Ola pessoas lindas do meu coração...
Aqui está mais um capitulo com a chegada de mais integrantes da história...
A personagem Anee é minha e se alguém se interessar, é aquele esquema, me peçam e me deêm os devidos créditos, ok?
Boa leitura e divirtam-se...
5. Oz.
Zechs e os demais cavaleiros que o acompanhavam chegaram a Sank e o primeiro após entregar seu cavalo para que um servo o guardasse e o alimentasse, entrou apressadamente no castelo e foi até o escritório do rei, chegando lá pediu permissão e entrou.
- Então... – Perguntou Dante, sem ao menos esperar que o capitão da guarda fechasse a porta.
- Eles conseguiram! – Disse Zechs com um largo sorriso no rosto. – Exterminaram com Oz de forma avassaladora! – As novidades alegraram o rei, mas ele não demonstrou.
- E você lutou? – Perguntou o rei ao olhar restos de sangue na armadura de Zechs.
- Sim meu senhor! Salvei a vida de alguém que pertencia ao exército de Heero... – Zechs falou se lembrando do olhar dela.
- Então Heero realmente liderou? – Perguntou Dante ignorando a expressão pensativa de seu capitão e fazendo com que este voltasse à realidade.
- Sim meu rei... Ele foi um líder impressionante. Já se parece com um rei! – As últimas palavras de Zechs fizeram Dante esboçar um pequeno sorriso, quase imperceptível.
- Ótimo! Obrigada pela informação e sua discrição... – Zechs se curvou e quando estava prestes a sair, o rei voltou a falar-lhe. – Alguém te viu?
- Não... A não ser a pessoa que salvei! – Ele voltou a olhar para o rei.
- Melhor assim! Pode ir... Vá descansar! Peça que Otto continue a te substituir por hoje e pegue o restante do dia para descansar! – Terminou Dante e voltou a dar atenção aos seus afazeres.
- Obrigado vossa majestade!
Zechs saiu fechando a porta atrás de si. Caminhava agora pelos corredores com calma e tranqüilidade, lembrando-se da batalha e da garota que salvou. – Uma garota? Era uma mulher... – Pensou se debruçando na mureta do corredor que tinha vista para o jardim. – Nunca imaginei ver uma mulher lutando numa guerra. E ela pelo que pude ver era uma das lideres de linha. – Pensava se distraindo de tudo ao seu redor, de repente sentiu que alguém o abraçava por trás.
- Senti sua falta... – Dizia a moça de cabelo castanho tamanho médio liso, pele bronzeada e olhos cor de mel, abraçada a ele.
- O que faz aqui? – Disse Zechs se desvencilhando do abraço.
- Vim te ver meu amor! – A moça ficou nas pontas dos pés e encostou seus lábios aos de Zechs que se afastou ao sentir o toque.
- Nós não temos nada... Por isso, peço que vá embora antes que alguém lhe veja e compreenda mal. – Ele tinha as feições sérias e se incomodava com a presença dela.
- Porque me trata assim? – Os olhos dela umedeceram.
- Por favor, Anee! Não me peça o que não posso lhe dar! – Ele falou e se virou para ir embora, mas ela lhe segurou o braço.
- Se você me deixar eu vou me matar!
A moça olhava pra ele com os olhos cheios de lagrimas e sem que os dois se dessem conta, Relena e suas amigas chegaram e vendo a cena e a frase final, a irmã do capitão curiosa interferiu.
- Zechs? Quando voltou meu querido irmão? – Disse a loira passando os olhos de um para o outro. – Quem é a jovem? – E ela fixou o olhar na moça que segurava o braço do capitão.
- Relena minha querida, Sim...acabo de voltar. – Disse se desvencilhando do agarre da moça ao seu lado e indo dar um beijo na testa da irmã. Depois beijou a mão de forma cavalheiresca, das três amigas que estavam ali junto a ela. – Ela é Anee, uma conhecida minha. – E lançou um olhar irritado para a moça.
