Notas da Autora

Kakarotto decide...

Vegeta enfim conhece...

Capítulo 11 - A decisão de Kakarotto

Vegeta acorda, sentindo-se fraco, quando se lembra de que não comeram nada nas últimas horas e que para agravar, tiveram uma atividade intensa, enquanto bufava ao se recordar da forma como estava entregue nos braços do maior, sentindo que todo o seu orgulho e qualquer vestígio de racionalidade desaparecia, como se o prazer imenso o anestesiasse.

Sua cauda se contorce de raiva ao se lembrar dos seus gemidos finos, que o exasperavam, pois, não conseguiu se acostumar, ainda, com o fato, irrevogável, que gemia como uma fêmea.

Nisso, sente a cauda de Kakarotto deitada em sua cintura, assim como o fato que uma de suas pernas estava em cima de uma das pernas dele, enquanto estava sendo abraçado e a sua cabeça repousava no tórax talhado de músculos do outro, sendo que acabou se odiando ao perceber que ficou olhando para o corpo de Kakarotto, pelo menos a parte do tórax, assim como passou para o rosto, por demasiado tempo, sendo que a outra parte do corpo dele, assim como o seu próprio, estava coberta com um lençol.

Então, ele se surpreende, quando o maior rola de lado e nisso, acaba embaixo do mesmo e então, luta para se libertar, no início, enquanto percebia o quanto ele era pesado e que o pressionava contra o colchão, não de uma forma que o machucava e sim, para que os corpos de tocassem.

Nisso, o maior abre abruptamente os olhos, surpreendendo Vegeta e com um sorriso nos lábios, a mão que estava embaixo da cabeça do menor, acaricia a marca dele na nuca do príncipe, fazendo-o arfar e nisso, Kakarotto o beija, aprofundando o beijo, se deliciando com o gosto do seu pequeno príncipe, que era simplesmente perfeito, assim como o corpo do menor.

Sua outra mão passeia possessivamente pela lateral do pequeno corpo aristocrático, cujo dono gemia com o toque e beijo, assim como sentia a pele ardente por onde a mão do maior passou, até que ele desce para curva do pescoço e quando ia sugar a pele, se recorda que não comeram e se afasta, sendo que sorri de lado ao ver a face frustrada do príncipe, até que o mesmo a desfaz, ficando emburrado.

Quando Vegeta percebeu que se sentia frustrado, seguindo o sentimento do seu corpo que formigava pelos toques do maior, desfez a face e ficou aborrecido consigo mesmo e então, sente um beijo gentil de Kakarotto em sua testa, que fala:

- Acho melhor comemos, antes de qualquer atividade.

O príncipe arregala aos olhos ao saber que mesmo após todas as sessões que tiveram, o maior queria ainda mais. De fato, ele acertou ao julga-lo como um pervertido, altamente viciado em prazer, embora que uma parte dele, que não queria analisar, havia adorado isso.

Então, ele sai debaixo do maior, que permite, ao rolar para o lado, sendo que percebe, tarde demais, que Kakarotto pegou a sua cauda e a afagou, roçando-a levemente, fazendo-o soltar um gemido fino, até que a puxa e exclama irado, se virando para ele:

- Kakarotto! Eu estou com fome!

Então, observa que o maior sorria maliciosamente e que o olhar dele percorria o corpo do príncipe, que cora, ao perceber que estava nu e tampando sua intimidade, entra o mais rápido possível no banheiro, sobre um riso do maior, que fala:

- Não tem nada aí que eu já não tenha visto, de todos os ângulos!

- Cale-se! Seu pervertido! – Vegeta exclama irado, ao abrir uma fresta da porta, até que bate a mesma.

Então, Kakarotto se levanta animado, para em seguida pegar uma toalha e quando ia pegar alguma roupa dele para o príncipe, sorri maliciosamente e decide ir até o quarto que a sua irmão usava, enquanto estava cuidando do projeto da casa e dos robôs.

Ele abre o armário e descobre que ela deixou algumas roupas e nisso, achou um vestido azul escuro, usado muito por alguns humanos, uma vez que encontraram um planeta para onde alguns chikyuujins conseguiram fugir, quando a Terra foi tomada, sendo que conseguiram escapar através de algumas naves e acabaram indo parar dentro de um buraco de minhoca durante a fuga e nisso, foram parar na outra parte do universo, estabelecendo uma colônia em um planeta desabitado.

O mesmo se encontrava em problemas e ele, com a sua família, os salvaram e ao verem que não eram como os saiyajins, após a resistência inicial dos mesmos, eles o aceitaram e sua irmã havia adorado o fato de poder usar roupas humanas, novamente.

