Narrado por Carlisle
Observo que, como em toda a vida, Esme seguiu em frente, ela tomou um rumo, coisa que eu nunca consegui. Mesmo tendo outras à minha disposição, sempre maquinei sua presença, objetivando tê-la próxima. Nunca consegui desprender-me completamente dela, mesmo sabendo que seus sentimentos se foram e que ela conseguiu reconstruir um novo amor em sua vida, restando entre nós somente amizade e lembranças de uma juventude feliz. Pelo menos é o que eu suponho que eu represente para ela.
Lamento comigo ter sido diferente... Nunca vivi novamente um sentimento tão intenso, tão envolvente e vivo como o da nossa juventude. O modo de gostar mudou daqueles anos para hoje, mas ela continua sendo a única que me faz sentir daquele jeito: jovem, vigoroso e cheio de vida.
Quando a conheci, ela era a ruiva mais séria e bonita do colegial. Todos a queriam, e eu a consegui. Éramos um casal apaixonado. Jovens e irresponsáveis.
É uma afronta ao meu apreço tratá-la como uma simples funcionária quando o que eu queria era lhe dar tudo o que eu tenho, cobri-la das jóias que ela merece. Mas ela não aceita. Não é de sua personalidade aceitar.
Ao longo de todos esses anos, desdobrei-me para conseguir ajudá-la de alguma maneira, pois sempre soube que se ela soubesse que eu contribuía, mesmo que minimamente, não aceitaria. A única vez que ela concordou em aceitar algo oferecido por mim foi no tratamento do seu filho mais novo. Talvez somente por se tratar de uma doença.
Sempre quis ouvir que era, mesmo que em pequena quantidade, importante para ela. Ser para ela tudo que ela representa para mim...
Se não fosse pelas perseguições e armações de Rennee e Phil teríamos ficado juntos.
Eu e Esme estávamos sofrendo com a perseguição da minha família que queria nos separar, que a humilhava e que ameaçava a sua família, pedindo que eles se mudassem de Forks. Então eu tomei uma decisão, propus Esme de termos um filho juntos. Era o meu sonho ter um filho com ela. Seria a concretização do nosso amor... Só assim a minha família a aceitaria. Era minha formatura, e eu tinha reservado um quarto de hotel para dormirmos. Naquela noite iríamos pela primeira vez deixar os métodos preventivos de lado. Iríamos consumar o amor projetando um filho nosso.
Quando ela disse que me amava, eu decidi ali que mesmo que minha família dissesse não, que me deserdassem, eu iria viver o nosso amor. Eu não me importava de perder a herança. O que me importava era tê-la como minha mulher, como a mãe dos meus filhos. Ela tinha dezesseis anos, mas era a pessoa mais madura que eu já tinha conhecido na vida. Esperando o tempo passar, dançávamos pelo salão e ela foi ao banheiro. Minutos depois, Renée chegou me beijando, eu empurrei-a, mas ela tentou de novo e conseguiu. Eu estava meio alto por causa do uísque e me deixei levar pelo beijo.
Esme não voltou mais, ou se voltou, eu nunca soube... Meia hora depois, deixei o salão e resolvi procurá-la... Encontrei-a no estacionamento, imprensada num carro por Phil, capitão do time de beisebol e garanhão da escola. Foi uma decepção. Phil era o cara mais sacana do colegial. Ele ficava com todas.
Eu amava Esme, e sabia que ela também me amava. Nunca entendi o porquê de tudo, principalmente do beijo. Agi de impulso, dominado pelo sentimento de traição e, deixando-me invadir por um ódio mortal, resolvi devolver o ato. Então, naquela noite, voltei indignado para o baile e chamei Renée para ir ao local que eu tinha reservado para dormir com Esme. Fiz sexo com Renée e vi minuto por minuto daquela noite passar.
Depois do prazer, instalou-se em mim um vazio enorme e arrependimento sem igual. Eu não sabia o que tinha acontecido realmente e sentia-me culpado. Nada se encaixava. Esme era muito reservada e mesmo que os rapazes dessem em cima dela, ela nunca tinha ficado com ninguém. Eu fui o seu primeiro beijo, primeiro homem e aparentemente o primeiro amor... Eu não a entendi e fiquei magoado com sua atitude.
