N\A: Espero que gostem, suspense, romance e alguns assassinatos.


Capítulo 14

Frio


17 de outubro de 2007


Gaara, Colégio Kitagawa, as 15h00min

Subi as escadarias já imaginando que a Haruno estaria ali me esperando. De alguma maneira quando eu abri a porta, eu podia vê-la, mas quando pisquei algumas vezes me dei conta que não existia alguem ali. Olhei o relógio, ela estava atrasada. Bem que ela poderia chegar o mais rápido possível para eu evitar ficar nesse frio absurdo, nem que eu tivesse que escutar suas reclamações, ou encarar a dualidade desse pequeno detalhe com aqueles sorrisos inconstantes, vezes sádicos ou animados por causa de um cappuccino.

Peguei minha carteira de cigarros, e acendi um. O cheiro de cigarro também me lembra a Haruno, por mais que ela insista em dizer que ela jamais teria o cheiro de tabaco. No entanto, a realidade é que bem discretamente o cheiro está ali... Até mesmo para um fumante como eu.

Escutei passos femininos subindo a escadaria. Deve ser ela. Me virei e me deparei com uma figura loira que me fitava surpresa. Ino Yamanaka. Ficamos no encarando por um momento e me dei conta que nunca havia notado realmente nela. Um pouco mais alta que a Haruno, com a expressão, no entanto mais natural, e um notável corpo mais maduro.

-Esperava alguém? – ela perguntou repentinamente, logo após sua expressão suavizar-se. Não conseguia, no entanto, identificar o que aquele conjunto de olhos, sobrancelhas e lábios significavam, talvez pela total ausência de trações de expressão.

- Não. – menti sem emoção e me voltei para frente, dando atenção ao meu cigarro. Por mais que a Haruno insistisse no vínculo da Yamanaka com tudo aquilo, a figura dela não conseguia despertar qualquer curiosidade em mim.

- E quer ficar sozinho? – ela perguntou e mesmo de costas eu podia senti-la se aproximando. Ela se colou ao meu lado, as mãos enfiadas nos bolsos do casaco. A fitando de lado percebi que a expressão totalmente incompreensível se mantinha lá.

- Não...

Ela suspirou longamente. E depois voltou-se em minha direção e pude ver um sorriso.

- Sua irmã está bem?

Levantei uma sobrancelha. Se ela queria minha atenção com aquela pergunta ela havia conseguido, por que quase ninguém daquele colégio sabia que eu tinha uma irmã.

- Não fique surpreso, Gaara-san – ela sorriu – Sou amiga do Shikamaru, e tenho notado sua presença no enterro do Asuma-sensei e do Kiba-kun. Sabe, você chama atenção.

Não disse nada. Ela voltou sua face para frente, agora sua expressão não era exatamente gentil, estava séria e distante.

- A Haruno também tem se interessado muito pela morte do sensei. O que você sabe a respeito? – apesar de ela perguntar, não me fitava.

- Que ele foi assassinado.

- E como você sabe disso?

Ela voltou-se na minha direção, séria e com as pupilas menores do que o esperado - naquele espaço mínimo entre a gente, eu podia ver perfeitamente seus olhos.

- Apenas ficamos sabendo, e ficamos curiosos quanto ao que aconteceu com Asuma-sensei, já que ele era tão correto. – menti neutro.

Ino se manteve em silêncio, parecia pensar por um momento.

- Não fique pesquisando a respeito, não é problema de vocês.

Ela parecia ansiosa, as mãos no bolso se contorciam sobre o tecido. Julgando por esse comportamento, é óbvio que a Yamanaka sabe de algo que nem eu ou a Haruno tem ideia do que se trata. E se isso fosse verdade, não quero que ela saia desse terraço achando que eu sou um inimigo... A questão é: o que eu faria para ela não achar isso? O que a Haruno faria para conseguir isso?

(...)

- Quando o Inuzuka faleceu eu fiquei sabendo de como você reagiu. – comecei, ela voltou-se para mim, as pupilas agora dilatadas. – E fiquei... Curioso quanto a você. – menti – Mas não tive coragem de oferecer meus lamentos e só fiquei observando de longe... Depois da morte do Asuma eu queria saber como você estava já que no enterro você parecia tão distante. – Acho que está fazendo sentido. – Pedi para a Haruno conversar com Shikamaru a respeito... – tentei um sorriso triste, apesar de eu ter certeza que pareço mais um boneco de cera – Mas acredito que ela fez as perguntas erradas.

