Essa publicação foi rápida né? Espero que gostem desse capitulo tanto quanto gostaram do anterior. Beijinhos para vocês!


18. O retorno

Noite do baile...

Colocou as duas mãos sobre a cômoda e encarou o espelho, seu olhar era transtornado e confuso. Ele não conseguia lembrar-se de nada, por mais que tentasse.

_ Você nunca saberá disso Relena... Nunca... Nunca te deixarei ir... Você é minha!

A porta do quarto foi aberta de forma agressiva, o homem que entrou parou de correr ao ver Lúcius. O príncipe se assustou com a agressividade e deu dois passos para trás ao ver o intruso.

_ Quem é você? Eu ordeno que responda!

_ Olá príncipe, finalmente nos reencontramos…

O homem baixou o lenço de seu rosto deixando-se ser reconhecido pelo príncipe, que arregalou os olhos ao vê-lo.

_ Você?

Sem poder dizer mais nada, Lúcius foi atacado de surpresa pelo invasor que o desmaiou após colocar em seu rosto um pano embebido de um liquido que fez o ruivo perder os sentidos em poucos segundos. Já inconsciente, o homem de olhos cinza colocou o príncipe em seus ombros e após tampar seu rosto novamente com o lenço saiu do quarto seguindo seu caminho para fora do castelo.

-/-/-

Atualmente...

Quatre sentou na cama sentindo a cabeça pesar e tudo começou a girar a sua frente. Depois de dias deitado, não se sentia ainda bem o suficiente para andar. Permaneceu sentado na cama reconhecendo o ambiente e esperando suas forças retornarem. Começou a lembrar de como tudo aconteceu no baile e começou a se preocupar por Hadja. Não tinha mais lembranças a não ser a dor aguda que sentiu nas costas e de repente tudo escureceu.

_ Hadja… Você está bem?

A porta se abriu chamando a atenção do cavaleiro que sorriu, apesar de sua fraqueza ao ver a amiga entrando.

_ Quatre…

Noin correu para abraçar o amigo que enfim acordou.

_ Lucrezia… Como você está?

_ Ah Quatre… - Ela sentiu as lágrimas inundarem seus olhos. - Você que foi ferido e pergunta para mim, como eu estou? Melhor dizer, como você está?

Ele riu com o comentário, realmente fazia muito mais sentido ele responder a pergunta.

_ Bem… Sinto-me pronto para próxima batalha.

_ Claro que sim…

Ela revirou os olhos em descrença, mas achando graça no comentário dele.

_ E Hadja?

O rosto dele ficou sério.

_ Ela está ótima. Não sofreu nem um arranhão.

Quatre soltou um suspiro de alívio tão grande, que até surpreendeu Noin que não notou que ele tinha prendido o ar.

_ Onde ela está? O que aconteceu ontem? Esta tudo bem? Ninguém se feriu?

_ Calma uma pergunta de cada vez.

_ Sim, está bem… Começando por ela. Onde ela está?

_ Na casa dela. Os pais de Hadja, Cléo e Teyuki estão mantendo-as em casa por conta do ocorrido no dia do baile.

_ Do jeito que você falou, até parece que o baile foi há tanto tempo…

Ele riu, mas ao olhar o rosto da amiga, perdeu o sorriso.

_ Quatre… Você passou dias, inconsciente.

_ Dias?

_ Sim… Muita coisa aconteceu.

_ Alguém mais se feriu?

_ Não. Todos estão bem… Mas…

_ Fala Lucrezia!

_ Lúcius foi sequestrado.

_ O que?

O loiro tentou levantar bruscamente ao receber a noticia, mas foi obrigado a sentar novamente por conta da tontura súbita que sofreu. Noin o amparou e o ajudou a encostar-se à cabeceira da cama.

_ Tem que ir com calma Quatre, seu corpo ainda não recobrou as forças.

_ Lúcius… Onde está ele?

_ Não sabemos… Ninguém mandou uma carta pedindo nada em troca dele, Duo e Trowa partiram escoltando o rei Dante e a rainha Amanda para falar com os aliados da coroa a fim de encontrarem pistas ou ajuda. Ficamos Zechs, Heero, Wufei e eu aqui para continuarmos com as buscas.

_ Meu pai?

_ Esperou uns três dias aqui, sentado ao seu lado, esperando você acordar, não comia direito, nem tão pouco dormia… Heero obrigou que ele partisse de volta para Wing junto com os demais e Treize. Confesso que não foi nada fácil tira-lo daqui, mas você conhece Heero quando ele da uma ordem é difícil não acatar.

_ Heero fez bem.

_ Vou mandar uma carta informando a seu pai que você finalmente acordou isso o deixará feliz. Heero também pediu que todos partissem porque ele temia que Wing estivesse desprotegido. Ainda não sabemos quais as verdadeiras intenções desses ataques… Se são apenas contra Sank ou se Wing também estaria na mira.

_ Entendo.

_ Mas e você? Realmente, como se sente?

_ Ainda fraco, mas sinto que estou começando a ficar bem. A tontura está passando e estou com uma fome enorme.

Noin abriu um largo sorriso ao ouvir as boas novas e logo se pôs de pé.

_ Consegue ficar um pouquinho a sós?

O loiro assentiu com a cabeça.

_ Vou pedir a Kelly que prepare algo delicioso para você comer e avisar os demais que finalmente despertou. Volto logo!

Ela saiu esbanjando felicidade e o amigo a viu partir com um sorriso no rosto. Apesar de sua preocupação com o desaparecimento do principe, seu coração estava tranquilo e aliviado com a notícia, de que sua amada estava sã e salva.

_ Hadja…

A pronúncia do nome da moça em voz alta causou uma dor aguda em sua têmpora e ele ao levar a mão para pressionar o lugar começou a ter vagas lembranças de uma voz grave e estranha, eram palavras jogadas que ele ainda não tinha conseguido juntar os fragmentos das informações, mas lembrava de algo como Hadja ser tomada a força. Um frio começou a percorrer sua espinha e aquilo começou a preocupa-lo novamente.

_ Quem entrou nesse quarto?

Jogou as pernas para o lado a fim de levantar da cama, mas antes de se por de pé, a porta voltou a abrir, revelando o tenente que parou na porta atordoado com a novidade que seus olhos viam.

_ Boa noite, Otto. Tudo bem?

O Homem respirou fundo tomando seu tempo para assimilar a informação nova.

_ Senhor… Senhor Quatre. - E sorriu. - O senhor acordou.

_ Sim. Acabo de despertar.

_ Isso é uma… Excelente noticia.

_ Sim? Porque você parece um pouco nervoso… Acaso não gostou de eu ter acordado?

_ De forma alguma, apenas estou surpreendido. Eu vinha visita-lo, a fim de saber se estava bem, e se havia tido alguma mudança… E agora o encontro desperto.

_ Sim. Creio que isso é melhor que alguma mudança… Não?

_ Mas, com certeza.

O tenente já não sabia mais como fingir alegria e viu que estava quase sendo descoberto. O cavaleiro o encarava com desconfiança, as palavras em nada lhe soavam verdadeiras.

_ Ótimo… Fiquei muito feliz com sua preocupação comigo.

_ Senhor… Mas é claro que me preocupo. Agora se me der licença… Retiro-me para que descanse.

