Notas do Autor

Rias decide...

Yukihana fica...

As demais garotas descobrem que...

Capítulo 7 - Sentimentos

Na ala médica, Issei recobra a consciência, sendo que ao seu lado se encontra Yukihana, junto de Ophis, que demonstrar estar aliviada por ele estar bem, enquanto que a dragoa das neves chorava feliz ao vê-lo bem.

- Quanto tempo eu dormi?

- Umas duas horas. Usei a minha neve azul da cura para curá-lo. Ravel-chan chegou a oferecer as lágrimas de fênix.

Nisso, Issei se levanta e ameaça caminhar até a porta quando surge Rias irada, falando:

- Ainda bem que meu onii-chan conseguiu lágrimas de fênix para mim.

- Foi um desperdício das lágrimas. – Ophis comenta em um suspiro.

Rias morde a língua, pois, aquela na frente dela era Ophis e não era louca de provocar uma dragoa do nível dela.

- O que veio fazer aqui? – Yukihana pergunta.

- Por culpa de Issei, eu perdi hoje. Ele colocou dúvidas nas cabeças dos outros e não obstante, deu a vitória ao bastardo do Sairaorg. Por culpa dele fui humilhada na frente de inúmeras pessoas.

- Issei lutou até o final e se foi humilhada, procurasse treinar mais arduamente. – Yukihana fala, seriamente.

- Se tivesse usado o Dress Breaker, não precisaria ter usado muito poder naquela luta. Logo, teria o suficiente para ficar de pé. O ato dele custou o jogo.

- E o fato de você ter finalizado duas peças suas, não conta? Afinal, foi você que finalizou elas e não o adversário, por não ter treinado o uso do poder da destruição. Você trabalhou contra você mesma. – a dragoa fala, seriamente.

- Cale-se! Isso é entre eu e o meu escravo!

Ela exclama, sendo que Sizerchs e os outros entram, arqueando o cenho e antes de conseguirem questioná-la, observaram ela mexendo os dedos, enquanto esticava a mão em direção a Issei.

Todos os Kings arregalam os olhos com o movimento dela, pois, sabiam o que aconteceria com o Hyoudou.

Issei começa a gritar em agonia, enquanto caia no chão.

- Rias! Pare!

Sona exclama, chocada com o ato de sua amiga e rival de infância, sendo que a ruiva não viu seu irmão, Grayfia, Sairaorg, a mãe deste, Tannin e os outros, por estar tomada pela raiva.

- Cale-se! Estou punindo o meu escravo! Não se intrometa!

Então, uma neve alva começa a cair em cima dela, com a mesma percebendo que tinha a propriedade do frio e do sagrado.

Rias começa a gritar de dor, conforme via queimaduras surgirem em sua pele. Todos olham para Yukihana, que concentrava os seus poderes falando dentre rosnados ensurdecedores:

- Compensa puni-lo, sofrendo no processo, vaca ruiva?

- Sua...!

Então, ela grita ainda mais em agonia, cessando a técnica em Issei, que passa a respirar em golfadas de ar, sendo que a técnica de neve sagrada para, com Rias exibindo queimaduras severas.

- Rias! Como ousa fazer isso? É uma dor no mínimo lacerante!

Ela gela ao ouvir a voz de Sirzechs, que exibia feições severas a ela, que enfim percebe a audiência, sendo que Serafall, Sona e sua nobreza estavam lá, algumas de Sairaorg e o mesmo, assim como a sua mãe, além de Azazel, Son Goku, Tannin, na sua versão chibi e os amigos de Issei, que estavam em choque, sendo que os escravos não sabiam dessa punição com exceção de Saji que fica revoltado.

- Onii-san... eu...

Ela se cala perante o olhar severo dele que fala:

- Cale-se! Sabe que não aceito tal tratamento. Agora, vá. Vou falar com os Phenex. Você não terá nenhuma lágrima de fênix. Irá curar por si mesma!

Cambaleando, ela se retira, gemendo de dor, sendo que a sua pele não conseguia cicatrizar e ela estava preocupada se iria fazer cicatriz.

Afinal, não eram queimaduras somente de frio e sim, do elemento sagrado, também.

Issei se recupera e Sirzechs fala, se sentindo culpado:

- Desculpe, Issei. Nunca pensei que ela ousaria usar essa punição, sendo que o pior é que usou por um motivo torpe e infundado. Mesmo que tivesse motivo, não justificaria tal punição. Eu condeno veemente essa forma de punição.

- Tudo bem. Confesso que não estou surpreso.

Conforme ele saía, Sairaorg fala:

- Gostaria de lutar, novamente, contra você. Só nos dois e com você tendo cem por cento do seu poder.

- Eu vou estar esperando, ansiosamente, por esse dia. – ele fala e estende a mão, com ambos se cumprimentando.

- Quero agradecer por lutar dando tudo de si contra o meu filho. É uma pena que estava enfraquecido pela batalha anterior. – a mãe de Sairaorg fala.

- Quando enfrentar o seu filho de novo, estarei com cem por cento do meu poder e poderemos ter a luta que tanto desejamos.

Quando o acastanhado passou perto dos seus amigos, vendo o olhar de revolta deles pelo que Rias fez, ele fala:

- Não tentem tomar as minhas dores. Ela pode punir vocês dessa forma, também. Por favor, me sentiria muito mal, se vocês fossem punidos por minha causa. Enquanto formos escravos, não temos como impedir essas punições.

- Ise... – Akeno fala preocupada.

- Eu agradeço a preocupação de vocês e também agradeço o apoio. Mas, por favor, não falem nada. Vocês podem fazer isso por mim?

Eles se entreolham e depois concordam.

- Muito obrigado.

- Está doendo, Ise? – Ophis pergunta, preocupada, sendo que usava um vestido todo fechado.

- Minha amada me curou com a sua neve azul, da cura. – ele fala sorrindo, afagando paternalmente a cabeça de Ophis que sorri.

