Segredos revelados

- Eu aceito a sua proposta Edward. –a voz firme de Jasper Hale soou pela sala.

Sentado em sua mesa, Edward Cullen abriu um sorriso ao ouvir as palavras proferidas pelo jovem à sua frente.

Ele vinha observando a algum tempo o trabalho do primo da esposa com a supervisão e gestão da parte que cabia a ela na empresa, e notando que o rapaz era competente resolveu chamá-lo pra trabalhar como seu assessor a uns quatro dias atrás, fazendo-lhe uma boa proposta.

- Isto é ótimo! – ele levantou-se da sua cadeira para apertar a mão do seu mais novo assessor - Pode pedir demissão do seu antigo emprego por que na semana que vem você começa comigo.

- Obrigada por deixar nossas diferenças de lado e me dar esta oportunidade – Jasper falou grato e olhando serio para o marido da prima, passou um recado que a tempo lhe atormentava – Agora Edward, queria te dizer que sempre amei Bella muito mais do que se ama uma prima, mas já que ela decidiu por casar com você, vou respeitar a sua decisão e não vou mais importuná-la... Ela me parece bem com você e isto para mim basta.

- Disto eu não duvido Jasper – Edward deu um sorrisinho – Eu sei que você não seria capaz de fazer nada para nos prejudicar, para deixar Bella infeliz.

- Não faria mesmo... Bella é uma pessoa muito importante para mim – ele ficou ainda mais sério – Edward, devo te alertar de que Bella realmente gosta de você, ela está bem, menos amargurada e isto é algo muito difícil para ela por que ela não é muito de demonstrar emoções.

- Isto eu já notei... - Edward falou curioso em saber se aconteceu algo com Bella no passado para que ela seja tão fechada. - Jasper, posso te fazer uma pergunta?

- Pode sim Edward.

- O que aconteceu a Bella para ela desconfiar tanto das pessoas?

- Até poderia te contar, mas acho que isto é papel dela... É a historia dela e quando ela se sentir confortável, tenho certeza que você saberá - Jasper até pensou em alertar Edward sobre o passado da prima, mas decidiu que era melhor não falar nada – Só te peço uma coisa, Edward. Não a decepcione, ela não iria agüentar.

- Não vou decepcioná-la – Edward falou sério, apesar de saber que, no fundo, ele acabaria decepcionando muito Bella se não achasse uma maneira de contar a ela sobre a aposta.

Ele tinha que achar um jeito de fazer isto da melhor maneira possível, tentando conquistá-la de vez, dando algumas dicas, abrindo a sua vida para ela, fazendo com que ela confiasse nas suas boas intenções.

Apesar de não admitir, Edward estava a cada dia mais envolvido por sua linda esposa e a cada passo que ele dava em sua relação com Bella, mais feliz ele ficava, então magoá-la não estava em seus planos.

Estes últimos dias tinham sido bem esclarecedores, pois eles estavam conversando como nunca, falando das suas rotinas e um pouco deles mesmo, sobre seus gostos, ídolos e manias, encontrando muitas afinidades, inclusive o gosto por sorvete de pistache e o amor a música clássica e aos Beatles.

Eles tinham até passado uma agradável manhã de domingo no Green Park quando ele acompanhou a esposa que tinha ido tirar algumas fotografias para um trabalho de faculdade e aos poucos estavam construindo uma relação de cumplicidade e respeito, onde os limites eram ao mesmo tempo testados e respeitados.

Edward sentia como se ele estivesse chegando a uma zona de conforto, onde todas as coisas se encaixavam e deixava sua vida mais fácil.

Louco para encontrar com Bella e lhe contar a novidade, no começo da noite Edward parou seu carro na frente da faculdade e esperou que ela terminasse a aula extra marcada para aquele dia.

Ao sair da sala meio tonta depois de uma manhã e uma tarde repleta de aulas, Bella avistou Edward parado no outro lado da rua, encostado na porta do seu carro e com um sorriso enorme.

