N/A: Buenas! Como eu disse anteriormente, vou postar capítulos novos com um pouco mais de frequência, então para quem não leu o capítulo que postei domingo passado, sugiro que leia antes desse!

Se alguém lê fic ouvindo música, uma boa para ouvir lendo esse capítulo é "Rebellion" novo single do Linkin Park.

Quero agradecer a todas que vem deixando reviews, é realmente MUITO importante saber o que vocês pensam da história!


Apartamento Olivia e Thomas

24 de maio

04:25 p.m.

Olivia já estava cansada de assistir TV, precisava muito beber água. Levou uns minutos até chegar a cozinha, não conseguia andar rápido.

Depois de matar a sede ficou curiosa e resolveu abrir os armários. Ao perceber que a dispensa estava cheia de comida Olivia congelou. Thomas havia mentido.

Não sabia ao certo o que pensar, como reagir a isso. Por que Thomas mentiria algo tão bobo? Por que seu marido faria isso?

Voltou ao sofá, precisava sentar. Ficou cogitando hipóteses por horas, quando enfim Thomas voltou para casa.

"Voltei amor, tudo bem?" Thomas disse sorridente colocando as compras em cima do balcão, em seguida se aproximando de Olivia para um beijo.

Ao chegar perto do rosto dela Olivia esquivou. Thomas não entendeu e fechou a cara.

"O que aconteceu?" perguntou sério. Não gostava de ser contrariado assim, ainda mais com a expressão rude de Olivia.

Olivia manteve a expressão fechada irritando ainda mais Thomas.

"Levante-se!" Thomas ordenou com a voz firme.

"Quem é você?" ela perguntou ainda incerta do que dizer.

"Por que essa pergunta? Sou seu marido!" Thomas mudou completamente de expressão. Estava apreensivo, com receio de Oliva ter lembrado tudo.

"Você foi ao supermercado comprar comida com a desculpa de não ter nada em casa... o incrível é que a dispensa está cheia. Quem você acha que está enganando Thomas?! Por que mentiu?" Olivia indagou com o olhar desafiador Por mais que ela não conseguisse lembrar de nada, a antiga Olivia ainda estava viva dentro dela, a personalidade, a coragem e o caráter estavam intactos.

"Ah... isso!" o alívio foi evidente. Thomas até relaxou. "Meu amor... eu estava tentando poupá-la, tentando resolver tudo sem que você se preocupasse... enquanto você tomava banho meu chefe ligou e disse que precisava de mim na empresa, pediu para eu suspender a licença... fui até lá argumentar, queria passar mais tempo contigo..." ele respondeu com a feição arrependida.

Olivia sentou novamente. Sentia que não devia acreditar, mas ao mesmo tempo sua razão a repreendia, afinal ele era seu marido e parecia tão sincero.

"V- você trabalha aonde?" ela perguntou mais calma.

"Sou diretor geral em um empresa no centro da cidade..." ele respondeu de forma generalizada, sentando ao lado dela.

"E... você vai voltar a trabalhar?" perguntou Olivia querendo se certificar que era realmente verdade.

"Sim... infelizmente sim. Tivemos alguns problemas consideravelmente graves e como estou afastado a muito tempo, na verdade desde que você sumiu eu não..." ele respondeu olhando nos olhos dela, quando foi surpreendido.

"Thom... tudo bem. Não quero que você fique mal com isso. Sei me virar, estou apenas machucada, isso não me impede de nada, apenas me deixa mais lenta..." Olivia falou com um sorriso, pegando as mãos de Thomas e segurando entre as suas machucadas.

"Você é incrível Liv!" ele disse dando um beijo breve na boca de Olivia, que dessa vez não afastou, nem evitou contato.

