Notas da Autora

Enfim, após quase dois meses, os irmãos se reencontram...

Capítulo 45 - O encontro de Vegeta e Tarble

Algumas semanas depois, a nave de Tarble, enfim chega ao hangar particular do castelo e ele é recebido com toda a pompa de um chefe de estado.

Os reis e os príncipes, assim como os seus companheiros estão lá para recebê-lo.

Primeiro, saiu o embaixador e depois, a comitiva enviada ao planeta que se tornou aliado, para depois sair Tarble.

Vegeta estava olhando para o lado, enquanto dobrava os braços em frente ao tórax, sendo evidente o seu mau humor, pois, achava "muito pomposo" as ocasiões especiais daquela raça, assim como, quando recebiam pessoas importantes.

Kakarotto apenas revirava os olhos, enquanto mantinha a sua cauda firmemente enrolada na cintura do menor.

Tarble estava muito ansioso para conhecer o seu irmão mais velho, sendo que já estava esperando a usual face de poucos amigos dele.

Afinal, na nave dele, tinha um arquivo sobre a sua família, assim como a orientação para nunca voltar para Bejiita, sobre risco de ser morto.

Portanto, não foi nenhuma surpresa a reação de seu irmão e se Vegeta estava achando ruim conhecer o seu irmão mais novo, Tarble iria ignorar, pois, queria ficar o máximo possível com o seu irmão, antes de voltar para a sua amada.

- Prazer em conhecê-lo, Tarble – Bardock fala com um sorriso, o recebendo de braços abertos.

- Nós ficamos felizes que tenha vindo. – Gine fala com o seu típico sorriso no rosto, notando que Tarble era como ela.

- Eu agradeço o nobre convite. – ele fala cortês, enquanto fazia uma mesura – Fique imensamente honrado em ter recebido tal convite.

- Fique a vontade.

Nisso, eles se dirigem até o castelo, passando pelo tapete vermelho.

Tarble vê a cauda de Kakarotto na cintura do seu irmão e se aproxima do casal.

O maior o recebe com um sorriso jovial, o cumprimentando, enquanto que o menor murmura com o seu típico tom mal humorado, um "bem-vindo", enquanto evitava olha-lo, sendo que ao ver que seu otouto olhando a cauda na cintura dele, ele fala em um sussurro mortal "Nem ouse fazer comentários petulantes".

- Não vou fazer, nii-san. Eu prometo! – Tarble exclama animado.

Vegeta revira os olhos, pois, pressentia que ele era parecido com Gine e Kakarotto, sendo que já bastava lidar com Kakarotto. Não aguentaria mais um.

Então, ignorando, estoicamente, o típico mau humor de Vegeta, sendo que já havia se preparado para tal recepção por parte dele, o jovem saiyajin, conta sobre a sua vida no planeta, sendo que Raditz e Tights se juntam a conversa, assim como Kakarotto, que volta e meia estimulava o seu companheiro a interagir, sendo que recebia ocasionais resmungos.

Uma festa maravilhosa de boas vindas foi organizada, com direito a um baile.

Ao olhar todo o luxo, Tarble fica fascinado e pensa o quanto seria bom se a sua amada estivesse com ele.

Já, Vegeta, achava algo desnecessário, sendo o esperado, já que o povo daquele planeta adorava pompa.

Em Bejiita, eles eram mais práticos e não havia todo o exagero de enfeites, assim como festas imensas, sendo que não havia requinte e exagero com as regras de etiqueta.

Portanto, ele não conseguia, ainda, aceitar muito bem todo o exagero que os liart-jins adoravam preparar em todas as ocasiões.

Além de ser algo irritante e sem qualquer sentido, a seu ver, ele precisava lidar com os votos de felicidade que lhe eram dados, seja acenando ou cumprimentando, pois, todo o planeta sabia de sua gravidez.

Inclusive, no palácio chegou inúmeras cartas, que eram, logo em seguida, entregues na mansão de Kakarotto e dele, contendo votos de felicidade pela gestação, além de presentes que chegavam de todo o planeta.

Fora algo que o deixou sem palavras, enquanto que Kakarotto havia dito que seria o esperado, já que eles representavam uma parte significativa da população.

Portanto, eles já eram consideravelmente populares.

Mesmo não gostando, Vegeta confessava, a si mesmo, que havia gostado de receber presentes, ao mesmo tempo em que apreciou o voto de felicidade do povo estranho, a seu ver, que o recebia muito bem, apesar dele quase não aparecer em público.

Frente a isso, não pôde deixar de pensar nos povos dos planetas que ele subjugou e questionou, se eles também possuíam esses costumes estranhos e quando olhou todos os presentes e cartões de felicitações, não pode deixar de sentir mal, sendo que tal sensação durou apenas alguns minutos, para depois empurrar tal sentimento para uma parte bem profunda dele, voltando a seu mau humor inicial.

