Ola pessoas linda do meu coração.

Gostaria de agradecer imesamente a Suss, a Nique e a Marcela por me ajudarem a upar esse capitulo que o site não deixava subir de jeito nenhum!

Aiaiaiai... Quase tive um treco achando que o capitulo não ia ser postado.

Obrigada meninas e Ma, obrigada por tirar uns minutos dos seus afazeres!

Bom, lembrando que GW e seus personagens não me pertencem, mas os pego emprestado pra criar histórias felizes...

E lembrando que o personagem Dante, pertence a Nique/Co-Star, que gentilmente me emprestou e agradeço a vc pelo carinho que tem tido comigo.

Haverão outros personagens emprestados nessa fic e quando eles aparecerem avisarei.

Os personagens Lúcius e Amanda são meus. Se alguém se interessar me peça e me dê os devidos créditos!

Boa Leitura...


3. Lúcius

Já se passaram quatro anos desde a partida do príncipe herdeiro com o tio. A rainha tinha saído de viagem para ver o filho e Dante ficou cuidando do castelo e Lúcius sob os cuidados da ama.

- Príncipe, por favor, não corra... O rei não gosta que corra nos corredores! – A senhora que já tinha uma idade avançada gritava ofegante, enquanto tentava parar o pequenino que alegremente se divertia em deixá-la para trás.

Ao ouvir os gritos da ama, o rei sai de seu escritório apressadamente para ver o que estava acontecendo ali. E ao ver o menino fazendo à senhora de boba, Dante se enfurece e vai até o filho que pára bruscamente ao ver a chegada do pai. O rei pega seu filho pelo braço e o puxa até o quarto dele. Entram os dois e ele fecha a porta antes que a ama conseguisse alcançá-los.

- O que você pensa estar fazendo? – Dante estava visivelmente irritado por ter que parar seus afazeres no meio, para ir acalmar o filho. Mas, mesmo assim seu olhar era frio e sua voz calma.

- Eu só estava brincando... – Disse o menino com a cabeça baixa.

- Quantas vezes terei de dizer que não é para correr nos corredores e nem gritar? Por acaso está desafiando a minha ordem? – Ele encarava fixamente o menino.

- Desculpe... – As lagrimas começaram a escorrer no rosto do menino.

- Você é um homem. Porque está chorando? – Dante era inflexível.

- Eu... Eu... – O pequeno começou a soluçar.

- Tão diferente de seu irmão! Heero não choraria, muito pelo contrario, teria assumido seu erro e aceitado sua punição. Alias, nem estaria passando por isso, porque ele não desobedeceria minhas ordens... – Dante falava mais para si, do que para o filho. O menino levantou a cabeça e começou a secar as lágrimas com as costas das mãos.

- Então porque não me mandou no lugar dele, já que sempre o amou mais do que eu? – Lúcius correu e se jogou na cama chorando. Enfiou a cabeça no travesseiro e soluçava.

Dante olhando aquela situação meneou a cabeça em tom de desgosto. Olhou para os lados e pensou em como punir o menino. Então decidiu que deixá-lo sem o jantar um dia não o mataria. Sendo assim, antes de sair do quarto e avisar a ama que não era para dar o jantar do príncipe aquela noite, falou:

- Acho que deveria mesmo ter mandado você no lugar de seu irmão. Ao menos agora poderia trabalhar em paz! – E saiu. O rei se encontrou no corredor com a ama aflita, com medo do que poderia ter se passado com o menino. Antes que ela dissesse algo, ele informou a ela sobre o castigo do filho.

- Majestade, por favor... Perdoe-o. A culpa é minha que não o segurei direito. – Dizia a senhora, com um olhar suplicante.

- Aquela criança... – Dante apontou para o quarto do filho. – É um príncipe. Tem que aprender a ser um homem e não uma criança chorona! – E ele se foi para seu escritório.

A ama ficou olhando o rei sair e após não vê-lo mais entrou no quarto para acalmar o menino. Sentou-se na cama e passou a mão na cabeça dele, ato que ele repeliu empurrando à senhora.

- Saia daqui... Você também prefere o Heero. Saia daqui! – Disse o menino em tom mimado.

A senhora respirou fundo. Era mais uma noite em que ela teria que suportar as reclamações daquela criança. Ela sabia que o rei com certeza devia ter feito alguma comparação entre os dois, de novo, e sabia o quanto aquilo irritava o menino mais novo. Mas, ao mesmo tempo ela entendia. Era difícil para quem conhecia o príncipe herdeiro, não fazer aquele tipo de comparação. Heero sempre foi educado, centrado e obediente. Ao contrario de Lúcius que sempre foi mimado, desobediente e arteiro. Mas, Lúcius não possuía apenas defeitos, também possuía qualidades e ser amigável, comunicativo, carinhoso e expressar isso eram virtudes únicas dele.