O loiro apenas concordou com um gesto de cabeça e viu o moreno dar meia volta e fechar a porta ao sair. Ficou intrigado com aquela atitude. O tenente se pôs pálido ao ver ele e nem sequer saiu da porta, da mesma forma que entrou, ao vê-lo permaneceu na porta e depois saiu.

_ Mas o que está acontecendo aqui?

A porta novamente se abriu, dessa vez revelando a Heero, o rei olhou o amigo e soltou o ar aliviado. Esboçou um sorriso de canto e se aproximou do loiro, depositando sua mão no ombro dele. Seu olhar era tão expressivo que dispensava o uso de palavras. Quatre sabia perfeitamente o que Heero pensava e sentiu-se emocionado ao ver a alegria substituir a preocupação nos olhos do amigo. Sorriu de volta para Heero como agradecimento, segurou o pulso do rei como quem diz obrigado. Heero nada disse apenas agradeceu em pensamento o retorno do amigo, quase irmão.

Em seguida aparece na porta Wufei, que veio apressadamente para o quarto após a notícia de Noin. Parou ao ver os amigos dentro do quarto e soltou um ar de alivio ao ver Quatre bem e desperto. Esboçou um discreto sorriso de satisfação e se recompôs com seu humor habitual antes de entrar ao aposento.

_ Então finalmente resolveu acordar?

Perguntou com ar de indiferença. Quatre riu com a provocação.

_ E você pensou que eu deixaria a diversão só para você?

_ Espero que dessa vez tenha aprendido a não ser tão inconsequente e a verdadeira finalidade de um escudo.

Quatre riu com a gozação do amigo, não aguentou segurar. Heero disfarçou um sorriso, pois também achou graça e Wufei fingiu irritação falsa.

_ Pode deixar Wufei… Nunca mais te deixarei tão preocupado por mim.

_ Como se eu me importasse.

Virou o rosto para o lado fingindo insensibilidade. Depois resolveu calar, pois já estava muito óbvia sua preocupação. O loiro só parou de rir quando viu chegar Kelly com uma bandeja com comida e bebida para ele. A moça que sempre foi conhecida por sua seriedade, não pode deixar de demonstrar sua alegria ao vê-lo recuperado, através de um sorriso recatado, porém, muito sincero.

_ É bom vê-lo revigorado.

Foram as únicas palavras da moça que colocou a bandeja sobre a cama. Ele agradeceu com um sorriso amplo e olhou para o prato, havia sopa de legumes, pão e vinho tinto. Quatre sentiu sua fome apertar e sem esperar mais começou a comer.

Heero sentou na poltrona ao lado da cama e Wufei encostou-se à parede ao lado de Kelly, os três resolveram fazer companhia ao cavaleiro. De repente aparecem Relena e Noin na porta acompanhadas pelo médico real.

_ Senhor Quatre, vê-lo acordado, me traz uma felicidade inexplicável.

Relena mantinha seu sorriso mais amplo e doce dirigido ao loiro, que vendo a verdade naquelas palavras e o brilho verdadeiro no olhar da princesa, se comoveu e apoiando-se na cabeceira da cama levantou e pediu a mão dela para beijar e agradecer. A princesa após receber a cortesia fez sinal para que ele voltasse a sentar e comer tranquilamente. Noin esperou para então apresentar o médico.

_ Esse é o doutor Ron e ele tem acompanhado você todo esse tempo. Mandei chamá-lo para que possa constatar se não há mais nenhum perigo para você.

_ Muito prazer doutor…

Todos se retiraram do quarto para que o loiro pudesse ser examinado. Wufei pediu que Kelly lhe servisse a janta e saiu em direção à cozinha, por ela acompanhado. Zechs vinha apressado para cumprimentar Quatre, mas encontrou todos do lado de fora do quarto e ao indagar pelo motivo, recebeu a explicação dos acontecimentos, de Noin. Ele então sussurrou algo no ouvido da noiva e ambos saíram abraçados. Relena os observou com um sorriso no rosto. Heero a fitava.

_ Ficam bem juntos… Não?

Heero resolveu falar algo com o intuito de chamar a atenção da princesa.

_ Sim… Fazem um par lindo.

_ Como deveríamos ter feito, nós…

Ela o encarou surpresa.

_ Desde quando vossa majestade faz esse tipo de observação?

_ Odeio falar essas coisas… Mas ao menos ganhei sua atenção. Princesa…

_ Boa noite…

Ela virou para partir e foi impedida por ele que a segurou pelo braço.

_ Creio que temos um assunto não terminado.

Ela olhou para a mão que a segurava e depois para os olhos dele.

_ Creio que já é muito tarde… Boa noite.

Soltou-se e saiu. Heero a observou partir, incomodado, mas com sua face neutra de sempre. O rei esperou que o médico saísse, e depois de conversar com o amigo e se certificar de que ele estava bem, partiu para seus aposentos para descansar.

-/-/-

Dois dias se passaram e as buscas não pararam. Wing já havia sido informado da recuperação de Quatre e ele já se sentia muito bem, mas, por ordem de Heero, Quatre se encarregava de proteger o castelo e Zechs pôde encabeçar uma das tropas de busca.

Relena mandou várias vezes cartas a Hadja a fim de informar a amiga sobre Quatre, mas Otto sempre voltava com a carta alegando que o pai dela não a permitia receber nada. Relena achava aquela informação estranha, mas não podia sair do castelo para ir até a casa da morena.

Relena estava inquieta em seu quarto a espera de alguém. Quando batem à porta ela logo dá a ordem para que entrem. A porta se abre, revelando a governanta Lana, que cumprimenta a princesa com um amável sorriso.

_ Lana… Conseguiu?

_ Acalme-se minha jovem. Sim… Está marcado para essa tarde.

Relena soltou o ar aliviando a tensão, mas um frio na barriga começava a se apoderar dela.

_ Lembre-se… Ninguém deve saber.

_ Sim alteza… Mas, ainda não entendi esse mistério… - A mulher de cabelos brancos presos em um coque sorriu de repente ao pensar em algo. - Acaso está grávida, princesa?

Relena a olhou com os olhos arregalados de surpresa pela pergunta.

_ Não! Creio… Creio que não…

_ Muito bem… Como fará para ir até a casa da parteira?

_ Pedirei que… O tenente Otto me acompanhe.

_ Mas… Por que não seu irmão? O capitão da guarda?

_ Milliardo está muito ocupado com a busca de meu marido… Prefiro não incomoda-lo com isso. O tenente me acompanhará. E… Posso contar com sua discrição… Não é?

_ Com certeza princesa. Agora se me der licença, volto para meus afazeres.

A princesa esperou a governanta sair antes de sentar. Estava mais tranquila pelo fato de que logo saberia a verdade, mas também muito preocupada pelo que poderia ouvir da parteira. Decidida a não se martirizar com isso, saiu à procura do tenente a fim de organizar sua saída mais tarde.

-/-/-

A carruagem real do Rei Dante aproximava-se dos portões do castelo de Sank. Dentro da carruagem vinha o rei, a rainha e o conde. Dos soldados que a escoltavam, encabeçava a liderança, Duo e Trowa que mantinham seus olhos muito atentos, já bem perto de seu destino.

