Notas da Autora

Vegeta se surpreende, quando Kakarotto...

Porém, tal ato, assim como os sentimentos que tomavam Vegeta, tal como as palavras de Kakarotto, o fizeram...

Capítulo 9 - Conforto

Então, sente os caninos dele se alongando, enquanto roçavam a sua nuca, com o maior escrevendo o seu nome no idioma saiyajin, fazendo o menor sentir um intenso prazer, enquanto a sua mente desvanecia, sendo que ele sente ser tomado por lembranças que não eram suas, enquanto que Kakarotto o abraçava ainda mais fortemente, apoiando seu queixo no ombro, controlando o fluxo de recordações.

Após alguns minutos tudo cessa e Vegeta fica estático, ao notar o que ele fez e levanta da cama subitamente, saindo dos braços quentes e fortes, ignorando estoicamente o fato de seu corpo reclamar pela separação no mínimo abrupta, para depois vê-lo olhar com uma face de carinho para ele, que se arrastava até a parede, pois as suas pernas estavam moles pelo prazer, sentindo-se anestesiado pelo mesmo e pergunta, com os olhos arregalados:

- O que você fez? – fica atônito, passando a mão na nuca e sentindo a marca dele.

- Eu o marquei como meu... Ora. Nos vinculamos. Quer dizer, ainda falta você me marcar para o vinculo está completo e assim, termos uma ligação.

- Dois machos se vinculando?! Mas...!

- Olha, os seus gemidos não eram de macho, assim como em relação aos seus atos e gestos, mas, o que sinto por você, me levaram a marca-lo e se quer saber, não me arrependo. – ele fala com um sorriso e começa a bater a mão ao seu lado, passando a olha-lo em súplica – vamos... venha, meu pequeno príncipe.

- Provavelmente vai sumir, já que não retribuí e o inferno vai gelar, antes de eu aceitar me vincular a outro macho! Ainda mais uma Terceira classe bastar...!

Ele para ao se recordar da coleira, enquanto odiava o mecanismo.

- Você acha que eu ia permitir uma coleira em meu parceiro de acasalamento? Seremos de acasalamento e não de procriação, como é entre a nossa raça, já que não podemos ter filhos e por isso, inventei esse termo e aceito pagar o preço para tê-lo e que consiste em não ter cria e não me arrependo de minha decisão. Ademais, você tinha a sua força desde o início e mesmo assim, não se afastou de mim... Seu corpo é sincero. É você que luta contra o inevitável. – ele fala, levantando-se.

Vegeta apalpa o pescoço e nota que está sem o dispositivo e enfim percebe que também está livre da cama e passa a olhar para os lados, pois, não queria ouvir as duras palavras verdadeiras do macho a sua frente, pois, sabia que era a mais pura verdade. Uma verdade que não queria aceitar, sendo que sentia seu corpo clamar, para voltar aos braços do maior e nunca mais sair dos mesmos.

Porém, era o príncipe dos saiyajins e tinha seu orgulho. Além disso, não era uma fêmea para agir da maneira como estava agindo, pois, não era a atitude esperada de um macho, sendo que os seus gemidos finos vinham-lhe na mente e isso o exasperava.

A batalha entre o que sentia e seu orgulho, o estava deixando alarmado e confuso.

Kakarotto notou isso e viu nos pensamentos do menor a sua frente, os vários momentos de confusão dele e inclusive, confessava que ele era diferente e frente a isso, se recordou da estranha marca na omoplata dele, pois, não parecia ser a marca de nascença da família real de Bejiita.

Aquela marca começou a fazê-lo pensar e indagar sobre o que seria, mas, não fazia ideia. Só sabia que o menor a sua frente estava confuso, sendo que a confusão dele provavelmente estava em seu desejo e ato.

Então, Kakarotto fala, seriamente:

- Qual o problema de sentir desejo por mim? Em Bejiita, é algo normal, ambos os sexos terem relação entre si. Portanto, não sei o motivo de estar permitindo que tamanha confusão se apodere de você.

- Mesmo assim...! São os meus gemidos! Eu odeio só de lembrá-los! Também sou o príncipe! Se for para estar nessa situação, seria eu em seu lugar e vice-versa.

- E daí que é príncipe? Não existe a questão de status, no relacionamento entre um casal, mesmo se ambos forem do mesmo sexo. Mas, concordo na parte dos gemidos. Assim como a sua constituição, que é diferente de outros machos se quer saber a verdade. – ele comenta pensativo – Mas, saiba que isso só o torna ainda mais desejoso e atraente. Não só no campo do desejo carnal. Eu me preocupo com você e sinceramente falando, isso não era o que planejei para você, após anos. Descobri que não poderia arcar com a vingança que planejei por anos, quando o tive em meus braços, sabendo nesse momento, que não conseguiria fazer o que planejei contigo. Na verdade, você evoca cuidado e carinho, por mais estranho que isso seja. Também estou um tanto confuso.

