A ligação
Esme Cullen
- Esme Cullen?
- Sim...
- Sou eu, Charlie Swan, tudo bem com a senhora?
- Sr. Swan? – me espantei com a ligação do sócio do meu filho. – Tudo... Tudo bem comigo... – pausei me perdendo em memórias e pensamentos.
A mais ou menos cinco anos atrás, quando Edward, muito animado, me comunicou que estava fechando negócio para comprar parte da Diamond Mineração, empresa que passava por apuros financeiros e pertencia ao grande empresário Charlie Swan, levei um enorme susto.
O nome do futuro sócio do meu filho não me era estranho e a confirmação de que eu já tinha ouvido falar nele veio quando, pegando minha antiga caderneta, encontrei o cartão de vista de Renée Swan, ou Renée Dwyer, o nome pelo qual eu a conhecia, uma antiga colega de internato e minha melhor amiga na época.
Dos 12 aos 17 anos, estudamos juntas em um colégio interno na Escócia e após a afinidade instantânea que nos uniu, nos tornamos grandes amigas e confidentes, até eu saí do colégio quando engravidei do meu namorado Carlisle e me casei, me mudando para a pequena Winchester e formando a minha família, assim perdendo totalmente o contato com Renée, até que anos depois, em uma das minhas poucas viagens para Londres para visitar Edward, que já morava na capital, encontrei Renée na Oxford Street e após muita conversa relembrando a nossa juventude, ela me contou que tinha se formado em arquitetura, estava casada com o famoso empresário da mineração inglesa Charlie Swan e tinha apenas uma filha, Isabella.
Ainda encontrei Renée algumas vezes, conheci a sua pequena Isabella e apresentei a ela a minha Alice, mas com o tempo voltamos a nos distanciar e nunca mais tinha ouvido falar na família Swan, até quando Edward me contou sobre o seu novo negócio.
Com todas estas lembranças, uma importante idéia se passou por minha cabeça e procurando pelo número da mineradora na lista telefônica, marquei uma reunião com o Sr. Swan, para que tivéssemos uma conversa sobre o meu filho e também pudesse saber notícias sobre a minha amiga.
Depois do emocionante encontro em Londres, onde eu soube do falecimento da minha grande amiga e fiz um grande pedido a Charlie, nós ainda nos falamos por telefone algumas vezes, sempre para trocar informações sobre Edward e seu o seu desenvolvimento na empresa, mas já haviam quase dois anos que eu não nos comunicávamos e ele está me ligando depois de tanto tempo estava me deixando realmente preocupada.
Será que tinha acontecido algo com o meu Edward?
O meu sempre responsável e querido filho.
A pessoa que, desde que o pai morreu, cuidou e zelou de mim e da irmã, muitas vezes abdicando de sua vida e deixando as suas prioridades em segundo plano, por querer o nosso bem estar.
E eu não suportaria se algo de errado acontecesse com o meu filho.
Eu daria tudo o que estivesse ao meu alcance para vê-lo bem e feliz.
Provavelmente notando o meu silêncio, Charlie voltou a falar, interrompendo meus pensamentos.
- Sra Cullen, a senhora está me ouvindo?
- Sim... Estou ouvindo... Pode falar. – murmurei bem baixinho.
- Teria como a senhora vir a Londres o mais rápido possível?
- Sim... Claro que sim, Sr. Swan... Algo aconteceu com Edward? Com a empresa?
- Não... Não se preocupe. Edward está bem...– ele me tranqüilizou – E também não é algo especificamente com a empresa. Apenas preciso conversar com a senhora sobre um assunto meu, no qual seu filho também está envolvido e por esta razão, preciso que a senhora não demore a vir ao meu encontro.
- Amanhã, por volta do meio dia estarei em Londres, está bom para o senhor? – falei decidida.
- Está ótimo! Espero a senhora ansiosamente. Muito obrigada Sra. Cullen.
Ainda pude ouvir o som de um riso baixo, antes que Charlie Swan desligasse o telefone me deixando temerosa com a urgência do seu assunto.
O que poderia ter Edward e Charlie em comum que não fosse a empresa em que eram sócios?
