Notas da Autora

Assim que nasce, Tarble é desprezado e odiado pelos seus genitores, devido ao seu baixo poder de luta...

No entorno da periferia, um encontro do destino acontece entre dois jovens saiyajins...

Capítulo 3 - Encontro do destino

Longe dali, no palácio, a rainha havia acabado de dar a luz e para desgosto do imperador, era um saiyajin de terceira classe.

Podia-se ouvir por todo o castelo, o imperador esbravejando, tal como a imperatriz, que passara a ter repulsa do filho por ele ser fraco.

Enquanto isso, um pequeno bebê era segurado pela parteira, cabisbaixa, em um canto, pois, não era louca de falar algo, ainda mais com os monarcas tão exaltados.

- Que droga! Como pudemos ser azarados! Justamente com...!

- Não fale! - a imperatriz cala a boca dele, quando percebe que ele vai falar algo que não podia ser dito em voz alta.

- Por que essa coisa não pôde ser poderosa?! Agora, só temos Vegeta e mesmo assim...!

- Não ouse! Lembre-se! - ela fala, lutando para se acalmar, pois, bastava um alterado naquele recinto.

Nisso, segue-se mais gritos, até que o imperador desaba em uma cadeira e sentencia.

- O enviaremos a um planeta fraco, bem distante daqui. Quanto mais longe, melhor! Não quero ter essa vergonha aqui no castelo!

- Também concordo. Estou enojada com o nível disso... Parteira!

Nisso, a saiyajin curvar-se prontamente com o pequeno bebê nos braços.

- Sim, minha senhora.

- O leve daqui. Prepare uma nave e programe uma galáxia bem distante daqui. Se ele morrer na viagem, melhor para nós. Nem eu e nem o meu esposo sujaremos a mão eliminando essa desgraça!

- Sim.

Nisso, sai rapidamente dali e se dirige até a Central responsável pelas missões e transmite as ordens reais.

Frente a isso, eles preparam uma nave, sendo que raramente enviavam bebês para longe e, portanto, demoraria meia hora.

Enquanto isso, o saiyajin solicitava um nome para cadastrar a criança, pois era lei e a parteira resolve dar um nome ao bebê.

- Tarble.

- Tarble?

Nisso, o responsável anota e fala, após estudar um mapa planetário - Encontramos uma galáxia bem distante daqui, quase que nos confins do universo. Creio que agradará aos imperadores.

- Com certeza.

- Também, com um lixo desses... É compreensível. Basta ir até o hangar número dezenove, onde a nave dele se encontra.

Nisso, após alguns minutos, a saiyajin chega até o número do hangar, observando a nave esferoide, já preparada para recebê-lo e o mesmo é colocado dentro de um globo transparente, ligado por alguns tubos.

O pequeno ameaça um choro, mas, logo é silenciado por uma espécie de medicamento para fazê-lo dormir profundamente a viagem inteira, como uma espécie de coma.

Então, após alguns ajustes e digitada as coordenadas na mesma, a nave é lançada rumo ao espaço.

Naquele momento, Vegeta estava treinando e pouco se importava em conhecer o irmão, sendo que pelos gritos de seus genitores, provavelmente era fraco.

Enquanto o choro do recém-nascido cessava na nave oval, seu irmão mais velho havia acabado de derrubar três saiyajins adultos.

Porém, apesar de seu poder, sendo considerado o mais poderoso de Bejiita, não compreendia o motivo dos seus genitores o olharem com aparente asco ou repugnância.

Antigamente, acreditava que era uma peça de sua mente, pois, tal olhar era quase que fugaz, antes de afastarem os olhos e retornarem a sua rotina. Mas, nos últimos anos, percebera que, de fato, por mais ilógico que fosse ao mesmo, eles o repudiam em seu interior, mesmo ele tendo adquirido tantas conquistas, sendo acima do normal para um saiyajin acima da Elite.

- Incrível ouji Vegeta-sama. - Nappa fala, elogiando o príncipe.

- Eram fracos... - ele fala dando de ombros, secando o rosto em uma toalha.

- Entendo.

"Maldito príncipe, tão nojento e odioso quanto o bastardo do pai".

