Notas da Autora
Após cumprir um pouco com o ritual para a família real, Kakarotto leva Vegeta para a sua mansão e após análise dos médicos, eles descobrem que...
Capítulo 23 - Descoberta inusitada
Após uma hora de agonia para o pequeno príncipe que não apreciava festas e reuniões animadas, Kakarotto fala:
- Minha mãe disse que você estava enfadado. Iremos a minha mansão, próxima daqui. Já chamei uma equipe médica e eles já estão de prontidão com equipamentos ultramodernos para analisa-lo.
- Eu estou preocupado com o meu estado.
- Eu também... Acredite. Eu gostaria de tê-lo levado primeiro ao médico, antes de cumprirmos com esse ritual. Somente não fiz isso, pois, notei que estava bem.
Nisso, ele o puxa para um canto, longe da vista dos outros, pegando no ombro dele, com o menor percebendo que o maior apoiou dois dedos na testa e se concentrou, fechando os olhos e antes que pudesse perguntar o que ele estava fazendo, o pequeno príncipe percebe que estavam em outro ambiente. Mais precisamente uma sala imensa e luxuosa, sendo que muitos robôs estavam em círculos e curvados levemente, enquanto falam em usino:
- Bem vindos. Príncipe Kakarotto-sama e Príncipe Vegeta-sama.
- Levante o braço, que eles irão retornar aos seus afazeres. – o maior fala para o menor.
- Por que este Vegeta?
- Você é o mestre dessa mansão.
- Como assim mestre?
- Bem... Quem fiscaliza os empregados e cuida da moradia é o mestre da mansão. Claro, eles obedecem as minhas ordens também, porém, é você que cuidará dessa parte, uma vez que é meu parceiro. É uma tradição.
Mesmo sem compreender o motivo de uma tradição tão idiota a seu ver, ele levanta a mão e nisso, todos os robôs empregados se curvam mais uma vez, para depois se retirarem e voltarem para os seus afazeres, com exceção de um, de contornos femininos, que se curva para Vegeta e fala:
- Prazer em conhecê-lo, Vegeta-sama. Sou a governanta da mansão e posso retransmitir vossas ordens aos empregados. Também estou aqui para auxilia-lo no que necessitar.
- Entendo.
- O que gostaria de jantar? Podemos fazer qualquer prato que desejar.
Após alguns minutos, ele faz os pedidos.
- Com a sua licença, meu príncipe. - ela fala respeitosamente.
- Toda.
Nisso, ela sai em direção a cozinha, para depois Kakarotto puxá-lo pela mão, fazendo-o subir um lance de escadas imenso e após diversas portas, eles chegam em frente a portas duplas imensas e o maior fala:
- É o nosso quarto.
Então, quando eles entram, Vegeta nota diversos aparatos médicos, assim como várias pessoas de branco que se curvam para eles.
- Essa é a melhor junta médica do planeta e aquelas são as máquinas, portáteis de última geração. Quero o melhor para você e prefiro confiar no diagnóstico deles, que não irão falar a ninguém por causa do sigilo médico. – o maior fala.
- Príncipe Vegeta-sama? Por aqui, por favor. – um dos médicos se aproxima respeitosamente e aponta para uma cama, onde havia alguns aparelhos por perto.
Incialmente, ele ficaria desconfiado.
Porém, confiava em Kakarotto e, além disso, assim como ele, também estava demasiadamente preocupado, sendo que durante a festa de boas vindas, haviam disfarçado ao máximo as preocupações que o tomavam há um mês.
Vegeta deita e nisso, máquinas o cobrem, enquanto surgiam diversos dados, com a junta médica avaliando tais dados, assim como conversavam entre si, sendo que Kakarotto sentou no outro lado da cama, segurando a mão de Vegeta, com ambos agoniados para saberem os resultados.
Após meia hora, os médicos retiram os aparelhos e o chefe dos médicos fala com um imenso sorriso para Vegeta, que estava deitado, com Kakarotto ao seu lado, sendo que ambos arqueavam o cenho, ao verem o imenso sorriso do liartjin:
- Meus parabéns, meus príncipes. O príncipe Vegeta está grávido e considerando a fisiologia saiyajin, está de um mês. Vamos criar um cardápio balanceado, assim como gostaríamos de marcar o pré-natal o quanto antes.
Ambos os saiyajins estão em choque e o médico arqueia o cenho, assim como acha estranho tal reação, uma vez que deveriam estar felizes.
Então, ele fala, após alguns minutos:
- Creio que querem conversar sobre isso... Não sabíamos que a sua raça tinha a mesma capacidade da nossa. Vamos sair e dar espaço para que os senhores possam conversar. Com a sua licença, príncipe Kakarotto-sama. – ele fala curvando-se e Kakarotto faz um leve aceno, com a equipe saindo para dar privacidade ao casal.
Após alguns minutos, Kakarotto fala:
- Não sabia que saiyajins machos podiam engravidar.
Já, Vegeta, se refaz gradativamente do choque e torce os punhos, enquanto sentia sua raiva crescendo, ao mesmo tempo em que estava confuso sobre o fato de estar grávido.
Portanto, confusão e raiva se mesclavam a um ponto que ambos intensificavam um ao outro.
