Notas da Autora

Vegeta escuta palavras contundentes e igualmente cruéis de seu genitor e enquanto o rei se preparava para mata-lo...

Nappa sai de sua mansão por causa da confusão instaurada no planeta e descobre que...

Yo!

Quero pedir desculpas pela demora em atualizar.

Tenham uma boa leitura.

Capítulo 14 - A ira de um super saiyajin

O príncipe arregala os olhos ao ver o seu genitor e estranha o olhar de repulsa no mesmo, que fala:

- Deve estar estranhando o fato que está no calabouço... Mas, entenda. Para nós, você está morto. Aliais, eu sempre quis você morto. Porém, por mais que eu o tenha colocado em situações extremamente perigosas e inimigos implacáveis, assim como conquistas quase que impossíveis desde que era filhote, você não morreu... Não preciso dizer a raiva que eu senti.

Vegeta fica estarrecido, enquanto segurava as lágrimas, pois, sentia que se encontrava especialmente emotivo naquele momento, como acontecia em alguns períodos com ele, além de que, sentia saudade de Kakarotto, enquanto percebia que a marca em sua nuca pulsava com um sentimento de ódio e raiva, assim como preocupação, que não era dele, embora não identificasse de quem era.

- Não fique surpreso... Quem deseja um bastardo ookera como cria? Ninguém! Vocês representam a escória e descobri que herdou de sua genitora. Após a sua falsa morte, que foi excelente para a minha pessoa, contrai união com uma nova saiyajin de Elite que não possuí esses genes que podem gerar ou não um ookera. Eu investiguei profundamente os ancestrais dela, antes de tê-la. E em breve, ela ficará grávida. Eu estou me esforçando especialmente e entusiasmante nesse aspecto, deve confessar. – fala com um sorriso extremamente malicioso - Então, não vai demorar muito e com certeza, será uma cria digna de mim!

Frente ao que o genitor falou, assim como o olhar de desgosto e repulsa, não consegue mais segurar as lágrimas, pois, não imaginava o ódio de seu genitor para com ele, assim como compreendia, agora, o verdadeiro motivo de enviá-lo à missões tidas como suicidas por muitos e inclusive, não compatíveis com a idade, sendo que em muitos casos, sobreviveu por pouco. Nunca tentou assassina-lo, diretamente, para não levantar suspeitas, pois, era uma cria poderosa para a sua raça.

Portanto, não haveria motivo para elimina-lo, ao contrário se fosse um fraco, pois, seria o esperado, assim como foi com o otouto dele.

Porém, por um motivo que não conhecia, o pai deles não o matou, contrariando o que esperavam frente a tal situação. Apenas o mandou a um planeta bem distante, habitado por raças extremamente fracas e de poder irrisório.

Se ele, Vegeta, tivesse sucumbido às missões, seria visto como uma fatalidade, porém, algo normal, pois, indicava que era fraco e indigno para ser o príncipe, de acordo com todas as leis primordiais que apoiavam o aspecto do mais forte e do mais fraco, no sentido que o mais fraco devia se sujeitar ao mais forte.

Então, Vegeta se curva, levemente, o máximo que as algemas permitem, perante as ondas de dor em várias partes de seu corpo fatigado e igualmente ferido, enquanto que não conseguia gemer de dor, por estar amordaçado e ao erguer a cabeça fica apavorado, ao ver a face extremamente maligna de seu genitor:

- Você está bem debilitado e senão forem tratados esses ferimentos, você irá morrer... Ou iria morrer de fome? Já que perdeu um peso considerável. Confesso que estou na dúvida.

O rei sente um deleite especial ao ver a face de terror de seu filho, para depois gargalhar, com sua risada maligna revibrando por toda a área da masmorra.

- Não se preocupe... Considere como um último favor que eu faço como seu pai, privando-o de tais mortes, lentas e igualmente dolorosas. Prometo que será rápido.

