N/A: Primeiramente desculpa pela demora em finalizar a fic, muitas coisas aconteceram nesse meio tempo o que acabou dificultando minha escrita. De qualquer forma ai está o último capítulo, espero que vocês gostem! Agradeço a todos que acompanharam e que tiveram paciência em esperar os capítulos! Até a próxima. ;*
Squad
24 de novembro
07:55 a.m.
"O que você precisa? Dinheiro? Helicóptero?" Elliot perguntou com o coração na boca. Saber que Emma estava nas mãos de Anne era pior que saber que Thomas a tinha sequestrado.
"Não... eu quero sua Liv. Em troca da bebê, quero que você me entregue a Olivia!" - ela soltou de forma direta, ao perceber que Elliot estava estático, continuou - "Daqui duas horas eu ligo novamente para saber sua resposta!" completou Anne, desligando o telefone em seguida.
Elliot estava paralisado. Ainda tremendo colocou o celular na mesa. Não conseguia raciocinar. Escolher entre Emma e Olivia, isso era insano. Anne era completamente louca, faria qualquer coisa para conseguir o que queria e isso o aterrorizava.
"Quem era? O que foi Elliot?" Cragen perguntou aflito com a expressão do homem a sua frente.
"Era a Anne... ela quer Olivia em troca da Emma..." Elliot disse ainda assimilando a ideia.
"ELA O QUE?" Fin gritou alterado.
"Ok. Isso não vai acontecer, vamos pensar, temos uma equipe, somos experientes, vamos raciocinar!" Amaro disse tentando manter todos focados.
"Ela combinou local? Deu alguma pista? Exigiu algo mais?" Munch perguntou tentando montar a base de uma operação.
"Não... e-ela disse que liga daqui duas horas pra saber minha resposta..." Elliot respondeu ainda aéreo.
"Isso nos dá tempo." Amanda pontuou.
Cragen foi pra sua sala e desde já começou a pedir reforços para montar uma equipe com todos os tipos de profissionais.
"Ela provavelmente vai pedir para não envolver a polícia... essa mulher é sempre muito bem relacionada, sempre cercada de homens, se isso acontecer não posso arriscar a vida de Emma..." Elliot disse irritado com toda agitação na squad.
"Por isso essas duas horas... vamos nos organizar, planejar, reunir ideias, para quando tivermos o endereço, cercarmos o local com policiais a paisana, com tudo armado, sem levantar suspeitas." Fin falou olhando firme nos olhos de Elliot, entendia o desespero que ele estava sentindo, mas não podiam perder tempo nem foco naquele momento.
Hospital
24 de novembro
10:45 a.m.
Olivia havia adormecido novamente após tomar alguns medicamentos.
O médico havia conversado com ela logo cedo, informou o motivo que a levou até o hospital, o procedimento adotado e as precauções. Teria que repousar por no mínimo 20 dias, não fazer esforço e tomar muito cuidado com a higiene, pois por terem sido refeitos o risco de infecção é maior. Ficaria a noite ali, mas se o quadro continuasse estável teria alta no dia seguinte.
Por ela não parar de chorar, por conta de Emma, o médico achou por bem dar um calmante leve para ela descansar um pouco, mesmo contrariada Olivia tomou afinal estava sentindo muita dor.
Phill aproveitou para comer algo enquanto ela descansava.
Mal tinha terminado a refeição e retornado ao quarto o celular tocou, era Elliot.
"Elliot! como estão às buscas por Emma?" Phill já atendeu ansioso por novidades,
"Ela está com Anne e essa vadia quer a Liv em troca... ela está acordada?" Elliot perguntou apreensivo.
"Meu Deus... justo com a Anne, pela história toda essa mulher não tem escrúpulos, é uma psicopata, o que vocês pretendem fazer? Agora a Liv está dormindo, e sinceramente não sei se é bom contar isso à ela!".Phill respondeu cochichando no celular, já estava na porta para sair do quarto quando foi interrompido.
"Contar o que?" Olivia perguntou ainda sonolenta. Havia acordado ao ouvir Phill falar de Emma.
