Ola pessoas linda que eu adoro!

Tudo bem com vcs?

Estou trazendo mais um capitulo da minha nova fic.

Espero que gostem... Esse capítulo ficou bem grande, então boa leitura!


2. Heero Yuy

Arturo foi até a rainha e a ajudou a levantar. Segurando-a pelo braço, a levou até a sala da lareira junto com Heero. Mandou que buscassem um copo de água com açúcar e a fez se sentar.

Heero em momento algum se separou da mãe, quem o abraçava a todo o momento. Depois que chegou a água, a rainha bebeu e se acalmou Arturo se sentou de frente a ela para, então, falar:

- Está mais calma agora?

- Majestade, por favor, não leve meu menino. Farei o que quiser, o que pedir lhe darei...

- Amanda... Pare com essa formalidade... Eu te peço.

- Então... Não leve meu filho para longe de mim.

As lagrimas, começaram a descer novamente, Arturo, não sabia mais o que dizer ou o que fazer. Tirou um lenço e o entregou para rainha, que o pegou e começou a secar inutilmente as incessantes lagrimas.

- Eu só tomei essa decisão, porque preciso de um herdeiro ao meu trono...

- Mas, porque Heero.

- Amanda... Você sabia que não posso ter filhos?

A rainha olhou-o espantada, pois não imaginava algo assim. Baixou a cabeça e olhou para Heero, quem estava atento a toda a conversa. Sabia que Aturo não mentiria com algo assim e sendo assim, saiba que não havia ninguém tão merecedor daquele cargo quanto Heero. Como sendo o sobrinho mais velho...

- Mas... Ele irá para tão longe... E eu nunca mais o verei. Não posso aceitar!

- Não... Isso não é verdade. Você o verá! – Arturo agora conseguiu a atenção da rainha.

- Como?

- Assim que Heero tiver aprendido tudo o que necessita para ser o meu sucessor, ele poderá voltar. Ele ainda será o sucessor deste reino!

Heero, que até então estava escutando toda aquela conversa, se pôs de pé. Olhou para o tio e depois olhou para mãe e com uma convicção, digna de um rei, que apesar dele só ter cinco anos de idade já possuía, falou...

- Eu quero ir! – A rainha olhou-o surpreendida. Menos Arturo, que depois da cena que viu no corredor, já não duvidava de nada vindo daquele jovem.

- Heero... Você tem idéia do que está dizendo?

- Sim! Eu quero ir! Acho que isso me fará mais apropriado ao trono!

A rainha, já não sabia mais o que pensar. Primeiro veio o choque, depois a negociação e agora a decisão do próprio filho? Isso já era demais. Uma criança decidindo o próprio futuro. Mas, sabia também que naquele terreno não tinha como lutar. Heero era tão teimoso quanto o pai, sem contar que o próprio Rei já havia dado sua permissão. Agora a ordem tinha que ser cumprida.

- Quando... Quando você pretende partir? – Perguntou a rainha para seu cunhado, sem tirar os olhos do filho.

- Amanhã depois do café da manhã!

- Como? – Agora ela encarou o homem a sua frente. – Já? Eu nem terei tempo de me acostumar com a idéia...

- Meu reino já está a tempo demais sozinho. Não posso mais ficar!

A rainha olhou novamente para seu filho, que agora olhava para o tio e concordava com o que este havia dito. A conversa acabou ali. Não tinha mais o que ser dito. O martelo já havia sido batido por todos e não adiantava ela se opor. Sabia que nunca poderia ganhar de seu marido, de seu cunhado e ainda de seu próprio filho. A única coisa que lhe sobrava era o conformismo.

Naquela noite, a rainha não jantou. Não tinha fome e preferiu ficar arrumando as coisas do filho para a viagem. Sabia que demoraria anos, até que o veria novamente. Pediu que a ama trouxesse a janta de seu primogênito ao quarto, assim, poderia passar mais tempo com ele, enquanto ajeitava tudo.

A rainha fazia das tripas coração para agüentar tamanha dor que sentia. A ama do menino estava em prantos. Chegava até ser uma cena cômica, porque a mulher se acalmava um pouco enquanto arrumava as roupas do menino, mas quando olhava pra ele, começava chorar de novo. Todos no castelo que eram mais próximos a família real estavam tristes com a notícia. Felizes por saber que o Príncipe terá uma fortuna maior que a de seu pai, pois herdará os dois reinos, mas tristes com a partida dele.

O Rei Dante, estava fechado em seu escritório. Não abriu a boca durante todo o jantar e não quis nem comer a sobremesa. Foi direto para o escritório revisar as papeladas necessárias para enviar seu filho sob a custódia do irmão. Sua esposa ele não viu mais depois da cena do corredor. Nada falava e nem uma expressão ele deixava transparecer. Estava concentrado em sua papelada quando batem na porta. E ele da permissão para que entre.

- Majestade... – Disse o homem de cabelos grisalhos ao abrir a porta. – Trouxe os papeis que me pediu.

- Ah sim... Entre Conde Merquise de Peacecraft!

- Aqui está o que vossa majestade me pediu. – O homem de feições tranqüilas, entregou ao rei alguns papeis. – Com licença meu rei, mas posso fazer-lhe uma pergunta?

- Prossiga! – Disse o rei sem tirar os olhos do trabalho.

- O senhor, realmente deixara seu filho ir?

- Você tem filhos, não é?