Então, Vegeta nota que começa a sentir um ciúme violento de Kakarotto, ao imaginá-lo fazendo tal ato com outros machos e inclusive, mais, pois, com certeza os penetrou.

Frente a tal pensamento que surge em sua mente, sente-se doente, enquanto é tomado por uma raiva imensa, sendo que não desejava assimilar o que ele falou, estranhando o motivo de tamanha ira tomá-lo, assim como uma imensa tristeza, ao imaginar o macho a sua frente com outros homens, tomando-os para si, enquanto ele era mais um para cair em seus braços fortes.

Perante tal raiva e confusão, ele não assimilava o que Kakaroto falava e o mesmo sentiu pelo vinculo, o quanto Vegeta estava alterado e frente a isso, corta a distância entre eles e o abraça.

Porém, após verter lágrimas de dor e raiva, com Kakarotto ficando alarmado ao vê-las, o mesmo o empurra com violência e acaba arrebentando as paredes para fugir dali, sem saber para onde, pois, estava preso no planeta e era plenamente consciente desse fato.

Porém, queria manter distância do maior e se pudesse de sua própria mente para não analisar os seus sentimentos.

Preocupado com o estado dele, Kakarotto o segue, pois, não se perdoaria se algo acontecesse com o menor, sendo que se amaldiçoava por suas palavras impensadas, pois, julgou que deveria ter dosado o que falou, acreditando que esse foi o motivo do menor ter ficado tão confuso, levando-o ao ponto de querer fugir, talvez dele mesmo.

Nisso, o alcança e o segura nos ombros, sendo que Vegeta tenta golpeá-lo e ele desvia, para em seguida começar a lutar contra o mesmo, até que o maior consegue rendê-lo, ao prender os braços, assim como o corpo, fazendo-o se chocar contra o solo, juntamente com ele, sabendo que não se machucaria, enquanto notava a ira nos orbes ônix, que também estavam úmidos, embora não chorasse, devido ao seu orgulho.

Porém, o maior conseguia ver que no fundo havia uma profunda dor e igual mágoa.

Então, o beija gentilmente na testa, assim como seca a umidade do rosto dele com os lábios gentis, sentindo que o corpo do menor sobre si tremia, sem saber se era de tristeza ou raiva e nisso, pergunta, gentilmente:

- Foi o que eu falei, que aumentou a sua confusão?

Vegeta vira a face e não olha para ele, enquanto cerrava os dentes, pois, a seu ver era vergonhoso demais, assim como repulsivo, o fato dele sentir ciúmes de outro macho, enquanto amaldiçoava o seu corpo estranho, desde que era jovem e que o fazia sentir coisas e ter reações que não compreendia, sendo que por anos, conseguiu contê-las, ao ponto de ocultá-las, com exceção de alguns períodos, em que se sentia descompensado e que surtava por qualquer coisa, assim como ficava emocionalmente instável, algo que o desconcertava, pois, nenhum macho passava por aquilo. Pelo menos, nunca viu nenhum passar por aquilo.

Porém, desde que se encontrou com Kakarotto, a presença dele e atos, levou a remoção deste "selo" que construiu por anos, para lacrar tais sentimentos e reações impróprias, pelo menos a maioria, que não eram condizentes com o de um macho e dos quais, nunca desejou analisar.

- Não é nada. – ele fala fechando os olhos.

Então, a mão livre do maior pega delicadamente o queixo de Vegeta e vira o rosto do mesmo, fazendo-o olhar para ele, até que toca os seus lábios nos do menor, embaixo de si, sendo este beijo repleto de carinho e amor, embora Vegeta não compreendesse o conceito amor, assim como os diversos tipos, além de sentimentos, ao contrário do maior, que graças aos ensinamentos de sua genitora, Gine, que lhe explicou após descobrir o que era amor, assim como compreendeu melhor a partir da observação de outras raças, sendo o mesmo para seu pai e irmão, o fizeram compreender mais plenamente o que era amor e sentimentos, algo desconhecido para todos os demais de sua raça, já que sentimentalismo eram para os inferiores.

Por algum motivo, tal beijo rendia Vegeta, que sentia ser tomado por um sentimento estranhamente familiar, mas, ao mesmo tempo incompreensível, sentindo que aquele beijo era diferente dos outros para o príncipe, pois, não havia desejo ou luxúria. Apenas um sentimento que não compreendia, sentindo que o saiyajin em cima dele cessou o beijo e encosta a testa de ambos, ouvindo a respiração quente do maior se chocando em sua pele, provocando arrepios prazerosos, enquanto falava, gentilmente:

- É mentira... Eu sei. Eu inclusive sinto.