A fitei e percebi que ela estava levemente surpresa. Fiquei três segundo mantendo contato visual. Sinceramente eu não sei como convencê-la da minha pseudo-preocupação com suas perdas, no entanto, me lembrei da Haruno, sentada em minha cama, com retrato da minha mãe em suas mãos, me dizendo sobre a morte dos seus pais... Se ela estivesse sofrendo, o que eu diria para ela?

- Me desculpa, eu só queria saber se você estava bem.

Me pergunto se a Haruno realmente ficou bem com a perda dos pais. Tenho a intuição de que não e isso de alguma maneira...

(...)

Voltei à realidade quando vi a Yamanaka me dando as costas e ficando parada por alguns segundos. Ela parecia respirar mais pesado, mas aposto que isto está mais vinculado ao frio do que qualquer outra coisa.

- Me desculpa Sabaku-san. – ela disse e percebi que antes de conseguir proferir essas palavras claramente, ela tinha se esforçado em demasia.

- Tudo bem. – respondi e ela sem dizer nada seguiu em direção à saída. Quando ela desapareceu da minha vista acendi outro cigarro e me voltei para frente me apoiando sobre a grade. Senti uma leve tontura e meu corpo relaxou, momentos depois escutei passos femininos subindo a escadaria... Deve ser a Haruno. Ainda bem, mas de qualquer modo me pergunto se a Yamanaka acreditou.


Sakura, Colégio Kitagawa as 15:10

Já estava atrasada e Gaara provavelmente já deve estar com uma cara pior do que ele já tem. Ok, acho que essas minhas ofensas já estão ficando bastante sem sentido, já que nem eu mesma ando acreditando muito nelas. Depois daquela cena ridícula na escadaria, eu decidi que estava turvando minhas interpretações sociais por que não conseguia me convencer de certas qualidades do Sabaku. Se eu fosse sincera quanto a isso provavelmente eu conseguiria levar numa boa meu relacionamento com ele sem achar, necessariamente, que estava com... Ciúmes... Essa palavra soa tão absurda...

Decidi então que hoje eu tentaria ver apenas coisas positivas no sociopata funcional, e que assim, eu perceberia se tratar apenas de uma possível amizade ou admiração negada pelo meu orgulho inato. Faz sentido não faz? Decidi também, pela manhã que pararia de chamá-lo de sociopata funcional, mas simplesmente é impossível... Enfim, eu já me acostumei.

Isso não importa, a grande questão é que estou atrasada para me encontrar com ele e essas escadas parecem, repentinamente, com mais degraus do que o normal, e com pessoas ainda mais incômodas e atrapalhadas.

Um garoto surgiu exatamente no momento que eu virei um corredor, e não, eu não cai encima dele em uma típica cena de shoujou, mas parei exatos 10 centímetros a sua frente. Ele tinha os olhos arregalados e em suas mãos um vaso de flor.

Esse cheiro é realmente enjoativo.

- Cuidado. – ele falou depois de alguns segundos. Tinha voz neutra, sorria e foi nesse momento que eu me dei conta que se tratava do mesmo garoto de antes, Sai.

- Ah, me desculpe. – pedi e sorri também. Percebi que ele tinha uma expressão realmente suave e que em seu rosto existia uma mancha de tinta preta. – Está sujo. – eu indiquei com um dedo.

- Onde? – ele perguntou, aparentemente confuso, mas com o tom de voz levemente mais grave. Aquele típico tom onde imaginamos sair da boca do protagonista de um mangá-josei. Nunca me senti realmente surpreendida com esse tipo de pessoa, apesar de que nunca imaginei que Sai faria exatamente esse estereótipo.

O que poderia, de certa maneira, ser bem divertido.

- Aqui. – eu disse e passe meu polegar sobre sua face, a tinta ainda estava fresca então puxei um lenço de minha saia, limpei e lhe entreguei sorrindo. – pegue.

Ele soltou um suspiro pelo nariz enquanto sorria. Não estava surpresa com o meu comportamento, o que de alguma maneira me incomodou, já que esse tipo sempre esperava mais bochechas vermelhas do que uma reação à altura.

- Obrigada. – ele segurou o vaso de flores com uma das mãos e pegou o lenço. – Mas como você se chama, mesmo?

- Haruno Sakura.

