Notas da Autora

Enfim, Tights descobre sobre a marca de nascença, assim como descobre outro fato surpreende.

Então, Raditz se teleporta com ela até o quarto onde Vegeta estava internado e ao revelar...

Capítulo 25 - Ookera

Raditz e Tights se teleportaram ao requintado quarto, onde Vegeta se encontra internado.

O pequeno príncipe ainda dormia e uma enfermeira havia acabado de trocar um dos soros dele, repondo-o por um novo saco de soro, para em seguida, se curvar para todos, antes de sair do quarto, dando privacidade a família.

- E aí, otouto? Como Vegeta está?

- Igual... Ele ainda não acordou. Mas, os médicos falaram que ele vai acordar em breve. Só não sabem quando. – então, ele suspira e fala tristemente, pois, ainda estava digerindo a triste noticia que recebeu – Ele perdeu o bebê. A nossa cria não conseguiu sobreviver ao nervosismo e ao stress da transformação.

Tights chora, levando as mãos até a boca, para depois ir até o irmão para abraça-lo, sendo que Raditz dá tapinhas a título de conforto nas costas de seu irmão.

Ela fica abraçada por alguns minutos, até que se afasta dele e fala:

- Descobri o que é um ookera, otouto.

- Ookera? – ele arqueia o cenho.

- Vegeta é um ookera. Por isso, ele pode engravidar. Qualquer macho saiyajin ookera pode engravidar de outro homem.

Gine e Kakarotto ficam estarrecidos, até que processam a informação e Kakarotto fala ainda surpreso:

- Então... a marca na omoplata dele, indica que ele é um ookera?

- Isso. Um ookera nasce com essa marca de nascença e passa a ter comportamento semelhante ao de uma fêmea em muitos aspectos, principalmente na época fértil e quando está gestante.

Então, ele se recorda do comportamento de seu parceiro de procriação, sendo que agora, ao saber disso, de fato, era semelhante a uma fêmea quando estava fértil e depois, grávida. Era um comportamento similar e até aquele momento, não havia associado a uma fêmea, pois ele era um macho, embora tivesse estranhado muitas das reações dele, que eram, inclusive, conflituosas.

O fato de Vegeta ser um ookera explicava e muito, o comportamento dele de forma tão singular em alguns períodos específicos e o fato que ele corava, facilmente, ao ver outro macho nu ou com parcas roupas.

- Como isso é possível? – Gine pergunta em um misto de surpresa e curiosidade.

- Isso é consequência da guerra contra os tsufurujins, kaa-chan. Mais especificamente, quando os saiyajins venceram. Por isso, eles são considerados um espório ingrato da guerra. – Tights fala, enquanto olhava com pena para o pequeno príncipe, pois, ookeras como ele, eram odiados pelos saiyajins.

- Os tusufurjins estavam sendo derrotados, graças a nossa forma oozaru. Em um momento de desespero, eles inventaram um artefato explosivo, ou seja, uma bomba química e esperavam que fosse fatal para nós, saiyajins, expostos ao ar da mesma. Porém, quando ela detonou, apesar de muitos, inclusive fêmeas passarem mal, os demais não sentiram nada e conseguiram destruir o que restava dos tsufurujins, que estavam paralisados ao verem que a sua única esperança foi em vão e que a bomba não cumpriu com o que os desenvolvedores da mesma prometeram. Eles haviam prometido a morte de todos os saiyajins expostos a esse gás. Eles usaram a fórmula química que desenvolveram em gás, devido ao nosso olfato apurado. – Raditz fala seriamente.

- Então, essa substância forçou uma mutação em alguns saiyajins? É isso?

Kakarotto pergunta em tom de confirmação para Tights, que responde:

- Isso mesmo, otouto. Muitos saiyajins acabaram se tornando portadores de algumas anomalias imperceptíveis em um primeiro momento. Nos homens, a parte afetada foi as gônadas e nas mulheres, os ovários. Quando os saiyajins começaram a ter escravos cientistas, acabaram descobrindo essa anomalia, graças as pesquisas, ao ser detectado a mudança de comportamento de alguns machos novos e o estranho odor que exalavam em determinadas épocas que lembrava o de fêmeas, quando estavam férteis. Eles investigaram os pais e descobriram, no caso das mulheres, óvulos comprometidos, alterados geneticamente, já que as mulheres nascem com todos os óvulos para a vida inteira e as gônadas dos machos estavam produzindo espermatozoides com essa alteração. Mas, não eram todas as crias que nasciam assim. Somente algumas, pois, nem todos os óvulos estavam alterados e em relação as gônadas, elas, ás vezes, conseguiam produzir espermatozoides normais.

- O nosso rei não sabia quem eram os saiyajins que estavam em contato com esse gás, pois, não havia registro de quem lutou naquela noite, pois, ainda vivíamos, até alguns meses atrás, em cavernas.

