ATENÇÃO: Esse capítulo é indicado apenas para maiores de 18 anos. Contém cenas de violência e sexo.
Galpão III
24 de março
08:45 p.m.
Thomas e Eric separaram as pernas de Olivia a força, enquanto Mike e Ryan empurraram Elliot para o meio delas.
"Muito bem, Olivia está pronta para recebê-lo. Vamos! AGORA ELLIOT! Se você não fizer, tudo complicará, para ela..." Anne gritou o pressionando.
Elliot não podia de forma alguma fazer isso. Por mais que ele a amasse, não a forçaria nunca em sua vida, em hipótese alguma. Uma das coisas que ele mais evitou foi machucar Olivia ou vê-la sofrer, não seria agora que ele faria.
Olivia o olhava nos olhos, desesperada, tentando se soltar. Estava em pânico. Elliot também.
"Eu... eu não posso! Por favor Anne, esqueça isso..." Elliot disse com a voz controlada na esperança de que ela desistisse, mas foi interrompido antes de argumentar.
"Shhhh! Como você é frouxo Stabler... estou dando a oportunidade de você fazer de uma forma mais prazerosa, menos dolorosa! Olha para Olivia, ela também quer! Vamos!" Anne disse começando a perder a paciência.
"Eu não vou fazer isso!" ele gritou irritado com a insinuação de Anne.
Em respeito à Olivia, ele evitava olha-la. Sabia que naquele momento ela estava se sentindo exposta, não pioraria ainda mais a situação.
"Ok." - Falou Anne virando para o lado, pegando uma faca pequena e afiada - "Vou tirar essa fita... quem sabe assim a trilha sonora melhora!" ela completou deixando a boca de Olivia livre.
"Anne, você já não viu o bastante? Já nos levou até o limite! Isso não é necessário... por favor..." Olivia tentou estabilizar a voz e argumentar, mas foi interrompida.
"Cala a sua boca! Não quero ouvir nada além de gritos!" Anne disse nervosa, ficando em pé, apertando o rosto de Olivia com força em seguida virando um tapa.
"Eu estou implorando! É isso que você quer? Eu faço o que você quiser, menos isso, por favor..." Olivia começou a gritar desesperada.
Thomas e Eric seguravam Elliot com força entre as pernas de Olivia, ainda assim ele reagia com força tentando se livrar deles.
Anne deu um sorriso de canto vendo o desespero dos dois.
"Stabler, eu garanto que se eu perder a paciência quem sairá perdendo será sempre Olivia" ela advertiu se aproximando dele.
"EU NÃO POSSO! EU NÃO VOU FAZER NADA!" ele gritou descontrolado.
"Sua escolha, consequência dela!" Anne disse séria, aproximando a faca de uma das pernas de Olivia e cortando.
"Ahhhhhhh!" O grito de Olivia ecoou por todo o galpão.
Elliot tentou impedir, mas os homens o seguraram com força.
"Filha da puta!PARE!" ele gritou desesperado ao ver o sangue escorrer pela perna de sua parceira.
"Ui! Quero que você use toda essa sua energia em Olivia... e então detetive?" Anne perguntou a Elliot dando outra chance.
"Por favor, para com isso... Meu Deus... eu não posso... eu não posso!" ele implorou.
"Não. Não, não, nãooo!" Olivia começou a gritar ao ver Anne se aproximar de seu braço com a faca.
"Culpe Elliot, não a mim!" Anne falou logo cortando o braço esquerdo de Olivia.
Os gritos quebravam Elliot, sentir Olivia tremendo de dor o deixava completamente sem chão.
Os cortes, apesar de não serem profundos, sangravam bastante. Anne já estava no quinto corte e Elliot não cedia. Queria matar os dois de tão nervosa, não suportava desobediência.
Vagarosamente ela aproximou a faca dos seios de Olivia, que imediatamente começou a gritar e se mexer com força.
"NÃO! Elliot vai! Por favor! NÃO!" Olivia gritava em desespero, não aguentava mais a dor.
"Ahhhhh Deus... eu não posso! NÃO CONSIGO!" ele gritou se sentindo um completo fracassado.
Anne desceu um pouco a faca e cortou abaixo do seio direito de Olivia.
"ELLLL! VAI! Eu... eu... tudo bem! Você tem meu consentimento! Agora POR FAVOR VAI!" ela gritava com a respiração ofegante, olhando fixamente nos olhos dele.