Ele parou por um instante pensando no que falar para Olivia, mas lembrou da última vez que mentiu, o resultado foi trágico.
"Elliot está no telefone... Emma está com Anne." Ele virou com a expressão mais calma que conseguiu no momento e falou.
"C-com Anne... meu Deus, me deixa falar com ele!" Olivia falou sentando, estava nervosa, pegando o celular com pressa.
"Elliot, como a Anne tirou minha filha do Thomas? Como você soube?" ela perguntou quase sem respirar.
"Liv! Ela ligou no meu celular afirmando estar com Emma... vai me retornar daqui a pouco informando um local para encontrá-la." Elliot respondeu ainda alterado.
"Meu Deus... e o que ela quer em troca?" Olivia perguntou estranhando a situação.
"Liv..." Ele ia começar a enrolar quando foi interrompido.
"FALA!" Olivia gritou sem paciência.
"Você." Respondeu Elliot.
Olivia ficou em silêncio por alguns segundos digerindo a história.
"Eu estou indo pra squad agora, se sou eu que Anne quer, ela vai ter, desde que minha filha esteja salva." Ela respondeu desligando o celular na cara de Elliot, sabia que ele tentaria convencê-la do contrário.
"Liv, você ainda não recebeu alta, é melhor você ficar aqui..." Phill disse tentando para Olivia.
"É a minha filha que está nas mãos dessa louca! Chame o médico agora ou eu vou começar a gritar!" ela respondeu nervosa.
"Liv, por favor..." Phill continuou ponderando.
"AJUDA! MÉDICO! ALGUÉM CHAMA UM MÉDICO!" ela começou a gritar apertando o botão que solicita os enfermeiros.
"LIV! PARE!" Phill gritou, perdendo o controle pela primeira vez.
Antes de Olivia retrucar, o quarto foi tomado por enfermeiros e o solicitado médico.
"Eu preciso que o senhor me dê alta agora, tenho que resolver algo urgente." Olivia disse séria.
"Olivia, não podemos dar alta à você nesse estado..." respondeu o médico não entendendo direito a situação.
"É a vida da minha filha que está em risco, eu sou policial, preciso sair daqui agora, ou o doutor me dá alta, ou eu assino os papéis da responsabilidade e deixarei o hospital!" falou Olivia decidida, estava nervosa demais para discutir isso.
"Realmente não posso conceder sua alta, você ainda não está apta a sair, mas como você sabe, não posso impedi-la. Saiba que o risco que a senhora está correndo é grande, você acabou de passar por uma cirurgia há poucas semanas, refazer seus pontos, o risco de infecção e hemorragia interna são muitos. Ainda assim você quer sair?" o médico explicou a situação e perguntou novamente por precaução.
"Eu sei de todos os riscos, mesmo assim quero sair." Ela respondeu seca.
"Vou providenciar os papéis, cuide-se Olivia, cuide-se!" o médico respondeu preocupado com a decisão da paciente, mas era obrigado a aceitar.
Logo o quarto estava vazio novamente.
"Pega minha roupa, preciso me vestir." Ela pediu ao Phill.
"Você sabe que eu sou contra tudo isso certo?" ele disse sério se aproximando dela.
"Ninguém vai me impedir de salvar minha filha!" ela respondeu no mesmo tom o encarando.
Mantiveram os olhares por alguns instantes, até que Phill, mesmo contrariado, pegou a roupa limpa de Olivia que ele havia levado no dia anterior.
Ele tentou ajudá-la, mas foi rapidamente impedido.
Logo um enfermeiro entregou os papéis a Olivia, que assinou sem pensar duas vezes.
Phill logo a levou até a squad. A cadeira de rodas era necessária para Olivia não fazer muito esforço, sabia de suas limitações.
Squad
24 de novembro
10:31 a.m.
Assim que Olivia desligou o celular na cara de Elliot, ele tentou retornar várias vezes, sem obter êxito.
A squad já estava lotada de detetives, psicólogos, especialistas, quando Anne ligou novamente.
"E então Ell, o que decidiu?" Anne perguntou ao perceber que ele havia atendido.
