Notas da Autora
Kakarotto deseja conhecer melhor seu parceiro de acasalamento, quando o pequeno príncipe decide...
Capítulo 12 - O plano de Vegeta
- Tudo o que eu quero é chutar a sua bunda e escapar do planeta.
Kakarotto não se surpreendia com a resposta, sendo que felicitou a si mesmo em ocultar muitas coisas de Vegeta, a seu ver, pois, havia uma chance remota dele conseguir escapar e não desejava isso.
Então, frente a tal fato, decide contatar Tights, para ela aprimorar o sistema das naves, que esporadicamente vinham ao planeta para abastecer os armários e geladeiras, já que eram dois saiyajins que viviam ali, assim como era usado para levar robôs para a manutenção, decidindo que quando Vegeta dormisse, iria contatar a sua irmã, novamente, para expor o perigo dele fugir, com ambos pensando em um modo de impedir que isso acontecesse.
- É impossível, meu pequeno príncipe.
Ele fala com uma voz rouca, próximo da orelha do menor, enquanto sorria de canto, pois, conforme o previsto, Vegeta começa a esbravejar, como sempre acontecia.
- Vou sim, seu Terceira classe bast...!
Então, é silenciado por um beijo possessivo e antes que tivesse tempo para reagir, debilmente, as mãos possesivas e exigentes do maior percorriam o corpo do menor, fazendo questão de memorizar todos os míseros detalhes possíveis e então, conforme descia beijos pelo pescoço do príncipe, Vegeta acaba rendido, como sempre acontecia e nisso, puxa o rosto do maior para um beijo repleto de desejo, até que Kakarotto consegue afastar o rosto, passando a mordiscar o pescoço do menor, assim como sugar, arrancando gemidos finos do mesmo, até que faz um gemido mais longo surgir dos lábios aristocráticos, quando acaricia a marca dele na nuca.
Então, se recordando de seu plano, percebendo que o seu lado pervertido queria uma repetição anterior, na cama, ele se afasta e Vegeta não pôde impedir uma face de frustação, sendo que após ver Kakarotto sorrindo, satisfeito, desfaz a face e bufando, se afasta revoltado com a sua entrega fácil, assim como raiva pelos seus gemidos finos e vira de costas, para depois sentir os braços grandes do maior, o envolver, puxando-o para um abraço carinhoso, até que este fala, gentilmente:
- Não se envergonhe pelo que sente... Qual o problema de se sentir entregue para este Kakarotto? Ademais, já solicitei uma pesquisa para explicar o motivo de você ser diferente e igualmente desejoso. Eu disse que você não estaria mais só e quero que você divida tudo o que o aborrece. Não precisa guardar para você. Eu estou aqui.
Ele fala gentilmente e então, Vegeta cerra os dentes enquanto fechava os olhos, pois, havia muitas coisas que não compreendia e o fato de Kakarotto ser gentil com ele, assim como prometendo que não estaria só, novamente, pois, estaria junto dele, além de descobrir o motivo de ser tão diferente dos outros machos, fez o pequeno príncipe derramar uma lágrima, enquanto segurava as outras.
Afinal, para ele, era vergonhoso chorar, sendo algo que aprendeu com seu pai, quando um dia acabou chorando, levemente, quando filhote e foi castigado severamente por isso.
Ele cerra os punhos e controla as lágrimas, enquanto que o maior apoiava sua cabeça no ombro dele, enquanto o apertava ainda mais e ficam assim por algum tempo, até que o maior o vira e deposita um beijo gentil na testa do menor, para depois puxa-lo pela mão, sendo que inicialmente, o príncipe não faz nenhuma resistência, até que saíram e ao perceber as mãos dadas, desvencilha a sua mão e sai dos pensamentos conflitosos que o tomavam, para retornar a postura e face que aprendeu com seu pai, sendo que bufava ainda mais, pois, parecia uma fêmea que estava sendo consolada e isso era revoltante para ele.
O maior abana a cabeça para os lados, para depois virar para a frente, mostrando o planeta para o menor, sendo que eles caminhavam por lindas campinas, até que Kakarotto voa e Vegeta o segue, sendo que jurou a si mesmo que usaria o passeio para saber mais dados sobre o planeta, assim como, para procurar algum modo de fugir dali, sendo que para isso, fazia-se necessário conhecer o planeta e por causa disso, concordou com o passeio, enquanto que evitava sorrir vitorioso para o plano que traçou, para que o saiyajin a sua frente não percebesse suas reais intenções com o passeio, sendo que o pensamento de sair do planeta, fazia com que uma parte dele, que não queria analisar, se sentisse pesarosa, para depois se revoltar.