- Sim senhor... Tenho um barão... De oito anos. Meu orgulho!

- Você obrigaria seu filho a ficar com você, se você soubesse que indo embora ele poderia se tornar muito mais afortunado?

- Para ser sincero... Não sei! Talvez não. Talvez o deixa-se ir.

- Então agora, você me entende. – Dante após concluir seu pensamento, assina o ultimo papel. E se levanta. Despede-se do Conde e vai para seus aposentos. Entra em silencio ao ver que sua esposa já estava deitada. Se junta a ela e logo pega no sono.

-/-/-

Chegou o dia mais odiado pela rainha. Todos tomaram café da manhã juntos e em silencio. Amanda passou o tempo todo contemplando o rosto de seu amado filho enquanto ele comia. Dante nada falou, relanceava olhares para o filho de tempo em tempo. Arturo sentia uma mescla de sentimentos o inundando. Estava muito feliz por levar Heero com ele, porém muito triste por sua cunhada. Quando todos acabaram de comer, Arturo quebrou o gelo...

- Obrigado pela hospedagem de vocês! Mas, Teremos que ir... – Se o que ele desejava era atenção, conseguiu. Principalmente da rainha que o olhou com rancor. – Amanda...

- Por favor, Anna, peça que preparem a carruagem! – A rainha interrompeu o rei Arturo, dando ordens a sua servente.

- Bom... O acompanharemos até a saída. – Concluiu o rei Dante, se levantando.

Heero se pôs de pé em um salto. E de mãos dadas com sua mãe, caminhou até a saída do castelo. As lagrimas começaram a escorrer pelo rosto da rainha. O menino a olhava sem nada a dizer. Havia chegado a hora de se despedir. Olhou todos os servos do castelo e pode ver a tristeza nos olhos de todos. Olhou a ama que carregava seu irmão, que dormia. E ela se aproximou dele para lhe depositar um beijo na testa.

Heero nada disse. Agradeceu com uma reverencia de cabeça, seu olhar era brando. Observou por um momento seu irmãozinho e saiu. Chegou até o lado de fora da enorme porta de entrada de seu lar, ou melhor, seu antigo lar a partir de agora, e olhou para sua mãe. A rainha se ajoelhou em frente ao filho e o abraçou fortemente. Ela voltou a olhar o filho, memorizando cada traço do rosto dele...

- Filho, por favor, se cuide, se alimente corretamente e se comporte!

- Sim...

- Eu te amo demais! – Ela voltou a abraçar o filho. – Vou te escrever toda semana. – Disse a rainha ao se separar do abraço.

- Toda semana não tem necessidade. Escreva-me uma vez por mês. Assim terá mais noticias para contar! – Respondeu racionalmente.

A rainha sorriu. Seu filho sempre a impressionava, apenas assentiu e se levantou. As lagrimas se apossavam da rainha incessantemente. Heero continuou e parou em frente ao pai. Dante olha para o filho e este lhe retribui. Ambos ficam em silencio se analisando, até que o rei estende o braço, o filho copia e os dois apertam as mãos.

- Boa sorte em sua nova jornada... Seja nobre, honrado e nunca se esqueça de dar orgulho ao sobrenome Yuy!

- Sim, senhor!

Dante assentiu com um gesto de cabeça e olhou para seu irmão Arturo, que entendendo o pedido mudo de Dante, para que cuidasse de Heero, levou a mão direita até o coração, depois a tirou e a estendeu em direção a Dante com a palma virada pra cima. Isso significava que ele cuidaria do menino como se fosse seu próprio filho.

Heero deu uma ultima olhada ao redor como se estivesse memorizando algo e subiu na carruagem do tio, seguido por ele e a porta se fechou. O cocheiro tocou os cavalos e a infantaria do rei Arturo escoltava a carruagem.

Amanda ao ver que seu filho partia, entrou em desespero, gritou o nome do filho chorando. Tentou correr atrás da carruagem, mas foi interceptada por suas servas pessoais. Dante olhou até que a carruagem cruzasse a ponte, depois entrou e foi direto para seu escritório, dando ordens para que todos voltassem ao trabalho.

-/-/-

Heero não olhou para trás em nenhum momento, e nem tão pouco olhou para o tio. Fechou os olhos e começou a lembrar de cada momento que passou ao lado daquelas pessoas, principalmente de sua mãe. – Por favor, mãe, se cuide! – Fez um pedido silencioso. Lembrou de seu irmão e seu pai... Ficou tão entretido em suas memórias que adormeceu.

Arturo observava seu sobrinho com olhos paternos. Realmente se sentia mal pela rainha. – Me perdoe Amanda, por favor! – E também fez seu pedido silencioso. Ao notar que o menino havia dormido, o rei o pegou com cuidado e o pôs deitado no banco da frente e cobriu-o com seu casaco, para que pudesse dormir confortavelmente.

- Descanse filho, o futuro que lhe espera é duro, mas tenho certeza que você poderá vencê-lo. Por isso te escolhi! – Sussurrou Arturo.

Depois disso voltou a olhar pela janela e em nada mais pensou. Apenas contemplava a paisagem que passava por seus olhos. A viagem foi tranqüila e com o cair da noite o cocheiro pára em frente uma pousada para que todos possam descansar. Heero acorda ao sentir que a carruagem não estava mais em movimento. Olha pela janela e vê que ainda não chegaram.

