Megaman X: Real Life
Por Harupyuia & Aiyumi
Disclaimer: tanto Rockman/Mega Man, quanto qualquer outra marca registrada que possa vir a ser referenciada nesta fan fiction, são propriedades de seus respectivos donos. Este trabalho não tem relação alguma com tais proprietários/empresas.
Capítulo 3: A Morte do Diretor
Na segunda-feira, Xis e Alia entregaram seu trabalho. Todos ficaram surpresos ao verem que o professor deu um "A" logo de cara.
- Alia, você fez tudo sozinha, né? - perguntou um colega.
- Não, nós fizemos juntos.
- O quê?! O Xis fazendo trabalho?! Essa é nova pra mim...
Naquela mesma aula, tiveram prova da matéria do trabalho. As provas terminadas eram deixadas na mesa e o professor corrigia o mais rápido possível para dar tempo de falar os resultados naquela aula. Corrigiu umas três. De repente parou. A prova de Xis não estava em branco como de costume. Corrigiu. Estavam todas... Certas? Não era possível. Pegou e corrigiu de novo umas duas ou três vezes. Até que finalmente se satisfez.
- Xis, venha ver a sua nota!
Xis foi até a mesa e logo voltou com um sorriso. O "dez" mais honrado de toda sua vida.
Naquele mesmo dia a classe teve outra prova de outra matéria. Oito ponto cinco foi a nota de Xis, que sempre costumava tirar algo abaixo de três. Todos ficaram muito surpresos mas nada disseram.
Acabou o período de aulas e Xis ia para o portão satisfeito com o dia. Mas, alguém precisava aparecer pra estragar a festa e ninguém melhor pra isso do que o filho do diretor.
- Ei! Fiquei sabendo que você tirou notas extremamente altas hoje. Colou de quem?
- ...! Eu não colei! - respondeu Xis furioso.
- Ow! Sério? Então hoje vai chover.
- ... Cala a boca! Cala a boca! - Xis já não aguentava mais. Imediatamente deu um violento soco que o outro desviou pulando para o lado e depois empurrou Xis contra a parede. Xis rapidamente conseguiu se levantar e deu uma rasteira que empurrou seu adversário contra dois alunos. Ia preparar outro soco mas seu oponente segurou suas mãos.
- Chega. Se continuarmos, essa coisa não vai ter um final muito agradável... Fora que não vai pegar bem se alguém mais vê o presidente do grêmio brigando. Hehehehehe! - empurrou Xis com tudo, derrubando-o sentado no chão.
- ... Nunca mais duvide das minhas capacidades! Tá me ouvindo?! - berrou Xis ao ver o outro se retirando.
Alia chega ao local.
- Xis, ficou louco? Viu o que você fez? Quase machucou até quem não tinha nada com isso.
- ... ... ... Eu... Eu perdi a cabeça. Não aguentava mais ele me zuando. ...
- Isso não foi nada bom, vai sobrar pra você.
- ... Eu sei, como sempre...
No dia seguinte, Xis continuou se saindo bem nas provas. Depois da última aula, foi chamado à presença dos superiores na direção.
- Você sabe porque foi chamado aqui? - perguntou o coordenador.
- ... Acho que sei... - disse Xis, de cabeça baixa.
- Ótimo. Pelo menos você é honesto. As coisas serão mais rápidas do que eu esperava. Vejamos... É sobre o ocorrido ontem. Você br...
- Não precisa falar, eu admito. Eu briguei, e briguei mesmo! Não vou negar!
- Hm... Gosto de pessoas honestas como você... Mas depois de fazer o que fez você realmente merece uma advertência. Vamos. Assine aqui. - o coordenador indicou um lugar na pasta. Xis poderia dizer que não tinha feito por querer, ou qualquer outra coisa para provar sua inocência, mas ficou quieto e simplesmente assinou.
Era uma segunda-feira. Um vulto encapuzado andava pelos corredores da escola. Tirou uma chave do bolso e abriu a porta de uma sala que era um antigo laboratório, já abandonado. Entrou e afastou uma enorme prateleira junto à parede. Atrás dela estava uma espada de prata que parecia ter sido de um antigo samurai ou algo assim. Guardou a arma na cintura e saiu pela porta. Trancou-a novamente e, depois de se certificar de que não tinha ninguém por perto, saiu correndo pelos corredores, até chegar nas escadas movimentadas. Foi se escondendo no meio do empurra-empurra da multidão que saía. Enquanto muitos estavam distraídos se empurrando, o ser pulou a janela do andar de baixo, próximo à saída. Correu em direção ao portão aberto com antecedência. Acabou tropeçando em uma pedra e dando um grito bem alto, chamando a atenção de um aluno da segunda série que sentado em um banco, calmamente lia um livro. Ignorando a "falha técnica", o encapuzado voltou a correr e saiu pelo portão.
No dia seguinte, os alunos chegaram à escola e foram para suas salas normalmente. Esperaram e esperaram pelos professores e nada. De repente vieram avisar que era para todos se reunirem no pátio, onde o coordenador daria um aviso importante.
- Bem, tenho uma notícia muito triste para informar a vocês... Nosso respeitado diretor, o Professor Alberto foi assassinado na noite desta segunda-feira, quando voltava de uma reunião com o Secretário da Educação... Devido à falta de alguém para assumir a direção da escola, as aulas estão suspensas por hoje.
Não se ouviu os "êêêh"s habituais. Todos ficaram em silêncio. Após o fim do "discurso" os alunos foram dispensados. Perto do portão, o filho do falecido diretor estava dando entrevista coletiva.
- Você estava no local no momento em que o desastre ocorreu? - perguntou uma repórter.
- Não, meu pai disse que passaria a tarde em uma reunião com o Secretário da Educação. Eu fiquei o dia inteiro na escola, desde o começo das aulas, às sete da manhã, até as dez da noite, representando o grêmio.
- Como você ficou sabendo que seu pai tinha morrido? - perguntou outra repórter.
- Foi a vizinha que me avisou, quando eu cheguei em casa. Disse que tinham achado o corpo dele morto em uma rua deserta, com cortes pelo corpo todo...
- Esta espada foi encontrada no local do crime. - disse a repórter mostrando a foto de uma antiga espada de prata - Você tem alguma ideia de quem poderia tê-lo matado? Ele tinha algum inimigo?
O jovem parou por um momento, pensando em todas as pessoas conhecidas.
- ... ... ... ... Não, não faço a menor ideia. - concluiu ele.
Depois das entrevistas, todos iam se retirar.
- Xis, o que foi? - perguntou Alia.
- Não! Não pode ser! Nãããoo! - disse Xis jogando a mochila no chão.
- Mas afinal, o que aconteceu...?
- O pior inimigo do diretor... ... ... Era... Era o meu pai.
A/n:
Harupyuia: e a história fica escura de repente...