- Vocês prometem mesmo fazer o que o Ise-kun pediu? – Yukihana pergunta, preocupada.

- Sim.

- Qualquer coisa, me avisem. Sempre posso usar a minha neve sagrada naquela bastarda ruiva.

Então, após eles saírem, Issei comenta:

- Temos que tomar cuidado com aquela vaca ruiva. Principalmente você.

- Ela que tente algo. O que Kishia fez a ela na arena será um carinho, se comparado ao que farei com ela, se a vaca tentar algo. Acredite. – ela fala dentre um rosnado.

Na sala, Azazel estava preocupado ao olhar para Akeno.

Ele não sabia da punição das Evil Peaces e temia pela jovem, sendo que ainda se culpava pelo dia fatídico que chamou Baraquiel para uma missão, acabando por deixar Akeno e a mãe sem a proteção dele, somente havendo barreiras mágicas que caíram, sendo algo que ambos não compreenderam, pois, humanos não poderiam quebrar barreiras do nível de um Anjo Caído, capaz de ferir uma criatura no nível de Fenrir. Claro o comentário sobre a mulher de cabelos ruivos, o deixou desconfiado de Rias.

No final, a quebra dos vários círculos mágicos de proteção e a ausência de Baraquiel, trouxe como resultado, a jovem se tornando órfã de mãe e a raiva da mesma para o pai, que encarou a ira de sua filha tomada pela dor, compreendendo naquele instante que Akeno precisava culpar alguém para lidar com a dor lacerante em seu coração e o pai dela aceitou esse fardo pela sua amada filha.

Azazel sabia que mesmo que seu amigo nunca o tenha condenado, ele não podia se perdoar. Por mais que ele nunca o tenha culpado, a culpa povoava a mente dele. Cuidar de Akeno a distância, assim como, proibir Anjos Caídos de ataca-la, quando ela se tornou parte akuma e, portanto, vulnerável a ataques sagrados, ainda mais por se revoltar com as suas asas de Caída, não as usando, no passado, a tornava um alvo. Protegê-la da facção dos anjos caídos foi a única forma de cuidar dela, a distância, em nome de sua amizade e pela culpa que o tomava.

Mesmo fazendo isso, ainda se sentia em dívida com o seu amigo. Uma dívida que sabia que nunca conseguiria pagar.

Quando estava pensando em contar a Baraquiel, temeu a reação do seu amigo. Ele era super protetor com a filha e não podia permitir que ele atacasse a Gremory. Seria insensatez falar sobre a punição das Evil Peaces a ele. Era preferível que ele comprasse a liberdade de Akeno, enquanto ele iria instruir a jovem a nunca contar da punição ao pai dela.

Azazel desconfiava que Akeno, não parecia mais tão amiga de Rias e que por isso, conseguiria que ela aceitasse o dinheiro.

Além disso, ao imaginá-la sofrendo tal punição, ele sentiu o seu coração se restringir e o seu sangue ferver. Era uma visão horrível e mesmo ele teria que lutar para se conter de atacar Rias, se ela ousasse fazer isso. Na verdade, no fundo de seu ser, conforme a observava, sentia que seus sentimentos mudavam. Quando ela era mais jovem, a via como uma irmã mais nova.

Porém, conforme ela crescia, ele percebeu que seus sentimentos eram mais profundos e que também mudaram. Não conseguia vê-la como antes. Na verdade, os sentimentos que o tomavam era o amor para com uma mulher. Ela era linda e mesmo tendo fetiche por seios, o que atraía ele, eram os belos olhos dela e o rosto de contorno suave. A voz dela também era maravilhosa, assim como a sua personalidade.

Ela se fazia de durona e séria, mas, no íntimo, era uma jovem gentil que ansiava por algo mais. Ela tinha um lado carente e meigo que não compartilharia com ninguém. Ele sentia isso.

Akeno percebe que Azazel a olhava atentamente e cora, sendo que no passado, devido a sua raiva infundada pelo seu pai, odiara os anjos caídos, inclusive, negava as suas asas. Mas, agora, depois de fazer as pazes com o seu pai e após Issei voltar de sua jornada, levantando a hipótese de Rias ter um dedo sobre a morte de sua mãe, sendo que ele havia mudado e se tornado homem de uma mulher só, ela sentiu que o seu coração que sofria com esse fato, agora batia rapidamente ao estar junto de Azazel. A voz dele lhe dava calafrios prazerosos e ela adorava o olhar dele e sorriso. A sacerdotisa não pode deixar de corar, conforme pensava no Governador dos anjos Caídos.

Ao lado dela, Irina, que era responsável por fazer relatórios regulares a seu superior, Michael, se pegava se recordando dele. Do belo sorriso e rosto amável do Arcanjo. A voz gentil a fazia suspirar.

Após perceber que seus sentimentos por Issei eram apenas de amizade, já que quando ela era criança, ele era seu único amigo, devido a sua natureza "moleca", a jovem anja acabou confundindo os seus reais sentimentos.

Agora, ciente de que o que sentia por ele era um sentimento de amizade profunda, ela acabou percebendo mais atentamente Michael. A presença dele começou a fazer o seu coração bater acelerado e ela corava ao pensar nele e inclusive, conforme fazia o relatório, o Serafim estava em sua mente, povoando os seus sonhos e não pode deixar de corar, sendo que sempre entregava pessoalmente os seus relatórios em vez de mandar pelo seu cisne sagrado, apenas para vê-lo e ouvir a sua voz suave.

Ela ficava triste ao imaginar que ele não sentiria nada por ela, além do sentimento de amor entre os anjos. Irina achava que o Arcanjo não poderia amá-la, como um homem ama uma mulher ao cultivar esse amor.

O que ela não sabia, é que Michael correspondia a esses sentimentos, mas, estava incerto em como agir, já que era algo novo para ele.

