CAPÍTULO III
Na manhã seguinte, sentindo-me um pouco mais do que moída, meto os óculos escuros em cima do nariz e começo a fazer o percurso da estação de South Ken até o meu escritório. Pelo menos o tempo não combina com o meu estado de espírito. Estamos supostamente no começo do verão, mas este é o primeiro dia que realmente demonstra isso. O sol está tentando desesperadamente aquecer o ar como se quisesse compensar pel tempo perdido e a luz forma sombras compridas nas ruas que despertam agitadas. O mundo parece ter ajustado melhor seu foco, o que faz com que eu me sinta mais acabada ainda. Dou olhadelas furtivas no meu reflexo nas vitrines enquanto caminho. Meu cabelo ruivo, na altura dos ombros, ficaria melhor com algumas luzes... e meus olhos viajam para o meu estômago e eu o encolho. Sim, provavelmente ele precisa de alguma atenção.
No escritório, aperto a campainha do interfone com urgência, como se estivesse de fato esperando há algum tempo. Emmeline me deixa entrar.
- Você está atrasada - é o cumprimento dela quando chego ao alto das escadas.
- Eu sei. Alastor já chegou?
- Faz meia hora. Cuidado com ele esta manhã.
- Por quê? Está de mau humor?
Ela encolhe os ombros.
- Acho que ele se deu bem demais no coquetel de ontem. A propósito, você está com uma aparência horrível.
Estou passando sorrateiramente pela porta da sala de Moody, esperando conseguir chegar à minha sala, espalhar algumas coisas na mesa e basicamente fingir que estou lá há horas, quando a porta se escancara e ele aparece na minha frente. Me endireito toda e tento arrumar minha expressão fácil, fazendo um olhar inquisitivo, porém inteligente. Não me dou muito bem porque é doloroso mover rapidamente qualquer parte do corpo. É um exercício facial equivalente a ser chacoalhada pela sala afora.
- Alastor! - digo sem muita convicção, tentando desesperadamente colocar um sorriso nos lábios.
Meu Deus, que dor.
- Lilian. Que bom que você resolveu vir trabalhar.
- Alastor, desculpe o atraso. Tive um problema com o... hã...
- Gato da vizinha? Carteiro? Maçaneta da porta?
- Não. Eu, hã, perdi minha, hum...
- Capacidade de caminhar? Carteirinha de metrô? Cabeça?
- Ah, olhe! Minhas amostras de canapés chegaram! - exclamo toda contente.
Edgar, que Deus o abençoe, passa rapidamente por trás de Moody e enfia uma bandejinha na minha frente.
- Com licença, Alastor. O chef disse que a Lilian precisa prová-los agora, enquanto ainda estão quentes.
Nós dois sorrimos, à espera de sua reação. Todos nós morremos de medo do chef executivo, de modo que esta é uma desculpa segura.
- Bom? - pergunta Moody. - Não vai provar, Lily?
- Hã? Sim, claro! Claro! - Pego um apressadamente e o enfio na boca. Está frio como uma pedra e tem um gosto vago de salmão.
- Delííícia! - Cuspo migalhas nos dois e fico pensando se eles perceberiam se eu vomitasse discretamente em cima dos meus sapatos. Moody abre a boca para dizer algo mais, mas pensa melhor e fecha novamente. Fecha os olhos e apoia a cabeça nas mãos, tipo "Deus nos ajude". Há um pequeno intervalo de silêncio. E depois é claro que decide que não pode mais perder tempo conosco, faz um gesto impaciente nos despachando e volta para sua sala. Damos um suspiro de alívio.
- Obrigada, Edgar - murmuro.
- Desculpe pelos canapés, mas pelo menos eram somente de ontem. Café?
- Por favor - peço num gemido. Afundo-me na cadeira e, sem mesmo me importar em tirar o blazer, apoio a cabeça em uma capa de cadeira muito conveniente, que alguém maravilhoso colocou por lá. Provavelmente não foi para que eu me apoiasse nela, mas estou agradecida do mesmo modo.
Poucos minutos depois, Edgar está de volta com o néctar dos deuses.
