Hospital em Manhattan
07 de novembro
12:45 p.m.
Olivia estava em um sono profundo. Com cuidado, Cragen puxou uma cadeira e sentou-se ao lado dela. Ficaria ali até ela despertar.
Algumas horas depois Olivia enfim acordou.
"Bom dia Liv!" Cragen exclamou feliz ao perceber que ela estava despertando.
"Hey.." ela soltou com a voz rouca.
"Você lembra quem sou eu?" Cragen perguntou esperançoso, afinal ela não havia se assustado ao vê-lo ali.
"Hmm o médico?" ela respondeu com a expressão engraçada.
"Sou Cragen... Capitão Cragen. Trabalhamos juntos..." ele começou a explicar emocionado. Era difícil ver Olivia assim sem passado.
"Na polícia... desculpe Capitão... " ela ia começar a se desculpar por não lembrar-se dele, mas foi interrompida.
"Não precisa pedir desculpas, só o fato de você estar aqui, viva, já me deixa imensamente feliz!" falou Cragen pegando a mão de Olivia, olhando a nos olhos.
Olivia percebeu a emoção do senhor ao seu lado, sentiu-se amada, coisa que há muito tempo não sentia verdadeiramente.
"Obrigada..." ela respondeu involuntariamente, sem sequer entender o que estava agradecendo.
Quando Cragen ia começar a falar, duas enfermeiras chegaram com Emma nos braços.
"Essa menina linda está com fome e saudade da mamãe!" uma das enfermeiras disse animada entregando a pequena à Olivia.
"Oi meu amor..." Olivia disse com a voz mansa e um sorriso largo no rosto.
"Quando terminar toque a campainha para a pegarmos." A outra enfermeira disse, logo saindo do quarto.
Cragen ficou estático desde o momento em que as enfermeiras apareceram. Era a filha da Olivia! Olívia era mãe! Com os olhos já cheios de lágrimas se aproximou.
"Meu Deus... ela é linda!" ele disse encantado passando levemente a mão na cabeça da pequena.
"Emma... O senhor quer segurá-la?" Olivia perguntou percebendo a emoção do homem ao seu lado.
"Posso?" ele sorriu estendendo os braços.
"Claro!" ela respondeu entregando cuidadosamente sua filha à Cragen.
"Hey menininha!" Cragen sussurrou transbordando felicidade. Para ele, estava segurando sua neta, afinal Olivia sempre foi uma filha para ele.
Logo a bebê começou a chorar, afinal estava com fome.
"Bom... vou esperar lá fora... Até mais Liv! Fique bem!" Cragen disse entregando a bebê à Olivia, saindo em seguida. Precisavam de privacidade naquele momento.
Enquanto Emma se alimentava, Olivia sussurrava uma cantiga de ninar. Os minutos que tinha com sua filha eram os mais preciosos, precisava aproveitar.
Sítio
07 de novembro
01:29 p.m.
Depois de várias tentativas frustradas de ficar em pé Thomas acabou desmaiando no chão, sendo abandonado por Anne em seguida.
Dois dias se passaram sem que ela sequer perguntar por Thomas. Apenas o médico o visitava.
Quando enfim entrou no quarto na intenção de retomar a conversa anterior, Anne foi surpreendida por Thomas que a jogou no chão e a dominou.
"Eu sabia que uma hora você voltaria!" Thomas disse com ódio.
"M- me solta..." Anne falou quase num sussurro tentando respirar.
Thomas riu e apertou ainda mais as mãos em volta do pescoço dela.
"Você merece morrer" ele disse rindo de Anne. Vê-la desesperada, tentando se livrar dele trazia uma satisfação enorme.
Com muita dificuldade Anne conseguiu mover os braços, pegar sua pequena arma e atirar pra cima.
Thomas assustou, soltando rapidamente o pescoço dela.
"Você é louca?" ele gritou levantando devagar.
"V- você realmente achou que poderia me matar?" Anne disse tossindo. Ainda apontando a arma para ele o chutou entre as pernas, fazendo-o cair de dor.
"Eu só queria que você sentisse o que eu senti..." ele gemeu nervoso.
