Ola minhas amadas leitoras...
Tudo bem com vocês?
Estou aqui para trazer mais um capítulo... Espero que gostem.
Gostaria de informar que a personagem Cléo Rosenberg é uma criação da Miyavi Kikumaru, então os créditos são exclusivos dela, que gentilmente me emprestou sua personagem e caso alguém se interesse em utilizá-la, conversem com ela, ok? Obrigada!
Em contra partida, as personagens Hadja Fayad e Teyuki Yukiame são minhas criações, por tanto se alguém se interessar por alguma delas, por favor, me peça antes e me dê os devidos créditos, ok?
Lembrando que GW e seus personagens não me pertencem e não ganho nada com eles... Apenas minha alegria em criar histórias divertidas! ^_^
É isso, então boa leitura pessoal...
4. Oz vs Wing.
– Eu quero liderar a batalha. – Falou Heero altivo e impetuoso.
Arturo se surpreendeu com o pedido do sobrinho. Olhou para seus amigos e notou o olhar surpreso no rosto de cada um deles. O conde Raberba Winner se levantou da cadeira e analisou os jovens a sua frente antes de falar.
- Vossa alteza... – Heero deu atenção para o conde. – Essa será uma batalha muito arriscada... Não gostaríamos de vê-los feridos. – O conde passava o olhar por todos ali presentes, se demorando mais com Quatre e Heero.
- Agradeço sua preocupação meu caro conde – Heero esboçou um quase imperceptível sorriso e fez uma reverencia com um gesto de cabeça para o conde. – Porém, sei perfeitamente da capacidade da minha equipe e da minha própria... Sendo assim, reforço meu pedido! – E voltou a encarar o rei. – Não tenho medo de Oz e sei que posso vencê-los...
- Não seja presunçoso jovem príncipe. – O Duque Barton se levantou e falou.
- Não estou sendo meu caro duque! Sou apenas sincero. – E devolveu-lhe o olhar, um olhar de rei.
Todos os presentes murmuravam sobre o pedido do príncipe entre eles. Arturo não gostou daquilo e decidiu mandar Heero esperar do lado de fora para que eles pudessem discutir o caso. O príncipe apenas assentiu e com uma pequena reverencia como despedida saiu. Sua equipe o seguiu.
O rei esperou que o príncipe saísse e deu ordens de que ninguém entrasse na sala durante a reunião. Pediu também que um dos mensageiros estivesse informado de onde estaria o herdeiro e sua equipe para poder chamá-los quando entrassem em um acordo. Então começaram a discutir o assunto e cada um expôs seu ponto de vista.
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Treize e Noin se separaram do grupo no corredor. Eles aproveitaram do tempo ganho para buscar algumas informações que Heero havia pedido sobre o reino Oz. Heero e os demais seguiram para a biblioteca. Ao vê-los entrarem, o mensageiro pediu ao príncipe que permanecesse ali até acabar a reunião do rei com os demais, então, ele viria chamá-los. Heero assentiu e seguiu seu caminho, seguido pelos amigos e o mensageiro voltou para a porta da sala onde o rei estava.
Os cinco integrantes da equipe Gundam entraram e foram procurar formas de se distraírem naquela biblioteca. Heero escolheu sentar em uma poltrona que parecia um pequeno trono e ficou pensativo. Mas, apesar de parecer distante, estava atento a tudo o que se passava ali e a conversa que seus amigos tinham.
Trowa e Quatre sentaram-se a uma mesa pequena redonda um de frente para o outro e sobre a mesa tinha um lindo tabuleiro de xadrez feito de mármore e as peças eram de prata, bem detalhadas, uma verdadeira obra de arte. Começaram a jogar concentrados. Já Duo e Wufei praticavam esgrima entre eles. Não estavam realmente lutando, era algo tranqüilo apenas praticando os movimentos e golpes e aproveitando para passar o tempo.
- Então Quatre... – Começou Duo, apesar do citado não olhar para seu interlocutor, prestava a atenção nele. – Qual é seu tipo de mulher?
- Hum... Meu tipo de mulher? – Repetiu a pergunta para si. – Creio que alguém com um espírito guerreiro e nobre. Com ideais e que não tenha medo de expressa-los. Mas, principalmente aquela que fizer meu coração acelerar e despertar em mim o desejo de protegê-la com minha própria vida se assim for preciso! – E o loiro de feições gentis, terminou seu raciocínio lançando um olhar para seu interlocutor. Duo sorriu em resposta, pois compartilhava da mesma opinião que o amigo.