Afinal, Michael vivia há inúmeros e incontáveis milênios. Era a sua primeira experiência em um amor sublime também em sua forma pura e sem malícia, mas, diferente do que estava acostumado, que era o de fraternidade sublime.

Ele não desconfiava que a sua irmã, Gabriel, havia observado a interação de ambos e que resolveu bancar a cupido entre eles, apesar de ter um cupido no Céu, uma querubim, que atualmente estava sobrecarregada com a Terra, para olhar para o Tenkai.

Michael havia ordenado aos demais anjos cientistas com o surgimento dos Brave Saints e a queda de anjos, as maçanetas mágicas para acessar quartos interdimensionais, permitindo assim as relações sexuais, sem um anjo cair, sendo que também havia a hipótese levantada por Ajuka Beelzebub, de que humanos transformados em anjos poderiam gerar uma vida, algo que anjos que nasciam puros não conseguiam, pois, somente Deus podia cria-los. Inclusive, eles acreditavam que se os anjos acasalassem com outros seres, conseguiriam ter filhos. Somente não conseguiam entre si.

Portanto, o Tenkai passou a ver com esperança, os Brave Saints, como uma forma de repovoar o Céu, além do uso de Cartas, assim como a relação com seres de outras raças em virtude do fato de que o Tenkai perdeu muitos anjos quando eles caíram. As maçanetas mágicas iriam impedir que um anjo caísse por fazer sexo como era no passado. Se houvesse a maçaneta mágica naquela época, muitos não teriam caído, apenas por fazer sexo. Com as maçanetas mágicas, se um Brave Saints quisesse ter relações, poderia ter dentro desse quarto interdimensional.

De noite, no seu quarto, na mansão de Issei, Akane rolava na cama, não conseguindo dormir, até que suspira e se troca, pondo um vestido leve, ativando o círculo mágico de transporte, indo até o Laboratório dos Grigori.

Ela caminha pelos corredores e em uma sala, com uma luz acesa, avista Azazel olhando plantas de diversos inventos e ao se aproximar dele, ele pergunta, sem erguer a cabeça:

- Não consegue dormir, Akeno?

- Percebeu a minha aproximação?

Ele se levanta da mesa e sorrindo, fala:

- Posso ser pacifico, agora, a favor mais de inventos do que de batalhas ao me tornar um amante da paz entre as Facções. Mas, lutei por muito tempo e pelo visto, minhas habilidades de batalhas continuam bem desenvolvidas. Isso era fundamental nos campos de batalha no passado.

- Verdade. Esqueci que lutou nas guerras, no passado.

- Sim. Mas, confesso que sempre me agradou mais inventar do que lutar. Somente lutava, pois, era necessário. Por isso, me dedico tanto a manter esse pacto de paz. Dias pacíficos com laços entre Anjos Caídos e akumas. Um dos meus amigos, Shemhazai, se casou com uma akuma e ela está grávida. Há aqueles que não concordam, muito, mas, mesmo assim, essa união, no passado, seria impossível e mesmo agora, ela teve que passar por cima de muita coisa para se unir a ele, sendo o mesmo para o meu amigo. Temos anjos sendo amigos de akumas. Tempos como esses são bons e se depender de mim e dos meus amigos, será assim para sempre. Os tempos de guerra entre as facções devem ficar onde pertencem. Ou seja, no passado.

- Concordo. Melhor ficarem no passado.

- Aconteceu algo? Tem a ver com a punição do Issei feito por aquela vaca ruiva?

- Sim. Pensei que a conhecia, mas... Assim... o que Ise disse... Não consegui parar de pensar nisso. Também tem a punição e... – ela está tremendo – Acho que Rias não usaria em mim, mas, não tenho tanta certeza, na verdade...

Azazel se levanta e a abraça, afagando o cabelo dela, sendo que Akane encosta o rosto no tórax dele e tremendo, começa a chorar, sendo visível o seu medo. Ela viu a dor de Issei e se ele, que tinha o limiar de dor maior que o dela graças ao treinamento com Tannin, demonstrou tamanha dor, ela só podia temer pelo pior.

Após vários minutos, as suas lágrimas cessam, sendo que após se acalmar, ela corava ao sentir o calor dos braços e do tórax de Azazel, assim como ouvia o seu coração. O governador dos anjos caídos havia afundado o seu nariz nos cabelos sedosos da jovem e aspirava o seu doce perfume, sendo que a híbrida corava, enquanto se sentia amparada e protegida nos braços fortes dele.

Azazel sorria o detectar os indícios de que Akeno correspondia aos seus sentimentos.

Afinal, era bem experiente e conhecia as reações, inclusive o dilatamento das pupilas dela, enquanto o olhava a tarde, além da face corada dela, juntamente com o coração dela, batendo mais rapidamente.

Lutando contra o desejo de tê-la, ele se afasta, sorrindo, com a jovem corando.

Para Azazel, ela não era como as inúmeras mulheres que teve. Akeno era especial. Ele a amava. Nunca a veria ou trataria ela como no passado, quando teve incontáveis haréns pelo prazer puramente carnal ao ter a diversidade de mulheres na cama. A híbrida era única e especial. Ele a amava e por ela seria homem de uma mulher só, pois, ela preencheria tudo o que ele precisava. Encontraria o que desejava em uma única mulher e essa mulher era a meia Anja Caída em seus braços.

Akeno fala timidamente, esfregando as mãos nervosamente uma na outra com a proximidade de Azazel que a fazia corar, assim como, fazia seu coração bater mais rápido, enquanto que calafrios prazerosos se espalhavam pela sua coluna, enquanto sentia o odor dele que era sedutor.

- Muito obrigada por conforta-me. Peço desculpas se fui abusiva. Assim, vindo de noite e o incomodando...

- Não precisa pedir desculpas. Fiquei feliz em confortá-la. Fique a vontade para me procurar quando desejar, Akeno-chan. – ela cora com o sufixo "-chan".