"Vamos fazer a troca." Ele disse seco.
"Muito corajoso da sua parte trocar a mulher que ama, pela pequena Emma." Ela disse surpresa.
"Fala logo o local." Ele gritou impaciente.
"Vá com calma meu amor. Antes quero sua palavra de que não haverá polícia alguma envolvida! Quero apenas você e Olivia no local." Ela disse já presumindo o envolvimento de toda a equipe deles.
"Qual a minha garantia de que você não estará cercada de homens. Não posso dar minha palavra sem a sua." Ele respondeu tentando manter a calma.
"Estarei apenas eu, Emma e mais um homem, está bom pra você? Dois contra dois." Respondeu Anne.
"Tudo bem, você tem a minha palavra." Afirmou Elliot.
"Ótimo. Vou mandar o endereço por mensagem de texto. Encontro você lá em uma hora. Sem polícia e desarmado. Caso contrário acabo com a vida da pequena Emma." Anne completou satisfeita, desligando o telefone.
Elliot estava tremendo de raiva, assim que desligou subiu correndo, precisava descontar em algo o ódio que estava sentindo e ficar um pouco sozinho antes de encarar Anne novamente.
Deixou o celular com Cragen para que ele pegasse o endereço e organizasse a equipe toda.
Huang chegou a subir para tentar conversar com Elliot, mas desceu sem obter sucesso.
Assim que todos tinham saído para se posicionar antes que Anne chegasse, Olivia chegou com Phill.
"Vamos?" ela disse séria fazendo todos que ficaram na squad a encarar.
"Liv! Você não devia estar no hospital?" Cragen perguntou assustado com a presença dela ali.
"Anne me quer em troca da minha filha, aqui estou eu." Ela respondeu mantendo o tom de voz firme.
"Liv, nós conseguimos uma agente semelhante a você, ela vai no seu lugar, temos toda uma equipe preparada. Vamos recuperar Emma e prender Anne." Huang informou tentando acalmá-la.
"Pode dispensar essa mulher. Eu vou! Não colocarei a vida da minha filha em risco por isso! Conheço muito bem aquela mulher, ela não pensaria duas vezes antes de matar Emma. Ela vai perceber essa armação, isso é óbvio!" - falou Olivia já alterada - "E não tentem me impedir!" completou com a voz alta, tentando levantar da cadeira de rodas.
"Não adianta, ela não vai abrir mão de salvar a própria filha. Estarei lá para protegê-la." Elliot disse à Cragen percebendo a convicção de Olivia, a conhecia muito bem para saber que ela não desistiria disso por nada nesse mundo.
"Coloquem a escuta nela." Cragen disse sério, finalizando os fios de sua escuta.
Em questão de minutos Olivia e Elliot já estavam preparados. Seguiram para o carro em silêncio.
Cragen e Huang foram atrás, preferiram pegar um caminho diferente caso Anne estivesse seguindo ou observando os dois.
Durante o caminho Elliot e Olivia não trocaram uma só palavra. Estavam nervosos, muitos sentimentos misturados, muitas lembranças. Só eles sabiam o inferno pelo qual passaram com Anne. Não era necessário falar sobre, ou tentar externar o que estavam sentindo naquele momento, ambos se conheciam mais do que qualquer outra pessoa naquela cidade e só o silêncio continha mil palavras.
Ao chegarem ao local indicado, exalaram um pesar na respiração, olharam por alguns minutos um nos olhos do outro e saíram do carro.
O local estava vazio. Era um posto de gasolina abandonado.
Olivia insistiu em não usar a cadeira de rodas. Não queria demonstrar sua vulnerabilidade.
"Estamos dentro do horário." Elliot disse depois de alguns minutos, estranhando a situação.
Mal acabou de falar um telefone público do outro lado do posto começou a tocar.
Elliot sem dizer nada correu para atender.
"Um carro vai parar ao lado do seu. Entrem, é meu segurança. Ele estará sozinho e trará você até mim." Disse Anne sendo o mais direta possível.
"Esse não foi o combinado." Ele retrucou nervoso.