- Que poético Quatre... – Começou Wufei na tentativa de provocá-lo, com um sorriso irônico no rosto. – Do jeito que você sempre foi tão gentil, cheguei a pensar que você não se interessava muito por mulheres... – A palavra gentil foi usada com sentido pejorativo. Wufei nunca duvidou da masculinidade do amigo, apenas queria provocá-lo.
Tal provocação chamou a atenção dos outros três amigos que ficaram perplexos com as palavras de Wufei. Quatre rio ganhando a atenção de todos para si.
- Ah sim? – Quatre lançou um olhar firme para Wufei. – Então me apresente sua irmã ou se não tiver, qualquer mulher bonita de família, te mostrarei o quão interessado em mulheres eu sou... Muitas e muitas vezes. Mas, como ainda não estou interessado em casar não venha me pedir para assumir a responsabilidade depois... Entendeu? – Wufei fechou a cara com a resposta ousada do amigo.
- Perdeu a chance de se calar, não é Wufei? – Trowa falou se deleitando com a resposta de Quatre. Duo ria da confusão e Heero observava atento.
- Caramba! O Quatre anda afiado ultimamente. O que aconteceu? – Perguntou Duo maroto.
- É a convivência com o Heero! – Finalizou Trowa e todos gargalharam com o comentário. Heero limitou-se a um sorriso de canto.
- E você Heero... – Continuou Duo após parar de rir. – Qual seu tipo de mulher?
Todos ficaram em silêncio, atentos a resposta que o príncipe daria. O herdeiro se pôs a pensar em o que responderia, pois nunca realmente parou para analisar a questão. Todas as mulheres que já teve em seus braços só lhe foram ligadas pelo prazer da carne daquele momento. Ele sabia que algum dia teria alguém que lhe seria importante, mas como a definiria isso ele não sabia.
- Permita-me que eu descreva a pessoa ideal para o nosso príncipe. – Trowa falou ganhando a atenção de todos e até mesmo de Heero que ficou curioso por como seu amigo a descreveria. – Ela tem que ser linda... Alguém radiante em beleza e jeito. Alguém que seja educada e nobre. Meiga, gentil, mas de caráter forte. Alguém com princípios e verdadeira... Que saiba se expressar, o que será bom, afinal Heero não é uma pessoa de muitas palavras. – Todos seguraram o riso com o ultimo comentário e Heero continuou com seu olhar monótono. – Alguém sincera e verdadeira. Honesta e justa. – Trowa falava com uma expressão pensativa, como quem esta tomando muito cuidado na hora de falar. – Inteligente e sábia. Que verdadeiramente se importe com o povo. Querida por todos, com um sorriso para derreter um coração de gelo e alguém que ele possa proteger.
Todos analisaram friamente a descrição proposta pelo amigo e concordaram que o perfil era compatível. Heero nada falou, fechou os olhos e tentou imaginar alguém com tais características, suspirou e falou.
- Alguém assim... Não acha fantasioso de mais meu amigo? – Olhou para Trowa.
- Por quê? Gostaria de ter essa mulher para você? – Trowa se divertiu em ver que Heero lhe deu atenção.
- Bem... – Heero pensou mais um pouco, então completou. – Se essa mulher existir... Caso-me com ela, nem que eu tenha que passar em cima de alguém ou de um exército inteiro. Mas ela será minha!
- Uau... Então finalmente temos a descrição da futura rainha. Lembrem-se rapazes, todos atentos para encontrarmos ela para nosso futuro rei. – Duo falava alegre.
- Claro... Vamos encontrá-la facilmente no campo de batalha e nos bordeis que freqüentamos... Ou seria melhor procurar nas tavernas? – Disse Wufei irônico, provocando o amigo.
Duo olhou para Wufei de baixo pra cima e fez cara de entediado para o amigo, que ficou irritado com o olhar do rapaz de trança.
- Obviamente que não! – Falou Duo.
- Que bom que sabe... – Falou Wufei. – Mas, tem um problema...
- Qual? – Perguntou o de trança.
- São os únicos lugares que realmente freqüentamos... Idiota!
Duo mostrou a língua para Wufei que respirou fundo para não levantar seu sabre e começar uma luta de verdade contra o rapaz. Trowa e Quatre sorriam divertindo-se com a discussão. Heero estava pensativo com todo aquele assunto, Trowa descreveu uma mulher perfeita para ser sua esposa e uma futura rainha, porém o que Wufei falou era verdade. Não a encontraria no campo de batalha e muito menos em tavernas e bordéis. Então... Onde estaria essa mulher?
