Rurouni Kenshin não me pertence! Nyahhh o capítulo mais difícil até agora. Espero que gostem, pois é focado em Aoshi e Misao e tem umas coisas picantes kkkkkkk Nenhuma música me pertence, e nenhuma referencia pop de música, serie, filme etc... Eu preciso postar e parar de mudar as coisas, depois eu volto pra dar uma editada básica!
Desculpe se eu decepcionei vocês fãs de Aoshi&Misao. Eu tentei...Lica espero que vc goste, sem você esse cap não seria possivel!
"Koi no Yokan"
Parte 18
Por Chibis
Kaoru ainda estava emburrada com Hiko e Yahiko, e fazia bico.
Ela mal conseguia acreditar nos dois escondidos atrás de uma das pilastras do estacionamento, rindo histericamente, enquanto tentava decifrar a Ferrari como se o automóvel fosse uma nave espacial.
...Esse carro saiu de um filme de ficção cientifica...
Frustrada, Kaoru apertou todos os botões de uma vez só. "Esse troço é um OVNI!"
"Ok Dana Scully, passa pra cá esse controle antes que seja realmente abduzida!" Hiko decidiu acabar com a pequena tortura. Estava divertido, mas ele tinha uma missão a cumprir: Casar o sobrinho idiota.
Pelo menos o carro de Hiko, que fazia barulho de carro de formula 1, voava pelas ruas do centro de Tóquio como uma nave.
Yahiko espremido no, inexistente, banco de trás tinha um sorriso que ia de orelha a orelha. Pra quem estava dormindo praticamente no lixo até algumas horas atrás. Ele estava curtindo e muito a vida nova. E essa sensação de estar dentro de um veiculo que chamava a atenção de 8 entre 10 pessoas na rua.
"Algumas pessoas vão precisar de um ortopedista por causa da torcicolo." Yahiko riu.
"Que coisa mais narcisista. Isso não é um carro! É um imã de mulher... avulsa..." Kaoru cruzou os braços emburrada.
Realmente, grande parte da população feminina ficava "agitada" quando via um carro desses se aproximando. "Kenshin que não me invente de comprar uma nave dessas ou eu..."
Hiko escutou o comentário e riu. "Kenshin nunca gostou de chamar atenção. Ele não gosta nem daquela Mercedez velha dele. Só comprou porque eu o convenci... O idiota acabaria sequestrado de tanto depender de táxi..."
"Mercedez velha?" Kaoru engasgou com a própria saliva. O carro de Kenshin era maravilhoso e valia uma fortuna. Como Hiko podia chamar de carro velho?
...E eu aqui não tenho nem um carro popular, já que Enishi queimou meu velho pangaré...
Hiko parou de repente no meio da rua. Sim, ele simplesmente parou, sem se importar em manobrar. O pior é que os outros carros que estavam atrás nem começaram a buzinar.
Todo mundo que o ultrapassava ficava de queixo caído.
...Wow...Olha que máquina...Wow, deve ter saído do salão do automóvel...
"Eu já volto!" O tio de Kenshin desceu do carro, deixando Kaoru e Yahiko lá dentro sem entender nada do que estava se passando.
"Senhor Hiko, é proibido estacionar aqui!" Kaoru desceu o vidro do carro.
"Meu Deus, Kamiya como você é certinha! Pior que o Kenshin!" Hiko rolou os olhos.
Depois a ignorou, atravessou a rua rapidamente, e foi para um estabelecimento na esquina. Os carros continuavam a passar, e as pessoas olhando para o carro de Hiko e comentando elogios.
"Hei! Essa belezura deve ter um sistema de áudio incrível. Feiosa, liga o rádio!" Yahiko se espremeu entre os bancos para alcançar o aparelho de som. "Du Hast" começou a tocar em um volume bem alto.
"Feiosa? Pivete boca suja!Eu vou contar pra todo mundo que você saiu na rua de pijama!" Kaoru mostrou a língua pra ele, demonstrando muita maturidade, na verdade nem dava pra perceber que era um pijama. Estava mais para conjunto de moletom surrado.
"Wow! Essa música é muito louca. Eles estão cantando em que? Alemão?" Yahiko parecia feliz demais.
Nem parecia a mesma criança que Kaoru e Kenshin resgataram dos escombros.
"Deve ser. Hiko acabou de voltar da Alemanha..."
"Hei Yahiko, você não estava bêbado até meia hora atrás?" A ex shihandai não conseguia acreditar na recuperação miraculosa de Yahiko Miyojin. "A gente tem muito que conversar, sabia?"
"Eu sei...Sua chata ! Primeiro você se casa com o ruivo, depois a gente conversa! Nem consigo acreditar. Feia do jeito que é, conseguiu alguém para se casar...Kenshin sabe que você não consegue cozinhar nem miojo sem botar fogo na casa?" Yahiko mostrou a língua pra ela.
O menino sabia que eles tinham muitas coisas para acertar, Yahiko andou fazendo muitas coisas erradas em Shitamachi. E ele teria que responder por isso...
Mas esse novo começo, ao lado de Kaoru e Kenshin parecia tão promissor.
Yahiko tinha tantas perguntar para fazer...
Onde viveria? Voltaria para Shitamachi? Ou moraria no apartamento de Kenshin? Qual escola frequentaria? E o dojo?
E...
"É verdade que você está grávida?" Yahiko não sabia como reagir em relação a essa noticia.
Kaoru grávida, era ...estranho... Ele não conseguia visualizar essa situação. Kaoru era uma irmã mais velha. Na visão de Yahiko ela não era adulta pra isso...
"Sim! No comecinho... Nem dá pra perceber ainda!" Kaoru abriu um grande sorriso.
Ela não teve muito tempo para ficar sozinha e refletir sobre a maternidade, mas a verdade é que tinha sim um bebezinho de Kenshin se desenvolvendo dentro dela, e isso a deixava muito feliz.
"Tsc... Pobre criança..." Yahiko disse isso, mas no fundo ele sabia que o filho, ou filha, de Kaoru seria uma criança realmente sortuda.
"HEI! Pivete!" Kaoru deu um tapa na cabeça do menino.
Yahiko riu mais um pouco.
Depois os dois ficaram em silêncio esperando Hiko voltar. Escutando o rock maluco alemão do tio de Kenshin, e refletindo sobre essas revelações e mudanças.
"Err..." Kaoru estava ficando sem graça dentro desse negocio vermelho e chamativo.
...Esse povo está achando que eu sou uma "Maria Gasolina"...
Hiko entrou no carro novamente, assumiu seu posto como motorista e entregou um belíssimo buquê para Kaoru. "Pronto, resolvido! Agora vamos!"
Kaoru piscou várias vezes. "O que?"
"Noiva precisa de flor, não é?" O empresário colocou o cinto de segurança.
"Segurem-se!" O tio de Kenshin voou literalmente com sua Ferrari 458 vermelha.
A próxima escala, o cartório de Shiba.
... Só mais uns dez minutos...
"Oh...Hiko-san!" Kaoru estava emocionada. Tanto pela velocidade que o homem corria pelas ruas de Tóquio, quanto pelo lindo buquê de lírios brancos casablanca e frésias cor de rosa, presas em um cetim grosso de cor pink, em seu colo. "Domo arigato!"
"Não é nada..." Hiko Seijuro era um romântico no final das contas.
... É sim. Significa muito!...
Kaoru cheirou as flores e sorriu.
^^x
Misao não previa que as coisas fossem ficar assim.
Ela não previa todos aqueles olhares.
Aquela ardência.
Seu pequeno probleminha com Aoshi tinha virado algum tipo de jogo. E a sala de reuniões apertada demais para tentar uma escapatória maluca.
Ela saiu de casa de manhã querendo transparecer maturidade.
E agora tinha que lidar com isso.
"Quero conversar com você." Ele tentou novamente, baixinho só pra Misao escutar, tocando o braço dela, bem no local que foi fraturado há pouco tempo e que ainda estava sensível...
"E eu quero uma injeção na testa." Ela respondeu prontamente, um pouco estremecida com o toque na pele sensível.
"Vou até o seu apartamento essa noite." Aoshi chegou tão perto do ouvido de Misao pra dizer isso.
"Bom saber. Assim já vou carrego a calibre 12 do meu pai e te espero na porta!" Misao sussurrou brava.
Mesmo assim não deixou de se arrepiar inteirinha com a risada maliciosa que Aoshi soltou bem perto do seu ouvido.
"Você ganhou Misao... Por enquanto!"
O advogado deu alguns passos.
Misao viu uma brecha para poder respirar.
... Filho da mãe. Ele está gostando disso. Gostando de me ver assim...
...Meu tiro saiu pela culatra...
Misao se inclinou na pessoa ao lado. Colocando uma mão no ombro de Soujiro, tentando recuperar sua calma.
...Está calor aqui! Por que raios eu inventei de vestir essa roupa? E essa meia calça? Minhas pernas estão suadas ...
"Makimachi..." Seta Soujiro tomou sua atenção .
"OI!" Misao disse mais alto do que pretendia.
Era meio difícil para Misao se concentrar no que o colega de trabalho estava dizendo. E o pobre estava a um tempo tentando desenvolver uma conversa. "Himura disse que trabalharemos em parceria a partir de agora!"
Misao olhou brevemente para Aoshi, a resposta foi surpreendente, existia uma chama ardendo bem fundo na íris glacial do advogado.