- Alteza... Se acalme, por favor! – Disse ela paciente.

- Cadê a minha mãe? – Perguntou o menino, de joelhos na cama e secando as lagrimas com as mangas da roupa.

- Foi ao reino Wing visitar o seu irmão. – Respondeu ela gentilmente.

- E porque ela não me levou? – Ele perguntava fazendo biquinho.

- Porque você não pode se ausentar das aulas... – Ela sorria ao responder.

- Eu queria ter ido ver meu irmão... – O menino voltou a chorar.

A ama resolveu deixá-lo um pouco sozinho e foi preparar algo para ele lanchar. Sabia que era contra as ordens do rei. Mas não podia ver o menino ficar tantas horas sem comer. Saiu e foi para a cozinha. Pegou um pouco de pão, leite e um pedaço de bolo e furtivamente voltou ao quarto do menino. Porém ao chegar lá viu que Lúcius já havia adormecido. Deixou a bandeja do lado dele, cobriu-o e saiu para ele poder descansar tranquilamente.

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Ao raiar do dia, a ama entra no quarto do príncipe e ao vê-lo ainda dormindo vai acordá-lo. O menino reclama, mas, logo se levanta. Ela o arruma e o envia para o café da manhã junto ao rei. Lúcius ao ver o pai faz uma reverencia e senta-se a mesa em silêncio. Dante segue o menino com os olhos e espera que este diga algo.

- Pai... Posso brincar no jardim hoje? – Perguntou o menino olhando para o prato.

- Você não tem aula? – Dante responde o encarando com altivez.

- Sim... Mas, é que eu gostaria de brincar... – O menino falava com a voz embargada.

- Então você já têm sua resposta! – Respondeu o rei com dureza.

- Mas... – As lágrimas começaram a descer pelo rosto do menino.

- Não comece a chorar. Você é um homem. Como pode ser tão diferente do seu irmão? Heero nunca choraria... – Dante olhava a cena inconformado.

- Eu não sou meu irmão! – Lúcius se levantou da mesa e saiu correndo.

Quando a ama viu o menino sair correndo, deu os primeiros passos para ir atrás do príncipe, mas foi impedida pela voz do rei.

- Deixe-o. Ele precisa ser mais forte! Nunca vacilei com o Heero e veja como ele é... Um verdadeiro rei desde pequeno!

Dante continuou comendo em silêncio, a ama pediu licença e foi embora. Ao terminar seu café da manhã, ele voltou aos afazeres do reino.

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Lúcius se encontrava no jardim, perto da fonte chorando. Ele não sabia mais o que fazer para agradar seu pai. O jovem príncipe estava ajoelhado na grama, os braços sobre a mureta da fonte com o rosto escondido entre as mãos. Ele estava tão distraído que não notou a chegada de alguém.

- Oi! Tudo bem? Você está chorando?

Lúcius levanta o rosto e contempla um rosto angelical. Uma menininha de aparentemente uns três anos de idade tinha os cabelos castanhos claros e os olhos azuis. Sua pele era bem clara e seu sorriso seria capaz de derreter o mais gélido dos corações. A jovenzinha olhava carinhosamente para o príncipe e realmente interessada em saber o motivo do choro.

- Quem é você? – Perguntou o menino enxugando as lagrimas com as mãos.

- Meu nome é Relena... Relena Merquise de Peacecraft! – Disse sorrindo.

O pequeno príncipe se levantou e fez uma pequena reverencia a jovem e se apresentou.

- Sou o príncipe Lúcius Yuy a seu dispor! – Ela, então, sorri para ele como resposta.

- É um prazer conhecê-lo alteza! – Então o príncipe lhe sorriu de volta.

- Mas... Porque estava chorando?

- Porque meu pai não me ama... – Lúcius olhou para o chão sentindo que as lagrimas queriam se apossar dele de novo.

- Hum... Tenho certeza que seu pai gosta de você! – Ela apenas disse e ganhou o olhar intrigado do menino a sua frente.

- Relena... Por onde andou?

Os dois viraram-se para ver quem era o dono daquela voz tão preocupada. Zechs apareceu ofegante, como quem estava correndo atrás de algo. Agora o jovem menino já entrava na adolescência e sua aparecia já começava a mostrar uma enorme beleza com apenas onze anos de idade.