- Hai, Azazel-sensei.

- Espera um pouco, que vou preparar um chá especial. Ele permite uma noite sem sono. É excelente para dormir. Eu sempre tomo quando estou com insônia.

- Não quero abusar! Assim, está tarde...

- Não será nenhum incômodo. – o sorriso que ele destina a ela, faz o coração da donzela bater mais rápido, enquanto corava intensamente.

Após alguns minutos, ele volta com o chá e ela toma, adorando o sabor, para depois se despedir dele, sendo que ele se prostra e pega a mão dela, delicadamente, beijando o dorso, fazendo-a corar carmesim, para depois se teleportar até o seu quarto.

No seu quarto, a meia Anja caída segura a sua mão e toca onde ele a beijou, para depois suspirar feliz, sendo que em seguida deita na cama e adormece.

No quarto de Xenovia, a mesma está tendo uma noite agitada, sendo que não conseguia dormir, enquanto se lembrava da punição de Rias. Era assustador saber que ela podia fazer aquilo.

Na época, não havia pensado em sua decisão. Não sabia da punição usando Evil Peace e do fato de que era visto como escrava por todos. Também se questionava porque a ruiva nunca contou sobre o sistema de pagar pela liberdade.

Ela suspira ao pensar que não teria como pagar, pois, não tinha qualquer dinheiro. O dinheiro que recebia em seus trabalhos ia todo para Rias. Não sobrava nada para ela e para os outros. A Gremory ficava com cem por cento de todo o dinheiro que lucravam ao atenderem, os pedidos dos clientes, quando solicitavam um akuma.

Ela decide que iria lutar para ficar cansada e com isso, tentar adormecer pelo cansaço. Ao pensar em quem poderia lutar contra ela, lhe vem à mente a imagem de Tannin, fazendo-a corar ao pensar nele, enquanto se recordava de que ele mostrou, onde morava no Submundo.

Se trocando, usando a sua usual roupa de batalha, ela usa um círculo mágico de transporte, se transportando até próximo da casa de Tannin, que podia ser considerada uma casa luxuosa.

Ele cultivava uma fruta especial e também participava dos Rating Gamers, possuindo uma realeza com dez dragões, sendo que Tannin ainda pertencia a realeza de Mephisto Pheles, sendo o Queen do mesmo.

Como Pheles não tinha atração pelo Rating Gamers, dificilmente dava alguma ordem a Tannin, permitindo assim que ele voasse para onde desejasse.

Xenovia havia ficado surpresa ao saber que o poderoso dragão era escravo, servindo como Queen em uma realeza, enquanto tinha a sua própria realeza, embora tenha descoberto que ele aceitou a escravidão, para que assim pudesse criar a fruta especial que muitos dragões precisavam para sobreviver. Elas somente conseguiam ser cultivadas no Submundo e somente poderia adquirir alguma terra no Submundo, se fosse um akuma, sendo que se tornou um akuma de última classe, podendo lutar contra um Yondai Maou.

A guerreira havia ficado emocionada ao descobrir que ele sacrificou a sua liberdade, para ajudar o seu povo ao conseguir cultivar uma fruta especial que uma espécie de dragão dependia para sobreviver. Sem essa fruta, eles iriam morrer. Além disso, ele conseguiu terras no Submundo para que a sua raça pudesse ter um local para viver.

Quando ia bater na porta, vê uma sombra atrás dela, vendo ninguém menos do que Tannin, que havia acabado de chegar e que havia ficado agradavelmente surpreso em vê-la e pergunta, gentilmente:

- Aconteceu algo? Já é de noite no mundo humano.

- Eu não consigo dormir e pensei que uma luta poderia me acalmar e pelo cansaço, eu acabaria adormecendo.

- Bem, isso pode funcionar. – ele comenta pensativo.

- O senhor pretendia descansar?

- Não. Nos dragões podemos ficar vários dias e noites, acordados, assim como, ficarmos vários dias sem comer, se assim desejamos.

- Isso é incrível. – ela falava corada, frente ao fato do dragão olha-la atentamente.

- Bem, vamos lutar?

Após alguns minutos, Xenovia estava tendo mais dificuldade que o usual, sendo que Tannin evitava atingi-la, limitando-se a atingir o chão em volta dela. O dragão notava que a mente dela estava distante dali e frente ao que aconteceu mais cedo, com a punição de Rias para com Issei, não era de se estranhar.

Então, quando um golpe dela erra grosseiramente onde o enorme dragão estava, instantes antes, o mesmo pergunta:

- Posso sugerir outra forma de relaxar?

- Sim. Parece que não está tendo nenhum efeito esse método e sei que as minhas habilidades, nesse momento, estão abaixo do deprimente.

- Guarde a espada. Não vai precisar dela.

A jovem guarda a espada e Tannin assume a sua forma humana, usando uma roupa confortável que deixava exposta uma parte do tórax dele talhado de músculos, fazendo a guerreira corar, para depois ele surpreendê-la ao abraça-la, confortando-a, com a mesma sentindo o calor e a proteção dos braços fortes do dragão demoníaco que afaga gentilmente os cabelos dela e frente a sensação de amparo e de conforto, ela afunda a cabeça no tórax dele e tremendo, segura fortemente as vestes dele com os punhos, enquanto lágrimas fugazes saíam de seus orbes, com o dragão sentindo o cheiro salgado de lágrimas, não falando nada, pois, sabia que se falasse, ela se romperia ainda mais em lágrimas.

Portanto, o melhor era ficar quieto e se limitar a afagar os cabelos sedosos dela, proporcionando um ombro amigo. Se bem, que em relação a ela, não conseguia vê-la como amiga e sim, como aquela que amava. Era um sentimento novo e maravilhoso ao dragão que nunca teve qualquer interesse amoroso para com as fêmeas. Claro, tinha experiência ao ter vivenciado os prazeres do sexo, mas, nunca teve uma conexão profunda como sentia em relação a Xenovia, desde que a viu.

