Notas da Autora
Então, após Vegeta acessar alguns dados da biblioteca, Kakarotto decide contar ao menor o que aconteceu ao planeta natal de ambos.
Capítulo 20 - Notícia estarrecedora
- Sim.
- Então, vamos a pequena biblioteca da nave. Ela terá informações suficientes sobre o planeta.
Então, ele guia Vegeta pelo corredor, até que param em frente a uma porta e o maior coloca um pé na frente da mesma, que abre, rapidamente, rolando para o lado, dando acesso a pequena biblioteca, de cor azul claro, com o pequeno príncipe notando a ausência de livros, assim como a existência de várias mesas confortáveis e um computador central, além das janelas circulares da nave, onde podia-se ver a imensidão do espaço.
Então, ao entrarem, Kakarotto se aproxima da mesa e fala ao computador, enquanto sentava, sendo que o príncipe senta também, com o banco regulando por si mesmo a altura, para proporcionar conforto a quem sentava nele, sendo que do lado deles, na mesa, surge doces em forma de biscoitos, oriundos de um compartimento, assim como um bule de chá com xicaras, algo que surpreendeu Vegeta, pois surgiu automaticamente, ao detectar a movimentação deles.
- Computador, acesse as informações de Liart.
- Acessando.
- Você vai se surpreender, meu pequeno príncipe. – ele fala em um tom rouco de prazer.
Vegeta sente calafrios de prazer, até que exibe uma carranca e grita, após bufar:
- Não sou pequeno príncipe, seu idiota!
- Para mim é. – ele fala sorrindo.
- Não sou, seu...!
Porém, antes que continuasse a reclamar, ele escuta a voz robótica do computador:
- Começando a exibição. Escolha o modo.
- Modo exibição com áudio. – Kakarotto fala.
Então, o menor compreende o motivo do maior dizer que ele iria se surpreender, assim como devia manter a mente aberta e que ele sequer conseguia imaginar o verdadeiro nível tecnológico que Kakarotto e sua família, estavam acostumados.
Surgem repentinamente, imagens e pessoas em 3D, realistas, sendo que não conseguia ver o projetor do mesmo, normalmente indicado por um painel de luz, como era no resto da nave e frente a surpresa, com as pessoas andando normalmente no ar, ele tomba com a cadeira para trás, caindo com estrépito, exibindo uma face estarrecida, fazendo o maior ficar preocupado.
- Computador, pause.
Enquanto isso, ele se levantava, olhando preocupado para Vegeta, enquanto se amaldiçoava por não tê-lo alertado melhor ou o preparado, de algum modo.
- Pausado. – a voz robótica confirma.
Ao se refazer da surpresa, ele fuzila Kakarotto com o olhar, enquanto se levantava, bufando de raiva, para depois exclamar, batendo na mão estendida do maior, que queria ajuda-lo a se levantar, enquanto ignorava o semblante preocupado do mesmo:
- Você fez de propósito! Sabia que não tinha visto essa tecnologia, ainda!
- Eu disse para manter a sua mente aberta, para não se surpreender, demasiadamente, quando chegarmos ao planeta. Afinal, a tecnologia que possuem, está acima da sua imaginação, acredite.
- Tudo bem... Você já mostrou o seu ponto de vista... Você quis me assustar!
- Quis surpreende-lo. É diferente. Além disso, em nenhum momento achei engraçada a sua situação. Ao contrário, fiquei preocupado.
- Não vai assumir que foi essa a sua intenção? – ele pergunta irritado.
- Nunca tive tal intenção... Embora que reconheço o fato de que deveria tê-lo alertado melhor. Ademais, em vez de discutimos, aproveite a aula. Você também pode acessar a parte de tecnologia, se assim desejar, para que possa se inteirar. – ele fala, desviando o assunto, pois, não desejava encarar uma nova discussão com ele.
Vegeta senta novamente, sentindo a sua raiva fresca, mas, decidindo se acalmar, pois, era capaz disso, embora estranhasse o fato de que não conseguia se acalmar como antes.
Após alguns minutos, mantendo a sua raiva sobre um parco controle, pergunta:
- Por que aqui, tem essa tecnologia avançada?
- Minha irmã adora uma biblioteca e, portanto, esse foi o primeiro sistema que ela aprimorou. As demais tecnologias vieram depois, quando ela dominou por completo a tecnologia já existente. Os liart-jins falam que eles tiveram um salto tecnológico de trezentos anos em poucos anos, graças a ela. Tights é bem adorada pelo povo, principalmente pelos cientistas, assim como, pelos demais planetas aliados que usufruem dessa tecnologia. Ela é a líder da equipe de cientistas interplanetários, sendo que somente os melhores de cada planeta, passam a fazer parte desse grupo, que lidera os demais.
- Quantos planetas aliados são?
- Vinte planetas, unidos para proteção mútua e regidos sobre rígidas leis interplanetárias, assim como um conselho, além de uma parte militar.