Conforme passava pelo corredor, ele chama um dos robôs e fala:

- Aqueça o banquete que em breve, iremos comer.

- Como desejar, Kakarotto-sama.

Nisso, o robô se afasta para requisitar a ajuda de outros, enquanto que o saiyajin voltava para o seu quarto, controlando o riso, ao imaginar a face que Vegeta faria ao saber que somente fêmeas usavam aquela roupa.

Afinal, confessava que era divertido irritar o príncipe, sendo que adoraria silencia-lo, eficazmente, para depois fazer somente gemidos saírem dos lábios finos e aristocráticos.

Nisso, ele sente que seu membro começa a ficar desperto e rapidamente, imagina algo grotesco, que tem o efeito de baixar drasticamente a sua libido, sendo que agora, procurava esquecer, desesperadamente, o que imaginou.

Então, quando entra no quarto, percebe que seu companheiro de acasalamento ainda estava tomando banho, sendo que se sentia frustrado, pois, ele queria tomar banho com ele e preferencialmente, dando banho no seu pequeno príncipe e nisso, surgem pensamentos pervertidos, cada um melhor que o outro a seu ver, até que os dispersa, pois, precisavam comer e também queria leva-lo para um passeio pelo planeta em que se encontravam, assim como não desejava imaginar algo grotesco a seu ver, novamente, para acalmar o seu membro.

Portanto, empurra seu lado pervertido para escanteio, para conseguir cumprir o programa que planejou para ambos a tarde.

Ele aperta o pequeno botão para abrir a porta e descobre que a mesma está trancada.

Então, após dispersar a ligeira frustação que sentiu, ele bate na mesma e fala:

- Tenho uma toalha e uma roupa para você.

Nisso, ele vê a porta sendo aberta, apenas um filete, com o príncipe pegando as roupa, inicialmente achando estranho, mas aceitando e enquanto pegava a toalha e ao ver que Kakarotto enfiou o rosto no banheiro, sendo que viu o olhar de pura luxúria do mesmo, Vegeta não pode deixar de dar um grito fino, enquanto dava um tapa estalado no rosto do mesmo, que pego de surpresa, cambaleia para trás.

Aproveitando o ensejo, Vegeta empurra a porta com toda a força, fazendo-a bater com violência.

Se levantando, Kakarotto fala:

- Maldade! A vista era tão linda...

- Cale-se, seu pervertido! Quero tomar um banho em paz!

- Chato...

- Eu quero um pouco de privacidade! Será que é difícil?

Kakarotto pondera e de fato, fazia dias que não dava privacidade a Vegeta e por isso, mal humorado, decide ceder, além do fato de que tinha planos para com ele e se permitisse que seu lado pervertido ressurgisse, eles não sairiam do quarto e não conseguia mostrar o planeta, onde eles ficariam por um bom tempo, pois, não sentia confiança de leva-lo até a sua família, sendo que Tights era fraca, por ser humana.

Logo, o príncipe podia fazer alguma besteira e se ferisse sua imouto, mesmo que conseguisse perdoá-lo, seu irmão, Raditz iria agredi-lo. Isso senão o matasse.

Portanto, não queria arriscar.

Então, ele põe uma espécie de calça folgada, sendo uma roupa usada por uma raça aliada da família dele.

Nesse interim, Vegeta sai do banho, feliz, pois, adorava a sensação de limpeza na pele, enquanto que estranhava a roupa e pergunta, vendo que Kakarotto sorria:

- É estranho... Nunca vi uma roupa dessas.

- É usada por uma raça, que é amiga da minha família.

- Amiga? Como assim? – arqueia o cenho.

- Um dia, eu conto... Acredito que queira comer.

- Sim.

- Se achar ruim essa roupa, consigo uma mais sensual, que revela muita coisa do seu corpo e de preferência, de fêmea. Ou então, andará nu, o que seria maravilhoso para mim.

Vegeta cora intensamente e esbraveja:

- Eu sou um macho, não uma fêmea, sua Terceira classe bastar...!

Nisso, Kakarotto o abraça e toma os lábios do mesmo em um beijo ávido, enquanto passeava suas mãos pelo corpo do menor, que inicialmente lutava para se afastar, até que cede, com os lábios do maior mordiscando a orelha do mesmo que gemia e então, se afasta, ao vê-lo rendido.

O príncipe fica atônito, até que percebe o ocorrido e frente a isso, cora intensamente, assim como fica irado, pelo fato de perceber que ficava rendido nos braços másculos do maior e isso o irritava e muito.

