Notas da Autora

Enfim, Kakarotto e Vegeta conseguem uma explicação sobre o método de nascimento de um bebê através de um ookera e como é possível a gestação.

Então, Vegeta tem que lidar com...

Capítulo 32 - Descoberta

Em Liart, Kakarotto e Vegeta estavam na sala do líder dos médicos, após um mês de muitas pesquisas por parte dele, juntamente com os outros médicos, a pedido dos príncipes, pois, Vegeta estava curioso para saber como teria dado a luz, devido a sua anatomia, sendo tal curiosidade compartilhada por Kakarotto.

- Após semanas de pesquisas, temos as respostas e confesso que é semelhante ao método da minha raça de ter cria, no caso, os homens, sendo que o nascimento é diferente, uma vez que usamos a cesariana para fazer nascerem os bebês.

- Sério? – Kakarotto pergunta surpreso.

- Sim, Kakarotto-sama.

- Ainda acho impossível por causa do meu corpo. – Vegeta fala com o seu costumeiro mal humor.

- O príncipe Vegeta-sama, possuí um útero diferente de uma fêmea e uma espécie de ovário, também diferenciado por causa de uma mutação, assim como o final do intestino. Há anexado nessa parte diferenciada, uma espécie de conecção hermeticamente fechada, que se conecta com esse útero diferenciado, sendo que nada de fora entra, com exceção de espermatozoides, sendo que é difícil a passagem dos mesmos, devido às características dessa espécie de conecção, a fim de impedir a entrada de restos metabólicos, devido à localização do mesmo, sendo que essa mesma conecção permite a passagem do bebê, assim como o seu ânus também é diferenciado, pois, nesse período, ele se alarga, consideravelmente.

- Já vi alguns bebês e eles são grandes! Além disso, é um local sujo. – Vegeta fala estupefato.

- Não é só essa espécie de anexo que é diferente. A composição do trecho final do intestino é também, diferenciado. É bem elástico, conseguindo assim ampliar de tamanho para a passagem de um bebê, sendo que no início dessa parte diferenciada, há uma espécie de mecanismo natural que é "ativado", digamos assim, quando você entra em trabalho de parto, para impedir que qualquer sujidade saia junto com o bebê, ao obstruir, temporariamente, a junção com a outra parte do intestino. Além disso, o bebê vai sair em uma espécie de bolsa bem resistente, próxima do que as mulheres criam em seu útero, sendo que o bebê é gerado dentro dessa bolsa. A diferença é que a bolsa se rompe dentro das mulheres, indicando que está para dar a luz, ao contrário de você, que fica íntegro, sendo necessário abrir o mesmo, após a passagem do bebê. Por causa dessa característica, ela é mais resistente do que a que as mulheres possuem, a fim de resistir à passagem pelo canal final do ânus, protegendo assim, o bebê em seu interior, sendo que dentro dela, há o cordão umbilical e a placenta, sendo que a mesma "descola", digamos assim, da parede desse útero estranho, sendo que vocês, saiyajins, são muito resistentes, inclusive os bebês e por isso, suportam um tempo considerável sem respirar.

- Mesmo assim, haveria uma dor intensa pela passagem desse bebê. Isso é inegável. – Vegeta fala, estarrecido.

- Com base nos resultados das centenas de exames feitas naquele período, percebemos que o seu cérebro libera uma substância para provocar a elasticidade dessa parte diferenciada do intestino, assim como para ativar essa espécie de bloqueio, além de outra substância, para inibir a área de dor do cérebro. A sua área do cérebro que interpreta a dor, estava consideravelmente inativa. Seria tipo uma auto anestesia e inclusive, a concentração dela, indicava que ficaria por vários dias, provavelmente, até o seu corpo voltar ao normal. Além disso, calculamos que o bebê não sai no tamanho normal, se compararmos com o de uma mulher. Ele seria um pouco menor e acreditamos que seja proposital, para diminuir o impacto da passagem do mesmo, sendo que segundo os nossos cálculos, não teria impacto no crescimento do mesmo, que iria repor facilmente o tamanho. São os óvulos diferenciados que o senhor possuí que inibem, consideravelmente, o crescimento do bebê para facilitar a passagem do mesmo, juntamente com os ossos maleáveis, que facilitam ainda mais a passagem. Além disso, o fato do corpo dos saiyajins serem resistentes, assim como conseguem se adaptar a qualquer condição, faz com que o corpo do príncipe Vegeta-sama consiga lidar com tais alterações, assim como a passagem do bebê e não podemos esquecer-nos do fator recuperação de sua raça que é simplesmente assombroso, se comparamos com o da minha raça e essa substância que também nubla a dor, causa como efeito colateral, uma sonolência considerável. Vegeta-sama daria a luz, quase que sonolento, facilitando assim o nascimento, além de evitar qualquer tensão que somente iria atrapalhar o nascimento.

