Notas da Autora
Kakarotto prossegue com as provocações para com o pequeno príncipe, até que...
Capítulo 36 - A luta de Vegeta - Final - Ato surpreendente
- Como poderia estar compenetrado na luta, com você me masturbando, seu desgraçado?! – ele se levanta irado.
- Novamente, com essa história de masturbar... Acidentes acontecem.
- Fale isso para as suas mãos e cauda! Quando estava rendido, você estava passando as mãos em mim e até apertou a minha cauda.
- Eu estava verificando se não estava machucado e não sabia se usaria a sua cauda como arma. – ele fala jocosamente, com uma face irônica, sendo que adorava irritar o seu pequeno príncipe.
Afinal, adorava vê-lo bufar.
- Não invente desculpas, seu safado!
Ele exclama, para depois sair do local, bufando e pisando fortemente, enquanto sentia que seu falo estava ereto, sendo que no intimo, sabia que a raiva não era somente pelo que Kakarotto fez e sim, pela frustração decorrente do que o seu corpo desejava ardentemente e que negava em nome do seu orgulho, que fez a proibição.
- Você vai ceder, meu pequeno príncipe. Mais cedo ou mais tarde e quando pedir para toma-lo irá experimentar um prazer sem precedentes, assim como eu. Se prepare.
Então, sorrindo maliciosamente, ele se dirige para mansão, com a sua cauda ondulando preguiçosamente no ar, se sentindo satisfeito pelas provocações.
Porém, ao virar novamente, vê os orbes do menor úmidos, assim como os punhos cerrados, além dos dentes, sendo que por mais que o outro disfarçasse, podia ver a mágoa neles, ao ponto de estarem úmidos, embora o príncipe não derramasse uma única lágrima.
- Vegeta... – ele murmura estarrecido, pois, queria apenas provocá-lo, sendo que não suportava ver o outro triste.
- Você é um idiota e um mentiroso, seu bastardo!
Kakarotto sabia bem do que o seu pequeno príncipe estava falando e concordava que era tudo aquilo que ele falava, sendo que a culpa o acossava, frente às lágrimas não derramadas, assim como sentia a tristeza, além da raiva, através do vínculo entre eles.
Ele gostava de provocar o menor, mas, não gostava de vê-lo triste.
Então, ele suspira longamente e fala:
- É uma semana, não é?
Vegeta arqueia o cenho, enquanto lutava para não chorar e mesmo não compreendendo o motivo da pergunta, acena afirmativamente a cabeça.
- A partir de hoje, ficarei em um hotel, até passar os sete dias.
- Por quê? – o pequeno príncipe estranha, pois, normalmente, era somente na época fértil dele.
- Eu não vou conseguir deter os meus instintos, se ficar junto de você, sendo que estão intensificados, devido aos dias que fiquei afastado, pois, estava fértil. Se soubesse o quanto eu o desejo... Chega a ser desconcertante. O melhor para você, é que eu fique longe, até passar esses dias. Não gosto de magoá-lo. Faz com que eu me sinta mal. Se precisar de um parceiro de luta, chame a minha mãe. Ela detém a transformação, também. Ou pode ser o meu pai, embora que é mais fácil conseguir algum tempo com a minha mãe. Pode ser o Raditz, também.
- Kakarotto... – Vegeta murmura estarrecido pela consideração do maior.
- Até daqui a sete dias, meu pequeno príncipe.
Ele se despede, enquanto usava o shukan no idou, desaparecendo do campo de visão do menor, que processava o ocorrido.
Cinco dias depois, o pequeno príncipe acorda suado, assim como, havia impregnado os lençóis com o seu sêmen em decorrência dos sonhos eróticos que teve com o maior, que o tomava de todas as formas possíveis, fazendo-o corar intensamente, ao perceber o quanto a sua imaginação era fértil e que os sonhos pareciam absurdamente reais, ao ponto de acordar desorientado, ao perceber que era tudo um sonho, sendo os sonhos mais reais que já teve.
Com a sua usual carranca no rosto, revoltado com os seus pensamentos e corpo traidor, ele caminha até o banheiro, enquanto a cauda dele contorcia-se de raiva na cintura, perante o fato de não conseguir conter a sua mente e corpo.
Bufando aborrecido, ele enche a banheira, enquanto que escutava os robôs entrando para arrumar a cama, sendo que um deles pergunta, ao se aproximar da porta do banheiro:
- O que deseja de café da manhã, príncipe Vegeta-sama?
O saiyajin faz o seu pedido, com o robô anotando em seu sistema, para em seguida sair dali rumo à cozinha, enquanto passava o cardápio aos outros robôs, graças ao fato de haver uma conecção sem fio entre eles.
Após alguns minutos, Vegeta ainda pensava na surpresa que teve há alguns dias atrás, frente ao fato de Kakarotto se afastar dele por livre e espontânea vontade, por não conseguir conter os seus instintos, sendo que ele mantinha-se distante, desde aquele dia, enquanto que descobriu que Kakarotto estava hospedado em um hotel luxuoso e havia se envolvido ainda mais nos usuais problemas do planeta, juntamente com o seu genitor e irmão mais velho, Raditz.