- Edward! – feliz por não imaginar que ele lhe faria aquela surpresa, ela abriu seu maior sorriso, correndo ao encontro do marido e se jogando em seus braços – O que você faz aqui?

Na empolgação do momento, seus lábios acabassem se tocando de leve passando a maior corrente elétrica o que fez Bella corar violentamente.

Tentando não deixá-la constrangida, Edward apenas lhe deu um beijinho na ponta do nariz arrebitado.

- Vim te convidar para jantarmos na rua... – ele a abraçou carinhosamente - Tenho uma excelente noticia para te dar.

- Noticia? – Bella perguntou ainda envergonhada pelo seu momento de empolgação – Agora estou curiosa.

- Então o que acha de irmos a um restaurante pequeno e calmo que conheço e lá conversarmos em paz?

- Pode ser...

Com um sorriso triunfante no rosto, Edward conduziu a esposa até o carro e depois de um breve momento, pararam em frente a um charmoso restaurante em Knightbridge.

- E então, o que você tem a me contar? – Bella perguntou logo quanto se sentou à mesa escolhida por Edward.

- Calma Bella... – Edward riu da impaciência da linda esposa – A maravilhosa noticia que tenho a te dar é que seu primo Jasper é o meu mais novo assessor... Tinha o convidado a mais ou menos duas semanas e hoje, finalmente, ele me respondeu que aceitava.

- Ele aceitou mesmo? – Bella falou sem conter sua felicidade por seu marido está se dando tão bem com seu primo - Ele tinha me contado do convite, mas me disse que ainda estava indeciso quanto à oferta que você tinha feito a ele.

- Pois ele aceitou! – Edward se alegrou com a carinha feliz que Bella fez - Seu primo é muito competente e será meu braço direito na empresa, de agora em diante.

- Obrigada Edward! – os olhos de Bella brilhavam de empolgação - Você não sabe como isto é importante para mim...

- Seu primo é merecedor do cargo que vai ocupar... E além do mais, tenho que me dar bem com a sua família, por que ela é a minha família também.

O coração de Bella pareceu perdeu uma batida de tão feliz que ela ficou ao ouvir de Edward que a sua família também era a dele agora.

- A minha família também é sua? - ela o fitou encantada.

- Eu gosto de você, Bella - ele falou deixando que o seu coração o guiasse - Não estou mentindo quando te digo isto desde o dia do nosso casamento. – abrindo um sorriso, continuou – Eu gosto da sua companhia, de te ter por perto e estou realmente feliz em estar casado com você.

- Edward, eu também gosto de você... – Bella sussurrou incrédula com as declarações daquela noite – Eu pensava que não, mas estar com você me faz bem... Me traz paz...

Aproveitando do clima informal que tinha se formado entre eles, Edward resolveu dar mais um importante passo para conquistar de vez a confiança da esposa.

- Bella, eu te prometi uma vez que iria te contar sobre a minha vida e este dia chegou.. –fitando intensamente a expressão surpresa que se formou no lindo rosto da esposa, ele continuou – Você tem o direito de saber mais sobre mim, não acha?

- Claro que sim, Edward! – Bella respondeu empolgada por poder saber um pouco mais sobre seu marido, pois o que Alice e Berna tinham lhe dito sobre ele não tinha satisfeito a sua curiosidade.

Com uma expressão serena no rosto, Edward contou muito da sua infância feliz ao lado dos pais e de Alice, falou de como ele era ligado ao pai e como foi difícil tomar conta dos negócios, da sua mãe e de sua pequena irmã quando seu pai morreu vitimado por uma pneumonia, quando ele tinha apenas 15 anos de idade.

Com uma expressão curiosa, Bella ouvia atentamente a historia de vida do marido, enquanto fingia que Alice não tinha te contado nada.

Prosseguindo com sua fala, Edward falou sobre seu primo Emmett, que era seu grande companheiro até que, a uns dois anos atrás, foi promovido na empresa em que trabalhava e por esta razão teve que se mudar para Nova York.