"Vocês querem a Emma e ela está comigo. Ou seguem o roteiro ou digam adeus a vida dela." Ela respondeu seca. Parecia irritada.
"E o que me garante que você está realmente com ela?" Elliot perguntou precisando ter certeza da vida da pequena.
Pelo telefone ele escutou um barulho semelhante a um tapa e um choro alto de bebê.
"Ouviu? Aguardo vocês." Anne completou desligando o telefone em seguida.
"FILHA DA PUTA!" Elliot gritou ao ouvi-la bater em Emma, quebrando o telefone ao jogá-lo com força.
"Elliot o que aconteceu?" Cragen perguntou preocupado na escuta.
"Ela mudou os planos, vamos para outro lugar." Ele respondeu com a voz travada de raiva.
"Merda!" Cragen gritou informando a todos da equipe. Teriam que mobilizar tudo novamente, com o cuidado dobrado para que Anne não percebesse.
Enquanto caminhava de volta até Olivia, Elliot respirou fundo várias vezes tentando não transparecer o que estava sentindo. Não contaria sobre o choro de Emma para ela. Não naquele momento.
Apartamento de Thomas
24 de novembro
06:40 a.m.
Anne estava observando Thomas há vários dias. Sabia onde estava morando, o andar, o número, já tinha inclusive uma chave reserva do quarto. Dias atrás enquanto Thomas estava seguindo Olivia, ela havia chamado um chaveiro dizendo ter perdido a chave do apartamento.
Ao vê-lo chegar com Emma no colo na noite anterior sabia que finalmente era hora de agir.
O dia mal amanheceu e ela, por conta própria, subiu.
Estava armada. Thomas ainda dormia. Emma estava ao lado dele na cama, também dormindo.
"Uma pena tirar a vida de um homem tão gostoso como você Thomas." Ela disse sussurrando.
Thomas não teve sequer chance de se defender. O tiro foi certeiro, no meio da testa.
Por conta do silenciador, nada foi ouvido. Anne pegou Emma com cuidado e saiu do apartamento como se nada tivesse acontecido.
Posto de gasolina
24 de novembro
11:45 a.m.
Quando enfim Elliot chegou ao lado de Olivia, um carro estacionou.
"Vamos para outro lugar." ele disse a Olivia abrindo a porta de trás do carro.
Checou se só tinha um homem de fato, entrou antes para que ele não fugisse com Olivia sozinha no carro, ajudando-a em seguida a entrar.
Cragen gritou na escuta para ele esperar, mas Elliot ignorou, não podia dar sinais de que a polícia estava de fato envolvida.
O segurança não disse nada, apenas ligou o carro e seguiu.
Elliot segurou as mãos de Olivia ao perceber que ela estava tremendo. Ela tentou evitar o toque, mas naquele momento o desespero era tanto que preferiu o apoio.
Foram quarenta minutos de estrada. Mil coisas passavam na cabeça dos dois. Quando enfim chegaram, antes de entrar no local, o segurança os parou.
"Preciso checar se vocês não estão armados." Ele disse com a voz grossa.
"Pode checar, não estamos." Olivia disse seca.
Depois de revistá-los o homem deu passagem aos dois.
O local era uma fábrica antiga. Não sabiam ao certo em que ponto da cidade estavam, pois o homem havia dado várias voltas.
"Elliot, Olivia, tentem enrolar antes de entrar, não chegamos ainda, teremos que ter muito cuidado para que ninguém note a nossa presença." Cragen disse na escuta preocupado por não tê-los em vista.
Elliot ignorou, congelou ao ouvir o choro de Emma, e correu para dentro da construção.
Olivia esqueceu a dor que estava sentindo nos pontos, era tanta adrenalina que nada mais importava além de sua filha. Correu junto a Elliot até avistar Anne com a pequena em seu colo.
"Fiquem onde estão!" ela disse apontando uma arma ao vê-los se aproximando.
Olivia correu mais um pouco por impulso.
"EU MANDEI PARAR!" Anne gritou alterada quase derrubando Emma.
"CUIDADO!" Olivia gritou desesperada por ver sua filha no colo de Anne.