Mais do que rapidamente, dissipa tal pensamentos, pois, por mais que fosse bem tratado, embora tivesse que lidar com o saiyajin pervertido a sua frente, não mudava o fato que era um prisioneiro e assim, como todo o prisioneiro, estava ansioso para se libertar.
Kakarotto começa a explicar sobre o planeta, sendo que para Vegeta, muitos dados não eram uteis, até que o mesmo avista pelo canto dos olhos, não ousando virar rosto, para que o maior não percebesse que havia uma pequena nave chegando, sendo que estava distante dali.
Porém, percebe que era a sua única chance de sair, sendo que notou na cozinha uma espécie de folheto holográfico e viu que conhecia parcamente a escrita, passando a ter a ideia de que poderia usar esse conhecimento ao seu favor.
No momento, para ele não desconfiar dos planos que sua mente traçava, enquanto estoicamente afastava a enorme tristeza que sentia ao imaginar estar afastado de Kakarotto, sendo que repudiava violentamente esse sentimento, rejeitando-o asperamente, pois, não era certo, começa a formular algum meio de nocauteá-lo.
Afinal, por mais vergonhoso que fosse ao menor, era inevitável o fato que não podia lutar contra ele para escapar.
Portanto, deixa-lo inconsciente, era a única forma de escapar, já que os robôs não possuíam qualquer poder, pelo que desconfiava.
Além disso, ele sabia que teria que esperar o momento propício, sendo que precisava agir como sempre fizera, pois, se mudasse a forma de agir, o saiyajin a sua frente poderia desconfiar de algo.
- O que foi meu amor?
- Não me chama assim! Sou um macho! Ou já se esqueceu? – ele pergunta, irado, torcendo os punhos.
- Bem... somente se for no aspecto corpo... Apesar de sua constituição ser um tanto delicada, se compararmos ao corpo de outros machos.
- Cale-se!
Ele exclama, cruzando os braços e bufando, enquanto mordia a bochecha para não ofendê-lo, pois, notou que ele somente o rendia em seus braços quando o humilhava verbalmente e não queria estar rendido novamente, pois, desconfiava que a pequena nave não ficaria muito tempo, próxima dali e que em breve partiria.
Portanto, não podia permitir ser subjugado novamente e frente a isso, decide conter sua usual reclamação, que surgiria nessa situação.
Nisso, desanimado, pois, queria subjugar o pequeno príncipe novamente, Kakarotto pousa e Vegeta o segue, sendo que nota que estavam em uma espécie de praia.
Então, vê o maior olhando para a areia, como se procurasse algo, até que fica feliz ao se agachar e pegar algo no chão, sendo que o menor arqueia o cenho, até que o maior se aproxima, com uma concha curvada em uma das mãos, enquanto o abraçava pela cintura.
Ele se aproxima dele e põe a concha no ouvido do menor, que ouve o barulho do mar, se surpreendendo, enquanto corava com o abraço.
Claro, sabia que a concha podia reproduzir um som similar ao mar, mas, não perdia tempo pegando conchas, pois, não era algo para um macho e um príncipe, sendo que nem as fêmeas saiyajins se interessavam por algo assim, considerando que era uma atitude somente de seres inferiores.
- Legal, né? Tenho certeza que nunca pegou uma concha para ouvir. Minha irmã adotiva adora ouvir esse som e inclusive, pegou uma concha do tamanho desta e guardou. Quer esta para você?
O maior pergunta gentilmente, desejando que o menor falasse algo, pois, estava se sentindo incomodado com o silêncio incômodo do mesmo, desde que partiram da casa e ademais, queria conhecer melhor seu parceiro de acasalamento.
Após se recuperar dos sentimentos que o tomavam, Vegeta tem uma ideia e vira o rosto, desviando o ouvido da concha e falando, com seu costumeiro mau humor:
- Por que iria querer algo tão simplório? Ademais, sou um macho e não uma fêmea!
- Eu não acho... Ainda mais com os seus gemidos. – ele fala com um sorriso.
- Me deixe em paz!