Endireito-me com pouca vontade e consigo beber uns golinhos restauradores. Edgar tem sido um porto seguro nestas últimas três semanas. Ele sabe que meu estado natural de bobeira é completamente atípico. Normalmente sou extremamente organizada e eficiente.
- Por que está neste estado? O que diabos andou fazendo? Foi algo excitante?
- Só Remus e eu - sussurro e faço uma careta.
- O querido Remus - Edgar diz carinhosamente. - Como vai ele?
- Doente, espero.
- Lily, querida, sei que essa história com Amus chateou você, mas quando vamos ter a nossa velha Lilian de volta? A Lilian obsessiva, tudo-tem-de-estar-no-seu-lugar?
- Pensei que você odiasse aquela Lilian - resmungo de dentro da minha capa de cadeira.
- Oh, ela não é tão ruim assim. Além disso, minhas contas não batem certo.
- Deixe-as na minha mesa. Quando eu puder enxergar novamente, darei uma olhada nelas. Quem você tem para esta noite?
- A festa das Mil e uma Noites da Sra. Pritch-Bonnington. Infelizmente está com um mais para decorador gay escandecido do que para Lawrence da Arábia. E você?
- Nada até quarta-feira. - Levanto a cabeça da capa de cadeira. - Se alguém ligar, diga que morri. Não está muito longe da verdade.
A única coisa que me perturba na meia hora seguinte é uma mensagem de Remus perguntando como ele pode suicidar-se com um clipe de papel e um post-it. É óbvio que ele também está passando mal. Bom. Sorrio comigo mesma enquanto minha cabeça despensa de volta na capa de cadeira;
Mais tarde, todos nos reunimos na sala de reuniões para a reunião administrativa quinzenal, onde discutimos projetos futuros, distribuímos as festas, caso algum promoter não tenha requisitado especificamente para alguma delas, e remoemos problemas e ideias em geral. Quase sempre a reunião dura a manhã inteira, a maior parte dela gasta em decidir o que vamos pedir na cafeteria ao lado.
Eles começam sem mim, pois estou presa em uma ligação internacional com uma cliente que é famosa pelo seu ódio a ter qualquer tipo de comida verde em seus eventos. Nem mesmo uma azeitona pode aparecer. Quando entro na reunião, Moody está no meio da tarefa de passar uma grande descompostura a alguém, mas se distrai assim que coloca os olhos em mim.
- SEJA COMO FOR - diz alto -, já que a nave-mãe finalmente mandou Lilian de volta à Terra, vamos continuar e falar dos novos projetos. O nome Potter lhe diz alguma coisa, Lilian?
Fico carrancuda. Ele me diz um monte de coisas. Boa parte da minha infância está ligada a esse nome.
- Hã, Lilian?
- Sim?
- O nome Potter?
- Sim, claro que conheço o nome Potter. Todo mundo conhece, não?
- Quero dizer pessoalmente.
Faço uma pausa. Moody está me olhando feio. Ele deve ter descoberto que eu costumava ser íntima da família Potter. Nunca mencionei isso, e ter contatos é tudo neste ramo de negócios. E o nome Potter quer dizer GRANDES negócios.
- Não vejo nenhum deles há anos - digo em uma vozinha apagada, esquecendo convenientemente meu "quase" encontro com James.
- James Potter? - pergunta Emmeline, maravilhada. - O James Potter? Você o conhece? - Isto é dito em um tom acusatório. Ela sempre fica de mau humor nessas reuniões porque Moody a proibiu de fumar ou comer na sala depois que, um dia, ela disse que estava "morrendo de vontade de comer uma frutinha" e Edgar atravessou a sala de reuniões aos saltos, dizendo "Aqui estou eu, querida". Moody não conseguiu fazer com que voltássemos a trabalhar por cerca de meia hora.
- Hã, mais ou menos.
- Como assim mais ou menos? - insiste Moody.
- Hã, eu conheci a família quando era criança. Cresci na fazenda de James, junto com ele. Por quê? - decido bancar a inocente.
- Alguém chamado Monty Potter ligou esta manhã.
- Jura? É o pai de James.
