Uau... custei pra conseguir postar esse capitulo... Afff...

Mas, enfim, não vou enrrolar... Só avisando que GW e seus personagens não me pertencem, INFELIZMENTE... E tb não ganho nada com a utilização deles... INFELIZMENTE de novo! hsuahushaus

A personagem Kelly Zhang pertence a minha grande amiga Suss e está presente na fic dela Fairy Tales, que convido a todos para acompanhar...

Bom... Por agora é só! Boa leitura pessoal!


10. Uma noite longa

Sua frase fez com que todos à mesa se sentissem desconfortáveis. Heero ficou realmente irritado e confuso com a cena presenciada. Relena arregalou os olhos para o marido e teve vontade de desaparecer. Não suportou a pressão e sem conseguir controlar seu impulso, olhou para Heero e se encontrou com o olhar dele fixo nela.

- Não sabia que vocês eram tão... Íntimos. – O herdeiro falou com os olhos fixos nela e só ao fim da frase, que lançou um breve olhar ao irmão.

- Como não meu querido irmão? – Lúcius fez cara de incrédulo, mas logo apresentou seu sorriso sarcástico de volta. – Não lhe informaram de que Relena... – Ele passou a mão no rosto da moça enquanto olhava de canto de olho para o mais velho, atento as reações de Heero, que continuava com a feição fechada. – É minha esposa?

Ao ouvir essa frase, Duo e Quatre deixaram os talheres caírem de suas mãos, Trowa e Wufei se entreolharam confusos, Noin encarou Heero, com o coração apertado e observou atenta a reação de Zechs que fechou os olhos, abaixou a cabeça e suspirou fundo. Amanda olhou o prato de forma envergonhada, o conde ficou atento as reações, Relena baixou a cabeça e sentiu uma enorme vontade de sair correndo e chorar, mas controlou a ambas, o melhor que pôde. Lúcius sorriu satisfeito e Heero depois de observar a reação da moça, simplesmente voltou a olhar para seu prato, cortou um pedaço da carne e o levou a boca, tranquilamente.

Os amigos de Heero sabiam o quanto ele sentiu-se incomodado com a noticia, mas quem não conviveu com ele, pensou que ele apenas ignorou a novidade, o que fez com que Lúcius se irritasse completamente, pois ele queria perturbar o irmão, que supostamente pouca importância deu ao assunto. O jantar continuou e ninguém mais falou. Relena às vezes olhava de canto para Heero, que não olhou mais para ela e apenas deu atenção a sua comida.

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Hadja e Cléo estavam no mercado do reino e andavam de um lado ao outro, desesperadas. Teyuki havia mandado um mensageiro há horas dizendo que iria encontrar as duas na casa da Hadja para irem ver Relena e até então não tinha aparecido. Cléo pediu que seu cocheiro fosse buscar a amiga, por ela estar demorando e o homem voltou sozinho, informando que a moça havia saído a cavalo já fazia horas para ir até elas.

Como as meninas sabiam que Teyuki conhecia o caminho perfeitamente, a idéia de ela ter se perdido era descartada e como a moça sempre passava pelo meio do mercado para ir à casa das amigas, as duas resolveram ir até lá e conferir para talvez encontrar a moça. Já cansadas de tanto procurar em vão e seus guardas pessoais também não haviam descoberto nem vestígio, as amigas decidiram apelar para o rei.

Hadja e Cléo montaram em seus cavalos e dispararam em direção ao castelo, quando ali chegaram, perguntaram a uma das serventes que as conheciam pelo rei e descobriram que Dante estava doente, mas que o príncipe estava jantando com os demais. Hadja pensando que Lúcius estava à frente do reino pediu que a mulher chamasse Relena para elas com urgência.

A serva entrou a passos firmes, porém sutis a sala de jantar e chegou bem perto da loira, abaixando para falar ao ouvido de Relena que suas amigas estavam lhe esperando na sala do trono e pontuou o fato das moças estarem aflitas. A princesa assentiu e pediu licença para se retirar da mesa.

- Não terminou seu jantar... – Heero então olhou para ela. – Por que quer sair da mesa?

- Bem... – Ela sentiu o coração disparar com a voz dele e o tom de repreensão que ele usou. – Duas amigas minhas chegaram e me chamam...