Ele pensa consigo mesmo, feliz por não poderem ouvir os seus pensamentos, enquanto comemorava mentalmente o fato de que há mais de dois anos, o rei havia dispensado seus serviços sexuais e lhe dera um cargo excelente, que consistia em ser o Kaulek (caule) do príncipe herdeiro. Ou seja, o braço direito do mesmo, sendo que quando esse assumisse o trono, provavelmente teria um alto cargo.

Então, irritado pela falta de oponentes dignos a seu ver, o jovem príncipe sai dali com a sua capa esvoaçante atrás dele e a sua usual face séria.

Três anos depois, Kakarotto estava com doze anos e no dia seguinte faria a sua inscrição na Academia para Terceira classe, após passar três anos treinando com os seus pais.

Havia desenvolvido mais os músculos e cérebro, sendo nesse quesito, graças a Tights e por ser uma cópia de seu genitor, era reconhecido por todo o entorno da periferia da cidade, onde viviam os saiyajins de Terceira classe, já que na periferia, vivia os de Segunda classe e no centro, os de Primeira classe. Os de Elite viviam em bairros vizinhos ao palácio.

Bardock, por se preocupar com os saiyajns, não só com os seus companheiros, além de ser considerado um dos mais fortes de Terceira classe e que estava prestes a ser promovido a Segunda classe, o fazia consideravelmente popular entre os de Terceira classe, que inclusive possuíam respeito por ele, além de admiração pelas conquistas do mesmo.

Kakarotto se orgulhava de ser filho do famoso Bardock, mesmo que a fama do pai fosse limitada aos de Terceira classe. Raditz compartilhava disso, além de viver aborrecendo e provocando o irmão, ao chama-lo de "cópia-mirim", desde que ele saíra da cápsula de crescimento.

Claro que isso rendia incontáveis brigas, sendo que em muitas, ambos acabavam parando na Medical machine, caso Tights não intervisse, sendo que dificilmente ela não conseguia chegar a tempo para separa-los.

Em relação a chikyuujin, Kakarotto a tratava como irmã, conforme fora ensinado pela família e a protegia, tal como Raditz.

Porém, devido à possessividade do mais velho para com a terráquea, acabava surgindo brigas e nesses instantes, a jovem chikyuujin se afastava sentindo dor de cabeça, deixando os dois machos resolverem por si mesmos, enquanto se dirigia para alguma invenção ou para fazer a comida, já que Gine trabalhava o dia inteiro na Central de distribuição de carnes, apenas folgando alguns dias, enquanto que Bardock normalmente estava fora do planeta, liderando a sua equipe em alguma invasão, algo que chateava Tights, mas, que aprendera a relevar, pois, era a única vida que ele conhecia.

Até porque, todos os saiyajins, quando alcançavam a idade adulta, precisavam de um emprego.

Como crescera, ficara encarregada da comida e da limpeza na ausência de Gine, sendo que Kakarotto e Raditz a ajudavam em segredo, pois, nenhum saiyajin podia saber que uma escrava tinha o auxílio dos filhos do dono dela, pois, para os demais, ela era somente uma escrava e nada mais.

Portanto, quando ambos brigavam, ela estava ocupada com os afazeres, acabando por não conseguir chegar a tempo para separa-los, embora que os fazia trabalhar em alguma coisa, caso estivessem disponíveis.

Frente a isso, ambos gemiam de desespero, quando ela os convocava para a limpeza, desde que ninguém os visse. Nesse caso, limpavam o porão, enquanto Tights cuidava da limpeza da parte de cima.

O problema era quando eles começavam a brigar no porão, acabando por bagunça-lo ainda mais, rendendo reclamações de Tights, sendo que os mesmos de afastavam de casa para escapar da bronca.

Porém, quando Gine chegava e sabia do ocorrido, eles tinham que ouvir o longo sermão da genitora, fazendo-os se arrependerem, nesses momentos, de terem escapado do sermão da chikyuujin.

A noite caía em Bejiita e enquanto a família de Bardock dormia, o mesmo havia acabado de chegar de uma missão.

Enquanto isso, no castelo real, um grupo de saiyajins rebeldes haviam conseguido sequestrar o príncipe que tinha quinze anos, graças a terem o dopado com um pano e um produto, enquanto brigavam no quarto dele.