Elliot a puxou com cuidado. Entendia o desespero, pois também estava sentindo o mesmo, mas também sabia que Anne era instável e qualquer coisa poderia fazê-la mudar de ideia.
"Antes de eu entregar esse ser irritante que chora o tempo todo, vamos conversar um pouco. Senti saudade de vocês!" Anne disse mudando de humor. Colocou Emma no carrinho e sentou em uma cadeira próxima.
"Para que prolongar isso?" Olivia perguntou irritada.
"Controle-se Olivia, você ainda não aprendeu a se comportar?" falou Anne sorrindo com a instabilidade dos dois a sua frente.
"Você quer uma troca e é isso que viemos fazer." Ela respondeu séria.
"Pois saiba que o lugar para onde você vai, uma coisinha que você faz e que não devia, é muito sangue e às vezes até morte." Falou Anne se divertindo com a situação. "Mas isso não vem ao caso agora, quero saber como vocês estão? Elliot continuou o trabalho que começou no começo do ano?! Naquele dia ele foi muito egoísta e gozou sozinho em você... continua egoísta assim?" Anne perguntou empolgada.
"CALA A BOCA!" Elliot gritou cego de raiva. Já não bastava todo o trauma, Olivia não merecia ouvir esse tipo de pergunta.
"Pelo visto continua o mesmo Elliot de sempre! Não importa, o que você não deu de prazer a ela, eu dei e meus quatro homens terminaram o serviço." Completou Anne com o sorriso malicioso.
Cragen e Huang ao ouvirem Anne falando sobre o sequestro, apenas se entreolharam. Mesmo nunca tendo entendido ou ouvido de Elliot e Olivia o que havia acontecido durante o sequestro, sabia que havia sido muito ruim.
"PARA!" Olivia gritou começando a perder o controle.
Elliot percebeu pelo modo como Olivia fechava as mãos e vidrava o olhar no vazio que ela estava tentando evitar uma crise.
"Não viemos aqui para conversar, eu trouxe Olivia como o combinado e você trouxe a Emma. É só trocarmos de lugar e cada um segue o seu rumo." Elliot disse com o olhar frio, tentando não transparecer o nervosismo que estava sentindo. Queria evitar que a conversa se estendesse.
"NÃO! AINDA NÃO CONSEGUIMOS MONTAR NADA PARA RESGATAR OLIVIA" Cragen gritou na escuta preocupado por não ter uma equipe preparada no local para resgatá-la após a troca.
"Meu convidado especial ainda não chegou." Anne respondeu ficando em pé.
"Convidado? Isso não estava no acordo!" falou Elliot exaltado.
"E desde quando eu cumpro acordos com você Ell?" ela respondeu de forma debochada.
"Filha da puta!" Elliot gritou ao ver Gabriel entrar com mais dois homens armados.
Olivia deu um passo para trás instintivamente ao ver Gabriel.
"Finalmente Gabriel. Achei que tinha desistido de recuperar seu dinheiro." Anne disse com um sorriso no rosto.
"Por que você matou Thomas? Ele foi um dos melhores profissionais com quem eu trabalhei."
"Foi necessário para que isso desse certo." Ela respondeu não entendendo o ponto que Gabriel queria chegar.
"Isso deu errado meses atrás Anne, essa policial já é mercadoria estragada, isso graças a você e seu desejo por vingança." Ele disse com a voz calma, a expressão séria, se aproximando de Anne.
"Ela está viva, bem, e com a mesma personalidade, o que mais você quer? Eu a ofereci no lugar do investimento e da fuga da prisão na qual você me ajudou, matei muitas pessoas, envolvi outras muitas para consegui-la de volta, como forma de ficarmos quites, mas se ela não te interessa mais o que estamos fazendo aqui? Posso devolver seu dinheiro, ou suprir o que você perdeu, mas isso podemos resolver no banco." Anne começou a falar séria, mudando completamente sua atitude.
Elliot e Olivia apenas observavam a conversa dos dois.
"Vim buscar minha encomenda." Ele respondeu seco.