Heero, Quatre e Relena os recepcionaram na grande porta do castelo. Amanda e o conde sorriram ao ver Quatre recuperado. Dante apenas lançou um olhar de satisfação ao cavaleiro e seguiu seu rumo, pedindo os informes a Heero, que não teve tempo de cumprimentar ninguém e seguiu o pai, relatando toda a presente situação.

Relena abraçou o pai e explicou a ele que o irmão estava com a tropa à procura de pistas, o conde entendeu e disse que falaria com o filho depois, Amanda após cumprimentar Quatre, juntou-se ao conde e a princesa e partiram para dentro do castelo.

Duo e Trowa dispensaram os soldados e foram falar com o amigo. Trowa cumprimentou o loiro como era costume entre eles, um com a mão no ombro do outro em forma de companheirismo e disse o quanto lhe alegrou vê-lo desperto. Já Duo, não foi nada formal, abraçou fortemente Quatre e o repreendeu, dizendo que não era para assusta-los daquela forma nunca mais. O loiro sorriu alegremente para os amigos e os convidou para tomar algo. E colocando a mão nos ombros de ambos, os três seguiram para a cozinha.

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A tropa de Wufei se encontrou com a de Zechs no local indicado, o céu começando a formar nuvens carregadas, fazendo com que o sol começasse a ficar escondido. Decidiram que por aquele dia deveriam deixar as buscas, ao menos até que a chuva fosse embora. Voltaram ao castelo, incomodados com a situação, as esperanças começavam a esvair-se.

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Já estava quase na hora de sua consulta com a parteira, e Relena, para se desvencilhar de perguntas das quais não desejava responder, disse que estava um pouco cansada e foi para seus aposentos. Entrou em seu quarto e rapidamente pegou sua bolsa de mão e vestiu sua capa. Saiu olhando de um lado ao outro para se certificar de que ninguém a via, andou a passos apressados pelos corredores e em pouco tempo estava na grande porta de entrada, onde Otto a esperava com a carruagem real.

Quatre passava em frente a grande porta e viu a princesa entrando na carruagem. Notou que a escolta dela era escassa, sendo composta de Otto e mais três soldados apenas, sendo muito fácil sequestra-la se quisessem. Deu ordens a um soldado que trouxesse seu cavalo Sandrock e pediu que ele fosse selado rapidamente. Observou a carruagem partir, prestando muita atenção de qual caminho ela seguia. Assim que seu cavalo chegou, montou nele e a seguiu a toda velocidade.

A carruagem chegou ao seu destino e Quatre parou em uma distância onde ele podia se camuflar e ao mesmo tempo vigiar a princesa. Observou ela descer da carruagem ajudada pelo tenente Otto e entrar sozinha em uma casa humilde, recebida por uma senhora de estatura baixa e rugas que acusavam sua idade avançada. A porta se fechou e Otto se colocou como sentinela. O cavaleiro deu uma boa vistoriada ao redor, para certificar-se de que não havia perigo e encostou-se a uma rocha para esperar a volta de Relena.

_ Entre princesa… Entre…

A voz rouca e falha daquela mulher tinha efeito tranquilizante para a moça.

_ Obrigada…

_ Em que posso lhe ser útil, princesa?

_ Eu… - titubeou.

_ Vamos… Fale em confiança.

_ Eu gostaria que a senhora me examinasse…

_ Por quê? Sente que algo está errado?

_ Não… Eu quero me certificar se sou ou não…

_ Sim?

_ Donzela.

A parteira se surpreendeu com o pedido, afinal pelo que ela fora informada, a moça era esposa do príncipe e aquela duvida já não deveria existir. Mesmo intrigada pelos motivos daquela pergunta, decidiu que não deveria se intrometer no assunto. Pediu gentilmente que a princesa retirasse sua roupa íntima e deitasse na cama, para então poder examina-la.

O tempo foi passando e Quatre estava começando a ficar nervoso com a situação, sua vontade era de entrar naquela casa a força e descobrir o que ali se passava. Já havia se colocado de pé e andava em círculos, observando ao redor e voltando a se focar na porta. Já estava exausto de esperar e temia que algo mal estivesse passando naquela casa, decidiu não esperar mais e deu seus primeiros passos naquela direção, mas parou bruscamente ao ver a porta se abrir.

Relena saiu da casa e estendeu um saquitel de dinheiro para a senhora que o recebeu feliz. A princesa se despediu com seu usual sorriso amável e subiu novamente na carruagem, Quatre rapidamente voltou a montar seu cavalo e esperou que o carro se pusesse em movimento para voltar a segui-lo.

Ao chegarem de volta ao castelo, Otto ajudou a princesa a descer e ela entrou rapidamente no castelo. Quatre esperou ela sumir do raio de visão deles e desceu de seu cavalo, entregou Sandrock para um cocheiro e caminhou apressadamente em direção ao tenente. Empurrou Otto que caiu encostado na carruagem e de forma irritada pediu explicações.

_ Onde foram?

_ Senhor… - O homem se assustou com a atitude do cavaleiro.

_ Perguntei aonde foram!

_ Senhor… Eu só segui o endereço que a princesa me deu.

_ Não me faça perguntar pela terceira vez.

_ A princesa me pediu que a levasse até a parteira… Foi só.

_ E pode me explicar o motivo de você escoltar a princesa com tão poucos soldados?

_ Foi pedido dela.

Quatre sentiu seu sangue ferver de raiva.

_ A princesa não opina sobre sua segurança! Estamos em guerra. O bem estar dela em primeiro lugar.

_ Mas ela exigiu… Como eu a desobedeceria?

_ Se tem problemas com a princesa, porque não foi até o rei? Por que não pediu que Heero intervisse?

_ Ela me pediu que ninguém soubesse de nada… Era para ser uma saída às escondidas.

_ Você acabou de colocar a vida da princesa em perigo… Suas ordens não vêm dela e sim dos reis e de Zechs que é o capitão da guarda.

_ Senhor. Peço que me perdoe.

Quatre viu o homem se curvando em sua direção e apesar da raiva que sentiu, teve piedade dele. Decidiu que enfrentaria aquela situação da melhor forma possível. Deu as costas ao tenente e seguiu para dentro do castelo.

Otto o encarou com ódio, sentindo-se humilhado por ter de pedir perdão àquele homem que tanto odiava. Respirou fundo segurando sua vontade de ataca-lo pelas costas e de forma muito irritada, mandou os guardas levarem a carruagem para guardar e desaparecerem de sua vista.

Quatre entrou e foi direto para o escritório de Heero informar-lhe que Relena havia saído escondida do castelo para se encontrar com uma parteira, no caminho ele pensava se deveria ou não informar-lhe da imprudência do tenente.

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Heero estava em pé atrás de sua mesa, com um mapa do reino aberto, do outro lado estavam Duo e Trowa prestando atenção no pedaço de papel, o rei mostrava aos cavaleiros os locais por onde já haviam procurado ainda sem novidades. Eles mantinham os olhos atentos para ver onde deveria ser o local mais indicado para buscarem pistas.

Duo, cansado de olhar para o mapa, sentou na cadeira atrás dele e cruzou as mãos atrás da nuca tentando relaxar, soltando o ar desanimado e resolveu mudar um pouco de assunto tentando distrair o clima tenso.

