Notas da Autora
Após três semanas, chega mais um período fértil do pequeno príncipe...
Porém, ele surpreende Kakarotto, quando...
Yo!
Peço desculpas pela demora em atualizar
Tenham uma boa leitura e um excelente ano novo, com muita paz, amor, saúde e felicidade para vocês e a sua família.
Um abraço.
Capítulo 41 - A surpresa de Kakarotto
Três semanas depois, Vegeta estava sentado em um campo anexo à mansão de Kakarotto e dele, sendo que estava tendo que lidar com a sua frustração, pois, havia entrado em seu período fértil.
Em decorrência disso, o maior teve que se afastar, pois, temia não ser capaz de conter os seus instintos que clamavam, ardentemente, que ele tomasse o menor para si, uma vez que o odor do ookera estava tentador demais para o seu próprio bem.
Vegeta, confessava que sentia muita falta dele.
Além da saudade de Kakarotto, percebeu que conforme os dias passavam, sentia-se triste e não entendia o motivo de se sentir assim, enquanto que se recordava dos sonhos em que ele tinha um filho, com a cria dele sorrindo, o chamando de pai, para depois vê-lo morto, sendo que essa cena o fazia acordar, enquanto controlava as lágrimas para não derramá-las, sendo que era confortado por Kakarotto, que o abraçava em seus braços fortes, enquanto o confortava, sendo que nesses momentos, o seu orgulho não estava visível, enquanto era amparado pelo maior, até que voltava a dormir.
Percebeu que conforme treinava na forma super saiiyajin, juntamente com o pesadelo que se tornava cada vez mais frequente, vinha à sensação de culpa, ao pensar no fato do seu filho ter sido abortado por causa disso, sendo que, ultimamente, o choro de crianças mexiam, demasiadamente, com ele, mais do que queria aceitar.
Então, surge um grupo de crianças ao longe, acompanhado de seus pais, sendo que naquele instante, Vegeta estava pensativo, conforme as observa, percebendo que além das mulheres, havia homens que estavam junto das crianças e acreditava que eram ukes, pelo que ele compreendeu, pois, segundo a cultura do planeta, eles eram o equivalente a uma fêmea na relação, uma vez que tinham a capacidade de gerar uma vida e o homem que se casava com um uke, era chamado de seme, que era o macho da relação e o dominante, já que os ukes eram, tradicionalmente, passivos.
Entre saiyajins, não havia tal conotação, embora ele ficasse com raiva ao associar o uke deles a um ookera, pois, se pensasse, logicamente, ele por ser um ookera, seria um uke na cultura deles, um pensamento que o desagradava, demasiadamente.
Então, ele acaba se recordando do filho que perdeu e frente a tal recordação fica triste.
Ele estava tão imerso em sua tristeza, que não percebeu que uma criança de quatro anos se afastou do grupo, que deveria estar fazendo uma visita pelos pontos turísticos do local, sendo que esta criança corre até se aproximar dele, parando na sua frente e pergunta:
- Moço tiste?
Vegeta ergue o rosto e olha para a criança, sendo que não conseguia exibir a sua usual carranca. Apenas exibia uma face triste, ciente que os hormônios sempre mexiam com a parte emocional dele, juntamente com a distância de Kakarotto.
O menino, que havia feito um colar de flores, juntamente com as outras crianças, instantes antes, coloca o colar no pescoço de Vegeta, que fica surpreso com o ato, enquanto a criança falava:
- Não fica tiste. Moço bonito.
Então, o pequeno o abraça, o deixando estático, assim como beija o rosto de Vegeta.
- Filho!
Um homem com uma aparência delicada corre até a criança e o pega no colo, para depois se curvar levemente e falar:
- Lamento o incômodo, príncipe Vegeta-sama. Eu tirei os olhos dele, por um minuto.
- É o uke?
- Sim, meu príncipe. – ele fala curvando-se.
- Teve uma gestação difícil?
- Um pouco... Mas, ele é a minha felicidade, assim como o meu maior tesouro. Quando ele nasceu, eu chorei muito.
- Entendo... Está dispensado.