Após alguns minutos, um imenso sorriso brota no rosto de Kakarotto, pois, embora estivesse confuso, o que sabia é que os médicos não erravam, ainda mais com uma tecnologia tão avançada de análise que usaram, assim como tinham experiência com o seu próprio povo, já que os machos possuíam capacidade de gerar.
Então, sorrindo e sentindo uma intensa felicidade, o maior abraça o menor e o beija, apaixonadamente, para depois falar:
- Seremos pais! Espero que nossa cria seja como você. Adoraria um mini Vegeta. Minha mãe vai fica imensamente feliz de poder segurar seu neto no colo. Ela ama crianças e eu adoro crianças!
- Não acredito nisso! Isso é algo insano! Saia de perto de mim, sua terceira classe bastarda! – o pequeno príncipe exclama irado e se levanta, bufando, se afastando do maior, enquanto tremia de raiva.
- Por favor, Vegeta, se acalme. Faz mal para o bebê! Não tem porque ficar assim! Temos a melhor equipe médica do nosso lado. Terá uma gestação tranquila. Eu já estou amando a nossa cria, mesmo que ainda não tendo nascido. Seremos pais! Teremos um filho que representa o nosso amor.
- Não vou me acalmar! Eu sou macho e não uma droga de fêmea para gerar uma vida! Não sei como você fez isso e como aconteceu... Mas, eu não aceito essa gestação!
- Não fale isso, Vegeta... Por favor. Não odeie a nossa cria – o maior fala com visível tristeza na face.
Então, se levanta e tenta se aproximar do menor, percebendo que seu parceiro de procriação estava extremamente alterado, assim como estava chorando, não conseguindo identificar se era por causa da intensa confusão ou raiva que o tomava perante tal situação, consideravelmente inusitada, pois, os sentimentos que emanavam pelo vínculo entre eles eram demasiadamente intensos, tornando-se quase impossível, definir qual o sentimento mais intenso que tomava o menor naquele instante.
- Eu falo como quiser! Eu sou um macho e não uma droga de fêmea! É impossível isso acontecer! Não aceito e não acredito!
- Vegeta, se acalme! Faz mal para o bebê! Vamos conversar. Deve ter uma explicação plausível. – Kakarotto fala desesperado, pois, notava que ele tremia de nervoso e temia que isso fizesse mal ao bebê.
- Se afaste! Não há explicação lógica! Eu sou um macho! – o menor exclama, apertando a cabeça, enquanto tremia de nervoso.
- Vegeta! Pare! Você vai passar mal! Você está grávido!
- Cale-se, sua terceira classe bastarda! Cale-se! Não é com você, então, cale a maldita boca! – ele exclama gaguejando de tão nervoso que se encontrava.
Então, Kakarotto sente o nível de poder dele subindo a níveis alarmantes, até que ele grita de raiva e nisso, se transforma em super saiyajin, para espanto de Kakarotto, que fala:
- Você se transformou, Vegeta... Isso indica que está tomado pela ira extrema. Mas, se acalme agora, por favor. – ele pede, enquanto se aproximava.
Vegeta olha para as suas mãos e sente o poder dele, sendo que o ato o deixa perplexo, pois, foi através de sua intensa raiva.
Então, Kakarotto olha para baixo e fica estático, com Vegeta arqueando o cenho ao olhar para ele, para em seguida olhar para baixo, notando que muito sangue saía dele, para depois, sem conseguir processar o que acontecia com ele, ele vê tudo ficando escuro e perde a consciência, desfazendo a transformação, enquanto que o maior corre até ele, gritando em direção a porta:
- Médico! Tragam o médico!
Nisso, o doutor e sua equipe que ouviam tudo do lado de fora entram, temendo o pior e ficam temerosos ao verem Vegeta sangrando e inconsciente.
Toda a equipe médica corre até ele, começando a examiná-lo, para depois o líder falar que precisava ir para o hospital e sem ele falar mais nada, Kakarotto se teleporta com ele e a equipe médica ao exclamar desesperado:
- Se segurem em mim!
Eles confiavam em seu príncipe e por isso, rapidamente, sem hesitar, se seguraram nele e nisso, ele teleporta todos até o melhor hospital do planeta e ao entrar com o menor inconsciente em seu colo, sangrando, o médico que seguia ambos, começa a mobilizar todo o corpo médico, inclusive dos outros planetas, uma vez que a família de Kakarotto era muito querida por todos.
Em menos de uma hora, Vegeta estava internado com uma equipe médica de alto nível que era formada pelos melhores médicos de todos os vinte planetas aliados e vários exames eram feitos simultaneamente, sendo que Kakarotto não saiu do lado dele, sequer por um minuto, enquanto estava apavorado, temendo por seu parceiro de procriação e pela cria de ambos.
Nesse interim, a família real chega preocupada e por todo o planeta, conforme a notícia se espalha, o povo passa a orar para que o príncipe Vegeta fique bem, assim como o futuro príncipe no ventre dele, gerando uma imensa e absoluta comoção no planeta.
A família real entra na sala e Gine corre até o filho, confortando-o, assim como Tighjts, enquanto que Bardock e Raditz davam tapinhas nas costas de Kakarotto, até que Bardock pergunta, vendo o filho segurar firmemente a mão de Vegeta, para depois vê-lo beijar carinhosamente a testa do menor:
- O que houve filho?