- Milliardo! – A menina corre até o recém chegado e o abraça fortemente. Ele corresponde ao carinho e passa a mão na cabeça da menina sorrindo.

- Como você ousa fugir assim de mim? Vai ver quando voltarmos para casa. – Ele dizia com uma falsa irritação no tom de voz. E ela lhe responde com um sorriso divertido.

- Quem é você? – O príncipe vendo a cena e não conhecendo o recém chegado, pergunta.

Zechs que até então não havia prestado a atenção na presença do príncipe, agora se volta para Lúcius e faz um reverencia. E ainda com a cabaça baixa começa a se apresentar e começa a se levantar conforme falava.

- Perdão alteza. Sou Milliardo Merquise de Peacecraft. Irmão mais velho de Relena. É um prazer revê-lo.

- Já nos vimos antes? – Perguntou o menino curioso.

- Sim alteza. Eu o conheci há quatro anos. Quando eu vinha visitar o príncipe Heero eu tive a oportunidade de lhe conhecer.

Zechs falava sério e imponente, porem muito educado. Lúcius fechou a expressão quando ouviu o nome do irmão mais velho ser pronunciado. Ele realmente se irritava quando ouvia falar de Heero por conta do ciúme que sentia do irmão mesmo ele estando ausente no reino.

- Então é amigo do meu irmão? – Disse Lúcius mostrando uma arrogância no tom de voz.

- Sim. – Zechs não mudou seu olhar e respondeu ainda imponente.

- Mas meu irmão não está mais aqui. Portanto eu sou o sucessor ao trono. – Lúcius agora reunia toda sua soberba para falar. – Então, talvez eu deixe você ser meu amigo.

Zechs deu um meio sorriso e Relena franziu as sobrancelhas ao ouvir o quão arisca estavam às palavras do príncipe. Lúcius manteve sua pose e Zechs retrucou.

- Sim... O príncipe Heero não está aqui no momento. Mas, isso não faz com que vossa alteza seja o herdeiro ao trono.

Lúcius não sabia o que dizer e ficou quieto olhando para Zechs boquiaberto. Zechs se voltou para Relena e pedindo a licença do príncipe os irmãos se retiraram. Com a saída deles, chegou à ama que estranhou ver a face indescritível do príncipe, mas não deu muita importância e o levou para as aulas de escrita que já estava para começar.

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Um bater na porta chama a atenção do rei Dante e do conde Merquise de Peacecraft que estavam até então, concentrados discutindo os assuntos do reino. Dante dá permissão para que entre e a porta se abre, dando passagem para um casal de irmãos.

- Com sua licença majestade! – Disse Zechs se curvando ao entrar no cômodo.

- Majestade... – Agora foi à vez da pequenina que acompanhava o irmão.

- Entrem... – Disse Dante observando atentamente o casal de irmãos.

- Milliardo o rei já conhece. E essa é minha menina. A minha mais nova... Relena. – Disse o conde orgulhoso dos filhos e com um sorriso verdadeiro.

- Seu menino está crescendo muito bem pelo que vejo. E sua filha é linda! – Os elogios do rei eram sinceros.

- Obrigado alteza. – O conde ficava empolgado sempre que elogiavam seus filhos.

Zechs estava em silêncio e ouviu o elogio do rei ainda serio. Se alguém visse sua pose diria que ele era o príncipe, de tamanha realeza que o menino demonstrava em seu porte. Já Relena contagiava por sua doçura. Sorria alegremente ao ouvir o comentário do rei. Seus olhos brilhavam como as estrelas do céu. Aliás, ela tinha uma beleza incomparável para alguém tão jovem.

- Pai... Podemos ir brincar no campo? – Perguntou Zechs.

- Não filho... Ainda tenho assuntos a terminar. Por isso aguarde até que eu tenha terminado e então levarei vocês. – Disse o conde calmamente.

- Está bem... Estaremos lá fora. – Disse Zechs e então se virou para o rei e fez uma reverencia. – Com sua licença majestade...

- Pois não... – Respondeu o rei.

- Licença majestade. – Relena se curvou e abriu um largo sorriso para Dante. Que lhe respondeu com uma confirmação de cabeça.

Os irmãos saíram e Dante continuou analisando os dois, ainda pensativo. O conde ficou intrigado com a fisionomia do rei e amigo de longos anos a sua frente. Esperou que os filhos fechassem a porta para então perguntar.

