Notas da Autora

Kakarotto estava preocupado com o seu pequeno príncipe por causa dos sintomas dele.

O menor também estava preocupado consigo mesmo, sendo que julgava que estava doente.

Em Liart, Bardock e Raditz preparavam as piadas de duplo sentido, assim como comentários sarcásticos em relação ao pequeno príncipe, quando são...

Capítulo 21 - Preocupação

Algumas semanas depois, Vegeta estava na cozinha, comendo, novamente, após ter almoçado algumas horas antes com Kakarotto, enquanto achava estranho o fato de que parecia nunca estar satisfeito com a quantidade que comia, assim como desejava certos alimentos, além de ter alterações de humor drásticas, gerando algumas brigas com o maior, que tentava manter a calma o máximo possível, até que estourava também.

Concordava que a relação entre eles estava tensa, reconhecendo que a maioria esmagadora de suas explosões eram por motivos sem qualquer importância, assim como, chorava copiosamente, após uma discussão violenta, fazendo o maior cessar a discussão e abraça-lo, tentando conforta-lo, sendo que em alguns momentos, repudiava a aproximação dele, que ficava confuso, sendo visível tal confusão em seu semblante, enquanto ele mesmo não entendia o motivo dele mesmo recusar o toque do maior, algumas vezes, quando chorava.

Então, passa a comer mais devagar, enquanto ficava pensativo, tentando compreender o seu estranho comportamento, sendo que não se esquecia do fato de que certos alimentos que ele adorava comer antes, o faziam ter ânsia de vômito, passando a evitá-los e isso o irritava, além de sentir algumas dores abdominais.

Claro, havia uma máquina para avaliar a sua saúde, detectando qualquer doença ou alteração, desde que estivesse cadastrado em seu circuito.

Porém, quando ele foi usar nele, Vegeta teve um surto de raiva, frente a um comentário casual de Kakarotto e o resultado foi que ele quebrou a máquina, sendo que o maior tentou consertar. O problema era que faltava uma peça de reposição, que não estava mais disponível, pois Kakarotto teve que usar para consertar o computador de bordo e refazer o backup do mesmo, após um surto de Vegeta, duas semanas antes e não podia tirar tal peça para consertar a máquina.

Então, frente a tudo isso, ficou acordado entre ambos, que assim que chegassem, iriam passar em um médico renomado do planeta e ele aceitou, pois, estava preocupado também, pelo fato de que saiyajins, raramente ficavam doentes.

Portanto, o fato de se sentir mal e de vomitar, principalmente quando acordava e sobre alguns cheiros específicos, somado a fome exacerbada, assim como as alterações drásticas de humor, fazia tanto ele, quanto o maior, ficarem demasiadamente preocupados.

Então, Kakarotto entra na cozinha e abraça o menor, para depois beija-lo na testa e em seguida, senta na frente dele, que percebe o semblante do saiyajin a sua frente, que estava tomado de preocupação, sendo algo usual nas últimas semanas, conforme os sintomas do menor se intensificavam.

Kakarotto fala com visível preocupação na voz, enquanto sentava:

- Chegaremos daqui a dois dias no planeta. Assim que chegarmos a minha mansão, iremos ao médico. Estou preocupado com você... Se ainda tivéssemos a máquina de diagnóstico. – ele comenta o final amargurado.

Vegeta não pôde deixar de se sentir culpado, embora, nunca assumiria em público, sendo que era inevitável não sentir culpa, assim como pesar, por ter surtado e quebrado a única máquina que poderia analisa-lo para saber o que havia de errado com ele. Agora, precisavam esperar que chegassem ao planeta, enquanto tentavam lidar com a preocupação crescente, tanto dele, quanto de Kakarotto.

O maior estava tão preocupado com ele, que evitava ter relação, como se pudesse quebrá-lo, enquanto tinha que resistir a tentação de tomá-lo, já que havia momentos que o menor estava demasiadamente carente e ansiava pelos braços do maior, que se continha e muito.

Como consequência dessa contenção, frente a carência de Vegeta, ocorria discussões acaloradas entre eles, sendo que Kakarotto já havia falado que não teriam relações, até que fosse feito um diagnóstico de saúde no menor, pois, temia que o ato deles pudesse agravar a provável doença que ele tinha, pois algo assim, justificaria tais alterações e sintomas, assim como o maior fazia todo o possível para não discutir com ele, para que o menor se acalmasse o quanto antes.

Claro que Vegeta odiava a distância dentre eles, novamente, nas últimas semanas e queria e muito sentir o maior dentro de si e experimentar suas carícias, sendo que desde que começou com os enjoos e dores abdominais, Kakarotto sequer o provocou ou o masturbou, como normalmente fazia, mantendo uma distância considerável, de modo que estivesse próximo e ao mesmo tempo, distante, para conter seu lado pervertido, sendo que para o maior, tais semanas sem poder tocar o menor, eram simplesmente agonizantes.

Porém, tudo o que importava era o bem estar de seu pequeno príncipe e queria que ele fosse avaliado por um médico o quanto antes, enquanto orava para que existisse uma cura, para o que lhe afligia.

Afinal, a visão de seu pequeno príncipe morto era extremamente angustiante e doloroso, tendo inclusive pesadelos.

Então, Vegeta decide desviar o assunto, para fugirem um pouco do tópico de mal estar dele, para outro:

- Como é a sua família?