Nisso, se vira e sai dos braços dele e conforme previu, Kakarotto se curvou para pegar seu pulso, por causa da diferença da altura de ambos e então, orando para que o maior não percebesse seus movimentos, sendo que uma parte dele queria que percebesse, com ele rapidamente rejeitando essa parte, consegue acertar a nuca de Kakarotto com a mão, usando toda a sua força e sentindo que sua mão latejava pela dor.
Como o saiyajin estava com o ki diminuído, para economizar poder, sendo que fora pego de surpresa, acaba não conseguindo evitar o golpe e fica inconsciente, caindo na areia.
Sorrindo, felicitando-se, sendo que uma parte dele reclamava e protestava, sendo que procurava ignorar tal parte, voa rapidamente até onde está a nave, pois, não sabia quanto tempo ele ficaria inconsciente e precisava sair dali o quanto antes.
Após algum tempo, consegue se aproximar da nave, sendo que os robôs haviam acabado de tirar várias caixas e antes que tivessem qualquer reação, Vegeta entra na mesma e joga o robô que tinha lá dentro para fora, assim como aciona a partida ao descobrir rapidamente o significado dos botões, após descobrir o painel, ficando aliviado em ver que conseguia compreender a escrita.
Então, conforme e nave avançava para o espaço, acessa o mapa estrelar que a mesma possuía e consegue encontrar uma provável rota para Bejiita, ao se recordar de uma rota alternativa, que o faria se aproximar do planeta.
Enquanto preparava a rota, ignorava uma parte dele revoltada, que criticava os seus atos, assim como uma imensa tristeza que começou a tomá-lo, pelo fato de não ver mais Kakarotto, sendo algo que o revoltava, em seu íntimo, enquanto seu orgulho lutava contra tais sentimentos, clamando que o ato de fugir era certo, pois precisava voltar ao seu planeta natal e esquecer-se do saiyajin de cabelos rebeldes para o seu próprio bem.
Há dezenas de anos luz dali, mais precisamente em Bejiita, o rei andava pelo corredor, até que chega a sala oval real, onde havia várias fêmeas saiyajins, todas de Elite e com os olhos expectantes, pois, o monarca iria escolher a próxima rainha e todas almejavam tal título, sendo que dariam um herdeiro ao mesmo, após o planeta ter perdido o príncipe herdeiro, Vegeta, após o último relatório enviado automaticamente pela nave, que descrevia uma pane nos motores, que levou a um colapso da estrutura em pontos vitais e consequentemente, desencadeou uma explosão do mesmo no espaço, sem ninguém suspeitar que fosse um dado falso, introduzido no computador, graças ao fato de Tghits ter invadido secretamente os computadores da nave, fornecendo falsas informações, assim como um falso relatório a pedido do otouto dela, Kakarotto.
Então, o rei Vegeta sobe os degraus e senta no trono, para depois falar, como se meditasse, enquanto olhava as jovens e poderosas saiyajins, pois, eram todas de Elite, que ansiavam, ardentemente, ser a próxima rainha do planeta:
- Como devem saber, analisei diversos dados.
Nisso, ele sorria maliciosamente ao pensar que fez elas ficarem nuas para escolher o corpo mais bonito, assim como provou cada uma delas, que não se incomodaram com as ordens dadas, pois, estavam ávidas para o título e todas aceitaram que ele tivesse relações com cada uma, além de verificar seu histórico de missões e dados.
Após alguns minutos de silêncio, ele fala:
- A minha futura rainha será Komato (tomato – tomate)!
Nisso, uma saiyajin comemora, sendo que as demais olhavam com inveja e ira para a mesma, que se aproxima do imperador, perante um chamado do mesmo, se sentando ao seu lado, em um pequeno trono.
- Saúdam a nova imperatriz Komato!
Nisso, as demais se curvam, a contragosto, iradas, sendo que viram o quanto ele pareceu sentir um intenso prazer ao ter relações com ela, sendo que todas olhavam a cena, pois, ficaram paradas próximas de uma parede, enquanto que cada uma era chamada para ter relações com ele, na cama, com as demais vendo, sendo que as outras se exasperavam ao perceber que com elas, ele não experimentou tanto prazer, mesmo que elas tivessem se dedicado ao máximo para dar prazer ao mesmo.
Uma longa festa é proclamada em todo o planeta para comemorar a ascensão de uma nova rainha, sendo que Nappa iria se tornar o Kaulek do novo príncipe.
