Notas da Autora
Kakarotto acaba revelando algo que abala o pequeno príncipe e em seguida, ao se recordar das palavras de Raditz, decide fazer com o pequeno príncipe um acordo...
Vegeta se surpreende ao saber um pouco mais sobre a tecnologia da nave.
Capítulo 19 - Acordo
Após alguns minutos, Vegeta ouve a barriga dele roncando, assim como sentia uma fome imensa, ainda mais que o usual, sentindo que se acalmava, enquanto que se amaldiçoava por chorar facilmente, sendo que estranhava tal fato.
Então se ergue da cama para ir ao banheiro, decidindo tomar uma ducha rápida, para em seguida usar a camiseta de Kakarotto, sendo que não pode impedir de sentir o odor dele, que parecia aplacá-lo, enquanto ele exibe uma carranca, por estar agindo de forma estranha.
Sacudindo a cabeça para os lados ele sai do quarto e vai até a sala de jantar, sendo que avistou Kakarotto bebendo algo e que não havia se servido, ainda.
Então, passa por ele, que fica aliviado ao ver que Vegeta voltou e mais tranquilo, não compreendendo como isso aconteceu.
Após o menor se sentar, os robôs começam a servi-los, com cada um deles ordenando o que desejava, para depois comerem em silêncio, sendo que Kakarotto não sabia o que conversar com ele, pois, o seu pequeno príncipe parecia tão sensível, que tinha receio de acabar magoando novamente, algo que odiava, sendo que decide pensar duas vezes antes de falar algo.
Além disso, decidiu que esperaria o momento propício para conta-lhe o destino de Bejiita, sendo que sabia que na mesa não era local para um assunto tão indigesto, pelo menos para o príncipe, a seu ver, caso ele nutrisse algum sentimento para com o planeta natal deles.
Vegeta notou que o maior parecia pensativo, como se estivesse dosando o que ia falar e decide falar primeiro, após entornar mais um copo de uma bebida alcóolica que adorou:
- Já faz vários dias que estamos no espaço... Não vamos voltar ao planeta que estávamos? Eu fiz o trajeto em menos tempo.
O menor fala o final em um tom baixo, pois, odiava se lembrar de seus desatinos, que causaram um intenso e desnecessário sofrimento a ele.
- Não estamos voltando ao planeta que estávamos e sim, iremos para outro, que é mais distante.
- Outro planeta? – ele arqueia o cenho, enquanto que se servia de mais algumas garfadas.
- Sim. O planeta em que a minha família está. Iremos nos encontrar com eles.
Vegeta fica surpreso e pergunta:
- Qual o nome do planeta?
- Liart.
- Não me lembro de nenhum planeta com esse nome.
- Ele não consta nos mapas estrelares de Bejiita. Está em um ponto desconhecido do universo.
Vegeta pensa por algum minutos, apesar de estar atônito e fala descrente:
- Bejiita mapeou uma extensão absurda do universo. Para estar em um ponto não mapeado, quer dizer que está consideravelmente distante daqui.
- Sim. Mais precisamente a trinta anos luz daqui.
- Trinta anos luz?! – ele repete, estarrecido – Vai demorar anos para chegarmos.
- Correção... um mês. Com a tecnologia aprimorada pela minha irmã adotiva humana, Tights, ela conseguiu encurtar tal viagem em apenas um mês, desde que eu use os motores de dobra média, em vez dos de propulsão. Se pudesse usar a dobra máximo, seria uma semana, apenas. Mas, para isso, a nave teria que ser maior. – ele fala tranquilamente, entornando mais um gole da bebida em seu copo.
- Só um mês?! – ele exclama em um misto de descrença e surpresa - O que ela é? Uma gênia?
- A família dela era de gênios na Terra e se chamavam Briefs. Tal genialidade é de nascença.
- Se a nave é tão poderosa... Por que aquela que usei não chegou mais rapidamente a Bejiita?
- Você precisa ativar os motores de dobra. De fato, nessa nave, eu acesso os motores de dobra para ajudar a encurtar a viagem, embora que os motores propulsores têm uma potência incrível. Mesmo para acessar esse, precisa acessar a sequência de acionamento. Você estava voando com os motores normais. Foi rápido, mas, nem tanto.
Vegeta estava assimilando o que ele falava, até que vem algo a sua mente e pergunta:
- Mesmo assim, acho que um mês, é demasiadamente curto.
- Acredite, Vegeta... Longe daqui, a muitos planetas com uma tecnologia absurda, que você sequer imagina. Essa nave que tenho é antiga, pois, deixei a minha nova em forma de cápsula no meu quarto em Liart. Por sorte, tinha a cápsula dessa nave. Se essa nave é antiga... Imagine uma nova?
O pequeno príncipe assimilava as informações, até que fala ao se recordar de algo pequeno, se tornando grande.
- Você disse cápsula... Seria aquela coisa pequena que eu vi você manuseando?
- Sim. Os Briefs inventaram a cápsula. Mais, precisamente, o pai dela desenvolveu essa tecnologia e ela forneceu aos povos aliados de Liart, surpreendendo a todos por uma coisa pequena, se tornar algo enorme, facilitando o transporte de muitas coisas imensas, que antes demandavam certo esforço e tempo.
