CAPÍTULO VIII
No dia seguinte, acordo às seis da manhã, ouvindo a voz de Monty, que, andando para cima e para baixo, obviamente querendo que todos também andem para cima e para baixo com ele. Tinha me esquecido desta mania dele. Você deve estar imaginando como um homem consegue acordar uma casa inteira, principalmente uma casa tão grande como esta. Bom, é muito simples: em primeiro lugar, bata todas as portas, independentemente de estar passando por elas ou não. Depois, ligue todos os aparelhos de rádio e TV da casa e cante junto com eles em voz alta. Até cante rap se for preciso, mas nem sempre afinado ou no ritmo. E se quiser mesmo encher todo mundo, leve seu rádio portátil para fora de casa e comece a ensinar novos truques aos cães no gramado, bem debaixo da janela de todos.
Depois de vinte minutos, decido que não aguento mais, saio da cama cambaleando e com os olhos ainda embaçados. Quase sempre durmo com uma camiseta - por mais que deseje ser uma mulher que usa lindas camisolas vaporosas, acabo sempre acordando com elas enroladas ao redor de vários membros do meu corpo e prestes a cortar a minha circulação sanguínea. Pego a primeira coisa que veho na minha frente para cobrir minhas partes inferiores, neste caso a saia reta cinza que usava ontem, e saio escada abaixo em busca de uma reconfortante xícara de chá.
- Bom-dia, Lily! - saúda Will, impecável, que, obviamente, já está de pé há horas. Consigo interromper meu bocejo a meio e abro um pouco mais os olhos. Não esperava encontrar mais ninguém acordado.
- Bom-dia - resmungo, envergonhada com o meu aparente gosto eclético em roupas de dormir. Minha camiseta tem estampado o slogan "Promoters passam a noite toda fazendo aquilo", encomendado por Moody para a nossa festa de Natal, o que não é bem a impressão que eu gostaria de causar em Will.
- Acabei de fazer café, quer um pouco? - Ele caminha em direção à cozinha, e eu saio tropeçando atrás dele. Sou imediatamente atacada por dúzias de cães que quase me derrubam, mas consigo me segurar na mesa da cozinha, puxar uma cadeira e despencar sentada nela.
- Por que levantou tão cedo? - pergunto.
- Estamos com poucos funcionários. James está sempre reclamando sobre os salários, de modo que estou fazendo hora extra. Quer dar uma volta esta noite?
- Adoraria! - exclamo toda contente. Ele vira de costas enquanto enche a cafeteira, e eu aproveito a oportunidade para pentear o cabelo com os dedos e limpar o excesso de rímel que sei que está acumulado debaixo da pálpebra.
Ele põe a cafeteira na mesa junto com duas canecas. Faço uma cara feia quando percebo que não estamos usando porta-copos. A Sra. Jones vai matar os dois ou só ele?
- Papai acordou você? - ele pergunta enquanto pega o leite na geladeira.
- Não, eu já estava acordada.
- Ele acordou você, não foi?
- Sim. - Continuo a ouvir Monty cantarolando desafinado lá fora. Ponho café na caneca. - Monty disse que você esteve fora, viajando.
- Sim, logo depois que saí de Cirencester.
- Cirencester?
- A faculdade de agronomia. Sempre quis ser fazendeiro. Sou bom com as mãos, sabe? - Ele dá um sorrisinho malicioso e levanta as sobrancelhas sugestivamente.
Puxa vida, são seis e meia da manhã e eu nem me olhei no espelho ou escovei os dentes. É assim que as pessoas fazem no campo? Olho para minha caneca de café e brinco com a asa, em vez de entrar no jogo.
- Você foi para a universidade, Lily? - pergunta Will.
- Hã, sim. Fui para Nottingham, mas não saí viajando depois disso. Acho que já havia preenchido minha cota de viagens.
