AVISO: Este capítulo, assim como essa fic, é para adultos. Apenas maiores de 18 anos. Contém cenas de violência, tortura e estupro.

Squad Room

25 de março

02:05 p.m

As horas voavam, Cragen e Huang passaram horas analisando o vídeo enviado para o celular de Kathy. O técnico havia separado as partes sequenciais e mostrou a montagem à eles, mas nada se encaixava.

Elliot e Olivia naquela situação degradante, Anne visivelmente excitada... dava pra ver que havia mais gente ali no mesmo cômodo, mas apenas pernas e de forma rápida, não tinha como dizer exatamente quantos eram, o que apenas deixava, tanto Cragen quanto George, mais preocupados ainda.

O tempo estava se esgotando e todos sabiam disso.

Kathy precisou tomar calmantes para se controlar. Nick, Amanda, Fin e Munch estavam correndo, fazendo tudo da forma mais rápida e eficaz possível. Barba estava colaborando da forma que podia, agilizando mandados, ligando para juízes, enfim providenciando todo o necessário para o devido processo legal.

"Se Anne foi capaz de obrigar Elliot e Olivia a fazerem isso, ela é capaz de tudo. Não há limites para crueldade. O que a excita é vê-los sofrer, e posso afirmar que ela está fazendo de tudo para que isso aconteça..." Huang afirmou transtornado com as cenas do vídeo e com o olhar vidrado de Anne ao ver o desespero dos dois.

"Deus... eu não consigo nem imaginar. Eles... eles são como filhos para mim... Essa falta de resultado me frustra demais!" Cragen disse irritado batendo a mão na mesa, assustando até George com sua reação.

"Nós vamos encontrá-los! Calma! Todos estão dando o máximo de si e isso uma hora ou outra trará resultados!" falou George tentando acalmar Cragen. Foi a primeira vez que ele o viu tão abatido e nervoso.

"Meu medo é que esse resultado chegue tarde demais!" ele disse com a voz baixa, sentando em sua cadeira.

Logo que o silêncio tomou conta do ambiente, Nick, Amanda e Fin surgiram.

"Cap. no endereço do bilhete que Elliot deixou não havia nada, apenas uma mesa, uma cadeira e um isqueiro. Sem papéis, sem fotos.. nada! O nome do proprietário é Gabriel Homero." Amanda informou com o olhar abatido por investigar tanto para não encontrarem nada.

"Arrombamos o carro de Elliot e também não encontramos nada, apenas multas... nenhum documento, nem sinal de luta... aparentemente ele saiu por livre e espontânea vontade e não voltou." Fin completou irritado. Liv era como uma irmã para ele, e saber que ela estava sofrendo o quebrava por dentro.

"Gabriel Homero... novamente esse nome! Nick o que você conseguiu?" Cragen perguntou sentindo-se pela primeira vez esperançoso.

"Sobre o Gabriel nada além da ficha criminal e de todas as vezes que se livrou misteriosamente de várias acusações graves. Agora sobre o Eric Miller consegui uma lista de propriedades, a longa ficha criminal e o melhor, o cartão de crédito dele foi usado ontem em Long Island, em uma loja de materiais de construção. Ele comprou 3 metros de lona, 25 litros de gasolina e 2 metros de corda. Já entrei em contato com a loja, eles vão nos enviar os vídeos de segurança." Nick contou empolgado por ter conseguido avançar nas investigações.

"Ok. Eu mesmo verifico o vídeo. Preciso que você cruze todas as informações de Eric com as que Munch conseguiu de Anne, AGORA!" Cragen disse agitado, ligando o computador.

"Enquanto isso eu vou atrás do Munch, ajudá-lo nas propriedades." Fin falou, logo saindo da sala.

"Amanda, vá ajudar Nick e assim que conseguirem algo, por menor que seja, me avise! Mandarei uma equipe verificar! Essas compras de Eric são preocupantes." Cragen completou sério, sendo logo obedecido por Rollins.

Finalmente algo sólido nas investigações. Cragen apesar de transtornado estava animado.

Galpão III

25 de março

03:25 p.m.

Tudo parecia um pesadelo...

O olhar era vago, encarando o vazio...

O que ela mais desejava naquele momento era desmaiar e acordar apenas quando esse inferno terminasse.

Imaginou que depois da primeira vez tudo adormeceria e ela não sentiria mais nada... grande equívoco. A dor apenas aumentava, não era apenas seu corpo que estava sendo rasgado, quebrado... era sua alma também.

"HEY! ACORDA!" Thomas gritou jogando água gelada no rosto de Olívia, usando uma arma de choque em seguida.