- Algo o incomoda majestade?

- Incomodar não é a palavra correta. – Dante se levantou da mesa e caminhou para ficar de frente com o conde. – Willian... Conhecemo-nos há muitos anos... Correto?

- Sim... – O fato de ter sido chamado pelo primeiro nome causou um estranhamento no conde. Durante todos os anos que se conhecem essa deve ter sido a terceira vez que ele ouve o rei chamá-lo pelo primeiro nome.

- Tenho uma idéia... – Dante estava animado, porem com feições sérias.

- Prossiga... – O conde ainda estava intrigado.

- O que acha de...

A frase do rei foi interrompida com as batidas na porta. Curioso por quem seria deu ordens para que entrasse. Amanda abriu a porta sorridente e animada.

- Oh... Desculpe-me. Não sabia que estava ocupado. Bom dia conde. – Falou a rainha entrando e fechando a porta atrás de si.

- Amanda... Quando chegou? – Dante se surpreendeu com a entrada da esposa.

- Bom dia minha rainha... É um prazer tê-la de volta! – O conde devolveu um sorriso para Amanda.

- Acabei de chegar e vim direto lhe trazer noticias de Heero... – Ela estava muito feliz.

- Eu ia justamente entrar neste assunto, quando você entrou, minha rainha!

Dante olhou para o homem a seu lado que mudou sua expressão para surpreso. Amanda também estava curiosa sobre o que poderia ser o assunto que envolvia seu filho mais velho. Dante calmamente pediu que os dois se sentassem e fez o mesmo, ficando de frente para eles.

- Eu acabei de pensar em algo. E gostaria de compartilhar com vocês!

- O que seria meu senhor? – Disse o conde confuso.

- O que você teria pensado que poderia envolver Heero? – Perguntou a rainha, intrigada.

- Heero é o príncipe herdeiro. E pelas leis de Sank ele necessita estar casado. Correto? – A rainha e o conde assentiram. – Então eu gostaria de futuramente, casar Heero com sua filha única, Relena! – Dante diz encarando o amigo a sua frente.

A rainha estava confusa, afinal ela ainda não conhecia a filha do conde. Willian passou de surpreso, para abismado até chegar a lisonjeado. Ainda confuso sorriu para o rei.

- Bem... Seria uma honra tanto para mim, quanto para minha família! – Disse olhando para o rei e para a rainha.

- Eu creio que não tive a honra de conhecer sua filha ainda. – Amanda falou olhando para o conde.

- É um fato vossa majestade, mandarei chamá-la imediatamente. – Quando Willian se levantou, foi interrompido pelo rei.

- Minha decisão está tomada! – Disse Dante se levantando. – Ainda tenho muitos assuntos há resolver, mas você pode ir por hoje. – Falou para o conde, que assentiu com um gesto de cabeça. – Então, Amanda acompanhe o conde. Assim poderá conhecer a sua futura nora. Uma menina adorável. – Dante saiu detrás da mesa e estendeu a mão para o amigo. – Assim selamos nosso acordo... Heero e Relena se casarão assim que ele voltar para Sank.

- Sim majestade! – O conde sorriu.

A rainha estava intrigada, mas não questionaria a ordem do rei. Dante podia ter todos os defeitos do mundo, mas sabia julgar as pessoas. E se assim havia decidido é porque a jovem destinada a ser esposa do filho devia ser digna do posto.

O acordo foi selado entre os três e a rainha acompanhou o conde até o jardim para conhecer a sua futura nora. E no momento em que pôs os olhos na menina chegou à conclusão que seu marido havia tomado a decisão mais correta de todas. Relena já é uma princesa desde pequena. Amanda se encantou com ela de tal maneira que pediu para o conde levar seus filhos com mais freqüência ao castelo e se ofereceu para ajudar na educação deles. Convidou Zechs para fazer aulas no castelo e aprender tudo o que se era necessário para ser um exímio espadachim. E chamou Relena para estudar com ela e transformá-la em uma verdadeira princesa.

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Os anos foram se passando e a rainha acompanhou de perto o crescimento da futura rainha. A cada dia que passava se tornava mais e mais uma dama exemplar. Zechs se tornou o melhor espadachim do reino e um verdadeiro líder. Ganhou um grupo para comandar e ficou famoso por ser o cavaleiro mais temido e mais bonito do reino.

