Notas do Autor
Sirzechs fica...
Yukihana revela...
Rias decide...
Capítulo 3 - Revelações
- Não. Que história é essa, Ise?
- Não me chame assim. Era uma anja caída em um território de Akumas. No caso, o território que você era responsável. Você teria todo o direito de mata-la por ela ter invadido o seu território. Seria o mesmo se um akuma entrasse em um território, não pertencente a ele. O akuma responsável por essa área poderia obliterar o invasor, sem qualquer consequência. Ao entrar em um território de outro grupo, sendo evidente pela concentração de poder naquele lugar, você pode executá-lo, se assim desejar. Inclusive, quando fui ter o encontro, a sua serva entregou para mim o seu selo. Estranho, né? Tipo, só havia eu no local. Não havia mais ninguém, para justificar a entrega desses selos. Normalmente são entregues em locais públicos.
- Mas, o pacto...
- Você disse que não podia atacar anjos caídos, mas, mesmo assim os atacou! Interessante como naquela época, você não podia ataca-la e a resposta é simples. Você precisava me ressuscitar como akuma, para eu ser o seu servo. Uma valiosa peça com uma Sacred Gear. Não uma simples Sacred Gear e sim, a Boosted Gear, com o dragão da dominação, Ddraig nela. Um dos dragões celestiais. Para alguém que quer ser a número 1 nos Rating Gamers, eu era uma peça necessária. Afinal, Sona tinha um com uma Sacred Gear, também. No caso, uma dragoa chamada Victria. Por isso, a sua serva entregou aquele selo para mim. Quando eu fosse morto, você aparecia e me ressuscitaria. Portanto, você me deixou morrer e não obstante, quase que eu morro uma segunda vez, por você não ter explicado, adequadamente, os poderes da minha Boosted Gear.
- A Bunchou não sabia de todos os seus poderes, Ise-kun – Akeno fala.
- Interessante você falar isso. Ela não mostrou nenhuma surpresa quando usei os poderes da Boosted Gear. Além disso, como ela era King, era passou muito tempo estudando. Mas, não. Eu tive que descobri os meus poderes através de um inimigo.
- Rias, você não explicou os poderes da Boosted Gear para Issei? Ela é fácil de ser identificada pela cor. Me lembro que você tinha um interesse especial na Boosted Gear e nas Sacred Gears. Pensei que tinha explicado a Issei os poderes que você leu no livro. Sirzechs fala surpreso – Por que Issei teve que descobrir através dos seus inimigos? Pelo que eu entendi, ele quase morreu por não saber os seus poderes.
- Eu...
Ele olha para o lado e vê que Yukihana abafou a audição de Kunou, com a mesma não compreendendo, enquanto a dragoa acenava com a cabeça.
- Ela queria se passar por salvadora, para que assim, eu a tivesse em alta estima. Ou seja, me manipulou e ainda fazia isso, usando a minha perversão. Por isso, ia sempre para a minha cama, nua e fazia meu rosto ficar junto dos seios dela. Cansei de acordar com ela nua ao meu lado.
Todos ficam estarrecidos, sendo que Sirzechs exclama:
- Rias! Como pode fazer isso? Só uma mulher vulgar se comporta assim!
- Eu... – ela fala sem conseguir olhar para eles.
- Queria ter trazido uma pipoca. – Azazel comenta sorrindo – Ver um espetáculo desses sem pipoca não tem graça.
- Ise-kun! Não a humilhe desse jeito! O que deu em você? – Akeno pergunta, estarrecida.
- Por falar nisso, você não acha estranho o fato de que as barreiras que o seu pai colocou em volta da casa onde você morava com a sua mãe, caíram frente a simples humanos? Eram barreiras de um anjo caído de alto nível. Eram barreiras de Barakiel.
- Barreiras? Como assim?
- Você mesma disse, que quando o seu pai estava fora, você sentia o ar estranho e ouviu uma conversa deles, com a sua mãe perguntando se a defesa em volta da casa funcionaria e ele disse que sim.
Ela fica pensativa e depois murmura confusa:
- Eu contei outro dia, quando comentávamos sobre barreiras, mas...
- Você acha, que com a sua mãe tendo uma família bastarda como aquela, Barakiel não iria fazer de tudo para defender aquelas que eram preciosas para ele? Você acha mesmo que o seu pai não faria algo para defendê-las em sua ausência? Acha mesmo, que o seu pai deixaria vocês a mercê de algum mal? Acha mesmo, Akane? Acha que simples humanos poderiam quebrar o selamento de proteção de um anjo caído de alto nível como o de Barquiel? Quem consegue ferir um animal de classe lendária com Fenrir, com certeza é poderoso, não acha? Acha mesmo, que sabendo como o clã da sua mãe era, ia deixa-las sem proteção? Um humano não conseguiria quebrar a barreira dele.