Olivia não conseguiu gritar por conta da eletricidade... apenas revirou os olhos.

"Não estamos nem na metade e você já está assim detetive?" Ryan falou agachando.

"Vá para o inferno!" ela disse com a voz travada, virando o rosto.

"Não seja sem educação Olivia! Mais de uma hora se passou e você ainda não aprendeu a se comportar?" Eric disse agachando do outro lado dela.

"Talvez outra surra ajude ela a lembrar!" Mike disse pegando novamente o cinto do chão.

Olivia já estava se encolhendo quando viu Thomas entrando na frente de Mike.

"Não! Tenho uma ideia melhor..." Thomas impediu Mike e se aproximou de Olivia com o olhar vidrado "Vou soltar suas mãos Liv, não seja burra de reagir!" ele disse a virando de costas, logo tirando as algemas dela.

Mal acabou de soltá-la, Olivia já virou uma cotovelada em Thomas.

"Vadia!" ele gritou a contendo com o corpo. Segurou as mãos de Olivia junto ao chão e soltou o peso de seu corpo sobre o dela, a impedindo de reagir.

"Saia de cima de mim! ME SOLTA!" Olivia gritou tentando se mexer, mas aos poucos foi perdendo o fôlego com o peso de Thomas.

"Cara, você vai matá-la assim! Não quero morrer por culpa dessa vadia!" Ryan disse preocupado com o rosto roxo de Olivia, afinal se ela morresse, eles também provavelmente seriam mortos por Anne.

"Calma... é apenas um sossega... quero ela acordada para sentir tudo que tenho a oferecer!" Thomas falou levantando um pouco a fim de dar espaço para Olivia respirar. - "Segure os braços dela Eric!" pediu Thomas a soltando, queria suas mãos livres.

Puxou com força as pernas de Olivia ao redor de seu corpo, a deixando completamente exposta.

"Por favor, não!" Olivia implorou chorando novamente.

"Está sentindo? Você nos pertence agora! Não tem ninguém aqui para te salvar, ninguém a quem recorrer, apenas você e nós!" Thomas falou com a voz grossa, acariciando com as mãos o centro de Olivia.

"Por favor... Eu... eu não aguento mais! Eu imploro!" Ela disse com a voz embargada.

"Não minta para si mesmo! Eu sei que você aguenta! Você quer isso, sempre quis!" ele continuou a olhando fixo enquanto a estimulava com os dedos.

Ela tentava se livrar de Eric que segurava suas mãos com força, de Thomas a imobilizando, e de Ryan e Mike hora assistindo hora tocando em seus seios.

Queria vomitar, o nojo, a repulsa era inimaginável, mas a única coisa que conseguia fazer era chorar e gritar.

"Está quase no ponto!" Thomas disse ao perceber que Olivia já estava lubrificada. "Quero que você me agradeça por não entrar seco como Ryan fez!" completou dando um tapa no centro dela.

Olivia gritou em resposta, irritando ainda mais Thomas, que começou a bater com força em Olivia.

"PARAAA!" ela gritou de dor, tentando fechar as pernas.

"Me agradeça!" Thomas gritou alto.

"O- Obrigada!" ela gritou chorando.

"Muito bem! Foi difícil?" ele perguntou voltando a estimulá-la.

Olivia apenas balançou a cabeça em negação.

Thomas continuou a acariciando sem parar, em minutos o corpo começou a tremer. Olivia tentou se livrar de Thomas de todas as formas, mas não adiantou. Ele queria vê-la perdendo o controle em suas mãos.

"Vadia... gozou na minha mão, agora vai limpar!" ele disse rindo, enfiando os dedos na boca de Olivia que tentou desviar.

"Por favor, não..." ela pediu minutos depois ao vê-lo acariciar seu próprio membro.

"Calma... prometo que vai doer, bastante, do jeito que você gosta!" Thomas disse com um sorriso de canto - "Não quero do modo tradicional!" ele completou a virando de costas.


Elliot já havia quebrado o pulso tentando se soltar.

Já havia vomitado cinco vezes.

Apenas ouvia os gritos de dor de Olivia, os gritos de prazer de Thomas, Eric, Ryan e Mike... Queria matar cada um. Queria abraçar Olivia. Protegê-la do mundo, de toda e qualquer dor.

Sentia-se um completo fracassado por não ter conseguido evitar o que estava acontecendo com sua parceira. Preferia morrer a deixá-la passar por isso.

"ANNE!" Elliot quase sem voz insistia em gritar. Precisava ao menos tentar.


Squad Room

25 de março

08:33 p.m

Cragen e Huang passaram horas e horas assistindo os vídeos de segurança da loja que Eric comprou algumas coisas no dia anterior.