Nisso, ele passa o dedo em cima da marca dele na nuca de Vegeta, fazendo-o arfar ao toque, enquanto sorria de lado.

Então, cerrando os olhos, odiando o fato de sentir as suas defesas ruindo perante o tratamento do maior, tão diferente da primeira vez que se reencontraram, o menor fala, em um misto de amargura e dor, sem conseguir olha-lo:

- Pelo visto, tem experiência em lidar com machos.

Nisso, fecha os olhos, não vendo a face confusa do maior, até que ele sorri, compreendendo o motivo do aumento da confusão do príncipe e fala:

- Só com fêmeas, assim como você. Com a diferença que eu nunca estuprei uma escrava. Aliais, as tirei da nave, após sair de seu ataque e enquanto estava inconsciente, as enviei a um local seguro, com uma nave que eu tinha, para que elas tivessem uma nova vida, de liberdade, longe de tudo. Minha mãe vai auxiliá-las, nisso. Além disso, todas as fêmeas que compartilharam minha cama foram de livre e espontânea vontade. Porém, o prazer que senti com elas, não chega aos pés do que senti com você, mesmo na masturbação. Você é diferente e ao mesmo tempo prazeroso. Já cheguei ao ápice antes, mas, com você, experimentei um prazer extremo, acima de tudo que já senti.

Vegeta olha para Kakarotto que sorri e sente o mesmo afagar seus cabelos de forma carinhosa, sem malícia, apenas tentando confortá-lo.

O príncipe suspira e fala amargurado:

- Pelo menos você chegou ao ápice com elas. Eu não cheguei com nenhuma. – ele fala fechando os olhos, não compreendendo o motivo de confessar algo assim.

Talvez sentisse vontade de conversar com alguém e falar sobre os seus problemas, algo que não tinha em Bejiita, sendo que impôs a si mesmo, uma rotina intensa de luta e treino, apenas para não pensar no motivo de se sentir estranho em relação aos outros machos, ao reparar nos corpos masculinos com uma atenção demasiadamente imprópria e em relação às fêmeas, quando notava sua falta de desejo e o fato de nunca ter experimentando prazer com elas, sendo que precisava se tocar para encontrar algum alívio e quando isso acontecia, envolvia o pensamento de um macho nu e frente a isso, odiava-se, sendo que nos últimos anos, fora com Kakarotto, ao imagina-lo adulto, auxiliado pelo fato dele ser uma cópia do genitor, bastando ver escassas fotos do mesmo.

-Não fique assim... Prometo ajuda-lo a compreender o que sente e sobre suas experiências, pois, nunca teve a quem perguntar. Você não está mais sozinho. - ele fala acariciando a face dele com o dorso da mão, olhando-o com carinho.

Vegeta sabia o que ele falava. Sempre foi sozinho. Sempre esteve só desde que era uma criança. O pai era como um estranho, sendo que as poucas palavras que trocaram eram sobre o império. Em relação à genitora, não se recordava, já que raramente a vira e quando ela faleceu não sentiu nada, pois, nunca foi algo para ele, assim como era em relação ao seu genitor.

Recordava-se da solidão que vivenciava em seu quarto, sentindo-se desolado e passou a liberar sua fúria, de forma inconsciente, em todos os seres ao seu redor, pois, se sentia a dor da solidão, faria todos conhecerem a dor que o acossava. Perdeu a conta de quantas vezes expurgou uma raça ou planeta, se divertindo, sendo que no íntimo, nada passou a sua dor. Ela ainda estava presente com o advento dos anos, mesmo tentando enterra-la no fundo de seu ser, em um local que não queria analisar.

Porém, Kakarotto estava desenterrando esse sentimento, obrigando Vegeta a encará-lo, acabando por fazer o mesmo reviver vários sentimentos e sensações, tal como a solidão e descaso ao longo da vida dele.

O odiava por fazer isso, mas, ao mesmo tempo, sentia uma intensa necessidade de Kakarotto, que estava ali, o confortando e falando que ele não estava mais sozinho. Que havia alguém, ali. Que não estava mais só na escuridão.

Perante a intensidade dos sentimentos que lhe tomava, seu orgulho se refugiou, pois, não podia fazer frente à massa imensa e igualmente intensa de sentimentos que avançavam imperiosamente em seu ser, unindo-se a confusão que o tomou por tantos anos, conforme crescia e notava que não era como os outros machos.