- Eu... assim... Por que ele...
- Ele deve ter ficado estarrecido, para não dizer chocado. Humanos desfazendo os seus selos? Isso era inconcebível. Ele estava confuso naquela noite, juntamente com a dor lacerante que sentia. Ele não somente perdeu a amada esposa. Ele também perdeu a filha, de certa forma. Ele ficou arrasado e desolado, se sentindo um lixo e se culpando, por mais que não compreendesse como eles quebraram a sua defesa, justamente a defesa de um anjo caído de alto nível e convenhamos, você nunca deu uma chance real a ele, de explicar. Sempre o renegou. Somente de um tempo para cá, tem se abrido com ele, permitindo que ele entre em sua vida, novamente. Pergunte para ele sobre aquela noite. Além disso, um dia, você falou que eles comentaram algo sobre a ajuda de uma mulher de cabelos ruivos. Não foi? Além disso, não é interessante que você encontrou Rias, quando não havia mais nenhuma esperança em seu coração, além de estar odiando o seu pai? Estava com tanta dor, que não hesitou em se tornar uma akuma, ao se tornar uma peça dela? Não é uma coincidência interessante. Inclusive, quando você contou do seu passado, você disse que ela não parecia totalmente surpresa.
Akane olha para Rias, com visível confusão em sua face.
- Koneko, você disse que você e a sua irmã haviam visto uma jovem de cabelos ruivos e uma vez comentou que o cheiro de Rias era estranhamente familiar. Você me contou essa historia. Se lembra? Claro que você disse que era um absurdo e tal. Mas, tem mesmo certeza que é mesmo um absurdo?
A jovem nekomata fica estarrecida e olha para Rias, confusa, para depois olhar para Issei.
- Kiba, o mundo é enorme. Como ela conseguiu encontrá-lo tão facilmente? Ela chegou no momento exato que você estava revoltado e sem esperança pela igreja, assim como, quase que morrendo. Não acha estranho? Você comentou que viu uns fios de cabelos vermelhos de uma mulher, parcialmente oculta, montada em um belo cavalo, próximo de onde você estava e um cheiro de perfume familiar, sendo que depois achou familiar ao perfume que Rias usava e falou que era estranho. Será mesmo que ela não ficou rodeando o entorno, esperando que fugisse e o deixou andar quilômetros na neve, sem rumo, até que resolveu bancar a salvadora? Você mesmo disse, que enquanto andava sem rumo na neve, por muitas horas, pareceu ouvir os cascos de um cavalo próximo de você. Acha mesmo que era fruto da sua imaginação, os sons e o fato de ver alguém rodeando o lugar, por vários meses?
Ele arregala os olhos e olha para Rias, para depois olhar para Issei.
- Quando eu encontrei aquele padre desgraçado, a primeira vez e que estava para morrer, você apareceu e disse que somente quem era de sua realeza, podia usar o seu circulo mágico de transporte. Mas, porque nos podemos usar outros círculos de transporte, sem ligação com você? Como o do sensei e dos outros? Estranho, né? No quesito poder de transporte, você não teria esse problema. Então, Asia poderia ser retirada de lá, sim. Ainda mais que ela não era uma exorcista e não tinha poderes espirituais. Somente o poder de cura de sua Sacred gear. É diferente de tentar transportar alguém com um alto poder espiritual e de purificação. Asia não tinha nada disso. Não sei se os outros perceberam isso, mas, já usamos círculos de transporte sem ser da Rias.
- Ise-kun! O que está falando? Eu... – Rias ia continuar falando, até que é interrompida, abruptamente.
- Tudo o que você queria eram peças excelentes! Asia tinha uma habilidade incrível, muito útil nos Rating gamers e você me usou para conseguir que ela pertencesse a sua realeza, pois, você mesma disse que o seu sonho era ser a número um nos rating games e que para realizar o seu sonho, precisava de peças poderosas. Adicionar uma meia anjo caído, com capacidades sagradas, contra peças de akumas, seria incrível. Você já havia planejado transformá-la em Queen. Quanto a Gasper. Não é interessante que você o encontrou justamente em um momento que ele não tinha mais ninguém em sua vida? Quando estava sozinho? Como achou ele em uma cidade enorme? Não é estranho que conseguiu achar ele facilmente e no momento que Gasper estava mais debilitado, surgindo assim como salvadora dele, assim como foi com os demais? É interessante como conseguiu várias peças excelentes. Gasper tem uma Sacred Gear que mexe com o tempo. É uma habilidade incrível, não acha? Poder paralisar o tempo dos seres?
