Recém casados
- Bella, por favor, não fica assim... – Edward sentou-se na poltrona ao lado da esposa - Olha para mim...
- Me deixe... - Ela soluçou e abaixou a cabeça chorando – Me deixe sozinha...
Neste momento, Edward e Bella estavam no jatinho da empresa, à caminho de Londres, enquanto Bella chorava sem parar e Edward, muito preocupado com o seu estado, tentava acalmá-la.
Depois de começo de manhã desastroso, onde Bella, querendo esconder seus sentimentos, culpou unicamente Edward pela inesperada e sensual noite anterior, eles arrumaram suas malas, cada um em um lado do quarto, sem se olharem e em um silêncio incômodo.
Ainda no hotel, tomaram o café da manhã juntos com Javier, Lissa e José Maria e após uma breve despedida, seguiram para o aeroporto em uma limusine, onde Bella mal olhou para o rosto preocupado do marido todo o trajeto, fazendo caretas e segurando o choro.
Ela não podia esconder sua frustração e raiva por ter sido tão permissiva na noite passada, quase colocando a perder todos os seus planos de resistir a Edward.
- Bella, me dê a sua mão... – Edward voltou a falar suavemente, tentando pegar a mão da esposa – Deixe-me segurá-la apenas enquanto o avião decola.
- Não Edward!– ela fungou, puxando a mão e a escondendo sob o casaco que estava em seu colo – Eu não quero você perto de mim...
- Bella, por favor... Você mesma me disse que você fica apavorada em avião pequeno... Me deixa te ajudar... – Edward tentou convencê-la, mas ela lhe lançou um olhar raivoso.
- Qual parte do 'eu não quero você perto de mim' você não entendeu Edward? – Bella praticamente gritou - Sempre lidei com o meu medo e não será agora que vou precisar de ajuda. Eu não preciso de você para nada, sai de perto de mim!
Com Bella irredutível como estava, eles iam acabar brigando e piorando ainda mais a situação que já não era nada favorável para ele.
Em um suspiro de rendição, Edward levantou-se da poltrona e mirou o rosto de Bella.
- Ok, não vou insistir... – deixou transparecer toda a frustração que sentia ao ter Bella tão arisca com ele outra vez - Qualquer coisa estou lá na frente.
Voltando para a sua poltrona, Edward tentou esquecer seus problemas trabalhando em alguns documentos que tinha a entregar ao chegar em Londres, mas o choro e os soluços infelizes de Bella tiravam-lhe a concentração a todo momento.
Edward ainda não entendia o porquê do comportamento arredio da esposa com algo que ela tinha permitido que ele fizesse. Ele tinha certeza de que não tinha feito nada errado ao tentar se aproximar na noite passada, mas estava decidido em não mais tocar neste assunto para evitar brigas. Ele não queria que ela se afastasse ainda mais e que voltasse a ficar temerosa com a sua presença.
Observando-a de longe, resolveu que não iria desistir dela assim tão facilmente e a ajudaria no que fosse possível, e não mais ignorando todo o sofrimento da sua linda megerinha, levantou-se mais uma vez e caminhou até ela.
- Bella, vamos conversar... – sussurrou temeroso.
- Já te disse que não preciso de você! – Bella se virou e gritando apontou para a poltrona dele – Sai daqui agora!
- Bella, por favor... – ele praticamente implorou para que ela o deixasse se explicar - Vamos esquecer o que houve ontem e hoje cedo. Foi um deslize nosso e se você não quiser, não acontece outra vez. Eu prometi te respeitar e vou cumprir esta promessa.
Bella levantou seu rosto banhado de lágrimas e olhando fixamente para o marido, fez um pedido, falando bem baixinho.
- Eu preciso de um tempo para pensar Edward, por favor me deixe sozinha... –suspirou baixinho, voltando a abaixar a cabeça logo depois.
- Então está certo Bella, vou te deixar em paz. – ele falou, voltando para a sua poltrona – Só me promete uma coisa?
- O que é ? – ela o olhou de soslaio e fez um biquinho.
- Não chore mais... Não gosto quando você está infeliz. – falou com a maior sinceridade possível, mas ela não respondeu, fazendo uma cara ainda mais emburrada e cruzando os braços o que pareceu mais uma menininha birrenta do que uma mulher casada.
O resto da viagem transcorreu da mesma maneira hostil de antes. Toda vez que Edward tenta ser gentil com Bella, ela refugava, olhando-o feio e sem querer conversar.
Ao desembarcarem do jatinho, ela puxou a própria mala e não aceitou ajuda nem para entrar e muito menos sair do carro, quando chegaram à garagem do edifício que iria morar com Edward.
- Bella, por favor, finja uma cara alegre, pois a nossa governanta está a nossa espera... Sei que você não me quer por perto, mas não se esqueça que temos um papel a cumprir– Edward a abraçou e abriu a porta do apartamento, logo vendo Bernadete em seu melhor sorriso parada no meio da sala de estar.