- Passaremos a noite aqui, Heero. Sairemos bem cedo após o café da manhã.

Entraram na taverna que pertencia a pousada e para comerem e Arturo convidou seus soldados e o cocheiro para sentarem-se à mesa com eles. A cada passo que conhecia mais seu tio, o príncipe podia ver o quão diferente ele era de seu pai. Para Heero, Dante, nunca foi uma má pessoa, apenas alguém difícil de lidar. Porem, Arturo era diferente, era alegre e comunicativo, e isso o intrigava.

O jantar correu bem. Heero nada disse, apenas observou e Arturo achou melhor deixá-lo à vontade, então se descontraiu ouvindo as piadas de sua infantaria, que comiam, bebiam e riam alegremente. Depois de jantarem, Arturo e Heero foram para o quarto dormirem. O rei havia pedido um quarto com duas camas, para poder cuidar do menino. Os soldados e o cocheiro foram para seus quartos também, o lugar era seguro, então a noite correu bem.

-/-/-

Eram seis da manhã e o sol ainda não tinha se mostrado por completo, quando a infantaria do reino Wing se preparava para mais um dia de viagem.

O pequeno príncipe despertou com seu tio o chamando. O rei já estava vestido e os soldados entravam e saiam do quarto, carregando a bagagem para colocá-las de volta a carruagem. O menino ainda sonolento se levantou com dificuldade e foi logo se arrumar. Depois de pronto, ele acompanhou o tio e os soldados para o desjejum e logo em seguida partiram para mais uma jornada.

- Ainda hoje conhecerá o reino Wing! – Disse Arturo, feliz, quebrando o gelo.

- Mais quanto tempo de viagem? – Heero ficou curioso.

- Mais meio dia. Creio que no meio da tarde estaremos entrando no castelo.

Heero assentiu e voltou a olhar pela janela.

- Já saímos do território do reino Sank?

- Sim. A hospedagem onde passamos a noite é exatamente a fronteira final. Passado por ela, você saí de Sank.

- Interessante! – O menino prestava muita atenção no caminho, como se quisesse lembrar-se de cada pedra e/ou o que havia nele. – E agora, onde estamos?

- Na estrada que liga nossos reinos. Somos visinhos. – Heero olhou para o tio surpreendido com a novidade.

- Sério? Eu não fazia idéia. – Arturo sorriu com o espanto do menino.

- Te mostrarei a fronteira, onde entraremos no reino Wing.

- Certo! – Disse Heero com um tom de voz animado, apesar de suas feições ainda serem sérias.

Os dois ficaram em silêncio. Heero observava atentamente o caminho e a paisagem, enquanto Arturo alternava entre observar o caminho e seu sobrinho. O menino notou os olhares analistas do tio e resolveu falar.

- Notei que a viagem de ontem e hoje foi bem tranqüila...

- Sim o caminho que fazemos costuma ser bem seguro.

- O caminho que fazemos?

- Nós não fazemos o caminho pela estrada comum. Essa é a estrada real, poucos a conhecem e normalmente é muito segura, porque é guardada pelos Marqueses do reino Wing e do Sank. Então, é mais tranqüila. Fora que é o caminho mais rápido.

- Entendo. E quem é o Marques desse lado da fronteira que pertence ao reino Wing?

- O marquês Richard Maxwell. Aliás, ele tem um filho da sua idade. Acho que se darão muito bem!

- Hum... – Heero nada falou.

Os dois fizeram mais uma pausa longa na conversa. Passaram-se mais uma hora, até que o menino voltou a falar...

- Falta muito para a fronteira?

- Não... Estamos chegando! – Arturo, queria descontrair, por isso retomou o assunto anterior. – Você tinha muitos amigos em Sank?

- Não. O único que eu considerava amigo era Milliardo Merquise de Peacecraft, filho do conde Willian Merquise de Peacecraft. Mas, não era sempre que ele ia ao castelo... – O tom que Heero falou, parecia insatisfeito.

- Você o considerava muito?

- Sim. Zechs era muito divertido... Sempre tinha uma novidade pra contar.

- Zechs? – O tio estranhou. E Heero olhou pra ele para poder explicar.

- Sim. Era o codinome do Milliardo.

- Um codinome... Interessante. E quem lhe deu esse apelido?

- Não faço idéia... – Heero deu de ombros.

- E qual é a idade dele?

- Zechs tem oito anos. Três a mais que eu.

- Se você quiser, podemos chamá-lo para lhe fazer uma visita qualquer hora.

Heero assentiu. E voltou a olhar a paisagem.

- Em Wing temos vários rapazes para você conhecer: o filho do Duque Barton, do Duque Kushrenada, do Conde Raberba Winner e do General Chang. O mais velho é Treize, filho do duque Kushrenada que tem oito anos, os demais tem cinco também. E claro, não podemos esquecer o filho do Marquês Maxwell. São ótimos garotos. Dar-se-á bem com eles.

Heero voltou a assentir e a nada dizer. O rei vendo que não conseguiria muito mais com ele naquele momento, decidiu deixar a conversa para mais tarde. E as horas foram se passando em completo silêncio. Até que, avistando a fronteira, o rei deu um sorriso e chamou a atenção de Heero.

- Aqui...

- Como? – Perguntou o menino que até então estava concentrado em algo na paisagem.

- A partir desta arvore, você está oficialmente em terreno Wing.