- Muito prazer em conhecê-la. – Disse a irmã com um sorriso iluminado no rosto para a moça em questão.
- O prazer é meu em conhecê-la senhorita! – Disse Anee secando as lagrimas.
- Porque chora? – Hadja então se manifestou intrigada com a cena, lançando um olhar desconfiado para Zechs.
- Por nada... Se me dão licença... – Anee, sem esperar uma resposta, virou-se e partiu, deixando todos intrigados com a cena e Zechs incomodado.
O grupo ficou olhando até a moça se distanciar deles, então, o quarteto recém chegado se voltou para o jovem de cabelos platinados e com um olhar intrigado. Zechs não se manifestou e Teyuki quebrou o gelo.
- Então Milliardo... O que o capitão da guarda mais cobiçado de todos os reinos fez a pobre donzela que saiu chorando? – A moça questionou marota com a mão na cintura.
- E porque faria algo, minha doce Teyuki? – Disse ele devolvendo a forma divertida ao falar. – Talvez eu seja apenas irresistível!
- Sua modéstia está cada dia maior... – Cléo então entrou na conversa e lançou uma piscada para Zechs.
Todos riram e Zechs conseguiu apaziguar o clima tenso que havia se formado. Cléo e Teyuki se divertiam ao lado daquele que gostavam como um irmão, porém Hadja e Relena apesar de sorrirem, continuavam incomodadas com o ocorrido. Principalmente a loira, que não gostou nada da cena que viu. Mas, isso foi logo esquecido ao ver resquícios de sangue na armadura do irmão.
- Milliardo, você lutou? – Disse ela olhando incrédula para o sangue agora seco na armadura inteira branca do irmão. – Você está bem? Machucou-se? – Preocupou-se.
- Não minha querida irmã... – Ele sorriu. – Tranqüilize-se, estou bem! Não fui eu que saí ferido! E foi uma luta rápida. Totalmente insignificante! – Completou presumido.
- Mas... – Ela tentou continuar, mas o irmão a interrompeu.
- Não tem "mas" nenhum! – Ele sorriu. – Agora se me dão licença senhoritas... Estou cansado. Pretendo me banhar e dormir um pouco antes do jantar e ainda tenho que passar as ordens para Otto.
Ele beijou a mão das três e deu um beijo na testa de Relena, depois se retirou sem dar mais explicações, deixando-as com inúmeras questões em suas mentes. Zechs foi direto falar com Otto e pedir que ele lhe substituísse no restante do dia, depois foi para seus aposentos tomar um banho. Após estar mais relaxado, deitou na cama e a primeira imagem que lhe veio à cabeça foi da moça que ele salvou a vida.
- De novo você vem ocupar meus pensamentos? – sussurrou para si. – Nunca imaginei que ficaria tão intrigado com alguém! – Ele sorriu. – Uma mulher como um soldado... Ainda descobrirei mais sobre esse assunto... Será que em Wing é permitido? Ou ela se infiltrou sorrateiramente? – Esses pensamentos o incomodavam. – Não... Ela não se escondia... Está me deixando muito curioso! – Então o sono lhe venceu e Zechs adormeceu ainda pensando na jovem que salvou.
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O cavaleiro de Oz galopava o mais rápido que podia de volta para seu reino que agora estava perdido. Adentrou os portões das muralhas e correu para dentro do castelo, precisava falar com o rei urgentemente. Ao chegar à sala do trono, entrou e ainda ofegante pediu a palavra e ela lhe foi concedida.
- Senhor... Perdemos a guerra! Wing massacrou nossos homens e agora, estão a caminho. – O rapaz falava aflito.
- Não pode ser... – Disse o rei Dekim de Oz, levantando-se do trono. – Como isso pode acontecer? Temos o melhor exército de todos os reinos. – Falava irritado.
- Meu rei... Infelizmente, hoje tive a prova de que isso não é verdade... Eles acabaram com nosso exército, e foi o príncipe Heero quem liderou a tropa. – Falava temeroso o homem que estava ajoelhado perante o rei.