A porta da biblioteca se abriu e por ela entrou o mensageiro de antes. Cumprimentou os que ali estavam e avisou que o rei os esperava na mesma sala de antes. Sem pensar duas vezes Heero se pôs de pé e saiu sendo seguido pelos demais. Os passos não diminuirão sua velocidade no caminho até a sala destinada.
Heero foi o primeiro a entrar sendo seguido pelos amigos. O rei estava de costas para a porta olhando para o céu através da grande janela que ficava em acima do trono, os demais integrantes aguardavam a chegada do príncipe e sua equipe em pé. O herdeiro entrou com passos firmes e cabeça erguida. Parou em frente ao trono, deixando seus amigos a cinco metros de distância e se ajoelhou perante o rei. E os que com ele entraram assim também o fizeram.
- Estou aqui meu rei, para servi-lo. – Heero falou com voz grave e decidida.
Arturo então se virou para olhá-lo e contemplou a cena de todos ali, decididos em seguir em frente com seus ideais. Dando-se por vencido suspirou. Olhou então para seus amigos de longa data e todos encararam o rei, incertos, porém o incentivando a continuar. Arturo então, por um momento esqueceu quem estava sua frente e como rei falou sua decisão.
- Que assim seja! – Heero e seus amigos levantaram a cabeça e o rei continuou. – Concederei seu desejo. A batalha será liderada por você. Escolha seus homens, monte seu exército. E que Deus o guie e proteja meu filho!
Os quatro que entraram com o príncipe se entreolharam com um sorriso no rosto. Heero deu um sorriso de canto e satisfeito se levantou. Curvou-se em despedida e saiu juntamente com sua equipe. Ao sair da sala, Heero avista Treize e Noin vindo ao seu encontro.
- Então o que era? – Disse o príncipe ao se aproximar deles. Treize e Noin trocam olhares.
- A batalha será depois de amanhã ao amanhecer. – Disse Noin por fim.
- Que assim seja! – Disse Heero e antes de sair, Treize o parou.
- Qual foi à decisão? – Perguntou o loiro e Heero sorriu.
- A guerra é nossa.
Treize e Noin sorriram. Os demais também mostravam sua alegria.
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Relena estava eufórica, corria pelos corredores do castelo o mais rápido que seu longo vestido lhe permitirá e em seu rosto angelical um sorriso brilhava tanto quanto seus olhos, chegando à porta do castelo bem a tempo de ver suas amigas descerem da carruagem.
Ao vê-las seu sorriso se alargou ainda mais. Ao verem Relena esperando-as, ofegante de tanto correr, na porta do castelo as três belas moças recém chegadas sorriram com tanta ênfase e alegria que pareciam crianças.
- Relena... – Gritaram as moças em uníssono.
- Hadja, Cléo, Teyuki... Que saudades de vocês! – Relena pulou e abraçou as três ao mesmo tempo.
Depois se soltaram para se cumprimentarem individualmente com a jovem filha do conde. Hadja Fayad uma jovem de dezoito anos, sendo a mais velha delas, tinha longos fios de cabelo que se desenhavam em lindos cachos bem delineados castanho escuros, seus olhos eram escuros como a noite e sua pele branca como a neve e era a mais alta entre elas. Cléo Rosenberg uma jovem de dezessete anos, tinha os longos fios de cabelos que cobria sua cintura, feito em cachos ruivos, seus olhos eram tão verdes quanto à esmeralda e sua pele clara como o dia. E a ultima e mais nova, com dezesseis anos e sendo a mais baixa delas, Teyuki Yukiame tinha longos fios de cabelo lisos negros como à noite sem lua, assim também eram seus olhos, sua pele clara como a manhã de um dia de inverno. As três eram amigas de longa data de Relena, que as conheceu nas aulas que a Rainha ministrava no castelo.
Todas as três são filhas de homens importantes: comerciante, barão e lorde. De origem nobre, assim como Relena todas são donzelas cobiçadas pelos jovens solteiros, pois aquele que conseguir casar com uma dessas quatro garotas, não só terá um exemplo de mulher em educação e beleza como levará um grande dote por sua conquista.
- Por onde andaram? – Relena perguntava animada.
- Fomos viajar com a Hadja... – Disseram as duas em uníssono. – Conhecemos lugares lindos, reinos distantes e até mesmo o mar.