"Não entendo Gabriel, uma hora você quer, outra hora você não quer. Aqui está Olivia, pode levá-la, se mudar de ideia é só mata-la e ponto final." Ela respondeu completamente confusa com o que Gabriel estava falando.
"Ela não é minha encomenda, você é!" ele respondeu não dando tempo de reação à Anne. A agarrou por trás pelos cabelos, mantendo uma arma apontada para sua cabeça.
"M- ME SOLTA! Vamos conversar Gabriel" Anne começou a gaguejar, estava em pânico.
Pela primeira vez na vida Olivia e Elliot viram Anne com medo. Ela transbordava medo pelo olhar.
"Não sei como eu não havia pensado nisso na época em que descartamos a policial. Você é uma mulher bonita, tem a personalidade complicada como a outra, do jeito que os meus clientes gostam de domar." Ele disse com um sorriso nojento no rosto.
"Gabriel por favor, vamos conversar, podemos resolver isso de outra forma, você sabe como eu sou conhecida, bem relacionada, podemos trabalhar juntos, conseguiria muitas mulheres do jeito que você gosta de negociar." Anne tentou racionalizar, sabia o inferno que essas mulheres passavam nas mãos dos clientes de Gabriel, já havia visto de perto.
"Nada que você disser me fará mudar de ideia Anne. Você já está vendida e será entregue assim que sairmos daqui. Agora fica quieta, pois sua voz já me irritou." Gabriel falou com o olhar vidrado. A frieza com que ele falava sobre traficar pessoas, como se todas não passassem de meros objetos, deixavam Elliot e Olivia horrorizados. Ele era uma versão piorada de Anne.
"NÃO! GABRIEL NÃO, POR FAVOR! EU IM..." Anne começou a gritar histérica, mas não teve tempo de continuar, Gabriel chutou os joelhos dela por trás a fazendo ajoelhar, um dos homens dele deu um tapa forte na cara dela e algemaram as mãos.
"Levante!" Gabriel ordenou com a voz grossa, mas Anne estava chorando demais para fazer qualquer coisa.
"Eu mandei levantar." Ele disse a erguendo pelos cabelos, fazendo-a gritar.
"Por favor..." ela ainda tentava convencê-lo a mudar de ideia.
"Sorte de vocês eu ter crescido sem um pai e uma mãe." Gabriel disse olhando para Elliot e Olivia, chutando com força o carrinho que Emma estava na direção deles.
Olivia correu para a filha que não parava de chorar, a pegando no colo.
"Vamos." Gabriel ordenou puxando Anne pelos braços, sendo seguido por seus homens.
"NÃOOOOOO! ELLIOT... OLIVIA... VOCÊS SÃO POLICIAIS, NÃO PODEM DEIXAR ISSO ACONTECER. SOCORRO" Anne gritava com todas suas forças, conforme iam saindo a voz ia ficando distante, até que parou.
Elliot e Olivia ainda estavam em choque com tudo que viram e ouviram, o sentimento era controverso, ao mesmo tempo que odiavam Anne por tudo que havia feito à eles e à Emma, o instinto policial de salvá-la ainda existia, mas naquela situação não havia o que ser feito, ambos estavam desarmados, ao contrário de Gabriel.
Cragen e Huang ouviram tudo, a equipe tentou pegar Gabriel com Anne, mas eles foram muito rápidos e sumiram antes mesmo que a policia conseguisse entrar na fábrica.
Assim que o perigo passou, Elliot olhou para Olivia e os dois começaram a chorar e rir ao mesmo tempo. A sensação de alivio, saber que não tinha mais de quem fugir ou de quem temer.
Conforme as risadas foram cessando, Elliot se aproximou e a abraçou, Emma já estava calma no colo de Olivia, o que apenas colaborou para que os dois ficassem assim por longos minutos, em silêncio.
Logo o local estava cheio de policiais. Cragen e toda a equipe foram ao encontro de Elliot, Olivia e Emma.
"Acabou!" Cragen disse com um sorriso no rosto.
"Acabou!" Elliot e Olivia falaram juntos e sorriram.