O casal namorou pouco mais de dois meses, as coisas nunca se aprofundaram muito e Aoshi nunca se abriu realmente com ela, mas Misao podia afirmar com franqueza que nunca tinha reparado em uma expressão tão "passional" no rosto dele.
A jovem disfarçou rapidamente, focando em Soujiro e apenas em Soujiro. "Ah sim Seta-san..."
"E então?"
"Ah..." Misao sorriu um pouco envergonhada por se sentir tão dispersa. "Fico feliz... Se forem esses os planos de Kenshin ficarei realmente feliz. Eu não tenho ideia do que ele está planejando, geralmente eu sou a pessoa que organizada tudo e Himura está cheio de segredos..."
Misao se virou totalmente para Soujiro, esquecendo um pouco de Aoshi que tinha se sentado em uma cadeira bem ao seu lado e agora relia alguns documentos.
"Você vai continuar trabalhando na Ryuu Sen depois da formatura? Aposto que grandes corporações estejam te disputando..." Misao perguntou.
Soujiro era jovem e promissor. Ele era considerado um gênio da computação, e estava prestes a ser formar em uma das melhores faculdades de tecnologia do Japão.
Misao e Soujiro não conviviam muito, pois Soujiro trabalhava em outro andar, mas os elogios a respeito da competência do rapaz percorriam os corredores da empresa com frequência.
"Por enquanto... " Soujiro sorriu, mas isso não era novidade, ele vivia sorrindo. "Eu gosto de trabalhar na Ryuu Sen. E o senhor Himura me ajudou com a flexibilidade de horários para me deixar estudar na faculdade. Quero retribuir. E realmente não vejo motivos para sair... Ainda mais agora que vamos trabalhar juntos Misao-chan..."
"Hai...!"
O que Misao poderia dizer?
Trabalhar com Soujiro poderia ser uma experiência interessante e educadora.
...CRACK...
Um ruído de alguma coisa quebrando tomou a atenção de Aoshi e Misao.
O som de plástico duro quebrando.
Aoshi não era de xingar, porém o sempre elegante e contido advogado reclamou dessa vez. "Oh maldição!" A caneta que ele estava manuseando para lá e para cá entre seus dedos, finalmente quebrou no meio, estourando o tubo de tinta, tingindo sua mão de azul escuro.
"Lei de Murphy!" Misao colocou a mão na frente da boca, para conter seu riso. Soujiro fez o mesmo.
Aoshi se levantou rapidamente antes que a tinta manchasse todos seus contratos e a blusa social branca.
"Com licença!" O advogado saiu da sala de reuniões para o lavatório, passando propositalmente entre Misao e Soujiro, fazendo com que os dois se afastassem abruptamente.
Misao ficou vermelha com o comportamento de Aoshi.
...Que grosseria...
Soujiro colocou a mão na nuca. "Estou te perturbando Misao-chan. Eu entendi o recado, melhor me afastar..."
"Hei, não..." Misao estava um pouco perplexa com Aoshi.
O rapaz era uma pessoa franca. Soujiro se aproximou de Misao novamente e cochichou. "Shinomori vai acabar me matando. Ele está emitindo uma energia meio estranha!"
"Você não fez nada demais..." Isso fez com que Misao olhasse diretamente para Soujiro. "Não está me incomodando... E não se sinta intimidado por ele. Aoshi só está sendo mal educado..."
Depois dessa declaração, Misao levantou o rosto bem alto.
O advogado voltou do lavatório, ainda tentando tirar a tinta da mão com um papel toalha. "Com licença!" Ele passou novamente no meio de Misao e Soujiro, premeditadamente.
Soujiro não era de fofoca, mas todo mundo na empresa sabia desse namoro. E ele não era surdo. O rapaz não queria se meter em nenhuma encrenca, mas Misao era uma jovem interessante, e se houvesse uma chance clara...
Por que não?
Mas ele percebeu Misao olhando para o advogado, e mordendo o canto do lábio inferior e batendo o pé no chão impacientemente. A moça claramente tentava demonstrar algo com sua aparência impecável quando por dentro ela estava fervilhando e tentando decifrar o comportamento de Aoshi.
Soujiro observou os olhos dela, azuis esverdeados brilhando com alguma coisa que ela estava pensando.
...Aoshi deve ter escutado aquela música Hot and Cold da Katy Perry muitas vezes, ele é a tradução perfeita da letra...
Misao sorriu com seus próprios pensamentos.
E Soujiro chegou a conclusão.
...Pelo visto não existe chance alguma...
Soujiro se moveu, sentando-se finalmente.
Misao fez o mesmo, pulando uma cadeira para ficar longe de Aoshi.
Como todos assumiram os seus lugares, Himura resolveu agilizar as coisas.
"Minna-san!" Kenshin se curvou formalmente.
"Agradeço a presença de todos… Perdoe-me pelo lugar inusitado longe do nosso escritório, mas o cartório é necessário para a formalização de alguns procedimentos após as assinaturas... Como Tomoe e Akira tem um voo marcado para as 15 horas, não posso mais esperar pelo meu tio Hiko Seijuro..."
Kenshin não estava tão elegante quanto seus funcionários, afinal ele precisou trocar de roupa após o banho no Yahiko, mas também não estava passando vergonha. "Agradeço a elegância de todos, afinal é um dia para se comemorar..."
...Se Kaoru tivesse aceitado a assinatura do casamento nós todos comemoraríamos...
Porém, mesmo com o lado amoroso ficando para depois, esse dia continuava a ser importante para Kenshin.
Seus olhos, hoje suaves como lavanda, passaram por todos os seus amigos.
Tomoe, Akira, Aoshi que conhecia desde os dezesseis anos...
Sanosuke que fazia parte da sua vida há cinco.
E os caçulas, Misao e Soujiro, que em dois anos de convivência se tornaram fundamentais na sua vida...
...Estou feliz...
... É um novo capítulo...
Essas pessoas de confiança, agora serão os responsáveis pela Ryuu Sen.
A empresa foi sua menina de seus olhos durante tantos anos...
...É hora de dizer adeus...
Soujiro apontou para a caixa de papelão que está em cima da mesa e empurrou na direção do ruivo. Foi um favor simples que ele fez para seu chefe, feliz por ser incluso em todas essas mudanças. "Himura-san, espero que os cartões tenham ficado de acordo!"
"Arigato Seta-san!" Kenshin abriu a caixa e sorriu. "Obrigado pela ajuda."
"Quero anunciar que Ryuu Sen está entrando em uma nova direção... " O ruivo entregou um bloco de cartões para Misao, um para Sanosuke e um para Tomoe. "Esses são os cartões dos novos administradores da empresa!"
"Ah?" Misao não entendeu nada.
A moça piscou várias e várias vezes. O seu nome "Misao Makimachi" em um lugar de destaque no cartão profissional.
O sonho de qualquer funcionário, mas... "Como assim Himura?"
Ela olhou rapidamente para Aoshi. O advogado esboçou um sorriso ao ver a reação da Misao.
...O safado está de acordo com isso?...
"Estou pedindo demissão! E passando a empresa para vocês. Tomoe Kiyosato, Sanosuke Sagara e Misao Makimachi. " Kenshin não pestanejou.
"Que?" Sanosuke, Misao e Tomoe disseram ao mesmo tempo.
"Assine aqui e aqui, por favor..." Aoshi apontou os lugares corretos, onde Himura deveria assinar os documentos redigidos.
Kenshin pegou sua caneta, inclinou-se sobre a mesa e assinou vários papeis na sequencia. "A partir de hoje eu não sou mais o chefe! Você serão os novos administradores da agência! Estamos aqui para oficializar a papelada e passar todas as instruções... E claro que estarei por perto para esclarecer as dúvidas. Ajudarei a resolver todos os problemas... Mas esse é meu último dia como responsável pela Agência Ryuu Sen"
"Ficou maluco?" Sanosuke não conseguia acreditar. Kenshin estava saindo da empresa? "POR QUÊ? Seu tio vai te matar!"
"Kenshin, como assim?" Tomoe lia o cartão, e uma copia do documento que Aoshi lhe entregou, e não acreditava. "Que decisão foi essa? Você concorda com isso Aoshi?"
Aoshi assentiu. "A decisão foi dele..."
Kenshin fez sinal para que Soujiro Seta encostasse a porta para lhe dar mais privacidade e pudesse contar tudo que estava acontecendo com ele, Kaoru, o bebê, o dojo, e agora Yahiko Miyogin...
O ruivo começou a se explicar.
"Estamos entre amigos, então irei revelar... A verdade é que Kaoru está grávida. Eu quero cuidar dela e do bebê. E restaurar o dojo da família Kamiya, que Aoshi já conseguiu recuperar."
Kenshin se curvou.
"Estamos todos agradecidos Aoshi..."
Aoshi fez sinal de positivo com a cabeça.
Misao esqueceu da roupa chique e do estilo reservado que estava tentando manter, juntou as mãos e soltou um grito. "OH MEU DEUS! KAORU ESTÁ GRÁVIDA?"
"Que ótima noticia!" Sanosuke bateu a palma da mão na mesa de reunião e se levantou. "Dá-LHE KENSHIN!"
Tomoe olhou para Akira e colocou a mão sobre a boca. "Isso é ótimo!" É claro que ela estava contente pela felicidade do seu grande amigo e de sua ex cunhada e amiga, sempre muito doce e carinhosa. "Oh Kenshin! Parabéns!"