Heero rapidamente olhou para a árvore e começou a gravar o caminho em sua mente. O menino dava tanta atenção a isso que chegava a admirar. Arturo se divertia com a cena.

- Mais umas duas horas e estaremos entrando no castelo.

O pequeno príncipe assentiu e não disse mais nada, Arturo também se calou, preferiu deixar o menino tranqüilo. A viagem apesar de silenciosa foi reconfortante. Os dois sentiam a euforia de algo novo acontecendo. Arturo experimentava a novidade de ser pai, sensação que ele nunca imaginou que sentiria. E Heero, nunca imaginou que conheceria um mundo novo longe do olhar duro de seu pai, ou dos braços protetores de sua mãe. O menino não sabia como seriam as coisas de agora em diante. Sentiria muita falta de casa e de seus pais ou não, mas nesse momento ele estava curtindo a novidade.

- Chegamos. – Exclamou Arturo.

Heero pôs a cabeça pra fora da carruagem e contemplou o enorme castelo que se aproximava a cada passo dos cavalos. Não demonstrou nenhum sentimento, mas por dentro sentia-se inquieto do estava por vir. Como seria conhecer pessoas novas e conviver com esse tio que praticamente acabara de conhecer? Essas eram as perguntas que passavam em sua mente. Mas, preferiu espantá-las e não se preocupar.

Viu os soldados descerem a ponte para a carruagem entrar no castelo, e quando cruzaram os primeiros portões, pode ver a festa que se iniciava com a chegada do rei.

- Viva... Vida longa ao Rei Arturo Yuy! Viva... – O povo gritava em uníssono.

O rei sorria e acenava em resposta a seus súditos. Todos paravam seus afazeres para comemorar a chegada do rei. Heero se espantou ao ver a alegria sincera no rosto daquelas pessoas. A carruagem não se detinha, as famílias dos soldados que escoltavam o rei começaram a acompanhar, andando, a carruagem e seus entes queridos.

Depois de mais alguns poucos minutos a carruagem parou em frente à enorme porta de entrada do castelo e todos os nobres aparecem para receber seu rei, junto com os criados do castelo. Arturo desceu primeiro e ajudou Heero a descer em seguida.

Todos cumprimentam ao rei com uma reverencia e um largo sorriso no rosto, mas ficam curiosos com respeito ao jovem rapaz que o acompanhava. Arturo entendendo, olhou ao redor e puxou Heero para sua frente. Colocando as mãos nos ombros do menino e fez a seguinte proclamação.

- Povo do reino Wing... Meu povo! É com muito orgulho que lhes apresento o sucessor ao meu trono. Esse pequeno príncipe se chama Heero Yui. E peço que a partir de hoje, vocês possam amá-lo e respeitá-lo. Pois ele é para mim, um filho querido!

Ditas estas palavras o povo começou a aclamar o nome do menino em forma de boas vindas. Heero, não sabia o que fazer e em resposta, fez uma pequena reverencia ao povo. E quando se voltou para os nobres e criados do castelo, pode vê-los se curvando a ele. Arturo sorria orgulhoso. Acenou uma ultima vez ao seu povo e entrou no castelo, levando consigo o menino que ainda estava sem saber o que fazer ou falar.

Os dois foram seguidos pelos nobres... E quando Arturo entrou na sala do trono, sentou-se e pediu que todos prestassem a atenção. Heero se manteve em pé ao lado direito do tio, com muita atenção empregada nele.

- Senhores... Quero que providenciem um baile para amanhã à noite, chamem todos os nobres do reino, suas esposas e filhos. Quero apresentá-los oficialmente ao príncipe herdeiro.

- Sim vossa majestade! – Disse o Conde Raberba Winner.

- E não se esqueça de trazer o Quatre, meu querido amigo. Quero que Heero o conheça. – Arturo sorri para o conde que lhe devolve visivelmente lisonjeado.

- Será uma honra meu senhor. – E o conde olha para Heero e sorri. O menino lhe devolve uma reverencia polida.

- Por agora é só. Daqui à uma hora, levem-me ao escritório as necessidades do povo. Por agora, irei mostrar o castelo ao Heero.

Dizendo isso, o rei se levanta e saí da sala do trono acompanhado do pequeno príncipe. O rei levou o menino para uma viagem deslumbrante pelo maravilhoso castelo muito bem decorado. Todos os corredores do castelo possuíam um tapete que ia de uma ponta a outra da cor azul Royal e eram enfeitados com o desenho do brasão do reino. Arturo mostrou cada cômodo do castelo para Heero e até mesmo as suas passagens secretas. Finalizando o percurso há dez minutos antes de voltar a seus afazeres, deixando o garoto em seu novo quarto.

Como Arturo não fazia idéia dos gostos do menino, pediu que decorassem o ambiente com a cor verde. Então, o veludo que decorava a cabeceira da cama era de verde escuro, e a colcha da cama dele era de verde floresta, fazendo um destaque de tom sobre tom. O restante dos lençóis de cama era branco. A cama era de madeira jatobá maciça, assim como o restante dos moveis e baús que completavam a decoração. Era algo majestoso de se ver.

Heero ficou impressionado com o cuidado que seu tio teve em preparar tudo para sua chegada, apesar de não demonstrar nada. O rei vendo que o menino nada dizia, porém observava atentamente cada detalhe do quarto, entendeu que provavelmente o tinha agradado. Então, sorriu.