- Isso é um absurdo! – O rei andava de um lado ao outro, preocupado até que teve uma idéia e voltou a falar com seu conde que estava presente na conversa. – Traga o vidro do último suspiro!
O conde sem mudar sua expressão, sai e vai buscar o que o rei pediu. Ambos, rei e conde, não possuíam feições agradáveis e nem tão pouco amigáveis. Eram autoritários e exigentes. Após uns dez minutos o homem de cabelos brancos volta com um pequeno vidro que continha um liquido incolor e o entregou ao rei. O rei pegou o vidro e olhou para dentro do recipiente com um sorriso perverso, depois se virou para o jovem que continuava ajoelhado.
- Dez gotas na bebida de alguém, é o suficiente... – Então ele estendeu o vidrinho para o rapaz. – Sabe bem o que deve ser feito... Não é?
- Sim... – O rapaz pegou o recipiente e se pôs de pé. – Pode confiar meu rei... A missão será cumprida.
O rapaz se retirou do castelo e montou seu cavalo para cumprir sua missão. O rei deu ordens a sua guarda pessoal para que estivessem prevenidos para o ataque que estava chegando. Apenas foi dada a ordem e o exército do reino Wing já se aproximava das muralhas que cercavam o castelo.
- Não vamos parar. – Falou Heero em tom de voz normal, para depois gritar. – Avancem e tomem o castelo!
Toda a tropa acelerou o passo e Trowa e Noin passaram a frente e começaram a flechar os soldados que tentavam impedir a passagem deles e os que tentavam fechar os portões. Em poucos minutos eles haviam atravessado a ponte e travavam a luta dentro das muralhas.
Enquanto os soldados de Wing se digladiavam com os poucos que sobraram de Oz, Heero e sua equipe particular adentravam o castelo, Quatre e Duo andavam na frente matando cruelmente todos os guardas quem tentavam atacar Heero. Trowa e Noin davam assistência matando os arqueiros que apareciam e Wufei e Treize mantinham a retaguarda. Heero caminhava no meio deles protegido pelos amigos.
Chegaram à sala do trono e a porta estava fechada. Sem dizer uma palavra, apenas com um gesto de cabeça, Heero deu ordens para que abrissem, E assim Duo e Quatre cumpriram a ordem, enquanto Noin e Trowa ocupavam o lugar que antes eram deles na proteção ao príncipe. Obviamente, todos que conheciam Heero, sabiam que ele não era alguém que necessitasse de proteção, mas além de soldados a equipe que o cercava o tinha como um amigo, até mesmo um irmão, e em uma missão como essa, eles não queriam que o herdeiro saísse com nenhum arranhão.
- Isso pode ser uma emboscada Heero. – Falou Treize atento a todos os lados.
- Sei disso... – E o príncipe apenas concluiu.
As portas então foram abertas e revelaram o rei sentado em seu trono, com as mãos juntas em sua frente com o rosto apoiado nelas e uma expressão séria e irritada. O conde ao lado dele com a mesma feição do rei, porém de pé ao lado direito do trono com as mãos juntas nas costas.
Heero e sua equipe entraram cautelosos sem virar a cabeça, apenas com os olhos o príncipe observava todo o local atento. Sabia que aquilo estava tranqüilo demais. Caminhavam e sua equipe observava cada canto da sala e a passos firmes avançavam.
- Príncipe Yui... É um prazer tê-lo em meu reino. – Disse o rei falsamente, mudando sua fisionomia drasticamente ao passo em que a equipe Gundam se aproximava ao trono.
- Uau... Que recepção calorosa! – Disse Duo zombando e Heero mantinha sua expressão homicida fixada no homem que ocupava o trono.
- É muito mal educado não falar nada perante o rei, não acha... Alteza? – Disse o rei em tom arisco.
- Muito bem... Desça do trono e diga adeus a seu reinado! Estão boas essas palavras? – Heero devolveu monotonamente.
- Isso não é nada simpático! – Disse o rei.
- E eu estou cansado dessa conversa!