- Sim. Aparentemente, ele ouviu falar que você está no ramo de promoções de eventos através da sua tia Winnie. Aquela que acha que sou comunista. - A tia Winnie é bem conhecida por todos na Tabble Manners. Ela bate longos papos com qualquer infeliz do escritório que tenha a infelicidade de atender suas ligações.
- Através da minha tia Winnie? - Franzo as sobrancelhas. Tia Winnie teria me contado se tivesse encontrado com qualquer um dos Potter.
- Bem, não exatamente através da sua tia Winnie. Aparentemente, foi através da Sra. Charlesty, que andou conversando com sua tia Winnie. Recebi todos os detalhes. Um baile de caridade está sendo organizado na fazenda...
- Hogsmeade - acrescento.
- Isso, Hogsmeade. E ele gostaria de saber se você poderia ajudar. O pagamento que ele oferece não é grande coisa, mas, se você fizer tudo direitinho, e levando em conta que você conhece a família - e ele me dá uma olhadela feia neste ponto da frase -, podemos ser capazes de colocar nossas mãos em um contrato para realização de eventos empresariais para a empresa de James Potter. O que seria, e acho que não preciso dizer isso, um enorme contrato. Na semana passada, o The Times colocou o nome dele na lista dos empresários mais admirados do país.
- E a revista Tatler o colocou na lista dos cinquenta solteiros mais cobiçados. Ele é lindo de morrer - Emmeline acrescenta. - Aquela fazenda enorme. Pense em todo aquele dinheiro. - Ela fica com o olhar perdido ao longe.
- O que ele faz, exatamente? - pergunta alguém.
- Compra empresas, divide-as, vende-as. Com a permissão delas ou não. Tem reputação de ser simplesmente implacável.
- Não é somente reputação - murmuro comigo mesma. A discussão fica mais animada e todo mundo entra na conversa, ansioso para dar um palpite.
- Não é ele quem insiste em despedir pessoalmente toda a diretoria das empresas que assume?
- Não disseram algo sobre como ele se delicia com o fracasso dos outros?
- Não foi ele quem despediu mil funcionários na última empresa que comprou?
- OK, calma todo mundo, o homem não cheira a rosas, mas isto não muda a cor do dinheiro dele - Moody interrompe a conversa antes que a coisa desande: - Se formos julgar todos os nossos clientes com base na moralidade do dinheiro que possuem, vamos acabar só com um par deles. Posso perguntar, Lily, por que você nunca achou que seria importante mencionar esse conhecimento?
- James e eu não nos dávamos bem. - Encolho os ombros e encaro meu bloco de anotações. James Potter e eu éramos grandes amigos. Mas note que usei o verbo no passado. Éramos grandes amigos.
- Quantos anos vocês tinham?
- Onze.
- Como poderiam não se dar bem um com o outro aos onze anos? Você roubou o pacote de balas dele? Vocês brigaram pelos patins? Não acho que ele vá usar isso contra você.
- Quando é o baile? - pergunto, virando as páginas do mês de dezembro da minha sólida e enorme agenda, a fiel companheira e de qualquer promoter.
- No mês que vem.
- No mês que vem? - Olho horrorizada para ele.
- Aparentemente, a associação de caridade teve que mudar de local na última hora e pediram a colaboração da fazenda. É por isso que Monty Potter quer a sua ajuda.
- Mas não há tempo suficiente. Não posso organizar um baile em um mês!
- Um monte de detalhes já deve estar organizado. Já marquei uma reunião para você descobrir tudo na segunda-feira. Vá e veja o que precisa ser feito.
- Vou visitar minha tia Winnie na segunda-feira, ela vive bem perto do local e pode me levar lá - digo. Não tenho carro e as atitudes puritanas de Moody com relação a despesas criaram raízes em todos nós.
- O Sr. Potter disse que a fazenda nunca organizou nada assim antes. É o primeiro evento oficial deles.
- Eles nunca estiveram aberto ao público. A casa e o campo sempre foram estritamente particulares. Não consigo ver James Potter recebendo as pessoas de braços abertos.