- Foi bom que ele não tivesse como saber quem era considerando o que ele fez com a sua própria cria... Claro, com exceção de mim e seu pai, raramente os saiyajins se importavam com as crias. Agora, fazer o que ele fez, apenas por ele ser um ookera, sendo que era um saiyajin que nasceu com o poder um pouco acima de um bebê de Elite, indica o fato, de que o rei iria ordenar a execução deles e de suas crias, para garantir que tal característica não fosse passada às novas gerações. – Gine fala seriamente.

- Não duvido kaa-san. – Kakarotto fala, ainda olhando para Vegeta, que dormia.

- Também descobri outra coisa, surpreendente.

- O quê? – Gine pergunta a sua filha.

- Vegeta tem um otouto.

Kakarotto e Gine ficam embasbacados, até que a mãe deles comenta ainda surpresa:

- Eu e o seu pai nunca ouvimos sobre um segundo príncipe.

- Minha parceira de procriação descobriu que era um segredo da família real.

- Será que Vegeta sabe?

- Meu parceiro de procriação deve saber, kaa-chan. Seria impossível ele não notar que a mãe estava grávida.

- Eu não acho filho. Eu e seu pai, ás vezes, íamos até o castelo real e percebíamos que Vegeta era criado afastado da família. Inclusive, ele sempre estava em alguma missão com saiyajins de Elite ou então, passava vários dias treinando, consecutivamente, com o seu instrutor pessoal. Acredito que ele não teve uma família como você e Raditz tiveram a sorte de ter e que muitos saiyajins, sequer souberam o que era um décimo de tudo que vocês vivenciaram conosco.

- Eu também duvido que ele sabia disso, kaa-chan.- Tights fala – Afinal, eles tentaram ocultar esse fato. Inclusive, somente percebi esse arquivo que constava esse príncipe, pois, havia uma anotação, que alguém colocou, sendo contrário ao desejo do rei e acredito que talvez tenha sido proposital. A palavra anotada era "príncipe". Porém, a anotação estava quase que oculta. Eu praticamente "tropecei", digamos assim, nesse arquivo, por terem colocado junto do de ookera. Ele foi execrado da família, provavelmente, por ser fraco.

- Qual o nome dele? É um ookera? – Gine pergunta, sentindo-se triste ao imaginar uma criança sendo repudiada pelos seus pais.

- O nome dele é Tarble e foi um soldado que deu esse nome, pois, consta o nome do mesmo como pai. Portanto, eu presumo que os pais de Vegeta não quiseram ter o trabalho de escolher um nome para ele, apesar dele não ser um ookera. – a cientista fala.

- Como pode saber que não era um ookera? – Raditz pergunta com visível curiosidade na face.

- Não sei. Eu estou supondo. Eu acredito que tendo em vista a reação do rei e perante o fato de Vegeta ser um ookera, ele iria preferir exterminar essa cria, a deixar uma criança vergonhosa com o seu sangue vivo por aí e que para agravar a situação, era fraca, ao contrário do irmão mais velho. Claro, seria complicado executá-lo, pois, apesar de ser uma prática comum na raça de vocês, o rei era tido como o mais poderoso, que se uniu a saiyajin mais poderosa do planeta, para que ambos gerassem crias absurdamente poderosas, segundo os costumes de sua raça. Convenhamos, seria extremamente vergonhoso que uma cria dele nascesse fraca. O melhor era enviá-lo, em segredo, para fora do planeta. Porém, deixar um ookera fraco vivo, era ainda pior do que matá-lo, apesar de ter que justificar de alguma forma. Em virtude disso, se Tarble fosse um ookera, com certeza, o rei iria matá-lo.

- Isso faz sentido... Como ele não é um ookera, era melhor envia-lo para longe. Mais prático e fácil. Afinal, vários bebês eram enviados, diariamente. Um a mais, não iria levantar suspeitas. – Kakarotto comenta.

- Parece que alguém, de alguma forma, sabia que era um príncipe e também acredito que o rei confiou esse segredo a esse soldado, que devia ser de extrema confiança, para fazer tal serviço. E como você e o tou-san não sabiam da gravidez da rainha, eles procuram ocultar a gestação dela. Como a gestação de vocês é somente de cinco meses, não é difícil.

- Eles devem ter escondido, pois, temiam mais um ookera. – Kakarotto sentencia – Isso indica o fato que eles estavam preparados para eliminá-lo, caso nascesse um ookera. Se nascesse fraco e não um ookera, poderiam enviá-lo para fora do planeta, sem levantar suspeitas, pois, ninguém saberia da gravidez da rainha.

- Com certeza, otouto. – Raditz fala.

- Vocês sabem para qual planeta ele foi enviado? Penso em irmos atrás dele, para juntá-lo ao irmão