- Boa noite Berna! – Edward cumprimentou a governanta, que olhava encantada para o sorridente casal que adentrou o apartamento abraçado - Esta é a minha Isabella... Meu amor, esta é Bernadete, a nossa governanta. – ele deu um beijo no topo da cabeça da esposa.
Bernadete era uma jovem senhora de uns 50 e poucos anos, cabelos pretos presos em um coque, baixinha, esguia, da pele morena e dona de um sorriso muito simpático.
- Oi Bernadete – Bella sorriu, estendendo-lhe a mão – É um prazer conhecê-la.
- Estou aqui para servi-la no que a senhora precisar, dona Isabella. – a jovem senhora apertou a mão de Bella com vontade - Seja bem vinda ao seu novo lar.
- Obrigada... – Bella apenas sorriu desconcertada com o momento.
- Amanhã quero que a senhora apresente o resto do pessoal a Bella e que a ajude com o que ela precisar, estamos combinados? – Edward voltou a falar, sorrindo para a sua querida governanta.
- Conte comigo seu Edward. O quarto do senhor está arrumado e os pertences de Dona Isabella estão no quarto ao lado como o senhor me pediu, mais alguma coisa? – ela perguntou, ainda sorrindo feliz para o casal.
- Acho que não Berna. Se já está tudo pronto, pode ir. Nos vemos amanhã – Edward pegou as malas e subiu as escadas para os quartos, sendo seguido por Bella.
- Bom... Como você já sabe, a casa é sua e faça dela o que quiser – Edward colocou a mala de Bella na porta do seu quarto – Só tenha cuidado com os empregados por que para eles o nosso casamento é verdadeiro... Sobre seu quarto, expliquei a eles que você precisa de espaço para criar e também um closet grande para as suas coisas e foi por esta razão que pedi para que eles arrumassem seus pertences no quarto ao lado do meu enquanto estávamos viajando. – ele falava sem emoção, enquanto mirava a carranca que Bella trazia no rosto.
- Nem se preocupe com isto, vou tomar cuidado para manter o nosso segredo seguro... Boa noite Edward, durma bem. – querendo sair de perto de Edward o mais rápido possível, Bella virou para o quarto, mas ele a segurou pelo braço.
- Um minuto, Bella... – sorriu - Antes de você fugir de mim, tenho algo a te dar... Espere aqui, por favor. – Edward entrou em seu quarto e pegou o imenso buque de flores do campo que tinha encomendado mais cedo, quando ainda estava em Tenerife, e pedido à floricultura para entregar em sua casa.
- Para você... Minhas boas vindas ao seu novo lar – ele estendeu um lindo buque para uma Bella surpresa – E também um pedido de desculpas.
Após pegar as flores das mãos do marido e as admirar por um momento, Bella o olhou com uma expressão que era um misto de encantamento e dúvida pelo comportamento tão gentil.
- São lindas, obrigada... – foi o que Bella conseguiu sussurrar pouco depois, sob o olhar atento de Edward, que tentava desvendar o que diziam aqueles olhos brilhantes e aquele sorriso fraco nos lábios.
- Não há de que... Não quero brigar com você Bella, entenda isto... – ele se aproximou e em um ato de carinho, querendo mostrar que queria paz, encostou os lábios bem de leve na testa dela e passou a mão por sua bochecha corada.- Boa noite... Durma bem. – partiu para seu quarto deixando Bella parada, totalmente sem reação.
Ainda tonta pelo beijo carinhoso que Edward lhe deu, Bella puxou sua mala para dentro de seu novo quarto e sentando-se por um momento na enorme cama, observou todos os detalhes da organização do seu novo refugio. Seus pertences estavam organizados nas prateleiras, armários e na escrivaninha da maneira que ela gostava, o que a fazia ter certeza de que Rose participou da sua mudança.
Pegando o buque de flores para colocar em um vaso com água, Bella viu o pequeno cartão e imediatamente o abriu, deixando que algumas lágrimas corressem por seu rosto ao ler o teor do cartão.
Bella,
Desculpe-me por qualquer coisa que tenha te machucado ou te chateado.
Estou disposto a viver em paz e a tornar a nossa vida de casados o mais fácil possível.
É só você deixar que eu tente.
Edward.
Emocionada, porém confusa com as palavras de Edward, ela colocou as flores no vaso e segui para o banheiro, onde, durante o banho, se põe a chorar pelas besteiras que andou fazendo ao tratá-lo com tanta indiferença e má educação enquanto ele demonstrava, realmente, querer somente lhe ver feliz.
Ela queria confiar nele, crer que tudo o que ele lhe dizia e tudo que fazia por ela era verdadeiro e totalmente isento de segundas intenções ou maldades, mas ainda tinha dúvida se Edward a trata bem porque gostava, pelo menos, um pouco dela ou se está apenas tentando mantê-la sob controle a fim de conseguir seus objetivos.
O que Edward esperava daquele casamento eram um mistério para ela, e além disto era difícil esquecer todo o seu passado e apenas se permitir confiar, depois de ter sido usada por tantas pessoas.