- Sério? – O olhar da loira brilhava com as novidades. – Como gostaria de ter visto isso!
- Deveria ter nos acompanhado. Eu te chamei várias vezes. – Falou Hadja triste com o fato de a amiga ter perdido tudo.
- Eu sei... Não podia deixar a rainha. Ela tem sido como uma mãe para mim todos esses anos. – Relena falava com nostalgia na voz.
- Eu sei. Mas, por isso eu lhe trouxe lindos presentes! – Completou a mais velha.
Elas caminhavam enquanto conversavam, o cocheiro as interrompeu para saber o que deveria ser feito com a bagagem e Hadja pediu que levasse tudo para suas casas e voltasse ao entardecer para buscá-las, mas Relena a interrompeu e pediu que ele voltasse após o jantar, A filha do conde guiou as amigas para a sala de tecelagem onde a rainha se encontrava aguardando a chegada de suas pupilas.
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Dante estava concentrado em seus afazeres fechado em seu escritório, quando Zechs bate na porta e com a autorização do rei, entrou.
- O que deseja rapaz? – Falou o homem sentado em sua poltrona.
- Trago novidades sobre a batalha entre Oz e Wing... – Falou o recém chegado.
- Prossiga! – O rei deu sinal para que o seu chefe da guarda se sentasse a sua frente.
- A batalha foi marcada para depois de amanhã ao nascer do sol... – Dante ficou pensativo, isso queria dizer que a batalha realmente aconteceria.
- E Heero? – Perguntou o rei.
- Não tenho certeza... Mas os rumores são de que ele comandará a guerra.
Dante ao ouvir as novidades sobre o filho se pôs de pé e andou até uma janela que ficava a sua esquerda, com as mãos entrelaçadas nas costas ficou em silencio pensativo. Zechs continuava sentado e também se preocupava pelo herdeiro ao trono e questionando se tudo ocorreria bem.
- Como são... – Dante vacilou em sua pergunta. – Como são os cavaleiros de Oz?
- Conhecidos por serem muito fortes! – Zechs falou simplesmente. Dante voltou a encarar o rapaz de longos cabelos platinado.
- Sabe onde será a luta? – Perguntou o rei e Zechs assentiu. – Faremos assim então... Preste muita atenção e que isso fique apenas entre nós dois.
Dante se aproximou até ficar a um metro de distancia apenas, falou com bastante cuidado como o rapaz deveria agir. Zechs assentia, entendendo perfeitamente a sua missão. Após tudo corretamente explicado, pediu licença ao rei e se retirou. Dante então voltou a seus afazeres.
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Heero estava na sala de treino com seus amigos, Ele,Wufei e Treize praticavam a esgrima, Quatre, Trowa e Noin praticavam o arco e flecha, Duo praticava com sua foice. Passaram o dia inteiro ali e saíram apenas para comer e dormir.
Ao amanhecer a equipe Gundam se levantou e foram direto preparar os cavaleiros da linha de frente. Noin ficou encarregada de prepará-los, Trowa preparava os arqueiros, Duo e Wufei cuidavam do preparo dos cavaleiros da segunda linha e Quatre inspecionava os armamentos e as armaduras. Enquanto isso, Heero e Treize montavam a estratégia, preparando duas estratégias para o caso de uma delas não funcionar terem uma segunda opção.
Na cozinha as serventes preparavam as provisões deles para o caminho, pois, apesar do local marcado não ser tão longe assim, Heero e Treize decidiram que deviam acampar próximos ao campo de batalha para que pudessem conhecer o lugar antes da luta e assim ganhar a vantagem. Sendo assim eles sairiam à tarde para poder por em pratica suas idéias.
Já haviam acabado de almoçar e todos estavam prontos. Os cavaleiros despediam-se de suas famílias, os duques, o marquês, o conde, o general e o barão, assim como o rei, acompanharam seus filhos até seus respectivos cavalos. Por pedido do príncipe, nenhum deles participaria da batalha e sim ficariam no castelo, protegendo o rei.
Todos se despediram, Quatre deu um abraçou no conde, O general colocou as mãos sobre os ombros de wufei dando-lhe força, Duo abraçou o marquês, Treize e Trowa ganharam um aperto de mão forte dos duques e Noin ganhou um abraço e um beijo do barão. O rei encarava o príncipe com preocupação e por fim, puxou Heero para um abraço apertado que mesmo surpreso com o ato do tio retribuiu.