- Isso são horas de receber visita? Não acha que elas estão equivocadas no horário? – Lúcius se intrometeu.

- Sinto que há algum problema... – Relena olhou o marido com firmeza. – Elas são de família nobre e educada, se vieram a está hora me visitar, sem um aviso prévio, é porque algo aconteceu. Agora se me dão licença...

Ela olhou para Heero que fez um sinal afirmativo com a cabeça e logo se pôs de pé, assim como todos os homens da mesa para dar permissão para que ela saisse. Relena agradeceu com um sorriso e seguiu seu caminho, os homens voltaram a sentar-se e Amanda exprimiu sua preocupação pelas palavras que escutou da moça. Heero voltou a comer, porém todos que ficaram se puseram a pensar, com exceção de Lúcius que apenas se incomodou com a partida da mulher.

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Hadja e Cléo estavam visivelmente preocupas, andando de um lado ao outro, inquietas a espera de Relena, que demorou um pouco a chegar. A loira quando entrou na sala e viu as amigas ansiosas, sentiu um aperto no coração e soube que algo estava errado.

- O que aconteceu? – Relena se aproximou a passos apressados e questionou apreensiva.

- Relena querida, perdoe-nos por vir a essa hora, porém é uma emergência... – Hadja começou. – Teyuki desapareceu.

- Como? – Relena ficou tão espantada com a notícia que aumentou o tom de voz.

- É que ela ficou de nos encontrar essa tarde, para podermos vir te visitar... Mas, não apareceu, já fomos a casa dela e ela não está... – Cléo falava eufórica. – Procuramos em todos os locais e nenhum sinal...

- Calma... – Relena respirava fundo tentando ser razoável. – Iremos encontrá-la...

- Encontrar quem?

As três viraram para ver de quem era a voz grave e autoritária que exigiu uma resposta a sua pergunta. Relena sentiu o coração bater mais forte ao ver Heero entrando pela porta. As amigas Hadja e Cléo ficaram admiradas com os recém chegados principalmente com a beleza dos homens, que dos quais, elas apenas conheciam a Zechs.

- Quem desapareceu? Respondam meninas... – Agora Zechs perguntava, já que elas não responderam a Heero. Elas ficaram tão distraídas analisando os rapazes que nem perceberam que falavam com elas.

- Quem foi que desapareceu? – Heero com sua face monótona, repetiu a pergunta pausando entre cada palavra e as enfatizando.

- Perdoe-nos... – Relena respondeu primeiro, recuperando-se de seu transe. – Nossa amiga Teyuki, desapareceu está tarde.

- A Tey? – Zechs ficou preocupado.

- A conhece? – Trowa perguntou ao capitão.

- Sim... – Então Zechs apontou para as duas amigas de Relena. – Estás são Hadja Fayad e Cléo Rosenberg, que assim como a nossa desaparecida Teyuki Yukiame são as melhores amigas de minha irmã e são como irmãs para mim...

Não apenas Trowa, mas todos estavam atentos a explicação e apresentação das damas. Noin que acabara de chegar e ouviu apenas as palavras de Zechs as reverenciou com um sorriso e recebeu a mesma atenção de volta. Já os rapazes foram até elas, se apresentaram e as cumprimentaram com um beijo na mão.

- Bem... Meninas... Eu lhes apresento Heero St-Pier Yuy, rei do reino Wing e herdeiro ao trono de Sank... – Heero foi o único que foi apresentado e o foi por Relena. As amigas se entreolharam perplexas, mas logo o reverenciaram.

- Perdoe nossa visita tão repentina, majestade. – Hadja começou. – Mas, estamos muito aflitas por nossa amiga, que de nós é a mais nova. – Heero apenas assentiu com um gesto de cabeça e logo se voltou para um dos guardas.

- Você... Prepare sete cavalos, velozes e descansados, imediatamente. – O guarda o reverenciou e saiu apressadamente. – Lucrezia... – Ele nem completou a frase e Noin saiu correndo para se trocar. Então, Heero se voltou para as damas. – Não se preocupem... Iremos encontrá-la!