Ela não conseguia relaxar... Não conseguia confiar nas palavras bonitas e nas supostas boas intenções do marido.
Isto era algo maior que a sua própria vontade.
Deitando-se na cama e, encolhida como uma criança com medo, Bella dormiu, tendo a cabeça quase para explodir de tantas contradições e perguntas não respondidas.
Assim que entrou em seu quarto, Edward deitou-se em sua cama e ainda com o olhar assustado e confuso de Bella preso em sua mente, ligou para Alice a fim de conversar um pouquinho com a sua conselheira predileta e assim traçar algumas estratégias para se reaproximar da sua esposa.
- Oi irmão! – a vozinha estridente de Alice ressoou – Por que não me ligou de Tenerife para me dar noticias?
- Estava muito ocupado, baixinha... – ele falou desanimado – Tive muito trabalho a fazer.
- Só trabalho Edward? – ela deu um gritinho – Não conseguiu curtir um tempo em paz com a sua esposa?
- Mais ou menos baixinha... Tive um tempo com ela e por esta razão preciso da sua ajuda...
- Eu já não te disse o que você tinha que fazer, meu irmão?– o tom de Alice era questionador – Você fez alguma besteira Edward?
- Eu acho que não fiz besteira... Eu acho... – Edward abaixou a cabeça derrotado – Somente me escute e depois me diga o que fazer, ok?
- Ok, estou aqui para te ajudar...
Após ouvir o suspiro baixinho de Alice, Edward começou a contar tudo o que tinha acontecido nos dias que ele tinha passado com Bella em Tenerife.
Em um tom um pouco mais animado, contou dos jantares, das noites que antes de dormir trocavam algumas palavras amigáveis e principalmente do passeio de barco onde eles se comportaram como um casal normal e feliz e que Bella estava relaxada e sorridente como nunca ele tinha visto antes, até que seu tom de voz voltou a ser melancólico ao narrar para a irmã o final da noite anterior e as conseqüências trazidas para o recém adquirido relacionamento harmonioso que ele tinha construído com Bella.
- Edward... Você não fez nada de errado, mas deveria ter ido com mais calma. – Alice falou suave – Pelo pouco que eu sei, Bella já foi muito machucada pela vida e para ela deve ser difícil confiar em alguém, ainda mais na circunstância que se deu o casamento de vocês. Deixe que ela saiba o que você está pensando. Deixe ainda mais claras as suas intenções com ela e como você pretende respeitá-la. Faça com que ela se sinta confortável e segura... – a baixinha pausou um pouco e soltou um suspiro - Já não deu certo no começo da viagem de vocês? Dará outra vez. Conquiste a sua confiança mais uma vez...
- Eu sei... Eu sei disto... Eu vou com calma desta vez... – Edward sussurrava pausadamente, tentando absorver os verdadeiros conselhos da irmã – Alice, é incrível como Bella é frágil, carente e cheia de traumas. Eu acho que descobri a verdadeira Isabella Swan nestes dias em Tenerife... – ele deu um sorrisinho com seus pensamentos - E esta nova face dela me encantou... Me deixou muito feliz.
- Eu acho que tem alguém com um discurso um pouco apaixonado demais... Edward, acho que Bella já roubou seu coração, assim como você roubou o dela a algum tempo e é apenas uma questão de tempo para vocês admitirem isto... – Alice profetizou entre risinhos.
- Não é nada disto Alice!– ele tentou negar, apesar de saber que no fundo Bella mexeu com suas estruturas e que estes últimos dias foram uns dos melhores da sua vida. – Eu apenas estou um pouco confuso com todas as mudanças na minha vida... Eu não quero o mal de Isabella, mas também tenho certeza que não a amo... É só um desejo de não vê-la machucada.
- Entendo que está tudo muito novo ainda para vocês dois, então paciência é a palavra de ordem neste caso. – ela voltou a rir - Conte comigo no que precisar... Agora vá dormir e tente pensar no que te falei. Te amo irmão.
- Eu também te amo baixinha – Edward sussurrou – Durma bem...
Depois de desligar o telefone, Edward deitou-se em sua cama e ficou pensando nas reviravoltas que a sua vida estava sofrendo.
Até poucos meses atrás ele era apenas um grande acionista e diretor da Diamond. Se aborrecia com Charlie Swan, curtia a sua vida e não estava amarrado a ninguém.
Hoje ele estava casado à força com a filha do seu maior desafeto e em vez de estar aborrecido com isto como pensava que estaria, ele estava até, de certo modo, gostando.
Ele não acreditava que era amor o que ele sentia por sua esposa arranjada, mas sim admiração.
Ele sentia algo estranho por ela. Era uma vontade de cuidar e proteger ela de todos os maus.
Era uma vontade de vê-la sempre bem e feliz.
Ele não mentia quando afirmava que gostava dela.
Bella, a sua doce megerinha.
A sua esposa.