Porém, na época, ela só pensava em Issei e decidiu manter a devida distância dela. Ele se recordava do quanto se desesperou ao vê-la ferida no ataque de Loki há alguns meses atrás. Ele sentiu uma vontade imensa de trucidar aquela cria de Fenrir por ousar ataca-la. Ele precisou de cada fibra do seu corpo para não fazer isso.

Mas, agora, com a mudança de Issei e com o mesmo se tornando homem de uma mulher só, ele notou que ela começou a nutrir sentimentos por ele. Inicialmente, sentia o cheiro suave de desejo, até que viu o seu olhar, os seus batimentos cardíacos alterados e seu rubor. Eram os indícios que ele procurava.

Porém, nunca a forçaria a nada e deveria deixa-la descobrir por si mesma seus sentimentos. Esperava que ela percebesse o quanto antes, para que ele pudesse corresponder a jovem.

Então, após algum tempo, ela adormece nos braços dele que sorrindo, a leva para a sua casa e a deita na cama em um dos quartos, a cobrindo em seguida, para depois afagar os cabelos dela, olhando-a com adoração, sendo que se levanta e fecha a porta, se dirigindo até o seu quarto.

Na verdade, instantes antes, estava indo cochilar em sua cama.

Porém, ao ouvir o pedido dela, sabendo que ela estava afetada pelo que descobriu e que precisava ser confortada, mentiu, falando que não estava indo dormir, sendo que já estava acordado há vários meses, consecutivos, devido aos cuidados que precisava ter no momento crítico de sua plantação em um período que as frutas precisavam de demasiada atenção e cuidados para se desenvolverem.

Agora, deitado, ele se permitia cochilar, enquanto sorria ao se recordar que ela estava reagindo a sua presença.

No quarto de Asia, a jovem havia chamado Rassei para dormir junto dela, sendo que o filhote adorou se aconchegar junto da ex-freira.

Enquanto ele dormia, sorrindo, nos braços dela, coberto pelas cobertas, tal como a jovem, a mesma estava acordada e olhava para um ponto a sua frente, enquanto acariciava o dragãozinho que curtia o carinho.

Ela pensava nas suspeitas de Issei, sendo que conforme forçava a mente, se recordava de quando estava sendo levada para a máquina de extrair Sacraed Gear. Em um dos corredores, ela havia visto fios de cabelo rubros e jurava que ouviu uma voz conhecida ao longe. Agora, conforme se recordava, podia jurar que era uma voz semelhante a de Rias.

Além disso, conforme se recordava da punição de Rias para com Issei, ela estava aterrorizada, temendo que fosse punida, assim como tentava compreender o motivo de Rias nunca ter revelado que podiam comprar a sua liberdade.

Claro que não adiantaria saber disso, concluiu Asia com pesar.

Afinal, todo o dinheiro que conseguiam com aqueles que os chamavam, era dado para Rias. Não sobrava nada para eles.

Portanto, não havia como comprarem a sua liberdade e saber disso, se tornou ainda mais doloroso. Saber que podia ser livre, mas, que não tinha meios disso ser concretizado, era pior ainda.

Lágrimas silenciosas brotavam de seus orbes, enquanto o seu corpo tremia pelo medo da punição, até que ouve a voz de Fafinir em sua mente:

"Venha aqui, por favor, Asia-chan"

"Fafinir-san?"

"Sim."

Ela fecha os olhos e entra com a mente na Sacraed Gear, notando que o seu rosto estava úmido. Fafinir estava na sua forma dragão e brilha, assumindo a sua forma humana, sendo que se aproxima e a abraça, procurando confortá-la.

Asia é surpreendida pelo abraço dele e depois retribui, sendo que chorava, copiosamente, conforme ele sentava no chão e ela sentava lateralmente no colo dele, abraçando o seu pescoço, enquanto afundava o seu rosto no ombro do dragão que suspirava com o estado em que a jovem se encontrava, sendo que estava descobrindo que começava a sentir por ela, um sentimento parecido com o que teve pela dragoa que o traiu, mas, ao mesmo tempo, diferente. Era mais profundo e puro. Sentia que era intenso e bem diferente do que já sentiu. Sentia um intenso ódio por Rias e se dependesse dele, a estraçalharia.

Porém, traria consequências a Asia e somente por causa disso, não estraçalhava a ruiva, sendo que duvidava que conseguiria se segurar, se ela ousasse puni-la. Precisaria de um esforço gigantesco por parte dele para não sair e estraçalhar a jugular dela. Inclusive, teve que conter um rosnado que formou em sua garganta ao imaginar Asia sofrendo.

A jovem se sentia amparada e protegida nos braços de Fafinir, sendo que podia sentir o calor dele e o seu cheiro. Um cheiro aprazível que aplacava o medo que a tomava. Ela sentia que o medo que lhe afligia, começava a ser diluído com o conforto que o dragão lhe proporcionava e começava a corar ainda mais fortemente.

Conforme ficava abraçada com o dragão, pensava em seus sentimentos para com Issei. No fundo, ela os confundiu com amá-lo. Confundiu os sentimentos da primeira amizade que teve e da proteção dele com amor. Também, era inexperiente e nunca teve amigos. Issei foi o seu primeiro amigo e por ela foi capaz de enfrentar na época, alguém mais forte do que ele. Ela, que nunca teve um amigo e que se arriscasse tanto por ela, acreditou que os seus sentimentos eram de amor, de uma mulher para um homem, em relação ao castanho.