...Quando meu irmão descobrir... Enishi vai enlouquecer ...Ele estava alucinado para que Kaoru engravidasse dele...Quando descobrir que em dois meses Kenshin conseguiu aquilo que ele estava tentando a dois anos...Oh meu Deus...
... Meu irmão, onde quer que você esteja...Fique longe do Japão. Fique longe dessas pessoas! Onegai! Eles não merecem...
"Himura, parabéns!" Akira se curvou brevemente.
"Arigato!" Kenshin fez o mesmo.
Akira então focou em Tomoe.
Dezesseis anos de relacionamento, ele podia ler os pensamentos da sua amada como um livro aberto. Akira olhou para Tomoe, esperando que ela fizesse o mesmo.O homem tentava passar seu apoio e sua confiança na lei com seu olhar.
...A polícia está atrás de Enishi não está? Ele não vai ser louco de aparecer no Japão e causar problemas aqui! ...
O cunhado é desequilibrado, mas não burro.
Kenshin olhou para Tomoe, a mulher ainda espantada com seus próprios pensamentos, com a mão na frente da boca. Akira ao seu lado, com os seus braços ao redor da esposa, passando-lhe confiança.
O ruivo podia adivinhar os pensamentos de Tomoe.
...Enishi...
"Parabéns Himura-san!" Soujiro sorriu.
Soujiro fez com que Kenshin desviasse o olhar.
Sano ia comentar sobre a velocidade supersônica do ruivo e da Tanuki, mas preferiu fazer isso só quando estivesse a sós com Kenshin. "Que ruivo mais rapidinho..."
...E pensar que eu e a Megumi namoramos cinco anos e ainda não aconteceu nada...
"Bem, continuando..." Kenshin se curvou, agradecendo a alegria dos amigos ao saber da sua felicidade. "Para ser bem sincero, estou cansado de trabalhar no escritório. Cheguei a cogitar uma mudança de endereço para um lugar térreo e mais tranquilo, mas no final a rotina continuaria a mesma.
"Estou fazendo isso nos últimos dez anos, e me esgotou. Ryuu Sen cresceu e alcançou respeito e prestigio no setor de propaganda e marketing, está na hora de passar meu legado. Vocês são meus amigos, talentosos e competentes... Deixo agora minha empresa nas suas mãos... Estamos aqui para oficializar toda a documentação. Vocês concordam?"
Tomoe, Sanosuke e Tomoe concordaram, claro. Quem não quer subir de cargo? Assumir uma empresa pronta, organizada e bem sucedida.
"Oh Himura, vai ser estranho não te ver no escritório todos os dias. Como eu vou ficar?" Misao assinou os papeis.
Agora a moça sentiu-se nervosa pelo tamanho da responsabilidade que estava assumindo.
Tomoe tinha tanta experiência quanto Kenshin.
Aoshi permaneceria na retaguarda o tempo todo, e ainda tinha Sanosuke...
Mas Misao não deixou de tremer um pouco nas bases. Ela só tinha vinte anos e muito o que aprender. Era um bebê comparado a eles, mas pelo menos era uma pessoa pratica ágil, cheia de ideias úteis.
"Sua ajuda é fundamental Misao..." Kenshin deu um voto de confiança para alguém tão inexperiente, por saber o potencial que sua ex secretaria tinha em resolver assuntos complicados e estressantes, e sem perder o bom humor e o jogo de cintura.
"Não se preocupe, eu vou orientar seus passos!" Aoshi segurou a mão de Misao, fazendo com que ela finalmente olhasse nos seus olhos.
Misao evitou isso o dia inteiro, mas agora...
Ela deixou o orgulho de lado por alguns segundos... "Arigato!"
Aoshi poderia ser um péssimo namorado, ou péssimo amigo... Mas como advogado era extremamente competente, ninguém podia negar. Um gênio, não é? O outro lado da "dupla dinâmica" da super juíza.
A reunião continuou como previsto, Kenshin passou todas as informações e instruções.
E tinha muita coisa em jogo.
Todo o quadro de funcionários e clientes, a folha de pagamento, os matérias e recursos. Os impostos. O aluguel do andar, afinal Kenshin era o dono do prédio, mas cobraria sim um aluguel simbólico referente ao andar da agência. Era um gesto que demonstrava a confiança que tinha nos seus amigos, que não deixariam sua empresa afundar e arcariam com todas as obrigações.
Ninguém pestanejou contra isso.
...Funcionários... Água, luz, telefone, internet, impostos, licença dos órgãos públicos... Misao leu os papeis, e começou a entender porque Kenshin estava pulando fora.
No final da reunião, Kenshin escutou Misao e Sanosuke comentando que precisavam sair para comemorar.
Sanosuke já estava ligando para Megumi.
Misao e Soujiro pensando nas opções de barzinho para o happy hour. Aoshi observando Misao feito um falcão.
E Tomoe e Akira trocando um beijo ligeiro no fundo da sala, afinal eles eram recém-casados. E agora cheios de boas noticias para carregar na bagagem da lua de mel.
E Kenshin se sentiu livre.
Ele não via a hora de ir para casa, reencontrar sua Tanuki. Fazer um milhão de planos para novo dojo e para a casa nova que construiria para sua família, para o quarto do bebê... E decidir o que fazer com o seu apartamento...
... Adeus Ryuu Sen...
^^X
Kenshin caminhou para a saída da sala de reuniões. Ele já estava alcançando a chave do carro dentro do bolso, quando escutou uma comoção vinda do corredor.
"É essa sala! Eu preciso achar a sala! Qual a sala?!" "Busu, essa é a única sala!" "Hei hei, o Senhor não pode estacionar o veiculo em cima da calçada!" "Me processe...Estou no meio de uma emergência aqui minha senhora!"
Kenshin e Kaoru colocaram a mão na maçaneta ao mesmo tempo, e abriram a porta ao mesmo tempo.
Kaoru no corredor, Kenshin na sala de reuniões.
Brilhantes olhos azuis encontraram surpresos olhos ametistas.
"Ka..Kaoru-dono?" O ruivo mal podia acreditar. "O que está fazendo aqui?"
"Ken...shin..."Kaoru respirou fundo.
Emocionada, ela soltou o ar pela boca algumas vezes, tentando reencontrar a voz para começar seu pequeno discurso.
Kaoru estava ensaiando dentro da cabeça nos últimos minutos, mas agora... "Ufa!"
"Eu te amo..." Lágrimas escorreram de seus olhos. Não tinha discurso, essa era sua verdade. O que ela sentia por Kenshin traduzia cada letra dessa frase.
O sorriso que ela deu para Kenshin nesse momento poderia iluminar o mundo e acabar com as guerras no oriente médio. Sincero, amoroso, cheio de sentimento.
""BAKAA! Eu quero ficar com você pra sempre!" Kaoru abriu os dois braços e se jogou em cima de Kenshin, literalmente.
Os dois foram parar no chão.
"ORORORORO!" Kenshin foi parar no chão da sala de reuniões com Kaoru em cima dele, beijando todo seu rosto.
Vencido, o ruivo abriu os braços, e se deitou no chão. Deixando sua noiva demonstrasse todo amor que quisesse demonstrar. Afinal o casal estava entre amigos, e mesmo que não estivessem...
Quem fugiria ou negaria uma loucura de amor dessas?
Jogada em cima de Kenshin, Kaoru continuava a beijar o ruivo. "Me...desculpe...por...ter...demorado...tanto!" Cada palavra era um beijo. Bochecha, nariz, olhos, queixo, boca. Um estalo atrás do outro. Ela fazia som de "smack" de propósito com os lábios.
"Quantos beijos!" Misao e Soujiro se olharam e concordaram, vermelhos.
Kaoru não costumava ser assim, não na frente de todo mundo.
"Uhuuu! Vai lá Jou-chan!" Sanosuke incentivou.
"Meu Deus, quem deixou essa louca fugir do hospício?!" Quem falou isso foi o garoto de onze anos, Yahiko Miyogin, de pijama e chinelo no meio cartório. Sano e Misao olharam para o menino com cara de "quem é o pivete?"
"Eu tinha um cachorro que fazia isso toda vez que voltava pra casa!" Hiko Seijuro tinha chegado finalmente a sala de reuniões. Carregando o buque de flores que Kaoru tinha colocado nos seus braços antes de pular em cima de Kenshin. Ela tinha que preservar seu buque de noiva, é claro!
Kaoru parou de beijar Kenshin e riu. Ela começou a rir pra valer e bem alto. "... Isso foi... O ataque da Tanuki apaixonada!"
" Oro! Tanuki apaixonada de gozaru? Ka...Kaoru-dono." Kenshin tinha essa mania de chamar Kaoru assim.
Escapava nos momentos de surpresa. Podia parecer uma coisa distante para quem escutava de fora, porque era um jeito antigo de chamar alguém com muito respeito, mas para Kenshin era um carinho.
"Koishii...devagar! Não esqueça do bebê!" Kenshin riu baixinho, tentando controlar Kaoru e seu ataque da Tanuki apaixonada.
"O bebê que está me mandando começar uma nova sequencia de ataques!" Kaoru ainda estava em cima dele, enchendo-o de beijosnovamente.
"ORO! Esse sevo está no chão de gozaru!" Kenshin ria, e se envergonhava ao mesmo tempo. "Tá todo mundo olhando!"
