Notas da Autora

Gine revela o seu plano para os seus filhos...

Então, Vegeta desperta e descobre que...

Capítulo 26 - O plano de Gine

- Tenho os dados do planeta e pelas coordenadas, não deve ser muito longe daqui. Mesmo assim, vou jogar no nosso mapa estrelar para localizá-lo. – Tights fala.

- Ótimo. Vou conversar com o pai de vocês e explicar tudo, assim como devemos enviar um grupo para reunir ele e seu irmão mais velho. Acho que será bom, Vegeta ter contato com alguém da família dele. – Gine fala com um sorriso.

Raditz e Kakarotto não achavam que Vegeta ia gostar, mas, concordavam que deviam ao menos ver como ele estava.

- Kaa-san? – Raditz pergunta.

- Sim?

- Vamos ver como ele está e depois, iremos perguntar se ele deseja conhecer o seu irmão mais velho. Claro, que iremos informar qual é o humor dele.

- Nunca iriamos trazer ninguém a força. Se ele não quiser, tudo bem. Também acredito que devemos respeitar a vontade dele. Apenas iremos oferecer a chance dele conhecer o irmão, se ele assim desejar. Acredito que Vegeta tem o direito de saber da existência de um irmão caçula. – Gine fala.

Então, eles ficam em silêncio e passam a fazem companhia para Kakarotto e após alguns minutos, Vegeta começa a acordar.

Ele acorda desorientado e frente ao seu despertar, Raditz e Kakarotto tiveram que se afastar, antes que fossem "atropelados" por duas fêmeas emotivas.

Ambas o abraçaram, com o pequeno príncipe ficando estático, enquanto elas estavam emocionadas e murmuravam palavras de consolo, sem que ele compreendesse o motivo delas pronunciarem tais palavras, enquanto que o gesto delas o confortava de uma forma, que não queria compreender.

Raditz se aproxima e dá tapinhas amigáveis nas costas, enquanto que Kakarotto segura carinhosamente o rosto dele e o beija, fazendo-o corar e exclamar:

- Não em público!

- Esqueci.

- Nos temos que ir, meu filho. Mais tarde voltaremos para vê-lo. Pode me chamar de mãe, se quiser.

Gine torna a abraçar Vegeta, maternalmente, fazendo-o se emocionar, pois, nunca recebeu um abraço maternal antes, sendo que a sua face nada demonstrava, apesar de ter gostado desse abraço, assim como do anterior dela, juntamente com a humana.

Então, ela se afasta e beija maternalmente a testa do pequeno príncipe, o surpreendendo, até que se afasta e nisso, acena. Gine se teleporta até o seu marido, enquanto que Tights e Raditz saíam para dar privacidade ao casal.

- O que ela fez, foi o mesmo que você fez antes, comigo. – ele comenta, enquanto olhava para onde Gine estava há alguns minutos atrás, antes de desaparecer.

- É a técnica shunkan no idou. Eu a ensino depois. É uma técnica de teletransporte usando o ki. Há uma variação dele, que eu ainda estou aprimorando. Porém, antes de dar mais detalhes, tenho que contar algo para você, sendo que também tenho outras revelações. – ele fala seriamente, segurando uma das mãos do pequeno príncipe, sabendo que não podia adiar a revelação.

- O que é?

- Você perdeu o nosso bebê. Ele não resistiu ao seu estado emocional e a sua transformação em super saiyajin.

- Ainda bem que eu o perdi. Não queria ficar gestante. É um absurdo um macho gestante. Além disso, eu estou feliz em ter alcançado a transformação. – ele fala com um sorriso, ignorando uma pontada de culpa e um sentimento que não queria compreender.

Kakarotto já esperava por algo assim. Mas, ouvir o seu parceiro de procriação falando tão casualmente da perda do bebê deles, como senão fosse nada, somente ficando feliz pela transformação, o feria de um modo indescritível.

Claro, entendia a felicidade dele pela transformação, uma vez que ele estava consideravelmente ressentido por ser o único saiyajin restante sem qualquer transformação. Isso era compreensível, assim como entendia o fato dele não aceitar gestar uma criança, pois, fora uma notícia estarrecedora.

Porém, esperava que ao menos, ele se sentisse um pouco mal, ou pelo menos, demonstrasse algum sentimento pela perda da cria de ambos, nem que fosse ínfimo.

Nisso, uma enfermeira entra e cuidadosamente, retira os acessos no braço de Vegeta, fazendo um curativo, para depois falar:

- Os médicos solicitaram que eu retirasse os medicamentos e o acesso intravenoso, devido a sua melhora. Daqui a meia hora, eles estarão aqui. Agora, estão discutindo os resultados dos exames.

- Obrigado. – Kakarotto agradece e a enfermeira se curva, respeitosamente, para ambos e antes de sair fala, timidamente:

- Fico feliz em ver que o príncipe Vegeta está bem, Todos nós, liart-jins, com certeza, iremos comemorar a melhora do príncipe, enquanto que iremos compartilhar da dor da família real pela perda do bebê.