Após separarem-se de suas famílias a equipe Gundam montou seus cavalos e com as ordens do novo líder, Heero, começaram sua marcha até onde seria a tão famosa luta contra Oz.
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Zechs preparava suas coisas e se armava com tudo o que podia, preparou dez de seus melhores homens e mandou que selassem o Tallgeese, seu cavalo árabe puro-sangue inteiramente branco. Saiu de seu quarto e pegou a as provisões que pediu que preparassem para viagem, passou por sua irmã e seu pai se despedindo deles, depois se despediu das três amigas de Relena que considerava como suas irmãs e despediu-se da rainha e do rei.
- Para onde exatamente está indo Milliardo? – Amanda ficou curiosa.
- Irei resolver assuntos da coroa minha rainha... – Falou ele segurando a mão dela.
- Mas, porque você e não outro? – Ela o via como um terceiro filho.
- Minha senhora antes mesmo que possa sentir minha ausência, estarei de volta! – Ele depositou um beijo na mão da rainha e deu uma ultima olhada para todos antes de se virar pra ir.
Ele já havia avançado alguns passos quando se encontrou com Lúcius, o príncipe passou novamente à noite jogando, bebendo e divertindo-se com mulheres no bordel, por isso estava acordado àquela hora. Ao ver Zechs saindo com um saco de roupas e comida, abriu um sorriso maldoso e comentou.
- Está indo embora ou fugindo meu caro Milliardo?
- Sinto muito alteza... Porém, nem um e nem outro. Estou indo cumprir uma missão em prol da coroa. E vossa alteza? Acordando agora? – Eles não podiam se encontrar sem se provocarem.
- Boa viagem... – Lúcius tentava ignorar a indireta. – Cuidarei bem de sua irmã!
- Não se preocupe alteza... – Zechs deu uma ultima olhada para ver todos ainda reunidos ali. – Como pode ver, ela já tem companhias excelentes, e melhores...
Lúcius engoliu em seco sua raiva e Zechs lhe fez uma cordial reverencia como despedida e se foi com um sorriso vitorioso e satisfatório em seu rosto. O príncipe então resolveu se aproximar dos demais e cumprimentá-los, ganhando um olhar de desgosto do rei e da rainha. Relena, Hadja, Cléo, Teyuki e o conde o cumprimentaram com uma reverencia.
A rainha pediu que seu filho a acompanha-se e assim Lúcius o fez, ambos entraram na biblioteca e Amanda se virou para falar com o filho. Seu tom era uma mescla de irritação com preocupação.
- Lúcius meu filho, quando começará a ter atitudes de um homem? De um príncipe? E não de uma criança?
- Ah mamãe... Novamente este assunto? – Ele falava revirando os olhos. – Eu não sou o Heero, que é o príncipe herdeiro e um homem de verdade. – Ele continuava com tom de deboche.
- Preste bastante atenção Lúcius... – Ela então retornou firme para ele. – Eu não estou aqui para falar de Heero e sim de você. Eu sei que seu pai erroneamente sempre lhe comparou ao seu irmão, porém nunca vi você fazer nada para mostrar o seu valor ao rei. Se não deseja comparação, esforça-te para não recebê-las!
- Ah sim? E como devo fazer isso minha adorada mãe? – Disse ele em tom irônico. A rainha sem paciência devolveu um tapa no rosto filho, que não sentiu dor, porém se surpreendeu com o ato da mãe.
- Não ouse usar sua ironia comigo! – Disse ela. – Se quer reconhecimento do rei, dê-lhe orgulho e não vergonha por suas atitudes!
Após concluir Amanda saiu, Deixando um Príncipe perplexo e incrédulo com os últimos acontecimentos. Era a primeira vez em toda sua vida que sua mãe lhe batia.
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A equipe Gundam juntamente com seu exército chegou ao campo onde ao nascer do sol eles travariam uma batalha contra Oz e Heero da às ordens a um dos soldados de maior patente para que eles procurem uma local seguro para que possam descansar corretamente. Enquanto isso ele e sua equipe saem para explorar o local e conhecer suas vantagens e desvantagens.
Mais ao longe vem a cavalo um homem de longos cabelos platinados, acompanhado por um pequeno grupo de cavaleiros composto de dez homens muito bem armados e sem atravessarem o raio de visão do exército montam o acampamento em um lugar seguro.
Outro exército se aproxima do campo. Eles chegaram depois de Heero e começam a se organizarem. A noite já começa a cair e todos precisavam estar bem descansados para o amanhecer. Heero e seus amigos foram tão cautelosos que ninguém os viu rondando o local. Mas ele pode descobrir algumas brechas que podem ser usadas na sua estratégia.