- Heero. – Disse o rei, ganhando a atenção do menino. – Eu tenho que ir cuidar dos assuntos do reino. Sinta-se à vontade, porque agora esse é seu lar. Ordenarei que lhe tragam algo para comer. Deve estar com fome...

- Sim. Obrigado. – Disse o menino com a mesma expressão seria de sempre.

- Ótimo. Com licença então. – Arturo se retirou e Heero voltou a analisar o novo quarto.

O rei deixou o menino à vontade em seu novo quarto e saiu para seus afazeres, mas tomando o cuidado de mandar que uma das serventes estivesse à disposição de Heero durante todo o dia e respondesse a todas as necessidades do menino. O rapaz passou a maior parte do tempo fechado em seu quarto, organizando suas coisas, às vezes saia para o jardim do castelo, mas logo voltava.

Por volta das sete horas da noite o tio foi ao quarto de Heero, lhe informar que devido a sua ausência por tantos dias, ele passaria a noite cuidando de assuntos do reino, por isso, não iria poder jantar com ele naquela noite. Mas, também deixou claro que faria de tudo para que aquela situação não voltasse a se repetir no futuro. O menino compreendeu as necessidades do tio, então como não queria jantar sozinho na mesa pediu que lhe servissem o jantar no quarto.

Heero foi cedo para cama, e Arturo passou a noite e parte da madrugada revisando os assuntos do reino. Queria deixar tudo perfeitamente organizado para o dia seguinte, que é quando ele oficialmente apresentaria Heero como seu sucessor e também queria deixar tudo bem estruturado, para que pudesse dar uma maior atenção ao seu sobrinho, a quem considerava como um filho.

-/-/-

Dia de festa... Era como todos do castelo amanheceram falando. Os servos e nobres estavam felizes com a grande novidade que seu amado senhor trouxe de sua ultima viagem. Apenas as pessoas de maior confiança do rei sabiam que Heero era seu sobrinho, mas para a grande maioria, Arturo deixou que pensassem que Heero era sim seu filho desconhecido, ele preferiu deixar essa história para que ninguém se opusesse ao fato do menino assumir como rei futuramente.

Eram por volta das dez horas da manhã quando Heero abriu os olhos, apesar de ter ido se deitar cedo, o cansaço da viagem o impediu de levantar no horário de costume. O rei pediu que não o acordassem. Arturo apesar de ter ido dormir tarde, já estava de pé desde bem cedo. Ajudou a escolher a comida que seria servida durante a festa, mandou chamar os melhores músicos e atores do reino, para que alegrassem a festa e mandando avisos urgentes aos nobres das redondezas para comparecerem na festa com suas famílias.

A ama destinada a cuidar de Heero entra no quarto do menino. Era uma senhora de estatura baixa, cabelos grisalhos mostrando uma idade já avançada, mas alguém muito bondosa e simpática. Quando a senhora entrou e viu o menino já desperto, abriu um largo sorriso para ele ato que Heero retribuiu com um leve e quase imperceptível sorriso, afinal isso não era algo que ele costumava fazer.

- Bom dia meu jovem príncipe... Dormiu bem? – Perguntou ela alegremente.

- Sim. Obrigado. – Ele respondeu apenas e se levantou da cama.

A ama trazia consigo a bacia e a jarra com água para que o príncipe pudesse lavar o rosto e uma toalha limpa para que ele pudesse se secar. Colocou o recipiente sobre a cômoda e deixou a jarra ao lado direito e a toalha ao esquerdo. Heero veio e ela encheu a bacia de água para ele, enquanto o menino se lavava, ela foi escolher as roupas que ele colocaria.

- Qual seu nome? – Perguntou Heero.

- Me chamo Lourdes meu senhor. Mas, aqui todos me chamam por vóvó.

- Entendo. Então vóvó... Quais são meus afazeres de hoje? – Heero disse, secando o rosto.

A senhorinha ao ouvir-se sendo chamada por vóvó ficou tão emocionada que seus olhos umedeceram. Olhou para o pequeno príncipe com olhos maternos e sorriu antes de responder.

- O rei ordenou que você não fizesse nada hoje. Que descanse, brinque e aproveite seu dia. E obviamente, não se esqueça sua festa de boas vindas.

- Está bem.

Heero nada disse. Vestiu-se e foi para o jardim tomar sol. Depois pediu que a ama o levasse para conhecer os criados do palácio. Na casa de seu pai, o pequeno príncipe, conhecia a todos pelo nome e ele queria fazer o mesmo ali, onde seria seu lar por muito tempo.

Arturo passou o dia no trabalho e na organização da festa. Heero conheceu as pessoas com quem conviveria e brincou um pouco no jardim, conheceu as salas de estudo do castelo, e no entardecer se retirou para descansar um pouco antes da festa. Arturo fez o mesmo.

-/-/-

Noite de festa...

Todos estavam elegantemente vestidos para o evento do século. Muitos já haviam cumprimentado o rei e os poucos que ainda estavam chegando iam diretamente cumprimentá-lo. Heero estava a espero do momento de sua aparição e relendo a nota que seu tio lhe mandou falando sobre os rumores dele ser seu filho e lhe explicando sua decisão sobre o assunto. O menino nada pensou e apenas decidiu colaborar. Guardou a nota em seu baú e viu um informante do rei entrar e avisá-lo sobre ser a hora de ele ir para festa. O pequeno príncipe assentiu com um gesto de cabeça e acompanhou o homem, ao chegar perto da entrada do salão foi anunciado.

