Notas da Autora

Kakarotto explica a Vegeta como surgiram os ookeras.

Kakarotto decide...

Capítulo 27 - Explicação

Kakarotto torce o rosto ao ver como ele se referia a si mesmo, sendo que não o via assim, pois, sempre seria o seu parceiro de procriação e aquele que amava. Inclusive, essa característica dele permitia que gerasse uma cria, fazendo ambos serem pais, sendo que orava para que um dia ele aceitasse esse fato.

Então, o maior explica o mais gentilmente possível, pois, sabia que o menor mantinha seus reais sentimentos sobre parco controle:

- Foi da época da guerra contra os tsufurujins.

- Como assim? – ele arqueia o cenho, olhando consternado para o maior.

- No final da guerra, como os tusufurjins estavam sendo derrotados pela nossa forma oozaru, eles decidiram desenvolver um gás letal para ser usado em nós, partindo do principio do nosso olfato apurado. Um gás era mais fácil de inocular pela respiração do que tentando perfurar a nossa pele. Segundo os cientistas, esse gás iria nos matar. Por isso, desenvolveram essa bomba química. Porém, quando o artefato explosivo contendo a substância foi detonado, não matou os nossos conterrâneos que estavam no entorno da explosão. Porém, apesar de muitos se sentiram mal com esse gás, não morreram e alguns deles, conseguiram voltar ao combate, aproveitando o fato dos tusufurujins estarem estarrecidos, frente ao fato do gás não ter matado a nossa raça.

- Quer dizer, que esse gás forçou uma espécie de mutação nos saiyajins expostos a ele? – Vegeta pergunta em tom de confirmação.

- Isso mesmo. Os saiyajins expostos a ele sofreram uma mutação, que somente foi herdado pelos descendentes, sendo tal anomalia, praticamente, imperceptível. Pelo menos, em um primeiro momento. Nos homens, a parte afetada foram às gônadas e nas mulheres, os ovários e somente foi descoberto, quando a nossa raça passou a escravizar cientistas, que passaram a analisar diversas ocorrências, conseguindo isolar essa anomalia, descobrindo-a. Inclusive, a sua origem. As ocorrências consistiam no fato de muitos saiyajins detectarem mudança de comportamento de alguns machos novos e o estranho odor que exalavam em determinadas épocas que lembrava o de fêmeas, quando estavam férteis, além de comportamentos estranhos, juntamente com a marca na omoplata que todos possuíam e que era de nascença, além da existência de um ventre e ovários diferenciados nos machos.

- Pelo visto, investigaram os genitores. – o menor comenta, enquanto assimilava as respostas para todas as suas dúvidas sobre si, até aquele momento.

- Sim. Quando investigaram os genitores de tais machos e descobriram, no caso das fêmeas, óvulos comprometidos, alterados geneticamente, já que as fêmeas nascem com todos os óvulos para a vida inteira e que as gônadas dos machos estavam produzindo espermatozoides com essa alteração. Além disso, descobriram que eles haviam gerado crias normais, sem essa alteração, sendo que alguns carregavam essa anomalia, permitindo assim, transferirem para os seus descendentes. Portanto, nem todos os filhotes machos nasciam com capacidade de gerar uma vida em seu ventre. Enquanto alguns nasciam com essa anomalia, os outros não tinham qualquer alteração, embora fossem portadores, cujas crias podiam ter ou não, tal anomalia em seu organismo. Inclusive, perceberam que nem todos os óvulos das fêmeas estavam alterados e em relação às gônadas, elas, ás vezes, conseguiam produzir espermatozoides normais.

- Então, quer dizer, que eu já tive a chance de nascer normal e que por azar, nasci anormal?

Vegeta fala cuspindo as palavras, enquanto torcia o lençol em suas mãos, sentindo uma intensa ira pelo fato de que podia ter sido um saiyajin normal, senão tivesse sido azarado, sendo que tal condição, apenas lhe trouxe dor e sofrimento, assim como viveu confuso por suas reações e comportamentos, até aquele instante.

- Você não é anormal. Foi uma alteração, apenas isso. Pelo menos, podemos ter uma cria, em um algum momento do futuro, sendo um símbolo do que sentimentos um pelo outro.

- Para você é fácil falar! – o menor exclama com lágrimas de raiva nos orbes ônix, surpreendendo o maior – Eu sou anormal! Não sou como os outros machos e serei assim pelo resto da vida, pois, não há cura! E por falar em filhos... Não sonhe com isso! Não aceito a minha condição e nunca vou aceitar.

