Advertência: A penúltima cena possui um alto teor de violência, leiam por sua conta em risco, XD hehehehe


33. Novos sentimentos.

A festa acabou quando a lua estava no meio do céu, esplendorosa e amarela. Os convidados partiram para seus aposentos, outros para suas casas, alguns sendo carregados devido ao fato de terem passado do limite com a bebida e outros alegres e faladores, comentando sobre o sucesso do evento, em sua maioria, satisfeitos.

Todos já se despediam e começavam a adormecer. Heero e Relena não saíram mais do quarto. As meninas voltaram para seus pares, comentando sobre como se sentiram incomodadas e os rapazes se divertiram imaginando a situação constrangedora. A única que não se envolvia muito no assunto era Kelly, que parecia introspectiva, alarmando Wufei, que após se despedir de todos, à acompanhou até o quarto onde Mei já estava dormindo.

— O que houve? — perguntou direto, não era do tipo que dava voltas a um tema.

Olhou o cavaleiro e se colocou pensativa, sem saber o que dizer. Na verdade, não sabia nada, tinha essa estranha relação com Wufei, ele havia lhe pedido em casamento, mas ela deixou a resposta no ar, nessa época ainda só pensava na irmã. Agora a tinha de volta e as coisas iam bem, mas parecia que alguém desejava torturá-la fazendo o passado voltar para assombrá-la.

Os olhos amendoados se focaram nos negros profundos do cavaleiro e chegou à conclusão de que estava sendo tonta, ele já havia se incrustado em seu coração. Em algum momento em todo o caos que havia sido sua vida, se apaixonou por alguém que lhe correspondia, ganhou amigos que podia chamar de família, recuperou sua irmã, que era seu único objetivo e não teve que passar mais nenhum tipo de dificuldade, nunca se sentiu mais protegida que agora, então por que de repente se sentia insegura?

— Kelly…? — a voz lhe soou aveludada, apesar do tom de preocupação com o qual ele a chamou.

— Hoje… — ela começou e logo se calou, negando com a cabeça, enquanto Wufei franziu o cenho. — Amanhã eu falo disso, pode ser? — a voz saiu tão doce que o desconcertou.

O moreno ficou boquiaberto e seu olhar afiado estreitou, tentando ver através dela, cismado. A dama ergueu a mão e tocou a face dele, tentando transmitir-lhe um pouco de segurança, sorrindo enigmática e carinhosa, sobressaltando-o ainda mais.

Kelly se ergueu na ponta dos pés e roçou os lábios de Wufei com os dela, o ato fez o cavaleiro segurá-la pela cintura e curvar-se para facilitar o beijo, mostrando para ela que seu desejo e intenção não haviam esmorecido. O ato não foi longo, porém intenso e através dele, o casal sentiu o quanto se queriam e o quanto um era importante ao outro.

Quando se separaram, ele pode apreciar o rubor na face da moça, ergueu a mão e acariciou a bochecha suave e rubra com esmero, vendo-a tombar o rosto sobre sua carícia, os olhos fechados demonstravam o quanto às coisas entre eles haviam mudado. Wufei não sabia o que tinha feito para, finalmente, conquistar aquele tipo de reação em Kelly, porém estava feliz e satisfeito.

— Está tarde… — suspirou, não queria ter de se separar dela, menos ainda em um momento como esse, onde ela se mostrava tão entregue.

— Sim. — sussurrou e não se moveu, relaxada. — Wufei... — abriu os olhos e o encarou.

— Diga.

— Seu pedido…

— Nada mudou. — havia entendido, ela queria saber sobre o pedido de casamento. — O que eu sinto não mudou. — respondeu convicto.

— Mesmo que eu já não seja donzela? — seu olhar se focou nele, atento.

Wufei a soltou e franziu o cenho, de repente atordoado. Kelly entendeu que ele a estava rejeitando e fez menção de entrar, mas foi agarrada pelo homem.

— Explica. — apesar de ser uma ordem, ela não encontrou nenhum tipo de repreensão, apenas curiosidade em compreender.

— Foi… Há um tempo, quando eu fui sequestrada. — viu o homem arregalar os olhos. — Eu fui vendida e levada à força, durante esse período em que estive presa… Eles… — abaixou o olhar, envergonhada.

O silêncio se tornou sufocante e Kelly ergue a vista para deparar-se com o olhar carregado e enraivecido de Wufei. Ela não precisava completar a frase para ele a entender e em lugar daquilo lhe causar repugnância, como faria a muitos nobres, só lhe fez admirar ainda mais a mulher, que não só era forte, como não se deixou abalar por tudo o que passou, seguindo em frente e se tornando mais sólida e resistente.

Sem contar que aumentava a veracidade dos sentimentos que acabava de demonstrar por ele, se sentindo segura e confiando em seu amor, para se entregar, alguém que supostamente teria medo de se envolver e sofrer qualquer tipo de abuso, como um dia sofreu. Em um ato impensado, Wufei a puxou para um abraço apertado e cheio de sentimento.