Nisso, vê o sorriso de Kakarotto se intensificar ainda mais e saí bufando do quarto, com o mesmo o seguindo, sendo que havia decidido render Vegeta em um beijo e fazê-lo gemer, cada vez que o ofendesse, apenas para deixa-lo irritado, ao saber que ficava rendido perante os seus toques, sendo que adorava vê-lo bufar.

Então, tem uma ideia e quando o pequeno príncipe sai do quarto, o pega em estilo noiva, com o mesmo ficando em choque, inicialmente, para depois começar a lutar para sair do colo, sendo que não conseguia e começou a disparar ofensas, sendo que Kakarotto tomou novamente os lábios do mesmo, aprofundando o beijo, se sentindo viciado no sabor único de seu pequeno príncipe, enquanto seu dedo roçou na marca dele na nuca de Vegeta, fazendo-o arfar e dar um gemido longo e fino, para depois, seus lábios serem tomados com volúpia, com o maior descendo os beijos até a curva do pescoço do príncipe, que tomado pelo prazer, para de lutar e puxa a cabeça de Kakarotto para si, para beija-lo, com o mesmo sorrindo, conseguindo refrear a sua libido, se afastando, sendo que o menor estava corado e não conseguiu impedir uma face frustrada.

Então, ao perceber o que fazia e o seu gesto de puxar Kakarotto para um beijo ardente e desesperado, ele bufa e cruza os braços, virando o rosto e nisso, o maior sorri ainda mais.

- Você não sabe o caminho.

- Posso andar, caso não saiba.

- Eu sei... mas, eu faço questão de levá-lo pela primeira vez assim e se quiser, mais vezes, basta me pedir.

- Nunca vou pedir, mesmo que esteja no leito de morte!

- Se estiver... Estaremos juntos.

Nisso, o príncipe olha abismado, para Kakarotto que fala, olhando-o intensamente:

- Acha que conseguiria viver bem, sem você? Eu quero que envelhecer junto com você . Eu disse que você não estava mais sozinho e que este Kakarotto nunca vai abandona-lo. Estaremos juntos para sempre e nada vai nos separar. Além disso, irei destroçar aquele que lhe tocar. Somente eu posso toca-lo.

Ele fala possessivamente, com uma voz rouca, fazendo Vegeta sentir calafrios, assim como o menor se sentia ainda mais rendido, sendo que no fundo, tal declaração o fazia sentir-se estranho, assim como intensificou um sentimento que surgiu nos últimos dias e que se tornava ainda mais intenso, enquanto que não compreendia o que era, sendo que se sentia mergulhado nos orbes ônix que brilhavam de uma forma incompreensível ao mesmo, que não conseguia definir o que era, mas, que o fazia se sentir aquecido e que lhe aplacava de uma forma intensa, que inclusive o assustava, devido a intensidade do mesmo.

Então, eles entram na sala de refeição imensa com moveis requintados, sendo que Kakarotto o coloca no chão e puxa a cadeira para Vegeta, que desperta do que sentia e torna a ficar com seu costumeiro mau humor, tomando a cadeira das mãos do maior e se acomodando na mesa, enquanto que o mesmo abanava a cabeça para os lados, sorrindo e se sentando próximo dele.

Então, o menor sente vários cheiros maravilhosos e fica abismado com a diversidade de pratos, sendo muitos que não conhecia e cuja aparência estava simplesmente maravilhosa e Kakarotto sorri de canto, para depois falar:

- Incrível, né? Eu pedi para que os robôs me surpreendessem e eles cumpriram com a ordem.

Então, Vegeta nota os robôs, sendo que apenas ouviu falar deles e de fato, todos estavam atarefados, enquanto que um surgia ao seu lado, com o braço robótico estendido, oferecendo uma bebida e o príncipe estende o copo e é servido, sendo que nota que é de cor prateada.

Então, uma espécie de balde pequeno e requintado de metal é trazida por um dos robôs e ele vê o mesmo derrubando duas pedrinhas e assim que vira a água no mesmo, de uma jarra requintada que trazia na outra mão, fica surpreso ao ver surgir inúmeros gelos e então, outro robô mergulha uma garrafa luxuosa no balde.

- Tem raças com um nível tecnológico, que você não consegue imaginar... Minha irmã adotiva, que é uma humana, aperfeiçoou a tecnologia.

- Humana? Que eu saiba, eles estão quase extintos.

- Nós a salvamos... Minha mãe, Gine, a criou como filha e passou a ensinar a nos, que era nossa irmã e aceitamos. Essa casa e robôs, forma criações dela, para facilitar a nossa vida no planeta. Aliais, ela está com os meus pais e irmãos em outro planeta, longe daqui.