Vegeta ficou surpreso, sendo que sentia uma intensa vontade de conhecer tais tecnologias, extremamente avançadas, ao tomar como base o fato que a nave de Kakarotto era antiga.
Após alguns minutos, com ambos terminando de se saciar, o maior se recorda da última conversa com os seus irmãos e fala:
- Vegeta, quero falar algo com você. – Kakarotto se lembra da ameaça de Raditz – Minha irmã mais velha, Tights, é uma humana. Portanto, é frágil. Você sabe como os humanos são demasiadamente fracos. Peço para tomar cuidado, pois, ela será a parceira de procriação do meu irmão mais velho, Raditz e você sabe como nós, saiyajins somos, em relação aos nossos parceiros de procriação...
- Desde que ela não me irrite ou algo assim.
- Raditz é um super saiyajin e seu nível de poder é próximo do meu. Eu posso defendê-lo, mas, será uma batalha acirrada e não pretendo passar por isso. Peço para que evite fazer alguma besteira.
- Como assim, super saiyajin? Não era só você? – ele pergunta estarrecido.
- Meus pais também são super saiyajins. Eu disse antes, há semanas atrás, que éramos uma família de super saiyajins.
Vegeta fica atônito, para depois torcer o punho, sentindo uma intensa raiva, enquanto que Kakarotto ficava preocupado, ao ver lágrimas de raiva no menor, que se levanta dali, abruptamente, desejando sair do local.
Preocupado, o maior o abraça e o pequeno príncipe luta para sair dos braços do mesmo, que pergunta preocupado:
- O que houve Vegeta?
- Como acha que eu me sinto sabendo que a sua família inteira é de super saiyajins e eu não tenho nenhuma transformação, a não ser a nossa metamorfose em oozarus?
Ele pergunta com a voz embargada, repleta de mágoa e dor, que era tão palpável, que Kakarotto sente seu coração se restringir, enquanto se amaldiçoava pelo fato de não ter pensado na repercussão de tal notícia ao seu pequeno príncipe, apesar de já ter falado antes sobre isso.
- Me solte, Kakarotto! – ele exclama irado, sentindo uma intensa dor e raiva tomá-lo.
- Quando chegarmos, você pode tentar se transformar, sendo que compreendo o fato disso ser importante para você.
Vegeta vira a sua face úmida pelas lágrimas que transbordavam desenfreadas de seu rosto e Kakarotto vira o menor para ele, começando a secar as lágrimas do menor com os lábios, em beijos, até que fala, segurando o rosto dele com as duas mãos, enquanto o olhava, atentamente:
- Vamos fazer um acordo? Terá que jurar por sua honra.
- Que acordo?
- Se eu falar a você o segredo para se transformar em super saiyajin, você deverá jurar por sua honra que não irá fazer nada que possa prejudicar minha irmã, assim como qualquer outro ser, a menos que esse tente machuca-lo. Pode prometer isso? Pode jurar por sua honra?
O pequeno príncipe fica pensativo e fala, após alguns minutos:
- Se eu jurar isso, você irá jurar por sua honra que vai me falar o processo para se transformar em super saiyajin?
- Sim.
Vegeta pensa por alguns minutos, sentindo que começava a se acalmar, parcamente, até que fala, após suspirar, sabendo que por sua honra, deveria cumprir a todo o custo a sua promessa:
- Eu juro por minha honra que não irei fazer nada que possa prejudicar sua irmã, assim como qualquer outro ser, inclusive a sua família, a menos que esse tente me machucar.
- Ótimo! Então, eu juro pela minha honra que vou ensinar a você o segredo para se transformar em super saiyajin.
Então, ele pergunta:
- Qual é o segredo, Kakarotto?
- Você não pode tentar alcançar essa transformação na nave e sim, no planeta, assim que chegarmos. Saiba que para alcançar essa transformação, precisa ter um coração calmo. Então, deverá ser tomado por uma ira intensa.
Ele fala, sendo que ocultava o fato de que a família dele havia dominado a forma super saiyajin 2, após ele descobrir o processo para ascender a forma 2.
O pequeno príncipe medita sobre as palavras do maior, compreendendo o processo de transformação, até que é despertado por um beijo gentil dele em seus lábios, saboreando-os lentamente, enquanto afagava o rosto do menor gentilmente, fazendo Vegeta se render contra a sua vontade as carícias calmas.
A olhar para Kakarotto, sente-se perdido nos orbes ônix que os fitavam, intensamente, sendo que começava a se perder na escuridão calorosa de tais orbes, enquanto era abraçado pelo maior, acabando por retribuir, se beijando, com ele adorando, em seu íntimo, sentir o calor dele, assim como os braços protetores do maior, sendo que a sua cauda envolvia a cintura do maior, que fazia o mesmo com o menor, enquanto estavam entregues a aquele momento, onde só havia eles e mais ninguém, sendo que envolveu seus braços no pescoço do maior.
Após alguns minutos, eles se separam, com selinhos, sendo que Kakarotto beija a testa de seu pequeno príncipe e pergunta:
- Você gostaria de aprender sobre o planeta Liart? Seu povo?