Portanto, até que o mesmo nascesse e saísse da cápsula de crescimento, ele ficaria na mansão dele, a título de treino, para se preparar para a função, novamente, dali a alguns anos.
O saiyajin grande e careca estava sentado em sua poltrona, com uma caneca da mão e uma imensa garrafa ao seu lado, sendo que uma de suas várias escravas o servia, para depois a mesma ficar de pé, próxima da parede, esperando alguma ordem dele ou então, para encher novamente a caneca, quando a mesma ficasse vazia.
Nappa pensava em seu intenso ódio pelo imperador que aumentou conforme o advento dos anos, sendo que desejava se vingar, enquanto vertia mais uma caneca de Siev, sendo a décima que entornava, enquanto que tomava uma decisão, sendo que iria esperar o máximo possível por um momento oportuno para executar seu plano e sorria de canto, pois, desde que Vegeta partiu, ele se dedicou a treinos intensos para se vingar dos anos que teve que suportar o imperador dentro de si.
Alguns dias depois, um saiyajin que cuidava das comunicações, capita uma chamada de uma nave desconhecida e aceita o contato.
Enquanto isso, na nave, Vegeta se revoltava por ter chorado a viagem inteira, por causa da saudade intensa que sentia de Kakarotto, se sentindo o saiyajin mais miserável de todos e que naquele momento, lutava para encontrar seu orgulho, visando que o mesmo empurrasse, novamente, para as profundezas do seu ser, a parte dele que o dominou a viagem inteira e que clamava ardentemente por Kakarotto.
Após alguns minutos, olha o painel e percebe que o pedido de chamada foi atendido e secando as lágrimas, enquanto se odiava por seu comportamento inferior, se adianta e exclama, asperamente:
- Aqui é o príncipe Vegeta! Irei pousar no hangar privativo do Castelo!
O controlador da área espacial de Bejiita fica confuso e nisso, contata diretamente o imperador.
Naquele momento, o mesmo estava tendo relações sexuais selvagemente com a nova rainha, quando seu scouter apita e o ignora por um tempo, até que atende.
- O que é seu bastardo? Estou no meio de uma foda!
O controlador sente o sangue gelar, pois, temia retaliação por perturbar o momento íntimo do imperador com a nova imperatriz.
- Lamento, senhor... mas, uma nave...
Nisso, ele escuta o imperador chegando ao ápice, pelo longo gemido do mesmo, sendo que ouvia a rainha gemendo longamente no fundo, enquanto que espera, pacientemente, que o monarca falasse.
No quarto, ele sai dela e se afasta, falando:
- Fale seu infeliz! Que nave?
- Uma nave estranha se aproxima do planeta e a pessoa a bordo da mesma afirma que é o falecido príncipe Vegeta! Mas...
O rei sente o sangue gelar, enquanto estreita os olhos, sentindo uma intensa raiva tomá-lo, sendo que a imperatriz vê a tensão de seu imperador e o mesmo começa a se trocar rapidamente, enquanto falava:
- Mais alguém sabe?
- Não, meu senhor.
- Provavelmente é um impostor!
- A voz lembra e muito.
- Estou me dirigindo para aí e não ouse se comunicar com mais alguém! O planeta está se recuperando da perda do príncipe regente e não precisamos de um falso para provocar uma esperança em vão!
- Verdade... – o saiyajin concorda pensativo.
"Droga! Ele sobreviveu? Se sobreviveu, então, não podia ter me unido a outra saiyajin, pois, nossa união é apenas para a substituição do herdeiro e não quero me desfazer dela, por um filho ookera. Terei outro filho digno de meu sangue e não um desgraçado desses! Preciso tomar alguma atitude. Ainda bem que esse idiota do controlador não contatou mais ninguém. Primeiro, tenho que confirmar isso, antes de cumprir com o meu plano. O fato dele ter sido declarado morto irá me ajudar. Ele é ookera por causa da mãe! Portanto, terei chance de ter um filho normal, pois, pesquisei essa saiyajin e os ancestrais dela não estavam no grupo que recebeu esse gene inglório! Quero um macho normal e não um bastardo de um ookera, pois, agora sei que não sou eu e enfim, poderei ter uma cria digna de mim!"
O rei pensava consigo mesmo, enquanto sorria malignamente, determinado a evitar que Vegeta o impedisse de ter uma cria digna para o mesmo, ao seu ver.