O maior revira os olhos, enquanto se acalmava, compreendendo que tal reação era esperada e concordava que tais revelações eram demasiadamente, chocantes, para ele poder lidar em um primeiro momento.

Portanto, decidiu que "daria tempo ao tempo", para que Vegeta aceitasse com o tempo a sua condição, sendo que ele, por sua vez, aceitaria o fato de que não teriam filhos, tão cedo, pois, nunca obrigaria o seu pequeno príncipe a gerar um filho contra a sua vontade. Respeitaria a decisão dele, por mais que sofresse, pois, mal experimentou por alguns minutos a paternidade e queria experimentar de novo.

Então, passa a imaginar como seria um filho deles, sendo que esperava que herdasse a aparência de seu pequeno príncipe, pois seria maravilhoso, enquanto que acompanharia a gestação o tempo inteiro, sempre estando presente nas consultas de pré-natal.

Afinal, fazia questão de estar presente em todos os momentos, assim como cuidaria de seu pequeno príncipe com todo o zelo e amor, além de protegê-lo de qualquer perigo, assim como a cria de ambos.

Então, decide cessar tais planos, brutalmente, pois, não podia nutrir tais sonhos, caso o seu parceiro de procriação não quisesse gerar o fruto do amor deles, enquanto que orava para que ele mudasse de opinião.

Vegeta quebra o silêncio, após se acalmar precariamente, novamente, ao comentar:

- É incrível o fato do meu genitor não ter matado esses saiyajins alterados e seus genitores. Bastaria uma ordem dele, para serem executados.

Kakarotto torce o rosto ao se recordar do poder que o rei de Bejiita tinha e que sentiram na pele, quando ele condenou toda a sua família a morte, ao acusá-los, injustamente, de serem traidores, sendo que em nenhum momento haviam traído o império, enquanto que eles não tinham qualquer direito de se defenderem, pois, as ordens do rei eram absolutas. Se o seu pai não tivesse conseguido se transformar em super saiyajin, quando mais necessitavam, para que conseguissem se salvar, provavelmente, não teriam conseguido fugir do planeta, apesar da imensa ajuda de Tights.

Então, ele inspira para se acalmar, pois, não gostava de lembrar o que a sua família passou e fala, após alguns minutos, quando se sente mais calmo, com o menor arqueando o cenho para o maior:

- Ele não teve como saber quem esteve em contato com esse gás, naquela noite, pois, não havia nenhum registro. Afinal, até aquele momento, pelo menos até alguns meses atrás, vivíamos em cavernas e o nosso ataque, não foi completamente organizado, no sentido de serem anotados os nomes dos que estavam em determinada área, para busca posterior.

- Por isso, minha genitora não foi detectada. Pelo que entendi, ela era que tinha essa anomalia. Eu tive o extremo azar de nascer do óvulo alterado dela, que foi fecundando pelo meu genitor e inclusive, ele não me matou, quando criança, pois, segundo ele, não tinha como saber, na época, se possuía tal alteração também, ou se era somente a minha genitora ou então ambos, embora tivesse me enviado em várias missões consideradas como suicidas, esperando que eu morresse nelas.

Vegeta comenta se sentindo ainda triste pelos atos de seu genitor, não compreendo o motivo de tal verdade feri-lo daquela forma, ainda, assim como se recordava do olhar e da face dele, assim como das palavras cruéis do mesmo.

Então, o maior o surpreende, quando o abraça de forma gentil e carinhosa, confortando-o, sendo que Kakarotto aspira ao odor dele e em seguida, leva os lábios até a marca que fez em seu pequeno príncipe, que sente uma descarga elétrica percorrer o seu corpo, fazendo escapar um gemido involuntário de seus lábios, enquanto sentia que a tristeza e a dor se dispersavam, conforme o maior roçava os lábios na marca.

Então, ele fica extremamente corado, para depois afastá-lo, enquanto exclamava, bufando:

- Não em público, Kakarotto!

- Estamos sozinhos.

- E se alguém entra, justamente, quando eu emito um gemido fino?

- Essa pessoa sentirá inveja de nós dois, meu pequeno príncipe. – ele fala com um sorriso sexy e um olhar malicioso, comendo-o com os olhos.

- Pervertido! – ele exclama corado.

Então, cruza os braços, enquanto exibe a sua usual carranca em seu rosto e fala, ao perceber as intenções do maior:

- Nem ouse... Não vou ceder a você.

O menor orava para que o seu corpo não o traísse, sendo que sentia calafrios de prazer frente ao olhar malicioso do maior que o devorava com os orbes ônix.