Já Lúcius cresceu e chamou a atenção de todas as mulheres da corte que preferem um homem mais festeiro. É um bom espadachim, mas detesta as lutas. Tornou-se um homem muito lindo. Seu cabelo castanho avermelhado e seus olhos verdes com a íris meio acastanhada eram iguais ao pai. Seu corpo era forte, mas diferente do de Heero, não tão definido. Muito alto assim como o pai e o irmão, a beleza foi passada para os dois príncipes.

Lúcius cresceu gostando de contrariar o pai. Mesmo que no fundo sempre desejou ser acolhido por ele. Seu maior sonho sempre foi superar o seu irmão com quem nunca teve realmente contato. Ainda como forma de provocação ao pai, deixava o cabelo até os ombros e o usava preso em um rabo de cavalo baixo. Dante sempre foi adepto ao cabelo curto para os homens. Não se importava se haviam homens que tinham cabelos compridos, mas realmente achava inadmissível, seu próprio filho usar.

Ainda para desgosto do pai, Lúcius não se interessava pelos assuntos do reino e adorava passar as noites bebendo com os amigos nas tavernas e rodeado por mulheres. Hoje com seus dezenove anos de idade, mantém uma paixão unilateral por sua amiga de infância, a jovem Relena que cresceu ao lado dele. E também possui uma rixa com Zechs, nunca se entrosaram desde o dia em que se conheceram.

Já eram mais de onze horas quando Lúcius despertou. Levantou com dor de cabeça devido a sua noite agitada. Lavou o rosto, se vestiu e foi direto para a mesa do café da manhã. Ao chegar lá, já não havia nada de comer, os servos do castelo já tinham guardado tudo.

- Você... – Disse apontando a um dos servos que varria o chão e do qual ele não sabia o nome. – Onde está a comida?

- Desculpe-nos alteza... Mas o rei deu ordens para que guardássemos tudo assim que ele levantasse da mesa. – Disse o rapaz envergonhado.

- Mas eu não comi! – Lúcius estava irritado.

- O rei disse que quando o senhor levantasse era para ir vê-lo na sala do trono que ele estaria recebendo o povo. – O rapaz sem mais a dizer, fez um reverencia e voltou a seus afazeres.

O príncipe meneou sua cabeça, estava inconformado, respirou fundo e resolveu ir falar com o pai. Chegando à sala do trono se deparou com uma fila de súditos esperando para falar com o rei. O príncipe passou pela porta e quando Dante o viu teve certeza que ele havia acabado de acordar e estava com fome, por isso foi procurá-lo.

Algumas donzelas do reino que o viram chegar lhe enviaram olhares e sorrisos, aos qual o príncipe devolvia a altura, mas não parava para lhes dar atenção e seguia seu caminho até o trono onde estava seu pai.

- Bom dia meu rei... – Disse ao se aproximar de Dante.

- Acordou agora? Onde passou a noite dessa vez? No bordel ou na taverna? – Dante não estava nem um pouco feliz. A conversa acontecia em voz baixa.

- Não me lembro direito. – Lúcius deu um sorriso de canto ao lembrar-se de sua diversão.

- Sério? – O rei falava monotonamente.

- Eu vim aqui porque estou com fome e quero comer. De ordens para que me sirvam, por favor? – O príncipe estava parado ao lado do pai com um sorriso pronto no rosto para os súditos.

- Não posso! – Respondeu Dante monotonamente.

- Como assim? – Lúcius olhou para o pai, inconformado. – Porque não pode?

- Porque não me lembro direito onde mandei guardar a comida. – Dante lança um olhar frio para o filho. – Agora saia daqui.

Lúcius olha para o pai incrédulo. Nunca passou pela cabeça dele que o rei faria isso. Ainda sem reação e sem ter uma resposta, saiu pisando duro da sala do trono, sem se importar em disfarçar o nervosismo e nem por um sorriso pronto no rosto.

Andando pelos corredores do castelo e murmurando irritadamente, Lúcius se encontra com Zechs, Relena e a rainha, que conversavam animadamente entre eles. Lúcius faz cara de desgosto ao ver Zechs, sorri ao ver a mãe e suspira ao olhar para Relena.

- Bom dia... – Disse o príncipe ao se aproximar do trio, passando os olhos por todos e se fixando em Relena.

- Bom dia meu filho... – Disse a rainha. – Por acaso acordou agora?

- Bom dia Príncipe Lúcius. – Disse Relena sorrindo ao amigo.

- Então... Só levantou agora? – Completou Zechs com um tom irônico para o príncipe.

- Não me lembro de isso ser da conta de um mero cavaleiro... – Devolveu Lúcius para Zechs, quem não se intimidou e manteve o sorriso no rosto.