As meninas sentiram um arrepio ao ouvir o tom confiante empregado por ele em sua voz rouca e Relena ficou perdida dentro dos olhos do rei. Hadja e Cléo notaram a diferença na amiga e ficaram curiosas, porém elas não deixaram de prestar atenção em dois rapazes em especial. Esses que não a perderam de vista, Quatre e Duo, passaram o tempo todo com os olhos fixados nelas, ou melhor, dizendo, Duo não deixou de analisar Cléo e Quatre a Hadja. O olhar deles possuía uma mescla de curiosidade, admiração e desejo por elas.

O silencio tomou conta do ambiente. As três amigas estavam muito preocupadas para ficar conversando. Heero e seus amigos, contando com Zechs ficaram pensativos. Não adiantava mais fazer perguntas sobre o desaparecimento da moça, já que tudo o que as meninas sabiam já foi dito, sendo assim, preferiram encerrar a conversa por um tempo. Ainda esperavam a volta do guarda e de Noin, quando chegou Lúcius com seu habitual descaso.

- Ora, ora... Mas, o que se passa aqui? – Ele olhou de rosto em rosto. – Parece até que ocorreu uma desgraça... – E por fim soltou um breve sorriso.

- Chega! Desde que eu cheguei só tenho presenciado suas inconveniências, meu caro irmão. – Heero caminhou lentamente em direção a Lúcius que estava entre o grupo dos rapazes e o grupo das moças. – Acaso não se cansa de sua indiscrição?

- Mas, qual indiscrição? – Lúcius mantinha seu ar de deboche. – Apenas fiz uma pergunta simples...

- Se não deseja colaborar... – Heero manteve os olhos fixos em Lúcius, como um leão que encara sua presa. – Não perturbe! – E finalizou entre dentes, pois sua paciência estava esgotando.

- Calma meu caro irmão... Não desejo que se irrite com isso... Apenas perguntei.

Lúcius deu um passo atrás e olhou para Relena que assistiu a cena, incrédula com as atitudes do marido. Heero ficou analisando Lúcius e Relena até Noin entrar, vestida de soldado o que chamou a atenção de todos. Mas, antes que Lúcius pudesse fazer mais um de seus imprudentes comentários, o guarda chegou, informando que os cavalos estavam prontos.

Heero agradeceu e foi seguido por todos até a saída, montou no cavalo e quando Hadja e Cléo quiseram fazer o mesmo, ele as impediu. Informou que era para elas esperarem no castelo, pois a busca poderia ser perigosa. O herdeiro também mandou dois mensageiros até as casas das damas que ali estavam, para informar a suas famílias que ambas estavam seguras. E depois de tudo organizado, Heero se foi com sua tropa particular em busca de Teyuki.

Relena e as amigas voltaram para dentro do castelo e Lúcius as seguiu. Ao chegarem à sala do trono novamente, Relena as convidou para irem tomar algo na sala de jantar e as moças aceitaram, Lúcius intrometeu-se na conversa delas pedindo alguns minutos com a esposa. Relena apenas olhou para as amigas e assentiu, as duas entenderam e saíram primeiro a caminho do pátio. Relena esperou que ambas saíssem da sala para então dar atenção a Lúcius.

- Estou a seu dispor milorde... – Disse desanimada.

- O que está acontecendo afinal? – Ele perguntou sério.

- Teyuki desapareceu... E o rei junto com seus amigos e meu irmão saíram para procurá-la.

- O rei? – Ele ficou incomodado.

- Queira ou não, seu irmão já é rei! – Ela falou impaciente.

- Sim... Claro. E também pude observar a forma que minha adorada e honrada esposa olhava para ele... – A ironia era bem acentuada no tom de sua voz.

- Por favor, Lúcius... – Ela respirou fundo. – Do que está falando?

- Por favor, digo eu minha cara Relena. Não sou idiota. – Ele a encarava fixamente. – Faz alguns dias que nos casamos e até agora, você não se empenhou em nada para estar ao meu lado... – Ele demonstrou seu pesar. – E ainda por cima, meu digníssimo irmão chega e você não desvia o olhar dele, nem mesmo em minha frente. – Relena se sentiu culpada e baixou a cabeça incomodada com a verdade. – Sim... Claro. Agora se envergonha, pois sabe que estou certo!

- Eu...

- Não fale nada... Pois você não tem o que dizer... – Ele baixou a cabeça e ela o encarou. – Relena... – Ele suspirou, se acalmando e voltou a olhar para ela. – Você prometeu tentar... E eu vou cobrar...