OOOO
Na manhã seguinte, Edward acordou cedo e antes de sair para o trabalho, chamou Berna para lhe passar algumas instruções sobre a sua esposa.
Depois de pensar muito no que Alice tinha lhe dito durante toda a noite, Edward estava decidido a dar um tempo para que Bella pudesse se acostumar a sua nova vida e também para que ele conseguisse conquistar mais uma vez a sua confiança e para isto, não forçaria nenhum tipo de aproximação, deixando-a bem à vontade para fazer o que ela quisesse.
- Bom dia seu Edward. – Berna saudou o patrão, surpresa por ele estar acordado e todo arrumado tão cedo - Já vai voltar ao trabalho?
- Vou sim Berna... Tem muito trabalho me esperando na empresa. – ele fingiu um sorriso – Com a morte do seu sogro, eu estou tendo que trabalhar o dobro do que já trabalhava.
- É uma pena que isto aconteça... O senhor deveria curtir mais uns dias de paz com a sua esposa antes de ter que voltar a trabalhar.
- Bem que eu gostaria, Berna... – ele suspirou, desejando de verdade mais uns dias como os passados em Tenerife – Bem que eu gostaria de mais uns dias somente com a minha esposa...
- Onde está dona Isabella? – a governanta perguntou – Alguma recomendação?
- Deixei com que ela dormisse um pouco mais, pois a nossa viagem foi cansativa – Edward falou sério – Pediria que a senhora cuidasse dela direitinho quando ela acordar, fazendo com que ela se sinta confortável e à vontade, já que ela é um pouco tímida.
- Pode deixar que eu cuido da sua esposa direitinho. Não vai faltar nada a ela, prometo – Berna sorriu – Vou tratá-la como se ela fosse minha própria filha.
- Confio em você, Berna e seu que você vai cuidar da minha Isabella direitinho – Edward piscou o olho para a governanta e saiu em direção a seu carro feliz por poder contar com Berna mais uma vez.
Às 10 da manhã, Bella acordou meio atordoada por ter dormido mais tempo do que estava acostumada e após um rápido banho, saiu do seu quarto e desceu as escadas bem devagar, já prevendo que em pouco tempo teria que encarar Edward, mas em vez de encontrá-lo, foi Bernadete quem ela viu, parada ao pé da escada, com um sorriso enorme.
- Bom dia Dona Isabella, dormiu bem? – a governanta se mexeu, vindo ao encontro da patroa.
- Bom dia Bernadete – Bella a cumprimentou - Onde está Edward? Não o encontrei ao acordar.
- Seu Edward saiu cedo, mas pediu para que eu tomasse conta da senhora e não deixasse faltar nada, então estou ao dispor para o que a senhora precisar...
- Obrigada Bernadete, vou precisar mesmo de ajuda para me ambientar com a casa.
- A senhora pode me chamar de Berna igual a seu Edward, se quiser.
- Então está ótimo, Berna combina mais com você... – Bella deu um abraço na simpática senhora - E você não precisa me chamar nem de senhora e nem de Dona Isabella. Me chame somente de Bella, está certo?
- Está sim, se você prefere a chamarei de Bella – Berna estava surpresa com a espontaneidade da patroa ao abraçá-la- Mas vamos deixar de conversa e venha tomar café, você deve está faminta.
- Se estou... - Bella revirou os olhos – Não como nada desde que sai de Tenerife.
- Estão me acompanhe – ela sorriu, levando Bella até a sala de jantar, onde a mesa estava posta com as mais diversas guloseimas.
Assim que se sentou à mesa, Bella ligou para Rosalie e pediu para que a prima viesse para sua casa e depois se fartou com a deliciosa comida preparada para o seu café da manhã, voltando para seu quarto em seguida.
- Cheguei Bellinha! – Rose entrou no quarto da prima pouco depois, gritando e se jogando na cama ao lado dela - Vamos logo me contando tudo o que aconteceu em Tenerife, já que você e Edward não deram sinal de vida por todos estes dias.
- Desculpa Rose... – Bella falou envergonhada - Não te liguei por que não levei celular e não queria incomodar Edward...
- Sim... Entendo. – ela fez uma cara curiosa - E como foi lá. Foi lua de mel mesmo, cheinha de amor?
- Claro que não, Rose! – Bella arregalou os olhos e corou envergonhada – Mas aconteceram algumas coisas no mínimo inusitadas e que mexeram com a minha cabeça...
- O que foi? – Rose se sentou na cama - Edward quebrou a promessa e te agarrou a força?
- Não Rose! – Bella corou mais ainda - Ele me respeitou e cumpriu tudo direitinho.
- Então o que aconteceu?
Com os olhinhos brilhando, Bella contou sobre os dias de paz e harmonia que tinha passado com Edward, sobre seus passeios e como ele estava sendo maravilhoso com ela tratando-a bem e deixando-a feliz.
- Quer dizer que vocês aproveitaram para se conhecer melhor? – Rose riu – E o que tem de errado nisto?
