N\A: Espero que gostem, suspense, romance e alguns assassinatos.
Capítulo 05
Interrogatório
30 de setembro de 2007
Sakura, 1º Delegacia de Tóquio, as 13h27min
Somente depois que eu matei mentalmente Gaara pelo menos umas três vezes naquele milésimo de segundo, eu voltei minha atenção a mulher sentada a minha frente. Minhas mãos suadas ainda tremiam de ansiedade e ainda sentia uma fraqueza nas pernas que travavam meus joelhos. Meus olhos, no entanto, continuavam naquela figura que me fitava séria, sem demonstrar qualquer receio ou medo, como se sua existência ali não tivesse nada de importante, e que se o mundo explodisse nesse exato momento ela continuaria sem fazer qualquer coisa.
- O que você quer? – ela perguntou e sua voz era realmente fina. Não respondi, pois estava muito fixada na cor de sua íris. Naquele momento eu não acreditei que ela poderia ser uma assassina. Me dei conta do que exatamente estava acontecendo, eu havia acabado de invadir uma delegacia, estava faltando aula, e diante de mim estava a acusada de matar o meu antigo colega de sala. Rapidamente me lembrei do rosto de cachorro de Kiba para logo depois minhas lembranças serem direcionados para seu corpo coberto naquela maca de hospital... Aquela pessoa ali, sentada na minha frente, com seu corpo pequeno, e olhos de um castanho tão claro, conseguiu ser inescrupulosa o suficiente para tirar a vida de alguém.
Mas por alguma razão eu não conseguia acreditar naquilo.
- Desculpa, você poderia me dá um momento? – eu pedi. Eu realmente precisava de um tempo para estabilizar meus pensamentos. Dei as costas para ela e respirei fundo três vezes, deixei que a ansiedade passasse pelo menos um pouco e coloquei em foco principal meu objetivo: Descobrir a história daquele assassinato. Eu não havia perdido aulas, invadido necrotérios e perseguido um cafetão pedófilo para chegar ali e não conseguir nada.
- Desculpa. – pedi me virando e sentei-me na cadeira a sua frente. Ela não dizia nada, estava séria, apenas me encarando. Notei que não era exatamente bonita, mas havia traços de vaidade em seu rosto. – Posso perguntar o seu nome?
- Uehara... Uehara Hiromi.
- Me chamo Sakura Haruno.
- Você está assustada por quê? – a pergunta me surpreendeu – Você parece nova, sou sua primeira presa? Não importa. Não ligo para isso. – ela adiantou-se e olhou para o lado, encarando um ponto aleatório na parede.
- Sabe... Não sou policial.
Ela voltou-se para mim parecendo interessada.
- Você é o que então?
Parei um pouco para pensar; eu tinha que responder exatamente o que ela gostaria de ouvir, para que ela continuasse interessada e consequentemente me contasse tudo.
- Faço faculdade de jornalismo. E quero escrever um livro.
- Entendi, você quer saber como eu o matei? Como aconteceu o ritual lá no meu apartamento? Por que eu fiz isso? Para escrever um livro... – falou e retornou sua atenção a parede.
Aquilo me provocou um arrepio, mas eu tinha que manter a calma, dei uma respirada mais funda e continuei:
- Você não gostaria de ser conhecida? – tentei, mas ela continuava ausente. – Ser lembrada...
Aquela palavra pareceu despertá-la. Ela voltou-se para mim e me encarou. Sua pupila pareceu brilhar e logo depois olhou para esquerda como se lembrasse de alguma coisa.
- Eu gostaria que o Yusuke se lembrasse de mim.
- Yusuke?
- Yusuke... Meu namorado... Ele me colocou aqui dentro. Ele que fez o depoimento para a polícia, foi o que me falaram.
- Por que ele faria isso?
- Ele sempre sentiu um pouco de medo de mim, dizia que eu era um pouco desequilibrada – ela sorriu em escárnio e eu me surpreendi como aquele sorriso combinava perfeitamente com o seu estado. – Mas eu o amei tanto... Eu tenho que aceitar isso.