Nisso, Kakarotto explica sobre cada um deles e temperamento, para depois, o menor puxar outros assuntos menos depressivos que a provável doença que ele tinha. Quando terminar de comer é levado nos braços, estilo noiva por Kakarotto, sobre protesto do pequeno príncipe, que estava corado, para depois ser deitado na cama, sendo abraçado pelo maior.

O menor se sentia confortado nos braços fortes, embora nunca assumiria, sendo que sentia as carícias confortantes e carinhosas do maior, que sorria para ele, para depois beijar a resta dele, com o menor, involuntariamente, se encolhendo contra o corpo de Kakarotto, fazendo este sorrir ainda mais, com ambos passando a desfrutar do cheiro e do calor um do outro.

Dois dias depois, em Liart, Bardock está ajeitando a armadura e a coroa, que ele achava idiota, preferindo que fosse um colar, como era em Bejiita, sendo que somente usava para alegrar o povo, principalmente pelo fato que a nave de seu filho seria recebido com toda a pompa da realeza, conforme mandava a etiqueta.

Gine, com a sua coroa e usando armadura surge, sendo que trazia uma capa para o seu parceiro de procriação, que a coloca a contra gosto, enquanto ela já havia colocado o seu, para depois ajuda-lo a se ajeitar, olhando ambos no espelho, enquanto falava:

- Kakarotto vai se surpreender quando souber que Raditz já marcou Tights como sua e agora, oficialmente, são parceiros de procriação.

- Raditz mostrou que tem uma ligação verdadeira com ela, apesar de ambos saberem que não terão filhotes, por serem de raças diferentes. – Bardock fala pensativo.

- Tigths parece ter aceitado esse fato. Claro, é algo triste... mas, o que importa é que se amam.

Gine fala sonhadora, enquanto sorria, sendo que Bardock revira os olhos e murmura:

- Fêmeas... Mesmo assim, é uma pena que não podermos ter descentes para continuar a nossa linhagem... Kakarotto com outro macho e Raditz com uma fêmea de outra raça, nossa filha adotiva.

- Não podemos ter tudo na vida, meu amor. – ela fala, beijando os lábios dele, sendo correspondida por ele.

Então, se separam, enquanto o saiyajin ajeitava uma espada cravejada de joias em uma espécie de cinto ostensivo, conforme a tradição da raça Liart, falando com um sorriso irônico:

- Nunca imaginei que o príncipe seria uma fêmea...

- Bardock!

Gine estapeia o tórax dele, que mesmo com armadura sente, enquanto ela fala, apontando o dedo em riste para ele:

- Se ousar provocar Vegeta ou fazer piadinhas de mau gosto, irá ficar dois meses sem sexo. Entendeu?

- Não pode estar falando sério! – ele exclama, exasperado.

- Eu estou...

Nisso, observa os olhos determinados de sua fêmea, percebendo que ela levaria adiante a ameaça, sendo o ato de não poder tocá-la por dois meses, algo demasiadamente angustiante.

- Mas, Gine...

- Sem, mas... Já está avisado.

Nisso, ela sai do quarto e Bardock olha desolado pela porta aonde ela saiu, percebendo que não havia escolha, além de guardar para si os repertórios de piadas e falas de duplo sentido que pretendia falar ao príncipe.

Então, Raditz entra e senta cabisbaixo em uma cadeira do espaçoso e luxuoso quarto real. O pai arqueia o cenho e pergunta:

- O que houve, Raditz?

- Tights me ameaçou. Se eu tentar fazer alguma piadinha ou comentário indevido com Vegeta, ficarei um mês sem poder tê-la.

- Menos mal... Comigo são dois meses. – ele comenta amargurado.

- Sério? Então, sou sortudo, se comparar a você.

Então, Tights entra, surpreendendo Radtiz, que se levanta, animado, julgando que ela mudou de ideia, pois, estava sorrindo.

Então, ela fala corada:

- Conversei com a nossa mãe e ela disse que um mês era muito pouco... Portanto, dois meses irão fazer você pensar duas vezes.

Nisso, ela sai, cantarolando, enquanto Radtiz se deprimia ainda mais, pois, um mês já era ruim. Dois, era pior ainda, além de ser algo desolador.

De fato, ao ver deles, não compensava a diversão de fazer alguma piada com Vegeta ou comentário de duplo sentido, pois, o preço que pagariam era amargo demais.

E com esse mesmo pensamento, os dois machos decidem rever seu comportamento, assim como iriam conter a sua língua, pois, dois meses sem poderem ficar com as suas fêmeas, era um martírio demasiadamente cruel.

Então, resignados, se preparam para acompanhar as suas fêmeas, sendo que Bardock e Gine andavam na frente, com Radtiz e Tights mais atrás, sendo que a humana trajava um vestido de princesa belíssimo com babado, assim como usava uma pequena e fina coroa, tal como Raditz, sendo a coroa dele um pouco mais larga e usava armadura, pois, os saiyajins se recusaram a usar roupas, por estarem acostumados com as armaduras.

Como Bardock e Gine eram o rei e rainha, a coroa de ambos era grande, embora que a coroa dela era mais delicada do que a do seu parceiro de procriação.

Então, eles ficam em frente a uma espécie de pátio, com a população em volta, afastada alguns metros do local de pouso por guardas, sendo que havia músicos preparados para tocar em uma espécie de palanque próximo dali, enquanto a família real ficava nos degraus, para receber o príncipe e seu parceiro de procriação.

Nisso, muitos apontam para o céu, ao avistarem uma nave se aproximando em uma pista de pouso particular do castelo.