_ Sabe… Eu notei que nenhuma das damas, amigas da princesa estão aqui.

Heero o encarou com frieza, era incrível como o sentido de prioridade e responsabilidade era diferente para aquela pessoa. Parou um segundo para pensar se daria uma resposta que ele julgava justa para o comportamento de Duo, ou se aproveitava da situação. Olhou para Trowa que tinha os olhos incrédulos voltados para o de trança e escolheu a segunda opção.

_ Estão todas proibidas de vir ao castelo…

Seu comentário chamou a atenção dos dois amigos. Duo se pôs imediatamente em pé e Trowa, que antes estava debruçado sobre a mesa se endireitou ao escutar o anuncio. O rei se sentiu satisfeito com o resultado de seu comentário, mas não demonstrou. Ao mesmo tempo se sentiu um idiota e culpou Relena, mentalmente por isso.

_ O que quer dizer com proibidas?

Trowa indagou.

_ Devido ao acontecimento do baile, seus pais as mantiveram trancadas em casa, por medo que algo pudesse voltar a ocorrer…

_ Eu sinto que tem mais… Cléo está bem?

Perguntou Duo, visivelmente alterado com a possibilidade.

_ Sim. Pelo que eu soube Cléo e Hadja estão muito bem.

_ E Teyuki?

A voz de Trowa soou um pouco mais elevada do que de costume e Heero sentiu uma satisfação crescer nele.

_ Não sei… Ninguém teve noticias dela, desde a noite do baile.

O cavaleiro empalideceu com a notícia e se pôs sério, sua expressão era firme e indecifrável.

_ Algo te incomoda, Trowa… Acaso…

Heero interrompeu sua frase ao notar a porta do escritório se abrir, era Quatre que entrava apressado e com uma expressão irritada. Os amigos o viram e estranharam Quatre daquele jeito, aquilo nunca era um bom sinal.

_ Aconteceu alguma coisa?

Duo foi o primeiro a perguntar.

_ Heero, tenho algo muito importante a te contar.

Heero sentou em sua poltrona e colocou toda sua atenção no amigo, já se preparando para o pior. Trowa e Duo se entreolharam e depois fixaram sua visão no amigo, que tinha acabado de chegar e quem continuava olhando para o rei, pensando nas melhores palavras a usar.

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Zechs e Wufei chegaram ao castelo, o capitão da guarda seguiu seu caminho em cumprimentar o pai, pois o cocheiro lhe informou de seu retorno e o cavaleiro, decidindo que teria muito tempo para conversar com os amigos, resolveu ir primeiro ver Kelly.

O cavaleiro entrou na cozinha e viu a jovem amassando um pão, ela nem percebeu que ele havia chegado. Ela parecia tão linda, seu cabelo estava peso em um rabo de cavalo baixo, com uma mecha solta na frente, sua pele tão lisa e clara, seu pescoço a mostra, fizeram o sangue dele ferver. O cavaleiro lembrou-se daquela noite peculiar onde eles puderam ter seu primeiro beijo e desejou repeti-lo ali.

_ Está muito ocupada?

Ele quebrou o gelo e a moça o encarou surpresa.

_ O que faz aqui?

A cozinheira chefe a olhou com repreensão pela forma informal e atrevida com que a jovem falou com o cavaleiro, amigo do rei, mas Kelly a ignorou e continuou a olhar para o homem a sua frente. Ele esboçou um sorriso de satisfação.

_ Creio que você me deve uma explicação.

_ Ah sim? E sobre o que?

_ Sobre quem era o cara que veio discutir com você no baile… O mesmo com quem me enfrentei em duelo?

_ Creio que isso não lhe diz respeito...

Ela foi buscar uma forma para colocar os pães enrolados para assar. Quando voltou ele estava encostado comodamente na mesa em que ela trabalhava.

_ Eu lhe defendi. É o mínimo que me deve.

_ Não lhe devo nada…

Ela parou e viu o olhar arisco dele, não se intimidou, mas pensou que talvez tivesse sido muito ingrata.

_ Mesmo assim, lhe agradeço, por ter me defendido.

_ Já vi que guarda muitos segredos ainda… Mas, tudo bem. Vou descobri-los um a um.

Ele levantou e saiu, antes de fechar a porta deu uma ultima olhada para a moça que não deixou de segui-lo com o olhar. Ela podia negar o quanto quisesse com a boca, mas seu interior gritava para ela que ele mexia com todos seus sentidos. Afastou aqueles pensamentos de sua mente e voltou a focar-se no trabalho.

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Heero entrou no quarto da princesa sem bater, estava visivelmente irritado. Sua expressão era fria, mas seu comportamento agitado, bateu a porta atrás de si, sua atitude assustou a jovem que o encarou de cabeça erguida, apesar do coração disparado.

_ Pode ser o rei, mas não lhe dou o direito de invadir meu quarto dessa maneira.

_ Quem pensa que é para desacatar uma ordem minha?

_ A que se refere?

_ Eu dei ordens explícitas de que, ficava terminantemente proibida a saída do castelo sem meu consentimento.

A princesa recuou um pouco ao descobrir o motivo da conversa, sabia que estava errada e ficou sem saber como se defender.

_ Quem lhe contou? Foi… O tenente?

_ Otto… Não. Esse vai me ouvir depois.

_ Por favor, lhe suplico que não o castigue.

_ Não castigar? Ele além de me desobedecer, a escoltou com três homens apenas…

_ Como soube?

_ Isso não interessa.

Ela ficou preocupada, ele se aproximou dela e segurou seu queixo.

_ Ficaria surpresa em saber quantos olhos eu tenho vigiando esse reino.

_ Tudo o que ele fez foi por ordens minhas.

_ Princesa, se as coisas estivessem calmas eu nunca me oporia a uma ordem sua, mas entenda que estamos em guerra.

Falou o fim de sua frase em quase um sussurro. Ela baixou a vista e deu as costas para ele, não sabia como fazer para convencê-lo de não castigar ao tenente.

_ Me diga… O que foi fazer na parteira?

_ Como sabe que eu fui lá?

Ela o olhou com assombro. Ele já estava mais calmo e agora demonstrava preocupação.

_ Já disse que não interessa… Quero saber a verdade. Acaso… - Parou analisando suas palavras. - Está…

_ Grávida?

Ela completou a frase dele, já entendendo seu raciocínio. Ele apenas assentiu.

_ Isso lhe incomodaria?

Foi a vez dela de virar a situação de lado. Olhou para ele se divertindo interiormente com a insegurança que sentiu brotar naqueles olhos frios que a olhavam com impaciência.

_ …

_ Bem… Já que meu pedido não foi aceito, não tenho porque responder tal questão. Se tanto quer saber, peça para que seus "olhos" descobrirem a resposta.

Deu as costas para ele e sorriu escondida. Heero tirou a coroa com a mão esquerda e com a direita bagunçou o cabelo, incomodado. Olhou para as costas dela e depois para a coroa.

_ De nada me serve…

Sussurrou, porém ela ouviu e o encarou confusa. Observou a cena com muita atenção, o rei estava olhando fixamente a sua coroa, e ela tentava entender o que se passava em sua mente.

_ A que se refere?