— Ninguém precisa saber disso. — falou perto do ouvido dela. — A partir de hoje, eu vou cuidar de você e quem quer que tenha feito isso, vai pagar com sangue, prometo.

Kelly se agarrou ainda mais nele, sentindo-se aceita e protegida. Deixaria para terminar o relato no dia seguinte, frente à Heero, precisava contar o que sabia sobre aquele homem e dessa vez, não pouparia a verdade. Havia encontrado alguém, que não apenas a aceitava, como a amava e poderia dar a ela e a Mei, a estabilidade que sempre buscou e a segurança que a pequena precisava.

Ver aquele homem que a manteve em cativeiro, apenas lhe havia ajudado a tomar uma decisão, que a seu ver, era a correta.

-/-/-

— O que vai fazer?

Encostada na porta de seu quarto, prensada à mesma por Miliardo, Lucrezia ria abrasada, sendo cortejada descaradamente pelo noivo, que se curvava sobre ela, imobilizando-a com o corpo e impedindo-a de escapar, olhando para os lados e certificando-se de que estavam sós, antes de jogar-se sobre ela, se apossando dos lábios rubros, em um beijo fogoso e cobiçoso.

Lucrezia o envolveu pelo pescoço, respondendo a altura, sentindo o corpo inteiro esquentar, necessitada dele e o atrito entre eles estava deixando ambos com a mente enevoada. Queriam-se e a lubricidade estava acabando com o autocontrole.

— Miliardo… — gemeu o nome dele, no escasso segundo que deram uma pausa no beijo para respirarem. — Alguém pode nos ver. — comentou e voltou a corresponder aos lábios exigentes do namorado.

— Deixa… Quem sabe aprendem algo. — ela riu em meio ao beijo, batendo no braço dele, carinhosa e arteira.

— Então, não tem problema, eles ficarem me olhando e desejando? — sorriu maldosa, vendo como ele estreitava os olhos azuis, sério.

Miliardo olhou de um lado, do outro e abriu a maçaneta, empurrando-a para dentro e fechando a porta, voltando a prensá-la contra a madeira, rodeados pela segurança das quatro paredes do aposento.

— Você é minha. — mordeu de leve o lábio inferior dela. — Só minha e eu vou arrancar os olhos e as mãos de quem te olhar e tocar. — a beijou, exigente, excitado, ambos se devorando e explorando a boca do outro, queimando. — Acho melhor você ir dormir… — fazendo uso do seu ínfimo controle mental, raciocinou, tentando manter-se são.

— Quer dormir comigo? — a voz feminina soou mais sedutora do que de costume e ele sentiu o sangue ferver.

— Quero. — beijou-a. — Mas hoje recusarei. — Lucrezia franziu o cenho, separando-se dele. — Quando tivermos nossa primeira vez, quero que você esteja completamente sóbria, quero que se lembre e aproveite cada segundo por que… — se aproximou da orelha dela e sussurrou. — Farei você gritar. — a frase a fez estremecer e Miliardo finalizou com um mordiscada no lóbulo da orelha dela, descarregando uma eletricidade que passou pela espinha da moça, fazendo-a gemer abafado, enquanto mordia o próprio lábio e fechava os olhos.

— Eu não estou bêbada. — afirmou.

— Eu sei, mas não está sóbria, então…

A beijou uma última vez, antes de se separar, vendo-a com malícia, percorrendo os olhos azuis céu, descaradamente pelo corpo de sua noiva, enquanto Lucrezia encostava a cabeça na madeira, oferecendo-lhe uma visão completa de seu corpo, sem nenhum tipo de timidez, ávida e realizada por ver a escuridão se apossando da íris clara.

— Você não colabora comigo. — sentenciou, com falso reclamo e ela riu.

— Não!

Miliardo se curvou e a beijou com incandescência uma vez mais e se obrigou a abrir a porta e fugir, caminhando apressado para seu quarto, antes que se arrependesse de ser tão cortês com a mulher que roubava seu sono. Ao mesmo tempo, Lucrezia foi se deitar, ainda rindo apaixonada, recordando como seu amado demonstrava o que sentia por ela. Feliz.

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Andava de um lado ao outro, indecisa e insegura. Os dentes cravados sobre o lábio inferior, o vestido lilás repousava sobre o recamier e sobre si um robe vinho brocado, cobria sua roupa interior de renda. O cabelo longo castanho-escuro ondulado, já estava solto e ela não parava de mexer nele, passando os dedos finos por entre os fios macios, desembaraçando-o com as mãos, inquieta.

— O que faço?

Perguntou pro ar e novamente sentou na penteadeira, escovando o cabelo. Parou, suspirou e voltou a escovar.

— Eu não preciso fazer isso… — começou a falar sozinha de novo. — Mas, você quer Hadja. Confesse e aceite. — se encarou no reflexo do espelho, convicta. — Mas e se ele não quiser e me rechaçar? — temeu.

Bufou e voltou a escovar.