"Sai daqui..." Ela disse abrindo a porta.
"O que?" ele perguntou surpreso. Em sua cabeça Anne o prenderia e o usaria por muito tempo, ou até o mataria. Havia imaginado tudo, menos sair dali, livre.
"Você está livre! Levanta e some daqui..." ela gritou apontando para porta.
"E a filha da Olivia?" ele perguntou receoso.
"Eu não tenho nada com isso... não é minha! Ela que morra longe daqui!" Anne respondeu com o olhar frio.
"Você..." Thomas ia xingá-la, mas preferiu não brincar com a sorte e saiu dali o mais rápido que conseguiu.
Anne riu assim que ele passou pela porta.
Pelo que conhecia de Thomas, ele não deixaria uma provável filha longe, e encontrando a filha, automaticamente encontraria a mãe, o que realmente interessava a ela.
Não contaria nada a Gabriel sobre ter deixado Olivia escapar novamente, a entregaria antes que ele percebesse.
Hospital em Manhattan
09 de novembro
09:40 a.m.
Fin e Munch não puderam aguardar para ver Olivia naquela tarde, surgiu um caso e os dois tiveram que correr.
Logo que Cragen saiu também precisou voltar ao trabalho.
Quando enfim Dr. Phill foi visitar Olivia, ela já havia dormido novamente.
Dois dias passaram.
Elliot e Phill ficaram no hospital noite e dia revezando. Durante esse tempo Olivia evitou falar do passado, ou ouvir sobre... estava focada em sua recuperação e de sua filha, queria sair do hospital o mais rápido possível.
Naquela tarde Elliot a acompanhava. Conversavam sobre Emma quando o médico entrou.
"Boa tarde Olivia, como está se sentindo hoje?" ele disse animado.
"Muito bem! Inclusive já estou preparada para sair daqui!" ela respondeu de forma objetiva.
"Exatamente sobre isso que vim conversar... hoje darei alta a você e à Emma, mas para a segurança das duas serão necessárias algumas medidas." O médico falou sério.
"Quais medidas?" ela perguntou receosa.
"Vocês precisam ficar em um ambiente completamente limpo... você por conta da cirurgia e dos pontos, e Emma por ser prematura. Trocar a roupa de cama todos os dias, refazer seu curativo ao menos uma vez ao dia também. Não poderá fazer esforço e é claro repouso, muito repouso." Advertiu o médico.
Ao ouvir as recomendações do médico Olivia ficou completamente sem chão. Havia realizado naquele momento que ela não tinha casa, não tinha pra onde ir.
Elliot percebendo a expressão de Olivia, começou a falar antes que ela tivesse chance.
"Providenciaremos tudo até o fim da tarde doutor, não se preocupe." Elliot respondeu olhando rapidamente para Olivia.
"Tudo bem. Então mais tarde volto com os papéis da alta. Até mais!" o médico se despediu, saindo em seguida.
"Meu Deus... como conseguirei uma casa mobiliada e com tudo que minha filha precisa em meio dia?" ela soltou frustrada.
"Liv... eu tenho uma casa, ela é grande, tem três quartos... se você concordar e quiser, pode vir morar comigo..." Elliot respondeu tentando não parecer tão invasivo.
"Não quero incomodar ninguém Elliot... você deve ter sua vida..." ela começou a falar, sendo logo interrompida.
"Você nunca me incomodaria Liv... é o mínimo que posso fazer por você depois de tudo... " ele respondeu se aproximando, segurando uma das mãos de Olivia.
Ela o encarou por alguns minutos. Sentiu uma confiança quase irracional, sentia que realmente podia confiar em Elliot, que diferentemente de Thomas, ele nunca a machucaria.
"Tudo bem... mas isso será temporário!" ela respondeu com um sorriso tímido.
"Perfeito! Vou chamar ajuda e deixar a casa em perfeito estado para receber você e Emma!" Elliot disse com um brilho incomparável no olhar.
Olivia riu com a empolgação do homem a sua frente, concordando.
N/A: Só lembrando que na fic apesar de Nick e Amanda existirem, Munch e Cragen ainda trabalham na unidade :)
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