Ela vai rebater, quando ele exclama:
- Cale-se! Tudo o que fez foi reunir peças formidáveis, usando todos os meios possíveis, assim como procurou nos manipular, fingindo ser a nossa salvadora e heroína, para que assim lutássemos dando tudo de nós e como eu era um pervertido, você podia usar a minha perversão, anormal, para fazer com que eu lutasse ao ponto de dar a minha vida por você, conseguindo assim uma peça poderosa, capaz de fazer tudo por você.
Sirzechs fica chocado com as acusações de Issei e acha muitos fatos suspeitos. Ele era contra usar tais táticas para conseguir servos. Todos os servos de Sona foram de livre e espontânea vontade, assim como os dele. Usar tais táticas era contra o seu desejo e inclusive, ele mesmo, era contra os Rating Gamers, pois, por causa deles, surgiram as realezas. Claro que ele também era contra o sistema se servidão de casas. Grayfia, que amava com toda a força do seu coração, sendo a única para ele, só podia agir como esposa nos dias de folga. Nos demais dias, devia se portar como serva, pois, a família dela servia aos Lucifers. Se ele acabasse com o sistema de submissão e de servidão, Grayfia podia ser a sua esposa, integralmente, com toda a imponência e luxo da esposa de um Lucifer. Ele odiava vê-la agir servilmente, usando roupas de empregada e somente agindo como esposa nos dias de folga por causa das regras estúpidas, defendidas pelos akumas mais antigos.
Quantas vezes ele não quis mudar isso e não pode, por causa deles? Inclusive, ele teve que implorar aos akumas mais velhos para que Grayfia pudesse agir como sua esposa nos dias de folga. Antes, nem isso. Ele odiava vê-la agindo servilmente com o filho deles. Por sorte, o filho era uma copia dele e bondoso, sendo ensinado desde criança por ele, a obedecer a mãe, mesmo com ela no "modo empregada". Mesmo assim, via a tristeza do filho de não poder chama-la de mãe sempre que desejasse e por ela agir servilmente com ele, não podendo educa-lo, pois, o dia que podia agir como mãe, era somente nas folgas.
O seus sonhos era acabar com o Rating gamers e consequentemente, com o sistema de realeza, libertando todos os que tinham que servir aos Kings, assim como, desejava acabar com o sistema de servidão de famílias e que afetava a sua amada. Se ela não agisse como serva, poderia ser punida pelos akumas mais velhos que formavam um conselho nojento. Tudo o que ele queria fazer, dependia da autorização deles e sabia que Rivezim era aquele que os liderava, detendo grande influência, embora que esses akumas antigos não prestassem, também. Eles tinham interesse em manter o sistema de servidão, pois, tinham famílias que os serviam. Por que iriam libertar os seus escravos, se podiam fazer qualquer coisa com eles, sem qualquer consequência? E os akumas inferiores que eram usados pelos superiores? Ele já chegou a ver vários casos em que foi obrigado a fechar os olhos, enquanto se sentia irado e revoltado, consigo mesmo, por estar de mãos atadas. Ele, que detinha o cargo de Lúcifer e era um dos grandes Maous, era obrigado a se curvar a velhos bastardos e miseráveis.
Ele sai de seus pensamentos, quando Issei fala:
- Quero cancelar meu noivado com Rias. Quero anular aquela cerimônia.
- Anular noivado com alguém do clã Gremory... Olha, não é para qualquer um, Issei. – Sairaorg fala divertido.
- Entendo... Sim, é possível. Pode ser anulado. – Sirzechs fala – E considerando as suas suspeitas, não nego que é o seu direito.
- Sairaorg, por que quer vencer o Rating Gamer contra Rias?
- Os "chefões" do submundo só iram apoiar o meu sonho se eu derrotar uma Gremory e consequentemente, o Seikiryuutei Issei.
- Qual o seu sonho?
- Me tornar um Maou para ajudar os akumas inferiores e que foram desprezados pelos outros. A minha realeza é a minha família e é formado por akumas desprezados e tratados como lixo pelos outros. Dei a eles um lar e uma família. Na verdade, todos eles compartilham do meu sonho, pois, lutam, assim como eu, pelos outros inferiores. Eles se tornaram minha realeza de livre e espontânea vontade. Eu sempre desejei que houvesse outro modo deles lutarem comigo, sem precisarem se tornar meus escravos. Mesmo que os veja como a minha família e os trate dessa forma, para os outros, eles sempre serão os meus escravos e tal pensamento me deprime.
Nisso, ele conta do seu passado e do que fez para ter o poder atual.
- Eu tenho um dos requisitos para ser um Maou. Eu tenho uma criatura sagrada. Todos os Maous tem uma criatura sagrada. É um dos pré-requisitos, digamos assim. Afinal, somos akumas. Ter uma criatura sagrada conosco é algo visto quase como impossível, já que é uma criatura de status sagrado. Gastei sete peças nele.