Agora, que ele mudou e que não estava mais "grudada" nele, por assim dizer, seus sentimentos clareavam, auxiliada pelo fato de que conseguiu mais amigos e uma enorme família. Conforme soube fazer a distinção do que verdadeiramente sentia pelo Issei, do que era amizade, sendo ele o seu melhor amigo, ela começou a se sentir estranha perto de Fafinir, desde que o viu na forma humana. Os sentimentos eram mais intensos do que eram com o Hyoudou. Mais intensos e mais profundos. Sentia-se amparada e protegida nos braços do Rei dragão, de uma forma diferente do que sentia nos braços de Issei.

Conforme era afagada gentilmente na cabeça, ela sentia que o medo estava enfraquecendo sobre a administração das caricias confortadoras de Fafinir, juntamente com o fato de sentir o calor e a proteção de seus braços fortes.

O Rei dragão havia sentindo o cheiro de desejo, assim como ouviu os batimentos cardíacos dela alterados e viu as bochechas dela carmesim. De fato, ela correspondia a ele e o dragão ficava imensamente feliz. Asia era uma joia rara e inestimável. Ele daria os céus, se ela pedisse a ele. Era cativo do amor que sentia pela jovem e se sentia feliz por tal cativeiro voluntário. Pela sua amada, não havia nada que ele não poderia fazer.

Só se lastimava por não poder ficar fora da Sacraed Gear para leva-la a um passeio, para terem um encontro como qualquer casal.

Claro que tudo isso eram planos que desejava fazer, assim como desejava que Asia compreendesse os seus sentimentos para com ele, o quanto antes, para que ele pudesse corresponder.

Após alguns minutos, ela adormece em seus braços e ele deita na grama, colocando-a deitada, apoiando a cabeça dela em seu tórax, fazendo surgir uma colcha para cobri-la, enquanto sentia o odor dela, aprazível a ele, com o mesmo sorrindo ao sentir o calor do corpo daquela que amava.

Longe da mansão de Issei, Rossweisse havia caminhado para um bar e havia começado a virar um copo, deprimida, pois, se arrependia, amargamente, de ter virado escrava de Rias. Na época, ela se focou tanto no que ganharia que não pensou claramente nas consequências de seu ato e acabou caindo nos "sussurros demoníacos". Agora era escrava, sendo que podia ser punida da forma mais dolorosa possível.

Claro, ela ganhava um salário e poderia comprar a sua liberdade.

Porém, não havia lido uma pequena clausula no contrato que assinou, de que a título de "gratidão", devia dar mais da metade do seu salário a Rias Gremory.

Ou seja. Ela ficava com muito pouco e por isso, a compra da sua liberdade iria demorar muito.

Nesse estado de ânimo, lutando para não se recordar da dor que testemunhou em Issei, que tinha uma resistência a dor maior que a dela e mesmo assim sofreu, não tentando se imaginar no lugar dele, ela acaba entornando um copo e esse pequeno copo com uma quantidade ínfima, foi o suficiente para deixa-la bêbada de tal modo, que o dono foi obrigado a coloca-la para fora e ela passou a andar bêbada pela rua.

Próximo dali, Baraquiel estava passando, sendo que estava perdido em recordações, enquanto tinha várias sacolas nas mãos, sendo que havia acabado de sair do mercado local, quando ouve o som de alguém vomitando e avista a Valquíria, a reconhecendo da invasão de Loki.

Preocupado, ele se acerca a ela, que inicialmente tenta recusar ajuda, até que o identifica como sendo um anjo caído e amigo de Azazel:

- Você é...

- Baraquiel. Você é Rossweisse? Certo?

- Sim.

- Você não está bem. Posso ajuda-la? Você está hospedada na mansão do Issei, né?

- Sim. Mas... hoje não quero ir para lá. Eu... eu...

Nisso, ela vomita novamente e fala com a voz estridente, temendo mais uma ânsia de vômito:

- Me perdoe... eu... eu não deveria ter bebido.

- Percebi. Venha. Vou leva-la para a minha casa. Vou preparar uma bebida que é excelente para curar a ressaca.

- Não quero abusar.

- Não vai abusar. Não posso deixar uma donzela tão linda, passando mal na rua. – ele fala corando levemente.

- Obrigada. – Rossweisse cora.

Então, ele a leva até um beco e usa o selo mágico de transporte, longe da vista dos humanos.

Na sua casa, ele a deixa próxima do banheiro e vai para a cozinha preparar o líquido, sendo que nesse interim, ela passa mal várias vezes, até que Baraquiel chega com o liquido e ela toma, fazendo um esgar no rosto devido ao gosto que era no mínimo intragável.

Em uma situação normal, nunca beberia algo que um homem daria para ela, segundo orientação de sua mãe, mas, naquele estado, ela estava desesperada para passar o mal estar e o vômito.

Após tomar, fica espantada ao ver que a ânsia foi cortada e comenta:

- Isso é incrível.

- Sim. Porém, algumas pessoas sentem muita sonolência. É raro, mas...

Então, ela fecha os olhos. Se Baraquiel não a pegasse a tempo, ela teria caído no chão, sendo que em poucos minutos, a Valquíria dormia profundamente em seus braços que a protegeram da queda.

Ele a ergue delicadamente, conforme observava as feições que eram iguais ao que se lembrava. Na invasão de Loki, ele havia notado o quanto ela era bela e a capacidade dela de criar vários círculos mágicos de fórmulas cabalísticas em apenas poucos minutos, era incrível. Ele ficou maravilhado com o poder dela e a postura dela na luta, sendo altiva e poderosa, assim como autoritária.

Ele memorizou cada minuto da luta dela, enquanto sentia que o seu coração batia fortemente pela bela Valquíria próxima dele.

Desde aquele dia, sempre penso em procura-la, mas, estava incerto se devia, pois, não sabia se os seus sentimentos seriam correspondidos, até porque era viúvo e ele não se achava lindo ou charmoso, pois, acreditava que uma beldade daquelas, preferiria um homem belo e charmoso.