- Lúcius... – A pronuncia do nome dele foi com dor em seu peito. Era um pedido confuso de clemência.

- Eu quero um beijo seu.

Relena sentiu seu coração se apertar e um enorme e inconveniente medo se apossar dela. Tinha vontade de negar e sair correndo, porém sabia muito bem que isso era o mínimo que deveria fazer e não poderia ser negado. Afinal, de todas as necessidades de um marido, a única coisa que ele pediu foi o beijo.

Relena afogou seu medo nas lagrimas de desespero que a inundavam por dentro, fazendo-a tremer e conseqüentemente segurar as mãos juntas para não demonstrar. Ela fechou os olhos e ele se aproximou, ela sentiu a respiração dele se aproximando cada vez mais dela e um toque, suave e frio em seus lábios. Ela sentiu um vazio com o contato e logo os lábios dele tornaram-se quentes e seus movimentos começaram lentamente. A moça continuou parada apenas tentando organizar em sua mente as inúmeras sensações que teve.

Com o fato dela nem sequer reagir, logo ele separou os lábios dos dela. Com o frio novamente a atingindo, ela abriu os olhos e o encarou, Lúcius estava sério e a analisava cautelosamente. A princesa inconscientemente levou a mão até os lábios e os tocou com a ponta dos dedos, ela sentia vontade de limpa-los, não pelo beijo ter sido ruim, mas ela simplesmente se certificou ainda mais que não o amava. Depois tristemente baixou o olhar e sem pedir licença, se retirou. O príncipe não a impediu e nem sequer a olhou partir, ele apenas ficou ali parado, pensativo.

-/-/-

Já era a décima casa que a equipe batia a procura de Teyuki, Heero procurou em todos os locais que podia imaginar tavernas, bordel, casas de mercadores e nada de encontrá-la. Encontrou-se novamente com os amigos no meio da praça, onde se organizava a feira, pois eles se separaram para procurar a moça, Zechs a descreveu e todos se puseram a procurar.

- E então? – Duo perguntou a Heero que foi o ultimo a chegar. E ele apenas negou com a cabeça.

- Não podemos desistir... Faz horas que essa moça está perdida, deve estar desesperada... – Quatre como sempre se mostrava o mais preocupado e Zechs compartilhava dessa preocupação.

- Concordo Quatre... – Trowa apenas disse e Duo, Noin e Heero assentiram.

- Então, em vez de ficarmos discutindo, vamos continuar procurando.

Wufei como sempre impaciente tomou à dianteira e tocou o cavalo, os demais voltaram a se separar. Wufei encontrou uma hospedaria e bateu na porta varias vezes até que abrissem para ele. Quem abriu foi uma linda moça de longos cabelos negros. O rapaz ficou admirado com a beleza da moça que abriu a porta desconfiada.

- Em que posso lhe servir milorde? – A voz dela era suave.

- Como se chama? – Ele perguntou.

- Kelly Zhang, milorde... – Ela estava desconfiada.

- Estou à procura de uma mulher. – E apesar da voz dele ser calma e ele também estar calmo, a feição inquieta de Wufei incomodou a moça que tirou suas conclusões precipitadas.

- Então procure no bordel... Senhor.

E mostrando-se bastante irritada ela bateu a porta na cara dele. O moreno se irritou a tal ponto que arrombou a porta e ela correu para cozinha em busca de algo para se defender. Wufei a seguiu e ao entrar na cozinha ela o encarava com um olhar felino empunhando uma faca apontada em direção dele.

- Abaixe isso mulher... – Ele disse a encarando leonino.

- Não deixarei nenhum homem por as mãos sobre mim, sem minha permissão...

- Não imagine coisas... Não vim para te fazer nenhum mal...

- Claro que não fará... Pois antes o matarei!

- Calma...

E com um movimento preciso, ele se lançou sobre ela e a desarmou, jogou a faca longe e com um braço a envolvia pela cintura e com a mão do outro braço segurava as mãos dela juntas. A força dele era tão superior a dela que Kelly não conseguia se mexer, desistindo assim, de se debater. Ele falou perto do ouvido dela, o que a fez sentir um arrepio subir pela espinha.