Nisso, ele ergue a palma para desferir um ataque fatal no príncipe que chora desesperado, sentindo mais uma onda de dor lacerante toma-lo, enquanto se sentia miserável, sendo que sentia um ódio que não era dele, enquanto que o medo o tomava, sendo que os seus orbes encontravam-se umedecidos pelas lágrimas ao saber do ódio de seu genitor e ver tal face no mesmo, além de ter ouvido as palavras contundentes e cruéis do seu pai.

- É patético até para morrer... – ele fala com visível desgosto, enquanto concentrava seu poder em uma das mãos - Deveria ao menos morrer como um autêntico saiyajin e não como um mísero inferior. Se bem, que não posso exigir muita coisa de um ookera, devido a sua inferioridade nata. Eu o odiei desde que nasceu e o motivo de tê-lo mantido vivo, foi o fato que achava que era comigo o problema, mas, descobri que era com a sua genitora.

Vegeta começa a chorar ainda mais, em um pranto mudo, com as lágrimas peroladas caindo vertiginosamente de seus orbes, sendo lágrimas de dor, medo e de arrependimento ao saber que não veria mais Kakarotto, enquanto representavam também a raiva que sentia consigo mesmo por ter fugido, deixando Kakarotto para trás. Justamente, o único saiyajin que o tratou com gentileza e carinho, sendo que o que recebeu dele por apenas alguns dias, podia ser considerado tudo o que lhe foi negado a vida inteira.

- Patético, sempre patético... nem pode ser considerado um macho muito menos uma fêmea, pois, nenhuma delas choraria. Contrai união com uma saiyajin que me dará uma cria digna e não um bastardo de um ookera. Agora, posso matá-lo, livremente, sendo que você já foi declarado como morto há alguns dias atrás. Afinal, recebemos um relatório da nave que explodiu antes de se aproximar do planeta. Mas, não se preocupe, pois o vinguei, torturando e matando todos aqueles que fiscalizaram a nave, por terem causado a morte do príncipe. Confesso que não sei como sobreviveu a tal falha catastrófica, assim como conseguiu uma nave para voltar ao planeta, mas, não importa... Além disso, há alguém que sabe da sua marca e deve ter desconfiado o que você é, assim como foi no passado, em que tive de ordenar a morte de um dos saiyajins mais leais para com o reino, juntamente com a sua família, sendo que conseguiram fugir, matando vários soldados durante a fuga. Agora, mais do que nunca, devo elimina-lo e limpar essa mácula de meu sangue. Até porque, não quero que nenhum saiyajin estrague os meus planos para ficar no trono pelos próximos vinte anos.

Enquanto ele falava, com o príncipe percebendo a repulsa e ira do mesmo em cada palavra, questionava-se o que era um ookera. Pelo comportamento de seu genitor e atitude, devia ser algo bem vergonhoso, para o rei odiá-lo tanto assim, sendo que seu maior desespero é que nunca mais veria Kakarotto. Nunca mais sentiria seu cheiro, seu calor protetor e não ouviria suas palavras gentis. Arrependia-se amargamente de ter voltado a um planeta onde era repudiado, mesmo sendo seu planeta natal. Chorava por ter sido um idiota e ter se afastado do único saiyajin que lhe deu carinho, amor e compreensão. O único que ficaria ao seu lado. Amaldiçoava-se em pensamento, enquanto seu último arrependimento era não poder ficar junto do saiyajin que amava.

O pensamento de amar lhe era estranho, mas, já ouvira essa palavra e que justificava a imensa e desoladora dor que sentia ao pensar que não o veria mais, sentindo que o lacerava por dentro, enquanto percebia o poder se concentrando nas mãos do seu genitor, gradativamente, de forma lenta, sendo proposital, pois visava prolongar seu medo, enquanto que se amaldiçoava em pensamento por sua estupidez, provocada pelo seu orgulho.

Desejava em seu intimo ter uma segunda chance de poder ficar junto do maior, sendo que não jogaria essa chance fora, embora fosse tarde demais para mudar o que fez.