Dois meses depois desse fato, eu a procurei, mesmo namorando Renée e propus fugirmos de Forks... Mas ela não aceitou. Ela era colega da Renée e soube antes de mim que Renée estava grávida. Logo, assumi a Renée contragosto. Nunca me apaixonei por ela. Assumi-a por consideração aos seus pais, que eram amigos dos meus.
Meses depois, meu pai comprou uma casa para mim na Califórnia, e eu comecei a faculdade. Soube que Esme tinha problemas com Phil, e ela, além de muito estudiosa, tinha condições de ter um futuro brilhante, caso conseguisse ajuda. Eu sempre soube que ela queria fazer jornalismo, como eu, então usei o nome da minha família e consegui uma bolsa para ela na Califórnia. Ela nunca soube que teve a minha ajuda naquilo. Conseqüentemente, ela foi morar na minha casa. Tudo planejado por mim. Eu queria pelo menos tê-la perto.
Depois de uns anos, entrei em crise com Renée, e elas se mudaram da minha casa. Esme sempre estava próxima, pegando livros ou tentando reconciliar-me com Renée. Até que em um momento de carência meu, eu a beijei. Inicialmente ela se retraiu, mas depois aceitou, nessa época ela já estava separada do Phil.
Fazia quatro anos que eu me sentia morto, que não fazia amor novamente. Ela tinha quase vinte e um, e continuava sendo minha garota, mesmo tendo sido mãe. Ali percebi que eu sempre precisaria dela. Depois desse dia, continuei procurando-a, mesmo que ela sentisse culpa por ser amiga de Renée. Mas eu estava separado, e ela não devia sentir culpa. Então, eu inventava que queria conversar sobre Renée, e ela ia. Eu a seduzia novamente, e ela não conseguiu desprender-se de mim por meses.
Depois de um tempo, ela sumiu e eu perdi o contato completamente, pois as empresas do meu pai cresceram e eu as assumi. Além das empresas, eu tinha os meus filhos em casa, que necessitavam do meu tempo e atenção. Logo, o tempo nos separou.
Mesmo assim, eu me preocupava com ela, pois sabia que ela tinha dois filhos e que Forks não era um bom lugar para empregos. Por isso entrei em contato com sua mãe, comprei uma casa em Phoenix para ela e pedi que deixasse a casa de Forks para Esme, em seu nome. Também mandei mensalmente dinheiro para Esme, por meio de sua mãe. Eu sabia que Phil tinha a deixado, então eu mandava uma quantia e pedia que sua mãe repassasse, de modo que Esme não percebesse que eu estava por trás. Tinha que ser uma quantia moderada, pois se eu exorbitasse no valor, geraria suspeitas.
Era ruim, porque na verdade eu queria simplesmente cobri-la do que era meu. Anos depois, abri uma vaga na empresa de Forks, pedi que sua mãe avisasse a ela e falasse para ela me ligar... A mãe dela sentia gratidão por mim e conhecia a filha que tinha, então, não falava das minhas atitudes, pois essas poderiam ofender sua filha. Dias se passaram e ela não ligou. Eu já estava perdendo a esperança, até que um dia ela ligou e eu lhe dei o emprego. Bom, eu tinha uma oportunidade de pelo menos vê-la novamente, pois pelo menos uma vez a cada dois meses, eu vinha a Seattle e depois ia ao escritório de Forks. Mas ela nem levantava os olhos em minha direção quando eu ia a Forks.
Mas eu a queria, sempre quis. Precisava de uma oportunidade de tê-la nos meus braços novamente. Fazia mais de sete anos que eu a tinha tocado pela última vez e eu desejava senti-la de novo.
Aconteceu a minha chance quando a Sra. Susan aposentou-se, e eu resolvi mudar para Seattle. Esme assumiu a empresa de Forks por competência, mas melhor que isso, quando a empresa de Forks precisava de representante, ela tinha que viajar. Começamos a viajar juntos a negócio e eu voltei a tê-la para mim por anos. Com ela eu podia ainda usar o termo fazer amor. Ela me fazia voltar à essência, esquecer que o tempo passou. Dar um mergulho em uma máquina do tempo quando estávamos na cama. Ter mais uma noite com ela sempre foi como se fosse a nossa 'primeira vez' naquela quadra de esportes. Ela acende o mesmo fogo em mim...