- Não irei machucá-la, e muito menos violá-la!

- De verdade? – Ela falou ofegante, devido à força que empregou tentando se soltar.

- Sim... Agora eu vou solta-la. Pode se acalmar... – Após dizer isso, ele começou a afrouxar o agarre lentamente.

- Está bem... – Ela começou a sentir-se livre e assim que esteve totalmente solta, correu, ficando dois metros de distancia dele, o encarando amedrontada.

- Escute... Senhorita. Desconheço o motivo de você ser tão arisca... Mas, fique tranqüila, não estou interessado em fazer-lhe nada... Apenas procuro uma dama, que se perdeu... Apenas isso. – O moreno de rabo de cavalo se endireitou e a encarou de forma mais suave, com o intuito de acalmá-la.

- Aqui não veio... – Ela engoliu em seco. – Nenhuma dama perdida se hospedou... – Ela então o analisou dos pés a cabeça.

- Ótimo. – Ele soltou um suspiro. – Era só ter dito isso, desde o principio. Boa Noite.

Wufei passou por ela e foi com passos firmes em direção a porta por onde entrou. Subiu no cavalo, se ajeitou para partir e olhou para a porta, encontrando ali a moça parada o observando.

- Senhor... – Ele deu-lhe atenção. – Porque arrombou a porta? – Ela perguntou autoritária.

- Não gosto que fechem a porta na minha cara.

- E com sabe que não estou mentindo?

- Conheço as pessoas... E você não é do tipo que mente.

Então, com uma leve reverencia de cabeça ele tocou o cavalo e quando já estava de costas para ela, Wufei acenou, sem ao menos se virar para olhá-la, mas com a certeza de que ela continuava ali, vendo-o partir. E de fato Kelly estava observando, boquiaberta, a partida daquele homem incrivelmente lindo, porém extremamente arrogante e rude, mas com um confiança enorme na concepção dela.

-/-/-

Trowa cavalgava por todos os lados e não conseguia encontrar nem sinal de onde poderia estar a tal dama, já estava desistindo de buscar perto da floresta, quando um cavalo selado lhe chamou a atenção. Ele se aproximou do animal e notou ser um cavalo de passeio que com certeza seria utilizado por alguém da nobreza e não do povo. Tendo certeza que havia encontrado sua tão desejada pista, ele apressou-se em olhar por todos os lados a procura de alguém.

Não viu nada. Olhou então, para o chão e notou que havia pegadas de lama em meio à grama, olhou para as patas do cavalo e viu que estavam enlameadas. Começou então a seguir o rastro de volta a floresta, desceu do cavalo e amarrou os dois animais em uma arvore, depois entrou e sacou sua espada para o caso de precisar. Poucos metros já dentro da floresta, notou que havia muita lama no local e respirou fundo, pois nisso acabou suas pegadas, elas desapareceram.

Sem desistir, Trowa começou a gritar. – Teyuki... Teyuki Yukiame? – O local era extenso e sua voz sumia ali. Continuou andando, sem parar de chamar pelo nome dela, uma sensação forte de que estaria no rumo certo não o abandonava. Continuou a passos apressados, porém cuidadosos. Era noite e os animais passeavam pelo local, ele contava apenas com a luz da lua, que para sua alegria era cheia e forte naquela noite.

Ouvia uivos de lobos e folhas secas sendo pisoteadas ao seu redor, também podia ouvir o som das corujas, o rastejar das cobras e o som do vento brincando entre as arvores. Se tinha certeza de algo era que não estava sozinho ali e que a moça em questão poderia estar gravemente ferida. Não hesitou em nenhum momento e continuou a gritar. Já estava quase no meio da floresta quando ouviu um gemido baixo.

- Teyuki?

Gritou mais alto ainda e mais impaciente que nunca. Chamava uma vez e parava, fazendo o máximo de silencio possível para tentar ouvir o retorno. Na terceira vez ouviu novamente o gemido e começou a seguir o rumo de onde ele vinha, Chamou novamente pelo nome dela e finalmente ouviu uma resposta concreta.

- Estou aqui!

A voz dela saiu fraca e baixa, mas foi o suficiente para ele ouvir e identificar com exatidão de onde vinha. Trowa então começou a correr em direção de onde ela falou, chegando ao local que estava a pouquíssimos metros de distância dele, à encontrou caída no chão, com a mão na cabeça, aparentemente muito zonza, como quem acabou de acordar de um desmaio.