- O príncipe herdeiro Heero Yuy!

Quando entrou ele pode ver o quão cheio estava o salão. Todos se curvaram para recebê-lo e seu tio tinha um sorriso no rosto que brilhava. Era puro orgulho o que o rei sentia, ele havia se apegado demais aquele garoto e seu carinho por ele transbordava, deixando visível a todos. Heero caminhou para perto do tio e todos iam até ele darem as boas vindas, Arturo ia apresentando formalmente a nobreza ao príncipe e Heero mostrando seu lado principesco altamente polido.

Quando chegaram as quatro famílias mais importantes do reino para se apresentarem e Arturo fez questão de fazer as honras.

- Esse é o Duque Iam Kushrenada, sua esposa Lea e seu filho Treize de oito anos.

- É um prazer conhecê-lo alteza! – Disse sorrindo, o duque. Ele, seu filho e sua esposa fizeram uma reverencia para o jovem príncipe, que respondeu com um discreto sorriso e uma reverencia de cabeça.

Então a família Kushrenada se retirou e foi à vez da família do Marquês Richard Maxwell, depois da família do Duque Tomas Barton, da família do Conde Adib Raberba Winner, da família do General Lee Chang e por fim da família do Barão Giuseppe Noin, o único que apresentou uma filha no lugar de um barão, sua querida e única filha, Lucrezia. Heero agradeceu a todos os presentes com uma reverencia de cabeça e um tímido sorriso nos lábios.

Nunca em sua vida viu tantas pessoas darem tanta atenção a ele e isso o surpreendia. Passou a festa mais observando do que falando, quando resolveu que deveria se ausentar um pouco e foi para a sacada. Pensava estar sozinho quando ouve uma voz atrás dele.

- Tomando ar puro ou fugindo dos convidados, alteza? – Heero se virou e deu de cara a poucos metros dele um rapaz com um sorriso divertido no rosto e um longo cabelo castanho amarrado em uma trança, sendo acompanhado por mais quatro rapazes e um jovem que pareciam todos possuírem a mesma faixa etária de idade.

- Tomando ar fresco, Duo... Correto? – Disse o príncipe, monotonamente.

- Nossa alteza, o senhor é realmente incrível, acabamos de nos conhecer e já decorou meu nome... Pergunto-me se já decorou o deles também. – Duo apontou para seus companheiros. Ele se divertia, para ele ver a seriedade do príncipe era algo cômico, então de forma descontraída, resolveu brincar com o mais novo membro do reino.

- Pois não, Treize, Trowa, Quatre, Wufei e Lucrezia... – O pequeno príncipe foi apontando e dizendo os nomes de cada um, todos olharam para Heero intrigados. Afinal, porque ele estava respondendo tão a serio uma simples piada feita por Duo.

Heero não havia entendido que aquilo era apenas uma provocação do menino mais bem humorado do reino, ele sempre viveu ao lado de pessoas sérias e a pessoa mais descontraída que ele conhecia não conviva muito perto dele, que era Zechs. Os demais se entre olharam e quando voltaram suas vistas para o príncipe, não agüentaram e começaram a rir. Heero não entendeu nada e fechou um pouco mais a sua expressão.

Ao ver que Heero era inocente nesse tipo de convivência e por ser o mais velho do grupo, Treize tomou a frente e se compadecendo do jovem foi explicar.

- Alteza, por favor, nos perdoe. Isso foi apenas uma brincadeira de Duo, para descontraí-lo. Não era uma pergunta que precisava ser respondida. Demos risada, porque não esperávamos que respondesse.

Treize disse brandamente e sorrindo como sempre, sua maior característica sempre foi o seu carisma único e peculiar. Conseguia sempre achar uma forma polida e galante de se expressar. Heero entendeu e aliviou seu semblante. Depois disso, eles não se separam mais de Heero durante toda a noite. Treize e Trowa se revezavam explicando a Heero as brincadeiras do Duo, Quatre e Lucrezia sorriam e tentavam gentilmente pedir a Duo que fosse com calma nas brincadeiras, claro que não eram ouvidos. E Wufei hora se segurava para não se irritar com algumas brincadeiras do Duo, hora ria delas e hora comia.

A noite foi um sucesso e Arturo ficou feliz em ver que conseguiu arrumar amigos para seu sobrinho. Varias vezes se distraia observando aquelas crianças tão animadamente conversarem. Heero se divertia apesar de não demonstrar, para ele aquilo tudo era algo novo demais e surpreendente. Não pode deixar de comparar com as festas que freqüentou no reino Sank, onde seu único amigo era Zechs que sempre que ia à festa e eles queriam conversar, ficavam sob o olhar analista de Dante que exigia de Heero uma compostura de rei, ou seja, sorrir e conversar alegremente, não era algo permitido em publico. Já ali, todas as vezes que seu olhar se encontrava com o do tio, recebia um sorriso de aprovação e encorajamento.

Quando o sino avisou ser meia noite as mães pegaram seus filhos, se despediram da família real e foram embora, deixando no salão só apenas os adultos. Heero também havia se despedido e se retirado. Arturo aproveitou um pouco mais a festa ao lado dos seus amigos. Heero logo que chegou ao quarto foi dormir. O dia seguinte seria cheio e ele ainda precisava digerir sua nova vida.

