyajin, pois, no dia seguinte, iriam ensina-lo a lutar, já que haviam conversado que tal como Raditz, ele não iria a um campo de treinamento, como era o usual, sendo que faria Academia de Terceira Classe, quando chegasse o momento certo, pois, ele já fora classificado em Bejiita, quando nasceu, por essa categoria.
Não que havia escolha. Todo o saiyajin era obrigado a passar pela Academia respectiva a sua classe, sendo que após se formar na mesma, podia fazer um teste para mudar a sua classificação para uma superior e que consistia em batalhar contra um de classe elevada ou então, ser promovido para uma mais elevada, sendo esta promoção feita pelo imperador.
