Saguão do hospital
06 de novembro
07:35 a.m.
"Na realidade eles moraram juntos todo esse tempo, segundo Thomas eles era casados, e como a própria polícia confirmou as identidades e documentos, acreditamos." ele respondeu assustado com a mudança repentina na expressão do homem a sua frente. A respiração ofegante, as pupilas dilatadas e a vermelhidão no rosto, indicavam sérias alterações emocionais.
"O QUE? Thomas e Olivia morando juntos?" Elliot gritou descontrolado.
"Por que isso te incomoda a esse ponto?" Dr. Phill perguntou percebendo sinais claros de transtorno pós traumático.
"Porque foi esse desgraçado quem sequestrou Olivia!" ele respondeu se aproximando exageradamente de Phill, ficando cara a cara.
Dr. Phill ficou pálido quando ouviu o que Elliot disse. Apesar de saber que Thomas não era quem dizia ser, e que de acordo com as lembranças confusas de Olivia não era também uma boa pessoa, nunca imaginou que ele seria seu agressor.
"Você tem certeza disso?" perguntou com cautela.
"Sim, eu estava junto..." falou Elliot sentando. Não aguentava mais ficar em pé. Saber que Olivia passou todo esse tempo vivendo com Thomas o desestabilizou.
"Vocês..." Dr. phill começou a falar mas foi interrompido.
"Sim... fomos sequestrados juntos... e eu não consegui protegê-la..." ele disse com os olhos cheios de lágrimas. Estava sentado com os cotovelos apoiado nas pernas e a cabeça entre as mãos.
"E por que vocês não a procuraram depois do ocorrido? Desde que a encontrei não havia busca alguma com mulheres no perfil dela..." questionou Phill. Mesmo sentindo que tudo que Elliot disse era verdade, precisava entender.
"Porque acharam um corpo no local onde ficamos presos, e de acordo com as características foi concluído que era Olivia..." respondeu com a voz baixa.
Dr. Phill ficou sem reação. Mesmo sendo absurda a história, o que o homem a sua frente falava soava como real. A dor que ele sentia ao lembrar disso pelo menos era.
Quando enfim Phill ia se manifestar o celular de Elliot tocou.
"Consegui as vagas no hospital, mandei a solicitação pra você, imprima e entregue ai." informou Cragen.
"Muito obrigado Cap., você não vai se arrepender por ter me ajudado. Obrigado de novo!" Elliot respondeu mudando completamente a expressão do rosto.
"Espero mesmo não me arrepender." Cragen disse em tom de brincadeira, desligando o celular em seguida.
"Consegui a transferência da Liv pra Manhattan!" Elliot disse empolgado ao Dr. Phill.
"Você quer tirá-la daqui? Acha isso prudente?" Phill disse arredio.
"Thomas e Anne são muito perigosos, e com certeza estão atrás dela. Aqui por ser o hospital mais próximo do local onde Thomas tentou matar Oliva, será o primeiro lugar onde procurarão. Me ajuda com a Liv, pelo que pude perceber o senhor é a única pessoa que ela confia no momento..." respondeu Elliot, deixando o orgulho de lado pedindo ajuda à ele. Faria de tudo pelo bem de Olivia e da bebê.
"Concordo, mas só ajudarei cm uma condição, que eu a acompanhe." Dr. Phill respondeu firme.
"Ok." apesar de não gostar muito da ideia desse homem tão próximo a Olivia, concordou, afinal ele também estará presente em todos os momentos.
Logo depois de resolverem a papelada da transferência de Olivia, Elliot e Phill foram até o quarto de Olivia conversar e explicar toda a situação.
Hospital - Quarto de Olívia
06 de novembro
08:15 a.m.
Depois de enrolada com sua filha, Olivia vestiu uma camisola aberta na frente e se encostou na cabeceira da cama.
Logo as enfermeiras saíram.
A vontade com que a pequena mamava deixava Olivia radiante. A sensação de ser mãe era a melhor coisa que já havia acontecido em sua vida.
Olivia estava encantada com sua filha. Um pinguinho de cabelo castanho na cabeça, os olhinhos azuis, as bochechas rosadas e uma fome de leão.