Ficaram ali conversando um pouco, todos estavam com a sensação de alívio, mesmo sabendo a forma como tudo terminou, tinham a sensação de dever cumprido.
"Liv, eu deixo você do apartamento do Phill, vamos." Elliot disse quando já estavam na squad.
"Vamos para a sua casa." Ela disse com um sorriso tímido no rosto.
"Liv..." Elliot ficou surpreso com a atitude de Olivia, ainda pensava que ela estava chateada com ele, que assim que a emoção do momento passasse, ela ainda estaria brava com ele.
"Eu lembrei de tudo Ell... sei que você não teve culpa de nada, sei de todas minhas limitações, sei que tenho um longo período de terapia a percorrer, mas quero fazer isso ao seu lado, com você. Se você concordar é claro." Ela disse com a voz calma, olhando nos olhos de Elliot.
"Se eu concordar?" ele disse em seguida se aproximando, chegando bem próximo aos lábios dela "Eu amo você Olivia." Sussurrou antes de tomá-la em um beijo calmo.
Olivia correspondeu ao beijo, mas o encerrou rapidamente.
"Vamos para casa." Ela disse com um sorriso no rosto.
Casa de Elliot
24 de novembro
3:30 p.m.
Antes de sair da squad prometeram fazer um jantar para todos os amigos assim que estivesse tudo arrumado na casa dos dois. Afinal o fim de uma fase tão absurda, todos saírem vivos, é algo a se comemorar.
Ao chegarem em casa, colocaram Emma no berço, estava dormindo como um anjo. Apesar de precisar de um banho, não a acordariam por enquanto. Ela merecia descansar depois de todo o estresse do sequestro.
Olivia estava sentindo um pouco de dor nos pontos, então preferiu deitar um pouco também, Elliot a acompanhou e deitou ao seu lado.
"Obrigada Liv." Elliot soltou com um brilho no olhar incomparável.
"Obrigada pelo que Ell?" ela perguntou sem entender.
"Por resistir... lutar... sobreviver... estar aqui agora. Não consigo imaginar minha vida mais um segundo sequer sem você Liv. Eu te amo, sempre te amei e sempre vou te amar. Você é a mulher da minha vida, aquela com quem vou envelhecer ao lado, aquela que vou acordar todo dia ao lado e ainda achar que estou sonhando." Ele disse passando a mão de leve no rosto de Olivia.
Ao ouvir aquilo os olhos de Olivia se encheram de lágrimas, todo o amor que ela guardou por anos, todo o inferno que passaram juntos, ouvir de Elliot que ele sentia o mesmo a fez transbordar de alegria, amor, todos os sentimentos bons existentes no vocabulário.
"Eu te amo Elliot, sei que eu serei a mulher mais feliz do mundo estando com você e tenho certeza que minha filha também será..." ela começou a falar emocionada, mas foi interrompida.
"Nossa filha Liv, ela é minha filha também! Independente do passado, de testes de DNA, ela já é minha filha." Ele completou com a voz firme, demonstrando toda a certeza que carregava dentro de si.
Antes mesmo de Elliot terminar Olivia o beijou. Seus lábios, suas línguas, suas almas, o beijo foi uma forma desesperada de se tornarem um só. Elliot passou suas mãos por trás da cabeça de Olivia segurando levemente os cabelos dela.
O beijo antes calmo, já estava fora de controle, era como se eles estivessem esperado a vida toda por esse beijo, por esse momento.
Quando as coisas estavam começando a esquentar, ouviram Emma chorar.
"Temos uma filha para cuidar" Elliot disse sorrindo ainda com a respiração irregular.
Ele foi busca-la no berço, e logo que a pegou no colo, a pequena parou de chorar.
Colocou Emma com cuidado na cama entre os dois, e entre mimos e carinho a pequena dormiu.
Aos poucos Elliot e Olivia também foram apagando, ambos com a mão sob Emma.
"Por pior que tenha sido a tempestade, por mais difícil que tenha sido encarar seus medos, por mais complicada que seja a vida, se há amor, ainda há pelo que lutar, então feche os olhos e vá. Lute com todas as suas forças, você tem a melhor arma ao seu lado."
FIM
