Apartamento de Phill

23 de novembro

01:50 a.m

Entre cochilos e cafés, enfim o que ele mais esperava aconteceu. Olivia com Emma, sozinhas na rua. Estava tarde, poucos táxis, poucas pessoas na rua. Local e ocasião perfeita.

Ele a seguiu por alguns quarteirões esperando o momento certo para atacar.

Olivia andava o mais rápido que conseguia com Emma em seu colo. Não teve tempo de chamar um táxi, já fazia muito tempo que Phill havia saído, a qualquer momento ele voltaria por isso à pressa em sair dali e distanciar-se o máximo possível.

Havia esquecido os pontos abertos, com a correria e a adrenalina não sentia nada além de pressa em sumir.

Assim que percebeu estar distante do apartamento Olivia diminuiu o ritmo.

Thomas já cansado de segui-la, ao vê-la andar mais devagar atravessou a rua, se aproximou lentamente e quando enfim não havia ninguém por perto se manifestou.

"Olivia." Ele disse com o tom de voz firme. Estava a menos de dois metros dela.

Ao ouvir a voz grossa familiar Olivia parou. Por instantes ela congelou, mas ao lembrar-se de sua pequena em seu colo, não hesitou em sacar a arma de Elliot que estava embaixo de sua blusa.

"Se der mais um passo eu atiro." Ela disse séria, com a voz travada de ódio.

Ao perceber que ela estava virando, viu a ponta da arma e automaticamente sacou a sua.

"Olha só quem ficou valente!" ele disse em tom irônico surpreso por ela portar uma arma segurando uma criança no colo.

"Eu tenho milhares de motivos para matar você agora mesmo, não teste minha paciência." Ela disse firme, com a voz alta, segurando com força a arma. Estava cega de ódio, faria tudo para defender sua filha.

"Eu posso dizer o mesmo Liv! A diferença é que não vim aqui para matar você, vim apenas para pegar o que é meu..." Thomas disse dando um passo a frente.

"Não se aproxime! Eu não tenho nada que pertence a você!" ela gritou dando um passo para trás também. Olhou para os lados na esperança de ver alguém passando, mas além de escuro, o lugar que estavam era deserto.

"Por sua culpa eu perdi o que eu mais prezava no meu corpo. Emma é minha filha e a quero comigo, e acredite eu farei tudo para levá-la." Ele falou perdendo a paciência.

"Emma não é sua filha, e mesmo que fosse eu nunca deixaria você encostar um dedo sequer nela." Olivia gritou alterada. Sabia que havia essa possibilidade, mas sabia que outros quatro também teriam chances iguais de ser o pai de Emma... involuntariamente começou a tentar lembrar dos outros.

"Com os olhos azuis? Você sabe bem quais são as alternativas... ou será que ainda não recuperou a memória?!" disse Thomas em tom debochado, percebendo que Olivia estava ligeiramente desestabilizada.

"Cala a boca! Nenhum de vocês é o pai!" ela gritou começando a tremer, suas mãos estavam congeladas.

"Ah Olivia... como você é gostosa! Emma foi feita com muito prazer pode ter certeza. Eu lembro como você gritava quando tinha um orgasmo, que delícia Liv!" falou Thomas notando que havia atingido Olivia.

"PARA! CALA A BOCA!" ela gritou, começando a sentir uma forte dor de cabeça.

"Está sentindo? Você nos pertence agora! Não tem ninguém aqui para te salvar, ninguém a quem recorrer, apenas você e nós!" Thomas falou com a voz grossa, acariciando com as mãos o centro de Olivia.

"Por favor... Eu... eu não aguento mais! Eu imploro!" Ela disse com a voz embargada.

"Você lembra quantas vezes a fizemos gozar?! Era só tocar em você que automaticamente você ficava molhadinha..." vê-la transtornada a cada palavra que ele dizia o deixava empolgado.

"Vadia... gozou na minha mão, agora vai limpar!" ele disse rindo, enfiando os dedos na boca de Olivia que tentou desviar.

"Por favor, não..." ela pediu minutos depois ao vê-lo acariciar seu próprio membro.

"Calma... prometo que vai doer, bastante, do jeito que você gosta!" Thomas disse com um sorriso de canto - "Não quero do modo tradicional!" ele completou a virando de costas.

"Agora não... agora não..." ela começou a resmungar, a dor de cabeça era tão forte que a cegava. Segurou com força Emma que havia começado a chorar.

"Gostoso lembrar não?!" Thomas disse com um sorriso de satisfação no rosto ao vê-la completamente fora de controle.

Eric deu um choque tentando fazê-la reagir, mas não conseguiu nada além do movimento involuntário dos músculos.