"Me desculpa..." Elliot sussurrou chorando, se aproximando com dificuldade do centro dela.
Anne já estava preparada para cortar a barriga de Olivia. Parou ao ver que Elliot tinha se mexido. Fez um sinal para seus homens soltarem uma das mãos dele.
Ele tremia, suava... Essa sem sombra de dúvidas era a decisão mais difícil de toda sua vida. Mas ver sua parceira ali sofrendo, implorando, era pior do que qualquer coisa.
Elliot deu uma última olhada para Olivia.
"Tudo bem..." ela sussurrou com os olhos marejados.
Com a mão livre Elliot se direcionou a entrada dela. Seria o mais delicado possível, apesar de ser quase impossível, tentaria não machucá-la.
Começou penetrá-la vagarosamente. Olivia estava travada, com os músculos completamente contraídos, respirava fundo tentando relaxar, mas de nada adiantava.
Anne fez um sinal para Eric e Thomas, que imediatamente empurraram com força o quadril de Elliot o fazendo entrar inteiro nela.
Olivia tentou com todas suas forças conter o grito, mas não conseguiu. A dor que sentiu ao ser praticamente rasgada por dentro foi além. Fechou os olhos com força e virou o rosto.
Elliot ia reagir, mas foi interrompido por Anne.
"Eu quero que vocês se encarem! Abra os olhos e olhe para ele, AGORA!" - Anne começou a falar nervosa, forçando a faca contra o rosto de Olivia – "E você, Stabler, faça direito, pois só poderá parar quando gozar..." ela completou com um sorriso largo ao ver as expressões transtornadas nas faces dos dois.
Olivia não conseguia encará-lo, mas a faca quase entrando em seu rosto foi mais convincente que sua vontade, a fazendo virar o rosto devagar e olhá-lo nos olhos.
"Me desculpa... me desculpa!" Elliot sussurrou insistentemente ao começar a se movimentar devagar.
A dor estava além do físico, estava na alma. Olivia queria sumir, se esconder, instintivamente fechava os olhos, mas a faca sendo forçada contra seu corpo a lembrava de abri-los. Travou a boca o mais forte possível, estava sentindo muita dor, mas não queria que Elliot se sentisse ainda mais culpado por tudo isso.
Depois de uns minutos Thomas e Eric se afastaram, juntando-se aos outros dois próximos a parede de vidro. Anne aos poucos também se afastou sentando em uma cadeira próxima, pegando uma câmera para filmar os dois.
Já fazia vinte e cinco minutos que eles estavam ali, Elliot já estava exausto, havia aumentado a velocidade, mas não conseguia chegar lá. Estava nervoso demais para conseguir.
"Eu... eu não consigo! Você já não viu o suficiente?" Elliot gritou nervoso automaticamente sendo cercado pelos homens de Anne.
"É só você relaxar e se concentrar! Vamos lá, olhe a mulher que você está possuindo... quantas vezes você já não fantasiou esse momento? Só um aviso... se você não conseguir, tem quem consiga!" falou Anne mordendo os lábios com o olhar vidrado.
"Pelo amor de Deus! Você é doente!" disse Elliot vermelho de ódio, pela situação, por Anne não ter limites, por estar machucando a pessoa que mais ama no mundo, e por fim por saber que tem outros quatro homens ali e que se ele não fizer, eles farão.
O olhar de Olivia já estava vazio. Elliot pode ver exatamente o momento em que isso aconteceu. Ela não gritava mais, não reagia, era como se apenas seu corpo estivesse ali e sua alma tivesse ido embora, se perdido.
"Cala a boca e faça direito!" Anne gritou ficando em pé novamente, passando a câmera para Ryan.
Elliot chorava de raiva e nojo de si mesmo. Se concentrou o máximo que conseguiu para terminar logo com aquilo. Em cinco minutos ele desmontou em cima de Olivia.
Ao sentir o líquido quente dele se espalhando dentro do seu corpo as lágrimas começaram a escorrer pelos olhos dela involuntariamente.
"Bravo! Bravo!" Anne falava alto batendo palmas empolgada.
"EU TE ODEIO! VADIA! EU VOU TE MATAR!" Elliot gritava descontrolado querendo atacar Anne, logo sendo retirado da sala por Ryan e Mike.
Olivia estava em choque. Não mexia um músculo sequer, apenas olhava para o nada e respirava de forma superficial.