- Entendo... Eu também tenho uma criatura sagrada, só que como familiar.
Nisso, ele exclama e surge um circulo mágico dele:
- Arashi (嵐 - Tempestade)!
Um grifo imponente e poderoso do tamanho de um elefante, exibindo garras afiadíssimas e um bico igualmente afiado, surge do círculo mágico.
Issei o afaga e a criatura curte o carinho, sendo que a aparição dele deixa eles surpresos.
- Um Great Grifo, assim como o tradicional Grifo, é uma criatura sagrada! Você tem um! Um Great Grifo é raríssimo! – Sirzechs exclama surpreso, para depois sorrir – Meus parabéns, Issei! Dizem que ele pode convocar tempestades, dominando os relâmpagos e ventos cortantes. Pode inclusive invocar ciclones.
Yukihana o afaga, com o ser curtindo o carinho, até que Issei se despede dele:
- Até, Arashi.
- Até Issei-kun, Yukihana-chan. – eles notam que o Great Grifo era uma fêmea, devido a voz.
Então, acenando levemente com a cabeça, Arashi desaparece em um círculo mágico.
- Você tem um belo sonho, Sairaorg. O de Rias nem chega aos pés do seu. O dela é mesquinho, já, o seu é nobre. Analisando agora, você e Sona tem quase o mesmo sonho. Sabia?
- Tem mesmo? Sona Sitri, do clã Sitri, tem um sonho similar ao meu? – ele pergunta animado.
Nisso, ele olha para Sona que está corada, sendo que conta o seu sonho, enquanto que Saji não havia gostado de ver quem amava, corando para Sairaog. Saji que não percebe que Victria, na Sacred Gear, suspira tristemente ao ver o seu anfitrião com ciúmes de Sona.
- Se eu me tornar um Maou, poderemos realizar o nosso sonho juntos. Muitos akumas inferiores não consegue frequentar escolas, Ao dar a chance de ensino a eles, eles vão poder crescer ainda mais! Eu adoraria, como Maiou, implantar o máximo possível dessas escolas. – ele fala sorrindo, fazendo Sona ficar surpresa, para depois corar, enquanto ela se questionava o motivo de seu coração bater rápido ao vê-lo, além de sentir que corava, intensamente.
Já, Sairaorg, sentia um sentimento diferente ao olhar para Sona. Era bem intenso e o fazia olhar sem parar para ela, enquanto a achava, linda.
Sirzechs sorria ao ver a cena e ficou comovido com o sonho deles, e não tinha coragem de destruir o sonho de ambos, sendo que eles seriam um futuro casal, pelo modo como se olhavam.
Ele não podia falar que apesar dos Maous serem poderosos, quem mandava mesmo, no Submundo, eram os velhos do Conselho de Lúcifer. Eles eram os verdadeiros líderes e não um Lúcifer. Um Maou estava limitado e duvidava que os velhos nojentos e bastardos aprovassem uma escola para akumas inferiores, sendo que provavelmente, se usasse um dos territórios dos Sitris, Sona poderia erguer a escola, tranquilamente. Mas, em outros lugares, não e a ideia de Sairaog de proteger os inferiores, não poderia ser implantada. Como ele podia destruir o sonho deles? Sonhos tão nobres e altruístas? Seu ódio pelo Conselho só aumentou.
Era a mesma coisa para os outros Maous. Nenhum deles tinha a coragem de destruir os sonhos do futuro casal. Seria cruel demais, para não dizer, uma perversidade. Que pelo menos, eles tivessem os seus sonhos. Todos os Maous queriam acabar com a raça do conselho, mas, sabiam que não podiam fazer nada. Era um crime grave ir contra eles e acabaria provocando uma guerra civil no Submundo, pois, eles tinham grande influencia. Principalmente Rivezim.
Após alguns minutos, Michael pergunta, sorrindo para Yukihana:
- Pensei que não iria mais vê-la. Fico feliz em revê-la, velha amiga.
- Eu sinto saudades do Tenkai. Penso em visitar todos e ver como estão. Eu adorava conversar com a Gabriel. Eu a apresentei a Tiamat-chan. Ela precisava de uma amiga.
- Eu agradeço por isso. Ela sempre adorou dragões.
- Você a conhece Michael? Eu sinto poder sagrado nela e tipo, as orelhas dela lembram as de Yukiko.
- Yukiko era filha de Issei de outro universo e foi adotada pela Yukihana, do outro universo. – Serafall fala.
- Não é a toa que ela odeia pervertidos. – Kiba comenta – Bem que achei alguns traços semelhantes aos de Issei. No caso, no rosto e tinha aquelas asas vermelhas. Uma delas.
