Oi pessoal! Me empolguei! Vou tentar me manter em dia, já que logo logo voltam as aulas e vou me atrasar.

Como já repararam que cada capítulo é uma música? Então, esta não é uma song fic.

O que acontece é que sou viciada em música e normalmente ouço demais uma para determinada cena, então estou deixado cada capítulo com uma música tema. Se quiser ouvir enquanto lêem fiquem a vontade!

Hoje a música é Release Me da Agnes Carlsson.

Sem mais, vamos ao capítulo.


Liberte-me

Liberte meu corpo

Eu sei que isto é errado

Então, porque eu estou com você agora?

Eu digo me liberte

Porque eu não sou capaz

De me convencer

Que eu estou melhor sem você.

.

É perfeitamente claro

Que amor não é o que você precisa

Eu te digo que eu não me importo

Mas eu não quero me importar.

Qualquer coisa que você diz

Eu me ouço concordar

E eu não reconheço

O que eu me tornei.

(...)

Eu poderia dormir sozinha

Isso me queimaria viva

Poderia encontrar um outro alguém

Mas eu não quero

Tentar deixar o amor ir embora

Isso vai contra a essencia

Mas eu não consigo racionalizar isso

Se eu tiver que...

.

Eu não sei porque eu eu te quero tanto

Porque eu não preciso de um coração partido

Eu não sei que efeito viciante

Você tem sobre mim e eu não consigo evitar

.

Não, eu não estou no controle

Então me deixe ir!

.

Liberte-me

Liberte meu corpo

Eu sei que isso é errado

Então, porque eu continuo voltando atrás?

Eu digo me liberte

Porque eu não sou capaz

De me convencer

Que eu estou melhor sem você.


Três leves batidas na porta, em seguida a permissão para entrar. Ja'far entrou e cumprimentou seu rei, anunciando Kougyoku e seu conselheiro real. Sinbad fitou a garota de cabelos rosados atrás do seu conselheiro e se espantou ao ver seu novo visual. Ele nunca pensou que veria a princesa bastarda numa pose confiante e séria como ela estava neste momento. Não estava tímida, distraida e nem avoada como de costume, pelo contrário, parecia impotente e forte.

Disfarçando, ele dispensou Ja'far e assim, Kougyoku pediu para que seus conselheiros também esperassem do lado de fora até a segunda ordem. Ja'far relutou pensando no que ele poderia fazer com a princesa, mas ao olhar para Kougyoku viu que sua pose não era mais da menina boba e apaixonada, mas de uma mulher madura e que sabia o que fazia. Ja'far se retirou junto com os conselheiros, fechando a porta atrás de si.

- Há quanto tempo! - Sorriu Sinbad.

- Sim - Assentiu Kougyoku - Fico feliz, pois isso significa que a paz prevalece entre Sindria e o Imprério Kou.

- Você veio aqui para quebra-la? - Perguntou um pouco perturbado.

- Não - Afirmou - Pelo contrário. Vim aqui para acertar o trato de paz.

- Se assim é, será bem-vinda.

- Grata.

Sinbad gesticulou uma poltrona para que se sentasse e se sentou numa paralela à ele. Entre eles havia uma mesa baixa, no qual Kougyoku colocou o tratado e lhe passou para que fosse lido.

- Tome o tempo necessário.

- Tomarei - Disse ele pegando o tratado - Existe algo mais?

- Não, só vim negociar o tratado e visitar um amigo que está hospedado em seu palácio.

- Um amigo? - Indagou Sinbad - Você não me considera um amigo?

Kougyoku apertou os punhos, ouvir tal coisa era um tanto dolorosa para ela. Mas disfarçou bem e

- São casos diferentes - Falou seriamente - Mas não vim aqui discutir isso...

- Por que você se tornou fria? - Ele perguntou de repente.

Kougyoku observou Sinbad atentamente, percebendo que havia uma pequena, mínima fagulha de preocupação. Ela suspirou e fitou a janela do lado direito deles.

- Só quero apressar o que tenho a fazer. Preciso voltar para casa logo.

- Alguma razão para isso?

Kougyoku ficou desconfortável. Não era essa a conversa que esperava ter. Não mesmo. Também não queria ficar falando sobre tal assunto, não gostava disso, mas o que poderia fazer? Mesmo que fosse contra lhe dizer algo, não iria impedi-lo de saber. Em breve os sete mares saberia de qualquer modo.

