Notas da Autora
Vegeta ainda está inconsciente, quando a família de Kakarotto descobre que...
Após meia hora angustiante, os médicos comunicam que...
Capítulo 24 - A descoberta de Tights
- Vegeta surtou quando soube que estava grávido. Segundo os médicos, o intenso nervosismo que ele vivenciou, aliada a tensão extrema da transformação, provocou danos. Eles estão avaliando o nível de dano e se comprometeu o bebê.
- Grávido? Bebê?! – todos os demais exclamam em usino, sendo que estão estarrecidos com a notícia.
Após alguns minutos de silêncio, com todos ainda consternados, tanto pela notícia da gravidez, quanto pelo ocorrido com Vegeta, Gine consegue se recuperar e após alguns minutos, fala:
- Com certeza é um choque imenso... Espero que Vegeta fique bem e que meu netinho ou netinha esteja bem.
- Eu também mãe... Eu já amo a nossa cria no ventre dele. Mas, agora, estou preocupado com o meu parceiro de procriação. Ele ainda não acordou e perdeu uma quantidade considerável de sangue. Ele está sedado e o tratamento dele consiste de medicamentos para acelerar a produção de sangue, assim como para tentar sustentar a gestação.
- Estou surpreso por ele está grávido... – Raditz fala, ainda, embasbacado.
- Me perdoe Kakarotto. Com certeza acharia algo sobre um ookera. Mas, tive que me dedicar ao estranho ser que surgiu, pois, todos os planetas mergulharam em uma preocupação sem precedentes. Se talvez, eu tivesse pesquisado, eu poderia... – ela falava a beira das lágrimas.
- Não teria feito diferença... Acho que ele surtaria da mesma forma e seria pior se estivéssemos confinados em uma nave, sem eu poder ajudá-lo. Afinal, é um choque imenso. Assim como, se tivesse sabido da gestação na nave, não conseguiria tratá-lo e ele morreria. Pelo menos, aqui no planeta, temos toda a infraestrutura para tratá-lo e o melhor corpo médico de todos os planetas, unidos, para cuidar de meu parceiro de procriação. Na nave, não poderia fazer nada, além de vê-lo morrer. – nisso, ele torce os punhos ao imaginar a cena em sua mente – Chego a agradecer o fato dele ter quebrado a máquina de diagnóstico em um dos seus surtos.
- Mesmo assim... – ela fala chorando, sendo que ainda se considerava culpada - Quando chegar à mansão, vou pesquisar o banco de dados em busca dos ookeras e uma explicação, plausível, para o fato dele poder engravidar. É o mínimo que posso fazer.
Nisso, ela se prepara para usar o shunkan no idou, quando Raditz fala:
- Vou junto com você. Deixa que eu a levo.
Sem dar espaço para contestação, ele pega no braço dela e teleporta ambos, graças ao fato de Kakarotto ter ensinado a técnica a toda a sua família.
Já, Bardock e Gine sentam em poltronas confortáveis ao lado de seu filho para apoiá-lo, sendo que alguns minutos depois, o Conselheiro Real entra consternado, falando em um tom de desculpa:
- Lamento incomoda-lo, meu imperador. Mas, temos alguns problemas que precisam de resolução e somente o senhor pode fornecer. Lamento incomodar esse momento de dor da família real.
Bardock suspira e fala, ao beijar a testa de sua companheira:
- Lamento... Eu gostaria de ficar com vocês, mas, há um planeta demandando atenção. – ele fala em um tom de culpa.
Gine segura às mãos dele e fala docemente com a face úmida pelas lágrimas:
- Eu entendo, meu amor... Eu vou ficar com os nossos dois filhos. Compreendo perfeitamente as suas obrigações.
Nisso, eles se beijam e ele sai do quarto espaçoso, seguido de seu Conselheiro, que se curva respeitosamente para Gine, para depois sair dali, ficando ao lado do monarca, enquanto separava os vários assuntos em uma espécie de folha virtual.