Dito isso, Heero se lançou para o trono e pegando o rei pelo colarinho o puxou para fora do trono fazendo com que o receptor caísse bruscamente no chão. Ao mesmo tempo Treize se lançou até o conde colocando a rapieira em seu pescoço com o aviso de que qualquer movimento poderia ser-lhe o ultimo.
Então, o príncipe sentou-se no trono enquanto Wufei amarrava o antigo rei de Oz e Duo amarrava o conde. Alguns soldados de Wing entraram na sala do trono e vendo Heero ali sentado, deram o grito de vitória. Agora Oz pertencia a Heero e ao reino Wing. Então, o príncipe deu ordens para que vasculhassem o castelo e conhecessem tudo o que podiam dali.
O rei e o conde foram amordaçados e jogados num canto da sala sendo vigiados por alguns soldados de Wing. Heero e sua equipe começaram a conhecer o castelo e encontraram uma passagem secreta que dava acesso aos calabouços, cada um empunhou uma tocha e desceram a explorar o local, quanto mais desciam pior ficava o odor daquele lugar. Era o cheiro da morte, que de tão forte, cada um dos que ali estavam colocaram um lenço no rosto para amenizar o cheiro desagradável.
Passaram por algumas salas de tortura, onde podiam ver pessoas torturadas e desmaiadas pela dor, o príncipe deu ordem a alguns soldados que fossem ver o estado daquelas pessoas. As que tivessem cura, para tirá-las dali e chamar um médico, as que não, que sua dor fosse finalizada de uma vez só, o mais indolor possível.
A equipe Gundam continuou avançando e continuaram salvando os que podiam e executando os que não possuíam cura. Quando já haviam passado por todas as celas e já estavam a ponto de irem embora daquele lugar repugnante, Treize ouve um gemido de dor baixo. Pedindo que parassem de andar e fazer barulho, ele começa a seguir aquele som fraco e encontra uma porta tão discreta que quase se camuflava por ser da mesma cor das pedras que formavam a parede. A porta era de madeira com contorno de ferro, sendo quase impossível arrobá-la. Treize forçou a porta e a encontrou trancada a chave.
- Onde está a chave dessa porta? – Perguntou aumentando o tom de voz e olhando para os soldados.
- Vá buscar um ferreiro para abrir a fechadura! – Disse Heero agora olhando para um dos soldados. – Rápido. – Finalizou.
O homem foi correndo o máximo que conseguia e não encontrando ninguém no castelo, foi direto para os arredores e encontrando uma família assustada, chamou o homem da casa e prometeu-lhe que nada de mal lhes aconteceria, mas que ele deveria acompanhá-lo imediatamente para abrir uma porta. O ferreiro acreditou nas palavras do soldado e o acompanhou. Correram e logo chegaram ao calabouço.
Treize saiu da frente e o homem cumpriu seu dever. Então, Treize e Heero foram os primeiros a entrar e os olhos do primeiro se arregalaram com a visão que teve, já os do segundo se estreitaram de forma descrente. Uma mulher de origem nobre, conclusão chegada devido ao vestido que usava, pois, apesar de rasgado e sujo era visível que foi feito com tecido da melhor qualidade e confeccionado por alguém que sabia o que estava fazendo. Ela estava com as costas a mostra e ensangüentada, devido às inúmeras chicotadas que levou. Ela estava de costas para entrada com as mãos amarradas no alto, desmaiada delirando de dor e febre. Os longos fios de cabelo castanho estavam ensopados em uma mistura de sangue e suor.
Sem pensar duas vezes, o príncipe cortou a corda que a mantinha em pé e Treize a pegou no colo para que não caísse então ele pode ver o rosto dela e contemplar o quão jovem e bela ela era. Carregando a levou até o quarto do rei, onde a acomodação era melhor e a deitou na cama. Heero mandou chamar o médico e ele veio ver o estado dela. As olheiras e a palidez mostravam sinais de alguém que não comia há alguns dias, a boca seca mostrava que tão pouco bebia água e a febre deixava claro que o corpo já não agüentava mais tanta dor.