- Parem com isso vocês dois! – Disse a rainha de forma imperativa.

Relena meneou a cabeça em desgosto olhando para os dois rapazes a sua frente. Sabia muito bem que a única coisa que os unia era ela. Amava demais seu irmão e sabia que ele detestava Lúcius e sempre lhe comentava sobre o verdadeiro herdeiro ao trono, Heero. Mas, por outro lado tinha uma grande amizade com Lúcius e sempre viu que por trás de toda rebeldia existia uma ótima pessoa com uma índole maravilhosa.

- Vocês dois são insuportáveis. – Disse Relena.

- Desculpe minha cara... Não era minha intenção lhe importunar com assuntos insignificantes. – Lúcius pegou a mão da moça e a beijou fixando os olhos em seu rosto.

- É... Creio que vossa alteza não precisa se desculpar tão amavelmente com a irmã de um simples cavaleiro. Concorda? – Zechs entrou na frente de Lúcius, o afastando da irmã e fazendo com que as mãos se soltassem. Ele conhecia os sentimentos de Lúcius pela irmã e isso lhe desagradava veementemente.

Lúcius nada falou, olhou com descaso para Zechs e mantinha seu olhar altivo. Seu objetivo na vida era casar com Relena e não iria permitir que ninguém, nem mesmo o irmão dela se opusesse a isso. Relena e a rainha menearam a cabeça. Apesar de as atitudes de Zechs serem consideradas por muitos uma afronta ao príncipe, Amanda nunca se importou. Sabia muito bem que seu filho procurava por tratamentos como aquele vindo de Zechs. E estamos falando do homem mais importante da cavalaria do reino Sank. Zechs não era alguém qualquer e seus feitos eram importantes para o reino, sem contar sua fidelidade desmedida para com a família real e para com o futuro rei, Heero. A quem sempre demonstrou ter um grande respeito. Fora que o que ninguém sabia é que Relena era prometida a Heero, e o fato de Zechs se dar bem com quem será seu futuro cunhado era muito importante para a união das famílias.

- Muito bem rapazes... Já chega por hoje! – Disse Amanda. – Tenho que ir ver o rei e não quero ser informada que vocês dois estão duelando em qualquer lugar...

- Até porque com todo o respeito, Príncipe Lúcius... Perderia do meu irmão. – Disse Relena reprimindo um sorriso. O comentário fez com que Amanda sorrisse com a brincadeira e Zechs gargalhasse.

- Perdão milady? – Lúcius foi o único que não se divertiu e levou para o lado pessoal o comentário feito por sua amada. Relena continuou segurando o riso e ignorou a pergunta do amigo.

- Está bem... Chega! Eu me retiro. – Disse Amanda sorrindo para eles.

Relena fez uma reverencia a rainha, Zechs se curvou e beijou a mão de Amanda e Lúcius apenas deu um beijo na mãe antes que ela saísse. Zechs olhava sarcástico para o príncipe e se lembrando de seus afazeres deu um beijo no rosto de Relena e pedindo a permissão dela se retirou. O príncipe detestava os modos com quais Zechs o tratava, mas não podia fazer nada. Zechs era irmão de sua amada e sabia que Relena nunca o perdoaria se fizesse algo em contra ele.

- Seu irmão me irrita sabia? – Disse o príncipe para ela.

- Não o leve muito a sério... É divertido te provocar! – Ela completou marota.

- Ah... Então é divertido me provocar? – Lúcius então encurtou a distancia entre eles. Relena deu um passo para trás e ficou encabulada.

- Por favor, Lúcius... Não comece! – Quando os dois estavam sozinhos ela tinha permissão para chamá-lo somente pelo nome.

- O que não devo começar... Relena? – Ele falava bem perto dela com o intuito de seduzi-la.

A moça se afastou do príncipe e devolveu-lhe um olhar de desgosto. Ela não sentia nada por ele além de amizade e já havia deixado claro inúmeras vezes, o problema é que ele nunca entendia. Vendo que ele continuava se aproximando ela fez menção de ir embora, mas o príncipe a segurou pelo braço.

- Relena... Seja sincera comigo... Há alguém que você aprecie? – Ele estava preocupado.

- Não... Infelizmente, não vejo futuro para mim aqui em Sank. – Ela falou com pesar. – Sinto que o homem da minha vida não está aqui no reino.

- Então... Porque não me da uma chance de te fazer feliz? – Ele falou e ela o encarou. – Eu te amo Relena.