Ele fica perdido em contemplação da bela donzela em seus braços, até que percebe que ela se sujou de vômito e colocando-a delicadamente em cima de sua cama, ele chama uma Anja caída e pede a mesma para banhá-la, falando que iria comprar uma camisola bem comportada e que ela iria trocá-la, sendo que poderia pedir ajuda a outra Caída e esta concorda, chamando uma colega, para depois cuidarem da Valquíria adormecida.

Baraquiel some por um círculo mágico e volta, após algum tempo, com uma sacola de roupas e alguns doces em outra sacola, pois, ela somente acordaria no dia seguinte e queria preparar um café especialmente para a bela donzela adormecida.

As Caídas ainda estavam banhando ela, quando ele chama uma delas que pega a sacola com roupas, com ele pedindo para trocá-la e deitá-la na cama de hóspedes no quarto próximo ao seu.

Então, vai para a cozinha, comer um pedaço de um bolo que comprou em uma padaria e ao chegar ao quarto de hóspedes, alguns minutos depois, ela já estava devidamente trocada com uma camisola grossa que impossibilitava ver o corpo dela, sendo que ele as dispensa, mas, não sem antes dar alguns doces para as Caídas que sorriem.

Após elas saírem, ele cobre a Valquíria, cuidadosamente e ia sair, quando muda de ideia e decide deitar em cima das cobertas dela, para olhar a beldade dormindo, enquanto reunia as suas forças, para tentar se confessar a ela, embora temesse uma rejeição.

Longe dali, na mansão de Issei, Koneko não conseguia dormir e revirava na cama.

Após a punição de Issei, juntamente com as acusações dele quando chegou de sua jornada, vieram com mais força e ela forçava a sua memória para aquele dia fatídico e agora se lembrava, mais nitidamente, de cabelos ruivos em um corredor e que o odor era semelhante ao de Rias, conforme se recordava do cheiro que sentia próximo do mestre delas. Ao fazer isso, se recorda da irmã falar que "precisava protegê-la" e depois, a mesma matando o mestre deles.

Ela se levanta suando frio, sendo que antes, nunca havia se lembrado da fala da irmã e de mais detalhes daquele dia.

Então, se levantou, decidindo ir ao quarto de Issei.

Porém, se recordou que havia selos e ao pensar melhor, decide procurar as outras.

Após ir ao quarto de cada uma delas, ela descobriu que não estavam nos quartos ou que dormiam a sono alto e não tinha coragem de acordá-las.

De volta ao seu quarto, se troca e usa um círculo mágico de transporte para ir até o quarto de Yuuto, que morava na mansão de Issei, que após mudar, ofereceu um dos quartos a ele que aceitou.

Afinal, não era mais um pervertido que queria um harém em sua mansão. As garotas eram suas irmãs e Kiba era o seu amigo.

Além disso, Issei havia retirado a proibição de que o seu pai só podia frequentar o banheiro no andar de baixo. Agora, o seu pai tinha liberdade para usar o banheiro que ele desejasse. Antes, somente a sua mãe podia fazer isso.

No passado, antes da mudança de Issei, conforme Kiba olhava no palácio do mesmo, de fato, a mansão parecia um território animal, onde Issei era o alfa e seu pai, o beta que devia manter, distância de seus territórios que envolvia as fêmeas do bando, somente sendo permitido a ele acesso a fêmea que era esposa dele e mãe de Issei.

Era inevitável no passado, Yuuto não fazer tal associação, ainda mais, frente ao fato de que a presença do pai era o único homem tolerado na casa, além de Issei e que era permitido na enorme mansão, sendo que ele somente podia frequentar a mansão sobre regras e uma delas era que somente podia usar o banheiro do primeiro andar. Os outros eram proibidos para ele.

Kiba havia se mudado para a mansão naquele dia e confessava que ainda precisava aprender como andar pela moradia que era imensa.

Antes, ele morava em um apartamento que era de uma de suas clientes femininas que era uma empresária rica e bem sucedida.

Era um quarto simples a pedido dele que não pediu maiores luxos, para não abusar da bondade dela. Suas clientes também faziam questão de pagar de forma extra, apenas para ele, fora o usual pagamento que davam e que sabiam que ia todo para a mestra dele.

Naquele instante, Kiba estava sentado em uma cadeira em frente a escrivaninha, pensativo, quando sente uma magia de transporte no recinto.

Rapidamente, sendo que usava um pijama, ele invoca a sua espada, sacro demoníaca, preparando-se para reagir ao primeiro sinal de perigo.

Então, Koneko surge pelo selo mágico e ele guarda a espada, sacro demoníaca, sendo que se aproxima e pergunta:

- Aconteceu algo?

Kiba fica preocupado, pois, ela não era de demonstrar tantas emoções, sendo mais introspectiva. Mas, naquele momento, ela estava nervosa, sendo visível o fato que esfregava as mãos uma na outra na frente do corpo, enquanto parecia incerta.

Sorrindo, ele pergunta:

- Quero tomar um leite. Quer me acompanhar? Eu ganhei uma caixa de biscoitos norueguês de uma cliente. Quer dividir comigo? Eles ficam gostosos ao serem molhados no leite. São biscoitos importados. Eu sempre ganho doces e outros itens das minhas clientes.

Ele fala, pegando uma bela caixa de biscoitos de um armário, sendo que estava em uma bela embalagem.

Koneko sente o cheiro, farejando o ar e consente, seguindo Kiba pelos corredores, com eles usando um dos elevadores, até que chegam à cozinha imensa, com o guerreiro pegando copos e servindo o leite para eles, para depois pegar uma bandeja e colocar os biscoitos arrumados, com a nekomata admirada ao ver o quanto ele fazia naturalmente as coisas de cozinha, como se fosse uma segunda natureza.

- Incrível.

- Obrigado pelo elogio. Minhas clientes são todas mulheres que cansadas das suas funções do dia a dia, me chamam para cozinhar especialmente para elas. Também preparo doces e salgados diversos, além de fazer companhia a elas. Ás vezes, elas me chamam apenas para tomar um chá com elas ou então, para frequentar um restaurante da escolha delas, atuando como companhia. Fazer tais coisas se tornou uma segunda natureza.