- Sim... Escute, tenho que alimentar os veados. Por que não veste algo mais adequado e vem comigo para continuarmos conversando? Apesar de gostar muito da sua camiseta, você vai precisar de uma coisa mais quente. Voltaremos por volta das oito.
Hesito por um momento e concordo.
Volto dez minutos depois, usando calças de tecido grosso em estilo militar e com muitos bolsos, tênis de lona e um suéter. Will tira um par de galochas do guarda-roupa, pega um molho de chaves na mesinha e saímos de encontro ao ar fresco da manhã. Vamos colocando um ao outro a par de tudo o que aconteceu em nossas vidas desde que perdemos contato, enquanto molhamos feno e medimos cereais. Nunca me dei muito bem com Will quando era criança, mas ele sempre foi brincalhão e charmoso. Era sempre ele quem aparecia com ideias absolutamente perigosas e quem ia adiante com elas. E eu nunca imaginei que ele pudesse ser tão boa companhia.
Fiel à sua promessa, Will me deixa nos fundos da casa às oito e cinco e diz que nos veremos no jantar. Entro na cozinha pela porta dos fundos, fedendo como um gambá. Uma voz aguda me saúda:
- Olá! Você está cheirando um pouco mal. - Não é a saudação mais tradicional de todas, mas deve estar correta, devido às circunstâncias.
Um menininho ruivo, vestido com um uniforme de escoteiro lobinho, está sentado à mesa bebendo calmamente um copo de leite e comendo cereais. Não estamos falando de um cabelo ruivo-acastanhado, mas sim de um tom laranja fluorescente.
- Olá! - respondo. - Quem é você?
- Sou Harry.
Eu esperava mais detalhes além desse, mas me contento com pouco.
- Sou Lily.
- A promoter - ele arremata. É óbvio que ele foi bem informado. - Você se cortou. - Olho para minha mão, enrolada por um lenço branco de Will (um verdadeiro cavalheiro, nada de pedaços de toalhas de papel de cozinha com ele). Eu a cortei enquanto tentava exibir minhas habilidades atléticas ao pular uma cerca. Foi um corte pequeno, mas não parava de sangrar.
- Foi. Cortei no arame farpado.
- Quer que eu limpe o corte para você? Todas as minhas medalhas são por primeiros socorros.
- Hã, não mesmo, é...
- Um curativo?
- Não, está tudo bem, hã...
- Sutura?
- Meu Deus, não!
- E se eu fizer uma tala?
- Não, na verdade, está...
- Chupá-lo?
- Chupá-lo?- repito.
- Importantíssimo para mordidas de cobra.
- Você lida com muitas mordidas de cobra na tropa de escoteiros de Hogsmeade? - pergunto, pensando que esta é a hora certa para descobrir algo sobre uma eventual população de cobras na propriedade.
- Desde que Neville Longbottom sentou-se em uma víbora em uma visita ao Castelo de Warwick, mordidas de cobra estão na minha lista.
- Coitado do Neville.
- Coitado mesmo, a bunda dele inchou um bocado. Ficou quase do tamanho de... de... - Harry olha freneticamente pela cozinha, até que seus olhos encontram um objeto adequado -... bom, quase do tamanho da sua. - Ele olha para mim muito sério, olhos esbugalhados, seguro de ter ilustrado bem sua informação.
- Não diga. Fico surpresa com o fato dele não ter morrido, então - comento aborrecida.
- Eu também - diz Harry, bebendo o leite, sem perceber nenhuma das suas gafes. Meu Deus, com este jeito para a conversa até me admiro que os biscoitos de chocolate não estejam fazendo fila para serem consumidos por este sedutor de língua doce. A Sra. Jones entra então na cozinha.
- Espero que Harry não a esteja incomodando - ela diz petulante, lábios apertados. E começa a pegar escovas e baldes debaixo da pia.
- Não, não. De jeito nenhum. Ele é...?