_ Não se preocupe… - Ele ignorou a pergunta dela. - Vou respeitar seu pedido e pouparei Otto de um castigo, mas sempre quando, isso não volte a se repetir.

Ela cruzou os braços e o analisou ao passo que deu sinal de que espera por algo a mais.

_ Me desculpe… Ter entrado em seu quarto dessa maneira.

Ela sorriu doce para ele e deixou os baços se soltarem.

_ Não irá mais acontecer.

_ Obrigado.

Ele se virou para partir e ela o chamou de volta, fazendo com que ele a olhasse.

_ Eu… Não estou gravida.

_ Então…

_ Precisava confirmar algo…

Ela estava sendo vaga e sua vontade era exigir uma explicação, mas titubeou.

_ Posso perguntar o que seria?

_ Pode.
_ Então… O que precisava averiguar?

_ A algumas noites atrás… Algo aconteceu entre eu e meu marido.

Heero engoliu em seco e sentiu um frio percorrer sua espinha, voltou seu corpo totalmente para ela e aguardou pela continuação.

_ Sim… - Incentivou-a.

_ Porém essa noite… Foi completamente apagada de minha memória.

Ele estranhou a revelação, uma lembrança de uma conversa que teve com Duo dias atrás veio a sua mente, onde o amigo lhe contara que viu Lúcius dormindo na cama dela, juntou os pontos e concluiu que a princesa se referia há esse dia. Mesmo sabendo disso resolveu não interromper.

_ …

_ E quando, há dois dias você me perguntou se eu era ou não donzela… Não sabia responder-lhe…

_ E agora?

Seu coração acelerou os batimentos.

_ Agora tenho total certeza da resposta.

_ E qual seria?

Atreveu-se a perguntar, a angústia o estava matando. Ela baixou a visão, pensativa e depois voltou a encara-lo.

_ Sim.

_ Sim?

_ Ainda sou virgem.

Heero a encarou por um instante em estado de choque, para depois de um tempo sorrir. Ele simplesmente, sem se dar conta de nada e muito menos sem ser proposital, sorriu. Verdadeira e sinceramente. O sorriso dele a tomou de surpresa e ela sentiu seu coração disparar violentamente, sempre o achou atrativo e bonito, mas vê-lo sorrir foi a sensação mais prazerosa de todas para ela. Admirou aquele sorriso, que por sinal não durou muito tempo visível, pois assim que ele se deu conta, disfarçou a reação e a tragou para dentro de si, como sempre fazia. Ficou sem graça por ter sido tão transparente em sua reação, mas tentou não demonstrar.

Sem mais nada a falar, deu as costas para ela e saiu do quarto. Relena o viu partir ainda boquiaberta e admirada. Sorriu sozinha lembrando-se da reação espontânea e momentânea dele e prestou atenção no alívio que sentiu ao revelar aquele segredo, ou melhor, de ela mesma descobrir a verdade sobre aquele segredo. Sentou na cama e deixou o corpo cair para trás, sentia-se feliz e por alguns instantes, pôde esquecer tudo o que tanto a preocupava.

Heero entrou em seu quarto e vendo a jovem serva trazendo um jarro de água limpa para ele, pediu que ela preparasse seu banho. A jovem assentiu e saiu. Ele tirou suas roupas e guardou sua coroa, precisava relaxar. Entrou na banheira com água quente, recém-cheia e suspirou, passou a mão nos cabelos, bagunçando-os. Sentia-se estranho, algo dentro dele estava muito diferente. Nunca deixou seus sentimentos transparecerem e muito menos havia tido uma reação emotiva. Fechou os olhos e decidiu que só sairia dali depois de entender o que se passava com ele.

-/-/-

Trowa chegou a frente da mansão Yukiame e ficou parado, em cima de seu cavalo, decidindo se deveria ou não visita-la. Estava pendendo para opção de dar meia volta e retornar ao castelo, quando notou a porta principal se abrir. Para sua surpresa, Teyuki saía acompanhada de uma serva.

A jovem dama parou bruscamente e sentiu seu coração disparar quando viu o cavaleiro a sua frente. Ficou muda e já não escutava nenhuma palavra que a serva ao seu lado dizia. Seus olhos estavam fixos nos dele, bem como os dele nos dela.

Trowa desceu de seu cavalo e fez uma pequena reverência à dama no topo da escada e ela retribuiu o gesto com um tímido sorriso nos lábios. Ele começou a subir os degraus ao passo que ela começou a descê-los, até que se encontraram no meio do caminho.

_ Milady…

Ele sorriu de forma sedutora.

_ Milorde… Faz tempo que não nos vemos…

_ Sim…

_ Tenho entendido que o senhor saiu em uma missão, acompanhando o rei Dante em busca dos aliados do reino, a fim de encontrar o principe…

_ Está bem informada. De fato eu…

Trowa foi interrompido com a chegada brusca da serva, que o olhou com desprezo e se virou para falar com a jovem dama.

_ Milady, gostaria de recorda-la sobre o fato de que não deve falar com esse senhor.

Trowa ouviu perfeitamente o que a moça disse e se sentiu ultrajado. Viu a expressão de tristeza no rosto de Teyuki e resolveu intervir.

_ Posso saber de quem veio está ordem?

Apesar de sua voz e face estarem calmas, por dentro ele estava muito irritado com a descoberta.

_ Lorde Macben, meu futuro esposo.

_ Ah sim… E com qual autoridade?

_ A do fato de que em breve seremos marido e mulher…

_ Veremos…

A serva estranhou o comentário dele e Teyuki ficou sem graça com a forma desafiante com a qual ele falou. Trowa ignorou a presença da serva e continuou a falar com a dama.

_ Milady... por que nunca mais foi ao castelo? A princesa tem estado preocupada com sua ausência…

_ Essa é outra das proibições que me fez lorde Macben…

Trowa ficou muito sério, mais que de costume. A serva segurou o braço da jovem e fez menção de levá-la embora, mas o cavaleiro entrou a frente barrando a passagem da mulher.

_ Para quem a senhorita trabalha? - Foi direto em sua pergunta.

_ Para meu senhor, Lorde Macben. - Falou com insolência.

_ Muito bem… Senhorita…

Trowa lhe respondeu com a altivez de um príncipe, a olhou fixamente, o que fez a jovem sentir-se intimidada.

_ Dê um recado ao seu senhor de minha parte.

_ S-sim…

_ Se ele tem algo para reclamar de minha pessoa, que seja homem o suficiente e venha me enfrentar cara a cara. - Ameaçou. - E não envie uma mulher para fazer o serviço dele. - terminou com desdém.

Trowa pegou Teyuki pela mão e a puxou até seu cavalo, depois sem nenhum esforço a levantou e colocou sentada sobre a cela de Heavyarms. Deu um impulso e subiu atrás da jovem e passou os braços ao redor da cintura dela. Deu uma última olhada para a serva que estava de boca aberta com o atrevimento do jovem cavaleiro e deu mais um recado.

_ Se ele quiser me enfrentar, estarei no castelo. Claro - Riu debochado. - Se ele tiver coragem de enfrentar um homem, no lugar de coagir uma jovem dama.