- O Issei daquele universo não era pervertido. Nunca foi. Era um guerreiro íntegro e poderoso. Nunca desenvolveu as técnicas pervertidas desse. Era apenas alguém nobre, valoroso e guerreiro. O ódio de Yukiko foi por ela ter visto uma cópia do pai dela, pervertido ao extremo. A mãe dela era um anjo de alto nível. Um anjo lendário, que morreu após dar a luz – ela entrega um bilhete a Michael – Eis a localização de Aiko e de outra anja lendária. Aqueles anjos que nascem de humanos. Seria bom resgatá-las – A Kaiou-shin me entregou através do Goku-kun.
Ela aponta para Goku, que se apresenta:
- Oi a todos, eu sou o Goku. Vim de outro universo e sou um saiyajin. Nós saiyajins somos uma raça guerreira. Nossa genética é voltada para as batalhas. Aumentamos os nossos poderes ao nos recuperamos de ferimentos graves. Somos resistentes, ao ponto de sobreviver no espaço por um período de tempo e nos adaptamos a qualquer condição climática. Somos muito fortes e temos transformações. Também aprendemos uma técnica de luta, apenas a observando. Nos usamos Ki. Podemos nos metamorfosear em um Oozaru, que seria algo como um macaco gigante com um focinho grande repleto de presas afiadas.
Rapidamente, Issei vai até ele, mexendo nos bolsos até encontrar um papel e fala animado:
- Poderia autografar, por favor, Goku-sama! Sou um grande fã seu! Não acredito que estou vendo o Goku-sama em pessoa! É uma honra!
O saiyajin consente e assina, sendo que Issei fala:
- Poderia colocar, por favor, "para o meu maior fã, Issei Hyoudou"?
- Sim. Aonde quer que eu escreva? – ele pergunta com o seu típico sorriso.
- Aqui, por favor e obrigado. Se puder, gostaria de conversar com você, depois.
- Claro.
Então, ele volta para junto de Yukihana com os olhos praticamente brilhando, enquanto olhava o papel com o autografo de seu ídolo, como sendo um bem precioso.
Todos ficam surpresos e com gotas na cabeça, para depois Serafall falar:
- O outro Issei é casado com Tiamat. Yukiko nasceu na época que ele foi viúvo, pai de outra filha, Kireiko. Issei não sabia da segunda filha, só a descobriu a pouco tempo. Yukiko é casada com o Vali daquele universo. Tiamat daquele universo foi morta por Cao Cao, quando ele usou o sangue de Samael. Como sabem ele é mortal, mesmo contra dragões. Mas, ela conseguiu dar a luz antes de morrer. Depois ela voltou a vida. No caso, alguns anos depois. Também quero falar que Vali e seu grupo não estão com a Kaos Brigade. Na verdade, segundo Kaiou-shin, eles seriam mais aventureiros, consideravelmente irresponsáveis.
- Isso é verdade, Vali? – Michael pergunta curioso.
- Gosto de desafios. Se puder, lutarei contra o Grande Red na Fenda Dimensional. Quero encontrar uma forma de lutar contra ele com mais liberdade, na Fenda dimensional. Seria loucura trazer ele até aqui. Provocaria muitas distorções. Nós também fazemos pesquisas e investigamos.
- Ou seja, parece mais um grupo de aventureiros em busca de uma aventura. No passado, eu já fui assim. Era tão bom. As aventuras! As emoções sem fim! – Odin exclama sonhador – Saibam que eu aprovo o que Vali e seu grupo faz. Eu compreendo os sentimentos deles.
- Bem, por aí. – o Hakuryuudou fala, dando de ombros.
- É divertido, nyah! – Kuroka fala animada.
- E sempre posso arranjar bichinhos novos, não é, bebê fofo da mamãe? Quem é o bebê fofo da mamãe? – ela fala, carinhosamente, afagando Fenrir, que fica de barriga para cima, sendo afagado.
- Olha, eu devo parabeniza-los. Nunca imaginaria ver o Fenrir desse jeito. Essa menina leva jeito com feras. Vi o vídeo sobre aquele Golen de pedra. – Odin comenta surpreso – Quem não o conhece, pensaria que é um lobo domesticado e não uma fera mitológica selvagem.
- O golem se chama Guz-kun! Ele também é tão fofo...
Todos ficam com gotas, tentando compreender como um Golen gigante de pedra podia ser fofo.
- O sangue de Samael? Nesse caso, precisaremos da ajuda dessas anjas lendárias. Elas podem purificar o sangue dele. Vai que eles conseguem colocar as mãos nesse sangue. - Sirzechs fala preocupado – Nem mesmo os dragões conseguem lidar com esse veneno.