Porém, se tivesse a oportunidade de ter essa segunda chance, faria tudo diferente e não iria se separar dele, enquanto que esqueceria que Bejiita existia, pois, não desejava saber mais nada sobre esse planeta, que já fora o seu lar, um dia. Tudo o que queria era voltar para o planeta onde estava, outrora, que era, praticamente, um éden particular dele e de Kakarotto, ao olhar o belo planeta em que estavam com outros olhos.

Então, o som de uma explosão do lado de fora chama a atenção de todos e o rei corre dali até a superfície, atarantado e igualmente alarmado, desfazendo a esfera de ki de suas mãos.

Quando chega a superfície, vê um saiyajin de cabelos dourados espetados, sendo que jaziam vários saiyajins mortos a sua volta, enquanto que ele caminhava lentamente com o semblante tomado pela pura ira e ódio, com os orbes verdes estreitados, cobertos da mais pura raiva e desejo de sangue.

O rei fica apavorado e vê cada um de seus soldados caindo, apenas com um movimento das mãos do guerreiro saiyajin de cabelos dourados, sendo visível a cauda dourada do mesmo, até que ele se aproxima e fala:

- Vim buscar Vegeta...

- O que é você?

- Um super saiyajin... O da lenda.

- Impossível... Deveria ser eu ou um dos meus descendentes.

Então, conforme Kakarotto se aproximava, ele se encolhe, enquanto ficava na posição defensiva.

- Por consideração a ele, não o atacarei.

Então, passa no lado do mesmo que sente o poder opressor que o deixa paralisado, enquanto que Kakarotto caminhava até a masmorra, sendo que fala friamente, com cada palavra mergulhada no mais puro ódio e fúria latente, assim como igualmente palpável de tão intensa, que gelava o sangue do monarca, que acaba caindo de joelhos, enquanto estava tomado pelo mais puro terror em sua face:

- Porém, se ele estiver machucado ou sofreu algo, eu irei feri-lo. Não o matarei, mas, irei garantir, pessoalmente, que fique meses na Medical Machine, além de castrá-lo, privando-o de um herdeiro para sempre, assim como o que o define como um homem, caso ele tenha sido estuprado.

O rei sente calafrios, pois, a aparência emanando poder, assim como o poder opressor do mesmo, o fazia sentir como se uma espécie de mão o envolvesse, sufocando-o, ao pressionar o seu tórax, fazendo-o ficar ainda mais atemorizado, sendo que percebe que a aparência lembrava Bardock e como não tinha cicatriz, devia ser o filho, já que era cópia dele.

- É Kakarotto?

- Quem mais seria, bastardo?

Nisso, ele desce as escadas e com um leve toque, arrebenta a porta de aço e vê Vegeta chorando, preso e amordaçado, assim como ferido e fica alarmado, sentindo pelo ki que ele estava debilitado, enquanto que havia perdido um pouco de peso, sentindo que os fragmentos de raiva que sentia pelo ato dele desapareciam gradativamente, conforme via o estado debilitado em que ele se encontrava, assim como pelos sentimentos do menor que sentiu pelo vínculo. Sentimentos de dor, medo, tristeza e de arrependimento pelo que fez.

- Vegeta!

Ele corre até o pequeno príncipe, quebrando as algemas, para em seguida tirar a mordaça, enquanto o pegava gentilmente no colo e quando o príncipe abre os olhos, chora emocionado e se junta mais ainda ao tórax dele.

- Os bastardos lhe machucaram?

Ele pergunta aspirando a curva do pescoço do menor para identificar se ele foi estuprado ou não, ficando aliviado ao saber que não, pois, não sentiu o odor de nenhum outro nele, que indicasse que foi violentado.

- Não tinha comida na nave e ela foi atacada.

O príncipe fala sem olha-lo, afundando ainda mais a cabeça no tórax talhado de músculos do maior, enquanto chorava, sendo que agradecia a segunda chance que lhe fora dada, enquanto o abraçava fortemente e jurava a si mesmo que não iria desperdiçar tal oportunidade, novamente.