- Vão escolher um noivo para mim.

Sinbad se espantou ao ouvir isso. Ele sabia que, para uma princesa do Império Kou, ela já devia estar casada com alguém em favor de unir algum país ao Império e que só não ocorreu antes porque a última tentativa foi falha. Saber que esse fato estava tão próximo causou certo desconforto nele, sem que soubesse exatamente o por quê.

Talvez o namoro de Sharkan e Yamuhaira junto com o noivado de Alibaba e Morgiana tenha o feito repensar algumas coisas. Entre elas o quão importante é escolher com quem vai ficar o resto da vida. Não achava justo ela estar sendo forçada a se casar tão... nova.

- Seu irmão não pode esperar um pouco? - Perguntou tentando amenizar o clima.

- Não - Suspirou, seu olhar entediado continuou no céu do lado de fora da janela, enquanto ela cruzava as pernas e apoiava a cabeça em sua mão - Já estou atrasada para me casar, logo não vão sobrar pretendentes ou não irão me querer.

- Não foi o que quis dizer.

- Não importa - Disse voltando sua atenção para ele e corringindo a postura para uma mais séria - Por favor, Rei Sinbad. Peço que dê a resposta prévia antes que eu parta amanhã.

- Você não vai se casar.

Aquilo não era um pedido, era uma ordem. Quem ele pensava que era para lhe ordenar algo? Não era seu rei, marido, namorado... Não exercia nenhum tipo de autoridade sob ela. Mas se era assim...

- Não vou me casar.

Porque ela se ouvia concordando?

Havia algum tempo que Kougyoku percebera que havia algo errado consigo. Em diversas situações, antes de tomar uma decisão, mesmo as mais simples, algo lhe fazia pensar em Sinbad e se seria o melhor para Sindria. No início pensou que seria seu amor pelo rei, mas as coisas começaram a passar dos limites desde... a Guerra em Magnostatt. Por um momento, elase sentiu prestes a trair sua própria família em favor de Sinbad, como poderia?

Foi naquele momento em que decidiu se tornar mais forte, ser mais firme e confiante. Seria um deslize imperdoavel. À Kouen que confiava nela, à Kouha que salvou sua vida, à até mesmo o Magi, Judal, que lhe deu o poder para defender o Império, não ataca-lo. Judal certa vez disse que seus olhos estavam estranhos, mas ele estava ocupado e não pode tomar tempo para descobrir o que havia de errado.

O que teria causado isso? Ela não trairia o Império, que também era dela, por vontade própria. não podia... Então porque?

Suspeitava que Sinbad tivesse algo com isso, mas não conseguia pensar nisso muito a fundo já que parecia haver um bloqueio, toda vez que começava a pensar de repente se esquecia a conclusão e se distraia. Quando lembrava, já não lembrava como chegara a conclusão. Era um círculo interminável, mas tudo indicava que...

O que? O que ela estava pensando mesmo?

- Kougyoku? - Indagou Sinbad.

- Desculpe... Me perdi em pensamentos - Se desculpou.

- Tudo bem. Mas se não vai se casar, então o que fará?

Defender Sindria.

- Eu vou me casar - Afirmou - Querendo ou não, preciso ajudar Kouen.

- Você não pode casar - Voltou a dizer ele elevando um pouco a voz.

Você precisa cuidar de Sindria.

- Não está em suas mãos esta decisão - Dizia ela, tentando a todo custo ignorar o burbuinho em sua mente.

- Mas você não quer se casar.

- Não importa! - Começou a gritar e se levantou.

Não pode se casar.

- Eu decido o que faço!

- Não é você que está decidindo! É Kouen! - Ele se levantou discutindo no mesmo tom de voz.

Não se case.

- De que te importa?! Está perfeitamente claro que você não precisa de amor. Você tem um reino, é rico, mulheres se jogam aos seus pés num estalar de dedos! Você é um ótimo rei, seu povo te ama, esse é todo o amor que você precisa! Não precisa de mim!

À Favor de Sindria.