- Até então nada de errado... – Bella falou envergonhada – O pior veio no ultimo dia de viagem...
- O que foi que aconteceu Bella? – Rose prendia a risada, ao ver a prima tão vermelha e constrangida – Qual foi o drama desta vez?
Ainda mais envergonhada ela contou tudo o que tinha acontecido em sua ultima noite em Tenerife, como ela tinha derretido nos braços fortes e com os beijos do marido e como eles tinham acordado enroscados no meio da cama na manhã seguinte, e finalmente como ela culpou apenas Edward pelo que tinha acontecido, tentando se redimir da sua culpa.
- Quer dizer que vocês deram um pega daqueles e você o interrompeu bem na hora H? – Rose agora ria abertamente – Só você mesmo, Bella...
- O que você queria que eu fizesse? – Bella ficou indignada – Você acha que eu iria me entregar a uma pessoa que não me ama?
- Eu não sei... – Rose ainda ria – Só acho que você devia parar de ser boba e aproveitar o gato que o destino te arrumou como marido... Acho que você tinha que ter aproveitado com calma, tentando conhecê-lo mais e não o afastando como você fez...
- Então eu sou a única errada nesta história? – a raiva de Bella ferveu – Eu não sei o que ele quer de verdade comigo, mas mesmo assim eu tenho que ser submissa às suas vontades?
Ela não queria ouvir que ela era a errada e Edward o certo nesta história por que ela tinha certeza que ela não era a única vilã.
- Não é isto Bella...– Rose olhou seria para a prima – Eu acho que você não pode viver com medo do que aconteceu no passado, porque as pessoas não são todas iguais e Edward está provando que de certa forma é uma boa pessoa, ou você vai esquecer todas as coisas maravilhosas que vocês viveram estes dias e que você acabou de me contar por causa de um pequeno deslize?
- Não vou esquecer Rose, mas estou confusa... Preciso pensar ainda sobre tudo isto. – Bella murmurou ainda confusa depois do discurso de sua prima – Eu não sei ainda o que fazer...
- Então tente pelo menos controlar seu mal humor, está certo? – Rose aconselhou - Trate Edward com o mesmo respeito que ele te trava. Este é um bom começo e depois, com tempo, vocês decidem o que fazer.
- Vou fazer isto sim, Rose... Vou tratá-lo bem. O que eu fiz ontem em Tenerife não vai voltar a acontecer – ela respondeu e trocando o assunto, perguntou se tinha sido a prima a responsável pela arrumação do seu novo quarto.
- Foi sim... – Rose abriu um sorriso enorme - Edward me pediu para que eu viesse até aqui enquanto vocês estivessem viajando e deixasse tudo da maneira que você gosta, acertei?
- Claro que acertou Rose – Bella voltou a sorrir – Você sempre acerta.
- Ainda me que você gostou... – Rose soltou um suspiro dramático – Queria te dizer que Edward também deu o aval para que Jasper fechasse a venda da sua antiga casa e ela já está vendida e o dinheiro na sua conta! Isto não é ótimo?
- É sim Rose... Pelo menos esta fase da minha vida está acabada. – Bella abraçou a prima carinhosamente – Agora os desafios são outros.
Bella estava realmente grata em ter colocando um ponto final em mais uma parte terrível da sua vida.
- Sim prima... Os desafios são outros e com certeza, muito mais felizes – Rose falou com convicção.
OOOO
O primeiro mês foi passando sem muitas novidades. Enquanto Edward se esforçava para cumprir o prometido de não forçar nenhum tipo de intimidade, Bella encontrava-se bastante impressionada com o comportamento do marido, que não tentou tocá-la nem importuná-la em nenhum momento.
Em alguns dias, eles se encontram pela manhã, onde tomavam o desjejum em um silêncio amigável, enquanto Edward lia os jornais do dia, mas a noite, sempre jantavam juntos e eram nestes momentos que eles trocavam algumas palavras em meio a sorrisos tímidos e olhares de reconhecimento.
Sempre, depois que Berna se retirava, havia uma despedida meio estranha na porta dos quartos, onde eles trocavam olhares e Edward sempre dava um tenro beijo na testa da esposa, algo com o que ela já tinha se acostumado.
Para não cair em tentação, Edward procurava sair de casa cedo e retornar o mais tarde possível, por que ele está mesmo empenhado a conquistá-la no tempo dela e quanto mais tempo ele passava com Bella, mais difícil era para ele resistir a ela.
Para Bella não era muito diferente. A cada dia ficava mais difícil para ela resistir ao charmoso marido, que estava sendo um lord dando a ela o tempo que ela pediu e não forçando uma convivência que já não era mais tão indesejada.
Ela fingia que não se importava com a falta de contato deles, mas no fundo está fervendo por dentro e bem balançada pelo lindo homem de olhos verdes enigmáticos.
Eles passavam os dias se olhando de soslaio e soltando sorrisinhos, mas por timidez e receio não se aproximavam, apesar de já estarem cientes de que isto não duraria por muito tempo, pois a tentação era demais.