Portanto, fazia dias que não o via, sendo que seu parceiro de luta e treino era Gine, que sempre aparecia sorridente e com algum doce, para que ambos comessem antes da luta, sendo que Vegeta sentia certo prazer em comer doces, ao descobrir que tal alimento existia, para em seguida, haver uma luta amigável entre eles.
Confessava que se sentia confortável com Gine, juntamente com o sorriso constante dela no rosto e tratamento gentil que dava para ele. De fato, ela parecia uma mãe e o tratava como um filho, dando carinho e amor maternal.
Claro, que ele nunca assumiria isso em voz alta ou iria falar para ela, que gostava de ter uma mãe e de experimentar o carinho e o amor de uma, sendo que em decorrência disso, tinha um grande apreço pela guerreira.
Além disso, agradecia o fato dela não perguntar nada do que acontecia entre eles e o motivo de Kakarotto estar em um hotel, em vez de estar com ele. Ela era discreta e respeitava os problemas do casal.
O pequeno príncipe suspira, para depois pensar que ainda faltavam dois dias para o prazo de sete dias, sem terem relações sexuais e torcia para que conseguisse resistir, pois, havia alguns momentos, em que ele quase cedeu ao seu corpo e mente que ansiavam, exacerbadamente, os toques do maior e mesmo ele se masturbando, não era a mesma coisa, sendo obrigado a ficar na água fria por quase uma hora, com isso ocorrendo várias vezes ao dia, quando não estava lutando ou treinando.
Afinal, nesses momentos, sem nada para ocupar a sua mente, esta insistia em fazê-lo se recordar dos momentos com o maior, inclusive o que ele fez com os robôs, fazendo-os assistirem o ato sexual deles.
A cauda dele se remexe na cintura, enquanto que desejava tomar um banho quente, pois, desde que o maior se afastou dele, ele somente tomava banhos frios, inclusive naquele momento, para lidar com o calor que insistia em tomar o seu corpo, de forma desconcertante.
Bufando irado, Vegeta afunda na água, somente deixando a parte do nariz para cima, de fora da água, enquanto lutava veemente e vigorosamente contra o seu corpo e mente que se uniram em um complô contra ele e seu orgulho, a seu ver, a fim de subjugar ambos, visando fazê-lo ceder ao fato que ansiava ser tomado pelo maior de todas as formas possíveis.
Distante dali, Kakarotto estava no imenso quarto de banho do hotel luxuoso, sendo que ocupava a suíte Master, que era a melhor do hotel de luxo, enquanto se recordava dos pensamentos de seu pequeno príncipe, sendo que ele ficou surpreso ao saber do quanto era forte a ligação verdadeira e que provavelmente, ente seus pais e entre Raditz e Tights, era a mesma coisa.
Ele sorri maliciosamente ao perceber o quanto a mente do menor era fértil para imaginar posições, uma melhor que a outra, decidindo que quando passasse o prazo, faria questão de tornar todas as posições reais e não apenas, meras cenas que estavam, somente, nos pensamentos de seu pequeno príncipe.
Sua cauda ondula preguiçosamente na água, enquanto se recordava das várias vezes que ele liberou a sua essência nos lençóis, conforme sua mente via os pensamentos do menor, como se estivessem fazendo amor selvagemente. Inclusive, acordava surpreso, pois, parecia real.
De fato, era um vínculo intenso, que somente fazia um sorriso malicioso e igualmente matreiro surgir nos lábios do maior, ao imaginar a surpresa que o menor teria, quando ele tornasse tudo o que o seu pequeno príncipe havia imaginado, real. Faria questão de mostrar o prazer que aguardaria ambos, assim como, sentiria um prazer intenso ao rendê-lo embaixo de si, entrando no canal quente e estreito de seu pequeno príncipe, ouvindo os gemidos finos e sôfregos, que eram como uma melodia demasiadamente aprazível.
Os sons do seu pequeno príncipe eram deliciosamente prazerosos e ver a face vermelha e afogueada dele, enquanto proporcionava um prazer intenso ao menor, quando acertava o ponto doce deste, fazendo o ookera se contorcer de puro deleite e prazer, o fazia sentir um imenso prazer e inclusive, emitiu um rosnado rouco e gutural de prazer ao se lembrar das várias vezes em que acasalaram.
Ele ansiava ardentemente, que o prazo terminasse o quanto antes, para poder recuperar todo o tempo perdido ao ficar sete dias afastado do menor, conforme o desejo do mesmo, uma vez que era importante para o seu pequeno príncipe e tudo o que queria, era fazê-lo feliz e não triste.
Por isso, decidiu manter distância. Gostava de provoca-lo e irritá-lo, mas, não queria vê-lo triste, sendo que sentiu a tristeza, dor e magoa pelo vínculo de uma forma desconcertante, que o fez se afastar, sem olhar para trás e que inclusive, o fazia respeitar a distância.