Imediatamente, os soldados foram convocados para buscar o príncipe, sendo que os rebeldes jubilavam-se com o fato de conseguirem nocautear um saiyajin tão forte, enquanto levavam o mesmo para longe dali.

Haviam feito tudo isso para se vingar do imperador e, portanto, dois adultos iriam violenta-lo e em seguida, os demais iriam surra-lo em frente ao grupo de rebeldes que os esperavam para vingar-se do rei, através do príncipe.

E como sabiam que iam ser mortos, estavam preparados para se explodirem, pois, com certeza, sofreriam as piores torturas e em vista disso, a morte era melhor.

Porém, enquanto estava sendo levado, Vegeta acaba despertando, quando adentram a periferia e mesmo desorientado, consegue fugir.

Após algumas horas, amanhece e Kakarotto estava tomando seu caminho para a Academia, quando avista um arbusto se mexendo e ao chegar perto, vê um saiyajin desorientando, tendo em torno dos quinze anos, trajado com uma capa rasgada e uma armadura danificada, indicando que chegara a lutar.

Então, ele vê o emblema na armadura, reconhecendo como sendo da família real e nisso, leva suas mãos ao lado do rosto para conectar o escouter e quando apalpa o lado do seu rosto, se recorda de que quebrara em uma de suas inúmeras batalhas contra Raditz e que Tights havia prontamente consertado.

Porém, como estava com pressa para sair e igualmente ansioso para a primeira lição, acabou deixando o aparelho em casa e nisso, pragueja maldições contra si mesmo.

Nesse interim, o príncipe desperta e ainda grogue, tenta brigar com Kakarotto, mas, ele desvia, enquanto o pega pelo braço, falando:

- É o ouji Vegeta-sama?

- Sim... Quem é?

- Kakarotto. Vou leva-lo até o meu pai e ele irá avisar o seu honorável genitor.

Vegeta ia cair grogue no chão, quando é pego pelos braços de Kakarotto, que o coloca em suas costas e põe-se a correr com ele, quando surge alguns saiyajins adultos irados, apontando o dedo para o príncipe, para depois gritar:

- Peguem-nos!

- Droga!

Kakaroto resmunga enquanto corria com ele por vielas e caminhos estreitos, assim como procurava andar no meio da multidão, dificultando o trabalho deles, pois , mesmo que os perseguidores voassem, era difícil localiza-los e se atacassem outro saiyajin, este acabaria brigando com eles, algo que não desejavam.

Em virtude disso, o jovem decide usar a vantagem do solo, aliado a embrenhar-se dentre a multidão.

Além disso, decide tomar atalhos que conhecia, enquanto amaldiçoava a si mesmo por esquecer o escouter, acabando por não poder contatar sua família e em relação aos outros adultos, não sabia se estavam envolvidos com quem atacara o príncipe e o perseguia.

Portanto, não podia pedir auxílio a ninguém. Claro que não era para ele o auxílio e sim para o príncipe, pois, o mesmo estava ferido e se morresse com ele, sua família seria alvo da ira do rei, algo que não desejava.

Vegeta acaba despertando, levemente e passa a olhar para o saiyajin que o carregava e ao olha-lo, não pode deixar de sentir o seu coração bater rapidamente e seu rosto se aquecer, enquanto achava o cheiro dele deliciosamente másculo.

Ao perceber seus pensamentos estranhos e o rubor que lhe tomava, tenta sacudir a cabeça, mas, é em vão e acaba gemendo de dor, algo que chama a atenção de Kakarotto, não pelo gemido em si, mas, porque achou um pouco fino demais para ser de outro macho, considerando a aparente idade deste.

Mas, resolveu ignorar, enquanto corria com ele, avistando logo na frente a sua pequena casa. Afinal, a prioridade era chegar à mesma, pois, o seu genitor estava na casa, assim como o seu irmão mais velho.

Porém, ao virar uma esquina, três saiyajins aparecem na frente dele e quando ia voltar, aparecem mais quatro.

Então, ele desce o príncipe e põe-se em posição de luta, enquanto eles riam com escárnio, ao verem um jovem saiyajin, tentando enfrentar nada menos do que sete saiyajins adultos e experientes em batalhas, quando eles mediram o poder de luta dele.