Naquele momento não importava mais o passado, mesmo que Olivia nunca se lembrasse de tudo o que aconteceu e de toda sua vida até ali, não faria diferença, a pessoa mais importante do mundo era sua filha e tudo o que vier depois dela que valerá a pena ser vivido e recordado.
Enquanto a bebê mamava, Olivia conversava e cantava para ela com a voz mansa.
Antes de entrar no quarto Elliot olhou pelo vidro da porta e ao ver Olivia com sua filha nos braços, paralisou. Era a cena mais linda que já havia visto em toda sua vida. Seus olhos marejaram de emoção por ver sua melhor amiga exalando felicidade.
"Vamos, entre Stabler!" Dr. Phill disse não entendendo o porquê da parada repentina do homem a sua frente.
Rapidamente Elliot saiu do transe, bateu na porta e entrou.
O susto de Olivia foi evidente, mas nada a tiraria da alegria do momento.
Elliot se aproximou dela com o olhar vidrado na bebê. Sem que percebesse estava com um sorriso largo no rosto observando a rapidez da pequena ao mamar. Antes que a situação ficasse chata, voltou o olhar para Olivia.
"Liv, precisamos transferir você e sua filha para um hospital em Manhattan..." Elliot começou a falar com calma antes mesmo que ela dissesse qualquer coisa.
"O que? Por que?" ela questionou mudando a expressão.
"Anne e Thomas provavelmente virão atrás de você e o primeiro lugar onde procurarão é o hospital mais próximo ao ocorrido, ou seja..." Elliot disse tentando ser o mais objetivo possível.
"Como você sabe o nome deles? Phill você..." Olivia estranhou a familiaridade com que Elliot falou de Anne e Thomas.
"Não, Phill não me contou nada... eu os conheço, sei como são perigosos e violentos..." interrompeu Elliot esquivando da história mas ao mesmo tempo tentando passar confiança a ela.
Olivia olhou para o Dr. Phill tentando entender o que acontecia, e ao receber um aceno positivo, sentiu que podia acreditar em Elliot.
"Você os conhece? Meu Deus... que mundo pequeno!" ela exalou tentando deixar leve o assunto.
"Liv, temos muito o que conversar ainda, a história é longa... prometo te contar tudo quando chegarmos em Manhattan, tudo bem?" ele disse com calma, olhando nos olhos dela.
"Se é tão urgente a transferência, eu concordo em ir, mas antes quero saber sua relação com eles..." ela respondeu firme. Estava curiosa sobre Elliot.
"Fomos sequestrados juntos... por eles." ele se limitou a responder somente o necessário.
"Meu Deus..." Olivia soltou com um pesar inexplicável.
O clima ficou pesado no quarto. Quando Phill ia começar a falar, um médico entrou no quarto com uma maca móvel.
"Com licença, vim buscar a Srta. Olivia e sua filha. Sou da equipe que vai transferir vocês para Manhattan, vamos?" perguntou o médico animado.
"Sim." concordou Olivia.
"Vocês vão acompanhá-las?" perguntou o médico a Elliot e Phill.
"Sim, vamos!" responderam juntos.
"Vocês podem aguardar nas ambulâncias, enquanto as preparo para o transporte. Uma será para Olivia e outra para a bebê. Dividam-se lá!" explicou o médico, sendo logo obedecido pelos homens. Depois que os dois saíram do quarto, algumas enfermeiras entraram para ajudar o médico.
Em menos de quinze minutos todos estavam a caminho de Manhattan.
A fim de poupar Olivia de uma conversa pesada, Dr. Phill preferiu acompanhá-la, ficando assim Elliot com a bebê.
Durante o caminho Elliot não tirou os olhos da pequena. Sabia que havia possibilidades dela ser sua filha, e só de pensar nisso seu coração enchia de amor.
Quase duas horas depois chegaram enfim ao hospital de Manhattan.
Elliot foi o primeiro a descer. Ao ver Cragen, Fin e Munch o aguardando na entrada do hospital congelou. Não sabia a reação deles ao ver Olivia viva, e não teria como evitar o encontro nem adverti-los antes, afinal ela já estava sendo tirada da ambulância.
N/A: REVIEWS! :D