- Eu era bem sozinho aqui em Londres até que você apareceu em minha vida daquela forma inusitada e mudasse tudo para melhor... Eu achava que você ia estragar a minha vida, mas não foi isto o que aconteceu e eu me sinto feliz de estar errado nas minhas previsões– Edward deu um sorriso empolgado que fez Bella sorrir junto com ele, enquanto calada tentava absorver as palavras ditas.

Ela estava muito feliz por Edward ter se permitido a compartilhar aquele momento com ela.

- É... Eu tenho que admitir que eu estava enganada quando achava que ia odiar cada dia que teríamos que passar juntos... Eu estava errada, muito errada.

Eles sorriram juntos, descontraindo ainda mais o ambiente.

- E sobre você, não tem nada que queira me contar?– ele voltou a falar soando simpático diante do silêncio da esposa – Falar um pouco sobre a sua família, sobre a sua mãe? Você nunca comentou nada sobre ela...

Neste momento, o amplo sorriso de Bella se fechou.

Ela esteve tão radiante nestes últimos dias que foi só quando Edward falou em sua mãe que se lembrou que naquele sábado fazia mais um ano da morte da mãe e isto ainda lhe doía muito.

Com os olhos cheios de lagrimas ela fitou o marido.

Bella queria abrir a sua vida assim como Edward fez, mas relembrar algumas coisas da sua vida não lhe faz bem.

- Não fique assim Bella... Se você não quiser falar, tudo bem... - Edward voltou a falar, notando a carinha triste que ela fazia.

- Edward, por favor, hoje não... – murmurou deixando algumas lágrimas escorrerem pelo rosto - Falar da minha mãe e da minha vida antes da sua morte é algo que mexe muito comigo pois eu a perdi muito nova e muitas coisas ruins aconteceram depois... –falando em um tom um pouco desesperado ela continuou - Você me entende, não fica chateado comigo se eu preferir não tocar neste assunto?

Estendendo a mão para acariciar a sua bochecha e enxugar suas lágrimas, Edward fitou Bella com uma expressão séria.

Com a convivência, definitivamente, ele passou a entendê-la melhor e agora sabia que por trás daquela aparência forte, existia uma garota frágil e cheia de traumas, que precisava de proteção, de apoio, de amor.

- Claro que te entendo... No dia que você se sentir confortável estarei pronto para te ouvir, Bella – ele falou baixo, porém firme - Nunca se esqueça disto.

Toda a atenção e compreensão que Edward estava dispensando a ela deixava Bella fazia seu coração apertar.

Por mais que ela tentasse, por mais que ela já tivesse evoluído muito neste pouco tempo de convivência, ela não conseguia retribuir todo o carinho de Edward a altura e da maneira que ele merecia, mas ela tinha a obrigação de alertá-lo sobre seus traumas, sobre o que lhe causava maior dor.

Alertá-lo sobre assuntos que, um dia, precisaria contar a ele, mas não sabia se teria coragem.

- Edward... – murmurou abaixando o rosto na tentativa de esconder seu sofrimento – Tenho que te avisar que sou complicada... Sou muito complicada... Minha vida é cheia acontecimentos que eu não me orgulho, que não gosto de lembrar.

Notando a agonia na voz da esposa, Edward colocou o dedo em seus lábios delicados, calando-a

- Não se preocupe com isto Bella... – pegou suas mãos carinhosamente e sorriu – Eu sou paciente com quem eu gosto e saberei esperar o seu momento... Pelo tempo que for preciso.

OOOO

O dia que Bella mais temia no ano tinha chegado depois de passar boa parte da manhã trancada no quarto e chorando com as lembranças da sua família, ela decidiu que iria ao cemitério colocar algumas flores nos túmulos e conversar um pouco com a sua mãe.

Cuidadosamente, ela desceu as escadas e correu para a porta, conseguindo sair de casa sem que Berna a visse.