No local onde ela caiu, quase não tinha arvore tapando o céu, então a luz da lua a iluminava com perfeição e Trowa pode presenciar a beleza meiga e jovial daquela menina. Uma jovem de dezesseis anos com um corpo de mulher e rosto de menina. Ela estava toda suja de lama, mas nada a deixava feia. Ele tomou alguns segundos para admirá-la e então notou que ela estava com um corte na cabeça. Rapidamente, ele se ajoelhou ao lado dela, que ainda tinha os olhos fechados, por conta da dor e examinou o corte. Para sua tranqüilidade, era algo superficial e não parecia oferecer nenhum perigo além da dor de cabeça que ela sentiria. Passou os olhos ansiosos pelo corpo dela procurando por mais algum ferimento e notou o tornozelo dela inchado, examinou e viu que não era nada grave. Para seu alivio, ela estava bem e não tinha nada de que se alarmar, os ferimentos eram leves, ela estava viva e finalmente foi encontrada.

- Consegue andar?

A voz calma dele a relaxou, Teyuki sentiu-se estranhamente segura, apesar de não conhecer seu salvador, afinal, não conhecia aquela voz de nenhum lugar. Ignorando a dor, forçou-se a abrir os olhos para conhecer seu bravo guerreiro e piscou algumas vezes para conseguir focar novamente a visão que estava embaralhada. Quando conseguiu vê-lo, por alguns instantes ela se esqueceu completamente da dor e ficou perdida extasiando-se com a beleza dele, analisando cada detalhe, o cabelo, a pele, os olhos marcantes, a boca, então começou a descer para o corpo forte dele, cada detalhe não lhe passou despercebido.

- Você... É meu príncipe encantado?

Ela falou com tamanha naturalidade e tão perdida em seus pensamentos que só notou haver dito aquelas palavras em voz alta, quando o viu arregalar os olhos para ela e de repente começar a rir descontroladamente. A morena tapou a boca com a mão e finalmente acordou completamente de sua inconsciência. Ela tentou se levantar e caiu sentada novamente, pois não podia firmar os pés no chão. Trowa com muita dificuldade começou a se acalmar de sua diversão e prestar a atenção nela novamente.

- Como veio parar aqui? – Ele ficou curioso.

- Uma cobra atacou meu cavalo que se assustou e disparou nessa direção, não consegui mais controlá-lo e quando cheguei aqui, puxei as rédeas ele empinou e eu perdi o equilíbrio. Cai, bati a cabeça e creio que desmaiei.

- Isso foi muito perigoso... – Ele falou com um tom aflito.

- Como me encontrou? Que horas são? Quem é você? – Ela olhou de um lado a outro e de repente sentiu-se angustiada.

- Calma... Uma pergunta por vez. – Ele fez um gesto com a mão para ela relaxar. – Meu nome é Trowa Barton, eu e mais algumas pessoas estamos a horas te procurando. Suas amigas vieram preocupadas, pedindo ajuda para lhe encontrar... E agora já devemos estar no meio da madrugada.

- Como? – Ela se assustou com o horário. – Meu pai... Ele deve estar desesperado.

- Ele já está ciente que estávamos a sua procura... Fique tranqüila.

- Mas, como minhas amigas te conhecem? De onde?

- Venha... – Ele a ajudou a levantar e agachou para ela subir nas costas dele e assim ela o fez. – Enquanto caminho até os cavalos, eu te conto tudo.

Ele caminhou com a moça nas suas costas todo o caminho de volta e contou para ela durante o percurso, com exatidão, quem ele era e como foi parar ali. A morena ficou abismada com as novidades e pensou com ela como seriam as coisas com a chegada do herdeiro. Mas, também não pode parar de pensar o quanto agradecia a oportunidade de conhecer aquele homem lindo que tão galante e heroicamente a salvou da fria, escura e solitária floresta.