- Não creio que ela se recupere... – Disse o médico incerto.
- Não quero saber o que pensa... Trate de curá-la! – Treize era irredutível e tanto Heero como os demais não o repreendiam.
- Mas, ela está muito fraca... – Disse o médico com medo. Treize se aproximou dele.
- Não me importa como fará... Mas eu a quero viva! – Treize falava num tom autoritário.
O doutor então olhou para Heero que não moveu sequer um músculo para dizer algo em contra o amigo. Apenas continuou olhando fixamente para o médico, que então passou os olhos pelos outros integrantes da equipe Gundam que o olhavam com tédio. Dando-se por vencido, o doutor então começou a pedir tudo o que lhe era necessário e Treize deu ordem a um dos soldados que se encarregasse de providenciar tudo. Todos saíram menos Noin que ficou para ajudar o médico.
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Em Wing todos festejavam a vitória de Heero e sua equipe, contra Oz. O rei estava muito aflito quando chegou um dos soldados dando-lhe a boa nova e foi quando Arturo declarou festa para todos do reino e assim foi feito, todos pararam de trabalhar e começaram a festejar com muita fartura aquela noticia tão agradável.
Um homem vestido de camponês se misturou no meio do povo que ria e dançava e sorrateiramente chegou até onde o rei estava. Arturo havia saído do castelo e ido comemorar ao lado de seu tão querido povo, era escoltado por seus amigos e sua guarda pessoal e as únicas pessoas que se aproximavam dele eram os servos que o serviam e as crianças que volta e meia iam lá abraçá-lo.
Por sempre ter sido um rei amável, Arturo era muito querido pelo seu povo e as crianças o tinham como exemplo. E ele sempre gostou de crianças, por isso adorava a companhia delas. O homem sutilmente, sem ser visto por quase ninguém despejou algumas gotas de um pequeno vidro na taça de vinho do rei e fingindo-se de bêbado saiu atrás de alguma serva. A senhora veio e completou a taça de vinho do rei e lhe entregou.
Arturo agradeceu-lhe com um largo sorriso e deu seu primeiro gole, sem deixar de olhar a alegria e a dança coreografada que seus súditos faziam em comemoração ao dia histórico. Continuou a beber, até acabar com todo o vinho que tinha em sua taça. Então uma menina que estava pulando e dançando perto dele, perde o equilíbrio e cai, em um movimento rápido, Arturo se levantou para ajudá-la e sentiu uma leve tontura que ignorou, pensando que havia bebido demais. Deu mais dois passos para frente e perdeu as forças, sendo segurado pelos amigos.
Ele olhou bem nos olhos de seus amigos antes de desmaiar. – O rei passou mal. – Gritou uma serva. A festa acabou e todos ficaram preocupados com o estado de saúde de Arturo que foi levado carregado para dentro do castelo. Um jovenzinho de mais ou menos uns dez anos de idade observou a cena intrigado. Então, se lembrou de ter visto um movimento suspeito perto da taça de vinho do rei há pouco tempo antes e começou a procurar no meio da multidão pelo homem de antes.
Os soldados escoltavam o rei e seus amigos para dentro do castelo. – Chamem o médico real com urgência! – Gritou o conde Raberba Winner. Sem muita paciência para esperar o general Chang se prontificou a ir e trazer o médico e assim o fez. Os dois duques, o conde, o marquês e o barão, aguardavam ansiosos no quarto com Arturo pela chegada do amigo com o doutor.
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Uma hora depois o médico saiu do quarto acompanhado de Noin que carregava uma bacia com uma água pintada de vermelho com o sangue que foi limpo da jovem que agora, com a febre controlada, dormia tranquilamente.
- Fiz tudo o que estava ao meu alcance... – Disse o doutor olhando no rosto de todos e parando a encarar Treize. – A febre foi controlada, receitei um chá para quando ela acordar e uma sopa para que ela recupere as forças. – Treize suspirou aliviado com a notícia. – Ela agora dorme. E confesso que ela se mostrou mais forte do que eu podia imaginar. Limpei e fiz um curativo nas feridas. Ela agora precisa de repouso.
