O encontro
Kagome abriu os olhos, não voltara para Mhor, seu amado castelo, tampouco estava na choupana que compartilhava com Myoga.
Encontrava-se em um lugar completamente estranho, sentia o conforto de lençóis de linho e uma brisa matinal entrava pelas portas duplas, que conduziam a um alpendre.
Movida pelo instinto, virou a cabeça para ver se havia mais alguém ali. Do outro lado do quarto vislumbrou mais duas portas.
Estava só. Deitou-se de novo, pois ainda estava fraca, então lembrou-se da cobra, olhou para as mãos e viu as duas marcas na palma, ainda um pouco inchada, franziu a testa.
Recordou-se da víbora, dos pântanos e do primo Narak, ameaçando-a de morte, mas o resto era breu em sua mente.
Voltou a observar o quarto, movendo os olhos de um lado para o outro. "Onde estava? Quem a pusera ali? A quanto tempo estava ali?", eram muitas perguntas em sua cabeça. Entretanto não conseguiu lembrar de nada. Parecia que desde o momento em que a cobra lhe picara, uma lacuna surgira em seu cérebro.
Algo se mexeu junto aos seus pés. Com um gesto brusco levantou-se e afastou as cobertas e encontrou Kirara, a gatinha. Sorriu contente por ver a companheira de aventuras ali e acariciou seu pelo.
— Onde estamos Kirara? Quem nos mantêm aqui?
Tocou a camisola de algodão que vestia e dois afastou as cobertas leves, à procura de suas roupas. Entretanto uma forte tontura a possuiu e tudo começou a girar a sua volta. Pressionou as têmporas para não se sentir tão zonza. Precisava sair da cama, enquanto ainda conseguia. Kirara continuou enroladinha no travesseiro.
Zangada, Kagome a cobriu com lençol.
— Traidora, precisa vir comigo!
Deu uma espiada e viu que Kirara se acomodara de novo com toda a calma e fechara os olhos.
Kagome começou a dar um passo por vez. Estava assustada com sua condição física, mas notou que tomara banho, assim como Kirara, que cheirava muito bem. Incrédula olhou para os próprios pés, que a muito não ficavam tão limpos.
Tentou achar as roupas, mas não havia nada de conhecido no quarto. Toalhas brancas estavam empilhadas sobre uma cadeira e nem sinal de seu velho vestido. Baixou o rosto para a camisola que usava. Apesar de ser de boa qualidade não era um traje adequado para deixar a casa.
Então percebeu que não se tratava de fato de uma camisola, mas sim de uma camisa masculina bem grande. As mangas haviam sido enroladas até o cotovelo, mas os laços no pescoço estavam desfeitos, revelando seu corpo de modo indecente.
Com dedos trêmulos amarrou-os da melhor maneira que conseguiu. Sentia vontade de retornar a cama macia, com seus lençóis frescos, mas sabia que precisava descobrir onde estava. Não podia se dar ao luxo de ficar ali, para Narak não encontrá-la.
Abrindo as outras portas encontrou-se em um salão deserto. Sob seus pés descalços a madeira estava lisa e brilhante. "Como seria se ver cercada de coisas bonitas outra vez?" olhou em volta e recordou-se da sua vida de menina. Com um suspiro lembrou das pratarias no salão principal do castelo Mhor. Quando criança costumava dizer a Kikyo que um demônio habitava a lareira de pedra. Sorriu ante a lembrança, mas logo seu coração ficou pesado.
Decidiu investigar mais e sentindo a cabeça leve encaminhou-se para um grande armário que se encontrava ali. Abriu o armário e viu que estava cheio de roupas de cama e mesa, nada de vestidos.
— Procurando alguma coisa para roubar?
Gente desculpa mesmo a demora a postar um novo cap, mas eu estava muito atolada com muitas coisas, mas como fui ameaçada de ser assombrada se não terminasse a história (rsrsrsrrs) cá estou eu, vou tentar postar um cap por dia, nada de preguiça e fico muito feliz com as msgs que recebo!