- Mas por que ele...
- Ah... – ela me interrompeu – ele realmente me amava e só se preocupava comigo. Acho que essa foi a maneira que ele achou para cuidar de mim, e eu não podia continuar fazendo maldades por ai... – ela continuava a falar como se eu não estivesse ali. – Nós saímos de viagem, mas brigamos, eu me descontrolei, o ameacei de morte, peguei um ônibus e quando voltei para casa... Estava lá. Yusuke chegou logo depois, eu nem pude ver todos os detalhes do corpo. Talvez fosse ele... Não, não...
Naquele momento minhas mãos já não mais tremiam, sentia apenas uma ansiedade e imenso interesse me consumir. Permaneci meus olhos atentos a sua história. Ela continuava olhando para os lados e falando sem parar.
- Nem deu tempo, ele logo chamou a polícia, eu corri atrás dele para explicar, mas o perdi. Não retornei para o apartamento, naquela hora eu já não pensava direito. Ah! Você definitivamente tem que escrever esse livro... Para o Yusuke ler e se lembrar de mim e o que ele fez de mim. – ela sorriu por um momento e depois o sorriso morreu. – Espero que ele entenda...E eu quero que ele saiba a verdade... Que na realidade eu o protegi.
Que verdade ela se referia? Eu queria muito perguntar, mas eu sentia que se eu abrisse minha boca ela pararia de me contar tudo.
- Não conte para polícia... Acho que estou aqui dentro por que existe uma boa razão para isso. Yusuke, não me faria mal, certo? Talvez outras pessoas... Mas por ele, por ele...
Não estava entendendo merda nenhuma.
- Eu não matei ninguém.
Podem me chamar de sádica, eu admito. Mas fiquei realmente satisfeita quando ouvi aquelas palavras. Ao certo ela não era nem um pouco equilibrada e poderia perfeitamente estar mentindo para mim, mas aqueles olhos imensos e castanhos me pareciam tão sinceros que no momento eu até acreditei nesse papo supersticioso de intuição. A questão é que se ela realmente não o matou, o assassino estava soltou por ai... E eu poderia ainda perder muito do meu tempo com isso.
- Não matou?
- Não matei... – ela deu uma pausa e olhou para cima e sorriu como uma criança. Esse sorriso definitivamente não combinava com ela. – Eu não teria deixado o corpo no meu próprio apartamento, não acha? Eu não daria mais razões para a polícia... Uma, duas... Tantas e lá? Exatamente lá?
Me pareceu obvio e me perguntei por que a polícia não chegou a mesma conclusão. Apesar de que se tratando de uma garota aparentemente tão desequilibrada como aquela, uma ação estúpida como essa não seria nenhum pouco improvável.
- E todas aquelas flores... Parecendo que queriam dar vida ao morto... Eu não conseguiria fazer algo assim.
- Como assim?
- Havia flores entorno do corpo... Elas, exatamente elas, como faria... Nunca gostei de flores, mas ali e naquelas palavras elas me ensinaram a amar.
Quis novamente perguntar o que mais ela havia visto, mas me mantive calada. Ela não me encarava e continuava a falar sem cessar.
- Havia também um símbolo... Aquele símbolo... Me lembro tão bem dele, me acompanhou por tanto tempo. Yusuke também sabia dele. A Nuvem Vermelha, simbolizando o sangue necessário para surgir a aurora... E naquela mão estava tão vermelha pelo sangue.
Nuvem Vermelha. Ao certo se eu pudesse ver meus olhos em um espelho eu talvez pudesse encará-los brilhando com tal informação. A nuvem vermelha cravado no corpo do Inuzuka. O mesmo símbolo que o cara suspeito entregou para aquela garota; apesar de nada daquilo fazer total sentido, ainda era um início, e, além disso, comprovava minha intuição.
- O que tem esse símbolo?
Ela não me respondia, ficou longos segundos olhando para o nada. Em sua face eu não podia ver nenhuma expressão, apesar de que minha atenção era totalmente roubada por aqueles olhos grandes e castanhos. Queria forçá-la a falar, forçá-la a olhar para mim e dizer tudo, mas me contive, assim como tudo que eu me contive na vida, eu apenas fiquei parada, calada.