-/-/-

O príncipe acordou cedo se arrumou e foi logo tomar café com o tio que quis saber todas as novidades sobre a noite passada e se o menino havia se divertido ou não com suas novas amizades. Para a surpresa do tio, o menino respondeu a suas perguntas e disse que sim, havia gostado muito de conhecer a todos e que a noite havia sido muito divertida. Então, o rei o avisou que de hoje em diante ele teria aulas de montaria, luta corporal e com armas todas as manhãs e de tarde teria aulas de etiqueta e seus estudos de leitura e escrita. O jovem príncipe assentiu e logo após terminar de comer, foi para o jardim respirar ar fresco e brincar para mais tarde ir para sua primeira aula.

Arturo após terminar seu café da manha saiu a cavalo juntamente com sua escolta para resolver assuntos do reino. Heero após ter feito a digestão foi levado pela ama que o deixou ter suas aulas de combate. Ao entrar, o menino se surpreende ao ver seus novos amigos, mais surpreso ainda, ficou ao ver Noin com eles.

- Bom dia alteza! – Disseram em uníssono ao verem Heero se aproximando.

- Bom dia... – Respondeu o príncipe. – O que fazem aqui?

- A partir de hoje teremos aula de combate com vossa exelencia. – Falou Quatre com seu jeito amável.

- E você senhorita Lucrezia... Porque está aqui? – Perguntou Heero.

- Bem alteza... Eu sempre amei as historias dos soldados e por isso sempre quis me tornar uma. Então meu pai que sempre me incentivou, falou com o rei e ele concordou que eu poderia estudar para me tornar uma guerreira. – Disse Noin feliz.

- Mas, você é uma garota. – Heero estava incrédulo.

- É exatamente o que eu digo. Mulheres são fracas, não nasceram para as batalhas, seu único serviço é o de cuidar da casa! – Disse Wufei mal-humorado.

Noin se irritou com o comentário do amigo e quis se vingar atacando-o, o que deixou Wufei feliz, porque assim poderia provar sua teoria, mas seus planos foram frustrados pelos amigos. Treize segurou Noin enquanto gentilmente Quatre tentava acalmá-la e Heero junto com Trowa entrou na frente de Wufei mantendo-o afastado dela enquanto Duo se divertia com a cena.

- Parem com isso imediatamente! – Uma voz forte, ganhou a atenção deles com sua autoridade. – Vocês estão aqui para se tornarem soldados nobres, que defenderão este reino com suas vidas e não crianças briguentas.

Todos se entreolharam apreensivos, com exceção de Heero que mantinha seu olhar fixo no homem a sua frente. O recém chegado devia ter em torno de um metro e oitenta de altura, tinha os cabelos loiros e olhos claros, aparentava ter por volta de trinta anos de idade e possuidor de expressões forte e impares. Um verdadeiro soldado.

- Meu nome é Odin Lowe serei o instrutor de vocês nos combates com armas corporais e táticas de guerra. – Dizia o homem com as mãos entrelaçadas nas costas olhando firmemente um por um enquanto andava de um lado ao outro. – Aqui dentro e durante a minha aula só existe uma ordem e é a minha! Vocês são os aprendizes e devem respeito a mim. Nenhum de vocês é mais que o outro, vocês são iguais a meu ver. Então, saibam que não terei piedade.

- Senhor, gastaria de expor minha contradição ao fato de haver uma garota aqui no nosso meio. – Reclamou Wufei.

Odin se aproximou dele e olhou para o menino que não hesitou em momento algum e continuou olhando ao homem a sua frente.

- Se ela tiver um cérebro, membros e for bem treinada, será um excelente soldado. Então não me incomode com o fato dela ser mulher. E a partir de agora, peça permissão para falar!

Noin expressou um sorriso ao ver a bronca que Wufei levara. Era seu sonho poder combater pelo reino e isso não permitiria que ninguém tirasse dela.

A aula começou e Odin tratou todos de igual, ali dentro até mesmo entre eles foi banido o tratamento preferencial devido ao status de cada um. Heero passou a ser visto e tratado como mais um deles e por incrível que pareça isso o alegrou.

Os dias foram passando e Heero conquistava mais e mais pessoas com sua nobreza e gentileza. Sua mãe lhe escrevia todos os meses contando como andavam as coisas no reino Sank, como seu irmão estava crescendo bem, seu pai continuava igual e ela sempre sentia a falta dele. Heero respondia a todas as cartas que chegavam de sua mãe e sempre mandava uma nota de agradecimento aos presentes que recebia de seus pais no dia de seu aniversario, data que era sempre comemorada com uma grande festa dada por seu tio.

Os meses e anos foram passando e os laços entre Heero e seu tio foram se estreitando e ficando mais fortes, assim como sua amizade com aquele grupo que conheceu no dia de sua festa de boas vindas. De tempos em tempos Amanda ia visitar o filho, porem nunca ficava mais que dois dias, para que as pessoas do reino Sank não achassem estranha a ausência da rainha. Dante nunca ia por conta do trabalho e Lúcius só foi quando ainda era um bebe, depois ficava com o pai e a ama.

Heero foi se tornando um príncipe influente e famoso nas redondezas por sua educação e por seus feitos. Mas, sua fama não se limitava somente a ele, era um grupo, alias o grupo mais forte e estruturado de que já se ouvira falar e se pode ver. Heero liderava sua própria equipe formada por seus verdadeiros amigos, aqueles que conheciam sua verdadeira história e passavam com ele todos os momentos de alegria e tristeza.