- Meu filho. Sim. - Tudo fica claro agora. É óbvio que Harry herdou as maravilhosas maneiras da mãe dele. Espero que o pai tenha contribuído geneticamente com mais alguma coisa além do cabelo ruivo. Mas, pensando bem, não vi nenhum indício de um pai por perto desde que cheguei. Mas não tenho nenhuma chance para perguntar mais coisas, porque a Senhora Jones deixa bem claro que não está ali para jogar conversa fora. Ela enche um balde com água quente enquanto Harry termina de beber seu leite.
- Férias da escola, não é, Harry? - pergunto.
Ele acena que sim, todo feliz.
- Na semana que vem começa o mês de arrecadação de fundos para os escoteiros. Quero passar na frente de Draco Malfoy. Ele ganhou mais de cinquenta libras no ano passado. Você tem algum trabalhinho para mim?
- Claro que sim, tenho certeza de que posso achar algo.
- Você não deve atrapalhar a sra. Evans, Harry - interrompe a mãe, que nesse meio-tempo começou a esfregar o chão da cozinha.
- Não é nenhum problema mesmo. Ele não vai me atrapalhar e, por favor, me chame de Lily.
- OK, Lily - ela concorda, séria.
- Vocês dois vivem na casa? - pergunto como não quer nada.
- Mamãe e eu moramos na ala leste. Mas quase nunca estamos lá, sempre comemos aqui com Monty, Flo e Will. E...
- Já chega, Harry. - Droga, justo quando estava ficando interessante. Então o pai dele não anda por aqui. Infelizmente não tenho mais perguntas que possa fazer sem invadir a privacidade dela.
- Vou mudar de roupa - digo para o ar e começo a andar em direção às escadarias traseiras. A Sra. Jones me dá uma encarada feia enquanto eu tento não pisar nos pedaços do chão já lavados. Ando nas pontas dos pés e dou saltinhos que não ajudam em nada, mas pelo menos mostram que estou tentando. - Ops, desculpe... ooh... hã... desculpe - gaguejo, até que me lembro de pedir, no meio do caminho, se poderia usar as escadas do outro lado da cozinha.
- Bom você já está no meio do caminho, não é? - ela diz sarcasticamente quando eu paro e olho para ela, incerta.
Tenho de admitir que ela tem razão, mas não gosto da maneira como murmura amargamente:
- E usando galochas.
- Sim. Tem toda a razão. Desculpe. - Dou uma corrida até a escadaria nos fundos, sento no primeiro degrau e luto para retirar as galochas que parecem estar grudadas nos meus pés. Fico tentada a perguntar a Harry se ele tem alguma medalha de remoção de galochas, mas elas saem de repente e eu escapo agradecida. Na segurança do meu quarto, tomo um banho rápido e visto algo um pouco mais profissional: uma saia preta e um top vermelho. Ponho um pouco de maquiagem, que é mais complicado do que parece com um dedo machucado, junto alguns documentos e saio novamente em disparada para a cozinha.
No térreo, tia Flo e Monty juntara-mse a Harry e à Sra. Jones na mesa do café-da-manhã. Monty segura o jornal matutino à sua frente. Aparentemente, foi direto para a página do obituário, porque exclama repentinamente:
- Meu Deus, Flo! Josephine Bradshaw morreu!
- Jo Bradshaw? Morta? Tem certeza?
- Espero que sim. Eles a enterraram.
- Bom-dia! - tia Flo me cumprimenta. Monty abaixa o jornal.
- Lily! Bom-dia para você! Dormiu bem, querida? Não sentiu frio? Precisa de um cachorro extra?
Respondo que fiquei bem quentinha.
- Bom, se precisar, o Moony é uma maravilhosa bolsa de água quente.
- Vou me lembrar disso.
- E o que você vai fazer hoje, Lily? Trabalhar no planejamento do baile?
Uma bufada de desdém sai do lado da pia. Todos olhamos. A Sra. Jones está virada de costas para nós, lavando pratos inocentemente. Olho para trás.