- Quando eu era mais nova eu participei de um grupo suicida. Já ouviu falar disso, certo? – Não entendi... Me mantive calma, não era o momento certo para perguntar qualquer coisa. – Acho que no fundo todo mundo quer participar de um grupo suicida, mas não tem coragem o suficiente.
- Um grupo suicida?
- Sim.
- O que isso tem a ver com a morte de Inuzuka Kiba?
Ela não me respondeu de imediato, ela continuava a olhar para cima e eu curiosa voltei meus olhos para onde ela observava. Era uma lâmpada amarela e fosca.
- Você consegue ver, não consegue?
Por algum motivo não consegui tirar meus olhos dali.
- A lâmpada só tem valor quando é apagada, e nossa existência só é importante quando dormimos.
Ditas essas palavras eu não pensei em mais nada. No momento seguinte entrou um guarda dizendo que eu tinha que me retirar. A garota voltou-se para mim e disse:
- Não diga nada a ninguém, só escreva... Se puder me dizer o que o Yusuke achou... Eu ficaria tão feliz. – Sorriu e não falou nada; nem ao menos me olhou, se levantou e com ajuda do guarda sumiu na porta lateral. Me perguntei se ela se recordava do que eu havia proposto, do livro, da nossa conversa, se ela importava com aquilo, mas tive a sensação que não e sai dali, atordoada, ansiosa e de alguma maneira satisfeita.
Gaara, centro do Tóquio, as 19h22min
Eu já sabia que a Haruno não havia me contato tudo. Ela provavelmente, além de não me querer contar tudo, não se lembrava de tudo que ela havia conversado com a suspeita do homicídio. Pelo menos não naquele estado de ansiedade e nervosismo, onde com muito esforço ela tentava demonstrar algum equilíbrio. Quando a vi naquele estado, saindo da delegacia com as mãos no bolso, com uma certa dificuldade de caminhar – sim, apesar de ser calado do jeito que sou, posso ser muito observador quando quero –, me perguntei se mandá-la ali foi uma boa idéia.
Mas no momento não tenho tempo para me preocupar com isso. Trocamos telefone em caso dela se lembrar de qualquer coisa, apesar de que eu duvido muito que ela me ligasse caso se lembrasse de algo... A questão mesmo é que negociamos os nossos números e só voltaríamos nos encontrar caso fosse muito necessário. Tudo bem, eu confesso... Esse trato significava que nunca mais nos veríamos novamente, a não ser que estivéssemos desesperados demais para fazê-lo. E o único favor que eu lhe pediria estaria relacionado ao último cigarro do mundo – o que eu duvido muito que aconteça.
Falando nisso, quero um cigarro.
Não podia fumar no apartamento, desci e cumprimentei duas vizinhas estranhas por educação. Não gostava de onde eu morava, era silencioso, monótono e vazio demais. Parecia que as pessoas não respiravam e nem viviam ali. E, além disso, eu me sentia constantemente vigiado com todas aquelas câmeras e olhares sobre mim.
Depois de cumprimentar outra vizinha no parque ao lado, onde normalmente acendo meu cigarro sem ser interrompido, decidi que daria uma volta. Depois de um quarteirão eu me dei conta que estava sem as chaves... Droga... Teria que recorrer ao porteiro na hora de voltar.
Parei no meio da rua. Duas pessoas passaram ao meu lado e uma delas esbarrou em mim, não me importei. Era óbvio! Claro que era óbvio. Por que não visitar o apartamento cujo corpo foi encontrado... Provavelmente o síndico ou porteiro teria a chave.
Eu já tinha descoberto o endereço da assassina... Qual era o nome dela mesmo? Uehara Hiromi? Não importa, a questão é que eu já tinha aquela informação há algum tempo e só não sabia exatamente como faria para entrar ali sem precisar arrombar a porta. Nesse momento me sinto ridículo de não ter pensado nisso antes.