- Segundo as nossas investigações, nós desconfiamos que eles já possuem e estão fazendo experimentos. – Vali comenta, seriamente.
Todos ficam estarrecidos, até que Serafall fala:
- Sim. Aiko o purificou no outro universo e não foi somente o sangue. O próprio Samael foi purificado, ficando livre da prisão do seu ódio. Esse é o nível de poder de um anjo como essa Aiko.
- Não sabia que existiam tais anjos... Quer dizer, achei que era só uma lenda. – Azazel comenta pensativo.
- Eles existem, embora que muitos anjos também achem que é um mito. Um anjo nascer de um humano? Ainda mais de uma grandeza tal elevada? Acima de um serafim e inclusive de um arcanjo? Por isso, muitos de nós, somos céticos quanto a sua existência, menos eu e Gabriel. São anjos de alta grandeza e não guerreiros, mas, capazes de ressuscitar qualquer ser, sem mexer com as suas características. Até akumas podem ser ressuscitados. Podem curar vários seres de uma só vez, mesmo a distância. São incapazes de matar qualquer ser e apenas oram pelo mundo. Influenciam a natureza e os animais, menos o homem, por causa do livre arbítrio, mas, podem fazer alguém que é perverso chorar pelos seus crimes. Geram barreiras sagradas instransponíveis. Todo o local que pisam se torna sagrado, automaticamente. Se estão tristes, chove. Se estão alegres, o tempo fica belíssimo. Não podem cair, pois, não conseguem sentir sentimentos inferiores e iriam desaparecer, antes de caírem. Podem fazer as flores nascerem. Podem curar qualquer um ou vários, inclusive em vários lugares ao mesmo tempo com a mesma eficácia se fosse pessoalmente. Mesmo não sendo anjos guerreiros, suas habilidades são incríveis e o que os torna mais peculiares é o fato de que nascem de humanos e ao chegarem a certa idade, variável, se tornam anjos. É um processo de metamorfose, como o de uma lagarta, virando uma bela borboleta. Desde bebês, tem uma considerável influência, podendo desde que nascem e inclusive, ainda no ventre materno, acalmar pessoas nervosas ou consolar elas, através de sua presença. São sempre meigas, gentis, carinhosas e amorosas, assim como são incapazes de sentirem sentimentos inferiores. Anjos que nascem de forma tão peculiar, podem ser considerados uma benção dada por Deus aos homens em forma de esperança e de paz. Em qualquer lugar, a presença de seres como tais anjos geraria uma sensação de paz e de harmonia, mesmo em um bairro, por exemplo, ou vila, dependendo do tamanho. Se forem para algum local, podem aplacar o coração dos homens, acalmando-os, assim como trazem esperança aos corações dos que sofrem.
- Incrível... – Asia comenta – De fato, são bênçãos do nosso senhor.
Nisso, o trio de Igreja fala amém e faz pose de oração.
- Vou pedir para Gabriel recolhe-las. Dizem que a cura a distância delas é tão eficaz quanto pessoalmente. Com duas delas, mais os poderes de Asia-chan e de outros com Sacred gears como o dela, poderemos curar muitos nos campos de batalha. Mesmo não sendo guerreiras, pois, condenam a guerra e somente oram pela paz no mundo, suas habilidades e poderes são incríveis. Não compreendemos como não conseguimos rastreá-las. Com um poder desses.
- Provavelmente, porque são eliminadas antes que o Céu possa detectá-las – Azazel fala pensativo – É uma hipótese que explicaria porque nunca foram detectadas. Anjas assim fazem milagres. Tais milagres, com certeza, chamariam a atenção dos homens.
- Verdade.
Sirzechs havia achado estranho o fato de que Rias havia procurado ler o papel que Serafall passou a Michael ao se aproximar de ambos, discretamente. Tal ato o fez arquear o cenho, notando que ela conseguiu ler, parecendo ter muito interesse no conteúdo.
- Michael se referiu a você como uma conhecida. Quem você é, realmente? – Sirzechs pergunta curioso.
A dragoa sorri meigamente e fala, com um sorriso gentil:
- Me chamo Yukihana. Sou namorada de Issei e sou a Dragoa suprema da Justiça, tida no passado como mão direita de Deus, julgando os criminosos e aplicando as penalidades. Sou especialista em selamento. No passado, voava junto com os anjos no Tenkai. Ise-kun, por favor. – ela pede, estendo a mão.
- A lendária mão direita de Deus? Achei que era um mito! – Sirzechs exclama estarrecido.
- Eu também. – Azazel comenta, estarrecido.
- Claro. - ele entrega uma espécie de bata para ela que segura com a outra mão.