Heero voltou para o acampamento agora montado e passou para seus lideres as novas ordens, montaram a ronda da noite e como seria a organização na hora da batalha. Todos foram descansar e os primeiros a fazerem a ronda foram os arqueiros, que ficaram na ultima linha. A noite correu tranqüila até porque o exército de Oz não sabia que eles estavam acampados ali devido ao terreno irregular cheio de montanhas e uma densa floresta a lateral.
O amanhecer veio trazendo as expectativas e medos nos que ali estavam com exceção de uma pessoa que por incrível que pareça levantou como se fosse mais um dia normal em sua rotina, Heero acordou junto com seus homens às cinco horas da madrugada, a batalha estava marcada para as seis horas que é quando o sol começaria a nascer.
Todos começaram a se preparar: vestiram suas armaduras e pegaram suas armas, Treize pegou sua rapieira favorita uma espada leve feita para quem domina com perfeição a esgrima, Quatre colocou suas duas cimitarras nas costas em forma de x sua especialidade é voltada ao uso das duas mãos em combate, Trowa colocou um sabre na cintura e pegou seu arco e flecha que era sua maior especialidade, Wufei colocou uma katana na cintura e empunhou sua maça¹, Duo colocou um sabre na cintura e empunhou sua foice que era sua arma favorita em combate, Noin colocou uma espada na cintura e empunhou seu arco e flecha assim como Trowa e por ultimo, Heero guardou na cintura sua espada com empunhadura de ouro e veludo decorada com pedras preciosas e empunhou uma lança.
- Todos preparados? – Perguntou Heero olhando para seus amigos e seu exercito.
- Sim milorde! – Responderam em uníssono.
Heero e sua equipe subiram em seus cavalos e o exército se organizou para marchar. Heero deu sinal a Noin e Trowa que foram para trás guiar os arqueiros. Wufei foi para linha do meio e Treize, Duo, Quatre e Heero lideravam a linha de frente. A marcha começou e todos foram para o lugar marcado. O céu começava a clarear, Trowa e Noin se separaram e dez dos melhores arqueiros o seguiram. Noin se posicionou com seus homens em cima de uma montanha, de onde via todo o campo. A linha do meio se formou logo no fim da montanha e a linha de frente em seguida dela.
O exército de Oz já estava formado em prontidão a uns cinqüenta metros deles e a bandeira branca dos inimigos foi levantada e o seu líder caminhava para o centro do campo com seu soldado correndo a frente para fixar a bandeira no chão. Heero e Treize avançaram até o líder de Oz e seu acompanhante.
- Você deve ser o tão famoso príncipe Heero... Estou certo? – Falou o líder do exército inimigo com um tom sarcástico na voz. Heero apenas o encarou monotonamente. – Pelo silencio devo estar certo. Sua fama de mudo é famosa. – Ele começou a rir de sua piada sem graça e o acompanhante o imitou. Heero e Treize se entreolharam.
- O que você quer? – Questionou Heero com a voz grave.
- Propor uma trégua... – Disse o líder inimigo.
- Trégua? – O príncipe ficou confuso.
- Sim... Rendam-se agora e ninguém sairá ferido! Prometo poupar seu povo e deixá-lo como um homem rico. Perderá seu titulo de príncipe, mas pense bem... Será um homem vivo! – Disse o líder com arrogância. Heero e Treize deram um sorriso irônico.
- Deveria ter pedido clemência, seu verme arrogante!
As palavras duras do príncipe em resposta causaram surpresa nos homens de Oz, Heero fincou a lança no chão, Treize empunhou sua espada, Heero sacou a sua e cortou ao meio o cabo que levava pendurada a bandeira branca, depois guardou sua espada e recuperou sua lança e junto com Treize voltaram para junto de seu exército. O líder de Oz ficou incrédulo com a atitude do príncipe e observou a cena toda boquiaberto.
Com trotes rápidos os cavalos de Treize e Heero chegaram até os cavaleiros de Wing, e cada um seguiu para um lado falando com os soldados.
- Homens de Wing... Sempre fomos um povo forte e esses vermes querem fazer de nós escravos deles... Permitiremos isso? – Heero e Treize gritavam.
- Não! – Respondiam os cavaleiros.
- Então por Wing lutem ao meu lado e faremos com que Oz, ainda hoje limpem nossas botas! – Gritou Heero, que agora foi de uma extremidade a outra para falar com seus homens e depois voltou ao meio da linha de frente se encontrando com Treize, Duo e Quatre.