- Bem, Monty e eu temos uma reunião com os representantes da associação de caridade - respondo.
- Isso é tão, tão excitante! - Flo diz, extasiada. Mais uma rufada de desdém sai da sra. Jones. Isso é mesmo chato.
- Lily, torrada ou cereal? - oferece Monty. Dou outra olhada para a pia. Mais algum ruído nasal a acrescentar? Pego o cereal.
Às nove horas em ponto chegam as duas representantes da associação de caridade. Monty e eu esperamos por elas na sala de visitas, uma sala linda e elegante, decorada em tons de amarelo-claro e um tom delicado de azul esfumaçado. Como em quase todas as outras salas, uma lareira enorme domina uma das paredes. A sala é tão grande que há vários conjuntos de sofás e mesas. Em uma das extremidades da sala, portas-balcão enormes abrem-se para os gramados. Nunca tivemos permissão para entrar aqui quando éramos crianças, porque o ambiente está repleto de porcelanas frágeis e mesinhas delicadas que parecem equilibrar-se precariamente em uma perna só. Alguém teve a delicadeza de colocar um vaso cheio de rosas do jardim na mesinha de centro na frente da lareira.
Nós dois nos levantamos quando as representantes da associação de caridade entram acompanhadas pela Sra. Jones. Observo, ansiosa, enquanto ela sai da sala, para ver se ela se lembra de fazer um comentário inadequado, dar uma fungadela ou mesmo tascar um peteleco na cabeça das convidadas. Felizmente ela sai sem nenhum incidente. As apresentações são feitas - as senhoras chamam-se Rose e Mary - e todos sentamos. Não tive muito tempo para me preparar para esta reunião mas consegui esboçar alguns cardápios. Também não tive a oportunidade de inventar ideias para o tema circense, mas isso será mais fácil quando souber o que nossos clientes realmente querem.
- Manda bala, Lily - diz Monty. - Você sabe o que perguntar.
- Eu sei tudo está em cima da hora, Lilian - diz Rose, numa golfada, antes que eu consiga abrir a boca -, mas esperamos que a maioria de nossas ideias ainda possa ser realizada.
Eu também espero que sim - digo suavemente. Rose e Mary representam uma grande associação de caridade com a qual nunca trabalhei antes, e sei que se cuidar delas direitinho poderei ter chances de agarrar a conta permanentemente.
- Infelizmente o promoter que tínhamos estava vinculado ao local anterior do evento - continua Rose. - Ficamos imensamente felizes com o fato de Monty conhecer você, senão não saberíamos o que fazer. Esta fazenda foi um salva-vidas.
- Mas o que aconteceu com o outro lugar, se é que posso perguntar? Por que cancelaram?
- Houve um pequeno incêndio nas cozinhas. Felizmente ninguém ficou ferido, mas eles precisaram substituir os equipamentos danificados e acharam que não estaria tudo pronto para o dia do baile. Levando em consideração a quantidade de pessoas envolvidas, pensaram que seria mais sensato se procurássemos outro lugar.
- Monty me disse que são quinhentos convidados. É um total confirmado?
- Vendemos pouco mais de quinhentos ingressos a maioria rara, empresas - diz Mary. - O total vai chegar provavelmente, a quinhentos e cinquenta no dia do evento.
- Alguma ideia sobre a comida a ser servida? Eu organizei alguns cardápios para vocês darem uma olhada. - Procuro meu bloco de anotações. Passamos uns vinte minutos analisando os cardápios, incluindo um animado debate iniciado por Monty sobre os vegetarianos e os alérgicos a nozes.
- Vamos falar do tema circense? - acabo por perguntar. - Porque isso pode afetar algumas das outras decisões.
- Bom, a empresa de toldos que contratamos vai providenciar uma grande tenda de circo! - diz Rose animadamente. - E nós já temos alguns malabaristas e outros artistas contratados. Vou passar os nomes e números de telefones deles para vocês.
