Kiss and Control

AVISO: Essa fic era rated "T" e eu nem havia me tocado, escrevi uma cena que acho que não entra no rating. Enfim, está consertado agora. A penúltima cena tem secso então quem não curte, pule.


Capítulo 12: O começo.

Neji estava muito cansado, seus músculos não lhe obedeciam, suas pálpebras inertes ignoravam seu comando para se erguerem. Tentar se mexer nessas condições tornava tudo mais doloroso e para alguém estoico, ele estava prestes a grunhir de dor se não fosse a sensação de areia agarrada à sua garganta.

Suas lembranças estavam embaralhadas... A festa de ano novo, Hinata deslumbrante em um vestido longo... Eles saindo da comemoração... E o tiroteio.

- Hinata...

- Estou aqui – de repente ela estava ali e sua batalha em lutar contra as limitações de seu próprio corpo não era mais necessária.

Piscando para limpar o embaçado de sua visão requeria muito de si, ele desejava dizer que estava aliviado, feliz e completo sabendo que ela estava ali. Porém as palavras não soltavam de sua língua. As emoções eram tantas e somadas à estafa, ele não conseguiu vencer a fadiga.

O importante é que ela estava viva, ilesa.

Ele esqueceria o terror perante a chance de perdê-la, de não poder segui-la, esqueceria o desconforto dessa maca rígida e fria, do cheiro de álcool e morte. A última imagem que ele queria guardar era dela. Seu leve perfume e, sua maciez e calor, segurando-lhe a mão.


Da próxima vez que Neji acordou, uma mulher desconhecida estava debruçada sobre ele. Seu cérebro levou tempo para reconhecer o uniforme de enfermeira, além da provável associação com o fato dela estar puncionando sua veia do braço direito.

- Boa tarde Hyuuga-san – ela notou seu despertar e Neji respondeu com um discreto aceno, falar parecia muito mais dispendioso do que geralmente era.

- Como está se sentindo? – ela lhe perguntou, puxando uma prancheta das bordas de sua cama, concentrada em anotar o que quer que fosse que a equipe de saúde tinha que anotar.

- Bem – Neji encarou sem paciência as próprias pernas ao esforçar-se para erguê-las em direção ao fim da cama sem muito sucesso, a dor em seu flanco esquerdo era mais tolerável que o soco em seu ego e independência.

- Melhor você não fazer isso sozinho. Deixe-me ajuda-lo – ela mal repousou suas anotações e a porta do quarto abriu.

- Não precisa Shizune-san, eu posso ajudar – Hinata estava com o sorriso mais fascinante que Neji havia presenciado.

- Okay, precisando de mim é só chamarem – ela se retirou após cumprimentar sua prima.

A estafa havia desaparecido e a vontade de se levantar dali também. A consciência de que ele havia absorvido o cheiro do hospital e estava vestindo um fino roupão o fez mudar de ideia.

Hinata parecia totalmente alheia a sua resolução, depois de deixar sua latinha de suco numa das mesas de canto, ela se aproximou ao ponto de sentar no leito e acariciar sua mão cujo braço estava livre de agulhas.

- Tive tanto medo... – ela murmurou e ao fechar os olhos, lágrimas escorreram pelas bochechas, pingando suavemente em seu colo.

Rapidamente Neji esqueceu seu constrangimento.

- Estou bem Hinata – ele lhe sorriu, com a mão ele estava tentando impedir o choro de manchar seu rosto, mas parecia que estava acontecendo o oposto.

Ele poderia se acostumar com essa atenção facilmente, sem o sofrimento por parte dela é claro e também sem tiroteios. Na verdade ele precisava de um time maior para cuidar da segurança de Hinata. Há quanto tempo ele estava no hospital?

- Os médicos disseram que levaria alguns dias para você acordar, m-mas... – e então ela o abraçou cuidadosamente e Neji se sentiu no céu.

Nem Hiashi e nenhum integrante qualquer da família o fariam soltá-la. Ela se encaixava perfeitamente em seus braços, seu perfume de lavanda o acalmava ao ponto que nada mais importava, a não ser somente se perder ali, naquele momento, no calor e paz que ela lhe provia.