Quando lembrou da pequena plateia, as bochechas ficaram bem vermelhas. São todos amigos, mas...
Ela parou e se sentou, recuperando o folego. "Você ficou bravo?"
"Não, claro que não!" Kenshin sorriu, sentando-se também. "Foi divertido!"
"Olá minna-san!" Kaoru olhou brevemente para Aoshi, Tomoe, Akira, Misao e Soujiro, perplexos com seu ataque surpresa, e balançou a mão para lá e para cá cumprimentando-os. E depois olhou para Hiko e piscou pra ele.
O tio de Kenshin entendeu o recado. "Entra moleque!" Ele colocou Yahiko pra dentro da sala de reuniões e fechou a porta finalmente.
Kaoru se recompôs, ela se afastou um pouquinho de Kenshin e se ajoelhou na frente dele. Alcançou a caixinha de veludo azul que estava no bolso traseiro de sua calça e abriu na palma da mão, mostrando para Kenshin.
"Kenshin Himura...Você aceita se casar comigo, de gozaru ka?"
"ORO?"
Kenshin piscou varias vezes, ele não esperava por isso, era a aliança de casamento de sua mãe ão esse era o plano de Hiko, por isso seu tio não respondia mais suas mensagens.
Hiko levou a aliança para Kaoru e a fez mudar de ideia... Meu tio realmente aprova...
Kenshin não podia conter tanta felicidade. "Sim! Koishii... É claro que sim. É tudo que mais quero nessa vida!"
Sanosuke começou a gargalhar, Misao deu uma cutucada nele. "Hei, Cabeça de Galo!"
"Eles fazem tudo ao contrário!" Sano cochichou, rindo ainda.
Kenshin deu a mão para Kaoru, ajudando-a a levantar, depois colocou a aliança de sua mãe na mão esquerda de Kaoru.
"Hei, baka deishi, essa é a sua!" Hiko não deu a aliança dourada de Kenshin em uma caixinha nem nada, ele tirou o anel de ouro do bolso e jogou na direção do sobrinho.
"Tio...Arigato!" Kenshin colocou sua aliança na palma da mão de Kaoru, permitindo que sua noiva colocasse no seu anelar esquerdo.
"Primeiro eles trocam alianças, depois assinam os papeis." Sano riu ainda mais alto, dessa vez Tomoe, Misao e Akira riram também. "Primeiro eles moram juntos, depois começam a namorar, depois fazem um bebê, depois se casam... E tudo isso em menos de dois meses!" Os amigos gargalharam, mas estavam felizes por Kaoru e Kenshin.
"Vou solicitar o Juiz de Paz novamente!" Aoshi saiu da sala de reuniões, ainda bem que ele não tinha descartado totalmente as habilitações matrimoniais.
Agora era a vez de Kenshin tirar Kaoru do chão, e enchê-la de beijos.
Meia hora depois a Tanuki era oficialmente a senhora Kaoru Kamiya Himura.
O casal deixou o cartório de mãos dadas e corações atados.
Kenshin que não esperava essa surpresa emocionante. Ele estava se sentindo como o homem mais feliz do território japonês.
"O moleque fica comigo essa noite. Esses dois idiotas já comeram a sobremesa antes do jantar, mas noite de núpcias tem que ter... A festa e o casamento no religioso a gente organiza depois que a criança nascer..." Hiko riu.
Yahiko ficou vermelho.
Kenshin e Kaoru mais vermelhos ainda. "Tio..." O ruivo não sabia onde enfiar a cara.
Hiko, que havia providenciado não só a aliança para Kaoru, mas a de Kenshin também viu o buque voando perigosamente na sua direção. "Não é que o senhor é um ótimo casamenteiro!" Tomoe riu.
"Cada coisa!"
O milionário tentou um movimento super rápido de samurai, mas não teve jeito as flores caíram bem nos seus braços.
Segundo a tradição, Hiko Seijuro seria o próximo solteiro a se casar. "Que raios eu vou fazer com isso?"
Pior é que o arranjo era tão bonito .Ele não teve coragem de jogar fora, e se jogasse Kaoru o mataria, ela já estava querendo o buque de volta, mas tradição é tradição...
Hiko levaria pra casa e daria para a empregada no dia seguinte.
Fazia um tempão que não a via, e Hiko estava ansioso pela próxima manhã.
Natsu cuidou do seu apartamento com tanto carinho enquanto ele estava fora do Japão.
Uma mulher simples. Honesta. Trabalhadora. Delicada. Tinha um olhar triste, pois era mãe solteira com dois filhos para cuidar, e sozinha o marido alcoólatra a abandonou.
Hiko sorriu ao pensar que poderia alegrar a vida de Natsu com esse lindo buquê.
...Natsu vai gostar... O coração de Hiko batia forte toda vez que via a empregada. E ele estava com mais saudades dela do que poderia admitir, mas ninguém precisava saber disso.
...Por enquanto...
^^x
"Foi um dia estranho! " Misao olhou para cima e ficou no vapor subindo para o teto do banheiro. A visão ficando levemente embaçada.
Ela bebeu o último gole de vinho da sua taça, e depois a colocou no piso do banheiro ao lado da banheira. Foi a primeira vez, aos vinte anos, que trouxe uma garrafa de Lambrusco italiano para casa.
Passadas todas as comemorações durante o happy hour, todos foram as suas casas e compromissos. E como infelizmente não tinha ninguém para beber com Misao a essa hora da noite, ela resolver tomar um banho de banheira aromático e relaxante.
Desligou as luzes, acendeu velas, usou suas melhores essências e sais de banho na água quente, e se deliciou com o refrescante vinho frisante.
Misao afundou o corpo na água, deixando só com o rosto para fora. ...hmm isso é bom...
A água estava tão quente que sua pele branca começou a ficar vermelha, mas ela não se importou.
A jovem fechou os olhos e começou a prestar atenção na música que estava começando a tocar no seu pequeno aparelho de som portátil. Justo " I Don't Believe You" da Pink.
"I don't mind it. I don't mind at all
It's like you're the swingset, and I'm the kid that falls
It's like the way we fight, the times I cry, we come to blows
And every night, the passion's there, so it's gotta be right, right?!"
"Aoshi…" Misao abriu os olhos. Sentou-se um pouco na banheira, e usando suas aulas de inglês, começou a prestar atenção e traduzir a letra.
"Eu não me importo. Eu realmente não me importo
É como se você fosse um balanço, e eu sou a criança que cai
É como brigamos, as vezes em que choro, que estouramos
E todas as noites, a paixão está lá, então deve estar certo, certo?"
...Essa letra... ...Justo essa música tem que tocar agora? Eu não posso ter um momento relax dentro do meu banheiro?
A música continuou. Misao não conseguiu evitar que as lagrima escapassem.
"Não, eu não acredito em você
Quando você diz que não vem mais
Eu não vou lembrar você
Você disse que não iriamos nos separar
Não, eu não acredito em você
Quando você diz que não precisa mais de mim
Então, não finja
Não me amar mais"
"Droga de música!" A essa altura, Misao estava aos prantos. Encolhida dentro da banheira, abraçando as próprias pernas e sentindo falta do Aoshi-sama.
...Lembra quando você cuidou de mim quando Enishi tentou me atropelar... Meu braço fraturado... Lembra da tarde que passamos juntos na praia? Tomando sorvete e vendo o por do sol?
"Por que você me tratou daquele jeito no casamento? Por que foi tão frio e distante comigo?"
...Por que ele estava esperando que eu me entregasse mais rápido? Ele queria sexo? Era isso que ele esperava de uma namorada de verdade?...Mas eu nunca fiz, eu queria que fosse especial...
"Aoshi..."
"Então não me deixe esperando e vendo eu cair
Porque eu, porque eu realmente não me importo com tudo isso
É como brigamos, as vezes em que choro, que estouramos
E todas as noites, a paixão está lá, então deve estar certo, certo?
Não, eu não acredito em você
Quando você diz que não vem mais
Eu não vou lembrar você
Você disse que não iriamos nos separar
Não, eu não acredito em você
Quando você diz que não precisa mais de mim
Então, não finja
Não me amar mais
Porque eu não acredito em você"
...Estou exagerando?...
"Ele nunca me pediu desculpas..."
O pequeno teatrinho que montou durante o dia todo desmoronou de vez.
Roupa adulta e cara? Nariz empinado? Atitude blasé?...Nada... O que restou foi a verdadeira Misao Makimachi. Insegura, orfã de pai e mãe, sem suas primas por perto, nem uma amiga para conversar.
...Kaoru está ocupada com Kenshin. Tomoe viajando, e Megumi trabalhando...
Misao era só uma jovem de vinte anos. Cheia de sonhos e fantasias, chorando sozinha na banheira até a música triste acabar. "Era para ser uma noite feliz..."
Ela se lembrou...
"Vou até o seu apartamento essa noite." Aoshi disse isso no cartório.
Misao saiu da banheira espalhando água pelo banheiro todo, depois ela tinha que limpar, mas tudo bem. A última coisa que ela queria era Aoshi aparecer de surpresa no apartamento e ela ali, chorando, abraçando as próprias pernas e balançando o corpo pra frente e pra trás, sentindo pena de si mesma.
"Só porque ele quer...Eu vou fechar a porta com trinco!"