- Obrigado doutor. – Respondeu Treize, agora calmo. – Aqui está pelos seus serviços. – E estendeu ao homem uma sacola com dez moedas de ouro.
O médico arregalou os olhos quando abriu o saco e viu a quantia que ali tinha. Voltou seu olhar para Treize que o encarava tentando entende-lo.
- É que... Nunca... Nem o rei me pagou tanto por cuidar de um paciente, nem mesmo quando ele era o paciente. – Disse o médico respondendo a pergunta que se formou no rosto do loiro a sua frente.
- Que rei mais mesquinho esse! – Falou Duo com descaso.
Sem mais o que dizer e feliz, com uma reverencia o médico se foi. Noin então chamou uma serva e pediu que ela se encarregasse de se desfazer daquela água suja e preparasse o chá e a sopa para quando a moça acordasse, já estivesse tudo pronto. Porém tinha uma pergunta que não se calava na cabeça de todos da equipe: Qual era o motivo daquela jovem estar ali, passando por tudo aquilo?
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O médico finalmente chegou com o general e foi examinar o rei. Depois de colher as informações que os amigos do rei que estavam ali tinham, sobre quanto ele bebeu e como foi à noite, como ele se sentiu, quais foram as reações que o levaram aquele estado e testar os sinais vitais de Arturo o médico, um senhor experiente e conhecedor de muitas coisas entendeu o que ali se passava. – O rei foi envenenado! – E a noticia causou revolta nos que ali estavam.
Os duques e o general saíram apressadamente à procura de mais informações a começar pela mulher que serviu o vinho ao rei durante o tempo todo na festa. O conde, o marquês e o barão continuaram no quarto se informando se haveria como salvar seu rei e amigo.
- Não... Pelo que vejo dos efeitos da droga... Trata-se de viúva negra. – Concluiu o doutor.
- E isso significa? – Perguntou o marquês.
- Último suspiro é um veneno muito forte, não conheço a cura para ele. Necessita-se de pouco para matar. – O médico falava triste.
- Quer dizer... Que nosso rei... Morrerá? – O barão achava difícil até dizer a frase.
- Para nossa infelicidade! – E completou o médico.
Então o rei acordou e começou a ter espasmos e a falar de forma delirante. O médico alertou que aquilo era uma fase normal do envenenamento e que só iria piorando. E na hora que melhorasse e ele recobrasse a consciência era sinal de que aquele seria o seu adeus. Pois era assim que funcionava o efeito da toxina.
O conde não suportava mais ver seu amigo daquela forma, se levantou e com o coração apertado anunciou que precisava enviar uma nota avisando do estado do rei para o príncipe, com urgência e para o rei Dante de Sank, irmão mais novo de Arturo. Saiu do quarto com os olhos embaçados. O marquês e o barão apenas concordarão em silencio.
Os duques e o general estavam indo apressadamente para interrogar as servas que serviram o vinho ao rei quando um pequeno garoto com seus mais ou menos dez anos se aproximou deles e começou a fazer perguntas sobre o estado do rei e isso irritou o general.
- Porque quer saber sobre o estado de saúde do rei menino? – Disse Chang rudemente.
- Onde foi parar a sua educação, meu caro? – Kushrenada falou para o amigo e depois se voltou para o garoto. – O rei está muito doente. Agora precisamos ir, por favor, nos de licença. – Eles começaram a andar, mas o menino chamou a atenção deles novamente.
- Será que foi culpa daquele homem? – Perguntou o menino.
- Qual homem, meu rapaz? – Agora Barton se manifestou interessado na conversa.
- O homem que se aproximou do vinho do meu rei durante a festa e depois saiu correndo atrás de uma serva. Mas eu tenho certeza que o vi esconder algo. – O menino falou pensativo, se lembrando da cena que viu. – Mas, fui falar pra minha mãe e ela duvidou de mim. – Disse o rapaz com aspecto triste.