"Vamos lá, mexa-se! Não seja hipócrita, você também gostou!" Anne começou a falar acariciando o cabelo de Olivia enquanto Thomas soltava as mãos dela.
Olivia não se manifestou. Apenas puxou os braços para o peito e fechou as pernas com dificuldade.
Eric a pegou pela cintura, a colocou nos seus ombros e a levou de volta para a cela.
Assim que a jogou ao lado de Elliot, saiu trancando a grade.
Do jeito que caiu Olivia ficou por vários minutos, se encolhendo depois de um tempo.
Elliot estava acabado, não aguentava mais sentir tudo o que estava sentindo, o ódio de si era pior do que qualquer dor física. Era como se uma bomba tivesse estourado de dentro dele e seu corpo estivesse desmoronando aos poucos.
Olivia não chorava, apenas tremia e olhava para o chão. Já fazia quarenta minutos que os dois estavam ali e nada havia sido dito.
"Não!" Olivia soltou, erguendo uma das mãos ainda trêmulas em sinal de impedimento, ao sentir que Elliot estava se aproximando.
"Liv... me... me desculpa... Meu Deus..." Elliot falou gaguejando. Sentir a indiferença e a frieza de Olivia era pior do que a culpa que estava sentindo.
Olivia não respondeu, apenas voltou a se encolher, escondendo o rosto. Não queria ouvir nada que viesse dele naquele momento.
Elliot estava tentando manter a raiva que estava sentindo sob controle. Conseguiu segurar por longos minutos, mas saber que era ele o causador de toda a dor que Olivia claramente estava sentindo o quebrou. Levantou rapidamente em um impulso.
"Ahhhhhhh!" ele gritou socando a parede descontroladamente. Só parou com suas mãos começaram a sangrar. Em seguida escorregou até o chão e ali ficou chorando. Naquele momento ele precisava daquilo, não aguentava mais.
Uma hora depois Olivia finalmente ergueu o olhar. Com uma das mãos sentiu o sangue seco sobre os cortes.
Ao descer um pouco a mão e sentir o sêmen escorrido em suas pernas ainda úmido, começou a tremer e a chorar compulsivamente. Levantou com muito esforço e foi até a grade.
"HEYYY! ALGUÉM! Eu preciso tomar banho! HEYYY! ANNEEE!" ela começou a gritar histericamente batendo na grade com força.
Elliot não ousou se aproximar, afinal sabia que seria prejudicial a ela.
Olivia gritou até quase perder a voz quando enfim alguém apareceu,
"Você tem cinco minutos." Thomas surgiu entrando na cela, agarrando Olivia pelos cabelos, a levando até o banheiro.
Chegando lá ela o encarou esperando que ele a deixasse sozinha, mas isso não aconteceu.
Preferiu não confrontá-lo, não aguentaria mais nada naquela noite. Agachou com dificuldade para pegar o sabonete. Suas pernas tremiam, estava complicado se manter em pé.
Apesar do choque pela água gelada, Olivia não recuou. Começou a se limpar como se só fosse ficar realmente limpa quando tirasse a própria pele. As lágrimas quentes escorrendo pelo rosto contrastavam com a água fria.
Depois de se limpar compulsivamente, Olivia teve uma crise forte de choro, quando ia cair Thomas a agarrou pelo braço e a puxou pra junto de si.
"Sabia que até quebrada você é uma delícia!" ele sussurrou no ouvido de Olivia, esfregando seu corpo ao dela de forma grosseira.
"Me solta!" Olivia gritou tentando se afastar, mas quanto mais ela se mexia, com mais força ele a puxava.
"Você não consegue se segurar mesmo né Thomas? Ainda não é hora!" Anne apareceu nervosa, intervindo na situação.
"Me desculpe Senhora. Isso não se repetirá!" ele disse largando Olivia imediatamente.
Apesar do ódio que sentia por Anne, Olivia agradeceu internamente por ela estar ali.
"Pode ir andando Liv, estamos logo atrás de você. Vai!" ordenou Anne gritando impaciente.
Apesar da dificuldade, Olivia não queria ninguém tocando nela, resolvendo assim obedecer a ordem. Cruzou os braços no peito e começou a andar, mancando e tremendo, mas ainda em pé.
"Tenham uma boa noite meus anjinhos!" Anne disse jogando Olivia na cela, trancando a grade novamente.
Ao ver sua parceira mancando, completamente encharcada Elliot levantou. Queria abraçá-la, fazer alguma coisa para que ela não sentisse mais frio ou dor. Mas havia um abismo sentimental separando os dois, era quase palpável a tensão, o que o fez recuar.
