Discussão Quente

– Kouga, leve esta ladra para a cidade e entregue-a para as autoridades.

O outro homem se aproximou, fazendo-a retroceder.

– Espere! - gritou, de súbito, arrependida de sua decisão. - não existe outra saída?

– Kouga, pode levá-la.

– Não! Por favor, não me leve para Nova Orleans! Porque salvou minha vida se pretendia me mandar para a cadeia?

– Pode levá-la Kouga. - repetiu St. Taisho com voz monótona.

– Não!

Com um puxão Kagome se libertou das mãos de Kouga e correu para o alpendre. Desceu os degraus que levavam ao jardim, mas em poucas passadas foi recapturada, quando se aproximava dos estábulos. Contendo um grito, sentiu que seguravam seu braço com força.

Não fora Kouga que a seguira, mas St. Taisho. Kagome lutou para se libertar, porém ainda estava muito fraca e desabou nos braços do homem, sem conseguir reagir.

St. Taisho voltou a erguer o queixo molhado de suor e sorriu.

– Vamos la meu bem, ouvi dizer que o juiz adora pôr as mãos em batedores de carteira. Não sei se a enviará para a forca, mas é uma possibilidade. Pode ter comido demais hoje cedo e estar de mau humor…

– Não se vingue usando o juiz. - vociferou Kagome, esperneando, encostada ao peito forte.

Seus gestos eram em vão, pois estava muito debilitada e os braços de St. Taisho pareciam garras de ferro.

– Não desejo levá-la para Nova Orleans, a não ser que me force. - murmurou Sesshoumaru junto ao seu ouvido.

– Recuso-me a fazer o que deseja!

– Acha que quero mandá-la para a cadeia? Acredita mesmo que quero me vingar por causa disto? - mostrou o corte na mão – Perguntou porque salvei sua vida. Bem, não sei explicar, mas, sem dúvida, não foi para vê-la enforcada. Porém se continuar a se recusar…

– Por favor! Deixe-me ir! Juro que nunca mais irei importuná-lo.

– Deixá-la ir? Recusou minha oferta que lhe daria a oportunidade de ter uma vida muito melhor para retornar ao inferno de onde a tirei? Diga-me menina. Roubar e se prostituir é tão bom assim?

Um misto de vergonha, ódio e horror brilhou nos olhos de Kagome. Tentou se controlar, mas acabou perdendo a calma.

– Miserável! Não sou prostituta!

– Oh, perdão minha menina virginal! - caçoou St. Taisho – Sua virtude é inquestionável, sem dúvida.

– É sim! E nunca se esqueça disso! - dardejou Kagome dando-lhe um empurrão.

– Evidente que sim. A virgem pura como a neve. Anda pelas docas só para tomar ar. - cravou os olhos nos lábios úmidos e cheios, com um colorido rosado e de repente a beijou. Mas foi um beijo rápido, violento e frio. - Sim sua boca tem gosto de virgindade. - murmurou com sarcasmo.

– Vilão! - replicou Kagome, as últimas palavras que ouvira, calando fundo em seu coração.

Tentou escapar de novo, mas St. Taisho estava preparado para isso, soltou uma risada e capturou-a com facilidade, erguendo-a do chão.

– Descobri um ponto fraco na bruxa escocesa!

Inclinou-se de novo sobre ela e Kagome viu um brilho furioso nos olhos dourados.

– Ponha-me no chão! - ela mandou.

Sentia-se perturbada, pois seu corpo estava esmagado de encontro ao tórax musculoso, os seios arfantes colados em St. Taisho.

– Não me chute. - ele brincou. - Não deixarei que uma vadia me deixe inutilizado.

Kagome começava a se desesperar. Não queria ser tocada, nem ficar muito próxima daquele homem, que já fora longe demais.

Notando seu desdém, St. Taisho a deixou escorregar para o chão de modo muito lento, sentindo cada curva do corpo feminino colado ao seu, mas continuou a abraçá-la, a expressão de caçoada no rosto másculo e mais alguma coisa… algo que Kagome não soube definir, mas que detestou.

– É um prêmio e tanto menina. - resmungou St. Taisho, sem motivo aparente.

– E o senhor é igual à soldadesca das barracas. Só vê um corpo e não pensa se raciocino ou tenho sentimentos. Bem não me toque mais desta maneira!

Kouga surgiu neste instante.

– A carruagem está pronta, St. Taisho.

– Vamos deixar a bruxa esfriando um pouco na adega. - disse o patrão, mudando de ideia. - Depois farei minha proposta de novo.

Sem uma palavra Kouga a segurou pelo braço e a arrastou para o porão. Kagome voltou-se e viu St. Taisho sorrindo com ironia.

– Tem uma dívida para comigo, portanto pense bem quanto vale sua vida e sobre o pouco que estou lhe pedindo.

Não era pouco, mas logo se viu no pequeno cômodo escuro e cheio de garrafas de vinho.


Genteeeeee perdão pela demora, me mudei, fiquei mais de 3 meses sem internet, vou continuar postando, porque tem muita coisa ainda!

Amo vocês!