Todos ficam surpresos, sendo que ela se concentra e murmura palavras antigas, há muito perdidas no tempo, surpreendendo todos, sendo que de um círculo mágico azul, surge ninguém menos que Ophis, que está confusa por ter sido invocada, sem autorizar tal invocação e antes que pudesse compreender o que acontecia, Yukihana, com uma veia saltando na testa, pega a espécie de bata e põe nela, para depois dar um peteleco na cabeça de Ophis, com todos ficando aterrorizados com o ato dela, menos Michael e Issei, que exibiam sorrisos de diversão ao verem a reação de todos:
- Ophis-chan! O que eu disse sobre as roupas indecentes que você usa? Tapa mamilos?! Francamente! Meninas fofinhas como você não devem andar assim! Uma mulher de respeito deve cuidar de seu corpo ! Tais roupas são para mulheres depravadas! – nisso, olha para Rias, que rosna – tais roupas são para aquela ruiva pervertida ali, por exemplo.
Nisso, aponta para a Gremory, que rosna.
- Yukihana nee-chan! Mas, o quê...
- Eu soube que está ajudando a Kaos Brigade. Um grupo que pelo visto cospe nos heróis lendários que devem estar se revirando nos túmulos. Você faz tudo isso para matar o meu otouto?
- Otouto? – Kiba pergunta, estarrecido.
- Quero matar o Grande Red, seu otouto.
Yukihana suspira e fala, cansada:
- Você não quer matá-lo. O que acontece é que não compreende os seus sentimentos. Também, mantendo um corpo infantil... Até quando vai manter esse corpo, Ophis-chan?
- Eu... Eu gosto dele.
- Na verdade, os seus sentimentos pelo meu otouto são outros e a única forma de descobrir e ficando comigo e com o Issei. Vou adotá-la como imouto, além de ensinar você a ser uma dama. Creio que você carece de cuidado maternal para lhe ensinar o que é certo e errado.
- Nee-chan vai me adotar? – ela pergunta expectante, como uma criança animada com algo - Como assim, meus verdadeiros sentimentos?
- Vai entender. Mas, primeiro, quero impedir que eles a invoquem e que a localizarem. Eles são pessoas ruins. Eu temo as formas que podem usá-la.
Nisso, ela se concentra e círculos surgem em um piscar de olhos em volta de Ophis, para depois surgir outro a circundando, com eles reconhecendo que era de poder.
- Pronto. Selei os seus poderes. Assim, eles não podem encontrá-la e não vão ter o aumento de poder. Você ficará comigo, até compreender os sentimentos que possui pelo meu otouto. Quero pedir para que assuma a sua aparência verdadeira quando está na forma humana.
A Ophis consente e se torna uma jovem de dezessete anos. A bata é enorme e por isso, a cobre por completo.
- Ótimo. Fique assim, entendeu?
- Sim, nee-chan? – ela olhava como uma criança carente para Yukihana que afagava a cabeça dela.
Após todos se recuperarem do que ela fez, Kuroka pergunta:
- Disse otouto... seria o Grande Red, nyah?
- Sim. Sou irmã mais velha dele. Há milhares de anos atrás, voava com ele na Fenda dimensional. Ele era tão fofo quando filhote e continua carente. Sempre o pegava colo e adorava quando eu brincava com ele. Muitas vezes ele me via mais como uma mãe do que irmã. Ele é o fogo e eu a neve sagrada. Um dia me interessei em vir para cá e usei minha especialidade de selamento para vim a esse mundo – nisso, ela se concentra e faz surgir um enorme selo, com eles notando que é de poder – Eu posso quebrar esse selo quando desejar. Tive que reduzir e muito o meu poder, assim como meu tamanho verdadeiro, para não provocar distorções nesse mundo. Kami-sama me viu e conversamos. No final, ele decidiu dar o título de Dragoa suprema da Justiça e passei a atuar como braço direito dele. Sempre visito o meu otouto na fenda. Se eu não fizer isso, ele fica deprimido. Ele sempre foi ativo e por isso, fica voando sem parar na fenda dimensional. Há milhões de anos atrás, vocês se referiam a mim como Great White, quando viam esta Yukihana voando junto dele, na Fenda dimensional.
Nisso, o enorme selo desaparece, sendo que todos estão estarrecidos, menos Michael e Issei, sendo que agora compreendem porque ela agia daquele jeito com a Ophis.
- Não se arrepende de ter saído da fenda dimensional, tendo que selar o seu poder? – Xenovia pergunta curiosa.