Após se recuperarem das informações, eles saem, sendo que Kakarotto desejava explicar a sua família, pois, eles também estavam curiosos.

Porém, achava certo perguntar, primeiro, ao seu companheiro, pois, era um assunto de foro íntimo, enquanto que orava para que ele aceitasse:

- Posso contar a minha família, Vegeta? Eles estão curiosos.

O menor se lembra de Gine e de todo o carinho que ela lhe deu, agindo como uma mãe para ele, assim como Tights que era gentil, parecendo uma irmã, sendo algo surpreendente, assim como trazia sensações boas. Claro, que nunca iria assumir algo assim em voz alta.

Afinal, tinha o seu orgulho e iria procurar preservá-lo, o máximo que conseguisse.

- Hunf.

É tudo o que ele fala, enquanto exibia a sua usual carranca, com Kakarotto entendendo como um sim.

Ele sorri e puxa Vegeta para os seus braços, fazendo-o corar, enquanto tomava os lábios dele em um beijo apaixonado, sendo que o menor acaba entrelaçando os seus braços na nuca do maior, por estar totalmente entregue ao beijo, até que ambos se separam, após quase meia hora, com o pequeno príncipe corando, violentamente, ao verem que tinham plateia, enquanto falava, dentre os dentes, com a sua cauda se contorcendo de raiva na cintura:

- Não em público.

Então, se afasta, bufando, enquanto Kakarotto suspirava cansado.

Um mês depois, Vegeta estava descansando, após uma sessão de treino intenso, visando apagar os sonhos que o tomavam, quase todas as noites e que consistia em sonhar com um bebê, sendo que segurava o mesmo nos braços e tal sonho era confortador, assim como trazia sensações desconcertantes para ele, sendo que ao acordar, se amaldiçoava por ter tido tal sonho, impróprio a seu ver.

Afinal, não queria pensar no fato de que podia gerar uma cria e inclusive, dar a luz como uma mulher conseguia fazer, embora que o local por onde o bebê iria sair, era completamente diferente do de uma fêmea.

Sua cauda se contorce de raiva na cintura, por saber que era capaz de gerar e que, portanto, precisava ter cuidado, para não acabar grávido, sendo que Kakarotto estava respeitando o seu desejo, ao se afastar dele quando estava no período fértil, pois, ele identificava a mudança em seu odor e se afastava, após comunica-lo, ficando longe dele por todo o período fértil que era de duas semanas, para depois retornar para o seu lado, já que o maior não conseguiria se conter, devido ao odor extremamente sedutor do menor, conforme havia revelado em uma de suas conversas, embora ele não conseguisse sentir qualquer mudança em seu odor.

Inclusive, o pequeno príncipe estava, atualmente, nesse período fértil e por isso, não via o "terceira classe bastardo" há mais de uma semana, conforme se referia a ele, sempre que estava aborrecido, sabendo que em breve o seu período terminaria, enquanto que se surpreendia, ainda, pelo fato dele respeitar a sua decisão, decidindo por si só se afastar, para impedir de acasalar com ele.

O problema para o pequeno príncipe, a seu ver, era lidar com esse distanciamento, pois, acabava ficando emocionalmente carente nesse período, ansiando a presença dele, assim como o seus toques para aplacar tal necessidade, sendo que tinha, usualmente, surtos de raiva, quando se irritava com algo, sabendo que deveria agradecer ao fato de que os robôs o serviam, evitando assim que liberasse a sua frustração em outros seres para depois chorar, enquanto que ficava irritado consigo mesmo, com as suas mudanças bruscas de temperamento, assim como extremas, de um momento para o outro.

Além disso, sabia que quando voltassem a ficar juntos, Kakarotto iria querer um sexo quase que selvagem, embora fosse gentil e carinhoso, sendo que o menor cora frente ao pensamento de como ele iria tomá-lo, para depois abanar a cabeça para os lados, xingando-se mentalmente por permitir que a sua mente viajasse para esses momentos, principalmente devido a carência em que ele se encontrava, intensificada pelo fato deles se vincularem.

Inclusive, não era raro que ele acabasse tendo sonhos extremamente eróticos com o maior, quase que todas as noites, quando estava em seu quarto, assim como quando estava na banheira, imaginando que era o maior tocando ele, para depois encontrar a liberação, apenas para sentir o seu corpo ainda mais quente e suplicante pelos toques certeiros do maior.

Vegeta rosna, ao ver que a sua mente insistia em viajar para tais desejos eróticos, acabando por fazer o seu membro ficar desperto, o obrigando a retirar a roupa e entrar no espaçoso quarto de banho, onde havia uma imensa jacuzzi para encontrar o alívio, enquanto ficava irritado pelo fato de não ter um controle melhor do seu corpo que subjugava, constantemente e implacavelmente o seu orgulho.