Então, Vegeta começa a sorver a bebida, sendo que havia um robô ao seu lado, atento para qualquer ordem do mesmo.

- Tome cuidado... É um pouco forte e não se compara com as bebidas de nosso planeta natal e esse robô ao seu lado, irá servi-lo. Basta pedir qual prato e porção deseja que o mesmo irá colocar em seu prato.

Nisso, o príncipe observa Kakarotto pedindo a um robô, ao lado deste, as várias quantidades e alimentos, com o mesmo o servindo com maestria, assim como outro enchia o copo dele com a mesma bebida de Vegeta.

- Não sei o nome dos pratos, como vou pedir?

- Pergunte a eles o que é cada prato e a composição. Eles irão responder, prontamente, as suas duvidas.

- Pensei que só ouviam a você.

- Sim. Mas, em relação a esse tipo de dados, no caso, culinária, é permitida. Até porque, você precisa saber o que é cada prato, para poder saber o que come.

Então, Vegeta pergunta e os robôs, mais do que prontamente, tiram as suas dúvidas e explicam o que era cada prato, deixando-o atônito com a diversidade e após se decidir e ordenar a quantidade, é servido e percebe que nunca provou nada mais gostoso do que aquilo e Kakarotto fica feliz ao ver que ele aprovou o banquete.

- É sempre assim?

Kakarotto arqueia o cenho e então, compreende a pergunta e fala:

- Sim... Se você desejar. Inclusive, com o tempo, se quiser, pode pedir os seus pratos favoritos. Não me incomodo. Eles irão ouvir seus pedidos de comida, assim como de limpeza.

Então, percebe que Vegeta olhava com visível curiosidade para eles, sendo que a face dele lembrou, momentaneamente, de uma criança e não pode deixar de achar fofo, pois, seu parceiro de acasalamento era simplesmente perfeito, em todos os sentidos, mesmo sendo irritado, assim como tinha uma língua afiada.

Porém, essas características podiam ser subjugadas na cama e, portanto, não era nenhum problema, sendo que inclusive adorava subjuga-lo, ao vê-lo rendido e completamente entregue em seus braços e nisso, não pode deixar de emitir um grunhido satisfeito, algo que não passou despercebido para o príncipe, assim como a face maliciosa do mesmo, que fez um calafrio de prazer percorrer o corpo do menor.

- Não faço questão de saber no que pensou.

- Deveria... – ele fala em um murmúrio rouco, que faz Vegeta corar ainda mais.

- Seu pervertido! Nem na mesa, consegue se conter?

- Sou pervertido e com orgulho! Ademais, convenhamos... Você, no fundo, adora o meu lado pervertido e anseia para senti-lo.

Kakarotto fala com a voz em um tom rouco e com um sorriso malicioso na face, assim como com os orbes ônix se encontravam imersos em pura luxúria, fazendo Vegeta corar, com o mesmo passando a olhar o prato, enquanto comia, pois, não queria acabar novamente em uma sessão de prazer, mesmo que sentisse seu corpo clamando por isso, enquanto o amaldiçoava por se sentir tão atraído a outro macho, assim como pelo fato do mesmo fazer diversos sentimentos novos surgirem nele, com uma intensidade, no mínimo desconcertante.

Durante o resto da refeição, Vegeta conseguiu evitar, estoicamente, olhar para Kakarotto, assim como ignorava a face maliciosa dele, sendo que havia notado os orbes ônix do mesmo, banhados em luxúria, sendo que ao mesmo tempo, precisava conter os calafrios prazerosos em seu corpo, perante a tal face e olhar.

Então, após comerem em silêncio, sendo que Kakarotto se sentiu frustrado, pois, queria que o seu parceiro de acasalamento o olhasse, sendo que o fato do mesmo corar e lutar para não olha-lo, o divertia, em parte, sendo que se recorda da promessa a si mesmo, de conter a sua libido, em troca dos planos que fez para a tarde de ambos.

Nisso, eles terminam de comer e Vegeta vê que após uma ordem de Kakarotto, os robôs começavam a tirar a louça suja, assim como outro grupo, limpava o cômodo e achava interessante o fato de serem tão coordenados, sendo muito melhores do que escravos.

Então, o maior abraça o ombro do menor, que os tira com uma sacudida, sendo que ainda sentia a pele ardente.

- Vamos passear pelo planeta? – Kakarotto pergunta, com um sorriso, adorando o fato dele ser tão pequeno, contendo um grunhido de prazer perante esse fato, enquanto procurava controlar seus pensamentos pervertidos para com o menor.