- Tudo isso está errado! - Continuava a declarar Kougyoku, sentindo a cabeça pesar - Por que? Por que eu continuo a voltar para cá? Isso é errado. Um tremendo erro. Você não precisa de mim. Sindria não precisa de mim. Eu não tenho obrigação nenhuma com Sindria a não ser manter a paz entre o Império e seu país!

Você prometeu.

Ela prometera?

- Por que eu continuo a me afundar nesses sentimentos? Sindria não é meu Reino, não é minha obrigação. Por que eu me prendo à você? Por que volto? Isso tudo é errado... Eu não preciso de um coração mais quebrado do que já está...

Você não precisa de outro alguém...

- Eu sei que é errado, então por que? Por que não consigo pensar...?! - Ela chorava num misto de desespero e tristeza.

- Kougyoku, calma! - Pedia Sinbad, agora preocupado.

- Eu não me importo... Eu não quero me importar... Por que sempre concordo com o que você quer?! Por que não me reconheço? Por que eu te quero tanto?! - Gritava Kougyoku, agora sua cabeça doia de um jeito insuportável, estava confusa e começava a ficar tonta.

Você é leal a mim.

- Eu não consigo me convencer que estou melhor sem você! Eu não consigo! Eu não consigo...

Na ultima frase, suas pernas falharam e se sentiu fraca subitamente. Sinbad correu e a pegou no colo antes que caisse no chão. Com o pouco de consciência que tinha, abriu os olhos olhando profundamente nos do Rei e assim, de repente percebeu o que acontecia.

- Você... Foi você... - Dizia fraca.

- Calma, vou tratar de você.

- Como pôde?

Aquele tom e pergunta não foi de alguém confuso, mas de alguém que se sentia traido.

Profundamente traido.

Ele entendia. Kougyoku confiava nele, com tudo de si. Descobrir a hipnose lançada, era descobrir que ele não confiava nela, o que quebrava a confiança de ambos dos lados. Mesmo sem se arrepender... Porque se sentia tão abalado com aquele tom de voz?

- Eu confiei em você...

- Eu sei que é errado. Sinto muito, foi preciso.

- Me deixe ir... - Ela pediu perdendo a consciência.

- Ja'far! - O conselheiro entrou na sala assustado ao ver a princesa desmaiando - Chame Yamuhaira agora! - Ja'far correu para fora da sala a procurar pela maga.

- Liberte-me...

Foi a última coisa que disse antes de perder a consciência por completo. O rei pegou o pequeno corpo dela facilmente e correu pelos corredores do palácio indo até um quarto qualquer, os conselheiros lhe seguindo sem entender o que houve.

Passando por um dos corredores, Yamuhaira chegou voando e lhe guiou para um quarto próximo ao da própria maga, facilitando para que pegasse os itens que precisaria. Assim que ele deixou a princesa na cama, Aladdin chegou para ajudar sendo acompanhado por Alibaba e Morgiana, só foi permitido que Aladdin e Morgiana ficassem para ajudar, o resto teve que aguardar fora do quarto.

Sinbad havia passado do limite suportado numa mente humana. Principalmente para uma já fragilizada por um amor que não aconteceria.

"Ele não pode me aceitar por ser uma Princesa do Império Kou, e mesmo que renegue o Império, o povo não me aceitaria. O povo é tudo para um rei".

Ela estava certa. Mas ele estava errado ao tê-la hipnotizado. Ele agora só pedia aos mares que Kougyoku ficasse bem depois de perder o controle.


Tio Sin passou dos limites. Eu fico imaginando como Kougyoku reagiria ao descobrir a hipnose... Se ningue´m reparou,toda vez que ela duvida do que esteja fazendo para o bem de Sindria a Hipnose reage e quando Sinbad está presente ele consegue controlar como quiser. Fico com dó da Kougyoku nesse ponto.

Como o pedido, estou fazendo um caminho para um mini Singyoku. O caso deles só vai ter mais um capítulo que na verdade seria apenas um com este, mas decidi dividir (como sempre). Eu já tenho algumas músicas para os próximos capítulos, mas daqui a algum tempo vou precisar de mais, se tiverem recomendações ou pedidos, estarei aceitando!

O mesmo serve para casais (Só lembrando que não escrevo Yaoi, Yuri e nem hentai, ok?)

Beijos,

~-Lyoko