Acelerei meus passos até o metrô e desci na estação mais próxima dali, tive que andar muito e perguntar para algumas pessoas sua localização, mas depois de meia hora já estava no local.
Era um conjunto de prédios de arquitetura simples e comum em toda capital, não era exatamente sombrio, mas tinha um aspecto desleixado e mórbido, talvez por ser localizado em um espaço demasiado silencioso e deserto. Eram três pequenos prédios, cada um com três andares e com escadas externas, o que permitia, no centro, ver todas as portas com os números do apartamento. No térreo existiam muitos vasos de plantas abandonadas, o chão de pedra estava cheio de musgo e de onde eu me encontrava – no portão – eu não podia enxergar ninguém.
Tentei localizar o síndico, ou o porteiro, ou qualquer pessoa que tivesse a mesma função, mas além de mim não havia ninguém. Me senti frustrado, uma noite jogada fora... Dei-me conta que indo até ali eu havia me esquecido de acender um cigarro e aproveitei a situação para saborear um.
Não quero ir para casa, e eu sei perfeitamente bem que ficar parado aqui, nessa vizinha, era uma ação no mínimo estranha... Mas retornar para aquele apartamento me desanimava mais ainda.
O primeiro cigarro havia acabado quando meu celular tocou, o nome na tela era estranhamente de Sakura Haruno.
- Sim?
- Gaara-san? – voz educada, fingindo ânimo... Ela provavelmente quer alguma coisa. – Tudo bem? – e claro que não podia faltar a falsa preocupação.
- Sim.
- Então... – ela não demorou em pedir o favor, o que significa ser realmente importante. – Estou aqui... Em um local que talvez você também queira ir.
- Fale logo.
- Estou na casa da Uehara Hiromi. – O que ela está fazendo aqui? E ainda mais nesse horário de noite? Ela deve ser realmente muito desocupada ou lunática para fazer isso. – No apartamento e...
Joguei meu cigarro no chão e o amassei. Enquanto ela continuava a falar, enrolando para chegar realmente ao ponto, eu entrava pelo portão e segui em direção ao pátio central.
- E estava pensando...
Aqui realmente tem um cheiro muito estranho, como uma mistura desequilibrada de cheiros de plantas, onde de tão doce se tornava desagradável.
- Ai eu pensei! Por que não chamar o Gaara-san, tão inteligente...
A procurei a minha volta e não achei, notei que havia apenas uma luz acessa em todas as minúsculas janelas fechadas, que deveria ser um daqueles aglomerados residenciais onde não existia síndico ou porteiros e todos moradores viviam por si só.
- Eu realmente... Me desculpe. – a ouvi suspirar e pela primeira vez minha atenção voltou-se para ela. Havia soado como um pedido verdadeiro. E por alguma razão me senti desconfortável. Será que havia acontecido alguma coisa? – Eu sei que é ridículo, mas eu não sei exatamente porque eu vim... E aqui é estranho, não tenho coragem de entrar.
- Qual é o apartamento dela?
- Como assim?
- O apartamento.
- É um aglomerado de prédios sem nome, fica no norte de...
- Só diga o apartamento.
- 102. – olhei a minha volta e pude ver que cada prédio se tratava de um centenário. Provavelmente estaria no primeiro bloco, no primeiro andar. – Você já sabe onde é? Você vai vir? – ela parecia ansiosa, mas ignorei suas perguntas e desliguei o celular. Segui em direção ao primeiro prédio, vi primeiramente o apartamento 105 e depois o 104, virei logo após o 103. Os dois primeiros apartamentos ficavam frente a frente com a rua principal, no entanto, provavelmente eram os dois apartamentos mais bem escondido de todo prédio, já que o muro e os arbustos deixavam impossível que qualquer pessoa no lado de fora, ou mesmo de dentro, pudesse ver quem dali saía ou entrava.
Dependendo dos cuidados era um ótimo lugar para esconder um corpo já que não havia nem mesmo um síndico ou vizinhos que se importassem de verdade para verificar se existia algo de errado.