Yukihana olha para Issei e pensa consigo mesma:
"Para mim, após a morte daquele que amava, um Half Dragon do fogo e com o pacto, o mundo se tornou chato por si próprio. Passei a ver ele com indiferença. Os verões ardentes. Os invernos gelados. O fim da primavera. A chegada do outono. As tediosas estações repetindo-se por elas mesmas, como um catavento que continua a girar, apenas com o passar do tempo. Para mim, o mundo continuou se tornando um lugar imutável. Jamais fiquei irritada e nem senti o meu coração saltar de excitação, desde a morte daquele que aquecia o coração e me fazia ver as estações como sendo distintas e não como um catavento que continuava a girar. Os dias, após a morte dele, se tornaram sem graça, passando em frente aos meus olhos e eu fiquei insatisfeita com o mundo. Inclusive, pensava em voltar a Fenda dimensional... Até encontrar Issei. Os dias voltaram a se passar, distintamente, como antes."
- Yukihana-sama? – Xenovia pergunta, respeitosamente.
- Estava perdida em pensamentos. Quanto a resposta para a sua pergunta, é não.
Nisso, ela olha sorrindo para Issei, segurando com uma mão o seu medalhão que fora presente de seu amado, enquanto pensava no fato que o medalhão reagia a presença de Issei, que havia falado que era o mesmo medalhão que via em seus sonhos, fazendo Yukihana se surpreender.
"Será que ela ainda sente falta dele? Ela sofreu tanto." – Michael pensa, consigo mesmo, sentindo pena dela.
Após alguns minutos, Michael se concentra e de um círculo sagrado ao seu lado, sai uma bela águia dourada, com o mesmo entregando o papel a ave que a pega com as garras, para depois, o arcanjo falar:
- Poderia entregar a Gabriel, por favor? – Michael pode com o seu típico sorriso.
- Sim, Michael-sama.
A bela águia fala com uma voz masculina e consente com a cabeça, para depois abrir as suas asas, sumindo em um círculo mágico, fazendo uma reverência a seu invocador, antes de se retirar.
- Oh! Animais sagrados, que servem aos anjos. E falam! – Serafall exclama surpresa.
- Não sabia que os anjos tinham uma espécie de familiar. – Sona fala surpresa.
- Nós, temos. Mas, não são familiares. São soldados, também e nós conquistamos o coração deles. Eles nos servem de livre e espontânea vontade. Um arcanjo, como este Michael, possuí vários. Um pequeno exército. Normalmente usamos pombas, águias e cisnes. Gabriel tem uma fênix, além dos demais animais, sagrados. Enquanto vocês tem um familiar, nos possuímos exércitos. No caso, os Serafins também têm. Quanto aos demais anjos, eles podem ter vários, mas dificilmente são muitos. Os anjos que são iniciantes costumam ter um ou outro. Conforme evoluírem os seus poderes, poderão ter mais. Você precisa conquistar eles, que precisam ir até você de livre e espontânea vontade. Você precisa conquistar os seus corações.
- Nós anjos caídos, também temos. No meu caso, são todas fêmeas. Eu gosto da voz feminina. – ele fala sorrindo.
Então, ele faz surgir um círculo mágico e uma águia negra, com mesclas prateadas, surge, se curvando a seu invocador, enquanto falava com uma voz melodiosa:
- Me chamou, mestre?
- Sim. Apenas queria mostra-la. – ele fala, afagando as penas ela, que curte o carinho – Eu tenho várias, fêmeas. Também temos corvos, além de cisnes negros e outras aves. Eu tenho exemplares de todos, assim como os anjos, tem exemplares de todos que são sagrados.
- Em resumo. Pássaros negros, no máximo, com detalhes prateados, no caso de vocês, anjos caídos. – Issei comenta – Tem lógica.
- Isso mesmo. Os animais sagrados dos anjos são alvos com detalhes dourados, tal como o dia, com o seu sol. Nós temos animais sagrados, também, só que negros e no máximo com detalhes prateados, simbolizando a noite e consequentemente a lua. Seria uma forma de explicar os animais com exceção do corvo, que é um adicional que temos.
Ria comenta, após alguns minutos:
- Eu fiquei de pegar um bolo que mandei fazer em uma confeitaria. Eles tinham bolos lindos. Eu vou pegar e já volto.
Eles consentem, sendo que Sirzechs, ainda estava achando estranho o comportamento dela, sendo que todos estão se refazendo da surpresa. Azazel estava especialmente animado, como sempre ficava frente a coisas inesperadas que não havia estudado, ainda.
Quando Rias sai da casa, ela usa o seu círculo mágico, pois, precisava chegar ao local que leu no papel, antes que Gabriel e seus anjos, pegassem ambas.
Afinal, o grupo que fazia parte nunca a perdoaria por não ter eliminado elas, sendo que se amaldiçoava por ter tomado outro caminho por estar preocupada sobre o sumiço de Issei. Se tivesse seguido o caminho de origem, com certeza as teria detectado e teria matado ambas, antes de ir a reunião.