Bufou de novo e colocou sobre a penteadeira o objeto que usava.

— Eu vou lá! — decretou e se auto-ordenou.

Levantou do banco e caminhou até a porta, fechando mais ainda o robe e abriu uma fresta, confirmando que não havia ninguém do lado de fora. Olhou de um lado, do outro e vendo-se sozinha, saiu. Andou apressadamente, virando o corredor, escorando-se em meio à penumbra e por fim abriu uma porta e esgueirou-se para dentro.

O quarto estava escuro, apenas uma pequenina vela acesa, sobre uma cômoda mais afastada da cama, sem atrapalhar o homem que estava repousando, imóvel. A lua forte iluminava sutilmente o espaço para que Hadja não trombasse em nada, enquanto percorria o caminho até a cama, parando aos pés dela.

O pavor à negativa a inundando de novo.

Observou a silhueta de Quatre, estático sobre a cama, silencioso, sem conseguir ver seu rosto, já que a sombra lhe impossibilitava, no entanto, podia ver parte do peitoral masculino que ficava visível por conta da abertura da chemise. Sentiu o coração acelerar, hipnotizada com o subir e baixar da calma respiração.

Suspirou baixinho e perdeu a confiança, cabisbaixa, deu a meia volta, decidida a partir.

— Não vai nem dizer para que veio? — a voz aveludada de Quatre a sobressaltou.

Hadja brecou abruptamente, o coração acelerou, o nervosismo a atacou e as mãos começaram a suar frio. Engoliu seco e começou a virar-se para ele, os olhos se arregalaram ao ver o cavaleiro sentado na cama, a vela de cabeceira, acesa — em que momento ela não soube — e uma expressão misteriosa e divertida no rosto angélico do homem.

— Eu… — a voz suave falhou, tímida e Quatre sorriu.

— Você entrou no meu quarto… — levantou da cama e começou a andar lentamente até ela. — Ficou me olhando dormir, ou achando que eu estava dormindo… — encurtou mais o espaço que os separava. — Usando apenas um robe… — um pouco mais. — E finalmente… Entristecida, decide partir. — chegou até ela.

— Em que… — Hadja levemente abaixou o rosto, olhando para os lados. — Momento você me viu entrar?

— Ninguém entra no meu quarto e me pega desprevenido. — segurou o queixo dela, exercendo uma leve pressão para fazê-la olhá-lo. — Na hora que você abriu a porta, eu abri o olho.

— Desculpe… — sem graça, tão diferente ao usual.

Quatre sorriu amplamente, acabando com o espaço e depositando um delicado beijo nos lábios macios da namorada, antes de voltar a falar.

— Diga… O que queria? — estreitou os azuis, ansioso por uma resposta, vendo-a enrubescer e tentar desviar o olhar, sendo impedida por ele que a puxou de volta. — Olha para mim Had. — ela o fez, sentia-se ofegante só em manter o fito insistente de Quatre. — O que quer?

— Você. — declarou involuntariamente, surpreendendo-se após confessar e sentindo uma vontade súbita de fugir, contudo, não pôde se mover.

— Tem certeza disso? — a voz varonil soou segregada. Segurou o rosto dela com ambas as mãos, mantendo-a fixa e sem desviar. Sentiu o coração palpitar forte e o desejo nublar sua mente, enquanto aproximava ainda mais os corpos, parando a escassos centímetros, fixando as íris castanhas, que podia ver através da lua. — Diz…

— Eu tenho… — as mãos femininas subiram e pousaram-se ao redor da cintura dele. — Certeza.

Sem pensar, Quatre a puxou para um beijo ardente e necessitado. A vontade sempre tão negligenciada, tomou o controle e ele já não pensou em nada mais. Era sua chance de realizar seus sonhos e ter o que já era seu desde o dia que colocou os olhos sobre a moça e foi retribuído. Depois dessa noite, não a soltaria mais.

O beijo se tornou efusivo, os lábios se abriram e intensificaram a ação. Só havia eles, mais ninguém. As mãos desceram, como uma carícia, pelos braços de sua garota e seguiram até o nó do cinto do robe. Quatre tentou esperar até o casamento, porém, com ela se oferecendo, tão linda e sensual… Sentia-se sem forças para se segurar e na verdade, já não queria controlar-se.

A peça caiu no chão e o beijo cessou devido à necessidade do oxigênio. As testas se colaram e o cavaleiro olhou o corpo modelado da moça, delineado por aquela camisola justa, rendada e sentiu seu corpo reagir, ansioso em tocá-la e ouvi-la suplicar por mais, enquanto pronunciava seu nome. Regozijando-se.

— Had… — ofegou.

— Eu sou sua Quatre.

Suas palavras o encheram de certeza. Passou o braço esquerdo pela cintura estreita da dama e abaixou, passando o direito atrás do joelho, elevando-a no colo, como recém-casados. Caminhou até a cama, depositando-a com diligência, antes de debruçar-se sobre a mulher, voltando a beijá-la e sendo acolhido em um abraço possessivo.