Os dias seguiram no mesmo ritmo. Olivia, apesar de tudo, confiava cada dia mais em Thomas. Dr. Phill a visitava três vezes por semana, com sessões intensas de psicologia. Ela voltava ao hospital uma vez por semana. Já havia tirado o gesso dos pulsos e a maioria dos pontos já haviam cicatrizado. Ainda sentia muita dor, principalmente por conta de algumas costelas que insistiam em continuar quebradas, mas nada que a filha crescendo em seu ventre não a fizesse superar.


Motel

08 de abril

10:45 p.m.

Pegou o jornal e começou a folhear. Não foi difícil achar a notícia, afinal no interior quando acontece um caso desses logo toma conta de todos os jornais a notícia.

Ao ler o nome do marido de Olivia Thompson, Elliot sentiu uma pontada no peito. Thomas... isso soava estranho. Olivia e Thomas que união mais infeliz de nomes pensou ele nervoso por ter lido a notícia.

Mesmo sua razão dizendo para esquecer o caso e seguir em frente, Elliot precisava saber algo mais sobre isso.

No dia seguinte, assim que acordou, seguiu a Nova Jersey, foi até o hospital em questão e pediu para ver Olivia pessoalmente, ou ao menos alguma foto, mas por mais que insistisse foi barrado por não ter parentesco com a vítima. Segundo a recepcionista do hospital, vários loucos já haviam ido até lá procurar por ela e se deixasse todos entrarem, prejudicaria a recuperação da vítima e colocaria em risco sua segurança.

Mesmo contrariado Elliot decidiu não insistir, não arriscaria sua liberdade por alguém que não conhecia. Conseguiu apenas o cartão do Dr. Phill, que segundo a recepcionista era um dos responsáveis por Olivia Thompson.

Ficou com esse cartão por horas em sua mão, sentado no banco de seu carro. Ainda não havia decidido ligar... Era loucura? Será que toda essa fixação e obsessão era fruto do trauma?

Depois de muito relutar achou por bem esquecer tudo isso e seguir seu rumo. Jogou o cartão no lixinho do carro e continuou dirigindo a esmo.

05 de novembro

Foram meses de recuperação. Apesar de todas as dificuldades, Elliot estava enfim conseguindo esquecer Olivia, ou pelo menos encarando com menos dor a perda da mulher de sua vida.

Já estava distante de Manhattan quando recebeu uma ligação de Cragen.

"Ell, quanto tempo! Como você está?" Cragen perguntou feliz em ouvir a voz de Elliot.

"Melhor Cragen... sinto falta de vocês!" Respondeu de forma sincera.

"Como você pediu para contatarmos você apenas em caso de emergência... liguei para avisar que prendemos Eric Miller." disse Cragen mudando o tom de voz.

"P- pegaram o Eric! Meu Deus... Eu quero falar com esse desgraçado! Dois dias e eu chego em Manhattan!" o coração de Elliot foi parar na boca com a notícia. Ele precisava encarar esse canalha e não perderia a oportunidade. Já que não poderia trazer Olivia de volta a vida, faria com que cada um que a machucou pagasse por isso.

Assim que desligou o celular, Elliot virou o carro na rodovia e pisou no acelerador.


Casa de Olivia e Thomas

04 de novembro

09:30 a.m.

A barriga já estava enorme, quase 8 meses de gestação. O tempo havia passado muito rápido, por mais que Dr. Phill ajudasse Olivia, a memória não havia voltado... apenas rostos sem nomes e sem histórias vinham em sua mente.

Thomas estava cada vez mais estranho, ficava a maioria do tempo no trabalho e apesar de sempre dizer amar Olivia e a filha que esperavam, estava adiando a compra dos móveis e enxoval. A impressão que ela tinha era de que ele estava sempre prestes a explodir, não sabia ao certo o que ele realmente pensava, sentia... nunca estava a vontade.

Naquele dia Thomas havia saído mais cedo que o normal. Quando Olivia acordou ele já não estava mais ali, havia apenas deixado a mesa de café da manhã pronta para ela.

Depois de comer, Olivia levantou para ir ao banheiro. Assim que deu o primeiro passo sentiu uma forte tontura a fazendo cair. Como bateu a cabeça na mesa, acabou desmaiando.

Passaram horas e Olivia continuava no chão inconsciente.

Ao despertar, ainda sem compreender o que havia acontecido, Olivia começou a gritar, uma dor de cabeça infernal estava tirando a razão dela. Imagens vinham a sua mente de forma desconexa. Thomas de forma distorcida, gritando, com sangue nas mãos.

Sem perceber estava chorando descontroladamente. A dor de cabeça e toda a confusão mental duraram cerca de quarenta minutos. Ao acabar a crise, Olivia parou sentada em um canto em choque.

"Anne!" ela repetia com o olhar vidrado.

Depois de uma hora, ainda em choque, Olivia levantou, foi devagar até o banheiro, tomou um banho demorado, e decidiu deitar. Estava com muita dor, não adiantaria nada ela sair dali correndo naquele momento, afinal já estava passando mal, não arriscaria machucar sua filha com outro tombo.

As coisas que ela havia lembrado ainda não faziam sentido. Apenas via a imagem de Anne gargalhando, Eric a segurando, Thomas com as mãos cheias de sangue... mas de uma coisa ela tinha certeza, esse sangue nas mãos dele, era dela.

A intenção era dormir antes de ele voltar do trabalho, querendo ou não ela estava com medo, e seria péssimo se ele percebesse. Mas não houve tempo, assim que ela deitou, ele chegou.

"Liv, amor, cheguei!" Thomas disse animado entrando no apartamento.

Olivia travou até a respiração. Fingiria que estava dormindo.

"Estou tão feliz hoje Liv, você não..." ele estava falando alto, até que ao entrar no quarto parou. Era estranho vê-la dormindo àquela hora.

"Liv...?" ele subiu na cama e falou no ouvido dela, dando uma leve mordida em seu lóbulo. Estava particularmente excitado naquele dia e ver Olivia de camisola, saber que estava sem calcinha, isso o deixava doido.

"Thom... eu..." ela respondeu fingindo preguiça.

Ao ver que ela estava acordada Thomas não perdeu tempo, passou as pernas por cima dela, segurou suas mãos e avançou para seu pescoço.

Olivia se assustou, tentou afastá-lo.

"O- O que é isso?" ela perguntou tentando não demonstrar o pânico que estava sentindo por dentro.

"Eu te amo... preciso de você!" ele disse passando as mãos por todo corpo dela que tentava se livrar.

"Podemos esperar mais um pouco... até nossa filha nascer..." Olivia retrucou tentando convencê-lo. Não queria demonstrar que lembrava em partes quem ele realmente era, mas estava ficando cada vez mais impossível.

"Por que Liv? Você já cicatrizou e... e eu preciso tanto de você." Ele disse com um sorriso safado passando a mão no centro de Olivia.

"Não Thom... h- hoje não." A voz de Olivia estava ficando entrecortada. A força que estava fazendo para não ter um ataque era enorme.

"Só um oral então... preciso sentir seu gosto Liv, já faz tanto tempo!" ele disse descendo a cabeça e separando as pernas de Olivia.

"Ah..." ela soltou ao sentir a língua dele começando a estimula-la.

"Eu sei que você gosta!" ele disse excitado continuando com sua língua.

A situação estava complicando. Por mais que ela tentava fechar as pernas, estava mole, não conseguia reagir.

Estava difícil falar alguma coisa. Olivia estava se odiando por estar sentindo prazer mesmo sabendo que Thomas não era o que ele dizia ser.

Depois de alguns minutos, respirou fundo, buscou forças no fundo da alma e enfim gritou.

"Para! Eu não posso Thomas!" ela gritou segurando a cabeça dele pelos cabelos.

"Não estava bom, Liv?" ele perguntou nervoso, no fundo sentindo raiva.

"E- Eu não posso ter orgasmo... uma costela pode perfurar meu pulmão se eu me mexer muito e sabe como fico quando tenho um..." ela inventou a primeira coisa que veio em sua mente, internamente torcia para Thomas acreditar.

"Podemos te amarrar, assim você não se mexe tanto..." ele disse subindo o rosto, ficando cara a cara com ela.

A cara de indignação de Olivia fez Thomas rir.

"Estou brincando amor... nunca faria mal a você..." ele respondeu rindo, deitando ao lado dela.

Olivia soltou um suspiro de alivio. Um segundo antes sentia que seu mundo ia desabar.

"Eu vou tomar um banho, depois venho dormir com você..." Thomas disse frustrado. Tinha certeza que Anne devia estar rindo da situação no prédio ao lado.

Olivia virou de lado na cama, estava tão tensa que nem ligava mais para o incômodo da barriga enorme.

Assim que Thomas voltou, apenas de short, deitou ao lado dela, a abraçando por trás. Ele estava relaxado, tranquilo, como se nada tivesse acontecido. Já Olivia, ficou acordada a noite inteira, tensa, planejando sua partida no dia seguinte. Por mais que não recordasse ao certo o que ocorreu, sabia que Thomas a havia machucado e definitivamente não era uma boa pessoa.


05 de novembro

Assim que amanheceu Olivia levantou, Thomas já havia saído para trabalhar. Deixou apenas um bilhete na mesa da cozinha dizendo que iria a uma cidade vizinha fechar um contrato e que demoraria mais que o comum para voltar hoje. Saber que ele ficaria o dia todo fora aliviava Olivia, afinal teria tempo de ir embora e se distanciar bastante antes que ele percebesse.

Colocou algumas roupas em uma bolsa, pegou seus documentos e o dinheiro que guardou esses meses para comprar roupinhas para a bebê.

Pegou um papel e escreveu uma carta para o Dr. Phill explicando o ocorrido, as coisas que conseguiu lembrar e deixando o número de seu celular para ele entrar em contato o mais rápido possível para ajudá-la... como hoje era dia de sessão, ele chegaria antes de Thomas e pegaria o envelope que Olivia tinha decidido deixar na porta.

Foi até a cozinha, colocou suas coisas na mesa junto com o envelope e decidiu comer algo antes de sair, afinal não sabia quanto tempo ficaria na estrada.

Quando já estava terminando, a campainha tocou.

Levantou devagar e foi até a porta. Olhou pelo olho mágico, mas não conseguia enxergar, pois estava trincado.

"Quem é?" perguntou curiosa, afinal todos esses meses ali, ninguém havia sequer tocado o interfone.

Quando menos esperava a porta abriu. Estava destrancada.

"Olivia..." disse a mulher com o olhar vidrado.

Ao vê-la Olivia paralisou. Suas mãos congelaram e começaram a tremer, não sabia como reagir.

"A- Anne!" ela disse gaguejando. Definitivamente não esperava um obstáculo desses.

"Você disse meu nome e pela cara de medo é sinal que você recuperou a memória detetive..." Anne disse surpresa por Olivia dizer seu nome. Desde ontem Anne vinha desconfiando de Olivia e suas atitudes estranhas, e hoje ao vê-la colocar roupas em uma bolsa teve certeza de que fugiria. Teve que agir rápido, de improviso.

"Se afasta de mim!" Olivia disse nervosa andando para trás.

"Ou o quê? Olhe para você 'Liv', está quebrada ainda, nem consegue andar direito, e ainda tem esse filho maldito pesando na sua barriga." Anne disse com o sorriso irônico.

"Não fale assim da minha filha!" Olivia gritou começando a se descontrolar.

"Está sentindo? Isso é adrenalina minha querida! Eu te deixo assim?" Anne perguntou se aproximando e fechando a porta atrás de si.


N/A: REVIEWS! :D