Ao chegarem à entrada da floresta, Trowa colocou a moça no chão e depois a pôs sobre o cavalo dela. Em seguida ele subiu em seu Alazão marrom com as patas brancas de nome Heavyarms e segurou suas rédeas e também as do cavalo dela. Saiu a trotes a caminho do local de encontro para informar aos amigos que a encontrou. O caminho de volta foi tranqüilo e de poucas palavras. Ele perguntou um pouco sobre ela e há quanto tempo ela era amiga da princesa e das demais meninas. O restante do percurso foi feito em silencio.

-/-/-

Relena e suas duas amigas estavam sentadas à mesa, pensativas. A preocupação pela mais nova delas era tanta que não tinham nem ao menos assunto para conversar. Elas já haviam conversado, logo que Relena juntou-se elas sobre as novidades da chegada de Heero ao castelo. Depois se calaram e já fazia um bom tempo que estavam ali apenas contando os minutos para terem noticias de sua amiga.

Lúcius depois de seu momento com Relena foi para o quarto e não saiu mais. Resolveu pensar nos últimos acontecimentos e pensava que encontraria uma solução, algo que a fizesse amá-lo e escolhe-lo para sempre. Relena por sua vez pensava que não conseguiria amar o marido como um homem jamais, mas que deveria tentar, já que chegou até ali, não ia desistir tão facilmente. Não podia, não tinha esse direito de ser tão pessimista.

As amigas não sabiam mais o que fazer, elas sentavam e levantavam á cada minuto esperando noticias que não chegavam nunca. Passaram-se horas desde que a equipe saiu e tinham que se policiar para não pensarem no pior. Teyuki era como a irmã mais nova delas e não aceitariam jamais perdê-la. A rainha já havia sido informada e estava pendente das necessidades das meninas por quem sempre teve muito carinho. A rainha hora estava com o rei no quarto, hora com as meninas e sua nora e hora na capela rezando pela mais nova, preocupada como uma mãe.

Relena cansou de estar ali sentada e foi para a porta do castelo com a esperança de ver algo, e para sua surpresa pôde ver a chegada da equipe, juntamente com sua tão estimada amiga. Ela correu de volta para dentro do castelo e avisou Hadja e Cléo, passou pela capela e informou a rainha e depois voltou para a entrada, chegando bem na hora em que estavam descendo dos cavalos e Trowa pegou Teyuki no colo, colocando-a no chão!

Relena foi a primeira a abraçar a amiga, seguida por Hadja e Cléo que o fizeram ao mesmo tempo, a felicidade era tamanha que a equipe se divertiu em assistir. Todos ficaram felizes por encontrá-la, Amanda chegou e logo abriram espaço para ela abraçar a moça, feliz, a face da rainha parecia de uma mãe contente por reencontrar a filha, que era isso que aquelas quatro garotas representavam, suas filhas.

Teyuki não conseguia caminhar e Trowa a pegou no colo novamente e a carregou para dentro, os dois foram seguidos pelos demais e Heero foi o primeiro a entrar, Relena o seguia com os olhos e ele fingia não vê-la. Duo e Quatre galantemente deram passagem para Cléo e Hadja que agradeceram com um sorriso amplo para eles. Wufei entrou depois deles e seu pensamento estava em outra pessoa. Mas, os que realmente ficaram para trás foram Zechs e Noin. Ela ia entrar, mas, ele a segurou pelo braço, fazendo-a dar-lhe atenção.

- Senhorita Lucrezia... – Ele falou e pausou, pensando bem antes de continuar. – Eu...

- Sim... – Ela estava com o coração disparado dentro do peito.

- O correto seria pedir autorização a seu pai... Porém, ele não se encontra e eu não suporto mais... – Ele se aproximou, ficando a trinta centímetros dela.

- O que é? – Ela o encarava nos olhos.

- Quero permissão para cortejar-te!

Noin sentiu o sangue ferver, ele estava ali a poucos centímetros dela deixando-a hipnotizada por sua beleza e charme. Aquele homem tão encantador que fez com que ela se apaixonasse. Pois desde que ele a salvou, só conseguia pensar nele. Zechs foi sincero em suas palavras e pôde notar nela seu medo, a moça o encarava em silencio, apenas analisando-o, pensativa.

- A senhorita... Já tem alguém que goste? – Ele perguntava com os olhos fixados nela.

- Sim... – Ela falou com a voz fraca e quase inaudível.