- Bom, James Potter está no exterior, de modo que você não vai vê-lo.
- Ótimo.
A fazenda Hogsmeade. Nunca imaginei que um dia voltaria lá. Uma avalanche de memórias me invade quando penso nela. Na beleza do lugar. Os Potter são os donos da fazenda, da aldeia e de alguns milhares de hectares de terra. Quando tinha cerca de oito anos de idade, voltamos para a Inglaterra e acabamos vivendo na propriedade, em um chalé a poucos minutos da casa principal. Hogsmeade, Monty e Elizabeth Potter, James e seu irmão Will eram o meu mundo, e até os meus onze anos eu adorava completamente aquela família encantadora.
- Se esta é a primeira vez que a fazenda faz algo desse tipo, então podemos estar no começo de uma atividade altamente lucrativa - diz Moody, interrompendo meus pensamentos. - Provavelmente você vai precisar de uma semana inteira antes do baile, devido aos problemas de tempo. O Sr. Potter disse que você pode se hospedar com eles, em vez de ficar indo e vindo de Londres. Ele insiste absolutamente nisso. E vamos economizar muito com as despesas com viagens. Onde, na região de Suffolk, fica a fazenda?
- Em uma pequena aldeia chamada Hogsmeade. Bem perto de Bury St. Edmunds.
- Ele disse que está ansioso para rever você. Não faço ideia por que não os mencionou antes, Lily.
- Já disse, James e eu não nos damos bem. Na verdade, acho que não exagero se disser que tenho certeza de que ele me odeia.
- Por quê? Você é bastante inofensiva. - Vindo de Moody, isto é um elogio.
Encolho os ombros.
- Realmente não sei.
- Deve ser uma bobagem de criança. Você se dá bem com o resto da família? Será que posso lhe perguntar isso? Como você se dá com Monty Monkwell?
- Sem problemas! Eu adorava o resto da família.
Mas, acima de tudo, eu adorava os meninos. Tenho somente uma irmã, nenhum irmão e um pai frequentemente ausente; eu achava a companhia masculina algo incrivelmente agradável e original. No princípio, James e eu nos dávamos maravilhosamente bem. Ele me tratava como uma irmã caçula, e eu adorava cada minuto com ele. Andávamos juntos o tempo todo, conversando em uma língua especial, inventada por nós, o que deixava os nossos pais completamente doidos.
- Seja como for, você tem a data livre? - pergunta Moody.
Viro as páginas da agenda até o fim da semana do baile e franzo as sobrancelhas.
- É o coquetel da Sra. Cherington.
- Você fica com isso, Edgar?
- De jeito nenhum! Aquela velha mandona e briguenta! Preferia... - Contém-se quando vê o rosto de Moody. - Sim, claro que posso.
- Ótimo! A secretária de James Potter precisa que você envie por fax o seu CV e um acordo de confidencialidade assinado.
- Um acordo de confidencialidade? Por quê? - Um acordo de confidencialidade é considerado perfeitamente normal se o evento é topo de linha, mas incomum quando se trata de algo como um baile de caridade.
- Provavelmente porque algo pode ser confidencial - diz Moody, usando sua melhor voz para falar com mentecaptos, revirando os olhos e suspirando. - Lilian, você pode não ter percebido, mas, nestas últimas semanas, James Potter vem tentando completar uma aquisição hostil de uma grande fábrica. Meu palpite é que a família receie que você possa ouvir algo que não deve. Controle-se, pelo amor de Deus. Você costuma saber exatamente o que está acontecendo.
Fecho os olhos por um segundo sob o impacto das palavras de Moody, pois percebo que ele está certo. Edgar quebra em grande estilo o silêncio desconfortável:
- Vejam! - exclama. - Aqui está minha borracha com cheiro de abacaxi! Não sabia onde tinha ido parar!
De volta à minha mesa, tento concentrar-me na disposição dos lugares à mesa da Festa Nórdica do Gelo de Lady Boswell, mas meus pensamentos insistem em voltar para James Potter. Justo quando pensava ter esquecido toda a dor que ele me causou, que foi trazida à tona pelo nosso encontro recente, a simples menção de seu nome fez com que tudo voltasse com força novamente.