Então, ele sai de seus pensamentos, quando é obrigado a valsar, seguindo os passos de seu companheiro, enquanto que ele mal via a hora de se recolher, sendo que não queria lidar com Tarble, naquele momento.

Quando olha para a mesa, nota que o seu otouto está em uma conversa animada com Bardock e Gine, assim como Raditz e Tights.

Kakarotto aproxima seus lábios do ouvido do pequeno príncipe e fala:

- Tarble só vai ficar uma semana em Liart. Depois, ele vai voltar ao planeta que o acolheu.

- Eu acho muito tempo. – ele comenta de mau humor.

- Eu sei que é mentira... Bem no íntimo do seu ser, você quer interagir com Tarble, assim como conhecê-lo melhor.

- Isso é mentira! – ele exclama, corado, enquanto Kakarotto olhava intensamente para ele.

- Quando irá assumir a verdade? Você quer conhecer Tarble, antes dele voltar para Nimengi. Ele não virá nos visitar tão cedo.

- Pelo menos isso.

O pequeno príncipe fala de mau humor, não querendo aceitar que o que Kakarotto falava era uma verdade amarga a seu ver.

Afinal, ele não queria aceitar essa verdade extremamente incomoda, pois, Tarble foi tão fraco, que o seu pai o enviou para bem longe.

Ao pensar no seu genitor, se recorda do que ele fez e as palavras de Kakarotto ressoavam em sua mente, enquanto era conduzido pela pista de dança pelo seu companheiro, julgando que talvez estivesse agindo como seu pai desejava, em vez, do que ele desejava por si mesmo, pois, para Bejiita, seria vergonhoso desejar conhecer um irmão tão fraco.

Kakarotto tomou o silêncio do menor como uma aceitação do mesmo e esperava que ambos conversassem, pois, nunca tiveram essa chance.

Portanto, iria se ausentar, assim como convidaria Tarble, sendo que percebeu que o jovem saiyajin estava lidando muito bem com o mau humor de seu pequeno príncipe, evidenciando o fato de que ele, provavelmente, já sabia como ele era e por isso, se preparou.

De fato, a recepção, no mínimo, "gelada" de Vegeta, em nada diminuiu o sincero sorriso de Tarble.

Então, após terminar a música, eles se sentam, sendo que por causa da disposição dos lugares, Vegeta ficou ao lado de Tarble, que sorria, sendo que começou a tentar puxar assunto com o seu irmão, não se intimidando com o jeito sério do ookera, até que Vegeta suspira, após ponderar muito e decide conversar, sendo que ele conversava pouco, enquanto que Tarble falava muito e entusiasmante, fazendo o irmão revirar os olhos.

Enquanto isso ficou surpreso ao saber da vida no seu irmão no planeta Nimengi, sendo que ele era um herói, para o povo que o acolheu e que ele os salvou várias vezes de invasões, fossem de um grupo de bandidos a alguns piratas. Também descobriu sobre o amor da vida dele e o fato de que namoravam.

Tarble, não demonstrou nenhum desconforto ao saber que Vegeta estava grávido. Inclusive, após a surpresa inicial, fica imensamente feliz e sorri de forma sincera, abraçando o irmão, enquanto dava os parabéns, perguntando se eles haviam escolhido o nome e se já sabiam o sexo.

Kakarotto fala:

- Ainda é muito cedo. Quanto ao nome, ainda não decidimos.

- Eu adoro crianças. Mal vejo a hora de me casar com a minha amada Miandy, para constituímos uma família. – Tarble fala com um sorriso.

- Ainda bem que a nossa gestação é de cinco meses... Não consigo imaginar uma gestação de nove meses, como a dos humanos e de algumas raças. – Vegeta comenta, enquanto bebia água, se abstendo de beber bebida alcoólica.

- Isso é verdade... Nas namengi-jins, a gestação dura dez meses.

- Dez meses?! – Vegeta fica estarrecido.

- Sim. – Tarble fala com o seu típico sorriso – Eu também levei um susto, quando descobri o tempo de gestação. Eu já achava sete meses muito. Imagina dez meses?

- Põe tempo nisso... – Kakarotto comenta – Nunca tinha ouvido falar de uma gestação tão demorada. A gestação dos liart-jins é de sete meses. A dos chikyuujins é de nove meses.

- Nove?! Nossa... – Tarble comenta.

Então, eles começam a conversar outros assuntos, sendo que Vegeta participava, às vezes, enquanto contava as horas para ir para casa, relaxar em uma banheira quente e perfumada, antes de ir descansar.

Confessava que ficava tenso frente a tais regras de etiqueta, ridículas a seu ver.