- Sou Sai, acho que já nos esbarramos muitas vezes por ai.

- Verdade e me estranha que você não saiba realmente o meu nome. – provoquei um pouquinho, só pelo o tédio do momento. Coloquei uma mecha do meu cabeço atrás da orelha e com isso ele sorriu gentilmente. Acho incrível como eles sempre reagem a isso.

- Eu deveria saber, então?

- Quem sabe? –insinuei e logo depois subi alguns degraus da escadaria que seguia ao lado. – Foi um prazer Sai, a gente se ver. – respondi sem encará-lo e segui meus passos, deixando-o sem resposta.

Eu realmente devo estar muito necessitada de nicotina e com muito frio para me interessar por um rostinho bonito. Bom, logo, logo isso passa.

Subi o restante das escadarias e acabei esbarrando com Ino Yamanaka que simplesmente passou reto, sem me encarar, como se eu simplesmente não estivesse ali. Não dei importância e continuei até o terraço; me dei conta que a porta estava aberta e por algum motivo tive a sensação de que a Yamanaka tinha acabado de sair de lá.

Gaara estava apoiado na grade com um cigarro na boca. Aproximei-me, e de costas me apoiei com a ajuda dos cotovelos, ficando lada a lado com ele. Não podia ver completamente seu rosto, apenas o perfil, o cigarro pendurado nos lábios, e a expressão neutra que nem me deu o trabalho de encarar enquanto sentenciava:

- Você está atrasada.

- Desculpa, estava sendo apresentada para o novo professor de química, que irá substituir Asuma.

Ele não respondeu e não moveu qualquer músculo do seu corpo, apenas os olhos que me fitavam sérios e neutros.

Primeiro elogio do dia: Gaara realmente tem olhos bonitos, meio verdes, meio azuis... Talvez verde-água.

- Não foi minha culpa. – eu respondi, como se ele me dissesse alguma coisa com aquele olhar, por mais que não houvesse nada demais ali. Ele pegou o cigarro e apagou, soprando a fumaça pela a boca.

- Eu sei que não. – ele disse e se virou em minha direção se apoiando com o antebraço direito. Não parava de me fitar, não sorria, não dizia nada e aquilo realmente começou a me perturbar. Mas não há nada demais nisso, não é Haruno? Eu posso muito bem ficar em pé o fitando da mesma maneira sem sentir esse maldito incomodo na barriga. Não posso?

- Está sujo.

Acho que não. Ele levou um dedão próximo a minha orelha e limpou. Senti os pelos da minha nuca eriçar e provavelmente minhas maças corarem. Eu poderia perfeitamente reagir da mesma maneira que reagi com o estranho do Sai, mas não era os mesmo olhos, a mesma expressão... Não era o maldito sociopata funcional.

- Conversei com a Ino, ela desconfia de nós. – ele disse voltando-se para frente. Demorei alguns segundos para raciocinar e me dá conta que sua expressão não havia mudado em nada e que suas bochechas também estavam vermelhas, mas pelo frio.

Segundo elogio do dia: O Sabaku realmente fica bem de preto, principalmente de cachecol.

E eu não deveria estar o elogiando nesse aspecto. Me voltei para frente e esquentei minhas mãos com a boca, mais na intenção de esconder minha face de constrangimento do que numa intenção de aquecê-las.

- Ela percebeu que estávamos em todos os ambientes inapropriados. O enterro do Kiba, Asuma e nosso repentino interesse por ele.

- O Nara deve ter comentado algo a respeito.

- Muito provavelmente. – ficamos um momento em silêncio. – O que você sugere?

Estranhei, pois Gaara nunca me perguntava nada, apenas o fazia para concluir seus pensamentos ou verificar se estava correto... Apesar de que eventualmente minha opinião não tinha qualquer impacto.

- Podemos fazer nada, deveríamos nos preocupar mais com a situação das flores.

Concordou com a cabeça e seguimos em direção à saída do colégio em total silêncio. Ele saiu na frente, descendo as escadarias, depois o corredor, em seus passos lentos e médios, com suas mãos nos bolsos, vezes ou outra olhando pela janela, totalmente alheio ao mundo. A bolsa na altura do quadril não se movia e percebi que os movimentos de Gaara eram sempre suaves, discretos e de alguma maneira muito atraente.