Entretanto, percebi que quanto mais os anos se passaram, mais ela ficou fechada. O que para mim era uma recordação e uma saudade amenizada, para ela parecia ser só momento. Ela nunca esteve disposta a conversar sobre nós. Aparentemente nossos encontros eram só por sexo amigável.
Foi assim, até que a vida colocou os nossos filhos um em frente ao outro, e os atraiu. Foi um choque para mim... Logo ele! O filho do Phil ! O filho que era para ser meu! Eu culpei o garoto por ser filho do Phil a vida toda. Nunca perguntei para Esme nem mesmo qual era o seu nome. Quando soube do seu envolvimento com a minha filha, lutei. Podia ser qualquer pobre, funcionário, menos ele... E se ele tivesse a personalidade fútil do pai?
Desde aquele dia, Esme nunca mais me aceitou. Todos os anos que ficávamos juntos, ela sempre foi madura ao ponto de nunca ter tocado no nosso passado. Nunca, em nenhum momento, ela cogitou a idéia de discutirmos os fatos ocorridos em nossas vidas. No entanto, aquele dia aconteceu, o dia em que fui a sua casa buscar Bella. Depois de dezenove anos, ela tocou naquele assunto, o que me causou um baque, porque eu não imaginava que isso ainda fazia parte de suas lembranças. Ela nunca tinha demonstrado mágoa ou pesar...
Fico pensando... Talvez o amor da vida da Esme tenha sido mesmo Phil, porque mesmo depois dele tê-la abandonado, ela ainda teve o filho caçula com ele. Deve tê-lo amado de verdade, para ter perdoado... Os filhos, mesmo que sejam do Phil, não obtiveram a sua personalidade. O mais velho é estudioso e esforçado, além de ter uma personalidade e um caráter forte. Percebi isso quando ele ousou enfrentar-me por duas vezes. A moça é discreta e responsável. O caçula é... Sensacional, cheio de alegria e personalidade. Uma criança ótima. Os dois mais velhos são muito parecidos com ela, mas o caçula... É diferente. Pelo menos Phil deixou coisas boas para Esme. Assim como a Renée me presenteou com os quatro, principalmente com Alice.
Hoje eu pensei que Esme poderia estar acessível a mim, afinal, o motivo dela ter afastado de vez, foi aquele dia em sua casa. Mas agora está tudo no lugar. Então, por que a distância? Foi um dia especial, mas ela não tocou no assunto nossos filhos um minuto. Conversou a noite toda somente sobre trabalho, como se nada tivesse acontecido de diferente entre nossas famílias.
Pedi que dormisse comigo, coisa que não faria a mulher nenhuma, somente a ela, que é muito especial. Mas ela não quis. Pena não ser a mesma coisa para ela... Busco os seus olhos em outras mulheres, mas só depois do prazer, sinto o vazio que sustenta em mim há vinte anos. Vinte anos apaixonado pela mesma mulher. Agora, estou aqui, às três da manhã, sem conseguir dormir... Pensando na vida e na mulher que eu poderia ter.
Inesperadamente, a porta abriu-se e um vulto entrou em meio ao escuro. Acendi a luz assustado.
—Oi, Esme... — Cerrei os olhos sem entender sua presença. Ela ficou parada, aparentemente pensando. Acho que nunca a vi indecisa assim.
—Carlisle, o que você quer de mim? — Perguntou com a voz cautelosa e baixa.
Essa era um oportunidade para falar que eu a queria, que eu sempre a quis. Mas o que adiantaria? Éramos adultos agora. Iria dizer que nada mudou? Que me sentia um menino apaixonado quando estava perto dela? Era difícil admitir isso. Poderia até dizer que era apaixonado por ela há vinte anos, mas isso não batia com a história da nossa vida.
—Tenho carinho, consideração por você e gosto da sua companhia... Você é uma amiga agradável. — Foi o que eu disse, encostei uma almofada na cabeceira da cama e apontei pra que ela deitasse. —Por que, Esme?