Enquanto Edward se ocupava com os problemas da empresa, trabalhando sem descanso, Bella se inteirava da rotina da sua nova casa, fazendo amizade com os empregados e acompanhando Berna na administração dos afazeres domésticos, enquanto aprendia a cuidar da casa.
Buscando organizar a sua vida, Bella resolveu dar um tempo nas suas aulas de faculdade, ficando a maior parte do seu tempo em casa.
As poucas vezes que ela saiu neste mês, ou foi para fazer as compras da casa com Berna ou para passar a tarde no shopping com Rose e com a sua tia.
Tentando ser simpático, Edward algumas vezes convidou a esposa para que jantassem em qualquer restaurante que ela quiser, mas Bella, educadamente, recusava o convite dizendo que achava melhor eles aparecerem pouco em público pra evitar comentários.
Buscando se refugiar dos seus pensamentos com Bella e também tentando organizar algumas áreas da empresa que desde a morte de Charlie estavam com problemas, Edward também trabalha aos sábados e aos domingos, o que dava a Bella a oportunidade de passar animados finais de semana à beira da piscina em companhia da prima, como nesta manhã de domingo.
- Cadê o seu marido Bella? – Rosalie se esticou na espreguiçadeira ao lado da prima - Está trabalhando mais uma vez?
- Não, hoje ele me disse no café da manhã que ia aproveitar a folga que teve e ia ficar no quarto lendo – ela deu de ombros – Por que?
- Lendo no quarto sozinho, Bella? –fez uma cara de desaprovação - Você não acha que deveria aproveitar a folga e interagir mais com ele? – com um sorriso no rosto ela se levantou e puxou a prima da espreguiçadeira - Vamos chamá-lo para ficar aqui conosco agora!
- Não Rose! – Bella praticamente implorou - Deixa Edward quieto, por favor.
- Nada disto, vou chamá-lo agora – Rose andou em direção à porta que dava acesso à escada, mas Bella a impediu, parandoem sua frente.
- Rose esquece isto, por favor... Não quero muito contato com ele. – ela segurou as mãos da prima e a levou de volta para a área da piscina - Já me basta ter que tomar o café da manhã e jantar juntos todos os dias.
- Bella, não faz assim. Dê um credito por todo o esforço que ele está fazendo em te agradar
Rose tentou argumentar, mas Bella a interrompeu.
- É melhor deixar as coisas como estão por enquanto... – o desespero pela teimosia de Rose estava tomando conta de Bella.
- Você por acaso está com medo dele, Bella? – Rosalie a olhou estreitando os olhos e colocando as mãos na cintura.
Bella não queria expor seus motivos para se manter afastada de Edward, mas esconder seus novos e apavorantes sentimentos da sua prima seria inútil.
- Não Rose...– ela acabou por admitir tímida – Eu estou com medo é de mim e das minhas reações quando estou junto à ele.
- Você tem medo de não resistir a ele e acontecer outra vez como aconteceu na viagem de vocês?
- Mais ou menos isto... – Bella sorriu tímida – O problema é que eu não me reconheço quando estou junto dele... Minha cabeça está mexida demais!
- Bella, você está apaixonada!– Rose afirmou rindo – É isto... Por mais que não queria admitir, você está apaixonada pelo seu marido!
Rosalie passou a gargalhar sem parar, para desespero de Bella que ficava a cada momento mais envergonhada dos seus sentimentos pelo marido de conveniência.
- Não! Nada disto! Nem pensar, Rose!– Bella arregalou os olhos, e falando freneticamente tentou negar o que ela não podia mais.
- Admita Isabella... – ela se aproximou da prima – Te conheço muito bem para saber que isto é a mais pura verdade. – abrindo um sorriso enorme ela falou cada palavra pausadamente – Você-está-apaixonada-por-Edward!
Com os olhinhos brilhando, Bella abraçou Rose e deixando as lágrimas de frustração corre pelo rosto, pôs-se a falar.
- Estou sim Rose... Eu admito que estou a cada dia mais apaixonada por ele... Edward é fascinante, lindo, inteligente e extremamente gentil comigo, mas não sei o que fazer com isto que estou sentindo... – fungou, enterrando o rosto vermelho no cabelo da prima.
- Fale a ele o que te atormenta... – Rose falou simplesmente – Exponha seus sentimentos.
Se afastando de Rose, Bella voltou a arregalar os olhos.
- Você está maluca? – ela negou, balançando a cabeça, enquanto se sentava na espreguiçadeira – Não! Eu não vou falar uma coisa dessas a ele... Imagine! – voltou a balançar a cabeça – Como vou falar em paixão, se o nosso casamento é de conveniência?
- Bella... Será que é difícil você ver que tem algo especial acontecendo entre vocês? – Rose pegou as mãos de Bella entre as suas – Edward está mudando por sua causa e foi você mesma quem me disse isto... Ele te respeita, te deixa a vontade, se preocupa com você e não deixa que te falte nada. Pode ser que ele não te ame, como você acha, mas algum sentimento bom e puro ele tem por você... Dê uma chance para ele mostrar seus verdadeiros sentimentos...