Vi Sakura logo que virei o corredor; estava no final, provavelmente em frente à porta do apartamento; há alguns passos de distância a vi agitada encostada na grade, seu pé esquerdo batendo impaciente enquanto suas mãos apertavam-se uma na outra repousadas em seu colo. Pude ver depois, sem que ela percebesse – o que não tardou a acontecer – que seus dedos se espremiam de nervosismo.
Ela virou-se em minha direção, os olhos verdes a princípio arregalados. Eu pensei que ela diria qualquer coisa, mas apenas abaixou a cabeça por alguns segundos e logo depois voltou. Sua expressão era outra, calma, inatingível e existia ali até um sorrisinho sarcástico – com as covinhas é claro.
- Você chegou rápido. – me pergunto se alguém alem de mim perceberia que ela se esforçava de verdade para parecer tranqüila. Dane-se.
- Estava por perto. – não quis enrolar, já havia perdido tempo demais. – Você conseguiu entrar? – andei um pouco mais em sua direção, ela olhava para o buraco da maçaneta e pude ver ali uma chave pendurada. – Como assim?
- Eu achei a chave de baixo daquele vaso... – Óbvio... De baixo de um vaso, tão clichê. – Eu cheguei a entrar na sala, mas não consegui ver o restante.
Levantei uma sobrancelha.
- Como assim? Estava com medo? – perguntei sem emoção. Ela pareceu se irritar, se afastou do parapeito e abriu a boca para falar, mas eu fui mais rápido – Fale baixo, não quero que o prédio inteiro acorde por sua causa.
- Você já esteve em uma cena de crime? – ela me ignorou – Sozinho? No meio da noite? Isso não te assustaria seu sociopata funcional?
Ok... Acho que a irritei. E até entendo. Mas provavelmente eu entraria sem grandes problemas e nem por isso eu seria um sociopata funcional. Preferi ignorar o elogio.
- O que você chegou a ver?
- Quase nada, acredito que o corpo foi encontrado no quarto.
- Ainda havia rastros deixados pela polícia?
- Sim... Parece que nada foi removido. Não sei... – ela deu uma pausa. – Não sei mesmo, não tive coragem de ver tudo.
- Tudo bem, eu vou entrar, se você quiser você pode ficar aqui. – disse sem emoção e ela não pareceu gostar muito da idéia. – Ou pode vir comigo e ver tudo com seus próprios olhos. Todo aquele sangue...
- Para, para... Droga. – ela suspirou e colocou uma mecha trás da orelha. Percebi que aquele movimento a tranqüilizava – é claro que verei com meus próprios olhos... Só não queria ir sozinha.
Ela pareceu ter dificuldade em admitir aquilo. E não sei porque, mas por um momento ela me lembrou muito uma criança. Dane-se.
- Certo. – concordei e segui em direção a porta girando a chave. Primeira coisa que eu percebi foi no estranho cheiro de flores que parecia invadir o lugar, úmido, doce e desagradável.
N/A: Eu não sei quanto a vocês , mas cada vez mais o Gaara tem me agradado mais. Eu sei que a parte dele é menos cômica que o jeito da Sakura... Mas poxa, deu para sentir o gentleman que ele disfarça sem perceber? O garoto é um charme.
Espero que tenham gostado desse capítulo. Até a próxima e não deixam de comentar.
B Lilac: Concordo com você, mas convenhamos que sociopata funcional pode ser um apelido carinhoso muito digno hauha'. Sim, a Sakura no anime é muito instável, isso a atrapalha tanto... Mas enfim, creio que a Sakura de A última rosa também não é muito diferente, mas ela se esforça de verdade para disfarçar raiva, constrangimento e toda essa instabilidade. Sim você acertou, é um elemento para despistar... Mas despistar o que? Ou melhor, quem? Obrigada e sim eu adoro chá verde;)
Conny: Está ai a conversa da Sakura com a suposta Assassina, um pouco desequilibrada e instável... mas e ai que está a questão, será que desequilíbrio mental é suficiente para fazer o que ela está fazendo? Fiquei feliz com seu comentário, me alegre que ela é capaz de prender os leitores – ou pelo menos alguns =)
Oul K.Z