- Vinte? Mas, como conseguem manter unidos tantos planetas? – Vegeta pergunta incrédulo.
- Todos são planetas pacíficos, que querem viver em paz e se uniram em prol da proteção. Portanto, não é tão difícil assim. Agora, se fossem planetas bélicos, teríamos grande dificuldade. Quem teve a ideia de unir tantos planetas de filosofias de vida idênticas foi de Tights. Há o compartilhamento de tecnologia e demais conhecimentos a todos os planetas membros.
Para o príncipe era algo interessante e acreditava que por serem raças pacíficas, de fato, contribuía para que permanecessem unidos, sem qualquer conflito, pelo que entendeu.
Passa a prestar atenção na aula básica e após o término da aula, achando interessante a historia de tal raça, sendo que acessa a parte de tecnologia, ficando espantando, enquanto lutava para assimilar que tais tecnologias, de fato, existiam.
Então, enquanto se preparava para sair da biblioteca, Kakarotto, que parecia pensativo, o pega pelo pulso e fala, seriamente:
- Preciso contar algo para você, Vegeta. E acho melhor você se sentar.
O príncipe arqueia o cenho e senta, estranhando o semblante do maior, que reflete sobre a melhor maneira de contar o ocorrido ao menor, considerando o recente humor instável do mesmo e inexplicável a seu ver:
- Então, o que quer contar, Kakarotto?
- Bejiita foi destruída por um ser e estamos tentando descobrir que ser foi esse e se é direcionado apenas para o planeta ou para os saiyajins. – ele fala seriamente.
Vegeta fica estarrecido por alguns minutos, até que processa a informação, sendo que não sabia o que sentir. Claro, queria governar Bejiita, desde que era um filhote.
Porém, sabia que Kakarotto nunca aceitaria viver com ele em Bejiita e ademais, todos ficariam abalados ao saber das mentiras do rei e poderiam perder a confiança no império e isso iria acarretar sérios conflitos.
Ele olha para o maior, sabendo que os seus conterrâneos, caso ainda estivessem vivos, não aceitariam um proscrito e, além disso, apesar de ser algo comum, seria inusitado o fato de dois machos liderarem o império, apesar do relacionamento entre saiyajins do mesmo sexo ser normal. Seria estranho, pois, Vegeta precisaria, em algum momento, ter um herdeiro e por causa disso, teria que se unir a uma saiyajin e ao fazer isso, ela se tornaria rainha e ele o rei.
Então, se recorda de sua promessa, enquanto estava no calabouço e que havia prometido a si mesmo que iria aproveitar a segunda chance que lhe foi ofertada, enquanto que não pensava com carinho em Bejiita, apesar de tudo, sendo que somente com o maior a sua frente conheceu o carinho e o amor, recebendo muito mais dele, do que recebeu em toda a sua vida no planeta.
Mesmo assim, não pôde deixar de sentir certa tristeza e se levanta, se afastando dali.
Kakarotto ia falar algo, mas, o pequeno príncipe fala:
- Quero ficar sozinho.
Nisso, sai em direção ao quarto e mesmo sabendo que deveria acatar o que ele pediu, o maior sentia pelo vinculo a intensa dor e sofrimento que ele sentia naquele instante e que, portanto, ficar sozinho, deveria ser a última coisa que o menor desejava em seu íntimo.
Porém, ele era orgulhoso demais para aceitar o fato que precisava ser confortado, até por causa do fato dele estar estranhamente sensível nas últimas semanas.
Após tomar uma decisão, ele se levanta e sai dali.
No quarto de ambos, Vegeta levanta as cobertas e deita, para depois se cobrir, enquanto digeria as informações e lidava com a perda do seu planeta natal.
Então, escuta a porta sendo aberta e em seguida, ouve passos no quarto e quando ia criticar Kakarotto, se erguendo para isso e exibindo um semblante de raiva, o maior rapidamente deita ao seu lado e o abraça, confortando-o e fala, não permitindo que o menor começasse a brigar com ele:
- Sei que vai brigar comigo... Mas, deixe-me ficar com você. Deixe-me abraça-lo. Não irei falar nada nesse momento, eu prometo, assim como não vai acontecer nada.
Vegeta desejava recusar, em nome do seu orgulho, que gritava para ser ouvido e que naquele instante, era ignorado pelo menor, enquanto que no íntimo dele, o pequeno príncipe adorou a sensação de Kakarotto o abraçando e que de certa forma, tal gesto o confortava, assim como o odor do mesmo, enquanto que o silêncio dele lhe ajudaria, com ambos apenas compartilhando o calor um do outro, com a cabeça dele apoiada no braço do maior, enquanto dormiam de conchinha.
- Hunf.
Kakarotto compreende como um sim e afaga o rosto de Vegeta, carinhosamente, para depois beijar a face dele, enquanto envolvia a cauda na cintura do menor, possessivamente, sendo que o pequeno príncipe sentia que o calor do maior lhe proporcionava o conforto que precisava.