— Você é linda. — o beijo começou a descer para o pescoço da moça, desfazendo-se das peças de roupa de ambos, tomando seu tempo em admirá-la, extasiado com a beleza que se entregava a ele.

Voltou a beijá-la, em uma sofreguidão crescente, os corpos ardendo um pelo outro, pele contra pele, segurou a mão direita dela, com os dedos de ambos entrelaçados, sob a cabeça, enquanto a amava e era recebido com paixão. Amantes incansáveis sob a luz da lua que registrava aquele momento tão ansiado e aguardado.

As respirações se mesclavam com os gemidos e os sons molhados dos beijos ávidos, até que terminaram de completarem-se, fundidos em um só, uma promessa de união que nenhum deles seria capaz que quebrar no futuro. Pertenciam um ao outro e nada e nem ninguém iria interpor entre eles.

— Minha Hadja...

— Sempre sua, assim como você sempre será meu. — sorriu extasiada e jubilosa após experimentar um prazer tão inexplicável.

— Eu te amo Had. — sincero, olhando-a dentro dos olhos.

— Eu te amo Quatre. — os olhos castanhos se inundaram de alegria.

A noite foi longa para os novos amantes, que não deixaram de se tocar e amar, até caírem no sono, exaustos e saciados, dormindo abraçados e aquecidos pelo calor do outro.

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Em meio à madrugada acordou com um pesadelo, esquecido assim que seus olhos abriram. Sentou na cama sentindo o corpo pesado e a angústia o sufocando. Levantou e foi até a bacia de cerâmica, enchendo-a com a água da jarra ao lado e lavou o rosto, espantando a sonolência e buscando um pouco de alívio para o sentimento ruim.

Olhou ao redor, estava só, um cativeiro muito confortável, como disse seu irmão, com liberdade para ir e vir, no entanto aos seus olhos, apenas uma prisão. Sem embargo, merecido.

Foi até a mesinha ao lado da cama e abriu o decanter com vinho e se serviu um copo, virando todo o conteúdo de um só gole, servindo-se novamente em seguida. O sabor adocicado o acalmava, dando-lhe a sensação de bem-estar, enquanto o álcool o fazia relaxar os músculos, apagando o resto de inquietação mental.

Suspirou e sentou na cama, encostando-se à cabeceira, refletindo e repassando seu dia anterior. Ainda não conseguia acreditar em tudo que passou, foi tão impactante e surreal, que parecia ter sido apenas um sonho, ou melhor dito, uma ilusão. Não parecia real, não conseguia acreditar como sua realidade se desmoronou tão abruptamente ao ponto de até mesmo ter sujado as próprias mãos de sangue. Sempre achou que apenas seu irmão viveria com a carga das vidas ceifadas e ele poderia conviver com as belas mulheres em sua cama, até que Relena o aceitasse.

Doce sonho, que chegou ao epílogo e ele pôde despertar para a realidade crua e impiedosa.

Tudo o que havia planejado para si, foi destruído. Nunca desejou o reino, contudo cobiçou a mulher de seu irmão, e cogitou a idéia de tirá-lo das mãos do próprio pai para conseguir realizar seu sonho e agora? Sentia-se descartado e insignificante. A única pessoa que lhe estendia a mão ainda, era seu irmão, o mesmo que tanto buscou lesar e destruir, demonstrando como a vida gostava de debochar dele.

Suspirou e abandonou o copo, virando a bebida no gargalo.

Relena não era mais sua, não haveria mais essa possibilidade enquanto Heero vivesse e para ser sincero, não queria mais o mal dele, queria vê-lo bem, estava aprendendo a valorizá-lo e sabia que Heero fazia seu primeiro amor feliz, como ele jamais conseguiria. Agora tinha Heiren… Como essa plebeia insolente e sem educação o irritava. O problema estava exatamente nisso, ele não se irritava com ela e sim com ele mesmo, por apreciar a presença dela.

— Lúcius você vai ficar louco… — expôs ao silêncio e deu mais um longo gole de vinho.

Heiren estava o incomodando cada dia mais, por alguma razão, já há um tempo não deixava de lembrar-se dessa moça, tão linda e tão arisca que tinha prazer em perturbar sua vida, como se fossem iguais e ela tivesse a permissão de tratá-lo com familiaridade. Mas não. Não eram iguais, ele era um príncipe, segundo na linha de sucessão ao trono, mesmo que a possibilidade de assumi-lo, fosse nula. E ela era uma plebeia… Com uma base não tão pobre como sua fase atual, ainda assim, indigna de tal confiança.

Então, por que ele se irritava tanto quando a via perto de seu irmão? Sorrindo para os demais, em lugar de dar total e completa atenção apenas para ele?

— Eu não amo você. — certo. — Eu não gosto de você. — mentira. — O que eu sinto por você?