"Aqui! É ele!" George disse despertando ao avistar Eric entrando na loja.

"Ele está acompanhado!" - Cragen completou ao ver outro homem. - "Vou levar para a equipe técnica agora para conseguir uma imagem mais clara no rosto desse sujeito!" Cragen falou apressado, pegando o notebook e saindo da sala, sendo seguido por George.

Enquanto aguardava a imagem o celular de Cragen tocou.

"Cap. , verificamos 19 propriedades dos Gillette , vasculhamos tudo, mas nenhum sinal de Anne, nem de Olivia e Elliot... faltam 22. Liguei apenas para pedir permissão para a equipe virar a noite comigo." Informou Munch desanimado.

"Continuem. Eu resolvo a burocracia. Nick e Amanda estão cruzando os dados de Eric Miller e Gabriel Homero com os de Anne, assim que tivermos novidade te informamos. Você também, qualquer sinal de anormalidade me ligue." Cragen disse sério, extremamente preocupado, logo desligando o telefone.

Já era 3:00 a.m., ninguém conseguia dormir, estavam correndo contra o relógio e sabiam que a vida de Olivia e de Elliot dependia da agilidade deles.

Galpão III

25 de março

09:25 p.m.

O corpo estava encharcado.

Olivia não mexia nenhum músculo mais.

Horas se passaram.

Às vezes eles davam uma pausa, revezavam enquanto um ia descansar... queriam aproveitar o máximo enquanto Anne não retornava. Sabiam que não teriam essa oportunidade novamente.

"Por que está tão quieta detetive?" Thomas perguntou passando a mão lentamente pelo corpo molhado de Olivia.

Ela apenas respirava. Não conseguia falar. Na verdade não tentou.

Eric deu um choque tentando fazê-la reagir, mas não conseguiu nada além do movimento involuntário dos músculos.

"Está com o olhar triste, não gostou de todo o amor que recebeu vadia?" Ryan perguntou a segurando pelos cabelos.

Nada em resposta.

"Aproveitando que você ainda está acordada, que tal aproveitarmos mais um pouco?" Mike perguntou com o sorriso cínico a agarrando com força.


Enquanto isso, Elliot não aguentava mais gritar, vomitar e chorar. Nunca em toda sua vida imaginou passar por isso. Se existia algo pior que ser torturado, era saber que alguém que você ama está sofrendo ao seu lado e você não poder fazer nada. NADA.

Já estava quase amanhecendo quando o silêncio tomou conta de tudo. Elliot, ainda muito debilitado por conta da surra de antes, desmaiou.

Squad Room

26 de março

10:55 a.m

Vigésimo copo de café. Cragen estava uma pilha de nervos.

Kathy só atrapalhava insistindo em ficar ali. Até Huang já havia tentado convencê-la a ir para casa, mas não havia conseguido.

A foto do homem que acompanhava Eric na loja não havia sido reconhecida pelo sistema. Munch e Fin não ligavam. Amanda e Nick também não apareciam com novidades.

"Preciso fazer alguma coisa Huang! Não posso deixar que Elliot e Olivia morram assim..." Cragen disse andando de um lado para o outro nervoso.

"Nós vamos conseguir algo, logo! Você sabe melhor que todos nós que não adianta correr sem ter uma direção!" George disse tentando manter a calma.

Depois de algumas horas Nick e Amanda entraram na sala de Cragen correndo, quase sem fôlego.

"Cap. conseguimos algo!" Amanda gritou com um mapa na mão.

"Eu sei que não é legal, que não temos permissão, mas acessei os dados da família de Eric Miller e depois de muito procurar encontrei uma transferência de propriedade de Gabriel Homero para Mike Miller, irmão de Eric. São três galpões abandonados em Brookhaven." Nick contou empolgado.

"Vamos!" Cragen ordenou decidido.

"Este é o mapa do local." Amanda disse entregando à Huang.

"Amanda fique e ligue para a equipe tática, chame ambulâncias e os bombeiros, afinal Eric comprou muita gasolina." Disse Cragen já saindo da squad junto de Nick e Huang.

Galpão III

26 de março

11:20 a.m.

"Thomas?" Anne chamou ao entrar no galpão.

"Anne, aqui..." ele disse com a voz baixa.

Gabriel apenas balançou a cabeça em sinal de cumprimento. Thomas fez a mesma coisa.

Ao avistar Olivia congelou.

"O QUE SIGNIFICA ISSO?" Anne gritou ao vê-la jogada no chão, inconsciente, molhada e cheia de sangue.

"Anne... " Gabriel disse com a voz grossa em sinal de advertência.