Ali não havia mais nada para cobrir o corpo e se aquecer. Nem blusa, nem calça, nem cobertor e agora nem Elliot. Aos poucos Olivia se encolheu em um canto e ficou ali quieta, apenas olhando para suas mãos.
Depois de duas torturantes horas Elliot quebrou o silêncio. Precisava falar senão enlouqueceria.
"Liv... me desculpa... por favor, me perdoa. Eu nunca, em toda minha vida, cheguei a cogitar a ideia de te machucar! Ainda mais você... Deus..." - Ele começou a falar inseguro se aproximando um pouco de Olivia. - "Naquela hora eu... eu não estava excitado com a situação... Anne me obrigou a tomar dois comprimidos antes... eu.. eu não pude evitar... me desculpa!... Você não precisa me abraçar, nem agir como se nada tivesse acontecido... eu só preciso que você me perdoe... por favor Liv..." Elliot completou tremendo, não de frio, a adrenalina fazia isso com ele.
"Eu não quero falar sobre isso... eu sei que você não é culpado... e que eu disse que tudo bem, mas... mas por enquanto eu não consigo suportar seu cheiro, nem olhar nos seus olhos... Merda! Que merda!" Olivia começou a falar com a voz rouca e terminou gritando. Os sentimentos contrastando, eram tantas coisas ao mesmo tempo que ela não conseguia manter a calma.
"Liv... meu Deus.. eu.." ouvi-la dizer que não suportava olhá-lo foi como uma faca cortando lentamente seu peito. As lágrimas surgiram automaticamente em seus olhos, travando sua voz.
"Essa desgraçada da Anne está conseguindo o que ela quer... filha da puta. A culpa não é sua... a culpa é toda minha... eu devia saber lidar com tudo isso... eu não queria sentir o que eu estou sentindo agora..." Olivia começou a falar sem parar, rápido, estava quase perdendo o fôlego. Quando foi tentar levantar, perdeu as forças e caiu novamente no chão, começando a vomitar em seguida.
"Meu Deus Liv!" Elliot correu assustado a segurando pelo braço.
"NÃO TOQUE EM MIM! SAIA DE PERTO! SOME!" ela gritou descontrolada finalmente o encarando.
Elliot perdeu o chão naquele momento, ao sentir o ódio no olhar de Olivia se afastou rapidamente.
"Me desculpa..." ele sussurrou.
Os sentimentos contraditórios faziam Olivia se sentir a pior pessoa do mundo. Assim que parou de vomitar, foi até outro canto, deitou tentando se esconder o máximo possível e começou a chorar. Tentou não fazer barulho, mas ele já havia notado.
Elliot nunca havia visto sua parceira daquele jeito... destruída. Não conseguia entender muitas coisas... queria perguntar muitas outras, mas não faria, não podia... se ouvir a voz dele machucasse Olivia, ele não falaria... Começou a se questionar sobre o que Anne e aqueles homens fizeram com Olivia enquanto ele levava os choques na sala ao lado, afinal quando chegou na sala Olivia estava molhada de suor, com a boca tapada, mal conseguindo se mexer... as piores hipóteses passaram em sua cabeça o que o atormentou pelo resto da noite.
Depois de um tempo ele foi até o canto onde Olivia havia vomitado e fez o mesmo.
Galpão III
25 de março
05:15 a.m.
Olivia, depois de um bom tempo chorando, havia finalmente conseguido apagar. Elliot não conseguia fechar os olhos. Eric e Ryan surgiram de repente abrindo a grade.
Elliot levantou imediatamente impedindo que vissem Olivia.
"Queremos você mesmo, venha!" Ryan disse com a voz grossa, sério.
Elliot fez um sinal de calma, demonstrando que iria até eles, que não era necessário gritar. Não queria que Olivia acordasse e o visse sendo arrastado.
Saíram devagar da cela, sem reação alguma se Elliot, deixando Olivia sozinha ali.
"O que vocês querem?" Elliot perguntou irritado com a forma com que os homens o seguravam.
"Nós nada... Anne quer." Eric respondeu com a expressão estranha.
N/A: Foi mals a mega demora, vários motivos me impediram de postar antes, como provas na faculdade, monografia, meu pen drive, o Rock in Rio e afins hahahhaha...
NÃO ME MATEM!
Agradecida.
Reviews! ;)