Teyuki estava boquiaberta com a atitude de Trowa e resolveu ficar calada para não se comprometer, afinal ela tinha medo da reação de seu futuro esposo, mas por dentro estava dando gritos de felicidade com a forma que Trowa agiu. Sentia-se segura ao lado daquele homem e não podia negar, cada dia que passava o amava mais. Trowa deu um último meio sorriso irônico para a serva e tocou seu cavalo para que ele começasse a correr.

Teyuki segurou com firmeza no pito da sela, enquanto Trowa a segurava com um braço e com o outro guiava o animal. Eles foram o caminho todo em silêncio. Apesar de a jovem pensar que caminhavam em direção ao castelo, se surpreendeu quando ele passou para o outro lado deixando o palácio de lado. Trowa não parou até chegarem a um pasto cheio de flores silvestres, era um dos lugares mais lindos que a jovem já viu.

A grama era coberta por um amplo tapete com flores de várias cores, o vento ali era forte na medida certa, o sol batia iluminando o local, dando a sensação se estar em um paraíso, às poucas árvores eram o suficiente para darem sombra na medida exata. Ele foi o primeiro a descer do cavalo e depois estendeu os braços, segundo a jovem pela cintura para descê-la. Deixou Heavyarms solto, pois ele não precisaria de mais que um assobio para que seu cavalo voltasse.

_ Esse lugar é lindo… - Disse ela admirada.

_ Eu o encontrei quando fiz minha ronda.

Ela sorria feito criança, observando ao redor e depois se virou para ele e desejou que o mundo parasse.

_ Estou curiosa…

_ Sobre?

_ O que fará se o lorde realmente for tirar satisfação com você?

_ Estou contando com isso.

Ele deu um meio sorriso de satisfação.

_ Eu não entendo…

_ O que?

_ Você já me disse claramente que eu… - Ela pensou um pouco antes de continuar, como quem mede as palavras que irá usar. - Não… lhe interessava como mulher.

_ Disse? - Ele começou a encurtar a distância entre eles.

_ Si-sim… - Ela sentiu o coração disparar.

_ E se eu mudei de ideia?

_ Por favor… Não brinque comigo.

Ela quase suplicou com o olhar. Ele levou uma mão até o rosto dela, tirou uma mecha de cabelo de seu rosto, desceu os dedos alisando a pele da jovem, enquanto a observava com zelo, passou o polegar sobre os lábios dela e sentiu seu próprio coração disparar. Era uma sensação nova para ele, nunca havia sentido algo tão forte. Ela fechou os olhos, regozijando-se com o toque dele e sua mente se esvaziou de problemas, era como se o mundo fosse reduzido a apenas eles.

Trowa sentiu um desejo incontrolável de beijá-la, dessa vez um beijo verdadeiro, procurado, incitado. Desceu sua mão até o pescoço dela acariciando-o, depois desceu seu rosto até o dela e roçou sua face na dela, seus lábios foram se aproximando dos lábios da jovem, quando uma trovoada forte a muito alta que os alarmou de tal maneira que ambos olharam o céu, esquecendo-se por fração de segundo do que estavam fazendo. Depois eles voltaram a se olhar e ambos riram com a situação.

_ Venha… Não quero que se resfrie. Vou levá-la de volta.

Ela ficou triste, mas sabia que a chuva que viria seria muito forte. Estendeu a mão para ele que a puxou para perto. Com um assobio, Havyarms apareceu, Trowa voltou a colocar Teyuki sobre o cavalo e ambos seguiram o caminho de volta.

-/-/-

Já era noite avançada, todos no castelo estavam dormindo…

Relena estava tendo mais um sonho, mas dessa vez ao invés de parar quando o problema chegava, sua mente avançou e seu sonho se tornou pesadelo. A princesa se virava de um lado ao outro, transtornada visivelmente. Sua respiração ofegante estava quase se tornando um grito, quando a jovem acordou, sentando bruscamente na cama. Relena levou uma mão no peito, sentindo o coração disparado e a outra mão passou pelo rosto e pelo cabelo, tentado afugentar aquela sensação horrível.

_ Você está bem?

A voz rouca e imponente, que a jovem conhecia com perfeição a chamou atenção de sobressalto. Relena ergueu a cabeça rapidamente e pode ver a silhueta de Heero aparecendo em frente a um fecho de luz da lua, apesar da chuva forte que caía, a noite era clara.

_ O que faz aqui?

_ Não pude dormir… Queria te fazer uma pergunta.

Ela procurou seu robe e o vestiu. Heero se aproximou mais da cama e ela pôde ver que ele estava apenas com sua ceroula e um robe aberto mostrando seu peitoral nu e bem modelado.

_ Faça…

Ela tentou desviar o olhar, pois ficou constrangida pela forma como ele estava frente a ela em seu quarto.

_ O que você decidiu?

_ Sobre o que?

_ Sobre seu casamento.

_ Ainda não compreendi a pergunta…

_ Você tem uma chance de anular o casamento, se quiser. Antes que Lúcius cobre os direitos de esposo dele.

_ Para isso ele teria primeiro que aparecer…

_ Está preocupada com ele?

Perguntou sentindo um pouco de ciúmes.

_ Mas, é óbvio. Antes de qualquer problema que eu possa ter tido com ele, e antes mesmo de haver me tornado sua esposa contra minha vontade, eu e ele somos grandes amigos. Eu só posso desejar o melhor para ele. E desejo de todo o meu coração que ele retorne.

_ Entendo…

_ Você não?

Heero achou graça na pergunta, baixou a cabeça e depois voltou a encara-la, não sabia ao certo se sua expressão podia ser vista, mas foi sincero em sua resposta.

_ Apesar de que, desde que eu voltei, ele tem sido um completo idiota com respeito a mim e ter roubado minha noiva na base da chantagem… Não há nada que eu deseje mais nesses dias. Tenho procurado incessantemente por ele e realmente me preocupa seu paradeiro. Se houvesse uma única pista de onde encontrá-lo, eu já teria posto o lugar abaixo e matado quem quer que se oponha em meu caminho. Porém, não tem sido nada fácil.

Relena não conseguia ver as expressões dele como gostaria, mas não era necessário, as palavras que ela ouviu soaram demasiadamente verdadeiras. A princesa sentiu um aperto no coração por não ter notícias do esposo.

_ Mas eu vim lhe fazer uma pergunta e gostaria de uma resposta.

_ Eu…

Ela não sabia o que ia dizer, ficou calada por alguns segundos e sentiu uma briga interna se iniciando. Por mais que desejasse gritar para todos os cantos que queria com todas as forças anular seu casamento com Lúcius, tinha medo que soasse insensível de sua parte, naquele momento. Até porque o desaparecimento do príncipe, sim, a preocupava muito, mas ao mesmo tempo tantas coisas, tantas revelações foram acontecendo no decorrer daqueles dias, que o desejo de abraçar a oportunidade de ser feliz lhe era muito tentadora.

_ Entendo…

Heero pensou que ela não quisesse largar do irmão e virou-se para ir embora do quarto dela, decidido a nunca mais importuna-la. Relena vendo o equívoco que causara com o fato de haver se calado, pensa rapidamente em inúmeras explicações para lhe dar, mas quando abre a boca para falar, as palavras que saíram foram bem diferentes das planejadas. Foram palavras sinceras, vindas do coração e não da mente.