- Ah, entendo... – Ele se afastou. E seu olhar penetrante foi sumindo e Zechs olhou para o chão, antes de virar as costas para ir embora. Já de costas para ela ele falou. – Te desejo toda felicidade do mundo. – Ele deu os primeiros passos para ir, quando foi interrompido pela voz dela.

- Você... – Ele parou e voltou o olhar para ela.

- Como? – Perguntou dúbio.

- Você deveria ter perguntado de quem eu gosto... – Ela olhou para o chão e por fim o encarou com olhos carinhosos. Zechs então virou o corpo para ela e sentiu o coração acelerar, á encarou ansioso.

- E... De quem você gosta? – Ele a olhava com desejo.

- De... – Ela olhou para o chão, duvidosa. Mas decidida levantou a vista e completou a frase. – Você... Eu gosto de você!

O olhar de Zechs tornou-se terno e com um sorriso de canto, se pôs sedutor e caminhou até ela, puxando-a para seus braços, segurando-a pela cintura com um dos braços, mantendo ambos os corpos bem juntos, colados um ao outro. Com seus lábios a milímetros de distância um do outro, ambos analisavam a face do outro, demorando-se em admirar a beleza dos olhos, da pele, da boca carnuda e rubra, do charme que alguns fios soltos sobre a face davam a pessoa amada.

- Custei tanto, para conseguir a coragem e o momento necessário a tomar essa decisão... – Zechs sussurrava, fazendo com que ela sentisse seu hálito doce. – Agora... Não te perderei mais. Nunca mais...

O capitão da guarda levou a mão que estava livre até o rosto dela e o tocou com delicadeza. Noin entrelaçou os braços ao redor do pescoço dele. Ela estava na ponta dos pés para se aproximar mais do rosto daquele homem. Ele enfiou os dedos no cabelo dela brincando com os fios e por fim a puxou e a beijou. Suas bocas se tocaram. Os lábios de ambos eram quentes e macios, carinhosos e gentis, mas, conforme o desejo foi aumentando, o anseio por mais se tornava incontrolável. Zechs sentia seu corpo ferver. Era ela, a química, os desejos... Não negava. Ele a queria, e estava se tornando cada segundo, mais egoísta quanto a isso.

Noin não conseguia se segurar e em realidade nem queria fazê-lo. Queria era se entregar sabia que estava se precipitando, mas não conseguia evitar. Cobiçava-o a tal ponto que não era possível lutar contra, o beijo era ansioso e pedia por mais. Era teimoso e procurava cada segundo mais espaço e mais atenção. Ele a segurava com tanta segurança que a fazia sentir-se única e era o que ela mais desejava. Ele a fragilizava ao ponto dela tornar-se dependente dele.

Noin deslizou as mãos até o peito dele e fez uma leve pressão para se separarem, a moça necessitava de ar e principalmente, recuperar sua consciência, que era apagada por ele. Zechs se separou e a encarou, ardente de desejo. Ela sorriu de forma tão cativante, que só o fez ter mais certeza que nunca, de que ela era a mulher certa e única, de agora em diante.

...Continua...


E ai? Esse capitulo está repleto de ação né?

Gostaram? Não? E agora? Será que a Lena conseguirá dar a tão pedida chance para Lúcius?

E Heero? Oq vcs pensam que ele ta sentindo?

Em homenagem a minha querida amiga Marcela, temos varios momentos de Trowa Barton nesse capitulo. Que por sinal, foi muito divertido escrever as cenas dele e do Wufei... hahahahaha

Bom... Quero Reviews gigantes e cheias de infromações do que gostaram e do que não gostaram... Ok?

Beijinhos e leiam logo... Já estou ansiosa pelas reviews...

Agradeço imensamente a todas minhas amadas e estimadas amigas que sempre me acompanham e me apoiam... E a Nique e a Ju, que sempre me aguentam nos chats... kkkkkkkkkkkkk

Minhas queridas amigas que ainda não me mandaram reviews do capitulo 9... Saibam que não perdoou...

Agradecimentos: Kasugano Midori-chan, silvia S.K, Luanny, Claudia Rayara, Ray Shimizu e a Suss que não tem podido acompanhar ao mesmo tempo que as demais, mas sempre que le, mesmo atrasada, me manda lindas reviews...

Bom... Chega... Cansei de escrever! Beijos e Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiii