St. Patrick's Cathedral

27 de março

03:13 p.m.

"...sempre dedicada, companheira... sua ternura e coragem inspirava a todos, ela era literalmente o coração da Unidade. Olivia foi uma verdadeira heroína, passou sua vida lutando bravamente para fazer justiça, se doou a pessoas que ela nunca havia visto e morreu lutando por sua própria vida..." a voz foi sumindo aos poucos sendo substituída por lágrimas. Cragen não conseguiu terminar seu discurso. Não conseguia encarar a verdade. Perder Olivia dessa forma violenta era quase surreal.

De todos que estavam presentes não havia um que não estivesse chorando. O sentimento de vazio, tristeza e fracasso tomava conta de cada um ali.

"Eu... eu não consigo acreditar..." Fin disse devastado. A dor de perder sua amiga, irmã... saber que se tivessem descoberto antes o galpão talvez isso não teria acontecido e Olivia ainda estaria ali, viva para dar um abraço.

"Melinda ligou... disse que Elliot afirmou só haver duas mulheres lá: Anne e Olivia... a altura e estrutura do corpo encontrado não são compatíveis com as de Anne..." constatou Munch com a expressão fechada. Era difícil para ele lidar com tudo isso. Tentava não perder o controle.

"Elliot já sabe?" Alex perguntou preocupada. Embora estivesse ali por sua melhor amiga ter falecido, Elliot também era um amigo querido e ela se preocupava bastante com sua saúde.

"Não. Ele está muito lesionado. Ficou consciente por aproximadamente dez minutos e depois desmaiou. Agora ele está sedado em coma induzido." Munch respondeu sério.

Logo os discursos terminaram e todos seguiram até o local onde Olivia Benson seria enterrada.

Rodovia

26 de março

04:30 p.m.

"Nós já tínhamos conversado sobre isso... não confiar nesses inúteis. Você já foi mais inteligente Anne!" Gabriel disse nervoso.

"Hey, inúteis não... fomos úteis até demais pra vocês." Mike respondeu do banco de trás do carro.

"Cala a boca, vocês dois!" Anne gritou alterada.

"Tão úteis que estragaram nossa negociação!" Gabriel gritou vermelho de raiva.

"Ela não morreu... apenas está machucada..." Ryan tentou amenizar.

"Machucada?! Vocês a destruíram!" Anne disse irritada por Olivia não ter acordado ainda. Já fazia uma hora e meia que estavam na estrada e Olivia continuava inconsciente.

"Ela está respirando?!" Gabriel perguntou transtornado.

"Parece que... que sim..." Mike respondeu gaguejando. Não conseguia sentir a respiração da mulher ao seu lado.

"Eu mesma verifico." Falou Anne irritada, virando para o banco de trás e verificando o pulso de Olivia.

"E então?!" Gabriel gritou impaciente.

Anne olhou com ódio para Mike e Ryan.

"Está muito fraco... não sei se ela vai aguentar a viagem." Anne disse alterada.

"Eu sabia que isso ia acontecer... satisfeita? Eu já tinha três compradores para ela... eles pagariam uma fortuna por essa detetive... mas o mínimo era entregá-la viva e inteira, não essa coisa!" Gabriel gritou descontrolado.

"Hey por que parou o carro?" perguntou Ryan começando a se irritar.

"Essa vadia já sangrou demais aqui dentro... não quero carregar um corpo de uma mulher morta. Desçam e a joguem no acostamento." Gabriel ordenou a Mike e Ryan, mantendo o olhar fixo em Anne.

"Thomas e Eric estão distantes já... você sabe o que fazer." Anne disse séria, sustentando o olhar de Gabriel, que logo desceu do carro.

Mike e Ryan carregaram Olivia até o acostamento e a jogaram no chão.

"Pelo menos gozamos demais com essa vadia... serviu pra alguma coisa." Mike disse olhando para o corpo de Olivia. Ryan riu lembrando dos momentos de 'prazer' que tiveram.

"Que bom que aproveitaram, afinal foi a última vez que gozaram na vida!" Gabriel disse fazendo os dois virarem a atenção para ele.

Os dois não tiveram tempo de reagir, Gabriel apertou o gatilho das duas armas que segurava, acertando na cabeça de Mike e Ryan.

Apenas ouviu o corpo dos dois caindo no chão, virou as costas, entrou no carro e saiu.

"Pronto!" disse ao olhar para Anne que estava completamente excitada com tudo isso.

Hospital - U.T.I.

27 de março

08:45 p.m.

Depois de estabilizado, retiraram o medicamento que mantinha Elliot em coma.

Kathy estava ao lado dele. Havia insistido para ficar ali, apesar de não ser mais esposa dele, Elliot era o pai de seus filhos e ela se preocupava afinal passaram metade de suas vidas juntos. O médico apesar de relutar, permitiu que ela ficasse, mas com toda a roupa necessária, máscara e touca.

"Liv... por favor... Anne... NÃO! LIV!" Elliot começou a resmungar, em seguida gritar, acordando em seguida.

Os batimentos cardíacos dispararam enchendo o quarto de enfermeiras que rapidamente tiraram Kathy dali.

"ONDE ELA ESTÁ?! EU QUERO VER A OLIVIA!" Elliot começou a gritar desesperado, ainda confuso com o lugar onde estava.

"Acalme-se Senhor! Você está no hospital, está tudo bem! Respira." Uma das enfermeiras disse com a voz calma, tentando acalmar o ambiente.

"EU PRECISO VÊ-LA! ELA ESTÁ BEM? LIV! LIV EU VOU TE SALVAR!" ele continuou gritando desesperado, começando a tirar todos os fios que estavam nele, as agulhas.

"Senhor preciso que você se acalme!" Outro enfermeiro disse tentando conter Elliot.

Ao perceber que a situação estava fora de controle um dos enfermeiros preparou uma solução e aplicou em Elliot que em minutos apagou.


Cragen estava inconsolável no saguão do hospital. Depois de enterrar praticamente sua filha, precisava de notícias de Elliot, boas se possível.

Alex, Fin e Munch também estavam ali aguardando.

Ao verem Kathy voltar assustada todos ficaram apreensivos.

"O que aconteceu?" Alex perguntou ansiosa.

"Eu não sei... Elliot começou a sonhar e a gritar por Olivia... a máquina de batimentos cardíacos disparou e o quarto encheu de enfermeiros." Kathy contou também preocupada.

Ninguém disse mais nada até o médico chegar.

"Como ele está doutor?" Kathy e Cragen levantaram rapidamente, perguntando juntos ao médico.

"Tivemos que sedá-lo novamente. Ele acordou muito alterado, desconectando todos aparelhos... não podíamos mantê-lo acordado, o sedamos para o próprio bem dele, pois com a extensão de ferimentos, com o pulso e o tornozelo quebrados, fora a desidratação e a pneumonia, o quadro dele poderia piorar e muito." o médico explicou visivelmente abalado com a situação.

"Mas ele corre algum risco?" Kathy perguntou receosa.

"O quadro é estável, riscos sempre existirão, mas vamos confiar no melhor." O médico respondeu genericamente.

"Obrigado Doutor." Cragen acenou agradecendo.

"Só uma pergunta... Quem é Olivia?" perguntou o médico.

Todos abaixaram a cabeça. O silêncio tomou conta do saguão.

Rodovia

27 de março

09:40 a.m.

"Pai! Pai! Três pessoas dormindo na estrada, pai, olha lá!" a criança gritou de dentro do carro.

"Onde filho?" o pai perguntou acreditando ser imaginação da criança.

"Ali!" o filho apontou, fazendo o pai frear o carro.

"Fique aqui. Já volto filho. Está tudo bem, são só pessoas dormindo. Não olhe ok? Vigie a estrada para o papai!" ele disse assustado.

Ficou chocado ao ver o sangue na areia do acostamento. Só não congelou por ser médico. Correu até os dois homens e checou o pulso. Mortos.

Mais a frente estava o corpo nu de uma mulher, coberto de hematomas e sangue, dada a situação já estava preparado para o pior.

Aproximou-se com cuidado do corpo e colocou os dedos no pescoço para ver se havia sinal de vida.

"Meu Deus..." disse transtornado com a situação.


N/A: Buenas. Capítulo curto, mas válido para atualizar a fic. Espero que estejam gostando. E não me matem ainda hahahha.

Como não sei se postarei outro capítulo até domingo que vem, vou dedicar esse a uma amiga que fará aniversário essa semana... Laryssa, amoura, é pra ti! 3

Enfim, REVIEWS!