E essa era a pergunta que o estava inquietando desde que a viu partir na noite anterior. Pensou que passaria a noite toda lamentando ao casamento do irmão com sua amada Relena e realmente aquilo o torturava e o machucava, ainda assim… Desde que Heiren partiu, só conseguiu pensar nela. Se ela chegou bem, se ela se divertiu na festa, se ela estava bem após o que passou naquele dia, se o hematoma desapareceria logo… Ela. Sempre ela.

Suspirou e esfregou a mão no rosto, tentando apagar os pensamentos e questões. Virou a garrafa e finalizou todo o conteúdo, depositando-a vazia no lugar de antes.

Fechou os olhos e deitou a cabeça para trás, sem dormir, tentando esvaziar a mente e achar uma explicação para todo o emaranhado de sensações.

Não soube quanto tempo passou, mas abriu os olhos assim que sentiu o leve toque sobre seu ombro esquerdo, encontrando-se com os castanhos indagadores daquela camponesa que o estava deixando confuso.

— Alteza... Está bem? — Heiren estranhou ao entrar e encontrá-lo sentado, descoberto e de olhos fechados, parecia estar dormindo e ao mesmo tempo, não.

Lúcius a encarou em silêncio, atento a moça. O rosto pálido estava enrubescido, possivelmente devido ao frio da manhã, os lábios levemente avermelhados e os olhos brilhantes, com o cabelo castanho, solto e ondulado, emoldurando-a.

Em um ato reflexo segurou a mão da moça e a puxou, fazendo-a cair com as costas sobre o colchão e deitou sobre ela, parando a escassos centímetros, o cabelo vermelho, solto, caindo pela lateral, tocando o pescoço feminino. Heiren se sobressaltou, os olhos arregalados, o coração e a respiração agitados e todo o corpo paralisado.

— O que… — calou-se ao sentir o toque dos dedos masculinos em sua bochecha.

— O que há em você? — falou tão próximo que ela sentiu o ar dele roçar seu rosto e sem prévio aviso, Lúcius a beijou.

O toque daqueles lábios sobre os dela surpreenderam-na ao ponto de fazê-la entreabri-los, dando total liberdade para o infante aprofundar sua ação. Os lábios dele moviam-se com esperteza e sua língua a acariciava com lentidão. Demorou um pouco para Heiren fechar os olhos e corresponder desajeitadamente, com a mente ofuscada pelas emoções e reações de seu corpo. Era seu primeiro beijo e era com o único homem que lhe despertou um real interesse, tanto físico quanto afetivo.

Aos poucos o corpo da jovem começava a relaxar e se atreveu elevar a mão direita, mergulhando os dedos em meio aos longos fios acerejados, ao passo em que Lúcius apertava a estreita cintura dela, ajeitando-se e se encaixando sobre a camponesa, com seu joelho esquerdo entre suas coxas. As mãos varonis começaram a traçar o caminho da costela e o beijo se tornando ainda mais ardente, até que, quando ele resvalou o seio dela, o transe acabou.

Heiren abriu os olhos abruptamente, dando-se conta de onde, como e com quem estava. Fazendo uso de todo o autocontrole, que ela nem ao menos sabia que tinha, levou as duas mãos até o peitoral do príncipe e o empurrou, desfazendo beijo e tirando-o de cima, levantando-se rapidamente.

Fitou Lúcius de maneira enigmática, tocando os próprios lábios, inchados pelo beijo voluptuoso. O ruivo se sentia ofegante, olhou-a confuso, focando-se nela, sentindo o próprio corpo excitado e ansioso, atento a como o peito dela subia e baixava com a respiração descontrolada e teve o ímpeto de lançar-se sobre a camponesa, a fim de retomar de onde estavam.

No entanto, quando se levantou para abraçá-la, Heiren se afastou e ele observou um olhar doído nas íris castanhas.

— O que pensa que sou? — a voz saiu embargada. — Mais uma diversão? Uma garota fácil que você leva para cama e descarta? — a olhava boquiaberto, sem reação. — Eu não sou um brinquedo, Lúcius. — tentou gritar, mas a raiva misturada ao choro segurado na garganta fez a voz sair pesada e baixa.

— Eu não penso isso… — começou a falar sem poder terminar a frase, vendo-a abrir a porta e sair correndo, impotente. — Heiren…

Falou para as paredes, passando a mão pelo cabelo, exasperado, atormentado, perdido. Não era essa sua intenção. Realmente havia sentido vontade de beijá-la e quando o fez… Perdeu o controle para o próprio corpo, feito um adolescente com os hormônios revoltosos. Porém, ela lhe havia retribuído, então, talvez nem tudo estivesse perdido, ou sim?

Deixou o corpo cair de volta à cama, cansado.

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Sentia-se em uma corte, sentada naquela cadeira de frente para o rei Dante e seusucessor, Heero, que a analisavam friamente, observada por Amanda e Relena, que havia insistido em estar presente, para passar um pouco de confiança para a amiga e Wufei, que ganhou a permissão por ser seu prometido.