Ela secou o corpo, envolveu uma enorme toalha em volta do cabelo molhado, super comprido que ia até a cintura e torceu. Vestiu seu roupão felpudo e branco, uma pantufa fofinha e saiu para o corredor que dava acesso a sala.
O apartamento era pequeno, podia-se ouvir qualquer barulho, e ela escutou.
O clique da porta da frente do apartamento se fechando...
Misao pisou firme até sua sala. "Como você entrou? Eu dei ordem para o porteiro..."
"Eu tenho métodos..."
Aoshi estava sentado na poltrona da sala, como se o apartamento fosse dele. "Agora nós vamos conversar Misao..."
Misao não podia acreditar. "Quem você pensa que é?"
O homem ignorou o olhar feroz que aquela pequena moça lhe jogou. "Não adianta ficar brava e me jogar sapatos dessa vez. Não estava toda adulta na reunião de hoje?! Então vamos conversar como dois adultos... "
Misao cerrou os dentes, fechou os punhos com tanta força. Ela estava começando a ficar com ódio de Aoshi. "Seu cara de pau! Pare de me chamar de criança."
Aoshi colocou a mão na cabeça e bagunçou os fios. Misao o estava enlouquecendo, não existia atitude Zen que durasse para permanecer impassível com essa moça explosiva por perto.
E Aoshi sabia que não conseguia parar de pensar nela.
Era impossível se afastar de Misao. "Não estou te chamando de criança. Só estou pedindo um pouco mais de paciência!"
Misao estava furiosa e magoada. "Sim. Você me chamou de criança Aoshi."
Os dois ficaram em silêncio. Nenhum dos dois querendo desviar o olhar.
"Quer se trocar? Pode ir Misao, eu não vou pra lugar algum..." Aoshi apontou para Misao. Lembrando-a que ela ainda estava nua após o banho, apenas com o roupão branco e felpudo, e a toalha enrolada na cabeça.
Misao partiu para o quarto pisando firme e dizendo alguns palavrões no caminho.
Ela arrancou a toalha da cabeça e jogou longe, fez o mesmo com o roupão. Seu cabelo estava secando solto e todo bagunçado, não teve tempo de escovar e alisar com o secador. Provavelmente ficaria com um cabelo selvagem na manhã seguinte, como a juba de um leão. Misao abriu o armário, e as gavetas, vestiu uma calcinha de malha branca.
Arrancou o roupão, jogou longe. Sem sutiã mesmo, vestiu seu vestidinho amarelo. Um modelito a la "Sookie Stackhouse" a fada irritante daquela serie sobre vampiros pornográficos que Misao adorava assistir domingo a noite.
O tecido era bem leve, uma estampa hippie tie-dye amarela e branca, com uma costura bem justa no busto, e folgada na saia que ia até os joelhos.
...Como Aoshi tem coragem de aparecer na minha sala de estar? Sentar na sua poltrona como se fosse nada? Ele avisou que vinha...Pelo comportamento dele no cartório, eu devia ter previsto que Aoshi não estava mentindo...
Descalça, Misao voltou para a sala feito um pequeno furacão, derrubando tudo pelo caminho.
O dedo indicador bem levantando anunciava a bronca que ela queria dar em Aoshi, como uma mãe. "O que você fez comigo foi muito sem noção. Humilhante! Você foi frio, insensível Menosprezou nosso namoro. E o pior de tudo até agora não me pediu desculpas... Por que você me tratou daquele jeito no casamento Aoshi?"
"..."
Misao se irritou ainda mais quando percebeu que o advogado evitou esclarecer seu comportamento no casamento. "Você não veio aqui pra conversar?! CONVERSE!"
Aoshi se levantou. Ele queria organizar seus pensamentos. "Calma Misao, você não para de falar. Não me deixa raciocinar..."
"Acho melhor você ir embora!" Misao tentou contornar Aoshi ,a fim de escancarar a porta e expulsa-lo novamente de seu apartamento.
"Misao... Você usou um sapato pra me expulsar do apartamento, não deixou falar nada. Depois ignorou todas as minhas tentativas de aproximação e ficou se escondendo atrás do Soujiro Seta."
Aoshi olhou pra ela. "Você precisava ficar se jogando no Soujiro daquele jeito?"
Ela pulou para frente. "Soujiro?"
Misao estava tão furiosa que nem conseguiu terminar..." ...Eu não acredito em você Aoshi..."
"Sim! Soujiro! Eu vi seu comportamento na sala de reuniões hoje!" A mão do advogado ainda estava manchada com a tinta da caneta, para lembra-lo como ficou irritado ao ver Misao e Soujiro juntos.
"Como? Não tenho nada com o Soujiro... Já você com a tal Erika..." Misao tinha puro sarcasmo no tom de voz.
Aoshi fez uma careta que expressava a exata frase "O que?". "Por que você pegou essa birra da Erika? Ela não te fez nada!"
Misao estava tremendo. "Aoshi!...Eu sei que não sou uma Erika Ferman. Alemã, linda, loira, gostosa, alta, inteligente, juíza... Mas eu não sou um brinquedo! Então para de se fazer de inocente e brincar comigo!" Misao falou bem rápido.
Ela começou a enfiar o dedo indicador dolorosamente no peito de Aoshi, apertando várias vezes. "POR QUE NÃO RESPONDE MINHA PERGUNTA? POR QUE ME TRATOU DAQUELE JEITO?"
Aoshi respirou fundo.
Ele tentou se controlar, mas sua frase agora saiu mais alto do que ele previa. "Porque não quero que ninguém saiba dos meus sentimentos!"
"O que?"
"EU ESTOU APAIXONADO POR VOCÊ! E NÃO QUERO QUE NINGUÉM SE META NISSO..." Aoshi perdeu o rumo e gritou. E ele podia contar nos dedos quantas vezes isso tinha acontecido na sua vida.
"Como?" Misao não sabia dizer se ficava feliz ou triste.
Aoshi disse que estava apaixonado, mas não queria que ninguém soubesse?
O advogado passou as mãos no cabelo. "Você tem noção do meu desespero quando Hannya ligou dizendo que você tinha fugido do casamento? Eu pensei que algo terrível tivesse acontecido!" Aoshi realmente gelou quando recebeu a ligação de Hannya. O advogado saiu do salão de festas voando. Ele deixou Erika falando sozinha, a mulher não entendeu nada.
"O que há de tão errado em admitir que tenha sentimentos por mim?..." Misao não entendia.
Aoshi nunca pensou que sua conversa com Erika fosse causar tudo isso.
"Você disse que eu era sua amiga!" Frustrada Misao se afastou. "Eu pensei que fosse mais que isso..."
"Misao." Aoshi fechou os olhos. "É muito mais que isso..."
O advogado nunca foi bom nisso. Ele nunca permitiu que ninguém se aproximasse tanto. Misao estava tomando um espaço muito grande dentro do seu coração, e isso assustava.
"Eu nunca gostei de alguém como gosto de você...Eu não quero dividir isso com ninguém! Não quero provar nada pra ninguém..."
...pelo visto não quer dividi-los nem comigo...
"Não faz sentido Aoshi...Você está sendo egoísta. Menosprezando os meus sentimentos pra preservar os seus... Me senti humilhada..." Misao mordeu o próprio lábio. Ela sentiu a garganta apertando. E tudo que ela não queria, era começar a chorar agora.
Aoshi abaixou a cabeçae admitiu. "Eu passei a noite pensando em nós dois."
O queixo de Misao começou a tremer. "Você está fazendo de proposito, só pode!"
Maldito queixo.
E essas lágrimas que a faziam parecer tão frágil. "Por que você não disse para Erika que somos namorados? Ficou com vergonha?"
"Não..." Aoshi não pensou que uma palavra causaria todo esse transtorno. "Eu quis guardar o nosso relacionamento...Ela começaria a invadir e fazer perguntas..."
A mente masculina e racional de Aoshi não raciocinava que isso não era tão grave pra provocar o rompimento. "Uma palavra muda tudo?"
"Muda."
A voz dela começou a ficar mais mansa.
"Eu pensei que você estivesse com vergonha de me apresentar como sua namorada! Um advogado importante como você com uma garota inexperiente como eu." Misao colocou pra fora aquilo que estava sentindo desde o casamento. O motivo pelo qual foi na reunião querendo parecer adulta e segura de si.
Aoshi se surpreendeu. Misao era tão confiante e perspicaz. Como ela pode ser tão insegura?
"Eu não tenho vergonha de você. Não existe nada em você que me cause vergonha!" Aoshi começou a caminhar pela sala de estar do apartamento, tirando alguns enfeites da estante do lugar, e colocando de volta em seguida. " Só não quis entrar em detalhes da minha vida pessoal pra Erika..."
Misao sentiu-se frustrada novamente. "Ah tá, você namora a tal Erika durante anos. São considerados a "dupla dinâmica", fica cheio de sorrisos... e... não quer entrar em detalhes da sua vida pessoal?"
Aoshi virou pra ela e sorriu. "Misao me perdoa? Você me desculpa?"
"..." Era isso que Misao estava esperando, e agora sua reação foi apenas piscar duas vezes. Tinha uma lagrima presa nos olhos que finalmente escorreu.
Com a confiança recuperada, o advogado deu alguns passos na direção dela. Misao deu alguns passos pra trás.