Quando tinha oito anos, James Potter era meu melhor amigo e, de certa maneira, nossa amizade reuniu nossas famílias. Não acho que teríamos passado tanto tempo na companhia uns dos outros se James e eu não fôssemos tão unidos. Mas, logo depois de James ter sido mandado para o colégio interno, as coisas começaram a mudar.
Os primeiros fins de semana que ele passou em casa foram bons. Íamos pescar. Andávamos de bicicleta. Assistíamos à TV. Mas, aos poucos, James foi ficando introvertido e mal-humorado. E maldoso. Ele fez todo o tipo de maldades, trancando-me em salas desertas na fazenda, abandonando-me nos bosques à noite. James era dois anos mais velho do que eu eu, talvez, tenha crescido demais para continuar com a nossa amizade. Mas, fosse o que fosse, o efeito sobre mim foi devastador. Chegando ao ponto em que qualquer visita aos Potter me fazia chorar e suplicar a minha mãe que não me fizesse ir. Eu não podia dizer o motivo e as relações entre todos tornaram-se tensas.
Para mim, a mágica de Hogsmeade desapareceu no outono daquele ano, e os bosques só traziam maus sentimentos.
No verão do ano seguinte, meu pai foi transferido para a Itália. Dora e eu fomos viver com a tia Winnie para podermos continuar os estudos na Inglaterra. As duas famílias fizeram juras de praxe, prometendo manter contato, e Will e Monty imploraram para que Dora e eu fôssemos visitá-los frequentemente, já que nossos pais estariam na Itália. Eu continuava reticente por causa de James, mas, sempre que Dora sugeria uma visita, tia Winnie inventava algo que nos impedia de ir, até que gradualmente fomos esquecendo inteiramente a ideia de visitá-los. Nos anos seguintes, me esqueci completamente de James, até que começaram a sair artigos nos jornais sobre ele. Em vez de assumir sua posição como herdeiro de Hogsmeade, ele decidiu entrar no ramo de negócios. No começo os jornais focalizavam as suas "estonteantes" habilidades empresariais, o seu talento para os negócios e a sua impressionante afinidade com os números, mas pouco a pouco comecei a ver os sinais do velho James. O caso de amor com a imprensa começou a enfraquecer e começaram a surgir reportagens que o mostravam de modo diferente. Os milhares de funcionários demitidos de uma fábrica. As suas exigências irracionais às diretorias. O estado de abandono e pouco caso com a propriedade da família. Parece que ele não mudou muito com o passar dos anos.
Edgar senta ansioso na minha mesa. Ele quer falar sobre a última novidade.
- Oooh, benzinho. Imagine só você crescendo ao lado de James Potter. - Ele ergue o ombro e faz uma careta de "imagine só". - Oh, fico pensando se ele é tão mau como dizem. Espero bem que sim.
- Hum - digo eu, roendo uma unha.
- Como era ele?
- Muito legal até chegar à puberdade, depois virou uma versão jovem do que é hoje.
- Ruim, hã?
Aceno com a cabeça.
- Sim. Bem ruim.
- Quanto tempo você viveu na fazenda?
- Hum, cerca de três ou quatro anos. Mudamos para lá quando eu tinha oito anos e saímos quando eu tinha onze ou doze.
- Nossa, um bom pedaço da sua infância. Você deve ter muitas memórias amarradas àquele lugar. Vai ser estranho voltar, não vai?
Alô, povo terráqueo, espero que gostem. Na primeira vez em que eu li esse capítulo eu achei que a Lily fez um pouco de drama com o "toda a dor das lembranças de sua infância", mas o que James fazia para era realmente ruim e criança não esquece esse tipo de coisas tão facilmente. E não se desesperem, a explicação para a atitude de James virá a longo prazo - tadinho, sempre culpam a puberdade.
AlineGomes: Adorei sua review, e eu recomendo bastante ler os livros da Sarah Mason. Apesar de eu preferir ler aventuras, às vezes é sempre bom ter um chic-lit para descontrair c:
Até mais; xoxo
Julia