Os demais integrantes da equipe sitiaram o lado de fora do escritório, em companhia das três outras damas e Miliardo, que aguardavam enquanto cuidavam de Mei.

— Tem certeza de que o homem que você viu ontem a noite era o mesmo que lhe havia sequestrado? — a voz imponente do rei atual de Sank era objetiva em suas questões.

— Sim, majestade. — a cabeça erguida e a segurança e inteireza em seu falar, admirava os demais.

— Descreva-o.

— Estatura média, cabelo loiro curto e olhos cor mel. — parou. — Eu o vi partir da festa, não o tinha notado até aquele momento.

— Ele estava acompanhado?

— Sim… Porém confesso não ter colocado atenção em quem. Acabei me surpreendendo e focando apenas nele.

— De acordo com a descrição, estamos falando de Miksien. — Heero se dirigiu ao pai, vendo Dante assentir em confirmação. — Poderíamos convocá-lo.

— Acho adequado, mas você irá a Wing. — declarou. — Eu me encarregarei de trazê-lo para se explicar.

— Mas…

— Não vejo necessidade de assegurar que seja ele, o vi partir em companhia de Cássius logo que vocês saíram. Não tenho dúvidas de que seja ele. — voltou a olhar Kelly. — Como você foi parar nas mãos dele?

A dama suspirou, mantinha uma expressão tranquila e neutra, sem embargo, por dentro estava nervosa e agitada.

— Meu… — soltou o ar por um sopro, armando-se de coragem para conseguir. — Meu irmão me vendeu. — declarou e pode observar como as reações de surpresa e consternação pairou sobre todos, Dante e Heero apresentaram a mesma expressão gélida e desgostosa, tal pai e tal filho. — Não sei quanto recebeu, porém ele esperou um momento adequado, onde Mei não estivesse perto e alguns homens foram me buscar, quando morávamos em Oz. — Heero estreitou os olhos. — Fui colocada em um calabouço e visitada por inúmeros homens que iam para ver se algum me comprava… Alguns diziam que eu era selvagem demais para o gosto deles — riu enojada. — e outros, eles…

— Já entendemos. — Amanda a cortou. Aquela história já era terrível demais, para ter que ouvir a moça declarar em alto e bom som o quanto e como foi violada por inescrupulosos.

O silêncio pairou no ar e só foi quebrado por Kelly, que retomava seu relato, cheia de valentia.

— Eu sei que eram dois parceiros em tudo. No entanto, o único rosto que vi foi desse que vocês disseram se chamar Miksien. O outro, sempre o via de longe e coberto por um capuz, nunca se deixava ver. Miksien era o que levava os possíveis compradores até minha cela.

Em silêncio os homens ouviam o relato com nojo, porém para Amanda e Relena, aquela sensação claustrofóbica empática era acentuada, desesperadora. E a rainha começava a desprezar ainda mais o amigo do irmão. Franziu o cenho, com uma idéia que lhe passou pela mente, contudo a descartou rapidamente, não podia ser real… Ele não se atreveria a fazer tamanha atrocidade, ou sim?

— Como escapou? — Dante puxou a esposa de volta à realidade.

— Acharam um comprador para mim… Quando foram me buscar, um guarda entrou enquanto eu me fingia de dormida, o acertei com uma pedra que tinha conseguido tirar da parede e o tranquei do lado de dentro. Me esgueirei pelos corredores até conseguir sair… Foi nesse percurso que escutei alguns soldados comentando que Jian, meu irmão, havia partido para Sank e foi assim, que me arrumei para vir, precisava encontrá-lo e acima de tudo, minha irmã, que havia ficado sob sua custódia. — concluiu.

Nenhum som era emitido, todos estavam submergidos em seus pensamentos, assimilando aquela história tão triste, quanto desumana.

— Heero. — novamente Dante se manifestou. — Você partirá a Wing hoje?

— Era a ideia… — olhou para a esposa que o devolveu uma mirada de compreensão. — No entanto, se me necessitarem, posso ficar.

— Não. — declarou firme. — Vá. Leve com você Miliardo e Auden, eles merecem ver a coroação de Relena. Também sugiro que leve lady Kelly e sua irmã, não as quero presentes e vou mandar intimar a Miksien. — Heero pensou em questionar, contudo o olhar ultimado do pai o calou e o obrigou a assentir.

— Wufei, prepare suas coisas. Kelly, prepare as suas e de Mei, vocês viajam conosco após o café da manhã. — olhou para Relena, vendo-a assentir.

Kelly se levantou e após curvar-se em respeito aos monarcas, partiu em companhia do namorado. Deixando apenas o rei e sua rainha, junto com o herdeiro e sua princesa.

— Imagino que Miksien já deve ter desaparecido há essa hora. — Heero comentou e o pai concordou.

— Isso só reafirma de que ele é um dos culpados. — finalizou. — Vamos comer para que não fique tarde para vocês viajarem. — colocou-se em pé e com toda estirpe, partiu acompanhado de Amanda.

— O que será de Kelly e Mei? — Relena questionou o marido.