Ela enfim desfez-se de seu aperto e com a palma da mão sobre seu tórax lhe falou – Obrigada por ter salvado minha vida.

Neji poderia dar-lhe muito mais, sem que ela lhe pedisse, sem que ela precisasse agradecer. Seus motivos para se conservar afastado pareciam medíocres e inexistentes agora. Suas palavras para confortá-la e reforçar seus intentos mais insignificantes ainda.

Ele sustentou a mão dela onde estava ao cingir-lhe o punho e com o braço livre a aproximou de si novamente – Eu...

- Inacreditável!

Hinata olhou assustada para a entrada da enfermaria, quando uma mulher, de busto avantajado, os fitava aborrecida. Neji estava mais aborrecido que a mal educada, notando Hinata se afastar mais e mais.

Ninguém mais batia na porta antes de entrar? Parecia que o destino estava fadado a interrompê-los.

- O paciente precisa de repouso, isso aqui não é motel não.

- Tsunade-sensei me desculpe – Hinata baixou a cabeça, para maior cólera de Neji.

- Nem preciso perguntar como você está porque claramente nota-se a resposta – Tsunade sorriu maquiavelicamente ao apontar para região pélvica de seu paciente.

- Que espécie de profissional é você? – Neji retorquiu, desejando que Hinata voltasse para perto em vez de parecer derreter de embaraço num dos cantos do cômodo.

E ele não estava tão entusiasmado assim.

- A espécie que se preocupa com seu paciente, por mais que ele seja ingrato e queira estourar os pontos da cirurgia – ela o encarou desafiadora e Neji bufou, almejando que ela terminasse o que veio fazer logo, ele tinha coisas importantes para cuidar.

- Então... – ela mexeu no próprio pager, rabiscou algo no prontuário e voltou a olhar para Neji - ...quero você andando, mas nada de levantar-se da cama sozinho. Como estão as fezes e urina?

- Não fui ao banheiro.

- Quanta pressa hein?- ela o olhou de soslaio como quem sugere coisa diferente do que está dizendo.

Hinata não se movia do lugar, nem dava sinal de que estava ouvindo quando era óbvio que estava.

- É só? – Neji estava mais impaciente.

- Hinata me ajude a tirar o curativo para eu ver a ferida operatória – Tsunade o ignorou e virou-se para Hinata.

- Ela não é sua enfermeira.

- Tudo bem Neji, eu já ajudei antes – Hinata interpelou, num fio de voz.

- Isso mesmo Neji – Tsunade contrapôs e acrescentou maleficamente - Apesar de que eu não me lembre quando...

Hinata enrijeceu e tentando desconsiderar a atenção recebida dos outros dois ocupantes do quarto, especialmente o olhar curioso de Neji, conseguiu proferir sua explicação.

- Q-quando Shizune-san precisou... – com o silêncio uma agulha poderia cair no chão que eles ouviriam - ...banha-lo.

- A geração de hoje em dia... – Tsunade disse em tom de repreensão.

Neji manteve-se tão calado quanto Hinata durante o restante da visita médica.


Um ano depois...

Hinata contava os minutos para chegar em casa, não que isso fosse recorrente e ela fosse uma péssima aluna. Mas a ocasião era especial, não era frequente que a escala dela coincidia com a de Neji e quando sim, ela tinha que dividir certos momentos com Hanabi, ou um de seus colegas da universidade. Não que ela não fosse grata por todas as pessoas na sua vida, porém ela era um pouco egoísta quando se tratava da atenção de Neji.

Eles levavam uma vida mais humilde se comparada a que o pai dela os provia, o que não significava menos felicidade, muito pelo contrário. Contudo, se traduzia em estar mais distante do local de estudo de Hinata, ela tinha que pegar metrô e dois ônibus diferentes para retornar ao lar. Algumas vezes Neji podia espera-la no metrô, ou mesmo na universidade, só que hoje ela gostaria de surpreendê-lo, ela havia sido dispensada mais cedo do que o esperado e poderia dormir junto dele em vez da casa de uma de suas colegas.