Acho que a culpa mesmo é do perfil e dos olhos, fundos e inatingíveis. Como se estivesse apenas presente de corpo... Não sei dizer, mas nesse momento, onde vejo alguns olhares discretos – sem murmurinhos, porque convenhamos que isso só acontece em shoujou-mangá – notei o quanto que Gaara chamava atenção. Não de uma maneira semelhante ao Sai ou Naruto... Mas como se ele não pudesse ser tocado... É melhor eu parar de pensar a respeito.

Seguimos até a saída, descendo a rua em direção ao metrô, no entanto ao contrário de comprar os bilhetes, nos aproximamos de sua moto e ele me jogou sem me fitar o capacete.

- Você tem autorização para dirigir isso?

- Pareço ser maior de idade? – ele perguntou, não de maneira sarcástica. Respondi que não, ele voltou-se para mim, agora com o capacete na cabeça e logo depois mostrou uma habilitação com seu nome e data de nascimento datado em 19 de janeiro de 1985.

- E o seu pai sabe disso... Ele não é da polícia?

- Temari falou que ele na minha idade teve uma também. – respondeu sem emoção e naquele momento eu não contive um sorriso ao perceber que ele realmente era muito parecido com o pai. Ele me observou sem entender e sem a menor vontade de explicar, mesmo por que ele jamais admitiria isso, coloquei o capacete. Enquanto eu reajustava a fivela senti algo sendo jogado em meu pescoço. Demorei 2 segundo para perceber que era Gaara que tinha retirado seu cachecol e colocado em torno do meu pescoço; e por mais que isso soasse absurdamente gentil, ele não tinha qualquer expressão no rosto e só disse com sua voz neutra e abafada.

- Você vai congelar antes da gente chegar lá.

Fiquei sem reação por alguns segundos e só me movi quando ele se sentou na moto e me fitou me indicando calado que eu "andasse" logo, independente do que eu estava "fazendo".

Terceiro elogio do dia: Por mais que Gaara seja um sociopata funcional ele consegue ser realmente gentil às vezes. Só às vezes.


Gaara, Floricultura Suzume, às 16h15min

Quando cheguei na floricultura ainda podia sentir os braços da Haruno entorno da minha cintura, me segurando com força. Apesar da ventania gelada no meu pescoço e a ausência de cachecol, foi interessante perceber que contato humano realmente significava calor... Apesar de eventualmente não ser a primeira vez que essa situação ocorre, e talvez tenha sido o frio que me fez perceber isso... Ou pelo, eu acredito, que o clima seja capaz de explicar a sensação confortável daquele abraço indireto – se é que eu realmente possa chamá-lo assim. Procurei ignorar isso quando percebi a expressão séria e concentrada da Haruno sobre a vitrine da loja, e me senti na obrigação de me voltar àquilo que realmente importava.

Entramos, soou o cintilar do sino e percebemos rapidamente a mudança de temperatura. O espaço da loja era pequeno e possuía um cheiro doce e quase sufocante. Havia apenas uma atendente, uma jovem mulher de cabelos negros e óculos redondos com certo aspecto maternal. Ela nos cumprimentou com um aceno, sorrindo e de olhos fechados.

Rapidamente Sakura já estava a minha frente, com uma expressão preocupada, as sobrancelhas arqueadas e as mãos na altura do peito o peito, se friccionando nervosamente.

- Boa tarde, eu e meu amigo estamos procurando umas flores. – ela fingiu observar a loja e continuou – Que são bem complicadas de achar.

- Quais seriam?

- Precisaríamos para um evento de Ikebana. – disse, ignorando a pergunta. – E o principal artista, nosso professor, nos disse que teria aqui. – Deu uma pausa e se inclinou em direção a florista – Chegou a comentar que ele mesmo compraria, mas não consigo falar de jeito nenhum com ele e o evento é daqui algumas horas. – sua voz soava ansiosa. Logo depois levou o polegar até a boca e começou a mordê-lo em sinal de nervosismo.

Aparentemente não somente eu, mas a florista também percebeu, a única diferença era que eu sabia perfeitamente que se tratava de um teatrinho típico da Haruno.

- Tudo bem, eu entendo, mas quais seriam as flores, querida? – ela perguntou gentilmente o que indicava que ela havia mordido a isca da Haruno. Sakura parou de morder o polegar sorrindo esperançosa.

- Dália e Jacinto.

A florista levantou por um milésimo de segundo as sobrancelhas e depois sorriu.