—Porque eu não quero mais ser só uma 'companhia'. O tempo está passando, eu não quero só uma noite. Eu vou dar um rumo à minha vida. Ficar sério com alguém... Por sermos tão próximos e termos amizade há anos, eu preferia que fosse você que, além de boa companhia, é meu amigo.
Ela disse tudo que eu precisava ouvir. Eu nunca imaginei que ela quisesse isso, pois sempre ela se mostrou tão segura, sem cobrar nada. A vida toda eu esperei que ela sentisse algo mesmo que pequeno por mim, e ela sentia. Mesmo que fosse uma amizade a mais.
—Tudo bem, Esme, vamos tentar aprofundar o relacionamento. Podemos nos dar uma chance. De repente essa amizade se transforme. De repente voltemos a sentir o que já sentimos um...
—Carlisle, eu não quero que associe nada do hoje ao nosso passado... Tudo tem que ser novo... — Interrompeu-me.
Assenti e deitei-a nos meus braços para conversarmos... Enfim, conversamos sobre os nossos filhos e sobre nosso futuro juntos. Senti-me feliz, entramos em sintonia. Eu não queria fazer amor, eu só queria tê-la em meu quarto, em minha casa. Dormimos abraçados. Senti uma felicidade e uma satisfação que há muito tempo não sentia dentro da minha própria casa.
Acordei com o barulho do seu banho. Ela saiu do banheiro enrolada na toalha e secou as pernas. Foi ótimo acordar em minha casa, com ela ali. Observei-a e vi que o tempo não passou, ela continuava a mesma.
—Bom dia. — Ela sorriu, e no seu rosto apareceu algo que em muitos anos eu não via. Ternura.
—Bom dia. Dormiu bem? — Perguntei esperançoso. Ela assentiu, e eu levantei-me para tomar banho.
Entrei no banheiro e deixei a água cair sobre mim para terminar de acordar. Bebi vinho à noite e dormi pouco. A juventude não estava mais sobre mim, pois sentia o cansaço físico da falta de sono. Lentamente a porta se abriu, ela entrou sem toalha e se aproximou, beijando-me ternamente. Como há muito tempo eu não me sentia, convenci-me que era querido e desejado por ela. Mergulhei no tempo e na história, senti-me moço outra vez. Ela me amou lentamente, como há muitos anos eu não sentia. Olhava em meus olhos, como a menina da primeira vez... Rezaria para que seu amor renascesse e não tivesse fim.
Narrado por Rosalie
Foi na festa de quinze anos da Bella que o vi pela primeira vez. Foi a festa mais incrível que eu já fui. Faltava dois meses e meio para eu fazer quinze anos também, e eu sabia que a minha mãe nunca teria condições de me dar uma festa como aquela. Apaixonei por cada detalhe, por cada música tocada. Mas o que me encantou foi o filho mais velho do Sr. Cullen. Ele era lindo. Mas quando seu pai nos apresentou a ele, ele mal olhou em minha direção.
Um dia, minha amiga Thaty disse que conheceu um Cullen, e que ficou com ele. Fiquei decepcionada. Era triste vê-la chorar dias por causa dele. Ainda mais sabendo que ele saiu com ela somente até levá-la para cama e depois a deixou, sumiu do mapa e não atendia nem seus telefonemas. Então tive um ódio mortal por esse riquinho cafajeste e metido.
Encontrei-o novamente na praia e percebi que ele não tirou os olhos de mim. Se ele achava que poderia ter alguma chance comigo, eu iria tirar todas as suas ilusões.
Na última vez que vim a casa deles, mais uma vez ele ficou em cima. Então, fiz questão de por um biquíni minúsculo. Se ele achava que podia pegar todas, a mim ele não iria pegar. Nos dias seguintes, evitei ao máximo voltar aqui, pois eu sabia que embora cultivasse uma raiva dele por causa da Thaty, ele era muito atraente, e eu poderia não resistir àqueles olhos cor de uísque.