Heero se tornou um homem alto, bonito e forte fisicamente e psicologicamente. Era invejado pelos homens e desejado pelas mulheres, assim como também Treize, Duo, Trowa, Quatre e Wufei, homens de verdade e claro, não podendo deixar de citar a única mulher a fazer parte da equipe: Lucrezia Noin a única senhorita de cabelos curtos, adquirido por ela para as batalhas, mas isso não a deixava masculina ou feia, pelo contrario, Noin era uma das mulheres mais linda do reino Wing e possuía inúmeros pretendentes, mas recusava a todos. Seu amor ela ainda não tinha encontrado.

A equipe do príncipe era uma equipe de elite e ganhou o nome de Gundans, o motivo ninguém sabia, mas o nome ficara tão famoso que não só no reino Wing ou Sank, mas em vários outros reinos a equipe era respeitada e temida. Eles não costumavam entrar em batalhas, até porque o rei não permitia, mas as poucas das quais participaram eles exterminaram com seus inimigos com tamanha facilidade que chegava ser humilhante. Heero sempre entrava em ação junto de seus companheiros eles levavam entre eles sua lei e seu lema é o mesmo dos mosqueteiros, um por todos e todos por um.

Heero agora tem vinte e dois anos assim como Noin, Duo, Quatre, Trowa e Wufei, o mais velho é Treize com vinte e cinco anos. A equipe Gundam é o orgulho do rei Arturo e dos nobres, que também são pais desses soldados, mas sem esquecer que é o maior orgulho do instrutor que teve o prazer de criar uma equipe digna de entrar para a história.

- Conde, você acha que vale a pena conquistar o reino Oz? – Perguntou o rei com um aspecto pensativo e preocupado.

- Majestade, sinceramente eu creio que sim. Eles estão nos afrontando... E se não atacarmos seremos atacados. – Disse o Conde Raberba Winner calmamente.

- Senhores o que pensam sobre isso? – Arturo abriu a questão em debate para seus aliados.

Estavam presentes na sala de reunião, o Duque Kushrenada, o Marquês Maxwell, o Duque Barton, o Conde Raberba Winner, o general Chang e o único Barão que participava desse tipo de assunto, o Barão Noin.

- Majestade, entendo sua preocupação. Mas garanto que podemos vencer! – Disse Kushrenada convencido.

- Concordo com nosso amigo. Isso será fácil. – Completou Chang.

- Mas, não quero ver nossos homens feridos e duvido que seja uma batalha fácil, o reino Oz é famoso por ter um grande exercito. – Disse Arturo visivelmente preocupado.

- Grande, porem não invencível!

Todos os mais velhos olharam para porta a ver que falou a ultima frase e como já era de se esperar, sem causar nenhuma surpresa no rei, Heero entra acompanhado de sua equipe.

- O que quer dizer com isso meu filho? – Arturo adquiriu confiança o suficiente com Heero por esses anos que conseguiu a permissão de chamá-lo de filho. E as únicas pessoas que sabiam que ele era apenas sobrinho do rei estavam presentes nessa sala.

- Trowa... – Disse Heero dando passagem para o companheiro.

- Majestade. – Trowa se aproximou do rei e fez uma reverencia antes de continuar. – Estivemos investigando sobre o reino Oz. E realmente o exercito deles é grande, porem instável. Eles perderam a pouco tempo o líder do exercito, e devido a isso alguns deles estão entrando em atrito com os colegas.

- Entendo. Mas, como descobriram isso? – Arturo ficou curioso.

- Temos nossos informantes! – Disse Duo casualmente, sorrindo.

O Marquês vendo a resposta do filho se irritou e levantou para repreendê-lo. Mas, Arturo achava Duo uma pessoa muito divertida e pediu que o amigo se acalmasse e sentasse novamente. Os amigos de Duo e o próprio Heero passaram a mão no rosto incrédulos e Duo olhava a todos tentando entender o que havia feito de errado. Duo convivia tanto com Heero e com os demais que esquecia que a mesma atitude que tinha para com o príncipe, não poderia ser usada para com o rei.

- Então, não perguntarei mais. – Disse Arturo sorrindo para Duo, mas logo fechou a expressão ao lembrar novamente do assunto. – Mas, porque tem tanto interesse no caso Heero?

Heero que até então estava apenas observando da dois passos para mais perto do rei e com um meio sorriso no rosto, fala. – Eu quero liderar a batalha. - Arturo assombrado se admira ao ver o sorriso no rosto dos jovens a sua frente.

...Continua...


Oie de novo...

E então? O q acharam?

Gostaram da nova vida do Heero?

O rei permitirá ele ir pra guerra?

Eu sei que vcs estão ansiosas para ver a Relena, mas calma no próximo capitulo ela está ai!

E então? Quero muitas reviews, perguntas, opiniões, enfim... Conto com vcs! ;D

Agradecimentos especiais: Juuh, Suss, Claudia Rayara, Nique e Silvia S.K pelo carinho que vcs sempre me dão!

Adoro vcs e por favor, não me abandonem!

Beijos e estou ansiosa pelas reviews!

E aos novos leitores que espero ter... Sejam Bem-vindos!

Beijos... Nos vemos no proximo capitulo ou no capitulo 20 de Doce Tentação!

bye bye