- Ela realmente são difíceis de serem cultivadas. – Deu uma pausa – Bom, em compensação elas são raramente procuradas, até mesmo por pessoas que praticam a arte de ikebana.

- Sim, meu professor comentou comigo, ele nunca tentou usar essas flores para fazer arranjos florais, mas há três semanas ele leu uma reportagem a respeito e as procurou por toda Tóquio. Não sei se ele chegou a pedir para a esposa, ou ao filho para comprá-las... Mas ele disse que tinha conseguido.

- Sim. – ela levantou um dedo como se lembrasse de algo – Imagino quem seja, alguém comprou essas mesmas flores, e se não me engano, tulipas também... E julgando pela idade era um rapaz bem jovem.

- Sim, deve ter sido nosso amigo Lee. – A Haruno sorriu empolgada como se seus problemas estivessem lentamente sendo resolvidos.

- Não me recordo o nome, mas era um rapaz alto, com pele bem delicada... – somente mulheres conseguem se lembrar desses detalhes, sinceramente. E muito esperto da parte da Haruno confesso. – Com o mesmo uniforme de vocês.

Ok, não me importo se ela é inutilmente detalhista, mas essa informação foi realmente boa. E a Haruno com seu sorriso imenso deve concordar comigo.

- Do meu colégio? Kitagawa?

- Sim, era bem bonito, mas dizendo ele que estava comprando para uma garota... Não comentou nada sobre Ikebana...

- Entendo. Ele deve ter aproveitado para comprar para Tenten-chan também... Mas ele voltou aqui hoje? Como nosso professor é meio perfeccionista ele sempre seleciona as flores momentos antes de suas exposições.

- Mas como é um irresponsável, sempre coloca a Haruno-san para realizar esses favores de última hora e ainda decide sumir. – comentei tentando ser o mais natural possível, a atendente sorriu para mim de maneira gentil e depois voltou-se para Sakura.

- Bom, querida, acredito que não. Mas caso queira garantir eu tenho algumas ótimas que chegaram recentemente.

A Haruno concordou, a florista saiu e entrou em uma sala aos fundos.

- Se tornando mais sociável Sabaku?

- Só melhorando sua farsa.

Ela não disse nada, pois logo depois a mulher voltou com as flores, uma embrulhada em um papel manteiga, enquanto a outra veio em um jarro, vigorosa e preponderante. As dálias eram roxas com as pontas brancas, de uma tom intenso e vibrante , parecendo delicadas, mas de um forte aroma, ao contrário de Jacinto que apesar de ser da mesma cor, mas um tom mais claro, semelhante a lavanda, eram pequenas flores delicadas, e apoiadas em caules firmes.

- Obrigada. – Sakura agradeceu sorrindo, de maneira que a florista correspondeu da mesma maneira.

- Espero que tudo se resolva. – a Haruno concordou com a cabeça ainda sorrindo (como ela consegue sustentar um sorriso por tanto tempo?) e deu as costas logo em seguida. A florista ainda me olhava como se esperasse algo de mim... Me pergunto por que esses atendentes sempre fazem isso.

- Em dinheiro ou cartão? - ela perguntou sorrindo. Foi ai que me dei conta. Suspirei. Acho que o sorriso é a arte de um bom vendedor...

- Cartão, por favor.

Falei entregando o cartão. Enquanto a máquina respondia ao procedimento, pude ver entre os ombros, Sakura lá fora, com meu cachecol, com o rosto inclinado sentido o cheiro das flores e com um imenso sorriso. E eu sabia que diferente de qualquer garota admirada por um buquê de dálias, a Haruno estava feliz por ter conseguido uma nova pista sobre o assassino e de alguma maneira, independente das razões, fiquei também com vontade de sorrir diante daquela imagem.

- Obrigada, senhor.

A florista me mostrou o valor da compra e fiquei surpreso com o número de zeros que tinham ali. Eu poderia comprar uma quantidade absurda de cigarros com isso, e olha que aqui no Japão comprar tabaco é um investimento caro... Mas tudo bem, é como se eu estivesse pagando por uma informação... E por sorrisos... Ou algo próximo disso.


N/A: Olá, a primeira parte da fic está acabando e no próximo capítulo será a quebra e a síntese da primeira parte. Enfim, eu mudei alguns pequenos detalhes da história por que na minha distração eu acabei deixando detalhes errados, como por exemplo a mudança da carta de Espadas citada por Hiromi para a de Paus, que daria o nome Trevo sugerido pela Haruno. Com a perda do meu arquivo Rascunho Definitivo e a fuga da minha beta, acabei ficando perdidinha. Mas enfim, já me estabilizei e defini todos os detalhes então, sem mais erros.