- Ama? – Ela agora sorriu e devolveu. – Eu e todas as moças do bordel. Não é?

- Sabe que não. Sabe muito bem só tenho olhos pra você e elas não passam de mera diversão. – Ele falava sério e ela sabia disso.

- Sinto muito, Mas o único amor que posso lhe dar é o amor de uma irmã! – E ela concluiu. – Com licença alteza.

A bela jovem fez uma reverencia e se retirou deixando ao jovem príncipe magoado com a resposta que ouviu. Lúcius passou as mãos pelos cabelos e sentiu os olhos umedecerem. Nenhuma lagrima caiu, mas seu nervosismo aumentou. Contrariado ele resolveu voltar para o quarto e ficar lá até o horário do almoço.

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Dante estava concentrado assinando alguns papéis quando bateram na porta e ele dando permissão para que entrassem, olhou para ver o conde Merquise de Peacecraft entrando e fechando a porta atrás de si. Dante pára o que está fazendo e da atenção total ao recém chegado.

- O informante acabou de trazer o relatório e o desenho que o senhor pediu. – O conde estende dois papéis para o rei que os recebe com bastante interesse.

- Alguém te viu? – Perguntou Dante preocupado.

- Não senhor. Tudo correu como de costume. – O conde respondeu satisfeito.

- Perfeito! Pode ir agora e obrigado.

Com uma reverencia e nenhuma palavra o conde deixa a sala. Dante põe de lado seus afazeres e desembrulha o primeiro papel. Nele continha informações especifica do desempenho do príncipe herdeiro. Seu carisma, seus feitos, a opinião do povo com respeito à Heero e sua coragem. Detalhava também o quão poderoso ele era em combate, tornando-se um estrategista brilhante e líder do grupo mais temido dos reinos.

As informações descritas no relatório alegraram a Dante, pois mostrava que ele nunca errou com respeito ao filho mais velho. Depois de ler o relatório inteiro, o rei deixa o papel de lado e da atenção ao segundo papel, onde continha um desenho. Dante desdobra o papel e se depara com um retrato de Heero. Um dos melhores desenhistas do reino fez o retrato do príncipe herdeiro para o rei. Dante se admira e se alegra em ver quão bonito e imponente Heero se via naquele desenho.

O rei guardou os papeis em um pequeno baú que ele tinha escondido em uma gaveta e trancou. Guardando consigo a chave. Depois voltou para seus afazeres anteriores. O que ninguém sabia e nem mesmo a rainha, é que Dante vem fazendo isso todos os anos. E dentro daquele baú estavam guardados todos os retratos de Heero e os relatórios sobre a vida do rapaz.

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Lúcius estava deitado em sua cama lendo um livro sobre poesias quando a serva vai chamá-lo para o almoço. Devido à fome que estava sentindo se pôs de pé em um salto e se dirigiu para a mesa. Chegando lá se encontrou com o rei na ponta da mesa, a rainha a sua direita e seu lugar vago a esquerda do pai e o conde, Zechs e Relena a mesa o esperando.

- Temos convidados hoje? – Disse com um sorriso voltado para Relena. Ninguém falou nada. Lúcius se sentou no lugar que lhe era correspondido e o almoço começou.

- Majestade... Ficou sabendo que o reino Oz está declarando guerra contra o Wing? – Zechs puxou o assunto com Dante.

- Não... Não fui informado. – Dante se interessou pelo assunto, o conde e Amanda ficaram preocupados e Relena e Lúcius apenas prestavam a atenção.

- Sim. E ouvi dizer que o povo em Wing quer que Heero lidere a guerra. – Zechs então concluiu.

- Heero? – A rainha ficou muito preocupada pelo filho e deixou os talheres caírem da sua mão. Relena foi tentar acalmar Amanda e dar-lhe um copo d'água.

- Tem certeza disso filho? – Perguntou o conde para Zechs que assentiu com um gesto de cabeça. Dante ficou pensativo.

- Claro que meu irmão não deve aceitar... Afinal, ele é um príncipe... Não precisa se sujar com barro e sangue em uma guerra. – Falou Lúcius com desdém. Todos olharam para o príncipe, surpresos com o comentário.

- Discordo. – Zechs deu um sorrisinho de vitória. – Dizem também que o próprio Heero quer liderar a batalha! – Lúcius engasga com o vinho que estava tomando. Os demais ficam surpresos, mas o único que não demonstra é Dante.

- Como soube de tudo isso meu filho? – O conde ficou curioso.