- Por Wing e pelo príncipe Heero! – Gritaram todos os membros da equipe Gundam.
- Viva! – Foi à resposta de todo o exército.
Um último olhar foi lançado por Heero aos seus amigos e lideres de linhas. Noin começou: - Arqueiros... Preparar, apontar, atirem... – Heero e os da linha de frente observaram onde as flechas cairiam e para a alegria deles, os cálculos de Noin estavam corretos e as flechas acertaram os homens da linha de frente de Oz. O sol já havia surgido e agora as linhas de frente avançam.
Heero fez sua primeira vítima, o acompanhante do líder da tropa de Oz, ele foi o primeiro a morrer pela lança do príncipe e Heero sacou sua espada clinchando-a com o líder da tropa rival; Duo matou uns três seguidos com sua foice; Quatre cruzou os braços por cima da cabeça e arrancou suas espadas em forma de x decapitando o primeiro que cruzou seu caminho e já seguindo para outros; Treize com sua rapieira que lhe da total velocidade, matava vários seguidamente perfurando-lhes o pescoço.
Noin e seus arqueiros continuavam lançando suas flechas e assim diminuindo a quantidade de soldados de Oz; Wufei avançou com sua linha, e empunhando suas maças presas em correntes ele acertava a cabeça de vários soldados de Oz com precisão os matando quase que instantaneamente; Trowa com seus dez arqueiros chegaram com um ataque surpresa pela lateral, pegando desprevenidos os arqueiros rivais. A batalha a pouco havia começado e devido à excelente preparação e organização de Wing já havia inúmeros mortos, mas todos de Oz.
Do topo de uma montanha distante da confusão, um homem alto, de cabelos platinados e olhar de guerreiro experiente, assistia atento a luta. Os dez homens ao seu lado mantinham o silencio. Não estavam ali para guerrear e sim para observar, mas estavam pronto para entrar na luta caso fosse necessário.
Heero cortou o braço direito do líder e depois o atravessou com sua espada, seguindo então para outro soldado; Quatre agora lutava com dois ao mesmo tempo, um de cada lado, mas a luta não durou muito e os dois adversários caíram mortos e o loiro prosseguiu; Duo já havia matado mais três e sempre sorrindo, para ele aquilo estava sendo pura diversão; Wufei continuava abrindo, literalmente, algumas cabeças sem nenhum arranhão e com seu tom natural de arrogância; Treize com velocidade perfurava órgãos vitais de seus adversários através das aberturas de suas armaduras; Trowa atirava duas flechas por vez, matando assim dois soldados por vez, já que seus tiros eram perfeitos e ele nunca errava.
Noin e seus arqueiros agora desciam a montanha, ela deixou sua égua presa e corria junto com seus companheiros, davam alguns passos e paravam para atirarem suas flechas e depois voltavam a correr, assim avançavam ao mesmo tempo em que mantinham seus adversários, longe. As flechas dela acabaram e Noin sacou sua espada, vendo um companheiro em perigo correu a seu socorro.
Alguns soldados de Wing estavam cansados e por isso começaram a se tornarem alvos fáceis. Noin então tentava cobrir-lhes a retaguarda. A luta já estava perto do fim, pois o numero de soldados do reino Wing sobrepunha assombrosamente os de Oz. Noin viu um companheiro que estava prestes a morrer e quando este foi receber o golpe final sua espada parou a do inimigo, mas o homem com quem ela lutava lhe era o dobro de tamanho. Ela parou a espada dele, mas a força bruta do homem a derrubou. – Corre! – Gritou Noin. O soldado se foi e o grito não foi ouvido por ninguém, pois a luta na qual ela travava nesse momento estava distante do restante da batalha. A maioria dos soldados de Wing e Oz estavam misturados no meio do campo junto com os demais da equipe Gundam.
Noin agora se encontrava sozinha com um homem que era o dobro de seu tamanho em força bruta e além dele chegaram mais dois soldados de Oz que estavam por perto. Noin se encontrava caída no chão, olhou para um lado e para o outro e não via ninguém da sua equipe por perto para ajudá-la, com garra levantou empunhado sua espada se colocando em prontidão para o duelo que então começou, mas pouco durou. A espada dela se quebrou no choque entre as duas armas e a força do homem a sua frente levou a melhor.