- Vegeta...

Kakarotto murmura preocupado, ao sentir que o mesmo se agarrava a ele e chorava, enquanto o corpo do menor tremia perante os espasmos de dor e tristeza, ambas reprimidas por anos a fio, assim como os sentimentos que o acossavam.

Nunca imaginou que ele choraria, pois, era terrivelmente orgulhoso. Portanto, se surpreendeu, enquanto que Vegeta se sentia o saiyajin mais miserável de todos, sendo que o maior sentia pelo vinculo os sentimentos que tomavam o menor, assim como a dor da solidão.

Devido à intensidade do fluxo, demora alguns minutos para Kakarotto discernir o que cada um era, até que entende o que significa a maioria e frente a isso, sente pena pelo menor, enquanto odiava a si mesmo, pelo seu tratamento inicial perante ele.

Então, senta e levanta Vegeta, fazendo-o sentar lateralmente em seu colo e o conforta, abraçando-o e falando, gentilmente:

- Eu estou aqui, Vegeta... Nunca mais estará só e irei protegê-lo da dor e do sofrimento, eu prometo. Confie nesse Kakarotto, embora no início, eu tenha sido um bastardo com você.

O maior compreendia o quanto o menor havia sido ferido com o advento dos anos, em sua mente, conforme era entregue a solidão, sendo que não havia ninguém para orienta-lo ou explicar o motivo dele ser tão diferente dos outros machos. Ele fora uma criança que não conheceu sequer um vínculo afetivo com os pais.

Claro, os saiyajins não se importavam com as suas crias e sabia o quanto ele, Kakarotto, assim como Raditz, foram sortudos em ter uma mãe carinhosa e gentil que os amava, incondicionalmente, além de terem um pai presente, embora precisasse se ausentar por causa das missões, quando viviam em Bejiita, se tornando mais presente, quando saíram do planeta, rumo a uma nova vida em outro planeta, que os acolheu de braços abertos, ao verem que eram diferentes, principalmente por parte de Gine, sendo que eles possuíam o poder de ler o coração dos outros seres.

Após anos, a família de Kakarotto os protegeu de inimigos, se tornando heróis deles e também dos planetas adjacentes, assim como a nee-san dele, Tights, que usou seu intelecto para fazer aprimoramentos científicos, assim como na tecnologia, elevando os planetas a um novo patamar de tecnologia, inclusive para defesa planetária, usando o gênio primoroso dos Briefs, para fazer diferença nos planetas.

Já, Vegeta, não teve um ínfimo disso e embora isso fosse algo que todos os saiyajins vivenciam ao saírem da capsula de crescimento, uma vez que esta garantia às condições mínimas deles enfrentarem o mundo, sozinhos, de forma que pudessem viver, até poderem deixar algum descendente, não havia necessidade de qualquer cuidado. Eles podiam sobreviver por si mesmos, sozinhos.

Mas, por algum motivo, para o príncipe fora ainda pior, agravado pelo fato dos genitores não se importarem com as crias, sendo que os filhos só conheciam os pais através de fotos emitidas mentalmente pela cápsula de crescimento, assim como a mesma continha informações de sua família, evitando assim que se acasalassem com algum parente próximo, pois, saberia reconhecê-los.

Porém, Vegeta era diferente e o fato de seus genitores não estarem presentes, mas, distantes, assim como as confusões que sentia, sem ninguém para auxilia-lo, pois, estava sozinho, fez uma criança triste se tornar, em alguns anos, uma criança tomada pela ira, que descontava em tudo e todos os tormentos que lhe afligiam, enquanto procurava ocultar tal confusão e sentimentos em uma máscara de frieza e de igual altivez.

Então, o príncipe adormece no colo de Kakarotto, que beija gentilmente a testa do menor, para depois se levantar, cuidadosamente, o levando até o quarto dele, para deita-lo, gentilmente e depois cobrindo ambos, enquanto deitava ao lado dele e nisso, um robô pequeno adentra o quarto e pergunta:

- Vou preparar o almoço. Desejo algo especifico, Kakarotto-sama?

- Prepare os melhores pratos e os mais saborosos. Quero um banquete e lembre-se, quantidade quadriplicada.

- Não seria duplicada?

- Após nosso entusiasmo, principalmente o dele e as últimas emoções que ele vivenciou, é quadriplicada. Acredite.

- Anotado. Iremos preparar um banquete saboroso.

- Me surpreenda robô.

- Vou surpreendê-lo, Kakarotto-sama.

Nisso, sai e fecha a porta, enquanto a cauda de Kakarotto envolvia a cintura de Vegeta, retendo-o para si, em seus braços fortes e musculosos.