Bella enxugou suas lágrimas e murmurou, perdida em sentimentos contraditórios.
- Eu ainda preciso de um tempo para pensar... Você sabe que para mim é difícil lidar com estas coisas de sentimentos.
- Você quem sabe então... Tome seu tempo, mas não deixe de ter um conversa franca com o seu marido... É apenas disto que vocês precisam para deixarem os maus entendidos para trás e serem mais felizes – Rose deu um beijo na bochecha da prima e abriu um sorriso – Minha Bellinha admitindo que está apaixonada... Tem algo realmente grande acontecendo aqui.
Bella sorriu envergonhada para a prima.
Ela tem que admitir que Edward estava conseguindo fazer com que ela sentisse coisas que ela nunca imaginou que pudesse sentir
Se ela achava que um dia esteve apaixonada estava enganada, muito enganada.
O que ela vivia com Edward agora era o sentimento mais avassalador que ela conhecia.
Vontade de estar junto ao marido não falta a Bella, mas enquanto ela não tem certeza sobre os reais sentimentos que ele nutria por ela, permanecer afastados é o mais seguro a fazer.
OOOO
Apesar de ainda estar muito confusa quanto aos seus sentimentos, após a conversa com Rosalie, Bella passou a se sentir mais confiante, refletindo em seu comportamento que passou a ser mais relaxado e isto não passou despercebido para Edward, que apesar de estar feliz com as mudanças da esposa queria ainda mais para a convivência deles.
Ele queria que a relação cordial e fria que eles mantinham voltasse a se transformar nos dias felizes e despreocupados de Tenerife e não mediria esforços para reestabelecer a paz.
Na noite de uma quinta-feira, após um dia de muito trabalho, Edward chegou em casa mais cedo, pois tinha um assunto muito importante para tratar com Bella e a encontrou sentada no sofá da sala, concentrada na leitura de um livro.
- Boa noite Bella... – ele colocou a sua pasta na poltrona e parou na frente do sofá onde ela estava meio hesitante.
Ao ouvir a voz que fazia seu coração perder uma batida, Bella tirou os olhos do seu livro e mirou o lindo rosto do marido.
- Chegou cedo hoje... – ela murmurou.
- Tenho um assunto para conversar com você – Edward estendeu a mão para ela -Vamos jantar?
- Assim tão cedo? – ela o olhou assustada – Vou ver com Berna se o nosso jantar já está pronto.
Bella segurou a mão de Edward levantou-se do sofá.
- Não precisa...– ele andou para a sala de jantar – Já tinha avisado a ela que chegaria cedo e o nosso jantar já está posto, venha comigo.
Após sentaram-se à mesa, ele começaram a comer e em silêncio, enquanto, mais uma vez eles se observavam sem coragem de iniciar uma conversa.
Muito curiosa com o assunto que Edward tinha a tratar com ela e notando que ele não romperia o silêncio, Bella começou a falar.
- Onde está Berna que apenas arrumou a mesa e não nos esperou para servir o jantar? – ela perguntou curiosa.
- Está em meu quarto, arrumando a minha mala... – ele falou simplesmente, mas morrendo de medo da reação de Bella à sua noticia.
- Arrumando a sua mala? – ela estreitou os olhos questionadora - Pode me dizer qual o assunto que você tem a tratar comigo que alem de te tirar do trabalho mais cedo, ainda fez com que Berna precisasse arrumar uma mala para você?
- Vou ter que viajar ainda hoje a noite... – ele falou baixinho analisando a expressão facial de Bella – Tenho que resolver alguns problemas de ultima hora em Paris e devo ficar por lá de dois a três dias.
- E eu terei que te acompanhar, é isto? – ela perguntou meio receosa com a possibilidade de mais uma viagem com Edward.
- Só se você quiser... – Edward deu de ombros - Desta vez não é necessário te levar comigo.
- Não tem problema se eu ficar? – Bella sorriu feliz, pois passar um tempo com Edward tendo a sua cabeça tão confusa não seria nada bom para a sua sanidade mental.
- Não mesmo Bella. Só me acompanhe se você quiser – ele queria muito que a esposa o acompanhasse, mas não iria forçá-la a nada.
- Se é assim, prefiro ficar – os olhos de Bella brilharam – Estou acompanhando Berna na organização da casa e não gostaria de me ausentar.
- Você não vai precisar se ausentar Bella – ele se permitiu a fazer um carinho na bochecha dela depois de tanto tempo - Então está decidido, você fica aqui e eu resolvo meus problemas em Paris, voltando para casa o quanto antes.
Ainda mais encantada pelo marido, ela precisava agradecer a ele por está sendo tão bom e gentil.
- Obrigada por me dar a oportunidade de escolher, Edward - ela sorriu sinceramente.