"Me escuta..." Aquele olhar sexy, e aquela voz. "Fiquei feliz sim pelo fato da Erika ter conseguido alcançar seu objetivo de ser juíza federal. Estudamos muito pra isso..."
Ele fez uma pausa, procurando os olhos azuis esverdeados de Misao. "Olha pra mim!"
"Mas não significa que eu queira levar aquela conversa para lugar algum... Eu e a Erika namoramos? Sim, namoramos. Mas acabou há muito tempo atrás..." Aoshi levantou o queixo de Misao.
"Confie em mim..." A outra mão de Aoshi tocou o rosto de Misao, acariciando a bochecha dela.
"Não sei..." Misao estava toda confusa com os sinais que ele mandava, e as palavras que ele falava, e seus sentimentos mudando tanto de uma hora pra outra. "Sinceramente Aoshi. Estou pensando sobre isso desde ontem e descobri que não te conheço suficiente pra confiar ou não em você!"
Aoshi não se abalou e continuou. "Eu não sei o que você escutou, mas posso te garantir toda minha conversa com a Erika foi puramente profissional... Quando ela tentou uma reconciliação, eu cortei imediatamente, direcionei a conversa para..."
"Reconciliação?" Mais uma lágrima presa nos olhos de Misao escorreu.
Ela deu mais um passo pra trás.
Misao não queria chorar na frente dele, era degradante.
"Eu cortei a Erika..." O rosto de Aoshi estava bem pertinho agora. "Erika não desperta o meu desejo!"
Misao estava ficando sem lugar para fugir, mais alguns passos e ela estaria em cima da mesa.
"É só desejo Aoshi? Porque a gente não transou? Você não pegou a "novinha"?" Ela usou um tom de deboche, misturado com o medo de estar dizendo uma verdade.
Aoshi parou no lugar. "Misao..."
"Eu deveria ficar ofendido, de verdade..." O advogado respirou fundo.
"Como você pode pensar tão pouco de mim?" Aoshi escondeu os olhos debaixo das franjas. "Você não sente que estou apaixonado por você?!" O advogado levantou o rosto, olhando direto para ela, fazendo Misao estremecer com o brilho e a resolução por trás daquele olhar.
"Aishiteru!"
...Ele disse mesmo isso?...
Misao gaguejou. "Ao...Ao..shi...Como eu posso sentir isso se você me trata com tanta frieza?"
"Sinto muito. Eu não sou bom em demonstrar meus sentimentos."
Aoshi levantou só um cantinho dos lábios. "Mas posso aparecer nesse apartamento todo dia até que você finalmente acredite em mim!"
Ela piscou várias vezes. Relaxando seus músculos tensos aos poucos.
"Eu mudo a fechadura!" Misao deu de ombros.
Ambos entrando em um clima diferente.
"Pode mudar!" Aoshi também deu de ombros. "Eu arrumo outro jeito de entrar! Eu tenho treinamento pra isso."
"Eu compro um rotweiller!" Misao fez um bico.
"Eu trago ração e carne pra ele todo dia!" Aoshi riu.
"Vou invadir sua casa e picotar todas as suas roupas! Você vai ter que sair de casa só de cueca!" A própria Misao riu com a besteira que estava tramando.
Aoshi jogou cabeça pra trás e gargalhou. Era a primeira vez que Misao escutava Aoshi rindo assim.
"Hmm...Na verdade eu não quero que você saia de casa sem roupa..." Ela sorriu finalmente.
Aoshi beijou a testa de Misao, e demorou bastante tempo com os lábios tocando a pele se afastou murmurou. "Isso é ótimo! O que está acontecendo entre nós, acho ótimo, sabia?"
"Ótimo?" Misao estava confusa.
Os dois trocaram um longo olhar.
Aoshi acenou positivamente. "Está na hora de você começar a enxergar meus defeitos, sabe? Não me coloque no altar, porque eu sou só um homem. Erro como todo mundo Misao."
"Eu não te coloco..." Misao parou de falar. Sim ela fantasiava muito com Aoshi. Ela fantasiava o tempo todo.
"Eu errei! Mas agora você descobriu que eu não sou perfeito! Eu não sou Aoshi sama!" Aoshi estava sendo bem sincero com ela.
"Tente ser um pouco mais realista Misao! E eu vou tentar ser um pouco mais sonhador. E não vou mais esconder meus sentimentos de você. Eu vou provar que te amo!"
Misao agora chorava sem se importar em esconder as lágrimas.
Aoshi beijou a bochecha de Misao, sentindo o gosto salgado das lagrimas. "Você é tão linda . Você é tão importante Misao..."
Os olhos de Misao arregalaram. Aoshi estava realmente levando a frente seu plano de começar a ser um pouco mais transparente.
Aoshi continuou com o que provavelmente seria o seu mais longo discurso. "Você é fundamental na vida de todos aqueles que estão ao seu redor. Seu frescor é um bálsamo pra mim. Só o seu sorriso que me tira dessa nuvem introspectiva e melancólica que eu me pego a todo o momento. Pode acreditar... Se eu estava sorridente hoje é porque você estava por perto... Tão linda, cheia de vida e energia, tentando me impressionar..."
Misao segurou o ar.
"Mas eu não quero dar satisfações do nosso relacionamento a ninguém... É errado da minha parte, mas esse nosso relacionamento eu gostaria de proteger. Bem guardado, só pra mim...e pra você..."
Misao soluçou.
O nariz de Misao escorreu constrangedoramente. E ela limpou rapidinho e riu. "Ai Aoshi..."
Aoshi passou os dois braços fortes ao redor de Misao, puxando-a para cima, tirando seus pés de Misao do chão, empurrando-a e contra a mesa da sala de jantar.
Misao fechou os olhos, louca para se entregar.
Aoshi sorriu. "Eu escolho você minha pequena! E se você me escolher também..." Ele beijou a orelha de Misao, e ela se arrepiou. "Vou ficar muito feliz!"
"Você não vai me enganar, vai?" Misao finalmente passou os braços ao redor do pescoço de Aoshi e se sentou sobre o tampo de vidro da mesa.
"Eu nunca vou te enganar." Aoshi beijou o ombro dela sedutoramente.
Ele foi beijando pescoço, orelha, queixo. Misao jogou a cabeça para trás e fechou os olhos. Seus cabelos compridos e bagunçados espalharam-se sobre a mesa.
Ela separou as coxas, e Aoshi se amoldou entre as pernas dela.
"Vamos começar a equilibrar as coisas? Ok!" Aoshi beijou os lábios de Misao bem de levinho.
"Sim!" Ela suspirou contra os lábios dele. Depois abriu a boca, convidando o advogado para um beijo de verdade.
Aoshi correspondeu com louvor. O coração de Misao batia bem forte dentro do peito, e com a palma da mão sobre o seio dela, Aoshi conseguia sentir. Rápido, forte, cheio de sonhos e expectativas.
Misao estava um pouca zonza pelo clima sedutor que tinha se estabelecido agora entre eles.
A moça expirou fundo o perfume gostoso de Aoshi.
Ele a tirou de cima da mesa, puxando o corpo dela para cima. Automaticamente, Misao o abraçou, e apertou suas pernas ao redor da cintura dele, enlaçando-o.
"Vou compensar cada lágrima Misao!" Nos braços de Aoshi, Misao permitiu ser conduzida até seu quarto.
"Eu nunca..." Misao sussurrou.
"Eu sei..." Aoshi a apertou um pouco mais forte.
...Vai acontecer... finalmente...Sem medo agora Misao... Se entregue... Ele disse que te ama...
A mente dela girava e girava, e o corpo queimava com o incêndio que Aoshi estava causando com seus beijos.
No caminho até o quarto, Aoshi já desamarrava os laços das alças do vestido. Sua boca deixava um rastro delicioso de beijos que iam do ombro, ao pescoço, a mandíbula, a orelha.
"Aoshi..." Misao arrepiou-se conforme Aoshi mordia de leve o lóbulo de sua orelha.
Ela se contorceu nos braços de Aoshi. Os lábios do homem envolveram os seus com carinho e ao mesmo tempo com demanda.
Ao chegarem no quarto, ele a colocou em pé ao lado da cama. Um tanto quanto relutante, pois nenhum dos dois queria se desvencilhar um do outro de verdade.
Sem desviar o olhos dos dela, Aoshi começou a puxar o vestido amarelo.
Ele puxou a parte de cima do vestido, revelando os seios pequenos. Misao tinha acabo de tomar banho, ela nem teve tempo de colocar sutiã. Aoshi sentiu a boca salivando com o desejo de senti-la. "Ah Misao..."
Misao ficou sem graça e baixou o rosto, ele agarrou o queixo dela obrigando-a a encara-lo. "Você é tão linda... Não fique com vergonha, não de mim...!"
Aoshi continuou a encarar a pequena mulher a sua frente. Com um movimento rápido e certeiro, ele desceu o resto do vestido, que caiu com uma pequena poça branca e amarela nos pés de Misao. "Minha pequena flor!" Aoshi disse no ouvido de Misao, ela tremeu.
Ele deu um passo para trás e a observou minuciosamente, fazendo questão de demonstrar com os olhos e com o sorriso sua satisfação. "Linda!"
Misao é o tipo que esconde o ouro. Um corpo muito bem modelado, a cintura fina, o bumbum bem redondinho e empinado. Os seios pequenos e firmes, e seus mamilos já tensos caberiam perfeitamente nas mãos de Aoshi.