E como Neji tinha muitas coisas para arrumar, tanto para o trabalho quanto no âmbito doméstico ela tinha quase certeza que o encontraria em casa. Daí a correria.

Ela passou pelas parcas pessoas na calçada diante de seu prédio sempre pedindo licença e desculpas, sua ansiedade não a permitiu esperar pelo elevador e as escadas foram mandatórias. Ela tentou arrumar o cabelo, mais curto que o usual, bagunçado pelo corre-corre e suavizar a respiração antes de abrir a porta.

Não querendo anunciar sua chegada, ela se livrou do casaco, cachecol e sapatos na entrada e nas pontas dos pés, rumou para a cozinha, de onde vinha um cheiro delicioso de comida.

Entretanto Neji não estava lá. A panela estava sob o fogão sem que este estivesse aceso, mesmo que o cozido ainda estivesse quente. E então ela ouviu o barulho de água advindo do banheiro.

Por isso sua chegada não fora percebida, ela concluiu.

Com muito esforço para não se denunciar ela girou a maçaneta e empurrou a porta, abrindo espaço somente para sua passagem e evitando que a dobradiça rangesse. Checando para que Neji permanecesse sem nota-la, ela aproximou-se da cortina e antes de puxa-la de uma única vez e gritar para dar-lhe um susto Neji fez isso por ela.

Ela o encarou boquiaberta e com o passar dos segundos, o enrubescimento começou a tomar conta de todo seu corpo. Neji não estava nem um pouco perplexo, ou constrangido e a água escorria da ponta de seus cabelos longos pelo seu tórax abaixo, ela tentou grudar seu olhar na parte superior do corpo dele sem êxito.

- Vai ficar só olhando? – ele sorriu presunçosamente e Hinata se perguntou por que ela inventou essa brincadeira.

Era óbvio que ela não conseguiria assustar ninguém. Antes que ela pudesse se envergonhar mais ainda ou correr dali, Neji a puxou para perto e a beijou.

- Vamos aproveitar a água morna – ele lhe sussurrou no ouvido depois de mordiscar lhe a extremidade do lóbulo.

Ela aquiesceu um pouco tonta, os dedos sem muita precisão ao retirar seu pulôver. Antes que se livrasse do sutiã a mão de Neji estava lhe acariciando os seios e os livrando da porção frontal do aparato sem preocupação ou cerimônia. Quando ela conseguiu desabotoar o feixe posterior da lingerie, a língua dele se enroscou em seu mamilo e ela sabia que não tiraria mais nenhuma peça restante de sua vestimenta. O prazer drenara todas suas forças.

Como que notando isso, ele desabotoou sua calça jeans e ela a chutou aquém das próprias pernas. Sugando-lhe o pescoço, uma das mãos no seio direito e a outra no quadril de Hinata, o friccionando contra o seu, a prova de sua excitação pressionada tentadoramente contra o ventre dela. Hinata mal ficava erguida, tentando equilibrar-se ao buscar apoio nos ombros dele. Ela desejava que eles fossem para o quarto, todavia ele estava tão determinado e entretido.

- Tire a calcinha para mim.

Ela gemeu, esquecendo sua vontade anterior e suas mãos desobedeceram ao comando, escolhendo por acariciarem seu peitoral, a cicatriz em seu flanco esquerdo, abdômen, baixo ventre e enfim, apertarem seu pênis. Neji não demonstrou se importar, enquanto ela movimentava as palmas para frente e para trás, circulando com maior pressão a glande. O quadril dele seguia seu movimento em sentindo oposto e sua boca chupava e mordia seu seio, este vibrava com cada novo gemido gutural advindo dele.

Ele segurou lhe os pulsos e os afastou do próprio pênis, ela entreabriu os olhos languidamente esperando por uma explicação quando Neji se ajoelhou diante dela e afastou para um único lado a porção inferior de sua calcinha. Com o dedo indicador mergulhado entre seus grandes lábios ela esqueceu seu questionamento, suas pálpebras recaíram pesadas, a boca aberta dividida entre sorver oxigênio exasperadamente e gemer. Sua excitação e deleite solidificados na lubrificação que o dedo de Neji espalhava sob seu clitóris, causando um ruído que a deixava mais molhada ainda.