Ela tinha vergonha de expor seus sentimentos e não queria que ninguém visse o estado em que ela se encontrava. Muito menos Edward, que por sorte, naquela manhã de sábado estava na empresa resolvendo alguns problemas.

Depois de conseguir resolver todas as suas pendências na empresa, Edward correu para casa a fim de almoçar com a esposa, pois ele tinha notado que ela especialmente estava triste naquela semana. Ele entrou na garagem do edifício contando os minutos para ver Bella e assim que parou o carro se deparou com uma cena que o deixou chocado: Bella estava saindo do elevador vestida em uma roupa toda preta, com o rosto todo vermelhos e de óculos escuros.

- Bella! – ele falou espantado para a esposa – O que foi que aconteceu?

Ela tomou o maior susto ao ouvir a potente voz do marido, pois não espera que Edward voltasse para casa tão cedo e também não queria que ele a visse naquele estado deplorável.

Seu plano era voltar antes que ele chegasse do trabalho.

- Me deixe, quero ficar sozinha...– ela abaixou a cabeça e fungando, continuou andando em direção ao seu carro.

- Espera Bella! – Edward a segurou pelo braço - Me conta o que aconteceu...

- Não Edward... – ela tentou se soltar, mas ele a segurou pela cintura.

- Bella, eu estou preocupado com você... – sussurrou em seu ouvido, prendendo-a entre seus braços fortes - E não vou deixar que você saia dirigindo desta maneira.

Sem conseguir conter a sua dor, Bella se rendeu enterrando o rosto em seu peito, enquanto Edward a levava até o quartinho do motorista e fazia com que ela sentasse no sofá.

- O que eu sinto é tão ruim, Edward! – ela murmurou perdida – E dói tanto...

- Sabia que você agora tem a mim para te ajudar... Compartilhe comigo o que você quiser...

Cheia de coragem e se sentindo protegida por Edward, Bella, finalmente resolveu abrir seu coração, compartilhando com ele uma parte da sua vida.

- Eu estava indo ao cemitério... – Bella sussurrou deixando as lagrimas rolarem ainda mais, banhando todo seu rosto – Hoje faz 11 anos que perdi a minha mãe em um acidente de carro... Hoje faz 11 anos que a minha família acabou...

- Fale Bella, vai te fazer bem... – Edward a incentivou - Estou aqui para te ajudar... Para te ouvir...

Aos prantos, Bella começou a contar ao marido a sua terrível história.

A sua família voltava da casa de praia onde tinham passado férias de começo de ano quando Charlie, em meio a muita chuva e neblina na estrada, perdeu o controle do carro e fez com que eles despencassem de um barranco.

Bella e Charlie sofreram apenas alguns ferimentos, mas Renée Swan, estava grávida de quase 9 meses de seu segundo filho Nicholas, ficou muito ferida e apesar dos muitos esforços dos médicos para salvar a sua vida e a do bebê, eles acabaram falecendo alguns dias depois, fazendo de Charlie Swan um viúvo desesperado com uma menininha de 10 anos para criar.

Bella também contou ao marido um pouco sobre a sua infância com a mãe e com o pai, onde ela era muito amada e vivia feliz, em uma família harmoniosa.

Charlie antes da morte da esposa era um pai perfeito para ela, muito amoroso e dedicado, mas depois do fatídico acidente tudo piorou e nas mãos de um Charlie cada vez mais distante e de uma governanta que a odiava, Bella passou a ter muitos traumas, pois eles a enchiam de medo e quase não deixavam que ela saísse de casa, a não ser para freqüentar a casa da sua tia Elizabeth, que foi a única pessoa que lhe deu amor e atenção depois que ela perdeu a sua mãe.

Chocado com que tudo que tinha ouvido, Edward apenas pegou sua frágil Bella nos braços e a abraçou protetoramente, fazendo com que ela se aconchegasse, sentindo-se segura e acalentada depois te tanto tempo.