Então, ele coloca a bandeja lindamente ornamentada na frente dela e fala:

- Prove. É uma delícia.

- Mas, deram a você. – Koneko fala timidamente.

- Acredite imouto. Eles sempre me dão coisas. Caixas de doces, eu tenho aos montes. Eu gosto de doces, mas, nem tanto. Além disso, é bom eu ter companhia para comer. Normalmente como sozinho. Amanhã vou ofertar os meus doces para um chá da tarde, com todos.

A youkai prova o biscoito molhado no leite e fica maravilhada, comendo entusiasmante, comentando:

- É uma delícia.

- Eu não disse? – ele começa a comer, se servindo calmamente.

Após vários minutos, Koneko fala, timidamente:

- Eu não estava conseguindo dormir.

- Fala do que aconteceu mais cedo? Está com medo daquela vaca ruiva?

- Sim. E se ela me punir também? – ela pergunta tremendo levemente.

Kiba fala gentilmente:

- Eu não vou permitir que nenhum dos meus amigos sofra. Ainda mais a minha imouto-chan. Ofereço-me no seu lugar e se precisar, irei deixar a bastarda mais furiosa comigo, para descarregar a sua ira em mim.

- E se ela descarregar em mim?

- Eu vou decepar a cabeça daquela vagabunda e que se danem as leis do Submundo. Não me importo de for um crime punido com a morte, a execução do dono nas mãos do seu escravo. Se ela morrer, as Evil peaces saíram dos nossos corpos. Você e os outros serão livres.

- Mas, você será...

- Não vou ser derrotado, sem lutar. Matarei quantos akumas eu conseguir.

Ao imaginá-lo sendo caçado e consequentemente, morto, ela fica desesperada e mesmo tentando manter sua usual introspecção, seu rosto demonstra a gama de emoções que ela sentia naquele instante e seu corpo se move até Kiba, o abraçando, sendo que fala:

- Não quero perder nenhum amigo.

- Não fique triste, por favor. – ele fala gentilmente.

- Mas... mas...

Então, ele a abraça e afaga a cabeça dela, gentilmente, enquanto sentia as lágrimas peroladas de Koneko em seu pijama, sendo que as orelhas e cauda aparecem.

Então, após ele afagar fraternalmente a cabeça dela, pois, a via como uma imouto, ela se acalma, com eles terminando de comer os biscoitos e tomar o leite, para depois ele lavar tudo e guardar, sendo feito de maneira rápida, surpreendendo Koneko, pois, ele se movia facilmente pela cozinha.

Ele a acompanha até o seu quarto e a deixa ali, afagando a cabeça dela, para depois ir até o andar onde era o seu quarto.

Dentro do mesmo, ele vai até o quarto de banho para escovar os dentes e ao voltar para o quarto para dormir, conseguindo após alguns minutos, sendo que ainda se preocupava pelo fato de que havia uma punição brutal usando a Evil Peace no corpo deles.

No quarto de Koneko, a mesma estava dormindo, abraçada ao seu travesseiro e tinha um rosto sereno enquanto sorria, sendo que volta e meia, esfregava a cabeça em seu travesseiro, conforme murmurava:

- Obrigada, onii-chan. – ela fica feliz, sendo que o via como um irmão mais velho e que era sempre gentil com ela.

Na manhã do dia seguinte, na casa de Baraquiel, Rossweisse acorda e acha estranho o local em que está, até que a porta abre, com ela se cobrindo até o pescoço, sendo que avista o Anjo Caído entrando com uma bandeja com doces, pães, geleia e leite, assim como café e deposita a bandeja ao lado da cama, sentando na beirada.

- Onde eu estou?

- Na minha casa. A encontrei bêbada ontem. Fiz uma bebida que corta os efeitos do álcool. O problema dela é que em algumas pessoas dão sono e você dormiu.

- Eu não estava com essa roupa! Você me viu nua, também! Agora não posso me casar! Minha prima mais nova do que eu já casou e estou encalhada! – nisso, ela começa a chorar, deixando o Caído consternado.

- Eu pedi para algumas Caídas trocarem você, assim como dar um banho em você, pois, se sujou de vômito. Elas a trocaram também. Garanto que não vi o seu corpo nu.

Ela para de chorar e olha para ele com o rosto úmido e os orbes lacrimosos:

- É verdade?

- Sim. Posso ser Caído, mas, tenho os meus princípios. Nunca abusaria de uma mulher. Não sou pervertido a esse ponto.

- Muito obrigada e desculpe.

- Tudo bem. Você é nórdica. É uma estrangeira. Acho que é normal agir assim. – ele fala sorrindo – Ah! Eu mesmo preparei isso para você. Imaginei que estaria com fome.

Nisso, o estômago dela ronca e ela aceita, sendo que a sua mão relou na dele, fazendo-a corar, enquanto observava o Caído a sua frente. O corpo dele era belo e o porte era bem atlético, sendo que em seus olhos havia gentileza, embora fossem tristes. A voz dele lhe dava calafrios e quando ele se aproximou para destampar o chá e falar qual chá era a Valquíria sentiu calafrios de prazer.

Confessava que não conseguia deixar de olha-lo, sendo que em Quioto, como era responsável por uma classe inteira, não se permitiu olhar as coisas a sua volta e olhar atentamente as pessoas. Quando houve o incidente com Loki e posteriormente com Asaka, ela não teve tempo hábil de observar com exatidão todos a sua volta, senão fossem alunos.

Então, as mãos de ambos relam um no outro e eles erguem o rosto, olhando um para outro, enquanto coravam, com a Valquíria sentindo que o seu coração batia acelerado e que a presença dele mexia demais com ela, sendo o mesmo para Baraquiel.