Hoje resolvi vir, depois de milhares de convites negados à minha mãe. Eu não tive mais como me esquivar de vir à casa dos Cullen. Quando ela avisou que ele iria nos buscar, resolvi colocar o meu vestido mais apertado e passar bastante perfume. Assim eu iria mostrar o que ele não podia ter.
O efeito foi o planejado. Ele definitivamente não desviou os olhos de mim. Foi hilário e até desconcertante. Se não fosse minha vingança pela minha amiga, eu poderia até dar uma chance a ele. Afinal, com o passar da noite percebi que ele não era somente um marombeiro, sem modos e indiscreto. Ele tinha amor pela família e principalmente pelo pai... Achei isso lindo nele.
Após o jantar, todos entraram e ele se aproximou. —Rosalie, que tipo de filmes você gosta?
Hum, boa hora para fazê-lo desistir de mim, embora eu não tivesse mais tanta certeza se era isso que eu realmente queria.
—A Bela e a Fera, Branca de Neve, quase todos os filmes de Walt Disney... Adoro High School Music e A Encantada. Já assistiu a esses filmes? São ótimos. — Disse séria e devagar, mas queria rir da cara que ele fez.
É lógico que eu gostava desses filmes, mas qual o cara igual ele que ficava com meninas que assistiam esses filmes com quase dezessete anos?
—Então vamos entrar para assistir. Com certeza Alice deve ter esse High School Music. É um musical né?
Ele estava interessado em ver algo que eu gostava?!
—É. Tem um pouco de história, mas é um musical. — Respondi desconfiada. Antes de entrarmos ele me parou na porta.
—Rosalie, eu nunca senti uma fixação assim por ninguém. Fica comigo... — Passou a mão no meu rosto e tirou uma mecha de cabelo. Como ele era direto!
—Você deve falar isso para todas as meninas? — Fiz careta, mas gostei do seu perfume másculo.
—Não, eu juro. Eu nunca senti isso por ninguém. — Fez carinha de cachorro abandonado. Se eu fosse trouxa até que acreditaria.
—Emmett, eu não sou boba...
—Namora comigo, eu namoro sério com você. A gente namora dentro de casa, te deixo sempre antes das dez, prometo te respeitar e ficar só com você.
—É louco, Emmett. Nem te conheço direito! — Assustei com a proposta.
—Eu não preciso te conhecer mais. Você é a mulher que eu quero levar para morar comigo na Califórnia, se você quiser...
—Se toca, Emmett! Eu não sou mulher de morar com ninguém. Eu tenho objetivos na vida.
—Então eu caso! Eu caso com você. — Esse cara era meio alucinado.
—Sinceramente, acho que você é anormal. Mal me conhece e vem com esse papo bravo! — Eu relutei, mas achava bom. —Emmett, vai esfriar sua cabeça, vai. Acho que você precisa dormir. Boa noite. — Virei-me para sair.
Ele puxou o meu braço de repente, apertou o meu rosto e me beijou. Eu o empurrei e fechei a boca, o impedindo de prosseguir. Mas ele era insistente e forte... Eu não resisti. Foi um beijo quente, daqueles que te envolvem e não dá espaço para pensar, então eu correspondi. Passei alguns minutos o beijando... Porém, senti suas mãos descendo pelas minhas costas, depois me apalpou descaradamente.
O tapa com toda minha força foi inevitável, depois saí enfurecida de lá. Esse idiota achava que eu era uma qualquer? Irada, corri para o quarto que iria dormir, morrendo de ódio dele. Todavia, quando acordei de manhã tinha uma rosa no criado mudo com um bilhete.
'Desculpe, fui um idiota'.
Sorri. Um idiota mesmo. Não pensei que um bombado como ele tivesse atitudes românticas. Iria relevar isso. Não era a primeira vez que um idiota tentava passar a mão em mim. Desci, e eles chamaram-me para tomar banho na deliciosa piscina aquecida. Peguei um biquíni com Jéssica e deitei para pegar sol.
—Rosalie... Você me desculpou... Eu queria ser pelo menos seu amigo. — Perguntou arrependido. Seu olhar era carente.
—Tudo bem. — Respondi e continuei tomando sol. Eu não era tão fácil.
Continua...
Obrigada por ler
Bia Braz