Depois de um tempo apenas aproveitando do calor emanado pelo seu lindo marido, Bella voltou a falar, sem conseguir esconder o desespero que sentia.

- Edward, tudo isto ainda dói como se tudo tivesse acontecido ontem... – ela encarou o marido como quem pedia ajuda - Será que isto nunca vai passar?

- Vai passar sim, Bella... – Edward passou as mãos por seu cabelo carinhosamente, enquanto ele a embalava como se fosse um bebê. – A sua dor vai passar... Vou te ajudar no que puder... Confia em mim... – sussurrava sem para tentando fazer com que ela se sentisse acolhida.

- Eu confio... – murmurou.

Sentindo-se segura e protegida nos braços de Edward, Bella foi se acalmando aos poucos.

Estar em seus braços fazia com que ela sentisse que nada nem ninguém no mundo pudesse atingi-la.

Ao sentir que o choro de Bella tinha cessado e que ela tinha se acalmado, Edward levantou do sofá e abraçando-a, andou até seu carro.

- Vamos comigo... – ele deu um beijo em sua cabeça – Vou te levar ao cemitério.

Ela foi soluçando e ele segurando a mão dela e às vezes levando até os lábios lhe dando beijinhos carinhosos.

- Quer que eu entre com você Bella?

- Não precisa... – ela enxugou os olhos - Não vou demorar.

- Estou te esperando...

Entendendo que era um momento só dela, Edward apenas a acompanhou até o portão e ficou apenas parado, encostado na parede, observando todos os movimentos da sua frágil esposa.

Após comprar algumas flores em uma barraquinha, Bella foi até o local onde sua mãe e seu irmão estavam enterrados e as depositou sobre os túmulos, deixando as lagrimas lavarem a sua imensa tristeza e angustia.

Ajoelhando-se ao lado do tumulo da mãe, Bella começou a conversar com ela, como fazia todos os anos, naquela data.

- Mãe... – Bella murmurou, fechando os olhos e mentalizando a imagem que tinha de Renée Swan – Tenho novidades este ano... Depois de muito tempo parece que estou encontrando um pouco de paz em minha vida... Estar com Edward me faz bem, me deixa feliz, mas preciso de forças para esquecer o que me aconteceu no passado e me permitir curtir este momento tão especial que estou vivendo... – sorrindo um pouquinho ao lembrar dos seus últimos dias, Bella continuou - Quero ser tão feliz com Edward como a senhora foi com meu pai... – continuou como se a mãe pudesse ouví-la - Quero que ele me ame desesperadamente como o meu pai amou a senhora, que Edward seja o meu melhor amigo, o meu porto seguro para todas as horas como meu pai foi o seu... – virando o olhar para Edward, que continuava parado a observando atentamente, Bella sentiu a esperança brotar em seu peito. – E parece que vou ser...

Ainda parado junto ao portão, Edward, de longe, viu a esposa colocar as flores, nos túmulos dos seus parentes enquanto chorava sem parar, demonstrando toda a sua dor, o seu grande sofrimento.

Um sofrimento que fazia seu coração apertar, que fazia com que ele quisesse chorar junto, sofrer junto...

E se fosse preciso, ele sofreria... Sofreria por sua esposa... Pela mulher que ele estava aprendendo a admirar cada vez mais...

Depois de beijar uma rosa e colocar sobre o nome da sua mãe, Bella andou em direção a Edward, encontrando-o com os braços estendido em sua direção.

- Vamos para casa, Bella... – falando baixinho, ele pegou a esposa em um abraço aconchegante e protetor e a levou até o carro.

Ao conhecer a triste história da sua esposa, Edward chegou a conclusão que ela já tinha sofrido demais e que isto não podia continuar acontecendo.

Era seu dever protegê-la e tornar a sua vida o mais feliz possível, fazendo que no lugar daquelas lágrimas sofridas, só brotassem sorrisos de felicidade.

E era isto o que ele iria fazer!