Alguns detalhes que foram mudados, como as datas, eu irei explicar direitinho no próximo capítulo para ninguém ficar perdido.

Eu tenho a intuição que a história está ficando lentamente mais romântica do que eu havia imaginado, mas é que na realidade eu nunca pensei seriamente como ia ser o desenvolvimento do romance dos dois... Simplesmente fluiu e acho que até ficou melhor assim. Sei também que essa primeira parte da Sakura foi estranha com aquele papo furado de "eu só estou negando admiração, não é ciúmes", mas a negação dela é tão grande que os argumentos dela já estão ficando estúpidos haha Sakura, um dia você ainda engana a gente. Ah, eu tenho um super fetiche por homens de cachecol, supergay da minha parte... Mas eu tinha que colocar o Gaara de cachecol, alem que ele deve ficar lindo de cores escuras. Ah, eu já queria comentar isso, mas peço desculpas pela minha super falta de criatividade para títulos de capítulos.

Ah, lembrando novamente que respondi os comentários por PM, de quem tem conta no FF. NET... Espero que tenha chegado.

Conny: Se eu não me engano essa é a segunda vez que ele sorri em AUR, e provavelmente é muito difícil de imaginar já que o Gaara sorrindo só me lembro mesmo quando ele é uma mulequezinho sádico de 12 anos e ai já é bem tenso haha' houve sim alguns comentários quanto ao sorriso do Gaara, definitivamente ele será meu garoto propaganda apesar que nesse capítulo ele não fez nada de muito particular. E o Sai é realmente muito pouco trabalhado em fanfics, mas por quê? Por quê? Gosto tanto dele e só vi uma fic decente dele, e com a Hinata. E ele é super charmoso, parecendo um garoto clássico, todo sem emoções e ainda pintor (pintor!). Injustiça isso.

Cahalmeidaf: Então todos suspeitando da Ino e me perguntando se nesse capítulo só intensificou ainda mais as suspeitas haha'. Mas se você pensar bem, a maioria dos personagens femininas do Naruto aparentam ter algum vínculo com as flores, seja a Haruno ou mesmo a Hinata, já que ambas tem nomes de flores.E sim, eu tinha um arquivo definitivo com a história toda organizada, mas acabei perdendo e até o capítulo anterior eu estava meio indecisa quanto alguns pontos, mas foram todos resolvidos. E fico super feliz que alguém esteja tão curiosa quanto ao assassino-serial e no próximo capítulo eu farei indiretamente um resumão da primeira parte da fic e talvez isso só confunda (ou não) as coisas (hoho, adoro isso). Sobre o Gaara é bem do jeito que você falou, eu vejo até mesmo isso no anime/mangá, com a infância dele, sendo tão atencioso e tão responsável e amável quanto ao seu posto de kazekage, apesar de ser tão inexpressível. Fiquei super emotiva quando ele ganha reconhecimento e ... Ok, melhor eu parar com meu afeto pelo Sabaku por aqui haha. E sim! Ninguém é totalmente bonzinho ou malzinho, Sakura não seria uma exceção, ao contrário de uma parte significa das fics com ela (já percebeu que ela é sempre apresentada como decente, determinada, esforçada e uma medica bonitona?), e quando ela começa com todo aquele teatrinho eu só me lembro da a Inner Sakura que o Kishimoto simplesmente deixou pra lá.

D. F. Braine: Ahh se um cara soltasse um sorriso imenso como o Naruto faz com a Hinata-chan, acho que eu nem me importaria de casar ou ter filhos com ele... Ou não haha. E ótima observação, a Sakura realmente é toda garota, ela sente ciúmes, fica nervosa, tenta se auto-afirmar principalmente para ela mesma, tem TPM, afinal ela só tem 17 anos, não se espera uma pessoa totalmente madura e muito menos perfeita. E bom... Esse capítulo eu o aposentei um pouquinho como meu garoto propaganda, mas a cena do cachecol até que deve ter surpreendido alguns haha

Beijos de Jamelão (você sabia que os médicos advertem que beber mais 400ml de café por dia pode provocar gastrite?)

Até!

Oul K.Z