— Wufei me disse que quer se casar com ela. — abaixou o olhar e a princesa o indagou. — A situação dela, não será bem vista pelo general… É um homem estrito demais, portanto, que o fato dela não ser mais donzela fique apenas entre nós.

— Esta bem. — reafirmou com um movimento de cabeça.

— Avise seu pai e Miliardo que vão viajar conosco, também a Lucrezia, por favor. — ela sorriu como afirmação. — Eu vou passar as instruções para Duo, Trowa e Quatre, que ficaram a frente do comando.

— Certo.

Antes de partir, Relena depositou um delicado beijo nos lábios do esposo, para sair apressada, a fim de dar os avisos. Ao mesmo tempo em que Heero se sentia inquieto, algo lhe alertava de que as coisas começariam a ficar feias.

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Os gritos desesperados do mordomo da família ecoavam pelo jardim. Todos os demais empregados assistiam a cena, horrorizados, assustados, encolhidos e abraçados entre si, em busca de conforto e uma falsa segurança. As lágrimas escorriam abundantes pelos rostos dos serviçais que um dia cuidaram de Macbean.

— Eu juro, meu senhor, eu juro que não direi nada. — berrava, a voz rouca, devido a dor na garganta desgastada pelos urros desesperados.

— Eu até acredito em você, só que alguém tem que se tornar exemplo. — a voz impassível de Miksien causava calafrios nos espectadores. No entanto, nada os deixava mais atormentados, do que a carência de sentimento nos olhos cor de mel.

A cena era grotesca. De um lado, estavam todos que trabalharam para o mais novo dos filhos de Eliott, sentados no chão, temerosos feitos cordeirinhos, do outro, vendo-os de lado, sentado confortavelmente em uma poltrona, Miksien, que dividia sua atenção entre os plebeus e o espetáculo carniceiro que ocorria à sua frente.

O mais velho dos empregados e também o chefe dos mesmos durante anos, o homem de confiança do falecido dono, sofria irreparáveis agressões causadas pelos guerreiros do lorde. O homem tinha os braços e pernas amarrados, enquanto, Emof — situado a suas costas — balançava, girava e acertava a esfera de ferro maciço — conhecida como meteoro — nos membros dele, rompendo ossos e arrancando gritos provenientes de suas entranhas.

Smow observava tudo, calado, sereno. Graven trocava o sustento do corpo, de uma perna para outra, de tempos em tempos, ansioso a espera de seu turno, contudo o semblante seguia neutro. Coisa que contrastava com Oorlog, que sorria em uma satisfação sádica, divertindo-se com a cena e anelante por entrar na brincadeira. Ao mesmo tempo, Emof cumpria com seu dever, apático.

— Espero que todos estejam prestando muita atenção… Nós partiremos hoje e não quero saber que algum de vocês abriu a boca para dizer para onde fomos. — Miksien esbravejou, autoritário.

— Mas senhor… Nós não fazemos idéia para onde irão… — um dos empregados tentou intervir e foi calado pelo olhar de Graven, que deu meia volta mirando-o.

— E nem saberão. — declarou Miksien, convicto. — Ainda assim, não quero ninguém apontando o lado para onde seguimos viagem.

— Não diremos! — o torturado exclamou agoniado, juntamente com o som de mais um osso sendo arrebentado.

Miksien ergueu uma mão e Emof parou o movimento do pêndulo, reincorporando-se e saindo de sua posição. Os membros do homem estavam inutilizados, fraturas expostas e o corpo caído ao chão, sendo sustentado pelas cordas, acentuando a dor dilacerante.

— Graven e Oorlog, acabem com isso, estamos sem tempo. — ordenou apressado.

Os citados trocaram um olhar animado e foram até o homem, enquanto o de amarelo, ceifava os membros, amputando-os, o de vermelho fazia cortes e furos, com sua espada longa, regozijando-se com o lamento alheio. Smow apenas assistia. No fim, o que restou do mordomo, jazia sobre o chão, agonizando seu último suspiro de vida, lentamente, sentindo o sangue escorrer pelos buracos e tocos que ainda estavam unidos ao seu tronco.

As lágrimas escorriam dos olhos dele, não tinha mais forças e voz para lamuriar, perguntando-se o que havia feito para merecer tal fim, assombroso. Smow se aproximou, tencionou a corda de seu arco e apontou diretamente ao coração do homem e soltou, em seguida, outra na cabeça. Dando fim ao tormento e dando-lhe a paz, finalmente.

— Por que fez isso? — Oorlog reclamou feito uma criança que lhe arrancaram o doce.

— Esse não era o trato. — comentou Graven, contrariado.

— Entendo o Smow… Já estava entediado. — Emof o defendeu, satisfeito com o fim.

— Vamos embora! — sem responder a ninguém, deu meia volta e escoltou o lorde até a carruagem.