"Ela ainda está viva!" Eric falou em defesa dos seus.

"Eu disse para não exagerarem. Que parte vocês não entenderam?" ela gritou transtornada.

Gabriel se aproximou de Olivia, a analisou milimetricamente, verificou o pulso e levantou.

Devagar foi até Anne e deu um tapa na cara dela quase a fazendo cair no chão.

"Incompetente!" gritou nervoso limpando as mãos com um lenço.

Thomas e Eric entraram na frente de Anne, impedindo Gabriel de se aproximar.

"Eu apenas pedi uma encomenda viva e inteira. O que você me arruma? Isso!" gritou apontando para Olivia.

"Desculpa. E- eu me diverti com ela, não achei justo eles também não se divertirem um pouco." Anne argumentou irritada. Perderia muito dinheiro caso Gabriel desistisse.

"Tem muito dinheiro em jogo... se seus homens não derem um jeito de pelo menos limpá-la, não pensarei duas vezes antes de puxar o gatilho." Falou Gabriel sério, aparentando uma calma exterior inexistente.

"Vocês quatro, lavem Olivia, não quero ver sangue algum... rápido! Vou tentar acalmar ele." Anne disse brava, saindo atrás de Gabriel.

Logo Mike pegou uma mangueira e levou até a lona.

- Rodovia -

Cragen estava dirigindo feito um louco com a sirene ligada.

Enquanto isso Huang ligava para Munch e Fin avisando a mudança de rota e passando o endereço.

Logo atrás vinha Nick seguido por vários carros de polícia.

"Estamos lidando com uma psicopata e um possível terrorista. Preciso que todos estejam com colete e devidamente armados." Cragen ordenou no rádio.

Era quase palpável a adrenalina de Cragen e Huang. Seria a hora mais longa na estrada. A ansiedade era enorme, as mãos até tremiam no volante.

Galpão III

26 de março

02:51 p.m.

Os olhos abriam com dificuldade, ainda não sabia distinguir se o que estava vendo era real ou apenas alucinação. A respiração era pesada, algo difícil de realizar, se concentrou o máximo que conseguiu 'inspira expira inspira expira'. Aos poucos a imagem foi clareando - era real.

"Finalmente! Você não cansa de dormir não?! Vim aqui apenas perguntar se você gostaria de dar uma última olhada na sua amiguinha, amante, parceira... enfim... se despedir dela" Anne disse séria, fazendo um sinal para Eric, que devagar surgiu com Olivia inconsciente em seu colo.

"O o o que você fez com ela? Por que despedir?" Elliot perguntou com a voz ainda baixa, travada, o ódio que estava sentindo ia além do imaginável, tinha nojo de olhar para a cara de Anne.

"Você sabe por que, não se faça de ingênuo Stabler! Agora, agradeça por eu ter deixado você ainda olhar para ela uma última vez... isso é pra você ver que eu não sou tão má como vocês pensam!" Anne disse agachando perto de Elliot com um sorriso dissimulado no rosto.

Ao ver o sangue pingar de Olivia, Elliot congelou. O coração parou por um segundo.

"Por favor, não mate ela... Eu faço o que você quiser, mas por favor Anne, não mate ela! Eu imploro!" Quando ele caiu em si sobre o que ela estava falando entrou em choque, a realidade esmagou seu peito e o desespero o atingiu. Elliot não tinha mais forças para levantar, mas precisava tentar, por Olivia... por ele.

"Cala a boca, já está cansativo você choramingando no meu ouvido! Não sei como eu aguentei essa sua voz irritante por todos esses dias... pelo menos a visão do seu corpo valeu a pena, até te levaria comigo pra aproveitar mais um pouco, mas sabe como as coisas são... negócios ..." - Anne disse sorrindo, acariciando o rosto sujo de Elliot – "Thomas apague ele! Depois termine o serviço. " ela completou levantando, logo saindo dali com Gabriel e Eric carregando Olivia.

"Me leve no lugar dela! POR FAVOR! Não mate a Olivia, eu imploro! ANNE..." Elliot se debateu com todas as forças, não suportava ver Anne sumindo do seu campo de visão com Olivia, tentou se livrar do golpe de Thomas, mas não conseguiu. Apenas um soco e Elliot já não enxergava mais nada.

Thomas terminou de jogar gasolina nos cômodos de galpão. Rapidamente saiu e antes de trancar a porta, acendeu um fósforo e jogou.


N/A: De volta ao começo.

Apenas peço desculpa pela megaaa demora e se houver erros gramaticais, afinal não revisei o capítulo, senão demoraria mais um pouco para postar.

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