"Está com o olhar triste, não gostou de todo o amor que recebeu vadia?" Ryan perguntou a segurando pelos cabelos.

"Não... não..." estava confusa, tentava manter a arma apontada para Thomas, mas não conseguia mais controlar a tremedeira.

"Como foi perder o controle do seu corpo Liv?" Anne perguntou assim que ela voltou à consciência. O ódio estava claro no olhar de Olivia.

"Agora é a parte em que seu Elliot sofre um pouco..." ela informou já olhando para Eric que logo apertou a campainha.

"Abre as pernas!" ordenou Thomas ficando ao lado dela.

"ELLLL! VAI! Eu... eu... tudo bem! Você tem meu consentimento! Agora POR FAVOR VAI!" ela gritava com a respiração ofegante, olhando fixamente nos olhos dele.

"Me desculpa..." Elliot sussurrou chorando, se aproximando com dificuldade do centro dela.

Olivia não suportava mais a dor de cabeça, lutou contra seu próprio corpo para manter-se sã, mas a exaustão após a descarga de adrenalina e a insuportável dor a fez apagar.

Por sorte Olivia caiu de costas amortecendo a queda de Emma.

Thomas rapidamente pegou a pequena nos braços junto com a bolsa de Olivia e saiu correndo.


Ao chegarem ao apartamento, correram por todos os cômodos, mas não havia nem Olivia nem Emma.

A sensação de perder novamente Olivia deixou Elliot devastado.

"Precisamos acionar a polícia!" Elliot disse pegando seu celular.

"Mas só podemos declarar Olivia como desaparecida depois de 24 horas..." Phill disse preocupado.

"Thomas e Anne ainda não foram presos, Olivia é uma vítima em potencial, não vou esperar nem um minuto!" Elliot respondeu nervoso, logo entrando em contato com toda a unidade.

Enquanto Phill esperava a polícia chegar em frente o prédio, Elliot saiu correndo na esperança de encontrá-la em algum lugar próximo.

"Olivia!" ele gritava, ficando cada vez mais desesperado.

Logo chegou a polícia, junto veio Cragen, Fin, Amaro e Munch.

Amaro e Fin foram ajudar Elliot a procurar nas redondezas, enquanto Cragen e Munch subiram até o apartamento a procura de evidências, ou alguma pista para onde Olivia foi.

Depois de quase uma hora, Elliot estava cansado, frustrado de correr e não encontrar nenhum sinal de Olivia. Ninguém havia visto a mulher, nenhum rastro de onde ela poderia estar.

Querendo descontar sua raiva chutou com força a primeira lata de lixo que viu na frente.

Arrependido foi buscar a tampa que havia parado a alguns metros dali. Ao agachar viu uma arma no chão.

Com cuidado se aproximou, com sua arma já em mãos.

Ao virar a esquina viu o corpo de uma mulher caído no chão.

O coração de Elliot falhou uma batida ao ver que era Olivia.

"LIV!" gritou abaixando para checar se ela estava viva.

Ao verificar que ela ainda tinha pulsação ligou para Cragen avisando a localização chamando a ambulância em seguida.

Havia muito sangue na roupa de Olivia o que o deixou extremamente preocupado.

Em poucos minutos o local encheu de polícia. Os paramédicos já haviam estabilizado Olivia na maca móvel quando ela acordou.

"Emma! Cadê minha filha!? EMMA! Eu preciso da minha filha!" logo que a consciência voltou Olivia tentou levantar exaltada sendo impedida pelos paramédicos.

A preocupação com a vida de Olivia era tanta que Elliot havia se esquecido por instantes de Emma. Ao ouvi-la chamar pela pequena ele paralisou. Sentiu o chão se abrir bem na sua frente.

"Meu Deus, Emma, minha filha..." Elliot soltou sentindo um forte aperto no peito.


Thomas correu até seu carro. Emma não parou de chorar até que ele a pegasse no colo novamente.

Ao chegar ao apartamento que havia alugado, Thomas subiu rapidamente.

Não se cansava de olhar para a pequena. Emma era linda, lembrava bastante Olivia, mas os olhos não negavam. Mesmo Elliot também tendo olho claro, Thomas tinha certeza que ela era sua filha.

"Olá, eu sou seu pai Emma..." ele disse com a voz suave acariciando a cabeça dela.

Emma já havia adormecido quando o celular de Thomas tocou.

"Primeira etapa concluída. Minha parte eu já consegui, agora vou cumprir o que prometi." Thomas disse com um sorriso de satisfação no rosto.


N/A: Demorei um pouco, mas postei. Perdi o pendrive onde tinha guardado dois capítulos da fic, tive que reescrever... reta final já :P

Digam o que estão achando, ou o que esperam do fim da fic ;)

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