"Misao..."
As coxas bem torneadas, como as de alguém que visivelmente treinava.
"Aoshi, não me olhe assim, onegai!" Misao sussurrou, o rosto adoravelmente vermelho.
Aoshi sorriu, mas seus olhos continuaram a navegar pela figura de Misao. O corpo bem tonificado apesar de ser magrinha. Obviamente as roupas que ela usava não a ajudavam, escondiam a beleza de seu corpo, mas o por um lado, Aoshi se agradou, assim seus atributos seriam apenas para ele. "Só minha..."
"Misao!" Ele disse com a voz rouca. O cabelo dela solto, a deixava com um ar selvagem que enlouquecia o advogado.
"Sim?" Misao nunca foi uma moça tímida, mas o olhar de Aoshi estava conseguindo fazer coisas incríveis com seu corpo.
Ela fechou um pouco as pernas, apertando uma coxa contra a outra. A calcinha branca de algodão constrangedoramente úmida.
"Eu vou apagar cada lágrima que você derramou..." Aoshi arrancou o sobretudo que vestia e jogou longe, e começou a desabotoar a camisa. Lentamente, bem lentamente.
"Oh meu Deus..." Misao sentiu o corpo se arrepiar. As pernas ficaram bambas. Ela engoliu em seco.
A voz de Aoshi extremamente provocante e cheia de desejo. O que falar dos dedos enormes desabotoando a camisa...
Botão por botão.
O homem já não tinha a frieza característica em seus olhos, nesse momento seus olhos estavam ardentes. Escuros, dilatados e cheios de luxuria.
Ele estava louco de vontade de sentir sua pele contra a dela. Mas o olhar de Misao acompanhando cada movimento, com ansiedade, vontade e expectativa o agradava. Esse pequeno jogo era excitante.
A camisa finalmente escorregar por seus ombros largos e braços, até cair no chão. Aoshi retirou os sapatos com os pés e abriu a fivela, puxando o cinto com força e retirando por completo o cinto.
Misao se moveu finalmente. Ela tomou coragem e deu um passo na direção dele.
"Posso?" A moça pediu permissão para se encarregar de tirar a calça.
Aoshi esboçou um sorriso e abriu os braços em sinal de: "Fique a vontade".
Misao respirou fundo, desviando os olhos dos dele. Seus pequenos dedos deslizaram pelo peitoral de Aoshi, sentindo cada músculo bem definido e algumas poucas cicatrizes, quase imperceptíveis, que ela julgou ser de longos treinos de ninjutsu.
Aoshi a encarava, com os lábios entreabertos, e os olhos nublados pela luxuria. Ele falou baixinho, com a voz rouca. "Eu quero sua boca em mim...Misao..."
Misao foi pega de surpresa pelo pedido. A jovem já estava arrepiada com todas as sensações que Aoshi lhe oferecia e se perguntou o que aconteceria se ela obedecesse a esse pedido.
Dar prazer é tão bom quanto receber?
Suas pequenas mãos que percorriam o torso dele, descendo pelo abdome se afastaram.
Misao engoliu ruidosamente antes de olhar para cima. O olhar de Aoshi era inacreditável. Ela o beijou nos lábios, ganhando um gemido baixo de Aoshi presente.
Ela se afastou mais uma vez.
"Eu quero...Sim..." Ela não foi capaz de completar a frase, imediatamente seus pequenos lábios estavam contra o peito de Aoshi. Sua língua deslizando pelo peitoral, beijando cada musculo, seus dentes raspando e provocando os mamilos do homem.
"Hm..." O som masculino e gutural de prazer que ele emitia era impressionante.
"Assim?" As pequenas mãos de Misao desceram ao cós da calça para começar abrir o ziper.
"Assim..." Aoshi não pensou que queimaria tão forte com seu próprio jogo de sedução, Misao era excitante. Ingênua e provocante ao mesmo tempo.
Sem muita demora Misao retirou a calça dele, agachando para retirar junto as meias do homem, deixando-o apenas de cueca boxer. O advogado tinha um corpo muito bonito, ombros largos, pernas grossas, cintura fina, um verdadeiro corpo de super-herói, mas não tão musculoso.
Ele a puxou para cima e a beijou com voracidade. "Por favor, nunca mais duvide do quanto eu quero você..."
Não tinha como duvidar, o volume dentro da cueca de Aoshi acabava com qualquer suspeita. A jovem colocou a mão no membro dele, e Aoshi se contorceu.
"Oh Aoshi" Misao riu um tanto quanto satisfeita. Sentindo-se poderosa com o que estava acontecendo.
Que sensação interessante para uma mulher, ser capaz de deixar um homem nesse estado.
"Shhh...Quieta pequena!" Aoshi a calou com um beijo ardente.
Depois a puxou para seu colo, obrigando-a a enlaçar-se novamente em sua cintura.
Aoshi deu alguns passos até a cama e se ajoelhou com Misao ainda atrelada a sua cintura.
Ele curvou seu corpo lentamente para frente, sustentando a morena com um braço e o outro usou de apoio para não perder o equilíbrio, depositando-a com carinho sobre a cama, e só então se separou dela.
Aoshi precisava confessar.
Ele não gostou nenhum pouco da proximidade entre Misao e Soujiro no escritório, não queria que acontecesse novamente, e precisa deixar isso não era ensandecido como Enishi, mas sentiu ciúmes sim. "Misao... Se você teme que eu te deixei, o inverso também é fato. Não me deixe..."
"Aoshi..." Ela ficou boquiaberta, nunca esperou ouvir que Aoshi temia que ela o deixa-se.
"Eu também posso ser inseguro." Aoshi olhou bem fundo para os olhos azuis esverdeados de Misao.
"É verdade?"
Ele não respondeu. Ele a beijou. Em seguida afastou sua boca, para descer pelo pescoço da morena, o externo, até abocanhar o seio direito, enquanto estimulava o esquerdo com os dedos.
Misao, não estava mais conseguindo ficar em conversa nenhuma, as sensações tomaram conta de seu corpo, e ela queria focar nisso.
"Não quero ficar sem você." Aoshi chupou o seio de Misao com bastante vontade, até a pele ficar vermelha no processo.
"Mm..."
Equem disse que Misao conseguia coordenar qualquer frase que fizesse sentido?
As mãos enormes de Aoshi percorriam o corpo dela. E Misao gemia e se contorcia com os toques e os apertos que ele infligia em seu corpo.
Aoshi apenas sorriu contra a pele dela, respirando o perfume fresco e feminino de quem acabou de tomar banho.
A mãos de Misao agarravam o cabelo do advogado, com alguém que está se afogando e procura por uma corda de salvação.
"Aoshi...por favor..." A voz dela suplicante.
"Tudo a seu tempo minha Misao..."
Aoshi abandonou os seios, já que os mamilos estavam rijos como ele queria. A trilha de beijos que a boca de Aoshi fez pelo corpo de Misao, a excitava cada vez mais, encharcando libidinosamente seu centro.
Misao curvava as costas para trás, e jogava a cabeça contra a cama, rolando de um lado para outro. Os olhos fechados e as mãos agora agarrando o lençol.
O moreno lambia e beijava cada pedaço por onde passava até chegar ao meio das pernas da moça. Aoshi não se fez de rogado, retirou a calcinha branca de algodão de Misao, sem receber protesto algum da moça.
Misao separou as coxas, abriu-se para ele, como uma bela orquídea florescendo.
"Misao!..."
Aoshi constatou para sua alegria, que Misao estava toda depilada. Não havia ficado nenhum pelo, e a pele clara contratando com o centro rosado o fez tremer.
"Eu vou fazer te estimular...Não quero que você sinta dor daqui a pouco!"
...Oh meu DEUS... A promessa do que vinha pela frente quase fez Misao perder o rumo.
Aoshi depositou um beijo no local que deveria ter seus pelos pubianos, e os joelhos de Misao estremeceram. As japonesas geralmente mantinham os pelos, abundantes até , mas obvio que Misao era diferente. A moça gostava assim, achava que era mais higiênico, mas nunca pensou que isso poderia enlouquecer um homem dessa maneira. Sua experiência sexual ainda estava apenas no inicio, apesar dos livros, seriados e filmes pervertidos que ela costuma ver.
A diferença entre realidade e imaginação era bem...Interessante...
Ela era uma surpresa para Aoshi. "Você me enlouquece..."
"Eu te enlouqueço?" Misao até riu, com os olhos ainda fechados.
Ela mal conseguia acreditar que era capaz de fazer isso com um homem como Aoshi, dez anos mais velho e bem mais experiente.
"Sim...Você não tem ideia... Não se afaste mais de mim..." Seu tom era agridoce, uma mistura de repreensão e desejo.
Misao ergueu a cabeça e o encarou. Aoshi separou ainda mais suas pernas torneadas, pequenas e brancas. Momentaneamente, ela sentiu vontade de se esconder, estava envergonhada, totalmente aberta, enquanto Aoshi encarava seu centro. "Ahhh..."
"Tão linda..." Aoshi se abaixou finalmente, e passou a língua pela intimidade dela, arrancando um gemido da moça.
"AHH!" A cabeça de Misao rolou pela cama.
Ele então começou com sua tortura, a língua rodeando impiedosamente o centro de prazer da moça. Misao ofegava e gemia o nome dele. "Oh Aoshi... É bommm" Ele inseriu um dedo na intimidade de Misao, massageando e alargando seu canal intimo, para frente e para trás, para os lados.