_ Me beija…

Heero parou bruscamente seus passos ao escutar o pedido dela. Aquele pedido que a muito tempo queria ouvir. Sem pensar duas vezes se virou e caminhou apressadamente até ela.

_ Agora… Será para sempre. Não pretendo te deixar ir, nunca mais!

Depois de declarar sua decisão ele a beijou, um beijo ansioso, mas que começou delicado, suave e carinhoso. Ele a puxou para mais perto de seu corpo e começou a acelerar aquele doce beijo. A princesa se entrelaçou a seu pescoço e retribuiu a paixão que se acendia e encontrava finalmente a brecha que precisava.

Heero estava desejoso por mais. A boca já não era o suficiente, ele queria beijá-la por inteiro, deixar nela a marca de que lhe pertencia, que era feita apenas para ele e para mais ninguém. Ele se separou brevemente daquele beijo adocicado e a mirou nos olhos, ela já estava ofegante e seu corpo desejando mais. Seu olhar não precisou de tradução, a princesa entendeu perfeitamente seu pedido mudo.

Relena abriu seu próprio robe, sob os olhos de Heero que já tinha a respiração acelerada, a jovem deixou a seda escorregar por seus ombros, braços e cair sozinha no chão. Ele a analisava com excitação. Tocou os braços dela e sentiu a pele suave e lisa sob suas mãos, foi subindo com delicadeza até chegar em seus ombros, acariciando seu pescoço, descendo até seus colo. Decorando não apenas com os olhos mas com o tato, cada delinear dela. Passou a mão sobre as clavículas dela e sobre a curva dos seios que se formaram devido o apertar do espartilho.

_ Quer que me vire?

Ele assentiu com um movimento lento de cabeça e ela deu as costas para ele. Heero levantou o cabelo da princesa, sentindo o peso e suavidade dele, e com a outra mão alisava sua pele das costas e se inclinou para depositar um beijo em sua nuca, o que fez a jovem estremecer por todo seu corpo. Ele colocou com mesura o cabelo dela para frente em cima de seu ombro e usou as duas mãos para desamarrar aquele espartilho. Ela sentia seu corpo esquentar cada segundo mais e mordeu o lábio inferior, tentando se segurar para não virar e pular no colo dele.

Depois de finalmente conseguir se livrar dos cordões, ele soltou o espartilho no chão e ao passo que ela se virava de frente para ele, um pouco sem graça com o fato de estar quase completamente nua, ele retirava e jogava no chão seu próprio robe, ficando apenas com a parte de baixo, assim como ela. A vergonha da moça desapareceu quando ela tocou o corpo dele, desenhando por cada músculo bem definido que ele tinha, sem se dar conta de como era observada.

_ Você é ainda mais linda do que eu imaginava.

E ela ergueu o olhar para ele e sorriu. Sem se segurar mais, pulou em seu pescoço e o beijou com toda ânsia que guardava em seu coração há tanto tempo. Ele a segurou no colo e a colou na cama com muito cuidado. Separou-se dos lábios para começar a beijar o corpo da princesa, que sentia uma corrente elétrica passar por cada molécula e seu corpo, ansiando por mais e cansada de esperar. Ele percebeu esse desespero aumentando nela, o que o fez sorrir de satisfação e o fazia quer demorar mais, a fim de deixa-la mais sôfrega ainda.

Beijou os seios dela, depois desceu até o umbigo e começou a retirar a calcinha dela, ao passo que beijava as coxas dela…

_ Eu quero você… Preciso de você agora.

Ela se sentiu na necessidade de expressar seu desejo verbalmente, já que ele estava brincando com o corpo dela, sem mostrar pressa alguma. Ele sorriu de uma forma que ela pôde escutar. Heero se colocou de pé e retirou a parte de baixo de sua roupa. Ela o observou por alguns segundos e gostou de tudo o que viu, o corpo dele parecia de um deus grego, todo trabalhado e as cicatrizes de luta davam-lhe certo charme, deixando-o ainda mais atrativo para ela. O moreno já não aguentava mais de excitação, deitou sobre ela e tocou-lhe em seu íntimo, certificando-se de que já estava pronta. Relena deu um leve gemido com a carícia e sem esperarem mais, ele a possuiu.

A chuva, a lua e o ar fresco, foram testemunhas daquele amor. A dor que ela sentiu de início desapareceu, tão rápido quanto veio. Ele a beijava incessantemente e ela retribuía com uma paixão ardente. A noite foi mágica e o barulho das trovoadas serviram como barreira de som para que eles pudessem declarar seu amor sem que fossem escutados. Era a noite mais doce que ambos podiam pedir.

Finalmente estavam juntos e puderam selar seu amor. Não sabiam o que iria se passar depois daquela noite, nem tão pouco, quantos obstáculos precisariam enfrentar, mas tinham certeza de uma coisa, já não havia como voltar atrás. O que fizeram os unia em um para toda a vida e iam lutar por aquele amor, contra tudo e todos.

_ Eu te amo...

_ Eu também.

Foram as últimas palavras deles antes de pegarem no sono, abraçados.

-/-/-

Duo, Trowa, Wufei e Quatre andavam de um lado a outro do castelo, muito apressados a procura de Heero. Já tinham estado no quarto do amigo e nem sinal dele encontraram. Suas faces estavam apreensivas.

_ E se perguntássemos à princesa?

Sugeriu Duo, afinal era o único lugar que não haviam tentado e sabiam que o rei não tinha saído do castelo, porque seu cavalo estava nos estábulos. Os amigos se entreolharam e decidiram.

_ Não custa tentar…

Quatre deu a última palavra, correram para a porta do quarto da princesa e tocaram uma vez. Nada de resposta.

_ Bate mais forte… Zechs já deve estar para chegar, precisamos encontrar o Heero.

Wufei demonstrava sua impaciência. Trowa tomou a frente de Quatre que foi quem bateu a primeira vez na porta e tocou de novo, dessa vez com mais força que a primeira.

Heero acordou com as batidas enérgicas na porta e olhou para Relena que tinha acabado de despertar também. A princesa olhou para ele confusa com a situação e o rei resolveu acabar com a incerteza, levantou da cama e vestiu sua ceroula e seu robe, sem se importar em ser descoberto, seguiu para a porta e a abriu, de forma bem irritada.

A cara de surpresa que os amigos fizeram ao ver Heero abrir a porta do quarto da princesa, foi de fato muito engraçada. Duo ficou alguns segundos com a boca bem aberta, Quatre ficou sem graça e bagunçou o cabelo umas duas vezes, olhando para os lados, Trowa tossiu, quase que engasgou com o nada e Wufei ficou estático, com os olhos bem abertos fixos no amigo.

_ Vão ficar me olhando ou pretende me dizer o motivo de desespero?

_ O que houve?

Relena apareceu atrás do rei amarrando seu robe e os quatro que estavam do lado de fora, em conjunto começaram a olhar para o corredor do castelo, evitando a todo custo encarar a princesa.

_ Ainda não sei… Esses quatro até agora não abriram a boca. Falem de uma vez!

Heero começou a perder a paciência, mas ao mesmo tempo achou a reação dos amigos muito cômica. Já Relena não disfarçou seu gracejo com respeito à cena e levou a mão na boca para abafar o riso.