Então, após meia hora de angústia, o líder da junta médica se aproxima com os seus colegas do lado de fora, sendo que Kakarotto se levanta agoniado, juntamente com a sua mãe, o abraçando para dá-lhe forças.
- Lamento, Kakarotto-sama, mas, Vegeta-sama perdeu o bebê. Provavelmente o stress intenso que o corpo dele enfrentou devido ao demasiado nervosismo e pela transformação, que causa uma tensão exacerbada no organismo como um todo e não somente nos músculos, provocou o sangramento e o aborto. Ministramos medicamentos para conter a hemorragia e para tentar manter o bebê. Porém, foi inútil. O bebê não suportou. Mas, há uma boa notícia. Não houve danos internos. Portanto, o príncipe Vegeta poderá engravidar novamente.
Ele abraça fortemente a mãe e enterra a sua cabeça em seu ombro, desabando no chão ao cair de joelhos, sendo que a sua mãe chorava e o abraçava ainda mais fortemente, tentando-o confortá-lo.
Kakarotto não chorava, mas, estava abalado e limita-se a abraçar a sua mãe, enquanto que os médicos se retiravam do quarto espaçoso e fechavam a porta para dar privacidade a mãe e filho.
- Não fique assim, meu filho... Vocês terão uma nova oportunidade, segundo o médico. Afinal, agora sabemos que por algum motivo, ainda desconhecido, ele pode engravidar.
- É que eu já amava esse pequeno ser, que era um pedaço meu e do Vegeta. Foi um choque, mas, eu amei essa criança desde que tomei conhecimento dela e agora...
- É normal o que você sente. Mas, você deve ser forte pelo Vegeta.
Ele suspira e se afasta com o semblante pesaroso, para depois olhar para o pequeno príncipe, falando:
- Eu entendo a reação dele. É justificável. Foi um choque e ele já é naturalmente irritado. Não posso sequer achar ruim. Mas...
- Mas? – ela arqueia o cenho e nota que ele torce os punhos.
- Acredito que ele não sentirá nada por ter perdido o nosso filho e irá ficar feliz. Você não estava lá, enquanto ele surtava. Se bobear, somente ficará feliz de ter alcançado, finalmente, a forma super saiyajin.
- Acho que não será assim... Quer dizer...
Mas, ela silencia-se, quando ele vira e olha para a genitora, falando:
- Eu entendo e imagino a felicidade dele e empolgação por ter alcançado tal transformação. De fato, ele estava ressentido por não ter alcançado a transformação em super saiyajin. Não acredito que ele sentirá qualquer coisa pela nossa cria morta e isso é o que mais me entristece. Pois, para mim, significou e muito. Na verdade, não me entristece e sim, me irrita e por sentir-me irritado, sinto-me culpado, pois foi uma fatalidade. Não sei qual dos dois sentimentos é mais forte.
- Por que não quer condená-lo. É isso filho? A culpa que sente é por saber que é injusto sentir raiva dele? E que deve apoiá-lo, incondicionalmente, por ele ser o seu parceiro de procriação? – ela pergunta em tom de confirmação.
- Sim, kaa-chan.
Nisso, ele torna a sentar-se ao lado de Vegeta e segura a sua mão.
- Vou ficar ao lado dele, enquanto ele se recupera da hemorragia intensa. Talvez eu esteja enganado e ele vai sentir a perda. Mas, se para ele não significou nada, quando ele estiver bem, manterei distância dele, até que eu me acalme, pois, posso falar algo que vou me arrepender e muito no futuro.
- E se ele sentir pela cria de vocês?
- Irei confortá-lo. É minha obrigação.
- Mesmo sem sentir pela sua cria, você deve confortá-lo, Kakarotto. – Gine fala seriamente.