- Mas, eu acredito em você... – Disse Kushrenada se aproximando do garoto e colocando as mãos no ombro dele. E quando ia continuar foi interrompido pelo amigo.
- Você conseguiria reconhecer esse homem? – Perguntou o general impaciente.
- Sim milorde. – E o menino respondeu com firmeza.
- Ótimo! Vamos procurá-lo. – Concluiu Barton e todos saíram.
O conde Raberba Winner se encontrava no escritório do rei com dois soldados a sua frente o esperando. E após assinar duas cartas, entregou uma a cada soldado e deu ordens para que eles entregassem-nas o mais rápido possível logo os dois partiram. Um foi a caminho de Oz e o outro a caminho de Sank. O conde voltou para o quarto e ficou junto do rei.
Os duques e o general na companhia do garoto batiam de porta em porta e vasculhavam a todas as tavernas a procura do homem desconhecido, até que chegaram ao ultimo lugar sem ter sido revistado, o bordel. Entrarão acompanhados do garoto sem se importarem com a idade dele. A ocasião pedia medidas drásticas. Foram fazer perguntas para o dono que se assustou ao ver três dos homens mais importantes e influentes do reino entrar sem nenhuma cordialidade em seu negocio e ainda mais acompanhados de um garoto.
- Viu um forasteiro entrar aqui? – Começou o general.
- Um forasteiro? – O dono do estabelecimento repetiu a pergunta.
- Acaso está surdo? – Respondeu o general irritado e encarando o homem com raiva.
- Não milorde, me perdoe... – Falou o homem se encolhendo. – Tem um homem que nunca vi, no andar de cima no quarto três. Talvez seja quem o senhor procura.
Sem agradecimentos e nenhuma educação os três mais o garoto subiram as escadas apressadamente, deixando todos curiosos no local. Bateram na porta e ouvirão um homem responder que estava ocupado e em seguida, gemidos de mulher. Sem pensar duas vezes, o duque Barton enfiou o pé na porta e a abriu. Entraram os três empunhando suas espadas e vendo o homem deitado com a mulher em cima dele, nua. Ela ao ver a entrada dos recém chegados, gritou e se jogou para o lado se cobrindo com o lençol. O Homem cobre sua parte intima já questionando o que significava aquilo.
- É esse o homem? – Perguntou Barton, agora trazendo o menino para frente deles e ignorando a cena.
- Sim... É ele sim! – Diz o garoto com certeza na voz.
- Você está preso por tentar matar o rei Arturo. – Disse o general.
O homem vendo que havia sido descoberto tentou pegar sua espada para lutar, mas foi impedido por Kushrenada que com um chute o derrubou. O homem ainda no chão recebeu ordens para que vestisse suas calças e assim o fez. Foi levado direto para o calabouço do castelo, no caminho os três amigos do rei se encontrarão com o marquês que lhes informou que já mandaram chamar Heero. Então, decidiram que o príncipe decidiria a vida do forasteiro.
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Heero estava dando uma olhada nos documentos do reino e se apropriando do local. Já havia feito um anuncio real de sua posse para o povo daquele lugar e para sua surpresa, o povo não desgostou. Noin ainda estava cuidando da moça desmaiada e Treize preocupado ia a cada momento procurar noticias dela com a amiga. Os demais integrantes da equipe Gundam, saíram a fazer um reconhecimento do local e se informarem com o povo, como foi o reinado do rei Dekim.
As coisas estavam realmente conturbadas por ali. Heero encontrou inúmeras armações e documentos que mostravam um contrabando de escravos e mulheres para a prostituição. Isso o irritava, pois seu senso de honra e justiça não aceitava aquilo. Ainda ocupado revisando os negócios obscuros do rei quando Noin vem avisar que a jovem estava acordando. Largou tudo e foi para o quarto junto com Treize e Noin.