Após se acomodarem, partiram. Precisavam sair dali, antes que o capitão da guarda fosse buscá-los. Miksien não tinha medo de Miliardo, menos ainda tendo seus quatro cavaleiros resguardando-o, no entanto, não era à hora de um confronto direto, seria em breve, muito em breve, mas não tinha chegado o momento certo ainda.

O resto mortal daquele que por tantos anos serviu Macbean ficou jogado no chão, feito lixo, para que seus colegas e subordinados fossem encarregados de juntar, literalmente, os pedaços e sepultá-lo.

-/-/-

A carruagem já estava pronta e todos reunidos na escadaria de entrada do castelo. Heero passava as últimas instruções para Duo, Trowa e Quatre que ficariam a frente de tudo na ausência dele e de Miliardo.

— Eu enviei Relan em busca de lorde Miksien… Não se preocupe, o manteremos preso até sua volta. — comentou Trowa.

— Faça isso. — Heero agradeceu. — Quero ter a oportunidade de falar com ele, pessoalmente.

— Você volta em uma semana? — Quatre indagou.

— Essa é a ideia.

— E todos voltaram? — Duo encarou o amigo, Heero não tinha tido tempo de explicar com detalhes sobre o ocorrido na conversa fechada, mas conhecia como ele pensava.

— Veremos. — simplista.

Um pouco mais afastado Relena se despedia das amigas.

— Queria ir ver você ser coroada. — Teyuki inflou as bochechas, fazendo as amigas rirem.

— E eu queria que todas fossem. — suspirou. — Mas, da próxima vez, irão. Vou falar com o Heero para vocês conhecerem Wing.

— Faça isso… Ou posso convencer o Quatre a me levar em uma aventura pelo meio da floresta. — sorriu cheia de entusiasmo.

— Acho que vou obrigar o Duo a me levar também, imagina que emocionante? — Cléo e Hadja entraram em seu mundinho fantasioso, ignorando o semblante divertido de Teyuki e Relena.

— Da para vocês explicarem o que essas duas estão tramando agora? — Lucrezia e Kelly se uniram a equação junto com Mei, haviam ido buscar a menina nos estábulos, que havia ido se despedir de Heron.

— Nada que preste. — Relena declarou ganhando um olhar atravessado das duas, enquanto as demais riram.

E por fim, havia Dante e Amanda se despedindo de Auden e Miliardo.

— Majestade, não haverá nenhum problema eu ir? — o capitão perguntou, preocupado.

— Não. Vão com Heero e vejam a princesa ser coroada rainha. É justo.

— Espero que estejam levando roupas quentes, vão necessitar. — Amanda quis reforçar, temendo o frio do reino vizinho.

— Não se preocupe majestade. Já me ocupei disso. — Auden finalizou.

Heero chamou à todos para partir.

— Kelly e Lucrezia, vocês têm obrigação de prestar muita atenção para nos narrar com detalhes todo o evento. — expôs Teyuki, posicionando-se ao lado do namorado, que sorria de canto, agradado com a curiosidade da dama.

— Pode deixar com a gente. — Kelly afirmou.

— E Mei… Come por nós, ouvi dizer que a comida do castelo de Wing é deliciosa. — Cléo olhou o noivo, que ria sem graça, fazendo todos se divertirem.

— Me lembrarei disso. — a menina brilhou, divertida.

— Heero, eu posso ir a cavalo. — Lucrezia sussurrou ao amigo, que apenas lhe respondeu com um movimento de cabeça, ordenando-lhe que subisse na carruagem.

Havia ordenado que preparassem a carruagem mais espaçosa, já que Auden acompanharia as mulheres no interior dela. Ajudou Relena a subir e lhe deu um beijo antes de dar licença para os demais. Miliardo fez o mesmo com sua amada e Wufei com Kelly e Mei, por fim, Auden entrou. Apesar de todos estarem juntinho, não ficaram desconfortáveis.

Heero, Miliardo e Wufei montaram seus corcéis e mais três soldados extras — fora o cocheiro, que também era um soldado disfarçado —, escolhidos pelo príncipe os escoltariam. Uma última despedida geral e a caravana se colocou em marcha, rumo ao reino vizinho. Heero não queria demorar, tinham um longo caminho até a pousada que limitava ambos os reinos.

Continua...


Primeiramente, MUITO OBRIGADA a Jessica Yoko por sua enorme ajuda e gentileza em ter betado esse capitulo por mim. *o*

Te devo uma. ^^

Então... Oi gente. hehehehehehe

O que acharam das revelações? Surpresas? Romance? Violência? hsuahsuahshaushau

Contem-me tudinho, please! S2

Por favor, até mesmo os meus queridos leitores silenciosos, me digam o que acham que vai acontecer? Desejam ver algo em especial? Quais as teorias de todos? Digam-me... Quero saber o que acham que vai rolar. :D

E digam-me algo, quais os casais favoritos de vocês, em The Brothers? Estou curiosa. ^^

E aqui me despeço, com muita alegria, bom feriadão pra todos e milhões de beijos. Espero que a greve não atrapalhe ninguém. u.u

30/05/2018