- Obrigada. Vocês querem alguma disposição especial para a tenda? Quem sabe com um picadeiro no meio para os artistas e as mesas espalhadas ao redor?
- Isso seria maravilhoso! - suspira Mary. Muito bem, Lily. Já não bastava o trabalhão que você já tem nas mãos, ainda vai ter que se virar com picadeiro e companhia. Falta pouco para você se oferecer para ficar no lugar da foca amestrada.
- E podemos ter um apresentador vestido como um mestre-de-cerimônias, com cartola e casaca vermelha? - Isso, vai arranjando encrenca, Lily.
- E botas de verniz preto brilhante? - diz Rose com um guinchinho excitado. Monty olha para ela, preocupado.
- Eu continuo numa onda de inspiração infeliz.
- E que tal algumas lanterninhas? Elas poderiam andar pelas mesas, dando saquinhos de pipoca e picolés para as pessoas depois do jantar. Quem sabe uma máquina de algodão-doce?
- Há anos não como algodão-doce!
- Vou precisar da lista de artistas já contratados o mais depressa possível. Podemos acrescentar um pouco à ideia: um mágico que vai de mesa ou quem sabe um caricaturista? Vocês sabem qual a faixa etária dos convidados?
- Vou perguntar para a pessoa encarregada da venda dos bilhetes? - Rose faz uma anotação no seu bolso.
- Isso. Agora vamos ver os aperitivos?
- Queremos algo divertido!
- Com certeza! Há milhares de coisas que podemos fazer! Que tal garrafas de champanhe em miniatura com canudinhos? Ou um bar de coquetéis? Vou fazer um resumo de ideias.
- Obrigada! Tudo parece simplesmente esplêndido!
Continuamos falando de decorações de mesa, disposição dos convidados nas mesas, louças e talheres, preparação de bebidas, chapelaria, banheiros químicos e uma centena de outros detalhes que são fundamentais para um evento deste tamanho. Vou com toda certeza ter uma carga de trabalhos, e por momentos penso se Rem e eu vamos dar conta do recado. Depois de agendarmos uma nova reunião para a semana que vem, Monty acompanha as duas animadas senhoras até a saída. Apesar de minhas preocupações com os recursos, não consigo resistir à tentação de fazer com que cada evento seja o melhor possível.
Em três semanas, este gramado vai estar enfeitado com uma tenda de circo suficientemente grande para abrigar quinhentas pessoas. O último evento desde tamanho que eu fiz levou um ano de planejamento, e ainda recebo um cartão de parabéns da mãe do cliente no meu aniversário. Mordo o lábio, preocupada.
- Parece que vai ser um trabalhão danado, Lily! Você dá conta? - Monty interrompe meus pensamentos preocupantes.
- Bom, Remus vai me ajudar. Ele é meu assistente - explico. Monty nota meu ar desanimado e dá umas palmadinhas no meu joelho.
- Não se preocupe, Lily, todos nós vamos ajudar! Sei que estamos pedindo muito de você. Eu contrataria mais ajudantes para você, mas o problema é que estamos precisando do dinheiro que a associação de caridade vai nos dar para usar na fazenda.
- Precisa? - pergunto um pouco alarmada.
- James dá pouco dinheiro para a manutenção da casa e a Sra. Jones precisa de novos equipamentos de cozinha, a geladeira está praticamente caindo aos pedaços! E espero que James nos deixar usar o dinheiro para este tipo de coisas. - Ele parece tremendamente sem graça. - Eu nunca contaria uma coisa dessas para um desconhecido, mas você sempre foi íntima da família, Lily. É por isso que fiquei tão aliviado quando você veio nos ajudar... - Ele não termina a frase e fica olhando distraidamente para os seus sapatos gastos, mas bem engraxados. Sinto raiva de James por permitir que um pai tão doce fique tão aflito.
- Não se preocupe - digo com firmeza, e fico mais resoluta sobre o projeto. - Vamos dar conta. Aconteça o que acontecer.