_ É… Bem… - Trowa tossiu. - Nós estávamos… A sua procura. Heero.

_ Para que?

_ Bem… - Começou Duo. - Temos uma notícia muito importante que dar…
_ Fala de uma vez!

_ O que acontece é que Lúcius apareceu e vivo.

Wufei deixou a enrolação de lado e falou o que estava acontecendo. Agora foi a vez do rei e da princesa ficarem boquiabertos. A alegria de saber que o príncipe voltou se mesclou com a incerteza de como iriam ocorrer as coisas a partir desse momento. Relena sentiu o coração disparar e o medo brigar com a alegria dentro dela.

Já Heero só deu espaço para o alívio de saber que o irmão estava voltando bem para casa, por que de algo ele tinha certeza, Lúcius querendo ou não, Relena agora lhe pertencia e ele faria de tudo para anular o casamento do irmão com ela.

_ Onde ele está?

Heero encontrava-se em seu quarto, se trocando. Os amigos o acompanhavam enquanto narravam os últimos acontecimentos.

_ Essa manhã, no primeiro raio de sol, Otto levou um comunicado até Zechs, que dizia que o principe seria deixado, vivo perto da floresta fechada, que poderíamos busca-lo que não teria nenhum tipo de retaliação…

Informou Quatre, Heero já estava quase pronto.

_ Onde está Zechs?

_ Foi busca-lo junto de Otto e mais alguns soldados…

Completou Trowa.

_ E porque não me avisaram?

_ Você só pode estar brincando né? - Duo falou incrédulo. - Estamos há horas te procurando por todo o castelo, batemos na porta da princesa para perguntar se ela sabia de seu paradeiro… Se soubéssemos que você tinha estado toda a noite ali…

Heero lançou um olhar mortal para o comentário insinuoso feito pelo amigo. Duo nem ligou, Quatre pensou que ali correria sangue, Trowa já esperava a hora de apartar e Wufei não via a hora de ajudar Heero a matar Duo.

Heero ficou pronto e resolveu deixar para depois a conversa com o de trança, um soldado bateu na porta informando que o capitão da guarda havia voltado de sua busca e o príncipe estava sendo levado até seu quarto. A família real inteira já se encontrava ali.

Heero saiu acompanhado dos amigos e foram em direção ao cômodo indicado. Encontraram com Relena que acabou de entrar bem perto da porta, Lúcius estava sentado no meio de sua cama, apesar de sujo, não aparentava ter sofrido nenhum tipo de agressão. Amanda estava sentada ao pé da cama com a mão na perna do filho, a princesa entrou e sentou do outro lado da cama, mas não tocou no marido. Dante estava em pé atrás da esposa, analisando a situação.

Noin, Zechs e seu pai ficaram do lado da princesa. Heero entrou acompanhado de seus quatro amigos e ele parou em pé de frente para o irmão, com Trowa a Quatre de um lado e Duo e Wufei do outro. Apoiou suas duas mãos nos pés da cama e encarou fixamente o príncipe que até então só mexia os olhos de um lado ao outro olhando todos os rostos ali presentes, mas sem nada a falar.

_ Lúcius… - Heero quebrou o silencio. - Você está bem?

O principe que mantinha a cabeça meio abaixada, então a levanta por completo, encara fixamente a Heero e responde.

_ Quem é Lúcius?

Continua...


Nos Bastidores:

No meio da sala tinha uma poltrona preta, de costas para uma parede totalmente branca e limpa. Posicionada na frente da poltrona tinha uma câmera filmadora profissional, com o foco na poltrona e em boa parte da parede.

O primeiro ator entra em cena, ele tinha o cabelo ruivo amarrado em um rabo de cavalo baixo, sua roupa era composta por uma camiseta polo preta e uma calça jeans rasgada, nos pés um coturno, seus olhos verdes transmitiam excitação. Parou seu caminho e virou para trás chamando alguém para que se apressasse.

Seguindo o primeiro ator vinha um casal de atores. Ele com seu rotineiro cabelo castanho escuro jogado, de camiseta esporte colada no corpo e uma calça jeans preta, também de coturno preto, seus olhos azuis mostrando animação e ele dava sinal para o primeiro continuar andando. Ao lado dele, segurando sua mão, vinha ela com seus longos cabelos loiros totalmente soltos, um mini vestido rodado rosa e uma sandália de salto branca nos pés. Seus olhos azuis também mostravam alegria.

O primeiro ator sentou na poltrona e o casal se sentou casa um em um braço da poltrona, olharam para a câmera e um ajudante de produção veio colocar um microfone de lapela em cada um. As luzes foram bem posicionadas para dar uma iluminação adequada a gravação e foi permitido que eles começassem.

_ Ação! – Gritou o diretor.
_ Boa noite meninas... Eu sou o Lúcius, o ator que faz o príncipe, que por sinal tenho o mesmo nome do personagem, assim como todos do elenco.
_ Eu sou a Relena... Boa noite e é muito bom estar aqui com vocês!
_ E eu sou o Heero... Não sou tão sério quanto meu personagem, como podem ver.

Os três riram.

_ Viemos aqui hoje, porque como esse é o primeiro capítulo postado no ano de 2014, viemos desejar-lhes a todos um maravilhoso ano novo! – Começou Relena.
_ Cheio de sucesso e sonhos realizados... – Continuou Heero. – E agradecer a todas vocês por sempre estarem com a gente. Fazemos esse trabalho e é muito gratificante, receber esse carinho especial de todas! Muito obrigado mesmo. – Ele sorriu.
_ E claro... Aproveitando a oportunidade... – Chegou à vez do Lúcius, que estava muito empolgado. – Não me joguem pedras... Não sou tão mau quanto meu personagem. – Ele riu. – Gostaria de parabenizar a Jessica, porque hoje é seu aniversário e eu sei o quanto ela tem me demonstrado seu carinho. Estou muito feliz por ter uma fã como você. Que seu dia seja perfeito do começo ao fim e saiba que te desejo o melhor do mundo parabéns!

_ Entrem... – Relena pediu.

Do lado direito dela entraram, Duo acompanhado de Cléo, Wufei de Kelly, Quatre de Hadja, Trowa de Teyuki, Zechs de Noin e Treize de Une. Todos vestiam roupas casuais e portavam uma faixa, que pregaram na parede atrás deles com os dizeres:

FELIZ 2014, QUE ESSE ANO SEJA PERFEITO PARA TODAS VOCÊS E JESSICA, FELIZ ANIVERSÁRIO!

_ Obrigada por seu carinho! – Disseram os quinze atores em uníssono.
_ E antes de finalizar, os demais atores do The Brothers não puderam estar presentes hoje, mas todos mandam beijos e abraços a todas vocês! Obrigada mais uma vez por seu carinho! Tchau!

Relena encerrou a gravação e o elenco todo mandou tchau e beijos para a câmera, com um amplo sorriso no rosto.

Fim


Espero que tenham gostado da ceninha extra. Foi uma homenagem que resolvi fazer a todas e a Jessi que faz aniversário hoje quinta dia 16/01 e é mega fã do Lúcius. Parabéns lindinha!

Agora, sem mais demora... Já sabem o que fazer, certo? REVIEW!

Beijinhos e amo vcs!