- Os homens comentam... Parece que um dos nossos soldados tem um irmão que mora em Wing e contou o que se passa por lá. – Zechs continuava. – Sou sincero em dizer que isso não me admira. O príncipe Heero nunca foi do perfil covarde. – E falou a ultima frase jogando um olhar discreto para Lúcius.

Ninguém além do príncipe notou a indireta que Zechs deu. Amanda estava muito preocupada com a história e Relena tentando acalmá-la. Dante e o conde ficaram pensativos. Depois disso o almoço correu em silêncio. Ninguém mais falou nada. Zechs era o mais tranqüilo na mesa. Dante ficou remoendo o assunto e o conde e a rainha ficaram preocupados com a guerra e pensar que o príncipe herdeiro poderia se machucar. Relena ficou preocupada com Amanda e não quis comentar nada enquanto Lúcius ficou remoendo a palavra covarde, dita por Zechs.

Após o almoço todos se reunirão no escritório do rei para continuar o assunto. Amanda pedia que o marido interviesse e não deixasse Heero entrar na guerra. O conde estava pensativo. Zechs propunha do reino Sank se unir e ajudar Wing nessa guerra e se candidatava para poder lutar ao lado de Heero. Dante ouvia as opções e o lamento de Amanda, enquanto se questionava se Heero já estava apto em lutar. Afinal não acompanhou o crescimento do filho então não podia afirmar nada. Lúcius agia com pouco caso sobre o assunto e ninguém entendia o motivo dele ainda estar ali. Mas ele estava para poder ficar olhando Relena que tinha ido por preocupação com a rainha e então depois de muito ouvir, resolveu se manifestar.

- Por favor, se me derem licença, gostaria de expor minha opinião. – A jovem falou ganhando a atenção e autorização de todos ali reunidos. – Não conheço ao príncipe herdeiro... Mas, sei que o povo elege seu verdadeiro líder. E se o povo em Wing confia tanto nele ao ponto de pedir que ele lidere a guerra... Creio que deveríamos deixá-lo provar seu valor. – As palavras dela eram sabias e fez com que todos refletissem. – Pelo que meu irmão me conta sobre a fama que o príncipe tem... Creio que deveríamos nos preocupar mais com o bem estar dos soldados da infantaria do reino de Oz!

As palavras dela atingiram o coração e a mente de cada um que estava na sala. Dante e Zechs foram os que mais gostaram do que ouviram, mas, só o segundo demonstrou com um sorriso de canto. O conde e a rainha seu puseram a pensar e decidiram acreditar. Já Lúcius se irritou com o comentário. Não gostava de se deparar com as qualidades do irmão, porque sempre sentiu que o irmão era seu inimigo porque sempre foi comparado a ele. Sem falar nada saiu. A conversa acabou com as palavras de Relena e todos se retiraram.

-/-/-

Eram nove horas da noite quando Lúcius entra no bordel mais famoso do reino. Lá se encontra com alguns soldados que se tornaram seus amigos por interesse, afinal, quando o príncipe passava da cota na bebida, costumava pagar a noite para os que estavam com ele então, acostumados com a ingenuidade dele, alguns se aproveitavam e se divertiam à custa da realeza. Lúcius pegou uma das mulheres que sempre o acompanhava e subiu para um dos quartos do lugar levando consigo uma garrafa do vinho mais forte do estabelecimento.

- O que vai ser hoje alteza? – Perguntou a mulher se insinuando.

- Me faça esquecer... – Disse o príncipe que a puxou para um beijo ardente.

...Continua...


Bom acabou mais um capitulo e vcs puderam conhecer o irmão do Heero. Oq acharam? Quais as expectativas de vcs?

Como a Relena se casará com quem não ama? Alguém faz idéia da resposta?

Me contem cada detalhe do que acharam e oq pensam que acontecerá de agora em diante?

De agora em diante a história começara a ferver, suponho...

Então, quero todas as coisas que vcs imaginaram para essa fic! Sem excessões!

Agradecimentos especiais a: Nique e a Suss (que não só acompanham minha fic como me fazem companhia quase todas as noite..), a Silvia S.K e a Claudia Rayara (que sempre me alegram deixando suas reviews que pra mim são muito importantes), a Juuh (que apesar de estar ausente ultimamente, sempre que pode me manda reviews e me escuta quando preciso) e a Marcela (que devido a faculdade não tem podido estar sempre presente a as vezes demora pra mandar a review, mas sei que não me esquece) É isso ai turma...

Obrigada por tudo e aguardo as reviews de vcs nesse capitulo!

Saudades

Beijos