- O que você quer que eu faça? – ele interrompeu o atrito e desviou o olhar para o rosto dela.

Hinata não acreditava que ele a faria pedir. Ela não tinha certeza se sua língua ainda conhecia qualquer sentença entendível, suas sinapses totalmente viciadas no prazer físico.

- Hinata... – ele voltou a tocar seu clitóris, a lembrando do que estava perdendo, para cessar o estímulo em seguida.

Ela estava mais e mais frustrada com esse jogo.

- Oh... M-me coma – como que recompensada por ser disciplinada, o dedo dele circundou a entrada da sua vagina e a penetrou lentamente, sempre recuando antes de prosseguir, aumentando o atrito, nunca indo fundo o suficiente.

- Com o que?

- Por f-favor... – ela notou o riso silencioso e convencido em seu rosto, seu cabelo desgrenhado porque ela se segurara nele e as orbes brilhavam, a provocando a dizer o que ele desejava.

Ele se ergueu, mais alto do que ela, debruçando-se em sua direção e massageando lhe ambos os seios ao morder lhe um dos lábios, para em seguida ter Hinata chupando sua língua com sofreguidão.

- O que você quer? Meu dedo, minha boca ou meu pau?

Ela não sabia o que era o maior dos martírios, tê-lo falando desse jeito ou laconicamente focado em reduzi-la a uma pilha insaciável sempre em busca do clímax.

- Seu pau – ela conseguiu suprimir a onda inquebrável de suspiros para responder, assim como a neblina densa de prazer que confundia seu raciocínio.

Ele a ergueu, a apoiando sobre seu quadril e as costas no ladrilho da parede, o barulho do chuveiro aberto abafado pelos gemidos dela.

- Boa menina – e a penetrou.


- Itadakimasu – ela juntou as mãos, demonstrando seu agradecimento e provou da janta – Está delicioso!

Neji a segurou pelo queixo e a beijou, acanhada ela corou e encarou seu prato de sopa absorta em pensamentos próprios.

- Seu pai ligou mais cedo – Neji lhe deu espaço, ao se servir da janta também.

- Oh... Sim?

- Ele queria saber como vai a faculdade de medicina e se você poderia ajuda-lo com Hanabi.

- Hanabi-chan?

- Algo sobre ela não estar seguindo o conselho da empresa e tomar decisões por contra própria.

Ele a avaliou e continuou – Ele deve lamentar você ter largado a direção.

- Não é verdade, ele quer nossa felicidade – ela o fita serenamente e Neji a abraça.

Aninhada em seus braços onde ela pertence, ele a beija de novo. Hinata não era desse mundo.

- Se existe alguém que ele sente falta é de você Neji – ela diz e Neji a avalia outra vez, incrédulo.

- Sua firma não vai lhe dar folga esses dias? Você poderia ensinar Hanabi-chan... – ela cobre seu pescoço de beijos.

- Eu sei o que você está tentando fazer – ele ri e prossegue - Eu te amo, mas nem tanto.

- Sério? E se eu disser que eu te amo e faria qualquer coisa por você? - apesar de ruborizada ela contra argumenta.

- Qualquer coisa? – ele a arrasta para longe da cozinha, em direção ao quarto.

As maçãs de seu rosto continuam avermelhadas e em resposta à pergunta dele, ela semicerra as pálpebras e Neji sente seu corpo em sintonia com o dela, apesar da sugestão ter sido dele mesmo. Presenciar a submissão e responsividade dela tornava a interação irresistível.

- Uhum – ela ronrona em réplica e ele não consegue parar de beijá-la.


N/A: Poxa, espero estar perdoada. Muito obrigada por ter me acompanhado até aqui, se vc sobreviveu à maldita espera de vários anos, espero que tenha gostado.

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