Mais um dedo...Misao estava derretendo.
Nunca havia passado por sua mente, que o frio advogado poderia ser tão quente na cama. Aoshi continuou com sua tortura, sem se importar com as suplicas da mulher.
"Aoshi...por favor!" Ela suplicou novamente.
"Diga..." Ele parou brevemente para perguntar e depois voltou para sua "tortura".
"Eu quero você..." A voz manhosa de Misao o fez sorrir.
"Misao! Você tem um gosto tão bom..." Aoshi a beijou, fazendo com que ela sentisse o gosto de sua própria essência.
Não era ruim, era só...exótico.
Aoshi novamente enfiou um dedo dentro da moça e começou com movimentos de vai e vem.
"AH MEU DEUS!" Ela por sua vez curvou as costas de prazer e Aoshi voltou a brincar com a língua em seu ponto de prazer. Adicionou mais um dedo, sem parar de estimula-la com a língua um segundo.
"Nooosssaaaa..." Misao estremeceu e explodiu de prazer.
Pronunciando o nome de seu amante varias e varias vezes em meio aos gemidos. Ela ficou estendida e ofegante na cama, recuperando seu folego. "Aoshi...Aoshiii!"
Aoshi se colocou em pé, observando com um sorriso lascivo no rosto, ao passo em que lambia os dedos. "Hum... Tão gostosa..."
"Não diga isso..." Misao queria se envergonhar, mas não conseguia. Ela o encarou por alguns segundos. Depois seus olhos percorreram o corpo daquele lindo exemplar masculino. Sua boca formou um "o" quando percebeu que Aoshi estava nu.
O momento exato que ele tirou a boxer, Misao não sabia dizer. Ela não conseguia fechar a boca, só conseguia encarar o membro de seu amado.
Vermelho, robusto, e deliciosamente pronto para se encaixar nela. De um tamanho excelente.
... caramba que perfeito...
...E agora...
...Todos aqueles contos eróticos que eu li vão valer a pena... Ela pensou ganhando confiança.
Misao se sentou na cama e engatinhou para perto dele. Segurou o pênis com as duas mãos e passou a língua na ponta. Aoshi gemeu.
Era a primeira vez que Misao fazia isso e desejou que fosse bem feito. Se esforçaria para agrada-lo, como ele fez com ela. Sem hesitar, envolveu a cabeça do membro com os lábios, e o afundou dentro de sua boca sugando com vontade.
"Oh Misao!"
Aoshi enfiou os dedos no cabelos úmidos e soltos dela, ainda por causa do banho, e a segurou, incentivando-a a continuar. Misao colocou as duas mãos no quadril de Aoshi, e começou a se mover para frente e para trás, engolindo o sexo dele, profundamente, tanto que batia no fundo de sua garganta,
Com todo o membro de Aoshi dentro de sua boca, Misao parou um pouquinho de se mexer e gemeu. Aoshi sentiu todas as sensações e a garganta dela vibrando, era inacreditável o prazer que sua amada lhe oferecia.
A visão de Misao lhe oferecendo sexo oral era mais do que gratificante. Ele sentiu o orgasmo se aproximar e antes que perdesse as forçar a segurou e jorrasse dentro da boca dela, a puxou. "Espera um pouco, Misao!"
"O que houve? Fiz algo errado?" Misao parecia, realmente confusa.
Aoshi sorriu, acalmando-a. "Pelo contrario amor... Só que eu preciso estar dentro de você, agora... Só me dê um segundo, ok?"
Misao se sentou na cama, e piscou duas vezes, conforme Aoshi pegava a calça jogada na cama. Ele tirou a carteira do bolso, abrindo-a.
"Eu sei que não devemos guardar dentro da carteira, mas não se preocupe, é nova." Aoshi mostrou o pequeno pacote de camisinha.
"Ah?" Misao não entendeu bem essa historia de guardar na carteira. Ela perguntaria mais tarde.
Até alguns segundos atrás nem estava pensando nisso. Tesão é uma coisa perigosa, quando o fogo sobe, é difícil de coordenar as coisas.
"Agora vem cá!" Aoshi desenrolou a camisinha no seu membro, e se deitou de costas na cama. Puxando Misao, para que ela ficasse por cima.
"Eu por cima?" Ela perguntou um pouco inocente.
"Sim... Depois a gente muda..." Aoshi faria de tudo para que a primeira vez dela fosse livre de dor.
Quando Misao passou as pernas por sua cintura, Aoshi se apoiou nos cotovelos, levantando e para um beijo voraz, cheio de línguas e vontade.
Ambos perderam o fôlego rapidamente.
"Se encaixe em mim!" Aoshi sussurrou.
Ele queria que a Misao coordenasse o inicio da penetração. As diferenças físicas entre eles poderiam fazer com que Misao ficasse desconfortável a principio.
E ela se ajeitou. Misao fechou os olhos com força, realmente sentiu um pouco de desconforto e um leve dor, mas passou rapidamente. A capacidade do corpo feminino de se amoldar, quando apaixonada e bem estimulada, é simplesmente impressionante. E ela sentia Aoshi dentro dela, preenchendo cada espaço. Era uma sensação deliciosa. "Ahhhh Aoshiii!"
Logo em seguida Misao começou a se mexer, colocando-o dentro dela, até o fundo. Ambos gemeram com o prazer vibrante. "Hmm"
Aoshi apertou Misao em seus braços, assim como sentia seu membro apertado e pulsando dentro dela. Ela se abaixou e os dois se beijaram novamente.
"AH Aoshi...!" O olhar brilhante, repleto de alegria genuína.
"Minha...!"
Aoshi trocou as posições, rolando Misao para ficar debaixo dele. Ele começou a se mover segurando quadril de Misao ao passo em que intensificava seus movimentos.
Misao fechou os olhos de prazer e jogou a cabeça para trás, seu cabelo preto solto espalhado na cama. Aoshi a abraçou, e Misao também fez o mesmo, sentido o peso do corpo de Aoshi sobre o seu. A sensação era maravilhosa.
Aoshi beijou o pescoço de Misao, ela sentia como se fosse derreter em uma poça de lava quente na cama. Aoshi agora se movimentava tão rápido que a cama de casal mexia junto.
A cama de Misao começou a ranger de um jeito engraçado, e não aguentaria a paixão do casal por muito tempo. No dia seguinte os dois teriam que visitar uma loja de moveis.
Pobres dos vizinhos do andar de baixo, provavelmente estavam escutando tudo.
"Vamos Misao!" Completamente agarrados um ao outro, o quadril dele se mexia com uma intensidade hipnotizante. Aoshi já tentava empurrar Misao para o espiral maluco do orgasmo.
O som dos corpos se batendo e os líquidos de ambos se misturando era extremamente erótico. "Aoshi! Aoshi!" Misao repetia sem parar, sem folego. Ela estava derretendo, ela estava transbordando.
"Misao... Se entregue... Quero ouvir." Aoshi mordeu o pescoço de Misao. Nada que machucasse ou arrancasse pedaço, mas ele precisava deixar uma marca na sua fêmea.
Unidos pelos corpos, entregues a paixão, ao desejo carnal, e a vontade de se tornarem apenas um, os dois atingiram o ápice. "Ahh Misao!" Aoshi explodiu dentro dela, jorrando varias e varias vezes. Esgotando-se, conforme o canal de Misao pulsava. Envolvendo e apertando sua masculinidade.
"Ahhh" Misao não controlava mais sua voz e nem sequer suas emoções. O corpo estava totalmente moldado em torno daquele homem, as pernas enlaçadas na cintura dele, os braços enlaçados ao redor do pescoço dele.
Aoshi se afastou um pouco, observando aquela mulher embaixo dele. Era ela, a garota, a mulher que trazia alegria para sua vida.
Ambos sentiram os espasmos musculares que procediam o orgasmo, e as forças físicas se esgotando de seus corpos. Os dois caíram exaustos sobre a cama. Aoshi se deitou, levando-a com ele, mantendo-a presa em seus braços, com a cabeça descansando sobre o peito dele.
"Isso foi..." Misao tentou falar, mas as forças lhe faltarão. O que não faltou foi o enorme sorriso nos lábios.
"Você é minha Misao... Não esqueça isso... E agora mais que nunca." Aoshi olhou para ela, seu cabelo molhado de suor, grudando na testa.
"Não conhecia esse seu lado possessivo, senhor Aoshi." Ela provocou, traçando seus dedos finos no rosto dele.
"Tem muitas coisas que você ainda vai aprender sobre mim..." Aoshi a puxou para perto, beijando demoradamente o cabelo dela.
"Agora me diga por favor Misao. Eu preciso ouvir..."Aoshi piscou pra ela.
Misao demorou alguns segundos para entender. Entender o que ela ainda não tinha dito...
"Eu te amo Aoshi...Eu te amo!"
"Eu também Misao..."
O casal trocou um beijo doce e carinhoso, antes que Aoshi puxasse o lençol sobre os dois. Os amantes caíram em um sono profundo. Completamente aninhados, um nos braços do outro.
^^x
Continua...
Obrigada todos os reviews! ^^x
HarunoKuchiki, Lica, Kaoru Himuramiya , Artemys Ichihara , Madam Spooky , Soffy !
bjs até o proximo!
Chibis