Chegaram a tempo de vê-la abrir os olhos. A moça tinha olhos castanhos assim como seu cabelo e apesar de estar fraca, ainda possuía uma resolução admirável. Ainda perdida e sentindo dores ela olhava assustada de um lado ao outro. Noin se aproximou cautelosamente dela e a ajudou a se sentar.
- Quem são vocês? – A voz dela era fraca e amedrontada, porém agradável ao ouvido.
- Nós estamos aqui para te ajudar... – Disse Noin, pegando a bandeja com o prato de sopa e a xícara de chá e colocando-a ao lado da moça. – Isso fará você se curar logo. – E levou a colher com a sopa próxima ao rosto da moça.
- Isso é algum tipo de truque? – Disse a recém acordada desconfiada.
- Não. Porque pensa que é um truque? – Perguntou Noin.
- Porque tudo que vem daquele monstro não é confiável. – A moça falou com ódio no olhar.
- O monstro que você se refere seria o rei Dekim? – Perguntou Noin.
- E quem mais seria? Quem você mais faria isso comigo? – A moça estava arisca.
- Está com sorte milady. – Falou Heero, ganhando a atenção dela. – O rei Dekim caiu. O reino dele agora me pertence. E foi este homem quem lhe encontrou e lhe tirou de lá. – Terminou sua noticia apontando para Treize que continuava calado analisando a cena. – Agora, coma e beba para se curar logo!
Heero se virou e saiu do quarto, pois já tinha a informação da qual precisava. A jovem agradeceu a Treize com lágrimas de alegria nos olhos, o que deixou o homem desconcertado e aceitou de bom grado a comida e bebida que Noin oferecia, agora, se desculpando por haver sido rude.
- Como se chama? – Perguntou Treize curioso.
- Desculpe... Acho que esqueci meus bons modos. – Disse ela esboçando um sorriso fraco. – Me chamo Lady Une.
Heero se encontrava novamente no escritório do castelo quando entrarão pela porta, apressadamente seus quatro amigos que antes faziam especulações no meio do povo, acompanhados de um soldado de Wing. Trowa se aproxima e entrega uma carta para Heero.
- O que é isso? – Pergunta olhando para o papel e depois levanta o olhar para o soldado recém chegado. – O que faz aqui?
- Heero... – Quatre vacilou. – As noticias não são boas... Leia a carta.
Heero estranhou e notou o olhar de pesar que seus amigos possuíam, resolveu se sentar antes de abrir a carta. Com seu olhar monótono se ajeitou na poltrona atrás de si e desdobrou a carta tranquilamente. Duo e Wufei estavam impacientes ao ver a calma que o amigo exercia. Mas, pela primeira vez, virão Heero esboçar alguma expressão que não fosse de frieza no olhar. Ele lia o conteúdo com muita atenção e lentamente.
A Vossa Alteza Real o Príncipe Heero Yui,
Peço que volte imediatamente ao reino de Wing, pois o rei Arturo foi envenenado e seu caso é critico.
Creio que ele nos deixará em breve!
Perdoe-me por ser o portador de tais noticias.
Atenciosamente,
Conde Raberba Winner.
Os olhos de Heero liam e reliam aquelas palavras. Seu olhar era de uma mistura de tristeza, assombro e ira. Levantou da poltrona e olhou para os que estavam ali. Seus amigos se colocaram em prontidão para receber ordens.
- Preparem tudo... Vamos voltar imediatamente! – Heero tinha a voz embargada.
...Continua...
Ok... Estou me trancando em um quarto do pânico com frigobar e tudo mais que preciso para não ser linxada!
Eu sei que vocês querem me matar nesse momento, mas por favor... Não façam isso, pq senão a história ficará sem um fim, já pensou que triste seria? tsc,tsc,tsc...
Bom... Só sairei daqui quando a poeira baixar e vcs jurarem não me matar! hehehe
Porém, não abro mão das minhas amadas reviews!
Então, sejam gentis e me escrevam... Mesmo que seja pra me dar pedradas, ok? shaushuahsua
Beijos e amo vcs... Podem acreditar! ^_^