Os olhos dela se arregalaram com assombro e Noin se vendo perdida fechou os olhos à espera do golpe final que felizmente não chegou e o som do clinche entre espadas fez com que ela abrisse os olhos para ver o que ali se passava. Ela viu então uma armadura inteira branca com um brasão em relevo vermelho nas costas, o homem que a vestia era alto e tão forte que parou a espada do inimigo com tranqüilidade, o cabelo de seu salvador era longo e platinado, mas seu rosto ela não pôde ver por conta de um elmo que cobria até a metade de seu rosto, deixando-lhe a mostra apenas sua boca.
Com a força do corpo o recém chegado empurra o soldado de Oz e sem pensar duas vezes lança-se em cima do adversário o decapitando cruelmente, em seguida se vira para os que acompanhavam o que morreu e com golpes firmes e certeiros os mata sem piedade. Então, depois de todos eliminados ele se virá para Noin que o observava, olha para o chão, abaixa e pega uma espada inteira, levanta e estende a ela que pega a arma sem tirar os olhos do homem. – Vá... Ainda tem uma guerra para ganhar. – E após dizer isso, ele se vira e saí deixando-a confusa com os últimos acontecidos.
Um grito então de vitória foi dado, Noin se vira para ver o que aconteceu e contempla todos os soldados de Oz caídos ao chão e Heero e seu exército em pé, a equipe Gundam comemorava sua vitória perfeita. E Noin sorriu em resposta a cena, então se lembrou do homem que lhe salvou e virou para vê-lo, mas só pode contemplar a sua partida, ele e mais dez soldados que estavam ao seu lado agora iam embora sem olhar para trás. Ela olhava-o intrigada. – Quem será esse misterioso cavaleiro que salvou minha vida? – Pensou, mas não pôde dar continuidade a seus pensamentos, pois ouviu seu nome ser chamado.
Noin então com alegria correu até os amigos e foi recebida pelos abraços deles. Todos estavam eufóricos, menos Heero que apenas demonstrava um sorriso satisfatório.
- Para onde iremos agora Heero? – Perguntou Duo.
- Vamos tomar posse do nosso novo reino! – Heero respondeu altivo. Depois olhou para seus amigos e perguntou. – Estão todos bem?
- Sim... – Responderam em uníssono.
- Ótimo. Façam um levantamento dos nossos mortos e feridos e assim que todos estiverem prontos, seguiremos para Oz.
A equipe assentiu e foram cumprir a ordem dada. Do reino Wing havia trinta feridos, dois feridos gravemente e apenas um morto. Heero se alegrou em ver que as perdas foram praticamente nulas, separou então o exército mandando um terço para casa levando os feridos para que recebessem tratamento médico adequado e o morto para que fosse devidamente sepultado. Já os outros dois terços, assim como sua equipe particular avançaram para o reino Oz.
...Continua...
¹ A maça foi inventada por volta de 12,000 AC e rapidamente tornou-se uma arma importante. Estas primeiras maças de madeira, com pedra sílex ou obsidiana encravada tornaram-se menos populares devido ao aprimoramento das armaduras de couro curtido que podiam absorver grande parte do impacto. Algumas maças tinham a cabeça inteira de pedra, mas eram muito mais pesadas e de difícil manejo. A descoberta do cobre e do bronze tornou possível as primeiras maças de metal.
Não vale me bater e nem me socar...
Olha a violência hein... :D
Então, o que acharam do capítulo? Foi bom? Não? Por quê? Me falem tudo o que acharam. Sejam sinceras e não me escondam nada!
O que pensam que irá ocorrer agora?
O que irá acontecer no reino de Oz? Será que Heero encontrará alguém? Me falem tudo sem poupar nada ok?
E eu ia perguntar quem vocês pensam que era o cavaleiro branco, mas ficou tão obvio... Então, o que acharam da cena?
Enfim... Respondam-me essas perguntas e completem com mais comentários... ok? Não ligo de responder reviews grandes, então, não poupem caracteres... hsuahsuhaushsa
Um agradecimento super especial as minhas queridas que nunca me abandonam: Miyavi Kikumaru; Co-Star; silvia S.K; Juuh; Ray Shimizu; SHELL; Claudia Rayara e pris20 que Tb é minha beta.
Agora, comigo, todo mundo junto: REVIEW! Ebaaaaaaaa... É isso aí!
Se não houver review farei a Relena ser levada pra longe pelo Lúcius e Heero nunca a encontrará... hsuahsuhaushu ò_ó I'm so bad!
Kisses and I Love you