Ele podia ouvir o rosnado de Kakarotto, mas, percebeu que não era para ele, enquanto que queria esquecer as duras e frias palavras que ouviu de seu genitor, assim como a face do mesmo, pois, as palavras perfuraram seu coração como punhais, enquanto que não compreendia o motivo de sentir tanta dor, sendo que ela foi amenizada, ao saber que recebeu a segunda chance que tanto orou para receber, sendo que se sentia protegido nos braços fortes dele, que o leva protetoramente dali, subindo as escadas.

Quando chegam ao pátio, vários saiyajins os cercaram e lançam rajadas neles, enquanto que Vegeta fechava os olhos, para depois abri-los e olhar lentamente, devido a fraqueza que o tomava e que o impedia de fazer movimentos, mesmo pequenos, sem que usasse muita força, enquanto que disparava novas dores em todo o seu corpo.

Fica surpreso ao ver que Kakarotto, meramente, detém as centenas de rajadas com uma mão, para depois fazer um movimento com o braço liberando uma quantidade de ki que esmagou todos os ossos de quem os atacou, matando-os instantaneamente, além de amputar diversos membros, enquanto as íris verdes faiscavam de puro ódio e ira para com os conterrâneos deles.

Vegeta vê pelo canto dos olhos o genitor aterrorizado e percebe que ele não está ferido e arqueia o cenho para Kakarotto, que observa os orbes imersos em lágrimas e a face umedecida, sendo que tais lágrimas eram como milhares de agulhas perfurando o seu coração, enquanto que podia ver o rosto do menor se contorcendo em dor, conforme fazia algum movimento.

Fracamente, Vegeta comenta, podendo-se ver a surpresa em sua face:

- O meu pai está bem...

- Acredito que não apreciaria que eu o matasse, mesmo ele sendo um bastardo miserável. Mas, confesso que sinto uma vontade intensa de trucidá-lo.

- Você não fez isso, por minha causa? – ele pergunta, emocionado, sentindo que estava em um de seus períodos, em que ficava mais sensível, embora não compreendesse o motivo.

- Sim... Porém, sinto muita vontade de matá-lo. Acredite.

Nisso, Kakarotto olha para o rei, que está aterrorizado, enquanto vê a face de puro ódio do mesmo e faz questão de jogar no rei um poder opressor, fazendo-o sentir falta de ar, como se algo o comprimisse, novamente, enquanto que sentia uma espécie de mão o apertando, chegando a provocar dor nele ao comprimir o seu corpo, como se desejasse ardentemente esmagar todos os seus ossos e o poder era tão apavorante, assim como a sensação atemorizante, que juntamente com a face de pura ira do saiyajin, faz o rei fica aterrorizado, ao ponto de urinar de medo, com Kakaroto exibindo um sorriso que não chegava aos olhos, fazendo-o ficar mais aterrorizante do que já se encontrava.

Então, após se afastarem dali, com Kakarotto matando facilmente todos os saiyajins que os cercaram, liberando a raiva que sentia, para em seguida, se concentrar, concentrando o seu poder e liberando de única vez uma onda de ki, oblitera tudo a um raio considerável de distância, percebendo que não havia mais kis próximos dali.

Então, tira uma cápsula do bolso e a transforma em nave, com Vegeta ficando surpreso ao ver algo pequeno virar algo grande e inclusive, era uma nave imensa.

Kakarotto o coloca em uma das poltronas da ponte de comando, prendendo-o com o cinto, enquanto sentava e ordenava a partida, após ativar os escudos, com a mesma partindo dali.

No planeta, o rei estava se recuperando da visão aterrorizadora, enquanto olhava em volta, percebendo que centenas de saiyajins morreram e outras centenas estavam gravemente feridos, enquanto que Nappa, observou tudo a distância, ficando fascinado com o poder que o seu conterrâneo exibia e decidiu aproveitar a oportunidade que surgiu, ficando feliz de ter saído da mansão quando ouviu falar da confusão que um saiyajin estava causando e que graças ao caos que imperava, conseguiria cumprir com o seu plano.

Portanto, começa a se aproximar do rei, decidido, sendo que não voltaria atrás em sua decisão.