O menor fica surpreso pela consideração daquela raça por ele, que só o conhecia há algumas horas atrás, até que a enfermeira sai, dando privacidade ao casal e ele comenta com o semblante ainda surpreso:

- Povo estranho...

- Os liart-jins são assim mesmo. Pacíficos, simpáticos, gentis, amáveis e preocupados com os outros. Além disso, nos dois representamos uma parte da população deles, enquanto que Raditz e Tights, assim como os meus pais, representam a outra parte, digamos assim.

- Tem lógica... – ele fica pensativo e depois pergunta, exibindo confusão em seu semblante - Por falar em gestação... Como pude ficar gestante? Eu sou um macho!

O pequeno príncipe agora está começando a se irritar, sendo que não compreendia o motivo de estar mais irritado do que ficaria, normalmente, enquanto ignorava a sensação de perda dentro do seu coração, se surpreendendo por ter um coração, mesmo ínfimo.

Kakarotto suspira, controlando a sua raiva, sendo que iria cumprir com a sua obrigação de parceiro de procriação, pois, não podia deixar seu parceiro desamparado. Além disso, ele havia acabado de se recuperar de uma perda brutal de sangue e carecia, provavelmente, de alguns cuidados, enquanto que ele iria controlar a vontade que tinha de falar algumas verdades para ele.

Vegeta percebe o distanciamento, quase que imperceptível de Kakarotto e se lembra do quanto ele confessou que amava a cria de ambos, ainda no ventre dele. Os olhos dele brilharam, sendo que sorria e muito, para depois demonstrar uma intensa preocupação em sua face e voz, após ver o estado alterado dele.

Portanto, suspeitava o motivo do distanciamento, sendo que sentia algo, indesejado, de uma forma que não almejava em forma de um sentimento, enquanto que compreendia o ato dele, baseando-se na reação dele frente à descoberta que ambos seriam pais e frente a esse fato, não conseguia deixar de pensar no bebê e ao perceber que, inconscientemente, levou as mãos até o ventre, acariciando o mesmo, ele tira as suas mãos, enquanto suprime um rosnado pelo seu ato.

O maior estava tão imerso na tristeza, assim como revoltado pela reação do seu pequeno príncipe, embora fosse esperado, que não percebeu o ato ou a reação do mesmo em relação à mão e semblante, para em seguida falar, sentindo que estava mais calmo. Ao menos, parcamente:

- A marca na sua omoplata é a marca de um ookera. Por isso, o seu pai agiu daquela forma. Não justifica os atos dele, mas, explica.

- Ookera? – ele arqueia o cenho – O que é um ookera?

- Um macho capaz de engravidar de outro macho por conseguir gestar uma vida dentro de si, sendo que as reações de um ookera durante a gravidez e o período fértil, são similares aos de uma fêmea, além de corar na presença de machos parcialmente nus.

O queixo de Vegeta caiu, enquanto ele processava o que ouviu, sendo que se recorda de seu comportamento estranho em alguns períodos e o fato dele ficar envergonhado, quando um macho ficava parcialmente nu, assim como se recordava que prestava demasiada atenção ao corpo de um homem e que, em contrapartida, não sentia nada por uma fêmea, mesmo nua, como se ela não possuísse qualquer atração a seu ver, sendo que fora obrigado a fingir que sentira prazer e a ter relações com elas, para simular que era como todos os outros.

Também se recordou dos momentos em que ficava demasiadamente irritado, assim como descompensado por coisas banais, além do fato de que ficava sensível em certos períodos ao toque de outro macho, não se esquecendo de seus gritinhos finos e gemidos sôfregos, vergonhosos, como qualquer fêmea teria em um momento íntimo e no quanto isso o revoltava, quando começou a ter relações com Kakarotto, sentindo que em muitos momentos, seu corpo se entregava as carícias certeiras dele.

Sentado na cama, ele chicoteia a cauda com raiva no olhar, enquanto olhava um ponto qualquer, sentindo-se irado, nervoso e ainda mais traído, pois, seu genitor sabia que ele era um ookera, desde que nasceu e nunca contou para ele, enquanto que isso explicava o olhar de ira e de desgosto dele, por mais que ele se mostrasse poderoso, derrotando inúmeros oponentes e terminando as missões antes do tempo previsto, demonstrando eficiência e rapidez, assim como poder.

Mesmo assim, nada mudava o olhar do genitor, sendo o mesmo tipo de olhar e face de sua genitora, do pouco que se lembra dela e do quanto ficava confuso com tais reações, compreendendo agora que seu pai nunca ficaria orgulhoso dele e nesse instante, sente a marca em cima da sua omoplata direita, pulsar, enquanto se revoltava por ter nascido diferente dos outros machos e pergunta, mantendo os vários sentimentos que o tomavam naquele instante, sobre parco controle, sendo que a sua voz demonstrava o seu real estado emocional naquele momento:

- Como surgiram machos vergonhosos como eu?