- Como poderei conforta-lo, se ele não se sente triste por nada, kaa-chan? Você somente conforta alguém, se essa pessoa está triste por algo ou passando por algum momento difícil.
- Isso é verdade. – ela concorda, após suspirar.
Ela caminha até o filho e senta na cadeira ao lado dele, apoiando a mão no ombro do mesmo que suspira, enquanto acarinhava gentilmente a face de Vegeta, que está inconsciente.
Longe dali, na Mansão de Raditz e Tights, eles estão em choque, conforme a cientista conseguia extrair os dados através do seu backup do banco de dados de Bejiita, sendo que os mesmos estavam bem ocultos e Tights notou que tais dados foram apagados dos demais setores, menos de um e que, provavelmente, se esqueceram de apagar ou então, fora algo proposital.
Isso, eles nunca iriam saber.
Porém, graças a isso, eles conseguem explicar a estranha marca na omoplata de Vegeta, assim como a reação do pai dele, o rei Bejiita.
Afinal, para alguém tão orgulhoso, era algo vergonhoso. Claro, não justificava o que ele tentou fazer com o filho, mas, explicava a reação irada dele e igualmente repulsiva.
Enquanto pesquisava sobre o que era um ookera, ela, literalmente, tropeçou em outro dado obscuro, que consistia no fato de Vegeta ter um otouto e que por ele ser demasiadamente fraco, foi enviado a um planeta, bem longínquo e se surpreenderam pelo rei não tê-lo matado, sendo que acreditavam que talvez o fato dele não ser um ookera, o tenha feito rever o seu direito ou então, sentiria vergonha se soubessem que ele, o rei, que era considerado o saiyajin mais poderoso de todos, que se uniu a saiyajin mais poderosa de todos, teve um filho fraco.
Afinal, se ele matasse a sua cria, poderiam acabar descobrindo, sendo que o único motivo válido para a morte seria por ele ser fraco, já que tal prática era comum.
Portanto, o melhor era enviar para longe, sem qualquer cadastro, provavelmente, através de um saiyajin de confiança que assumiria a paternidade da criança, quando chegasse no setor de envio de bebês, para que ninguém desconfiasse que o verdadeiro pai da criança era o rei e não um simples soldado.
A cientista não duvidava que fora assim que o rei conseguiu enviar o filho fraco para longe, sem ninguém saber da existência de um segundo príncipe.
Mas, pelo visto, alguém cadastrou, ao contrário do desejo do rei, pois, eles sempre cadastraram todos os envios de crianças para fora do planeta e que talvez, o soldado se esqueceu de registrá-lo como um filho, somente restando uma entrada no envio de um bebê, o registro do mesmo, a saída dele do planeta e a ausência dos pais.
Claro, para qualquer um seria algo estranho, menos para os saiyajins.
Afinal, como o bebê era demasiadamente fraco, eles entenderam que os pais não queriam cadastra-lo como filho, sendo tal prática, consideravelmente, comum e como ele seria enviado ao planeta mais distante de todos, eram parcas as chances de voltar a Bejiita.
Na verdade, conforme ela analisava o registro do planeta, era como se fosse um banimento, algo que o rei desejava. Banir um filho, demasiadamente, fraco era a sua maior prioridade no momento.
Ela sabia que ele era irmão de Vegeta, pois, juntamente com o registro, havia uma entrada em forma de anotação e a palavra "príncipe", oculta em alguns dos dados sobre o bebê.
Além disso, esse registro estava junto do príncipe ookera e Tights acredita que foi feito de forma proposital, para que quando descobrissem a verdade sobre o príncipe, descobririam também sobre o irmão mais novo dele, banido de Bejiita.
Agora, quem fez isso e o motivo, eles nunca saberiam.
Então, após colher todos os dados e imprimi-los, inclusive do otouto de Vegeta, eles saem dali, sendo que Raditz se teleporta com a sua parceira de procriação rumo ao Hospital Principal de Liart.