- Não há de que Bella, não fiz mais que a minha obrigação – ele levantou-se da mesa - Vou me arrumar, pois já estou atrasado.
Subindo as escadas que davam acesso aos quartos, ele encontrou Berna já no corredor.
- Sua mala está pronta Edward. Preciso ajudar com a de Dona Bella?
- Não Berna... – ele sorriu - Bella não vai comigo desta vez pois é uma viagem curta e não quero cansá-la.
- Que pena... – Berna falou com pesar - E ela fica aqui em casa, ou vai para a casa da prima?
- Fica aqui com você Berna...– Edward faz uma cara pensativa – E por isto preciso que você cuide dela para mim... Você dorme no quarto de hospedes e faz companhia a ela durante o período em que eu estiver fora?
- Claro que sim! A partir de hoje dormirei lá, não se preocupe – a governanta sorriu para Edward – Você gosta muito dela não é Edward?
- Gosto sim Berna... Mais do que eu mesmo poderia imaginar...
- Ela também gosta bastante de você... – a governanta falou com convicção - E trouxe tantas mudanças para esta casa e também para você que está mais sorridente deste a chegada dela.
- Eu sei disto Berna... Eu estou realmente feliz... – apesar dos problemas que tinha com Bella, ele se sentia realmente feliz com a sua nova vida.
- Não se preocupe, eu cuido da sua preciosidade direitinho.
- Obrigada... – Edward deu um beijo no topo da cabeça da sua adorada Berna - Não deixe que nada falte a ela e qualquer coisa me ligue.
Berna assentiu sorrindo e retirou-se rapidamente dando ao patrão a privacidade necessária para que ele tomasse um banho rápido e logo descesse as escadas com sua mala nas mãos, parando na porta da varanda para admirar a sua Bella.
Ele não tinha mentido ao afirmar para Berna que gostava de Bella mais do que ele pudesse imaginar, pois ele tinha certeza de que aquela pequena mulher estava transformando a sua vida irreversivelmente.
Enquanto esperava o marido, debruçada na varanda e olhando o movimento da rua, Bella pensava na vontade que ela tinha de acompanhar o marido nesta viagem, assim como no medo que ela tinha de repetir o seu comportamento de Tenerife, onde por pouco ela não colocou tudo a perder, se entregando ao seu charme e hipnotizantes olhos verdes.
- Já estou indo Bella... – a voz rouca e potente de Edward soou pela varanda tirando Bella de seus devaneios.
- Vou te acompanhar até a porta – ela se virou para Edward e seu coração perdeu uma batida ao vê-lo tão bonito, vestido casualmente em uma calça jeans escura, camisa de botão branca e uma jaqueta de couro preta.
- Você vai ficar bem? – ele perguntou ao notar a expressão melancólica de Bella.
- Vou sim Edward... Não se preocupe. – ela deu um sorrisinho fraco.
- Você pode chamar Rose para ficar aqui com você... – ele falou preocupado - Eu posso ligar para Alice também...
- Não precisa incomodar Alice – Bella o interrompeu - Se achar necessário, ligo para Rose sim.
- Pedi para Berna dormir nos quarto de hospedes estes dias e o resto da equipe está de sobreaviso para te servir.
- Obrigada por sua preocupação, mas não precisava de nada disto... – ela sorriu realmente grata – Apenas faça uma boa viagem e não se preocupe comigo. Vou ficar bem, te prometo.
Neste momento de despedida, mesmo que fosse por um breve período, Edward se viu cheio de sentimentos que precisavam se extravasados.
Ele necessitava dizer algumas palavras à Bella antes de partir.
- Bella... – Edward pegou as mãos da esposa carinhosamente e olhou em seus profundos e tristes olhos azuis tentando transmitir toda a verdade contida em suas palavras - Por mais que você possa achar que eu sou uma pessoa horrível, eu não sou. Eu não sou esta pessoa sem sentimentos que você acredita e ainda vou te provar isto... – suspirou profundamente e se aproximando ainda mais de Bella e deu-lhe um abraço - Eu vou te provar que sou uma boa pessoa... Que sou digno de ser o seu marido... Vou te provar, principalmente, que mereço a sua confiança...
Bella o fitava atônita e sem reação devido a profundidade de seu discurso.
Ela ainda não acreditava que ele fosse capaz de dizer aquelas palavras tão cheias de emoção.
- Eu... Eu não sei o que dizer... – Bella balbuciou perdida.
- Não diga nada então... – ele colocou o dedo nos lábios da esposa delicadamente e deu um sorriso - Amanhã te ligo logo cedo para saber como você está. Fique bem... - beijou o topo da cabeça de Bella e abrindo a porta, puxou sua mala até chegar ao hall.
- Boa viagem Edward – Bella falou cheia de lágrimas nos olhos e assim que a porta do elevador se fechou, entrou em casa e segurando o choro se trancou em seu quarto.
Ela queria muito confiar nas palavras do marido, mas era difícil...
É muito difícil mudar seu comportamento de anos em tão pouco tempo.