- Muito obrigado, meu príncipe.
Ele se curva novamente e se afasta, sendo que Vegeta percebe que o pequeno abana as mãozinhas e fala, apoiando a cabeça o ombro do genitor, se despedindo com um sorriso:
- Xau xau, moço bonito.
Então, ele entra na mansão e vai até o seu quarto, para depois cair no chão e chorar, sabendo pelo ki que não havia ninguém perto, sendo que todos os seus sentimentos e tudo o que lutou dentro de si, surgiam sem qualquer controle, sendo que o seu coração se aqueceu com a criança e sentiu muita inveja do uke.
Ele fica horas chorando, até que toma uma decisão.
Vegeta se levanta e após depositar o colar de flores em um móvel no quarto, usa o shukan no idou, que o maior o ensinou, para ir até Kakarotto.
O maior estava hospedado em um hotel luxuoso, pois, não conseguia se controlar com o cheiro sedutor do menor, que deixava os instintos do maior, exacerbados e consequentemente, o desejo de tomar o menor, que era forte, também, graças à ligação verdadeira.
Kakarotto sabia que não conseguiria se conter, se tivesse que lidar com o odor atrativo e extremamente convidativo do menor, que turvava a sua racionalidade e o fazia desejar, ardentemente, o menor para si.
Naquele instante, Kakarotto estava saindo do imenso e luxuoso, quarto de banho, pensando em como seria maravilhoso se tivessem um filho, pois, adorava crianças.
Acreditava que iria mimar ao máximo, se tivesse um filho ou mais, enquanto que imaginava um filho que era uma mini cópia de Vegeta, sendo que seria mais perfeito ainda, a seu ver.
Mesmo desejando um filho, nunca iria forçar o seu amado a engravidar, apenas para satisfazer um desejo dele. Queria que Vegeta também desejasse, sendo que duvidava que isso iria acontecer, devido a aversão do seu ookera em ficar gestante, sendo que ficava triste ao saber que, provavelmente, não poderia ser pai.
Então, ele se surpreende ao sentir o deslocamento de um ki conhecido e Vegeta aparece com uma carranca na face, com o maior arqueando o cenho, ficando surpreso ao vê-lo, pois, ele sabia que deveriam manter distância, enquanto durasse o período fértil do menor.
Imediatamente, o cheiro dele começa a atiçar os instintos de Kakarotto, com a cauda dele oscilando preguiçosamente no ar, sendo que começava a ficar sedento, assim como devorava o menor com os olhos, sendo que controlava os seus instintos de predador, ao tentar conter o seu corpo, lutando contra os seus instintos, com a parte consciente e racional que lhe restava, até que pergunta com uma voz rouca, dentre rosnados baixos de prazer:
- Por que está aqui? É melhor sair, não posso me conter por muito tempo. Você ainda está no período fértil.
Ele tira a sua roupa, fazendo com que Kakarotto sentisse que não podia lidar com a sua fera interior que rugia para tomar a sua presa, que simplesmente estava, demasiadamente, convidativa com tal odor, que o atiçava ao ponto dele perder, gradativamente, a guerra contra o seu lado primitivo, que queria reivindicar o menor para si, por completo.
Vegeta está corado e se aproxima do maior, para afagar o rosto dele, ouvindo um rosnado gutural de desejo, até que ele se aproxima e fala:
- Eu preciso de você.
A última gota de sanidade que Kakarotto ainda tinha se esvaiu e ele abraça Vegeta, começando a lamber e mordiscar a pele do menor, fazendo-o gemer, assim como se deleitar, gemendo sofregamente, enquanto que o maior rosnava como uma fera, sendo que consegue murmurar, ao recuperar um ínfimo de sanidade:
- Sabe as consequências, não é?
- Sim... Eu quero ter uma cria. Agora me tome logo, ou vou mudar de ideia.
Mal bastou ele falar isso, para que os seus lábios fossem tomados, ao mesmo tempo, que uma necessidade intensa de ser tomado por Kakarotto surgiu nele, enquanto sentia uma extrema necessidade de se sentir preenchido pelo maior, que devorava com voracidade os seus lábios.