Vegeta fica de pé, um pouco tonto e para surpresa de Kakarotto, avança contra um deles que o soca, enquanto lançava uma rajada de energia, fazendo-o voar longe e se chocar contra algumas pedras.

- Ei! Queremos nos divertir também, seu fominha! - um adulto exclama, irado.

Mesmo sentindo dores lacerantes, Vegeta tenta se levantar, mas cai de quatro, arfando, enquanto ainda amaldiçoava o fato de estar desorientado.

A maior parte de sua armadura estava destruída, assim como a roupa estava rasgada em vários lugares e então, Kakarotto estranha uma espécie de marca de nascença na altura da espátula dele, sendo que tinha a ligeira impressão de já ter visto em algum lugar.

- Vejam! Ele geme como uma fêmea! Que gemido fino, hein? - um deles fala em escárnio.

Porém, ele para de rir ao receber soco potente de Kakarotto, sobre o grito dele, fazendo-o se chocar contra a parede de uma construção:

- Cale-se! – Kakarotto não sabia o motivo, mas, sentia um forte desejo de defender o príncipe, assim como sentira muita raiva frente a chacota do saiyajin adulto par ao mesmo.

Então, os outros saiyajins começam a atacar Kakarotto e contra múltiplos oponentes, acaba se ferindo, ao ponto de ficar gravemente ferido e nisso, um deles o ergue pelo colarinho de sua armadura parcialmente destruída, enquanto levantava seu punho para golpeá-lo, até que recebe um soco potente nas costas que o faz soltar o jovem saiyajin, enquanto caía no chão com intrépido.

Era Bardock, que o golpeou, enquanto Raditz surgia para nocautear o outro e mesmo ferido, por orgulho, Kakarotto ficou de pé e se juntou a luta.

Nisso, os soldados reais chegam, assim como o imperador, pois, alguns saiyajins haviam identificado o príncipe e, portanto, avisaram o monarca, que encontra o seu filho machucado e outros nocauteados, enquanto um adulto, um jovem e um filhote, nocauteavam os demais.

- Chichi-uê (senhor meu pai).

Então, os soldados separam os lutadores, ficando de um lado Bardock, Raditz e Kakarotto, ainda ferido e sendo amparado no final pelo seu pai, pois perdera uma quantidade de sangue considerável e do outro lado, alguns sobreviventes.

Imediatamente, Bardock e Raditz se curvam perante o imperador e este pergunta:

- Foram vocês que sequestraram o príncipe herdeiro?

- Não. - falam em usino.

Nisso, Kakarotto fala, respeitosamente:

- Estava me dirigindo, majestade, a Academia para a minha primeira lição, quando encontrei o príncipe desorientado e ferido. O identifiquei pelo emblema na armadura e o tentei levar para casa.

- E o seu escouter?

- Quebrou em uma luta e levei para consertar. Porém, esqueci de pega-lo.

O rei não parecia convencido e nisso, uma aglomeração se reuniu em volta e um saiyajin saiu do grupo, se prostrando.

- Eu observei que o jovem Kakarotto estava carregando o vosso filho, enquanto ambos eram perseguidos por aqueles saiyajins.

Nisso, aponta o dedo para os que estavam caídos.

- É isso mesmo? - Rei Vegeta arqueia o cenho.

- É verdade, meu rei.

Nisso, outros saiyajins apoiam o que foi falado e o rei se vira para Bardock e pergunta, arqueando o cenho:

- Por que o cheiro de sua cria está na minha?

- Eu o levei nas costas, pois estava fraco e desorientado. - Kakarotto responde em um murmúrio.

- Majestade, posso levar minha cria para a Medical Machine?

- Deixe seu nome e cadastro com um dos guardas... E é bom que seja verdade.

- Não duvido do meu filho.

Nisso, o imperador o dispensa com um aceno vigoroso, enquanto que os demais sayajins abriam caminho para ele passar, seguido de Raditz, que tal como o genitor, faz uma mesura, antes de se retirar.

O imperador se aproxima do filho e nota que grande parte de sua armadura está destruída e a parte de suas costas está exposta.

Aproxima-se dele e pergunta se agachando.

- Ele viu a sua marca?